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Mauricio Quintella

14.09.2018 às 15:26


Para refletir: O Brasil já tem problemas demais. Não dá para eleger alguém que represente novos problemas.


Mauricio Quintella

Participando na semana passada de um encontro com técnicos do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, em Brasília, ouvia de um expositor: “um dos mais eficientes ministros que já vi passar por aqui, em 20 anos de minhas atividades como assessor, foi o deputado Mauricio Quintella”, E completou : dinâmico, articulado e com uma visão de administração que ultrapassa as esferas do serviço público”. Até então os presentes desconheciam a minha condição de conterrâneo de Maurício. Intervi para agradecer a referência e disse o quanto me sentia honrado ouvir esse depoimento em um ambiente predominantemente técnico sobre a figura de um político alagoano que difere da maioria local.

Conheço Maurício Quintella desde quando era vereador por Maceió e ao longo do tempo nossa amizade cresceu a junto com ela minha admiração pelo seu desempenho no exercício de várias funções públicas que exerceu. Ainda muito jovem tem sua marca de competência gravada na história da administração pública estadual e nacional. Seu curto período à frente do Ministério dos Transportes deu a nítida visão do potencial de sua capacidade administrativa e politica, com realizações de impacto a nível nacional e sendo decisivo numa concentração de recursos para obras em Alagoas como nunca se viu anteriormente. Não apenas o setor de rodovias, mas o Porto de Maceió e o Aeroporto Zumbi dos Palmares receberam benefícios significativos de suas ações.

Politico com alto teor de capacidade de negociação e aglutinação se colocou ao lado das mais expressivas lideranças nacionais na Câmara dos Deputados, com destaque em plenário e nas comissões permanentes da casa.

Convocado pelas circunstâncias políticas locais e com a destemida coragem de servir Alagoas tem seu nome lançado para o Senado Federal com amplas e reais chances de vitória nessas eleições. É entre todos o que mais pode mostrar uma ampla lista de serviços prestados em sua trajetória e com certeza terá no voto do alagoano o reconhecimento ao seu meritório desempenho.


Cala a boca general

Não é recomendável que o comandante do Exército externe suas interpretações acerca da possibilidade de as eleições serem questionadas após o atentado que vitimou Jair Bolsonaro (PSL). O general Eduardo Villas Boas , contudo, fez mais que isso em entrevista esta semana. Também criticou uma suposta ingerência do Comitê de Direitos Humanos da ONU e tachou de “pior cenário” aquele de “termos alguém sub judice, afrontando tanto a Constituição como a Lei da Ficha Limpa”, em alusão ao caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Cabe apenas ao Judiciário, respeitando o devido processo legal, arbitrar sobre os argumentos da apelação do líder petista. Por seu turno, o resultado de eleições transcorridas dentro das regras, como acontece rigorosamente desde 1989, legitima-se automaticamente.

Às Forças Armadas, bem como às demais organizações do Estado, cumpre acatar as decisões soberanas das cortes e das urnas. Esse fato da ordem democrática recomendaria às autoridades que lideram segmentos da administração um silêncio reverencial sobre o que é competência de outras instâncias.

Numa disputa já bastante tensa, em que houve tentativa de assassinar um candidato, esse debate não conduz a lugar nenhum.


Contabilidade suspeita

A essa altura da campanha para governador, com pouco mais de 30 dias de disputa oficial, há algo muito suspeito na contabilidade eleitoral. Enquanto o candidato Fernando Collor presta contas de pouco mais de R$ 700 mil de despesas, Renan Filho diz a Justiça que só gastou R$ 49 mil.

É querer fazer pouco da inteligência dos alagoanos e imaginar que todo mundo no Tribunal Regional Eleitoral é burro ou seus “aliados políticos”.

Essa turma não aprende mesmo a lidar com o moral e o legal.


Terror palaciano

A ascensão da candidatura de Rodrigo Cunha no Sertão de Alagoas está apavorando o senador Renan Calheiros e sua “entourage palaciana”. Pesquisas de consumo interno têm mostrado que na região uma grande quantidade de apoios e votos espontâneos está migrando para Cunha numa velocidade que impressiona. 

Ouvia de uma dessas lideranças que mudaram o voto: “O governador nunca nos deu importância nos quatro anos de mandato e até perseguiu alguns setores, o pai (senador) quer ganhar no grito. Há sim, certa e natural rebelião de prefeitos e lideranças do Sertão para votar em Collor e nesse rapaz, o Rodrigo Cunha”.

A voz das urnas dirá a verdade.


Mais mudanças

Há uma visível inquietação em grande parte de lideranças do setor produtivo alagoano (comércio e indústria) com relação à eleição de governador. Tudo estava até muito bem resolvido até o senador Fernando Collor lançar sua candidatura e começar a dialogar com esses segmentos da sociedade civil. Envolvente e articulado o candidato oposicionista tem participado de encontros frequentes com essas lideranças e muitas delas já embarcaram de “mala e cuia” em sua campanha e outras “estão na moita”, segundo revelava um importante nome do setor empresarial.


Notícias da Flipalmeira

A cidade de Palmeira dos Índios realizou no ano passado a sua primeira Feira Literária com uma vasta programação, reunindo durante três dias escritores, artistas, farto material e equipamentos culturais, contando com a participação da sociedade local e turistas que elogiaram o evento, que teve a curadoria de quem mais entende de feiras culturais em Alagoas, o escritor Carlito Lima.

Espero que o prefeito do município do alto de sua vaidade, não imagine que pode fazer a realização “sozinho” (cultura - aliás é um assunto que ele pouco domina) e passar pelo vexame do seu colega de Marechal Deodoro, que pagou um alto preço pela sandice cometida. Fica o conselho.


Cibele Moura

Lamentavelmente existem, como em toda profissão, jornalistas venais, com suas atividades postas à venda por migalhas, principalmente nesses períodos de ebulição eleitoral, quando também candidatos imorais se propõem a comprar. A jovem Cibele Moura candidata a deputada estadual tem sido vítima desse tipo desprezível de jornalista, por não se submeter à chantagem. Alguns “jornalecos” a serviço de adversários bandidos insistem em caluniar e criar factoides via escroques nas redações. Tem que processar e a justiça punir esses agentes da marginalidade.


De frente para o crime

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), por meio do Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf), desencadeou esta semana a “Operação Perfídia” com intuito de desarticular uma Organização Criminosa especializada em crimes  de falsidade ideológica, simulação de operações tributárias e lavagem de bens. As equipes das polícias Civil e Militar cumpriram dois mandados de prisão preventiva e 22 de apreensão nos municípios de Arapiraca, Coqueiro Seco, Maceió e Satuba expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital. O esquema criminoso causou um prejuízo de cerca de R$ 12 milhões aos cofres públicos.

Esses doze milhões roubados, dariam para garantir vários direitos à crianças, adolescentes e à população em geral”, afirmou o promotor Cyro Blater, coordenador da operação

Postado por Pedro Oliveira

A criminosa compra de votos

07.09.2018 às 10:32


Para refletir: “Tomara chegue o dia em que a lágrima movimente a luta e movimente com muita coragem e intenso amor”. (Heloísa Helena).


A criminosa compra de votos

Eles são bandidos travestidos de políticos e nós coadjuvantes desse filme de horror, pois os elegemos. Assim é a realidade do processo eleitoral brasileiro e o resultado é o que temos assistido sempre: corrupção alarmante na administração pública, políticos presos e logo soltos para gastar o que roubou de nós, presidentes da república acusados de atos de marginalidade explícita e o país mergulhado na mais absoluta crise institucional.

Ainda é muito comum pessoas transformarem seu voto em mercadoria, trocando-o por benefícios individuais e pouco éticos, muitas vezes até ilegais. Essas práticas são comumente denunciadas pela imprensa, por investigações feitas pela Justiça Eleitoral e ações da sociedade civil para combater o fenômeno. Todos esses casos mostram que a compra de votos é uma prática bastante recorrente em parte do eleitorado.

Quem nunca ouviu falar de alguém que trocou o voto por cesta básica, gasolina, materiais de construção… A compra e venda de votos costuma ter sua importância minimizada, uma prática às vezes até já naturalizada em determinados locais.

Ao tratar seu voto como uma mercadoria, você ajuda a eleger alguém que usou de métodos imorais e ilegais para chegar ao poder. Sabendo disso, você acha que esse representante não repetirá esse comportamento quando for eleito?

Ao colaborar com esse tipo de prática, você ainda abre mão do seu papel de cidadão e permite que um governante corrupto tome decisões que influenciarão sua vida e a de todos. E não é só o representante que se elege de forma corrupta, ao vender seu voto, você se torna uma pessoa corrupta também.

Vamos analisar as seguintes situações: entre ganhar um tanque de gasolina agora e um novo hospital na sua região daqui a quatro anos, o que você escolheria? Entre uma cesta básica agora e maiores investimentos em educação nos próximos anos, qual opção você prefere? Nos dois casos, quando você opta pela primeira , está abrindo mão da segunda, já que elegendo uma pessoa corrupta deixa de eleger alguém comprometido com o bom funcionamento dos serviços públicos.


