Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
PARA REFLETIR
Por que os ministros do Supremo atrapalham os trabalhos da CPMI do INSS? Protegendo bandidos?
Rumo ao Senado
Arthur Lira entra na disputa pelo Senado Federal com uma base política consolidada e uma trajetória que o coloca, desde já, como um dos nomes mais competitivos do cenário alagoano. Sua força não se resume aos corredores do poder em Brasília. Em Alagoas, investiu politicamente na base municipal. Ao longo dos últimos anos, destinou recursos, apoiou projetos e contribuiu com praticamente todos os municípios do interior e com Maceió. Prefeitos e lideranças locais reconhecem a presença ativa do deputado em obras, ações estruturantes e demandas históricas das cidades.
Sinal amarelo
O desgaste acumulado na candidatura de Lula começa a extrapolar os limites da tradicional polarização política. O que antes se restringia ao embate ideológico entre campos opostos agora atinge setores moderados, independentes e até antigos aliados. A sucessão de crises, ruídos diplomáticos e dificuldades econômicas ampliou o debate para além da militância. A narrativa deixou de ser apenas “nós contra eles” e passou a envolver questionamentos sobre gestão, estratégia e capacidade de articulação. Quando a crítica rompe a bolha da oposição e alcança o centro, o sinal de alerta se acende.
O bife de ouro
As redes sociais mostraram um possível escândalo provocado por imagens do deputado Rafael Brito comendo um “bife de ouro”, fato que foi desmentido pelo próprio. Pode até ser fake, mas cabe bem no currículo exibicionista de Brito, que vai disputar mais uma eleição graças aos votos dos Calheiros. Seu protagonismo parlamentar é perto de zero.
Marx Beltrão, o protetor
O deputado Marx Beltrão é de longe o político mais comprometido com a causa animal entre todos de Alagoas. Faz mais até do que o governo e a prefeitura de Maceió. Atuante nas comissões temáticas e com proposições avançadas, mostra seu comprometimento com uma pauta, na qual os beneficiados não votam e por isso mesmo não são levados em conta.
Silencio na República de Murici
O episódio da mala com R$ 270 mil apreendida dentro da prefeitura de Murici expõe mais que um flagrante: revela o contraste entre poder político consolidado e a realidade de um dos municípios mais pobres de Alagoas.
Até agora, o silêncio oficial chama mais atenção que a própria apreensão. Nenhuma palavra do prefeito, nenhuma manifestação dos líderes mais graduados do grupo político.
Michelle “traíra”
A possível candidatura de Michelle Bolsonaro começa a causar ruído dentro do próprio grupo bolsonarista. Nos bastidores, aliados do ex-presidente demonstram preocupação com o impacto político da ex-primeira-dama no Distrito Federal, onde o governador Ibaneis Rocha é considerado peça estratégica. Há ainda um componente de desconfiança interna. Parte do entorno de Jair Bolsonaro teme que, uma vez eleita, Michelle construa trajetória própria, com autonomia política que ultrapasse os limites do Partido Liberal e até do próprio bolsonarismo raiz.
Fala, prefeito
A política alagoana aguarda com continuada expectativa a decisão do prefeito JHC sobre qual cargo vai disputar. O fato tem gerado expetativa em seus opositores, que precisam se posicionar e também já começa a trazer incômodos internos. O prefeito está blefando? Está com medo? Ou está “coisa nenhuma”? Há quem diga que está, sim, fugindo de acordos, que não estaria disposto a cumprir.
Pílulas do Pedro
Prudência recomendada. Se Vorcaro falar tudo, a República vai desabar em todos os poderes.
Senador Renan Calheiros está pronto para ouvir o mafioso Vorcaro. Resta saber se vão permitir.
Agência Alagoas
PARA REFLETIR
Por um voto em branco, você está dizendo que tem uma consciência política, mas você não concorda com qualquer um dos partidos existentes.
Vaidade e Constrangimento
Ronaldo Lessa candidato a qualquer cargo em 2026 será a vaidade transformada em constrangimento. A política tem seu tempo, sua liturgia e, sobretudo, seus ciclos. Há momentos de protagonismo e há momentos de recolhimento estratégico. Insistir em disputar espaço quando o cenário já aponta para novas lideranças pode soar menos como vocação pública e mais como apego ao palco.
Lessa tem história, ninguém lhe nega. Já ocupou cargos relevantes, participou de embates importantes e deixou sua marca em determinados períodos da vida política alagoana. Mas a política não é museu de memórias é movimento. Quando a candidatura passa a parecer um gesto de afirmação pessoal e não uma resposta concreta às demandas atuais da sociedade, o risco é transformar capital político em desgaste público.
Há biografias que se engrandecem quando sabem encerrar ciclos com elegância. A vaidade, quando fala mais alto que a estratégia, costuma cobrar um preço alto nas urnas e na história
Dor de cabeça
Nos bastidores de Brasília, cresce a inquietação de parlamentares governistas com a futura composição do Tribunal Superior Eleitoral. A avaliação reservada na base aliada é de que decisões recentes e a movimentação nos tribunais regionais indicam um ambiente menos previsível para o Palácio do Planalto no ciclo eleitoral que se aproxima.
