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A força da renovação

03.08.2026 às 13:30
Assessoria


Para refletir

Por um voto em branco, você está dizendo que você tem uma consciência política, mas você não concorda com qualquer um dos partidos existentes

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A força da renovação

O jovem político Davi Davino Filho é, entre os candidatos ao Senado, o nome que mais representa uma mudança verdadeira no cenário eleitoral majoritário de Alagoas. Além da juventude e da capacidade de diálogo, carrega uma trajetória pública irretocável, qualidade que falta a boa parte dos seus adversários.

Sua candidatura tem conseguido mobilizar, tanto na capital quanto no interior, uma expressiva parcela de jovens eleitores que se encontrava desencantada com a política e cansada dos mesmos personagens tradicionais. Davi surge como uma alternativa de renovação, capaz de devolver entusiasmo a quem já não acreditava que novos nomes pudessem ocupar espaço nas grandes disputas eleitorais do Estado.

A eleição da descrença

É provável que as próximas eleições registrem um dos maiores índices de abstenção da história. O eleitor está desmotivado, descrente das instituições, cansado dos mesmos discursos e sem encontrar, entre os candidatos apresentados, nomes que verdadeiramente representem seus anseios. Quando a política perde credibilidade e as opções não despertam esperança, o cidadão acaba escolhendo ficar em casa. A abstenção, nesse cenário, deixa de ser apenas ausência e passa a funcionar como um silencioso e preocupante voto de protesto.

Cumprindo a meta

O Governo de Alagoas já cumpriu quase 80% das promessas apresentadas durante a campanha eleitoral. O índice merece destaque, sobretudo porque cumprir compromissos assumidos com o eleitor ainda é fato raro no cenário político nacional. Mais do que números, o resultado revela planejamento, continuidade administrativa e respeito à palavra empenhada nas urnas. Em um país onde promessas costumam desaparecer depois da eleição, transformar propostas em ações concretas é uma conquista que precisa ser reconhecida.

Chama o papai

No lançamento de sua candidatura à Presidência da República, Ronaldo Caiado tratou de marcar distância do bolsonarismo familiar e deixou claro que a sua direita não é a de Flávio Bolsonaro. Com ironia e sem meias-palavras, expôs a principal fragilidade do adversário: a dependência absoluta do pai.

Flávio pode carregar o sobrenome, herdar o eleitorado e repetir o discurso, mas ainda não demonstrou possuir liderança, densidade política ou luz própria para enfrentar uma disputa presidencial. Sem Jair Bolsonaro ao lado, sobra pouco além do nome. Diante da provocação de Caiado, a resposta parece inevitável: chama o papai.

O silêncio do interior

Há uma enorme expectativa sobre o que virá das urnas no interior de Alagoas. Entre o silêncio do voto e as festas numerosas promovidas por cada candidato, quase sempre frequentadas pelo mesmo público cresce o sussurro de que muitas surpresas poderão aparecer.

Seria o cansaço com os mesmos nomes de sempre? O desejo de mudar, ainda que apenas para ver se melhora? Ou estaria chegando ao fim o poder dos antigos “chefetes eleitorais”, que durante décadas decidiram o voto de comunidades inteiras?

Ninguém sabe ao certo. No interior, o eleitor aprende cedo a ouvir, observar e esconder sua verdadeira escolha. Por isso, quando as urnas forem abertas, poderá acontecer de tudo. Inclusive nada.

Vai ser esquecido

Paulo Dantas é uma liderança do pequeno Sertão que só se tornou conhecido ao chegar ao Governo de Alagoas. Faz uma administração positiva, com realizações que merecem reconhecimento, mas corre o risco de ser rapidamente esquecido quando deixar o poder.

Cheguei a sugerir a dois importantes assessores do governador a criação de um marco que preservasse sua memória, especialmente em sua região de origem. Um memorial, por exemplo, como Penedo fez com Raimundo Marinho. Nenhum dos dois deu importância à ideia. Talvez ainda não tenham compreendido que o poder passa depressa e que a memória pública precisa ser construída enquanto há tempo. Quando o governo acabar, muitos dos que hoje cercam Paulo Dantas também desaparecerão. Largarão o poder e, certamente, largarão junto, aquele que lhes deu emprego, prestígio e visibilidade. Assim é a vida. No poder, todos são amigos. Depois dele, quase ninguém se lembra.

Epa!

Polícia Rodoviária Federal inicia operação “caça malas”. Nas rodovias a busca é dinheiro escondido para comprar votos.

Postado por Pedro Oliveira

Davi Davino não é “azarão”

26.07.2026 às 11:20


Para refletir

Tem candidato em Alagoas que está se achando mais importante que o jumento que carregou Jesus. Vai levar um tombo!

Davi Davino não é “azarão”

Tratar Davi Davino como “azarão” na disputa pelo Senado pode ser um erro de avaliação. Em uma eleição com grande número de indecisos, ele entra no jogo com potencial de crescimento e capacidade para se tornar competitivo.

Na capital, onde construiu parte importante de sua base política, poderá figurar entre os mais votados. E, se contar com o apoio efetivo de JHC na disputa pelo Governo de Alagoas, ganhará estrutura, visibilidade e força eleitoral para enfrentar em igualdade de condições os velhos donos dos votos.

Davi não deve ser visto como figurante. Dependendo das alianças e do comportamento do eleitorado, pode deixar para trás candidatos que hoje se consideram favoritos apenas pelo peso do sobrenome e pelas antigas estruturas de poder.