Voto não é mercadoria

Se você não quer que uma pessoa corrupta tenha o poder de decidir seu destino durante quatro anos (ou oito, se for um senador), não venda seu voto. E caso presencie alguma situação de compra ou venda de voto envolvendo outras pessoas, saiba que você pode fazer sua parte de cidadão e denunciá-la.

Para quem comete essa infração, a lei prevê algumas medidas:

Para os candidatos: cassação do seu registro de candidatura e, caso já tenha sido eleito, pode ter cassada a sua diplomação. Cabe ainda prisão de até quatro anos, pagamento de multa e a possibilidade de tornar-se inelegível por oito anos. A compra de votos e uma das situações que se enquadram nas condições de inelegibilidade apontadas pela Ficha Limpa.

Para o eleitor que vende seu voto: cabe como punição o mesmo tempo de prisão (até quatro anos) e multa.

Que sejamos todos guardiões de eleições e do voto consciente denunciando ao Ministério Público esses marginais da política que tantos danos causam ao país e que ferem de morte a dignidade do eleitor e a Democracia.


Governo arbitrário

Não tenho dúvida de que a diligente delegada de polícia, Fabiana Leão, agiu movida pelo interesse público ao pedir que a Delegacia de Defesa da Mulher, então sob seu comando, tivesse a ampliação do horário de funcionamento, visando uma melhor prestação de serviços. Não procurou intermediários e foi direto ao “dono” (o governador).Fabiana vinha sendo um exemplo para seus colegas que a elogiavam pela sua maneira de desempenhar o seu difícil papel de guardiã da vida das mulheres ameaçadas pela violência doméstica e os crimes recorrentes nesse setor. 

Fabiana pagou caro por sua atitude corajosa. O governo entendeu que ela “desrespeitou a hierarquia fazendo contato direto com o governador”, e num ato arbitrário a removeu para uma delegacia do interior. Ato próprio dos pequenos de caráter e covardes.

Este fato não aconteceu agora, mas volta à imprensa pelo tramitar de um processo que ela moveu contra sua imoral remoção, bem ao modo do governo estadual.

A delegada Fabiana Leão, não vai mais voltar ao seu posto, mas uma coisa fica comprovada: aqui o crime compensa.


Collor avança

Tal qual um furacão a ameaçar a antes situação confortável e vitoriosa do governador Renan Filho, o senador Fernando Collor avança a cada dia em sua efervescente campanha em busca de arrebatar a cadeira principal do Palácio Zumbi dos Palmares. As adesões vão se somando às traições, muitas delas ainda sob rigoroso sigilo, fato que tem certamente trazido algumas noites insones para o arrogante ocupante eventual do cargo, cuja “trupe” insiste em cantar o “já ganhou” para afagar seu imenso e deturpado ego, mas que pode ainda ter uma desagradável surpresa com a verdade dos votos.


Mauricio Quintella

Esta semana participando de um encontro com técnicos do Ministério dos Transportes em Brasília tive a oportunidade de ouvir de um palestrante: “Maurício Quintella foi um dos mais competentes ministros à frente da pasta, mesmo com uma gestão curta e em plena crise financeira”. Ai descreveu algumas de suas ações que trouxeram grandes contribuições para o setor. Ressaltou ainda sua simplicidade, seu espírito agregador e receptividade perante políticos de todo o país. São essas coisas que nos envaidecem diante de tantos descalabros da maioria dos nossos políticos aqui e lá fora. Um detalhe: em nenhum momento da reunião se soube da minha identidade de alagoano.


Mais café e menos cultura

No governo federal, em 2017, o investimento no cafezinho foi maior do que o aplicado no Museu Nacional, incendiado no fim de semana passado e que há muito pedia socorro em ser ouvido. Para se ter uma ideia do descaso absurdo no ano passado os gastos com café chegaram a R$ 76 milhões. Já no museu, foram aplicados apenas 643,5 mil.

Vejamos alguns gastos do governo além da milionária verba gasta com cafezinhos, já mencionada: Desfile de 7 de setembro ( 2018) R$ 816.898,00 , lavagem de carros oficiais da Câmara dos Deputados , R$ 563.333,56 .


Tem alguma coisa errada neste país.


Incolor, inodoro, insípido

O candidato Geraldo Alckmin realmente não conseguiu mesmo “destravar” sua candidatura e ao que tudo indica poderá amargar um pífio quinto lugar na corrida presidencial. Com o maior leque de alianças, tempo de televisão e recursos financeiros sua campanha é como ele: incolor, inodoro e insípido (não é sem razão que o chamam de “chuchu”). No desespero resolveu bater de frente com o governo do presidente Michel Temer numa tentativa desesperadora de reverter o quadro e recebeu o devido troco. -  "Eu me lembro que, quando candidato a governador, nas vezes que lhe apoiei, você era diferente. Então, não atenda o que dizem seus marqueteiros, atenda apenas a verdade", disse Temer em pronunciamento.

Aliados do presidente dizem que ele ficou extremamente irritado com os ataques veiculados por Alckmin no horário eleitoral. As peças trazem críticas a políticas de saúde e educação, por exemplo.

Fica provado que: marqueteiro, tempo de televisão e apenas dinheiro não dá para ganhar eleição. 

Postado por Pedro Oliveira

E o que virá depois?

24.08.2018 às 17:04


Para refletir: Alô Policia Federal e Ministério Público – o dinheiro está correndo solto na compra de votos. Vão agir?


E o que virá depois?

Faltam poucos dias para a eleição que certamente mudará o país, para melhor ou para pior, se é que ainda cabe mais “tragédia” na vida de cada brasileiro.  Nos preparamos para escolher, quem sabe, o menos ruim entre a lista de presidenciáveis que nos estão sendo oferecidos. Tem candidato para todo gosto: o encarcerado por corrupção, o militar tosco, de direita radical, o descompensado emocionalmente, o milionário “novo”, um policial ensandecido, um invasor de propriedades, além de outros com perfis indefinidos, mas nenhum que você posa chamar de “meu presidente”. Todo esse imbróglio eleitoral criado pela crise institucional que se abate sobre o Brasil.

No entanto o prognóstico de uma eleição especialmente marcada pelo descrédito com a política e as instituições ainda não se concretizou, pelo menos nas pesquisas de intenção de votos.

De acordo com um levantamento feito com dados do Datafolha, o volume de pessoas que declaram votar em branco, nulo ou que ainda não decidiram seus votos está dentro da média histórica do período da redemocratização. Isso indica que o nível de abstenções também não deve ficar fora da média dos últimos sete pleitos, segundo o cientista político do Insper Fernando Schüller.

A proporção significativa de eleitores que declaram voto nulo ou branco não é anormal para o período, porque, para os brasileiros, ainda não chegou a hora de conhecer os candidatos a fundo.

Existe hoje uma overdose de informação, uma certa instabilidade política. Então, o eleitor, até para se proteger, acaba adiando o momento de decisão para quando a campanha começa na televisão, explica. A decisão é tomada nas duas semanas finais.

E, no momento da campanha, tudo pode mudar. Se por enquanto o que vale são as redes sociais e a sensação difusa de revolta, depois que a campanha começar, outros fatores começam a ganhar peso, como as alianças partidárias, o tempo de propaganda eleitoral e o dinheiro que o candidato tem à disposição.

E esse é exatamente o cenário que se delineia nesta eleição, segundo o cientista político. Há mais opções de candidatos no cardápio, além de todo um nicho que não tinha representação desde 1989, que são os eleitores conservadores que passaram a se sentir contemplados pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSC).

Ainda para o cientista  Fernando Schüller “o fim da era da polarização entre PT e PSDB e a ruptura para um modelo de pulverização, no qual há vários candidatos com propostas diversas, completa os argumentos que mostram que a eleição é menos atípica do que parece”.

Portanto, não é que o número de abstenções vá diminuir nesse ano. O que acontece é que, havendo o potencial de que essa taxa crescesse devido ao sentimento de descrença com as instituições, a proporção deve se manter dentro da média. Resta-nos saber agora é o que virá depois.


Fernando Collor

Ganha corpo a cada dia a candidatura do senador Fernando Collor ao governo do estado. Desde que surpreendeu a todos com o lançamento de seu nome as adesões crescem e esses resultados se farão sentir nas próximas pesquisas eleitorais. Tem favorável a ele seu carisma incontestável, sua capacidade de mobilizar multidões e a identificação com o eleitor das camadas mais pobres. Expert em mídia e comunicação, com toda certeza, terá em sua aparição nos programas de televisão uma imensa vantagem em relação ao seu adversário, que se comunica bem, mas não é nada convincente em seus discursos. Me dizia uma pessoa  com estreita ligação com o senador: “Collor entrou para ganhar e vai ganhar essa eleição”. Eu acredito.