No Congresso, governistas já falam abertamente na necessidade de reforçar a articulação política e jurídica para evitar surpresas. A leitura é pragmática: eleição se decide no voto, mas também nos tribunais. E, nesse tabuleiro, cada movimento conta.
Campanha sem filtro
A eleição que se aproxima em Alagoas promete ser marcada menos por propostas e mais por retrospectivas incômodas. A história nada lisonjeira de cada político candidato será revisitada, repassada e exposta, sem maquiagem e sem edição suave.
Nos bastidores, já se fala em campanhas duras, com revelações que não serão recomendáveis para menores nem para a tradicional família alagoana. Escombros e esgotos políticos serão revirados. E quem apostou na memória curta do eleitor pode descobrir que, em ano eleitoral, arquivo morto vira manchete.
Medo ou chantagem
A demora do prefeito JHC em anunciar oficialmente sua candidatura deixou de ser vista, por setores do próprio entorno, como estratégia calculada. Nos bastidores, aliados admitem desconforto com o compasso de espera especialmente para quem lidera pesquisas e, em tese, teria o terreno preparado para avançar.
Nas rodas políticas, duas hipóteses ganham corpo e circulam com insistência: medo ou chantagem. A primeira aponta para receio de desgaste precoce, exposição excessiva ou revelações inconvenientes em meio ao embate que se avizinha. A segunda sugere pressões subterrâneas, negociações delicadas e acordos ainda não fechados.
Racha à direita
As pré-candidaturas de Flávio Bolsonaro à Presidência, de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo DF e de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina estão longe de serem movimentos pacificados dentro do campo conservador.
Nos bastidores, o clima é de tensão. Lideranças que já trabalhavam seus próprios projetos se sentem atropeladas, ameaçadas e com territórios eleitorais invadidos sem negociação prévia. O discurso público ainda é de unidade, mas a irritação cresce em conversas reservadas.
Insistência arriscada
A defesa da escala de trabalho 6x1 seis dias trabalhados para um de descanso voltou ao centro do debate e o governo insiste na pauta, mesmo diante de reações crescentes de setores produtivos e de parte da opinião pública. A avaliação em segmentos do Congresso é de que o tema pode se transformar em desgaste político desnecessário.
No ambiente econômico ainda sensível, a aposta pode se revelar um tiro no pé. Em ano pré-eleitoral, pautas trabalhistas com potencial de conflito costumam produzir mais ruído do que consenso e nesse jogo, quem erra o timing paga a conta nas urnas.
Os penduricalhos dos marajás
(BRASÍLIA) - O Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional firmaram acordo para propor regra de transição para os penduricalhos, indenizações que resultam em remunerações para servidores públicos acima do teto constitucional de R$ 46.366,19. O acordo foi fechado pelos presidentes do STF, Edson Fachin, do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, em reunião com a presença dos ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino. No começo do mês, em liminar, Dino ordenou aos três Poderes que cortassem os pagamentos sem amparo legal e a suspensão dos famosos “penduricalhos”.
Pílulas do Pedro
Rodrigo Cunha caminha com jeito de prefeito. Já mostrou que sabe administrar
Malas e sacolas subiram de preço. Sinal de muita propina circulando pré-eleição
PARA REFLETIR
O voto nulo, ou em branco, não é contra a cidadania, mas a insatisfação aos nomes que lhe são propostos como candidatos.
Protagonismo e Solidão Política
Arthur Lira construiu, ao longo dos últimos anos, um protagonismo nacional incontestável. Presidiu a Câmara dos Deputados em momentos decisivos, articulou pautas estruturantes e tornou-se peça-chave nas negociações entre Executivo e Legislativo. Ganhou musculatura política e influência que extrapolam as fronteiras de Alagoas.
Mas todo protagonismo depende de base sólida. E é aí que surge o ponto de tensão: o descompromisso político de JHC, que parece ter optado pelo bloco do “eu sozinho”, pode se tornar obstáculo inesperado nesse tabuleiro. Em política, ninguém governa isolado, ninguém disputa isolado, ninguém vence isolado.
Ao adotar postura autossuficiente, priorizando projeto personalista em detrimento de alianças estratégicas, JHC cria ruídos que podem afetar o desenho eleitoral de 2026. O jogo político é coletivo por natureza. Quando um aliado escolhe caminhar só, fragiliza a engrenagem que sustenta o protagonismo maior.
Eleição sem Dono
As eleições atípicas que se desenham em Alagoas ainda não fecharam o tabuleiro. O xadrez político segue com peças em movimento, alianças provisórias e estratégias em revisão.
Diferentemente de outros ciclos, a figura do “comandante” absoluto tende a inexistir. A lógica agora é mais crua e menos sentimental: os consistentes sobreviverão; os circunstanciais sucumbirão e alguns com derrotas emblemáticas.
Nomes de peso circulam no cenário, Renan Calheiros, Arthur Lira, Paulo Dantas, Renan Filho, Marcelo Victor e JHC, todos com estruturas, mandatos, influência e história. Mas nenhum deles poderá reivindicar a condição de “dono” da eleição. O eleitor mudou, está mais desconfiado e menos previsível.