Os jovens ficam fora

As estatísticas revelam que, nos últimos dez anos, cresceu consideravelmente o desinteresse dos jovens entre 16 e 26 anos pela política. A descrença nas instituições, a falta de confiança nos representantes públicos e os sucessivos escândalos de corrupção ajudam a explicar esse afastamento.

Os partidos políticos, por sua vez, pouco ou nada fizeram para promover uma renovação verdadeira. Continuam controlados pelos mesmos grupos, repetindo velhas práticas e oferecendo aos jovens apenas espaços decorativos, sem voz, influência ou participação efetiva nas decisões.

Depois, os mesmos partidos se surpreendem com a abstenção, o voto nulo e a indiferença. Os jovens não abandonaram a política por acaso. Foram afastados por um sistema que envelheceu, fechou as portas para a renovação e perdeu a capacidade de inspirar confiança.

Renan pode surpreender

Sempre levantei dúvidas sobre a reeleição do senador Renan Calheiros, especialmente por sua longevidade nas urnas e pela natural tendência de renovação do eleitorado.

Acompanho pouco as pesquisas, até porque não deposito nelas grande confiança. Muitas vezes, seus resultados parecem variar conforme os interesses de quem as encomenda e paga.

Mas viajei recentemente por 14 municípios alagoanos e voltei com uma impressão muito diferente daquela que tinha antes. Pelos sinais que colhi nas ruas, nas conversas e nos ambientes políticos, Renan Calheiros poderá terminar a eleição como o candidato mais votado para o Senado.

Nesse cenário, a segunda vaga seria disputada por Alfredo Gaspar, Arthur Lira, Davi Davino Filho e José Wanderley, nessa ordem de possibilidade, segundo a percepção que formei durante a viagem.

Não se trata de pesquisa científica, mas de sentimento eleitoral. E, muitas vezes, os sintomas das ruas antecipam aquilo que os números demoram a revelar.

A história pode se repetir

Fui testemunha e partícipei de um processo eleitoral traumático em 1986. De um lado, havia organização, candidatos definidos, alianças costuradas e apoios robustos. Do outro, sobravam conflitos internos, indefinições, vaidades e uma disputa de egos que terminou cobrando um preço alto nas urnas.

Quarenta anos depois, o cenário começa a apresentar semelhanças inquietantes. O MDB e seus aliados já estão organizados para a disputa, com nomes, sobrenomes, palanques e estratégias praticamente definidos.

No campo adversário, permanece a candidatura do “eu sozinho” de JHC, cercada por rusgas com Arthur Lira, Alfredo Gaspar e outros aliados apreensivos, sem saber exatamente o que virá, ou sequer se virá.

De pai pra filho

Flávio Bolsonaro começa a repetir o roteiro que marcou a trajetória política do pai: lançar suspeitas sobre as urnas eletrônicas antes mesmo da realização da eleição. Em encontro com diplomatas, o senador e pré-candidato à Presidência defendeu uma presença maior de observadores internacionais no pleito brasileiro e levantou dúvidas sobre a segurança do sistema de votação.

Na tentativa de justificar suas desconfianças, Flávio associou as urnas brasileiras à empresa venezuelana Smartmatic. A informação, no entanto, foi desmentida: a empresa não fabrica nem fornece as urnas utilizadas nas eleições brasileiras. Após a repercussão negativa, o senador tentou suavizar as declarações, afirmando que não pretendia colocar em dúvida o processo eleitoral.

Epa!

Na política sem a juventude, não existe renovação. E sem renovação, a política continuará presa ao passado, feita para os velhos políticos.

Postado por Pedro Oliveira

As podres emendas

20.07.2026 às 12:20
Assessoria


Para refletir

Num estado democrático existem duas classes de políticos: os suspeitos de corrupção e os corruptos.

As podres emendas

As decisões do ministro Flávio Dino que determinaram o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto e do ex-deputado Eduardo Cunha, no âmbito das investigações sobre supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares, recolocam um dos temas mais delicados da política nacional no centro do debate. As investigações ainda estão em andamento e os envolvidos negam irregularidades.

O problema não está na existência das emendas parlamentares, mas na suspeita de que, em determinados casos, elas tenham servido para alimentar um sistema de influência política sem a transparência exigida pela Constituição e pela sociedade.

Ninguém me contou, eu vi

As imagens que circulam nas redes sociais mostram grandes públicos nas caminhadas e eventos de pré-campanha de JHC e Renan Filho pelo interior de Alagoas. Houve quem afirmasse que eram montagens ou que parte das pessoas teria sido "importada" de outras cidades. Pelo que vi, essas versões não procedem.

Acompanhei alguns desses eventos, conversei com eleitores e fiz minhas checagens. As imagens são reais. Tanto JHC quanto Renan Filho têm conseguido reunir um número expressivo de participantes em suas agendas.

Mas é preciso fazer uma ressalva. Campanha não se mede apenas pelo tamanho da festa. O eleitor costuma prestigiar eventos de vários candidatos, especialmente no interior. Vai por curiosidade, amizade, tradição ou para acompanhar o momento político.

Palmeira, a Saúde na UTI

A situação da saúde pública em Palmeira dos Índios preocupa cada vez mais a população. Multiplicam-se as reclamações sobre a falta de profissionais, medicamentos e equipamentos, além de relatos de dificuldades no atendimento em unidades de saúde. Em alguns casos, usuários afirmam que serviços foram suspensos ou funcionam de forma precária.