Renan Filho

Estava “surfando na maionese”, com uma eleição ganha em “WO” e até fazia pouco caso das alianças politicas que lhes eram ofertadas. Desdenhou de aliados, pois não precisava de votos. Fez uma gestão razoável, mas mentiu muito e essa marca ficou em sua personalidade. Autoritário, deixou nos últimos anos lideranças políticas descontentes pelo tratamento arrogante e desrespeitoso, muito de sua característica. Muitos o seguiram por falta de opção ou por temor de perseguição, principalmente os prefeitos que vivem dependendo das migalhas do governo. Sabe-se que muitos dessas lideranças começaram a migrar para o lado adversário e já se especula na possibilidade de uma debandada dependendo do desempenho de Fernando Collor. Agora tem adversário. Pode ganhar ou perder, claro.


Superior ao superior

O ministro da Secretaria do Governo, Carlos Marun, fez algumas sugestões ao candidato Henrique Meirelles, e a deputados do MDB. Na mensagem, revelada pelo jornal Folha de S. Paulo  o articulador político do presidente Michel Temer fala em manter o programa Bolsa Família, mas sugere uma série de outras mudanças, como um “valor mínimo para o atendimento pela saúde pública”. O Sistema Único de Saúde (SUS) permaneceria gratuito “somente para aqueles que são realmente carentes”.

O ministro afirmou que as propostas são suas “posições pessoais”, a serem discutidas com Meirelles com o partido.

Meirelles confirmou que recebeu o texto de Marun, que propõe ainda uma “leniência” ao caixa dois de eleições passadas - uma tentativa de aprovar uma medida semelhante se deu em 2016 na Câmara - e uma nova instância da Justiça, uma Corte acima do Supremo Tribunal Federal (STF).


Débil mental

Ao comentar a interferência do Palácio do Planalto para pôr fim ao flerte (que foi abortado) entre o grupo de partidos chamado de “Centrão” com o presidenciável Ciro Gomes (PDT), o ministro o chamou de “débil mental”.

Marun afirma na mensagem que o veto ao apoio de PR, DEM, PP e PRB à candidatura do pedetista ajudou o tucano Geraldo Alckmin (PSDB), mas que isso não era “de todo ruim”.

Marun afirmou que não teria se referido ao ex-governador do Ceará dessa forma se soubesse que a mensagem se tornaria pública e emendou que um candidato à Presidência “deve ser publicamente tratado com maior respeito”, independente de posições pessoais. No privado então pode descer a lenha e pedir não vazar.


As chances de Marina

Na recente pesquisa do Datafolha a apontar preferências nas eleições presidenciais mostra que, em cenário sem o ex-presidente Lula candidato, Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSL) chegam ao segundo turno. Ainda de acordo com o instituto, num confronto direto, Marina teria 44% e o deputado federal teria 33%. 

Nos cenários com o ex-presidente Lula, porém, os candidatos de Rede e PSL, assim como Geraldo Alckmin (PSDB), seriam derrotados. 

O Datafolha fez 4.194 entrevistas, entre os dias 11 e 13 deste mês, em 227 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.


Bolsonaro fugindo

Depois de dois confrontos que o deixaram desnorteados e revelaram deslizes na sua trajetória política (com Marina Silva – Rede – e Guilherme Boulos – Psol) o controvertido Jair Bolsonaro anunciou que não participará mais de debates. 

O presidente do partido e braço direito do candidato, Gustavo Bebianno, disse que a campanha reavalia a participação do presidenciável nos próximos debates na TV. “Ele está de saco cheio e são inócuos, que não levam a nada. Não sabemos se ele vai aos outros. Nos debates tem fórmula milagrosa para tudo. Ganha quem mente mais”.

Tudo isso é medo de ser confrontado e desmoralizado a cada debate. Vai começar a cair.

Postado por Pedro Oliveira

O ridículo discurso de Carimbão

18.08.2018 às 13:00
Reprodução/Tv Câmara


Para refletir:  “Na política não existe amigos, apenas conspiradores que se unem”.


O ridículo discurso de Carimbão

O deputado Givaldo Carimbão expôs todos os alagoanos ao ridículo nacional em audiência pública esta semana na Câmara Federal ao ofender de maneira deselegante e marginal o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, que ali estava como convidado.

A desastrosa fala de Carimbão aconteceu ao fazer críticas sobre um evento patrocinado com dinheiro público, utilizando os benefícios da Lei Rouanet, durante reunião da Comissão de Segurança Pública e Controle do Crime Organizado, da qual faz parte.

Enquanto falava, o deputado Carimbão, que faz parte da Frente Parlamentar Católica da Câmara, fez críticas às diversas obras de arte de cunho religioso, entre elas uma que mostra um homem urinando na cabeça de Jesus e de Maria. Ele afirmou que queria ver a mãe do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, exposta “com as pernas abertas”, como é retratado nas obras. – “Eu queria que fosse com a mãe dele. Eu queria que fosse com a mãe do ministro. mijando na cabeça dela. Pegando a mãe do ministro, porque Maria é minha mãe. Maria é minha mãe. Maria é minha mãe. Eu queria pegar a mãe do ministro e colocar com as pernas abertas como está aqui nessas fotos, como Pastor Eurico mostrou. Se ele gostava. Pegasse sua filha”.  – afirmou o descontrolado deputado.

A tresloucada fala de Carimbão não apenas indignou seus colegas, a imprensa e a assistência presente a audiência, mas toda a sociedade brasileira educada e respeitosa. As reações contrárias a má conduta parlamentar vieram se vários segmentos , inclusive da Igreja Católica, que Carimbão acha que é sua propriedade .


Uma resposta educada

O ministério da Cultura que teve o seu titular agredido pela verborragia do desequilibrado Carimbão em nota respondeu com educação as aleivosias. A seguir alguns trechos da nota:

2) Em sua fala, o ministro tratou da posição do Ministério da Cultura em relação a exposições artísticas realizadas recentemente em Porto Alegre e São Paulo, e prestou os esclarecimentos pedidos pelos deputados;

3) Sá Leitão reforçou a posição do MinC favorável à extensão da classificação indicativa para exposições de artes visuais;

4) O ministro respondeu com serenidade a todas as perguntas e compartilhou as informações pedidas, reafirmando sua convicção de que o assunto deve ser tratado com equilíbrio e racionalidade;

5) Em determinado momento da audiência, houve colocações ofensivas dirigidas ao ministro, sem qualquer relação com o objeto ou com o tom do conjunto da audiência. Diante das repetidas ofensas, o ministro encerrou sua participação;

6) Após o incidente, o deputado Alberto Fraga, da Comissão de Segurança, ligou para o ministro Sá Leitão e pediu desculpas em nome da Comissão e dos deputados que a compõem. O deputado Thiago Peixoto, presidente da Comissão de Cultura, fez o mesmo;

7) O ministro reitera seu respeito a todos os parlamentares e ao Congresso Nacional, e seu desejo de construir um debate amplo e respeitoso, fundado no verdadeiro diálogo, que possa contribuir de fato para o fortalecimento da cultura, da democracia e do estado de direito em nosso país.


As mudanças de Toffoli

O ministro Dias Toffoli, que assumirá a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 13 setembro, enviará ao Congresso propostas para acabar com os feriados que só existem para o Judiciário.

Pelo menos três deles devem ser extintos: o de 11 de agosto, em comemoração ao Dia da Criação dos Cursos Jurídicos no Brasil, o de 1º de novembro, Dia de Todos os Santos, e a Quarta-Feira Santa ,para juízes federais, a Páscoa começa neste dia da semana e vai até domingo.

O magistrado está dialogando com entidades de classe para um acordo em torno da medida. O fim das férias duplas para magistrados também está em estudo.

Segundo fonte ligada ao ministro (tido como petista) ele pretende “limpar sua barra diante da sociedade e afastar de vez sua vinculação ao partido do ex-presidente Lula que o fez ir para o STF”.

Acontece que nem tudo o que quiser poderá fazer o futuro presidente, uma vez que se tratando de um colegiado a maioria das decisões, mesmo administrativas depende de uma maioria. Se conseguir muito poderá ganhar o carcomido e execrado Poder das Togas.


Collor avança

A surpreendente candidatura do senador Fernando Collor ao governo de Alagoas, quando os palacianos já comemoravam vitória em “WO”, não apenas mudou os sintomas da eleição, mas também começou a gerar intranquilidade dentro do Palácio Zumbi dos Palmares. Bem articulado, corajoso e destemido o candidato que surge possui um potencial explosivo de destruição do adversário fato já comprovado em outras eleições que participou. Com elevado poder de convencimento tem recebido em seu gabinete, em Maceió, um impressionante número de lideranças do interior com o desejo de se engajar em sua campanha, muitos inclusive que já haviam se comprometido com o govenador Renan Filho (a velha história de quando o barco começa a fazer água). Não bastasse a sua versatilidade e poderosa imagem de marketing conta a seu favor com os meios de comunicação mais poderosos do estado, com um poder destrutivo de uma “bomba nuclear”. Tem total apoio do governo federal na construção de sua candidatura e mais, enquanto os Calheiros (pai e filho) se limitam a uma aliança com o presidiário Lula, Fernando Collor tem em mira o provável candidato vencedor para a presidência de República.