É preciso ter cuidado
Houve tempo em que um poderoso político do momento em Alagoas, Arnon de Mello, dono do maior complexo de comunicação do Estado, acreditou que sua força era suficiente para garantir qualquer resultado nas urnas. Apresentou como candidata a deputada federal sua esposa, Leda Collor. O ambiente era de absoluta convicção: eleição tranquila, vitória certa, poder consolidado.
Mas as urnas abriram e trouxeram a decepção. Dona Leda perdeu.
Hoje, em tempos de redes sociais, algoritmos e “influencers”, muitos acreditam ter descoberto um novo atalho para o convencimento coletivo.
Talvez tenham. Ou talvez estejam apenas repetindo a velha ilusão do poder absoluto, agora com filtros e likes. A política continua sendo território da
No Carnabarra
Terminou o Carnaval. As fantasias saem de cena e entram as máscaras permanentes da política. Agora começa, pra valer, a corrida eleitoral. Durante a folia, longe dos trios e do povo, os verdadeiros “negócios” foram tratados nas belas mansões da Barra de São Miguel. Ali não se falou em interesse público, em projetos estruturantes ou no futuro de Alagoas. O cardápio era outro.
As pautas giraram em torno de acordos muitos deles impublicáveis, acomodações convenientes e estratégias para manter privilégios. Discutiu-se quem apoia quem, quanto vale cada apoio e onde buscar os votos necessários, custe o que custar. Planejamento eleitoral, sim; planejamento para o povo, nenhum.
Brasil dos contrastes
No Brasil, cada parlamentar dispõe de salário superior ao de congressistas da maioria dos países desenvolvidos, além de verbas de gabinete que superam o orçamento de pequenas prefeituras. Um deputado federal brasileiro custa ao contribuinte, por mês, o equivalente a cinco parlamentares franceses ou três alemães. Um escárnio financiado com o suor de quem pega ônibus lotado às 5h da manhã para trabalhar.
Comigo não!
O então governador Renan Filho em seus dois mandatos, não teve o vice que desejava e pagou caro por isso. Luciano Barbosa atrapalhou, mas que ajudou na governabilidade. Agora, franco favorito, na disputa do terceiro mandato, não aceita indicação de nenhum nome para seu companheiro de chapa. Foi claro com os chefetes da coligação: “eu escolho, ou não vou”. Quem pode, pode.
Pedido antecipado
A Policia Federal solicitou, por oficio, informações sobre as operações do Instituto de Previdência de Maceió com o Banco Master, como parte do maior escândalo financeiro do sistema bancário brasileiro. Nem por isso a investigação deixará de acontecer nos próximos dias “in loco”. Tem neguinho com o “furico” na mão, com medo de ir em cana.
Pílulas do Pedro
A bancada feminina na Assembleia, que não teve protagonismo, pode ficar ainda menos
É ridículo vereador ter como bandeira única a perseguição de “flanelinhas”.
A cada festa promovida pelo prefeito JHC, daria pra construir um hospital veterinário,
Divulgação
PARA REFLETIR
Na hora do voto, você sozinho, reflita. Se não gostar de ninguém, vote em branco, anule. Isto também é cidadania.
Denúncia gravíssima
Segundo denunciou o vereador Rui Palmeira, na tribuna da Câmara, o presidente Chico Melo vai ter que responder pela nomeação de mais de 80 pessoas, provavelmente de maneira irregular, ferindo princípios da legalidade e da moralidade. Provadas as irregularidades o vereador pode ter seu mandato cassado e sofrer sanções penais. O caso será apurado pelo Ministério Público.
Limites da função
Função de vereador é propor leis, fiscalizar o prefeito, secretários e gestores da administração municipal. É papel institucional, definido na Constituição e na Lei Orgânica, não é atuação policial.
Invadir repartições, conferir almoxarifados de forma espetaculosa ou ameaçar “flanelinhas” de prisão por suposto “preço abusivo” pode render vídeo para rede social, mas não cumpre a verdadeira missão do mandato. Fiscalizar é diferente de afrontar; legislar é diferente de encenar
Medo ou chantagem
Diante das indefinições que cercam os protagonistas da próxima eleição, consultei um dos mais experientes observadores da política alagoana, sobre a razão do silêncio estratégico do prefeito JHC. A resposta veio seca, sem rodeios: “medo, ou está sendo chantageado”.
Fim de ciclo
Ronaldo Lessa entrou para vice como São Pedro entrou no Credo. Foi um bom governador, prefeito e, no Legislativo, cumpriu seu papel com dignidade. Mas perdeu capilaridade política com o passar do tempo.
Talvez tenha chegado a hora de “pendurar as chuteiras”, para não reviver decepções como a derrota expressiva para Fernando Collor na disputa pelo Senado. Na política, saber a hora de sair também é estratégia.
Toc, toc, toc
Após o Carnaval, quando cessarem os clarins e tambores das orquestras, o som ouvido pode ser das sirenes da Polícia Federal. Nos bastidores, comenta-se que a operação “Banco Master” vai aportar em Maceió.
A lista, dizem, estaria pronta e guardada a sete chaves. Envolve gente miúda e graúda. Se confirmado, o desfile será outro, menos fantasias, mais constrangimentos. Na avenida da investigação, ninguém escolhe a música
Ulisses Guimarães
A democracia, como ensinou Ulysses Guimarães, “não se improvisa”. Ela precisa de pilares firmes e entre eles, a imprensa é, sem dúvida, o mais essencial.