O clima entre os moradores é de apreensão. O receio é que a deterioração da estrutura comprometa ainda mais a assistência à população, sobretudo nos casos de urgência e emergência, aumentando o risco de consequências graves para os pacientes.

Diante desse cenário, cresce a cobrança por uma manifestação da prefeita Júlia Silva e da Secretaria Municipal de Saúde. A população espera explicações, providências e um plano de ação capaz de restabelecer a normalidade do atendimento antes que a crise se aprofunde.

Liberdade de imprensa

O senador e pré-candidato ao Governo de Alagoas, Renan Filho, defendeu enfaticamente a liberdade de imprensa durante encontro com jornalistas.

“Quero agradecer à imprensa alagoana, pela qual tenho grande respeito. Vivemos em um país com uma imprensa livre, diversa e participativa”, afirmou.

Renan também criticou tentativas de intimidação de jornalistas por meio de ações judiciais em série, classificando-as como uma afronta à liberdade de expressão e ao direito da sociedade de ser informada.

A imprensa livre, plural e independente é um dos pilares da democracia. Quando o direito de informar é ameaçado, enfraquecem-se a transparência, o controle social e a própria democracia.

Equipe jurídica não ganha eleição

Em mais de meio século acompanhando campanhas eleitorais, tenho visto que, muitas vezes, uma equipe jurídica atrapalha mais do que ajuda, quando tenta ocupar o espaço da política.

É o que parece ocorrer com um dos candidatos ao Governo de Alagoas. Processar jornalistas, tentar censurar veículos de comunicação e judicializar qualquer crítica pode provocar danos políticos graves e até irreversíveis.

A reação já começa a aparecer: cresce a solidariedade entre profissionais da imprensa, enquanto aumenta o desgaste do candidato que permite que advogados, sem compreensão da dinâmica política, assumam o comando de questões que deveriam ser tratadas com diálogo, equilíbrio e inteligência.

Epa!

“Quem acredita que vence uma eleição sozinho, confiando apenas no próprio prestígio, já começou a perder para a própria arrogância.”

Postado por Pedro Oliveira

O traidor e os traídos

12.07.2026 às 16:24


Para refletir :A corrupção política é apenas uma consequência das escolhas do povo.

O traidor e os traídos

Na política, a fidelidade costuma durar até o momento em que os interesses mudam. Em Palmeira dos Índios, um episódio recente ilustra bem essa realidade.

O ex-prefeito e radialista Júlio Silva construiu sua trajetória contando com importantes aliados políticos. Entre eles, os deputados Paulão e Marx Beltrão, que direcionaram recursos para a administração municipal e estiveram ao seu lado em diferentes momentos, apoio frequentemente reconhecido em discursos e atos públicos.

Agora, porém, o cenário mudou. Ao lançar sua própria candidatura ao cargo de deputado federal, decisão atribuída por adversários à estratégia política do grupo governista estadual, Júlio rompeu com antigos aliados e abriu uma disputa direta com aqueles que, até pouco tempo, eram seus principais parceiros.

Sobra um

A corrida pelo Senado em Alagoas vai, aos poucos, deixando de ser uma incógnita para assumir o desenho de uma disputa de alta intensidade entre três nomes: Arthur Lira, Alfredo Gaspar e Renan Calheiros. As pesquisas divulgadas até agora repetem o mesmo roteiro: Lira e Gaspar aparecem em posição confortável, enquanto Renan trava uma batalha para não ficar de fora das duas vagas.

O dado político mais relevante não é apenas a liderança de Arthur Lira e Alfredo Gaspar, mas a possibilidade real de Renan Calheiros, um dos personagens mais influentes da política brasileira nas últimas décadas, encerrar sua longa trajetória no Senado. Se a fotografia das pesquisas se transformar no filme das urnas, Alagoas assistirá ao fim de um ciclo político que atravessou gerações e redefinirá o mapa de poder no Estado.

Vão faltar propostas e sobrar agressões

A campanha eleitoral ainda nem começou oficialmente, mas os primeiros movimentos já indicam o tom da disputa. Em vez do debate sobre projetos, ideias e soluções para os problemas de Alagoas, a tendência é de uma escalada de ataques pessoais, acusações e tentativas de desconstrução dos adversários.

Infelizmente, a política parece caminhar para mais uma eleição em que o eleitor será bombardeado por agressões, enquanto propostas concretas para áreas como saúde, educação, segurança, geração de empregos e desenvolvimento ficarão em segundo plano. Quem apostar apenas na guerra de narrativas pode até conquistar manchetes, mas dificilmente conquistará a confiança de um eleitor cada vez mais cansado da velha política do confronto permanente.

Não colou

Bem que os adversários políticos tentaram, em Alagoas e em Brasília, colocar o ex-prefeito JHC no centro da polêmica envolvendo o IPREV e o Banco Master. A estratégia era clara: transferir ao ex-gestor o desgaste de um caso que ganhou repercussão nacional.

Até aqui, porém, a narrativa não prosperou. As decisões judiciais afastaram qualquer responsabilização de JHC pelos fatos investigados, frustrando a tentativa de vinculá-lo ao episódio.

Isso, no entanto, dificilmente encerrará o assunto. Em período eleitoral, fatos políticos costumam ser requentados sempre que interessam ao embate entre adversários.

Distribuindo benefícios

O deputado Arthur Lira é, de longe, um dos políticos alagoanos com maior presença na entrega de benefícios aos municípios do interior. Máquinas, equipamentos e recursos federais têm chegado a diferentes regiões, especialmente para fortalecer prefeituras, comunidades rurais e trabalhadores da agricultura familiar.