Terceirizando a negligência

Não é a primeira vez, nem segunda, tampouco terceira que casos de negligência acontecem na unidade de atendimento denominada UPA, em Palmeira dos Índios. Já houve registro comprovado de ocorrência de óbito em decorrência do precário e irresponsável atendimento à população do município (caso narrado pelo odontólogo palmeirense Antônio Laurentino Belo de Almeida que teve um membro de sua família morto e culpa o atendimento inadequado na unidade de saúde). O prefeito do município, Júlio Cezar, nunca teve uma ação efetiva com relação a administração terceirizada do setor, se limitando a cada caso emitir uma nota pífia e que nada esclarece diante da população com assistência ameaçando suas vidas. O que há de estranho nessa “parceria” que mesmo com motivos óbvios não se desfaz o contrato?


Crimes eleitorais

Em conversa com um influente integrante do Ministério Público este me dizia que há um compromisso ético e institucional entre todos os promotores e procuradores com olhos na lisura e rigor no cumprimento da legislação com vistas ao próximo pleito.

Desde quando ainda eram “pré-candidatos” os postulantes aos cargos majoritários e proporcionais estão em permanente investigação já havendo sido apontados vários casos que estão em apuração.

Adiantava a fonte que o governador Renan Filho, por enquanto, está sendo o “campeão na pauta de investigações judiciais” em decorrências de supostos crimes eleitorais cometidos.

Temos tido casos em que o governador ganhou, levou, mas teve que devolver o cargo (Amazonas e Tocantins).

“A meu ver o governador Renan Filho tem cometido não apenas um, mas uma série de crimes eleitorais” – adiantava o membro do parquet estadual.

Postado por Pedro Oliveira

O preço da honestidade e da ética

10.08.2018 às 11:49
George Gianni/PSDB


Para refletir: “Eleições em Alagoas. Um balaio de gatos ou de ratos?”.


O preço da honestidade e da ética

O jovem prefeito de Maceió, Rui Palmeira, paga um alto preço por conta de sua conduta ilibada, seus critérios éticos e sua formação política. Destoa da maioria ou mesmo da quase totalidade dos políticos locais nos quesitos respeito à coisa pública e responsabilidade legal e moral. Não tem a política como aventura ou meio de vida, mas como a ciência social capaz de operar mudanças e trazer resultados positivos para a comunidade em geral.

Diferente de seus opositores tem origem digna com árvore genealógica robusta de homens que são exemplo na política e na vida.

Desde que se tornou uma ameaça aos que controlam os votos dos alagoanos pelo dinheiro sujo da corrupção e pela violência durante muitos anos, passou a ser alvo de perseguições mesquinhas e covardes de toda natureza em busca de ofuscar o brilho de sua liderança política e sua carreira ascendente.

Talvez seus adversários não tenham contado com sua coragem cívica e seu destemor diante das adversidades circunstanciais da política. Enfrentando-os venceu todas e com grande diferença. E venceria de novo se a responsabilidade de terminar o seu mandato como prefeito não tivesse prevalecido em sua decisão de não concorrer ao governo.

O pleito que se avizinha será uma guerra suja de ambos os lados, As “folhas corridas” dos candidatos e circunstantes serão escancaradas no horário eleitoral, nos comícios pelo interior e nas redes sociais. O eleitor terá como parâmetro de opção de voto quem é mais sujo que o outro, quem carrega o número de processos por corrupção e de sobra os “chutes na canela” os “podres” de cada família e quem roubou mais. Não é jogo para Rui Palmeira, não será pauta para um político honrado, com passado e com presente respeitados.

O jovem prefeito de Maceió não precisa se envolver nessa arenga putrefata, pois não lhe cabe no meio de tanta sujeira que está por vir. Dê o apoio necessário a seus candidatos, selecione aqueles nos quais confia e construa os alicerces do seu futuro político que é vitorioso, íntegro e limpo de origem. 


De volta em Delmiro

A péssima administração do prefeito padre Eraldo Cordeiro à frente da prefeitura de Delmiro Gouveia abre frente ampla para o retorno de Lula Cabeleira ou quem ele indicar nas próximas eleições.

O reverendo que não é lá tão bom de missa e sempre andou as turras com a igreja à qual deve obediência agora descontenta os eleitores enganados que certamente não repetirão os votos. Lá a administração está travada e a cidade já sente em várias áreas o efeito da incompetência administrativa, O que se fala é que o prefeito é bom mesmo só no quesito traição.


Suspendendo o suspeito

O Ministério Público do Estado e Alagoas, por meio da 4ª Promotoria de Justiça, ajuizou ação civil pública para, que, em caráter de urgência, a prefeitura de Arapiraca suspenda as parcerias firmadas com o Instituto Viva a vida, a Elo Social de Gestão Pública – ELO e o Centro de Integração Pública e Social. O valor das parcerias soma R$ 21.308.650,84. O município fica proibido de efetuar qualquer repasse às referidas Organizações e o descumprimento resultará em multa diária de R$ 20 mil, a ser aplicada pessoalmente ao prefeito Rogério Teófilo.

De acordo com o promotor de Justiça, Rogério Paranhos, a ação foi proposta porque o município de Arapiraca firmou parcerias sem publicar editais de concurso de projetos, conforme o previsto no Decreto nº 3.100/99, que regulamenta a Lei nº 9790/99 ferindo os princípios da legalidade, da publicidade, da eficiência, da moralidade e da impessoalidade.

Mais um imbróglio que se mete o prefeito Rogério Teófilo em sua já conturbada administração. Parece que não aprende.


Rodrigo Cunha desabafa

Depois de Tereza Nelma, candidata a deputada federal, foi a vez de Rodrigo Cunha, soltar o verbo contra a coligação do PSDB com Fernando Collor para o governo do estado. Declarou que “antes só do que em péssima companhia”, Se não largar a candidatura no meio do caminho (o que é muito provável) vai caminhar o estado na base do “eu sozinho” em busca de uma eleição praticamente impossível diante do rolo compressor da compra de votos, da barganha do poder e dos “currais podres do interior” que em muito dificultarão sua vida.

Na verdade dentro de sua coligação Cunha sofre a perseguição implacável de adeptos da candidatura do senador Benedito de Lira, sob o comando do maquiavélico “capitão do mato” Arthur Lira que, como a pai, teme a desenvoltura política e o nome limpo do jovem Rodrigo Cunha.


Cultura no ralo

O setor cultural alagoano tem todas as razões para não votar no governador Renan Filho e de fato há um movimento silencioso e uma corrente formada por produtores culturais, atores, músicos e outros agentes, liderados por integrantes da cultura afro, pregando o voto contra a chapa de Renan Filho, Entre as razões o não cumprimento de nenhuma promessa de campanha para o importante segmento e citam algumas: criação de uma lei de incentivo a cultura, criação do parque estadual do mundaú, implantação de programas de interiorização da cultura, pavimentação e revitalização do acesso à Serra da Barriga, edificação do Memorial da Igualdade Racial, implantação de Centros de Artes e Cultura nas diversas regiões do estado. Segundo um líder do Movimento Cultural contra Renan Filho a única promessa cumprida foi apenas a instituição de uma comissão para comemorar os 200 anos de Alagoas. “O governador jogou literalmente a cultura no ralo”.


A mídia nas eleições

A televisão, dizem os especialistas, continuará sendo o principal meio de difusão de informações, uma vez que é a mídia com maior capilaridade. O grande diferencial deste pleito será a possibilidade, pelas candidaturas, de impulsionar conteúdos por meio de pagamentos. Em 2016, isso não era possível. Além disso, a restrição financeira das campanhas desde o fim do financiamento por empresas pode aumentar o uso de inteligência de dados.

Embora uma pesquisa do Ibope de novembro do ano passado tenha mostrado que, pela primeira vez, a internet será o fator mais influente para o eleitor definir o voto à presidência da República, de acordo com os próprios eleitores ouvidos, marqueteiros são enfáticos ao dizer que as redes sociais não funcionam como uma “varinha mágica”.

Segundo o levantamento, 56% dos brasileiros disseram que as redes sociais terão algum grau de influência na escolha do candidato – 36% acham que elas terão muita influência.

Uma pesquisa da agência We Are Social e da plataforma Hootsuite mostrou que os brasileiros gastam, diariamente, 9 horas e 14 minutos navegando na Internet, em média. Cerca de 130 milhões de brasileiros utilizam o Facebook mensalmente, 92% deles pelos smartphones.

O YouTube é a rede social com maior uso: dos entrevistados pela Global Web Index, entre 16 e 64 anos , 60% declararam utilizar a plataforma de vídeos, contra 59% que falaram que usam o Facebook

Postado por Pedro Oliveira

Investindo no servidor público

03.08.2018 às 12:25
Escola Municipal de Governo - Ascom Semge

Para refletir: “A maior doação para minha campanha é a sua coragem, não o dinheiro”. (Heloisa Helena para seus eleitores).