Em tempos de polarização e crise de confiança nas instituições, valorizar a imprensa profissional não é apenas um ato de cidadania: é um ato de preservação da própria liberdade.
O efeito Lulinha
As antigas acusações e suspeitas envolvendo Lulinha, embora nunca tenham resultado em condenação, podem sim ser exploradas politicamente para tentar atingir o presidente. Em períodos eleitorais, fatos requentados viram munição, ainda que sem desfecho judicial, e são usados para alimentar narrativas de corrupção e desgaste moral. O impacto real sobre a eleição de Lula, porém, tende a ser limitado: o eleitor que o apoia separa o pai do filho e vota na memória social de seus governos, não em dossiês reciclados.
Pílulas do Pedro
Arthur Lira é candidatíssimo a Senador. Quem me disse? Ele mesmo.
Mulheres vão garantir protagonismo na eleição. Se serão eleitas, ai é outra conversa.
Agência Pública
PARA REFLETIR
“Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos”. (Nelson Rodrigues)
Procurando emprego
O ex-comunista Aldo Rebelo sempre navegou nas oportunidades, desde os tempos em que militava na esquerda festiva estudantil. Em sua confusa trajetória política se mandou para São Paulo, terra de ninguém, onde terminou arranjando um mandato de deputado federal. Em Brasília levou no papo os poderosos e se fez ministro por mais de uma vez, por falta de nomes ou oportunismo. Enganou um tempo e caiu no ostracismo, De repente vislumbra na direita burra a oportunidade de voltar a mamar nas tetas do poder. Sabe que não tem nenhuma chance, mas também sabe que pode tirar muitas vantagens e ganhar um emprego. É isso que ele quer.
Revisionismo seletivo
É coisa de quem não tem o que fazer essa história inventada, em nome dos “direitos humanos”, de sair mudando nomes de pessoas homenageadas, algumas desde o século passado. Criam barulho, promovem constrangimento às famílias e não produzem qualquer efeito concreto além da provocação ideológica. Mudar o nome da Avenida Fernandes Lima é discurso demagógico.
A população continuará chamando pelo nome que aprendeu desde sempre. Foi assim com a antiga Avenida Amélia Rosa: mudaram na placa, mas não na memória popular. A cidade não se apaga por decreto.
Pode ficar
Dentro do Palácio do Planalto surgiu um complicador que pode causar grande mudança no quadro político alagoano, não bastasse a instabilidade já registrada. O entorno de Lula, inclusive o próprio presidente vê a saída do ministro Renan Filho como um forte desfalque na gestão petista e na “vitrine de campanha”. Ativo, atuante e com coragem para o embate com o adversário. A pedra no meio do caminho seria assegurar a reeleição do pai, Renan Calheiros. O tabuleiro ainda está sendo jogado. O xeque mate é com o presidente Lula.
Bolsonarista e racista
Considerado o pior governador do país, o bolsonarista Jorginho Mello tem marcado sua criticada administração por práticas consideradas fascistas, misóginas e racistas. Tem tido uma avaliação ridícula pela população catarinense, que mostra claramente, que repetirá o erro em sua busca a reeleição. Sem obras para exibir em sua gestão caótica, se nega a comparecer a inauguração de grandes obras que o governo Lula tem entregue ao estado de Santa Catarina.
Hugo Wanderley
A candidatura do ex-prefeito Hugo Wanderley para deputado estadual chega com força a Palmeira dos Índios. Os eleitores com certeza, vão acolhe-lo como se palmeirense fosse. Seu pai além de palmeirense honorário, por mérito, teve sua formação estudantil no velho Colégio Pio XII e Cacimbinhas, sua cidade é “filha” de Palmeira, portanto, as duas são de origens Xucurus. Hugo também é da mesma tribo.
Chegou o pagamento
Um dia após a sessão que rejeitou as contas do ex-prefeito Rui Palmeira, o Blog do Kléverson Levy registrou a aprovação na Câmara de vereadores de uma “emenda de remanejamento orçamentário",lida e aprovada na mesma sessão, que agracia a bagatela de mais R$ 5 milhões, assinada por 25 parlamentares, para torrar o dinheiro do povo no exercício de 2026.
Segundo a nota “Nos bastidores da política, entretanto, o aumento do duodécimo da Casa de Mário de Guimarães teve um porquê político oriundo do Poder Executivo”. O resto da história todos conhecem.
Não abalam
Facções políticas de segunda categoria e setores de imprensa comprometidos com a pauta negativa e rede de mentiras, insistem em tentar desqualificar a trajetória politica do vereador Rui `Palmeira, esquentando noticias falsas e criando histórias. Alagoas conhece a origem e o comportamento do político e do homem. Bem acima dos que o combatem.
Pílulas do Pedro
O clima interno no MDB é de alerta e preocupação, diante da possibilidade de “o chefe” perder o mandato de senador. A rejeição do homem cresce a cada pesquisa.
Tem cheiro de Alagoas na formação da CPMI do Banco Master. Muito mais do que se imagina.