O próprio Lira costuma dizer que não sobe em trator apenas para posar para fotografia. Segundo ele, sua ação tem outro alcance: distribuir equipamentos, atender quem precisa e ajudar a construir o progresso das regiões e das pessoas.

Ângela Garrote

A deputada estadual Ângela Garrote caminha para a renovação de seu mandato com uma base eleitoral consolidada, especialmente nos municípios do Agreste alagoano, onde mantém forte presença política e uma atuação reconhecida por seus apoiadores.

Em Estrela de Alagoas e Palmeira dos Índios, a expectativa é de uma votação expressiva, reflexo de um trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos. A parlamentar também se destaca pela atuação na área social, com ações voltadas principalmente às comunidades de maior vulnerabilidade, o que contribui para fortalecer sua presença política na região.

Epa!

“Os saques em dinheiro, nos bancos, estão aumentando muito, todos os dias. E não é para comprar verduras”.

Postado por Pedro Oliveira

O Tribunal de Contas e a perda de credibilidade

06.07.2026 às 11:20
Assessoria


Para refletir

Dinheiro em tempo de eleição, compra dois produtos: votos e dignidade.

O Tribunal de Contas e a

perda de credibilidade

O Tribunal de Contas de Alagoas parece ter entrado, há algum tempo, em preocupante rota de colisão com os princípios que deveriam orientar uma instituição responsável por fiscalizar a correta aplicação dos recursos públicos. Em vez de fortalecer sua imagem como órgão técnico, independente e comprometido com o interesse público, acumula decisões que alimentam questionamentos e desgastam sua credibilidade perante a sociedade.

A escolha de um novo conselheiro, sucedendo o próprio pai aposentado, reforçou a percepção de um modelo que muitos classificam como uma espécie de "herança institucional". Mais do que isso, a rápida ascensão ao comando da Corte ampliou o debate sobre os critérios de ocupação dos cargos e sobre a necessidade de preservar o caráter técnico que deve nortear um Tribunal de Contas.

O problema não se resume a nomes. O que está em discussão é o futuro de uma instituição que deveria ser referência em independência, fiscalização e defesa do patrimônio público. Quando prevalece a impressão de que interesses políticos se sobrepõem ao mérito e à qualificação técnica, quem perde é a confiança da população.

Silêncio estratégico

O deputado federal Isnaldo Bulhões foi um dos líderes partidários que assinaram, na Câmara dos Deputados, um requerimento para acelerar a tramitação de um projeto de lei que autorizava o Congresso Nacional a destituir presidentes e diretores do Banco Central. A movimentação chamou atenção pelo momento em que ocorreu: a proposta foi retirada da gaveta apenas dois dias antes de o Banco Central rejeitar a operação de compra do Banco Master pelo BRB, enquanto as investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro avançavam.

O envolvimento de Isnaldo com o mafioso banqueiro vai sendo revelado mais próximo a cada dia.

Sai pra lá

O ex-prefeito JHC segue impulsionando sua pré-candidatura ao Governo de Alagoas mantendo a estratégia que marcou toda a sua trajetória política: caminhar com identidade própria e evitar associações que possam comprometer sua imagem junto ao eleitorado.

Nos bastidores, a orientação é manter distância de figuras políticas com elevados índices de rejeição, preservando o discurso de renovação e independência que o levou às vitórias anteriores. A avaliação de seus aliados é de que qualquer aproximação com nomes desgastados poderia contaminar uma campanha que, até agora, vem apresentando boa aceitação popular.

Procurando emprego

Eleito deputado federal com o apoio político do grupo dos Calheiros, Rafael Brito iniciou o mandato dando sinais de que teria uma atuação propositiva em Brasília. Nos primeiros meses apresentou iniciativas e participou de debates, criando a expectativa de um mandato mais presente. Com o passar do tempo, porém, foi desaparecendo dos holofotes.

Diante desse cenário, a renovação do mandato tende a ser um desafio. Nos bastidores, a avaliação é de que Rafael Brito já trabalha com a possibilidade de integrar uma eventual gestão de Renan Filho, caso ele seja eleito governador, buscando manter espaço na administração pública e evitar ficar sem um cargo de relevância.

Rui Palmeira

Ao observar a relação de candidatos a deputado federal, o eleitor alagoano encontra dificuldades para fazer sua escolha. Não pela abundância de nomes qualificados, mas, infelizmente, pela escassez de candidatos com trajetória pública consistente, experiência administrativa e serviços prestados ao Estado.

Nesse cenário, Rui Palmeira surge como um nome que naturalmente desperta atenção. Sua trajetória política reúne experiências como deputado estadual, deputado federal, prefeito de Maceió por dois mandatos e vereador da capital, além de uma formação jurídica voltada para a gestão pública. Tem origem honrada, o que poucos têm.

Epa!

A campanha eleitoral começou pra valer em Alagoas, sob a permissividade da Justiça Eleitoral. Os candidatos (todos) estão nas ruas, pedindo e comprando votos.

Postado por Pedro Oliveira

O defeito de Wanderley

28.06.2026 às 16:20
Assessoria

Para refletir

O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros estabelece que o compromisso fundamental do jornalista é com a verdade dos fatos e com o interesse público. 