Investindo no servidor público

Em contraponto ao governo do estado, que em quatro anos nada investiu em capacitação, mesmo dispondo de um fundo milionário com destinação exclusiva para esse fim (o governador ainda proibiu, por decreto, que servidores participassem de cursos, seminários e congressos), a prefeitura de Maceió vai ultrapassar só este ano o treinamento de mais de mil de seus funcionários em todas as categorias. A Escola Municipal de Formação e Desenvolvimento de Pessoas tem tido um papel preponderante na política de valorização dos servidores, coisa rara hoje em dia no segmento da atividade pública. Com uma grade de cursos abrangente e voltada para as atividades fins da administração, além de conteúdos com enfoque em motivação funcional, com temas que têm sido muito procurados pelos servidores da administração direta e indireta do município. Nos últimos tempos a Escola tem oferecido treinamentos sempre com a capacidade lotada de cada turma, diante da excelência ressaltada em cada unidade pedagógica oferecida.

Com um trabalho profissional eficiente e com vista também voltada para o aperfeiçoamento dos serviços prestados à comunidade a escola tem contribuído de maneira muito positiva e esse trabalho tem sido reconhecido em toda a administração. O secretário adjunto Israel Guerreiro e a diretora de Formação de Pessoal, Maria Pedro Azevedo, formam uma dupla que tem sido responsável pela qualidade dos programas ofertados aos servidores da Prefeitura de Maceió. Um exemplo que pode ser copiado.


Senhora coragem

Candidata a deputada federal, com amplas chances de eleição, Heloisa Helena faz uma peregrinação por todo o estado, pregando o voto qualificado da cidadania, da anticorrupção e do respeito ao interesse público. Sua palavra tem sido ouvida com atenção em cada município, em cada povoado, em cada recanto onde haja eleitores, muitos inconformados com a situação de degradação da política e dos políticos. Mais uma vez está enfrentando o poder do dinheiro, da barganha, do jogo sujo e da “máquina”.

Sem “currais” (mas votada em todo canto) e sem dinheiro, bem que poderia ao menos aceitar, por ser legal, a doação individual de pessoas para sua campanha. Mas prefere dizer: “Estou recebendo muitas mensagens perguntando como podem me ajudar na nova batalha que enfrentaremos se faremos “vaquinha”, etc... a melhor forma que você tem de me ajudar não é financeiramente, é me doando a sua coragem! É a sua coragem que firma meus passos na longa jornada! Sempre!!

É uma guerreira.


Quem sabe faz a hora

Enquanto em se tratando de governo estadual quando a cada senso, pesquisa ou avaliação os índices negativos nos expõem ao ridículo nacional, a administração do prefeito Rui Palmeira vai colecionando pontos positivos.

O Município de Maceió foi reconhecido pelo Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para População em Situação de Rua como a cidade brasileira que mais incluiu famílias com esta condição no Programa Minha Casa Minha Vida.

 Os dado foram apresentado em Brasília, no Encontro Nacional sobre os Direitos Socioassistenciais da População em Situação de Rua. Segundo o Comitê, Maceió alcançou destaque por manter uma política de habitação que tem como prioridade garantir moradia digna e permanente para quem vive na rua, em condição de vulnerabilidade.

“Temos, desde 2013, quando entramos no Programa Minha Casa Minha Vida, trabalhado para diminuir mais do que o déficit habitacional da cidade, nós estamos melhorando a vida de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade. Entendemos que ter uma moradia traz, além de conforto, dignidade. Seguimos com essa missão”, declara orgulhoso o prefeito da capital.


Vices só crescem à beira dos túmulos

Essa eu ouvi do maior cronista político do Brasil, o incomparável Sebastião Nery: “Os vices só crescem à beira dos túmulos”, o que é uma grande verdade. Fico a me perguntar qual o vice que pelo menos em algum momento não deseja a morte ou perda de mandato do titular para assumir o cargo? Quem negar é mentiroso. Outros até dão uma forcinha para que isto aconteça, a exemplo de Michel Temer, com a morte política do “poste”.

No entanto a coisa parece está mudando, pois ninguém deseja o papel de “cipreste” nestas eleições. Praticamente todos os candidatos a presidente ou governador estão sem companheiro (a) de chapa até o fechamento da coluna. Parece que a politica está mesmo em baixa. Ou os candidatos são ruins demais.


De olho na grana

Sabe-se que a “prefeitada” anda meio desiludida com os milhões dos precatórios do Fundef que estão chegando tão logo seja decidido o imbróglio do percentual para os professores. Em função do volume de dinheiro e da real possibilidade de desvios pelos caminhos tortuosos da corrupção o Tribunal de Contas da União está pedindo o apoio dos Tribunais Estaduais, do Ministério Público e da CGU para uma “força tarefa” para acompanhar e fiscalizar com rigor a aplicação de cada centavo da grana.

Decisão muito oportuna.


A polícia que rouba

Esta semana durante uma operação policial em casas de jogos de máquinas caça-níqueis considerados clandestinos alguns estabelecimentos foram fechados e os equipamentos apreendidos. Os pontos de jogos funcionavam na parte baixa da cidade em região considerada nobre pelo alto padrão de residências.

Seria uma operação normal se os agentes da lei, com identidade protegida por máscaras, não tivessem espancado funcionários e ainda roubado certa quantia em dinheiro. Péssimo exemplo para nossa polícia.


Maurício Quintella reforçado 

A candidatura do deputado Mauricio Quintella se robustece e muito com o engajamento das forças políticas do litoral Sul comandadas pelo também deputado Marx Beltrão e sua influente família. O apoio coloca Quintella como a opção primeira e preferencial para o Senado o que significa um pacote e tanto de votos na disputa.

Maurício e Marx foram ministros juntos e têm uma grande afinidade política e pessoal. A arrumação o coloca na beira do gol na busca pela conquista de uma das cadeiras.


Collor assusta

Há sim um fantasma assombrando os inquilinos do Palácio Zumbi dos Palmares e seu entorno. Um desses palacianos me confidenciava que alguns estão na base do Lexotan (Medicamento da classe benzodiazepínica, com propriedades específicas que o indicam como medicamento ansiolítico, hipnótico e sedativo) diante da noticia circulante colocando o senador Fernando Collor como provável candidato ao governo pelo grupo de oposição. Carismático, exímio comunicador, super articulado, já venceu uma eleição em 15 dias de campanha para o favoritíssimo Ronaldo Lessa. Com esses predicados, tempo de televisão e mais de dois meses de campanha pode fazer um belo estrago. E ganhar a eleição. Até o fechamento da coluna não havia definição. Liguei para ele, mas não me retornou.

Postado por Pedro Oliveira

O valor do voto

27.07.2018 às 10:38


Para refletir: Pobre Alagoas nasceu para ser maltratada. Caminha para mais uma luta inglória onde vencerá o equívoco do voto


O valor do voto

Mais uma eleição se aproxima e, com ela, surgem dúvidas sobre o efeito do voto em branco na contagem final da eleição. O Tribunal Superior Eleitoral esclarece que, ao tornar obrigatório o voto dos os maiores de 18 anos, a Constituição ressalta a importância da responsabilidade política do eleitor para o processo eleitoral e para a democracia como um todo. Porém, diante da urna, o eleitor é inteiramente livre para votar como quiser.

Votar branco ou nulo significa apenas invalidar o seu voto. Hoje em dia, não há diferença entre votos brancos e nulos. Eles simplesmente são votos inválidos. Os eleitores que votam dessa forma demonstram, com esse ato, o inconformismo e a insatisfação com o modelo, com os candidatos, enfim, com o quadro político em geral.

Na prática, o eleitor anula sua participação no processo eleitoral. Porém, a Justiça Eleitoral reconhece esse direito: as urnas eletrônicas trazem a opção do voto em branco; já o voto nulo acontece, por exemplo, quando é digitado e confirmado um número diferente daqueles dos candidatos oficiais. Resumindo: em hipótese alguma, os votos brancos e nulos serão motivos para a anulação de uma eleição.

É muito provável que em Alagoas o percentual de votos nulos e em branco somados ultrapasse até a votação majoritária para os cargos de governador e senador. Inconformados com a degradação da política nacional e local, a avalanche de corrupção que atinge praticamente todos os políticos com mandato e a situação desastrosa da Administração Pública, muitos certamente votarão em branco ou anularão seus votos. Há ainda os que não sairão de suas casas para votar. O ruim de tudo isso é que serão beneficiados os mesmos, que continuarão contaminando a política e assassinando milhões pelas vias da corrupção.


O exemplo de Célia

Enquanto muitos pensam em seus próprios umbigos, nas barganhas, artimanhas e embromações políticas alguém no Agreste alagoano participa do quadro eleitoral com olhar diferente de seus adversários. Em Arapiraca e na região do entorno em época de eleição a moeda de troco é o voto. No vale tudo se envolve prefeituras, cargos, verbas públicas, negociatas espúrias e até a honra se é que ainda existe.