Cão Orelha - Reprodução Internet
PARA REFLETIR
Políticos no Brasil não são eleitos pelas pessoas que leem jornais, mas pelas quais se limpam com ele.
Jovens sociopatas
É urgente e inadiável o endurecimento das leis de proteção aos animais no Brasil. O país foi chocado pelo crime hediondo cometido em Santa Catarina, onde três “filhinhos de papai” mataram de forma cruel um cão de rua, protegido e cuidado por toda uma comunidade. A barbárie comoveu o país e mobilizou milhões nas redes sociais. São menores de idade, mas isso não pode servir de salvo-conduto para a impunidade. A violência gratuita, sádica, típica de mentes doentias, precisa ser tratada com rigor exemplar, com medidas socioeducativas severas e acompanhamento psicológico obrigatório. Quem é capaz de torturar e matar um animal indefeso hoje, amanhã pode fazer o mesmo com pessoas. Proteger os animais é, também, proteger a sociedade.
Coisas da província
O prefeito JHC agiu com correção, respeito institucional e educação ao receber, como anfitrião, o presidente Lula. O gesto de cordialidade, ao lhe enviar um abraço, foi mal interpretado por quem não compreende a liturgia do cargo nem as regras mínimas da convivência republicana. Autoridades não são inimigas pessoais; representam instituições e devem se tratar com civilidade.
Por outro ângulo, não há qualquer ofensa à lei, à ética pública ou a princípios democráticos caso João Henrique, no exercício de sua liberdade política, venha a apoiar a reeleição do presidente. Democracia é isso: escolha, posicionamento e respeito. O resto é miopia política típica das paixões provincianas.
Exercício ilegal
Depois de ser autuado pela Guarda de Trânsito por infração e exibição irregular, o deputado Lelo Maia resolveu transformar o episódio em palanque nas redes sociais, passando a atacar e apontar supostos abusos dos agentes. A reação soa mais como tentativa de desviar o foco da própria conduta do que como preocupação genuína com o interesse público. Resta saber se, com a volta do recesso, o parlamentar trocará o espetáculo virtual por uma atuação mais útil e produtiva em favor da sociedade que o elegeu.
Muita fala, pouca ação
O governo se diz indignado com o alarmante aumento da violência contra a mulher. O país está assustado, as mulheres estão com medo e com toda razão. Mas até quando a resposta será apenas encenação midiática, discursos de ocasião e campanhas protocolares? O que se espera é ação concreta, políticas públicas eficazes, proteção real às vítimas e punição rápida aos agressores. Enquanto o combate ficar restrito às palavras e às fotos para redes sociais, a tragédia continuará se repetindo dentro de casa, longe dos holofotes e perto da morte.
Limites do ofício
O ministro Edson Fachin afirmou que integrantes do STF são “perseguidos pelo exercício de seus ofícios”. A afirmação merece reparo. Em muitos casos, a reação pública não decorre do cumprimento estrito do dever constitucional, mas da percepção de que alguns ministros extrapolam os limites do cargo.
Causam desconforto e desconfiança, por exemplo, notícias sobre relações pouco republicanas, uso de jatinhos e hospedagens em resorts de grupos empresariais com interesses no poder público, além de contratos milionários envolvendo familiares de magistrados com pessoas e empresas sob investigação ou suspeita
Tudo em casa
(BRASÍLIA) - Soube aqui em Brasília, a investigação do Banco Master vai chegar logo a Maceió. Porém o prefeito JHC não consta da pauta. Estão listados para ser ouvidos o ex-presidente do IPREV e o secretário de Finanças, João Felipe Borges, ao qual também será perguntado o que levou o órgão a contratar um banco, sem uma única agencia em Maceió, para administrar a Folha de Pagamento da Prefeitura, com tantos bancos oficiais e particulares de grande porte. Detalhe o contratado foi o BRB (Banco Regional de Brasília) irmão siamês do Banco Master.
.
Pílulas do Pedro
Na hora de votar jogue uma moeda pra cima e faça sua escolha, todos são iguais.
PARA REFLETIR
O Fundo Eleitoral consome bilhões da saúde, da educação e da dignidade do povo brasileiro
Fundão imoral
Um país com fome, com sede e doente não pode se dar ao luxo de gastar R$ 4,9 bilhões com a farra das eleições, distribuídos aos partidos pelo chamado Fundo Eleitoral, um escárnio institucionalizado. Só para citar alguns números: o PL ficará com 17,8%, o PT com 12,10%, o União Brasil com 10,8%. Se confirmada a federação PP/União Brasil, juntos abocanharão cerca de R$ 953 milhões. É um crime moral contra a nação, um roubo escancarado, uma afronta direta a um povo que falta pão, remédio e dignidade.
Não vote
Comparecer às urnas é obrigatório. Votar, não. O ato de não votar, de anular ou deixar em branco, é a expressão clara de que nenhuma das candidaturas o convence, o representa ou merece sua confiança. É um gesto político, ético e consciente.
Não vote em quem já o enganou. Não vote em quem poderá enganá-lo. Não vote em quem não passou pelo crivo da sua consciência. Exercer a cidadania também é dizer “não”. Às vezes, o voto mais digno é a recusa.