O defeito de Wanderley

Tenho muito respeito pela biografia do deputado José Wanderley, sou seu amigo desde nossa adolescência, no velho Colégio Pio XII, em Palmeira dos Índios. Tem retidão absoluta no público e no privado, mas tinha que ter um defeito: essa sua simbiose com o senador Renan Calheiros, que arranha seu perfil. Aceitar uma candidatura ao Senado, sem futuro algum, só para satisfazer ao capricho do velho senador, vai colocá-lo em uma posição vexatória, como provavelmente o candidato menos votado na eleição. Será que vale à pena mais um sacrifício para alimentar ego inflado do seu mestre e senhor?

Correndo trecho

Percorrendo o interior de Alagoas, o senador Renan Filho demonstra, a cada nova agenda, a solidez de sua caminhada rumo ao retorno ao Governo do Estado. Por onde passa, reúne lideranças, recebe manifestações de apoio popular e reforça a percepção de que sua candidatura chega ao processo eleitoral em posição extremamente competitiva.

O reconhecimento que recebe não surge por acaso. Durante sua gestão à frente do Governo de Alagoas, Renan Filho promoveu investimentos estruturantes que alcançaram tanto a capital quanto o interior, ampliando obras de infraestrutura, fortalecendo programas sociais e impulsionando o desenvolvimento econômico em diversas regiões do estado.

Alguém traiu

Há um segredo guardado a sete chaves nos bastidores da política alagoana e de Brasília. Fala-se, nos corredores do poder, de um acordo que teria reunido interesses de Renan Calheiros, Renan Filho, JHC e Arthur Lira.

O fato concreto é que, após intensas negociações, veio a nomeação da procuradora Marluce Caldas para o Superior Tribunal de Justiça. Nos bastidores, porém, a versão que circula é de que a indicação fazia parte de um pacto político mais amplo, envolvendo compromissos eleitorais e acomodações futuras.

O problema é que, segundo os mesmos interlocutores, o combinado não teria sido integralmente cumprido. Em algum momento da trajetória, alguém teria mudado de rota, revisto compromissos ou simplesmente decidido jogar outro jogo.

Fazendo campanha

Considerado por muitos um órgão sem atuação e, frequentemente, questionado pela sociedade quanto à efetividade de sua fiscalização em temas de grande relevância para o interesse público, o Tribunal de Contas resolveu, de repente, assumir protagonismo em plena pré-temporada eleitoral.

A mais nova iniciativa é a fiscalização dos gastos realizados no São João de Maceió. Fiscalizar é obrigação constitucional de qualquer órgão de controle. O problema não está na fiscalização em si, mas na oportunidade, na seletividade e na percepção que ela produz perante a opinião pública.

Não sejamos ingênuos

A democracia não é uma conquista definitiva. Ela é construída diariamente e exige vigilância permanente da sociedade, das instituições e dos cidadãos. Não sejamos ingênuos

O Brasil viveu recentemente um dos momentos mais graves de sua história republicana, quando setores políticos tentaram desrespeitar o resultado das urnas, afrontar a Constituição e criar um ambiente favorável à ruptura institucional. O fracasso daquela tentativa não elimina os riscos de novos retrocessos.

Por isso, mais do que defender governos ou partidos, é preciso defender a democracia, o Estado de Direito e o respeito às regras do jogo. Nenhum projeto político, de esquerda ou de direita, pode estar acima da Constituição.

Festejando São João

A campanha eleitoral foi antecipada e a afronta à legislação eleitoral tornou-se ampla, geral e irrestrita. Candidatos majoritários e proporcionais, de praticamente todos os partidos, percorrem o Estado em clima de campanha aberta. Há carreatas, caminhadas, comícios disfarçados, distribuição de material promocional, além do uso ostensivo de camisetas, bonés, bandeiras e outros itens que a legislação restringe em períodos específicos.

Mas eis que o TRE de Alagoas anuncia como prioridade a fiscalização das festas juninas na capital e no interior para verificar eventual propaganda eleitoral.

Pílulas do Pedro

A campanha política começou, os podres de cada um começam a ser mostrados.

Em Alagoas, só o TRE não percebeu que a campanha começou. Nada vê, nada faz.

Postado por Pedro Oliveira

A política que envergonha

14.06.2026 às 11:40
Reprodução Youtube-Finalizada por IA


Para refletir

Cultivar a ignorância política é uma maneira que os políticos encontram para manter o poder

A política que envergonha

Tive a oportunidade de assistir esta semana ao embate de baixíssimo nível entre a senadora Eudócia Caldas e o senador Renan Calheiros durante uma reunião da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, presidida pelo próprio Renan. O que deveria ser um espaço de debate qualificado sobre temas relevantes para o país transformou-se em um espetáculo lamentável de acusações pessoais. Em meio ao verdadeiro tiroteio verbal, palavras como "ladrão", "bandido" e "corrupto" foram lançadas de um lado para outro. Acusações graves, incompatíveis com o ambiente institucional que deveria servir de exemplo para a sociedade. Em vez de argumentos, ofensas. Em vez de propostas, ataques. Em vez de discussão de ideias, a velha e desgastada política da agressão.

O episódio não envergonha apenas os protagonistas. Alagoas merece mais. O Brasil merece mais. E a política também.

Quem planta colhe

O senador e ex-ministro Renan Filho segue em ritmo intenso de articulação política com vistas às próximas eleições estaduais. Após duas passagens pelo governo de Alagoas, sua gestão é frequentemente lembrada por aliados e admiradores como um período de importantes investimentos em infraestrutura, mobilidade e modernização da máquina pública.