Alianças são feitas tudo com base no lucro político ou financeiro que há de vir. E são esses fatores que degradam e maculam a política e seus atores.

Na contramão da onda a maior liderança política da região, ex-prefeita Célia Rocha não buscou conchavos e “negócios obscuros” com forasteiros. Preferiu apoiar uma candidatura da terra buscando resgatar a tradição de Arapiraca ter sua representação na Câmara. Sai candidata a deputada estadual apoiando o conterrâneo Severino Pessoa para deputado federal.

Bom seria se a atitude de Célia fosse imitada por outros, mas é difícil quando só se pensa no bolso e na bolsa (ou mala).


Refém do Planalto

Confirmado, o acordo do bloco capitaneado por DEM e PP com Geraldo Alckmin (PSDB) abre brecha para o centrão exercer poder de tutela inédito na história recente sobre um mandatário do país. A manutenção do comando da Câmara nas mãos desse grupo está afiançada desde o início das negociações. Mas, no desenho atual, o consórcio indicaria também o vice do tucano e teria número suficiente para eleger o novo presidente do Senado. Se aposta que caberá ao PP apontar o nome.

A união dos partidos que compõem o centrão foi forjada em cima da tese da repartição do poder. Somados, eles praticamente garantem a recondução de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara e, a números de hoje, chegam a 32 senadores.

 PT e MDB se alternaram no comando das duas casas Legislativas de 2003 a 2016. Na Câmara, só houve duas exceções: Aldo Rebelo, à época no PC do B, chefiou a Casa de 2005 a 2007. Foi sucedido por Severino Cavalcanti (PE) que, no PP, segurou-se pouquíssimo tempo no cargo.

 O MDB controla o Senado desde 2001. Só houve um intervalo, em 2007, quando Tião Viana (PT-AC) assumiu a Casa após renúncia de Renan Calheiros (MDB-AL).


Heloisa Helena

As pesquisas e os “termômetros das ruas” mostram claramente que Heloisa Helena caminha para obter uma consagradora vitória em sua caminhada como candidata a Câmara Federal.

Por onde passa é aclamada calorosamente pelo povo, lideranças municipais e deixa em cada lugar a marca de sua integridade resistência e intolerância com a corrupção e os desvios de finalidade na atividade política.

Mas não é unanimidade e certamente desagrada a uma classe poderosa: aos bandidos.


Servidores prejudicados

No governo de Teotônio Vilela mais de 5.000 (CINCO MIL) servidores do interior de Alagoas foram capacitados pelo Programa Escola de Administração Pública. Nos últimos quatro anos não aconteceu nenhuma capacitação no interior pela Escola de Governo, que diminuiu de tamanho e ofertas de cursos também na capital.

Os servidores públicos se sentem desprestigiados e reclamam que no governo passado muitas oportunidades de melhoria funcional surgiram em decorrência de cursos de aperfeiçoamento levados a todos os municípios do interior, com a consequente melhoria dos serviços prestados às comunidades.
Ainda no Governo de Teotônio Vilela aconteceu o inovador Programa Cidadania de Recepção a novos servidores, com o objetivo de preparar todos os que foram nomeados após aprovação em concursos - com noções de direitos e deveres do servidor público - cidadania - administração pública - motivação psicológica e relações interpessoais.


Os malditos cadastros

Parece que não adianta mesmo toda a luta da sociedade clamando por eleições limpas. Está na índole da maioria dos políticos brasileiros a prática da desonestidade, da corrupção, dos negócios sujos e das eleições compradas. Esse fato não me foi revelado por nenhuma fonte suspeita, mas pelo próprio autor. Um candidato a deputado me revelava que nestas eleições estaria com um “um cadastro de eleitores” (não é um simples cadastro, mas um mecanismo eficiente de compra de votos) e por ele sua eleição estaria garantida. E me adiantava: “Se não tiver reduto forte, muito dinheiro, ou isso, não se elege”. Tudo nas barbas da Polícia Federal, Ministério Público e Justiça, que não possuem mecanismos ou vontade de fazer acontecer alguma coisa. É assim a cada eleição e nunca haverá de mudar, pois somos o que somos.


Mas não ganha

O jovem destemido deputado Rodrigo Cunha tem tudo para desbancar todos os caciques pajés da tribo com uma votação expressiva na capital ao abrir das urnas na busca de uma das vagas para o Senado. Conduta parlamentar exemplar, vigilante quanto ao interesse público, atuante em ações de cidadania, tudo o que o eleitor esclarecido gosta e está carente. Mas vem o interior e ai é que o folego vai faltar para o candidato. Afora sua terra natal, Arapiraca, sua densidade eleitoral cai vertiginosamente nos demais municípios ainda sob o domínio da velha e oligarca política. É a regra do jogo e nessa ganha nem sempre o melhor.

 

Postado por Pedro Oliveira

Difícil é agradar

20.07.2018 às 16:32


Para refletir: “Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos”. (Nelson Rodrigues).


Difícil é agradar

A cidade de Palmeira dos Índios (minha terra mãe) passou por volta de trinta anos mergulhada em sucessivas administrações irresponsáveis que lhe causaram danos provavelmente irreversíveis. De sua pujança como município modelo para o país, viu seu comércio, sua robusta agricultura, seu turismo e sua dignidade depredados a cada quadriênio pelo equivoco do voto. O único administrador que a população sente saudades é Jota Duarte, certamente o maior prefeito de sua história, por mais de um mandato.

Hoje a cidade convive com novos tempos pela administração do prefeito Júlio Cezar, um cidadão jovem, comunicador nato, de família humilde com alguns predicados: ama sua terra, passou pelas agruras dos palmeirenses nesses anos de decadência administrativa, é criativo, empreendedor e ágil em ações de resultados. Conquistou Brasília literalmente. Não há um deputado ou senador alagoano que não goste dele. Com seu jeito próprio já é figura conhecida e querida nos Ministérios, Dias atrás ouvia de um colega jornalista brasiliense: “Esse seu prefeito vai longe, é articulado e muito sabido”.

Fiz esse preâmbulo para citar um fato que não me surpreendeu por conhecer o bastante meus conterrâneos, mas me deixou pasmo. Uma minoria inconformada e a serviço daqueles que nada fizeram pela cidade, postou nas redes sociais críticas ao prefeito que ao realizar obras no principal espaço público (Praça da Independência) estaria “causando transtornos e ainda desalojou um comerciante que tinha seu negócio há mais de dez anos no local”. Vou ser breve: como pode se fazer uma obra de grande volume sem que hajam transtornos temporários à população? (os serviços são reais e não virtuais, pelo menos ainda); quanto ao cidadão “desalojado” esse com certeza não é legítimo dono do espaço e mesmo que o seja não pode ser causador do impedimento de uma obra de interesse público. O administrador tem que ter a coragem cívica de fazer valer esse interesse, que predomina sobre o particular.

Não tenho laços de amizade próxima com o prefeito, mas uma respeitosa relação sem compromisso de cada lado. Já fiz críticas pontuais a sua administração e por certo continuarei fazendo quando necessárias e isso me dá o direito de defender quando injustamente caluniado. 


TCU moderniza fiscalização

(BRASÍLIA) - O Tribunal de Contas da União (TCU) vai ser pioneiro entre as entidades fiscalizadoras superiores (EFS) em todo o mundo no uso de imagens de satélites para atuar no controle dos gastos públicos. O chamado “geocontrole” vem sendo estudado pelo TCU em dois pilares: um voltado para a tomada de decisão, que é a Análise Multicritério Espacial, e outro voltado para o acompanhamento de execução de políticas públicas, de obras, colhendo dados para verificar a necessidade ou não de realização de uma auditoria.

Apesar de a geotecnologia já ter diversos usos no mercado, quando o assunto é exclusivamente controle externo ainda não havia nada, e não apenas no Brasil: “Não tem nada nessa linha, do controle, no mundo”. No Brasil, em um trabalho de benchmark, foi encontrado o uso de geotecnologia em áreas específicas. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), por exemplo, faz uso em projetos de rodovia, “mas não usam as informações que têm no processamento de obras”.

Já a Valec, empresa voltada para a construção e a exploração de infraestrutura ferroviária, tem um sistema de gestão de faixas de domínio, “que é muito bom”, baseado em imagens de satélite e de Drones. “É essa base de dados que estamos usando para fazer a auditoria nos 1,5 mil quilômetros da [Ferrovia] Norte-Sul. Outro órgão que tem forte uso de geotecnologia é o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no monitoramento de incêndios e desmatamentos.


Disciplina digital

(BRASÍLIA) - Uma notícia que passou despercebida pretende disciplinar as atividades da comunicação digital e combater a grande quantidade de notícias falsas nas redes de internet. A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados aprovou proposta que obriga jornais ou publicações periódicas digitais a se inscreverem no Registro Civil de Pessoas Jurídicas.