Os mesmos, dos mesmos
As eleições em Alagoas se aproximam (outubro) e, pelos nomes que já estão em evidência, o eleitor alagoano pouco terá a escolher. Quando não são as mesmas figuras, são os mesmos sobrenomes. Muda a fotografia, mas o retrato do poder continua igual. A previsão, portanto, é de mais quatro anos de repetição: os mesmos grupos, as mesmas práticas, as mesmas mazelas, os mesmos pecados e, não raras vezes, os mesmos crimes. No fim da linha, como sempre, quem paga a conta e perde é o povo.
O equívoco do voto
Hoje, Palmeira dos Índios carrega o peso do desencanto. O orgulho deu lugar à frustração. A esperança, à descrença. A população lamenta o equívoco do voto e paga um preço alto por escolhas que comprometeram seu futuro. A “Princesa do Sertão” resiste, mas marcada por cicatrizes profundas, à espera de quem a devolva ao lugar de destaque que um dia foi seu por direito e por história.
A PF vem ai
Estive em Brasília, por esses dias e fiz minhas costumeiras “visitas institucionais”, ouvindo amigos e agentes confiáveis, soube de novas e boas. Não demora Alagoas vai ser sacudida por alguns “abalos sísmicos”, na política e na justiça. Coisas velhas serão retomadas e coisas novas vão aparecer com força. As sirenes da PF estão afinadas e agora é só aguardar o toc...toc...toc
Pílulas do Pedro
Lojas de malas anunciam o aumento exagerado no volume de vendas. É a chegada das eleições, para transportar o material de compra d
Marcelo Camargo/Agência Brasil
PARA REFLETIR Os políticos quando se juntam não pensam no interesse do povo, mas nos próprios interesses.
A força do lulismo
O “efeito Lula” pode ser decisivo na eleição. Onde Lula pisa, votos se movem. Sua presença em palanques, vídeos e discursos ainda funciona como selo de confiança para o eleitor popular e para parcelas da classe média que associam sua imagem a crescimento, emprego e políticas sociais. Candidatos locais, especialmente ao Legislativo e aos governos estaduais, tendem a ser puxados para cima pela força simbólica do presidente, num fenômeno clássico de transferência de prestígio e votos. Mas o mesmo efeito também acirra a polarização: fortalece aliados, mobiliza adversários e transforma cada disputa regional num plebiscito sobre o próprio Lula e seu governo
Palmeira, o relator
Caiu nas mãos do vereador Marcelo Palmeira a relatoria da Lei Orçamentária Anual de Maceió. Não poderia ter destino melhor, parlamentar experiente, conhece do regimento e dos problemas da capital. Com trânsito livre entre legislativo e executivo, certamente dará grande contribuição à finalização da peça orçamentária.
A difícil luta de um só
Na tragédia da Braskem, que matou, desalojou e expulsou uma população de milhares de seus lares e empresas, poucos se importaram realmente com a dor e as perdas. Políticos aproveitadores, governos omissos e imprensa calada. No meio do caos humanitário, um nome: defensor público Ricardo Melro. Por sua coragem, perseguido na própria instituição, se manteve de pé e irredutível em suas convicções. Não parou, continua só, mas altivo e solidário com a dor que permanece em cada um dos atingidos pela tragédia.
Precisa contar
O Desembargador Marcio Roberto deu uma de “influencer”, ocupou as redes sociais para anunciar sua aposentadoria precoce, fazer sérias denúncias contra colegas desembargadores e a própria instituição. A notícia caiu como uma bomba e levantou muitas especulações até envolvendo figuras de tribunais superiores. Não demorou e o próprio magistrado volta a público para dizer “que fica”, sem dar maiores explicações. Agora o CNJ quer saber e todos nós também. Vai ter que contar.
Deputado Wanderley
O deputado José Wanderley Neto (Dr. Wanderley) político e médico de reconhecido conceito e caráter irretocável, sempre esteve fora da curva em meio a uma Assembleia em geral medíocre e improdutiva. Entre poucos, foi o melhor parlamentar da atual legislatura, pela postura, seriedade e compromisso com o interesse público. É uma pena que tenha decidido não continuar. Deixa, porém, um legado e um sucessor: seu filho Hugo Wanderley, que herda não apenas o mandato, mas a formação ética, a postura firme e a liderança política construída com honradez.
Objetivos de Lira
O deputado Arthur Lira entra de cabeça na disputa pelo Senado, em busca de um mandato que, pelo peso político que construiu, considera merecido. É hoje o franco favorito, com apoios que continuam a se somar e potencial para bater recorde de votos na história das eleições em Alagoas. Mas há um segundo objetivo tão claro quanto o primeiro: derrotar o senador Renan Calheiros, empurrando-o para fora do jogo, sem mandato e, sobretudo, sem poder. A eleição, para além das urnas, será um acerto de contas.
DNIT sob suspeita
O DNIT, órgão vinculado ao Ministério dos Transportes, há muito está sob os holofotes dos órgãos de controle externo, CGU, TCU e agora também entrou no radar da Polícia Federal. Acumulam-se indícios de desvios de finalidade e corrupção, sem que a direção consiga oferecer explicações convincentes. O dirigente máximo é alagoano e homem de absoluta confiança do ministro Renan Filho, numa fidelidade quase centenária. Ouvi de um técnico de um desses órgãos de controle: “Estamos agindo com cautela, mas no DNIT, onde se aperta, sai pus”. Aguardemos.