A disputa que se desenha não será simples. Os adversários se organizam e o cenário eleitoral ainda está longe de estar definido. No entanto, Renan Filho carrega um patrimônio político construído ao longo de anos de atuação administrativa e presença constante nos municípios alagoanos, especialmente no interior do Estado, onde mantém bases eleitorais expressivas.

Marx Beltrão e a força do mandato

Como parlamentar dos mais ativos da bancada alagoana na Câmara dos Deputados, Marx Beltrão caminha para disputar mais uma vez a renovação de seu mandato. O percurso, como toda eleição, não será livre de obstáculos, mas os indicadores políticos apontam que o deputado possui bases sólidas para superar as dificuldades que surgirem pelo caminho.

Ao longo dos últimos anos, Marx consolidou presença constante nos municípios alagoanos, destinando recursos, acompanhando obras e mantendo interlocução permanente com prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias. Essa atuação tem garantido ao parlamentar um patrimônio político construído muito mais no trabalho de campo do que nos discursos ocasionais de campanha.

Hora de passar o bastão

Nos bastidores da política maceioense, circulam comentários de que o prefeito Rodrigo Cunha estaria incomodado com supostas interferências do ex-prefeito JHC em assuntos que pertencem exclusivamente à esfera de competência da atual administração. Como todo rumor político, o tema deve ser visto com cautela, mas o debate levanta uma questão importante sobre a transição e o exercício do poder.

Rodrigo Cunha tem procurado construir sua trajetória com uma marca própria. Ao longo da vida pública, consolidou a imagem de político sério, equilibrado e comprometido com o interesse público.

Toda liderança que deixa um cargo precisa compreender o momento de passar o bastão. Influência política é uma coisa. Exercício do poder é outra. E quem ocupa a cadeira de prefeito de Maceió hoje não é mais JHC.

A exclusão da mulher

Algo chama a atenção na política alagoana. Embora as mulheres representem mais da metade do eleitorado, sua presença nos principais espaços de poder continua extremamente limitada. A tendência é que a próxima legislatura mantenha uma bancada feminina reduzida na Assembleia Legislativa, repetindo um cenário que se arrasta há décadas.

A história política de Alagoas revela um dado simbólico e preocupante: nunca uma mulher presidiu a Assembleia Legislativa. Também nunca tivemos uma governadora eleita e sequer uma vice-governadora ocupando o posto por escolha das urnas. Em pleno século XXI, o poder continua concentrado quase exclusivamente nas mãos dos homens.

A palavra de Arthur Lira

Com uma carreira política consolidada e marcada por posições de destaque no cenário nacional, Arthur Lira construiu uma reputação que lhe é reconhecida até mesmo por adversários: a palavra empenhada deve ser cumprida. Em tempos de acordos frágeis e compromissos passageiros, essa característica acabou se tornando uma de suas marcas mais conhecidas.

Duas vezes presidente da Câmara dos Deputados, Lira chegou ao topo da política brasileira exercendo uma liderança firme, baseada na capacidade de articulação e no respeito aos compromissos assumidos. Para aliados e interlocutores, um acordo fechado costuma valer mais do que um documento assinado.

Um exemplo que deu certo

Nem sempre as boas notícias da saúde pública recebem o destaque que merecem. Em Coruripe, um trabalho iniciado em 2020 pelos médicos Dr. Maxwell Oliveira e Dr. Ricardo Moura transformou o atendimento de cirurgia do quadril no Hospital Carvalho Beltrão em uma referência para o país.

O que começou como um serviço especializado cresceu de forma consistente e, seis anos depois, reúne sete cirurgiões de quadril, tornando-se o maior, mais experiente e resolutivo serviço da especialidade em Alagoas. Os números impressionam: mais de 4.500 artroplastias totais de quadril realizadas entre procedimentos eletivos e cirurgias de urgência.

O resultado desse esforço vai muito além das estatísticas. Houve redução significativa da fila de espera para cirurgias eletivas pelo SUS, além de maior agilidade no atendimento dos casos urgentes, garantindo qualidade de vida e dignidade a milhares de pacientes.

Pílulas do Pedro

PEC da maioridade será aprovada. Quem vota para presidente, pode responder por seus crimes.

Situação de JHC se complica no jogo eleitoral e a culpa é exclusiva do próprio.

Postado por Pedro Oliveira

Luiz Romero Farias - Nome de peso para uma chapa majoritária

07.06.2026 às 10:40
Itawi Albuquerque


Para refletir

A soberba e a vaidade na política, tiram o simbolismo de qualquer candidatura

Luiz Romero Farias

Nome de peso para uma chapa majoritária

Poucos nomes em Alagoas conseguem reunir, ao mesmo tempo, experiência administrativa, trânsito político, credibilidade técnica e respeito do setor produtivo como o médico Luiz Romero Farias. Ocupou funções estratégicas na administração pública, entre elas a de secretário executivo do Ministério da Saúde e secretário municipal de Saúde de Maceió, posições que lhe proporcionaram ampla experiência na gestão de grandes estruturas administrativas e no enfrentamento de desafios complexos. Em todas elas, deixou a marca da eficiência, do diálogo e da busca permanente por soluções.

Discreto por natureza, distante dos holofotes e das polêmicas que costumam dominar o ambiente político, Romero é reconhecido nos bastidores como um articulador respeitado e um homem de palavra. Não por acaso, seu nome vem sendo citado com frequência para compor uma chapa majoritária ao Senado, seja ao lado de Arthur Lira, seja de Alfredo Gaspar.