O projeto original obriga todos os veículos de comunicações digitais a se registrarem.
“A obrigação do registro cartorial desses veículos de comunicação constitui importante requisito para coibir a divulgação de notícias falsas, fabricadas, de fontes não confiáveis, em favor da segurança jurídica e autenticidade dos conteúdos jornalísticos”, opinou o deputado  Afonso Motta(PDT/RS), relator da matéria.

Pelo texto aprovado, os jornais ou publicações – impressos ou digitais – que não fizerem o registro serão considerados irregulares. Hoje, os jornais impressos não registrados são considerados clandestinos. O texto modifica a Lei dos Registros Públicos (6.015/73).


Fazendo cidadania

Sair do seu gabinete e ir até as escolas para explicar qual é o papel do Ministério Público na vida da população. Este é o objetivo do promotor de Justiça do município de Matriz de Camaragibe, Leonardo Novaes Bastos que já iniciou esse trabalho em quatro unidades de ensino, conversando com os alunos, pais e professores sobre os direitos da infância e da juventude, chamando a atenção para a importância da educação na vida familiar.

 “Viemos aqui para dizer que o Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL), dentre outras atribuições, também tem a missão de proteger os direitos que estão assegurados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que é um importante instrumento legal. Por isso, quero colocar a nossa Promotoria de Justiça à disposição de cada um de vocês para ajudá-los no que for preciso. Peço que fiquem atentos a qualquer sinal de abuso sexual e de negligência familiar. E se isso ocorrer, não tenham medo. Procurem o MP e o Conselho Tutelar, que estaremos prontos para agir”, explicou Leonardo Novaes.

Que o trabalho do jovem promotor sirva de exemplo e frutifique, em apoio a preservação dos direitos das crianças e adolescentes. 


Puxão de orelhas

O presidenciável do PDT, Ciro Gomes, foi aconselhado a ser mais ponderado a partir de agora ao fazer críticas públicas.

Em evento esta semana ele criticou e chamou de "filho da puta" integrante do Ministério Público que solicitou a abertura de um inquérito contra ele por injúria racial.

O presidenciável não sabia, mas o pedido foi feito por uma mulher, o que gerou repercussão negativa nas redes sociais contra ele.

Desde o início do processo eleitoral, Ciro tem sido aconselhado pela equipe de campanha a diminuir o tom agressivo, mas ele não tem seguido a recomendação.

No momento em que ele tenta atrair o apoio de partidos do centrão, o xingamento causou preocupação entre aliados do presidenciável.

Em jantar com dirigentes do DEM, PP e Solidariedade, no mês de junho, Ciro já havia sido cobrado pelo gênio forte. Na ocasião, ele disse que podia conter o pavio curto.

Nesta quarta-feira (18), os dirigentes das siglas do centrão discutirão em Brasília um possível apoio à candidatura do pedetista, mas são pequenas as chances de uma decisão.

A aposta do PDT é de que um anúncio deve ficar apenas para a semana que vem, depois da convenção nacional do partido, marcada para sexta-feira (20).

O Ministério Público de São Paulo pediu o inquérito depois que, em entrevista à Jovem Pan, Ciro chamou o vereador Fernando Holiday (DEM-SP), ligado ao MBL, de "capitãozinho do mato".

 

Postado por Pedro Oliveira

A política matou meus sonhos

13.07.2018 às 15:21
Arquivo/EBC


Para refletir: O STF vai sepultar a Lava Jato e enterrar o juiz Sérgio Moro. Quem viver verá.


A política matou meus sonhos

Política deve ser discutida e tem que ser discutida, mas em nível recomendável e respeitoso. A “paixão” política até pode ser admitida, mas jamais levada ao ódio, que tira toda a sua virtude. Estudei muito política, fiz sacrifícios e sacrifiquei minha família, quase dois anos fora fazendo meu curso na Universidade de Brasília (UnB). Tive os melhores mestres entre brasileiros e alguns estrangeiros. Ao ser diplomado em 1989 ainda sonhava com o quanto poderia colaborar com a ciência, com meu estado, com meu país. Fui aos poucos me desencantando até que vi esse sonho morrer. Fui um tolo, me especializei em Relações Executivo - Legislativo (pasmem). Não serviu para nada. A própria política matou meus sonhos. ( texto originalmente publicado em minhas redes sociais).

De braço com o crime

Em abril deste ano o juiz Sérgio Moro barrou a visita de nove governadores ao ex-presidente Lula, preso político na carceragem da Polícia Federal de Curitiba, acusado e condenado por vários crimes de corrupção.

Naquela ocasião a “presidenta” nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, que acompanhou a comitiva até a PF, protestou contra a proibição do magistrado. “Infelizmente, infelizmente, não conseguimos, pois teve uma decisão judicial que contraria a lei”, disse.

O governador do Maranhão e ex-juiz federal, Flávio Dino (PCdoB) ensinou que “entre as regras da carceragem e a Lei de Execução Penal, todos sabemos que a lei tem primazia. E o artigo 41 da lei diz que o preso tem direito a visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos”.

Sem poder visitá-lo, a comitiva deixou uma carta para o ex-presidente Lula.

Além de Flávio Dino e Gleisi, compareceram à superintendência os governadores Camilo Santana (Ceará), Renan Filho (Alagoas), Ricardo Coutinho (Paraíba), Rui Costa (Bahia), Tião Viana (Acre), Paulo Câmara (Pernambuco), Valdez Gois (Amapá) e Wellington Dias (Piauí), bem como os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Roberto Requião (MDB-PR).

Expostos a um vexame nacional voltaram “com os rabos entre as pernas” para seus estados.

Agora quando do conturbado episódio do “prende e solta do ex-presidente” os mesmos governadores, que guardaram imensa mágoa do juiz chefe da Operação Lava Jato, por tê-los expostos ao ridículo nacional, voltam pateticamente à cena com uma nota oficial pífia, tendenciosa e ridícula na qual condenam o comportamento de Sergio Moro de barrar o cumprimento da decisão do desembargador Rogério Favreto, superior hierarquicamente a ele, para soltar o ex-presidente acusando ainda o Judiciário de “agir parcialmente”.


Afronta ao povo

A descabida nota de solidariedade ao ex-presidente condenado por corrupção, em segunda instancia , mostra claramente a tendenciosa intenção e o despreparo de quem a redigiu e de quem a assinou. Vejamos alguns trechos:

Na manhã de hoje, o povo brasileiro recebia a auspiciosa noticia da libertação do Presidente Lula. O Desembargador competente para apreciar liminares durante o plantão reconduzia o Brasil à senda da legalidade democrática e respondia às aspirações nacionais de reconstitucionalização do país”.

“Lula, como todos os brasileiros, não pode ser beneficiado por privilégios ilegais. Mas também não pode ser perseguido, como evidentemente tem sido.

Apenas a aplicação imparcial das leis que dispõem sobre a liberdade e as condições de elegibilidade podem dar lugar a eleições legitimas em 2018”.

A meu ver se solidarizar com um presidiário condenado e cumprindo pena em razão de crimes de corrupção contra o erário brasileiro é também se aliar e defender aos crimes por ele cometido.

Alguns desses governadores estão concorrendo a reeleição e correm o risco previsível de que os eleitores  os identifiquem como aliados das condenáveis práticas politicas que destruíram a dignidade brasileira.


Insegurança jurídica

(BRASÍLIA) - A senadora Ana Amélia (PP-RS) criticou a expedição do alvará de soltura ao ex-presidente Lula, ocorrida num domingo, que segundo ela, provocou abalo no equilíbrio entre os Poderes da República e disseminou a insegurança jurídica.

Ela sublinhou que o desembargador Rogério Favreto, ao ordenar a libertação de Lula, desrespeitou as instâncias superiores da Justiça, incluindo o Supremo Tribunal Federal, e sua decisão foi classificada como incabível pela presidente do STF, Cármen Lúcia, e pelo Procurador-Geral da República em exercício, Humberto Medeiros.

- Mas o que nós vimos neste domingo foi uma inversão de valores. E parece toda uma ópera ensaiada, uma manobra jurídica, eu diria, uma chicana muito bem ardilosamente preparada, como se ninguém fosse perceber o que estava acontecendo - frisou.

Ana Amélia elogiou a revogação do alvará de soltura de Lula, mas lamentou o aumento da incerteza sobre a situação institucional brasileira. Ela avaliou que a “confusão jurídica” leva o país a um nível impensável de instabilidade quando faltam três meses para as eleições.

A senadora ainda pediu regras mais claras de suspeição e impedimento de magistrados e mencionou a nota da União Nacional dos Juízes Federais em repúdio à decisão de Rogério Favreto.