Pílulas do Pedro
“Eleição em Alagoas está definida”, segundo José Dirceu – grande “conhecedor” da política local.
Carlos Moura/Ag Senado.
PARA REFLETIR
“Não há político honesto, apenas políticos ainda não flagrados na desonestidade”. (Nelson Rodrigues)
A ameaça Gaspar
Hoje, os nomes apontados como favoritos para o Senado são o deputado Arthur Lira e o senador Renan Calheiros, indiscutivelmente. Porém no meio do caminho surge uma pedra, com nome, sobrenome e cacife, Alfredo Gaspar, o super relator da CPMI do INSS. O eleitorado conservador majoritariamente tende a votar com ele e se Bolsonaro avalizar, alguém vai perder uma vaga. Se cuida Renan.
Entidades fantasmas
No submundo da política local, cada político costuma manter uma “entidade sem fins lucrativos” para chamar de sua e é exatamente aí que mora o perigo. Sob a fachada da filantropia, escondem-se engrenagens de captação ilegal de recursos, lavagem de dinheiro e compra disfarçada de apoio eleitoral. Milhões circulam nessas sucursais do crime institucionalizado, alimentadas por convênios nebulosos, emendas direcionadas e contratos que nunca entregam o que prometem. É a promiscuidade eleitoral escancarada, onde o assistencialismo vira moeda de troca e a miséria, instrumento de poder.
Marasmo Legislativo
A pauta mais profícua da Assembleia Legislativa de Alagoas foi, sem sombra de dúvidas, a concessão de títulos honoríficos e comendas a personalidades algumas até merecidas, outras nem tanto. Fora esse desfile de homenagens, a produção legislativa de real interesse público praticamente não deixou marcas dignas de registro. Projetos estruturantes, debates profundos sobre políticas públicas, fiscalização efetiva do Executivo e respostas concretas às demandas da sociedade ficaram em segundo plano, quando não simplesmente ignorados.
Lei inócua
Tramita na Assembleia Legislativa um projeto de lei que obriga a instalação de desfibriladores em locais de grande circulação. A ideia, no papel, parece moderna e salvadora. Na prática, é mais uma lei que não pega.
Os aparelhos vão acabar guardados em caixas, sem uso, por um motivo simples: não haverá gente capacitada para operá-los. Desfibrilador não é extintor de incêndio. Sem treinamento, protocolo e manutenção, vira peça de vitrine, ou de fotografia em inauguração.
Proposta tola e inócua
O preço da vigilância
Após a redemocratização, a imprensa continuou como pilar da sociedade. O jornalismo investigativo de veículos como Folha de S. Paulo, O Globo e Estadão tem revelado escândalos de corrupção, denúncias de desvio de recursos públicos e falhas administrativas, mostrando que o papel de vigilância do poder não é apenas histórico, mas permanente.
O jumento de Jesus
Ouvia de um experiente político a frase a seguir “O prefeito JHC parece que está se sentindo mais importante que o jumento que carregou Jesus”. Não pense que é o único a conhecer o jogo e se der um cochilo, o cachimbo cai. Aí o interlocutor completou: “das duas uma, falta de coragem ou muita petulância”.
Sendo exemplo
A SECOM de Alagoas encerrou o ano com resultados surpreendentes, que a colocam entre as referências nacionais no processo institucional de comunicação, mesmo quando comparada a estruturas muito maiores, de estados economicamente mais robustos. Ao combinar eficiência, agilidade, inovação e respeito aos princípios éticos, a comunicação governamental alagoana conseguiu projetar o estado de forma positiva, profissional e reconhecida além de suas fronteiras.
O desempenho não é obra do acaso. Há método, estratégia e uma equipe afinada por trás desse resultado. Wendel Palhares e sua equipe demonstraram que é possível fazer comunicação pública de alto nível, com responsabilidade institucional, transparência e compromisso com a informação, mérito que merece registro.
...
Pílulas do Pedro
“Trair e coçar é só começar. Algumas lideranças políticas do interior, estão começando a se coçar”
Agência Brasil
PARA REFLETIR
Campanha politica em Alagoas não deve ser assistida por menores de idade. Haverão cenas impróprias e imorais, em abundância.
A volta de Dirceu
Na rodada de substituição de cerca de 21 ministros do governo Lula que devem disputar as próximas eleições, cresce nos bastidores do poder a aposta em um movimento de alto impacto político: a volta do ex-ministro José Dirceu ao Palácio do Planalto.
Dirceu é citado como nome provável para assumir a Casa Civil, no lugar de Rui Costa. Caso se confirme, será um gesto forte de Lula, sinalizando centralização política, resgate de um operador experiente e disposição para enfrentar, sem meias-palavras, o desgaste inevitável que a escolha provocará no ambiente político e midiático.
O golpe
A oposição já fez as contas e sabe que não derrota Luiz Inácio Lula da Silva no voto popular. Diante disso, mudou de estratégia. O plano passa longe das urnas: o foco é conquistar maioria no Senado, criar um ambiente permanente de crise institucional e, sob o verniz de uma suposta “legalidade”, tentar um golpe parlamentar. A intenção seria dupla: retirar Lula da Presidência por meio de processos políticos artificiais e cassar ministros do Supremo Tribunal Federal, numa ofensiva direta contra a democracia e a separação dos Poderes. Não se trata de oposição legítima, mas de uma conspiração aberta contra o resultado das eleições e contra o Estado de Direito.