A indecisão tem custo na política

A postura adotada pelo ex-prefeito JHC tem provocado desconforto entre possíveis aliados e já desperta questionamentos em setores da sociedade que acompanham o cenário eleitoral. Para muitos observadores, a demora em definir posições e estratégias transmite uma imagem de hesitação incompatível com o perfil de liderança que se espera de quem pretende disputar cargos majoritários.

Na política, o tempo tem valor estratégico. Aliados precisam de sinais claros para organizar projetos, definir espaços e construir palanques. Quando as decisões são constantemente adiadas, surgem especulações, inseguranças e dúvidas que acabam contaminando o ambiente político. O vácuo deixado pela falta de definição costuma ser rapidamente ocupado por adversários, que exploram a narrativa da indecisão para desgastar a imagem do potencial candidato.

Lula em campanha aberta

O presidente Lula percorre o país inaugurando obras, anunciando programas sociais, distribuindo benefícios e ocupando espaço permanente no noticiário. Para seus adversários, trata-se de campanha eleitoral antecipada. Para seus aliados, é apenas o exercício legítimo do mandato presidencial.

A legislação eleitoral brasileira estabelece que a propaganda eleitoral oficial só pode começar em agosto do ano da eleição. Também proíbe o pedido explícito de votos antes desse período. Entretanto, a própria legislação e a jurisprudência do TSE permitem que agentes políticos divulguem ações de governo, apresentem propostas, participem de eventos públicos e defendam projetos, desde que não haja pedido direto ou indireto de voto

Chegaram os senadores.

Arthur Lira chega à disputa carregando o peso político de quem presidiu a Câmara dos Deputados e construiu uma ampla rede de apoios entre prefeitos, vereadores e lideranças municipais. Sua presença constante no interior, associada ao volume de recursos e obras destinados aos municípios ao longo dos últimos anos, consolidou uma base eleitoral robusta e difícil de ser enfrentada.

Já Alfredo Gaspar consolidou-se como uma das principais vozes da oposição em Alagoas conquistou espaço junto ao eleitorado que busca renovação e enfrentamento aos grupos políticos tradicionais. Seu nome aparece com força nas projeções para o Senado e vem ampliando seu alcance para além da Região Metropolitana de Maceió

Falta alguém nesta eleição

Há um nome cuja ausência vem sendo comentada nos bastidores da política alagoana: Maurício Quintella. Por decisão de foro íntimo, optou por não disputar as eleições de 2026

Vereador, deputado estadual, deputado federal e ministro de Estado, Maurício Quintella exerceu cada cargo com dedicação e compromisso com Alagoas. Sua passagem pelo Ministério dos Transportes deixou marcas importantes em obras estruturantes e investimentos que ajudaram a impulsionar o desenvolvimento do estado e de diversas regiões do país.

Conhecedor dos caminhos da administração pública e do processo legislativo, sempre cultivou uma política baseada no diálogo, na moderação e na busca de resultados concretos. Não era um político de discursos inflamados, mas de articulação, trabalho e entrega.

Pílulas do Pedro

A respostas das urnas vai deixar muita gente sem mandato e endividado

Trair e coçar é só começar (diz o velho ditado). Por aqui a coceira vai ser grande.

Postado por Pedro Oliveira

Entre a elegância e a bravata

25.05.2026 às 11:40
Agencia Senado


Para refletir

Alagoas obteve o menor índice de inscrição de jovens eleitores. O quadro mostra o desinteresse pela política e a decepção com os políticos.

Entre a elegância e a bravata

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi convidado para falar no Senado, na Comissão de Assuntos Econômicos. Galípolo, além de um técnico executivo da maior competência, tem uma educação que vem de berço e formação. Foi recebido com todo respeito, menos pelo presidente da comissão, senador Renan Calheiros, que saiu de Murici, mas Murici nunca saiu dele. Como sempre, usando a oportunidade como palco, foi bravateiro, deselegante e desrespeitoso com o convidado. O comportamento  do desvairado senador, recebeu críticas de seus colegas e da imprensa. Cada um dá o que tem.

João Caldas, sendo João Caldas

O ex-ministro Aldo Rebelo, que já percorria o país em pré-campanha e era tratado nos bastidores como uma espécie de “Padre Kelman” da disputa presidencial, acabou descartado sem cerimônia pelo comando da legenda. No lugar, surge agora o nome do ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, numa mudança abrupta conduzida pelo presidente do partido, João Caldas. Aldo levou uma bela rasteira política. Mas, convenhamos, poucos poderiam alegar surpresa. Em Alagoas, João Caldas é conhecido há décadas por métodos pouco ortodoxos e por hábitos políticos que sempre caminharam mais próximos do improviso e da conveniência do que da lealdade.

Aqui já começou

Pela legislação eleitoral a campanha política não pode ser feita agora. A propaganda eleitoral dos candidatos que disputam as eleições de 2026 será iniciada oficialmente no dia 16 de agosto. Essa data marca ainda o início da realização de comícios, distribuição de material gráfico, caminhadas ou outros atos de campanha eleitoral. Fica autorizada também a propaganda na mídia impressa e na internet. Por aqui as campanhas já estão nas ruas. Comícios, caminhadas, adesivaços e outras tipos de propaganda. O Tribunal Regional Eleitoral finge que não sabe

Mudança no caso Lulinha

gera desgaste

Pegou muito mal em Brasília a mudança do delegado que conduzia as investigações do chamado caso “Lulinha”.

A troca provocou forte repercussão nos bastidores políticos e jurídicos, alimentando suspeitas e críticas sobre possível interferência em apurações sensíveis. O episódio teria irritado inclusive o ministro do STF André Mendonça, que acompanha com preocupação os reflexos institucionais do caso.