Renan e Mauricio

Com a saída do ex-ministro Marx Beltrão do páreo, após resistência direta e explícita, muda o quadro na disputa para o Senado Federal. Cresce a candidatura do deputado Mauricio Quintella, que está entre os primeiros avaliados na capital e interior. Bem articulado, com o maior volume de benefícios para os municípios entre a bancada alagoana em Brasília, colhe frutos importantes e segue em frente na busca pelo mandato de senador. Enquanto isso vai deixando para trás o senador Benedito de Lira e o novato Rodrigo Cunha (ambos estacionaram nas avaliações ) . É possível que já nas próximas pesquisas seja acentuado o distanciamento do hoje imbatível Renan Calheiros e de Mauricio Quintella rumo à vitória eleitoral.


Rui Palmeira, o melhor

Não me surpreendo com o prefeito Rui Palmeira porque o conheço desde menino, praticamente o vi nascer. Tenho uma relação de irmandade com seus pais. O acompanho a cada eleição que participou. A primeira vez votei pelo carinho, pela certeza de um bom politico de origem e formação. Dai por diante valeu sua competência, seriedade e compromisso com o interesse público. Não se apega ao poder. Deu um exemplo de grandeza  ao abrir mão de uma candidatura ao governo, com amplas chances de vitória e optando permanecer administrando Maceió. Decidiu que não era seu tempo e esse tempo é ele que faz, jamais seria pautado por outros interesses ou pela vaidade nem sempre responsável de muitos. Tem planos grandes e realizáveis para implantar na capital, precisa sim, sacudir a sua jovem equipe e destravar setores da administração que atrapalham mais do que ajudam. Por fim peço para anotar: ao final de seu mandato será um dos maiores prefeitos da história de Maceió. 

Postado por Pedro Oliveira

As lições de Tocantins

06.07.2018 às 09:51


Para refletir: Os políticos não conhecem nem o ódio, nem o amor. São conduzidos pelo interesse e não pelo sentimento. (Philip Chesterfield).


As lições de Tocantins

(BRASÍLIA) - Quase metade dos eleitores do Tocantins não quis escolher quem seria o governador do Estado no pleito realizado no dia 24 de Junho. A eleição suplementar foi convocada depois que o ex-governador Marcelo Miranda (MDB) e sua vice, Cláudia Lelis (PV), tiveram o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 22 de março deste ano por arrecadação ilícita de recursos em 2014. Terminada a apuração, por volta das 21h, emergiram das urnas 137.537 votos brancos e nulos (19% do total). Somados às abstenções, que foram de 30%, quase 50% dos tocantinenses aptos a votar optaram por ignorar os candidatos.

Para especialistas, o resultado da eleição é um sinal da crise de representatividade pela qual passa a democracia brasileira, e cujos sinais já podem ser sentidos para além do Tocantins. O diretor do Instituto Datafolha, Mauro Paulino, afirma que os resultados das eleições no Estado confirmam uma tendência que nós já estamos captando a alguns anos, que é o aumento do eleitor que não se sente representado nem pelos partidos nem pela oferta de candidatos nas eleições.

De acordo com ele, esta crise de representatividade vem desde junho de 2013, quando ocorreram os protestos contra o aumento das passagens em São Paulo e que se ampliaram para um descontentamento geral com a classe política. “Atualmente quando fazemos pesquisa para intenção de voto para a presidência da República, encontramos taxas recordes de brancos e nulos, além de um número grande de eleitores sem candidato. É um reflexo do momento que o país atravessa, há um desalento e desesperança do eleitor muito forte”, diz Paulino.

O impacto desta desilusão dos brasileiros com o sistema político já é perceptível também na corrida rumo ao Planalto. O índice de brancos e nulos atualmente varia entre 18% e 30% do eleitorado, segundo a pesquisa CNT/MDA divulgada em 14 de maio. Os maiores índices são nos cenários sem o ex-presidente Lula, preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde abril deste ano. Isso expõe mais uma faceta da crise de representatividade que o país atravessa: o líder de intenções de voto até o momento deve não disputar a eleição. Com a saída do Lula a principal característica que o eleitorado apresenta é o aumento da taxa de brancos e nulos, que chega a 30%, maior que os 20% do Bolsonaro que assumiria a liderança nas pesquisas.


O exemplo de Alagoas

Especialistas em política acreditam que o fato de Tocantins se repetirá em todos os estados nas eleições de Outubro, pelos mesmos motivos: a descrença do eleitor na classe política que se desgasta a cada eleição pelos mesmos motivos: corrupção desenfreada, não cumprimento das promessas feitas em campanha e má gestão.

Aqui em Alagoas não será diferente e pode até alcançar um dos maiores índices por motivos óbvios. Somos “representados” por uma classe política deteriorada ao longo dos anos por condutas marginais, possuímos uma Assembleia Legislativa mergulhada em denúncias de roubo explicito do dinheiro público, processada pelo Ministério Público e salva pela complacência de um Poder Judiciário com perfil assemelhado.

Quando se fala da bancada federal (deputados e senadores) é um filme de terror. A começar pelo campeão de processos por corrupção , senador Renan Calheiros, seguido de outros colegas que em nada dignificam os cargos que ocupam.

Há no ar sombrio das eleições um silêncio que pode ser rompido pelo voto indignado e de protesto de milhares de eleitores que darão seus gritos de BASTA!  Será?


Pode ser o novo

 No contraponto às candidaturas carcomidas, viciadas e rejeitadas, surgem aqui e acolá algo de novo que pode surpreender ao abrir das urnas. E não se trata apenas de “candidatos novos”, mas pelo menos diferentes dos “putrefatos”. O eleitor tende a buscar e analisar o passado dos candidatos execrando os “fichas sujas” e até reelegendo aqueles que julgam menos ruins. Alguns que se julgam eleitos, quer pela força do dinheiro, do poder e dos currais, poderão assistir com desalento o “estouro da boiada” e o brado de revolta do povo ecoar, ao anunciar o resultado fatídico das urnas.


Por falar em novo

Pobre e equivocado Partido Novo (que nada tem de novo) vai sofrer uma tremenda decepção ao contar os seus minguados votos e naturalmente se recolher ou até acabar, quem sabe, como ocorrerá com outros nanicos. O partido que tem como presidente João Dionísio Amoêdo, adota posições aparentemente republicanas, mas no fundo ainda deixa muitas dúvidas de suas linhas programáticas. Diz que não aceita o dinheiro do Fundo Partidário, mas até agora não devolveu o que recebeu, alegando problemas burocráticos. Não deverá eleger ninguém.


Temos bons nomes

A crise e o descrédito politico eleitoral deverão ajudar alguns postulantes aos votos da eleição de outubro. São candidatos com lastro de serviços prestados aos alagoanos, com passado de representatividade e sem manchas em seus currículos, a exemplo para citar alguns, Emmanuel Fortes, Álvaro Vasconcelos, Omar Coelho, Eduardo Tavares e a grande campeã do voto de qualidade, Heloisa Helena. Além dos votos de cada um existe a tendência de que o eleitorado mais consciente conduza sua intensão para pessoas que representem mudança moral na política.


Cadê a oposição?

O tempo passa depressa a caminho das eleições e por enquanto o governador Renan Filho caminha para um “passeio eleitoral” absolutamente vitorioso e ganharia até sem fazer campanha. Com a desistência da candidatura do único nome capaz de derrotar o governador, prefeito Rui Palmeira (por justa. compreensível e equilibrada decisão) e a saída do deputado Mauricio Quintella, a oposição caiu na orfandade e ao que parece sucumbiu à mínima chance de apresentar um nome com densidade pelo menos para disputar. Já não há mais tempo, não existem nomes e as eleições para o governo serão em “walkover”, o popular WO.


José Alfredo

De São Paulo, onde está internado no Hospital Sírio Libanês, recebi uma mensagem gravada em vídeo do amigo conselheiro aposentado do TCE, José Alfredo de Mendonça. Nela me faz um apelo dramático em defesa da desembargadora Elizabeth Carvalho que sofre uma inversão da verdade quando cumprindo estritamente a lei e o senso humanitário, tomou uma decisão acertada. Disse-me ele: “Estou aqui num hospital de primeiro mundo, sendo bem tratado e com a assistência familiar que desejo, curando duas bactérias contraídas ai em Maceió. Devo minha vida a desembargadora Elizabeth Carvalho”. José Alfredo é um homem integro, o conheço há pelo menos quarenta anos e mereceu essa decisão humanitária da magistrada. Ao seu lado está sua companheira dedicada Nadejane Madeiro, (filha de minha saudosa amiga Marly Madeiro, colega de Tribunal de Contas), cuidando de sua saúde e de se espírito.


Balcão de negócios

Alguns vereadores de Palmeira dos Índios, terra pródiga em políticos ruins, desejam transformar a Câmara Municipal em um verdadeiro “balcão de negócios”. Aprovação de leis inconstitucionais, nepotismo e empreguismo imoral, são alguns dos itens na pauta do legislativo palmeirense.

O prefeito Júlio Cezar tem resistido à duras penas, com riscos de danos a sua administração de resultados implantada desde a sua posse. É uma lástima essa nociva política de alianças que fere de morte o patrimônio moral da administração publica brasileira, em grande e pequena escalas administrativas. Resistir..até quando? 

Postado por Pedro Oliveira


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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