Traição registrada
O ex-prefeito de Palmeira dos Índios, o radialista Júlio Cezar, sem fugir ao estilo do seu caráter nada republicano e historicamente subserviente aos poderosos de plantão, protagonizou mais um episódio lamentável da política local: traiu, de forma covarde, o deputado federal Marx Beltrão. Foi Marx Beltrão quem sustentou a tresloucada administração de Júlio Cezar, garantindo verbas, serviços e um expressivo volume de recursos públicos que mantiveram o governo de pé. A ingratidão, embora não surpreenda quem conhece a figura e sua trajetória errática, não deixou de causar impacto.
Vitória da moralidade
A decisão do ministro Flávio Dino de impor freios definitivos ao chamado orçamento secreto representa um marco na defesa da transparência e do interesse público. Trata-se de um golpe certeiro contra um dos mecanismos mais perversos de desvio de recursos, usado para alimentar barganhas políticas, enfraquecer o controle social e corroer a confiança nas instituições.
Ao exigir rastreabilidade, publicidade e critérios republicanos na destinação das verbas, a medida recoloca o dinheiro público sob a luz da Constituição e da moralidade administrativa. É uma vitória do Estado de Direito sobre a opacidade, da cidadania sobre o balcão de negócios, da democracia sobre a captura do orçamento por interesses privados.
Abandono de animal
Em Maceió, existência de uma secretaria extraordinária do bem-estar animal é apenas mais um cabide de emprego para acomodar aliados sem a menor aptidão para cuidar do assunto tão importante e tão carente desde o primeiro mandato do prefeito JHC. Servindo apenas com uma precária Unidade de Vigilância de Zoonoses, com enormes deficiências estruturais e falta de pessoal especializado, a gestão despreza a atenção aos animais, principalmente aos e cães e gatos, que têm invadido a cidade, com riscos de epidemia à população.
Os três patetas
Damares Alves, Eduardo Girão e Magno Malta apelidados nos bastidores de “os três patetas do Senado” tentam emplacar, a qualquer custo, uma CPI para arrastar o nome do ministro Alexandre de Moraes para o escândalo envolvendo o Banco Master. A iniciativa soa menos como busca por esclarecimentos e mais como vendeta política. O ódio visceral dos bolsonaristas contra o ministro é tamanho que ele passou a ser tratado como culpado universal: tudo de errado no país, na narrativa desse grupo, desemboca em Moraes. A CPI, nesse contexto, parece mais um instrumento de perseguição do que de fiscalização, barulho político para consumo da militância, sem fatos novos e com objetivos bastante previsíveis.
HORA H
O Hora H, novo programa da grade de jornalismo da CNN Brasil, sob o comando de Thais Herédia, ainda não conseguiu acompanhar o padrão de qualidade que a emissora costuma entregar. Falta à âncora o traquejo necessário para conduzir o noticiário com firmeza, ritmo e autoridade editorial. Nos bastidores, a avaliação é dura: se não houver ajuste rápido, o programa corre sério risco de sair do ar em pouco tempo.
Vereadores de Maceió
Na Câmara Municipal de Maceió, os vereadores não perdem tempo quando o assunto é cuidar do próprio umbigo. Aumentaram o duodécimo, criaram cargos, engordaram os gabinetes e ampliaram despesas sem pudor. Trabalhar de verdade, fiscalizar o Executivo e responder às demandas da cidade, isso continuam detestando. Para a população, sobra o custo; para eles, o conforto.
Todos com medo
Segundo o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), os três Poderes estariam acuados diante dos possíveis respingos do escândalo envolvendo o Banco Master. O clima de cautela, para não dizer medo, ajuda a explicar por que é considerada remota a instalação de uma CPI sobre o caso. Nos bastidores, a avaliação é de que há mais disposição para abafar do que para investigar.
Um algoz no TC
Se os servidores do Tribunal de Contas votassem, o presidente Fernando Toledo só teria os votos do seu gabinete. Se comporta como um algoz para com aqueles valorosos técnicos, que carregam a sinecura nas costas. E tem um preconceito injustificado com os aposentados. O TC é sempre o último a pagar os salários dos servidores, mesmo recebendo o gordo duodécimo bem antes, na data dos demais órgãos. Não se sabe com qual intenção guarda a grana no banco, naturalmente rendendo uma boa fatia. A diferença salarial, devida aos servidores. ainda não foi paga e está gerando protestos. Por lá estão sentindo saudades do presidente Otávio Lessa, que dedicava uma relação respeitosa com os servidores. O lema de Toledo é “pra nós (os conselheiros) tudo e pra quem realmente trabalha nada”.
Um péssimo exemplo de gestor.
Pílulas do Pedro
Até quando o prefeito JHC vai continuar com esse jogo de “esconde esconde” em relação a sua candidatura? Aliados começam a se inquietar.
Pedro Oliveira
por Pedro Oliveira
Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão, membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.