No Congresso Nacional, deputados e senadores da oposição articulam pedidos de explicações formais sobre os motivos da substituição.

Não será vice

As insinuações de que o vice-governador Ronaldo Lessa poderia integrar como vice uma eventual chapa liderada por JHC tiveram repercussão péssima dentro da coligação.

Nos bastidores, lideranças políticas avaliam que o “eterno vice” não agregaria densidade eleitoral suficiente nem teria capilaridade política capaz de ampliar o alcance da campanha no interior do Estado.

“Tem gente muito mais capaz de ser companheiro do ex-prefeito”, confidenciou uma importante fonte ligada ao Partido da Social Democracia Brasileira.

A aposta de Lula no Supremo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua decidido a insistir no nome de Jorge Messias para uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal.

O movimento revela o grau de confiança do Palácio do Planalto na reeleição presidencial, já que uma nova indicação ao Supremo dependeria da próxima legislatura e de um Senado politicamente favorável em 2027.

O problema é que o cenário desenhado para o futuro Congresso não parece tão confortável quanto imagina o governo.

Pílulas do Pedro

Do jeito que a coisa está, vou empenhar a mulher e os meninos, para ganhar essa eleição. (De um candidato a deputado).

Nas contas dos especialistas é o grupo de Arthur Lira que fará o maior número na Câmara Federal. E os dois senadores.

Postado por Pedro Oliveira

O perigo para JHC

17.05.2026 às 12:40
Assessoria


Para refletir

Conselho de experiencia ao ex-prefeito JHC: “Cuidado... quem quer tudo, pode ficar sem nada”


O perigo para JHC

O ex-prefeito JHC ainda tem um longo caminho até a contagem dos votos nas próximas eleições. Tem destino e vocação política já demonstrados e testados nas urnas. Construiu liderança, ampliou espaços e hoje ocupa posição privilegiada no tabuleiro alagoano.

Mas política também exige prudência. E talvez o maior risco para JHC seja exatamente o “querer demais” e acabar pisando em falso em uma caminhada que, até aqui, tem sido vitoriosa.

Sua eleição tem tudo para acontecer, mas dependerá muito da amplitude de sua composição política. Ele sabe e todo mundo também que Arthur Lira possui força muito maior no interior do Estado. Juntos, formam um bloco extremamente competitivo e difícil de enfrentar. Também é impossível ignorar que a administração exitosa de JHC em Maceió teve peso importante da influência política e da capacidade de captação de recursos viabilizada por Arthur Lira, hoje candidato ao Senado. Obras, investimentos e grandes projetos passaram, direta ou indiretamente, por essa parceria de poder.

Caso penda para o lado errado nesse xadrez político, JHC poderá transmitir duas imagens perigosas na política: a da ingratidão e a da falta de visão estratégica. E ambas costumam cobrar preços altos nas urnas e nos bastidores do poder.

Chegou o bolsonarismo

O bolsonarismo chega ao Tribunal Superior Eleitoral com a posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência da Corte. A pergunta que circula nos bastidores de Brasília é inevitável: o que vai acontecer daqui pra frente?

A chegada de Nunes Marques ao comando do TSE muda o ambiente político e jurídico das eleições. Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal, o ministro sempre foi visto como um magistrado de perfil mais conservador e garantista, o que imediatamente reacende a esperança do bolsonarismo de encontrar um ambiente menos hostil dentro da Justiça Eleitoral.

Lula em campanha

Especialistas avaliam que o presidente Lula deixou de governar com prioridade administrativa e mergulhou, de vez, no clima da campanha pela reeleição. O fim da chamada “taxa das blusinhas”, anunciado por medida provisória, é mais um episódio dessa estratégia: retirar um desgaste criado pelo próprio governo e tentar transformá-lo em gesto de bondade eleitoral.

O problema é que o eleitor já conhece esse roteiro. Primeiro o governo taxa, depois percebe o prejuízo político, recua e vende o recuo como benefício popular. A medida pode aliviar o bolso de parte dos consumidores, mas também revela improviso, cálculo eleitoral e preocupação crescente com a popularidade.

A legislação brasileira proíbe campanha antecipada e o uso da máquina pública como instrumento de compra de apoio político.

E a vontade do povo?

A agitação política no interior aumenta a cada dia, à medida que a eleição se aproxima. Prefeitos e vereadores viraram “moedas de valor”, assediados por candidatos ao governo, ao Senado, à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa.

A inflação também chegou às eleições: o preço do apoio político triplicou. O problema é que ninguém combinou com o povo. E é justamente o eleitor, silencioso e desconfiado, que pode surpreender na contagem dos votos.

Tentáculos perigosos

O governo de Renan Filho deixou tentáculos de sua gestão espalhados em algumas prefeituras alagoanas. Coordenados por um conhecido “lambe-botas” do poder, setores financeiros estratégicos seguem sob influência de um grupo que, nos bastidores, já desperta preocupação até entre aliados.

Há movimentações, contratos e operações que começam a chamar atenção de órgãos de controle e de gente experiente da política. O desfecho dessa história pode caminhar para um grande escândalo administrativo e financeiro.

Pílulas do Pedro

No plenário do Senado já se comenta que o clima para Renan Calheiros, já é de despedida.

Dossiês, suor e lama – estas deverão ser as pautas da disputa eleitoral que se avizinha.

Postado por Pedro Oliveira


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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