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Denúncia gravíssima

18.02.2026 às 12:00
Divulgação


PARA REFLETIR

Na hora do voto, você sozinho, reflita. Se não gostar de ninguém, vote em branco, anule. Isto também é cidadania.

Denúncia gravíssima

Segundo denunciou o vereador Rui Palmeira, na tribuna da Câmara, o presidente Chico Melo vai ter que responder pela nomeação de mais de 80 pessoas, provavelmente de maneira irregular, ferindo princípios da legalidade e da moralidade. Provadas as irregularidades o vereador pode ter seu mandato cassado e sofrer sanções penais. O caso será apurado pelo Ministério Público.

Limites da função

Função de vereador é propor leis, fiscalizar o prefeito, secretários e gestores da administração municipal. É papel institucional, definido na Constituição e na Lei Orgânica, não é atuação policial.

Invadir repartições, conferir almoxarifados de forma espetaculosa ou ameaçar “flanelinhas” de prisão por suposto “preço abusivo” pode render vídeo para rede social, mas não cumpre a verdadeira missão do mandato. Fiscalizar é diferente de afrontar; legislar é diferente de encenar

Medo ou chantagem

Diante das indefinições que cercam os protagonistas da próxima eleição, consultei um dos mais experientes observadores da política alagoana, sobre a razão do silêncio estratégico do prefeito JHC. A resposta veio seca, sem rodeios: “medo, ou está sendo chantageado”.

Fim de ciclo

Ronaldo Lessa entrou para vice como São Pedro entrou no Credo. Foi um bom governador, prefeito e, no Legislativo, cumpriu seu papel com dignidade. Mas perdeu capilaridade política com o passar do tempo.

Talvez tenha chegado a hora de “pendurar as chuteiras”, para não reviver decepções como a derrota expressiva para Fernando Collor na disputa pelo Senado. Na política, saber a hora de sair também é estratégia.

Toc, toc, toc

Após o Carnaval, quando cessarem os clarins e tambores das orquestras, o som ouvido pode ser das sirenes da Polícia Federal. Nos bastidores, comenta-se que a operação “Banco Master” vai aportar em Maceió.

A lista, dizem, estaria pronta e guardada a sete chaves. Envolve gente miúda e graúda. Se confirmado, o desfile será outro, menos fantasias, mais constrangimentos. Na avenida da investigação, ninguém escolhe a música

Ulisses Guimarães

A democracia, como ensinou Ulysses Guimarães, “não se improvisa”. Ela precisa de pilares firmes e entre eles, a imprensa é, sem dúvida, o mais essencial.

Em tempos de polarização e crise de confiança nas instituições, valorizar a imprensa profissional não é apenas um ato de cidadania: é um ato de preservação da própria liberdade.

O efeito Lulinha

As antigas acusações e suspeitas envolvendo Lulinha, embora nunca tenham resultado em condenação, podem sim ser exploradas politicamente para tentar atingir o presidente. Em períodos eleitorais, fatos requentados viram munição, ainda que sem desfecho judicial, e são usados para alimentar narrativas de corrupção e desgaste moral. O impacto real sobre a eleição de Lula, porém, tende a ser limitado: o eleitor que o apoia separa o pai do filho e vota na memória social de seus governos, não em dossiês reciclados.

Pílulas do Pedro

Arthur Lira é candidatíssimo a Senador. Quem me disse? Ele mesmo.

Mulheres vão garantir protagonismo na eleição. Se serão eleitas, ai é outra conversa.

Postado por Pedro Oliveira

Procurando emprego

O ex-comunista Aldo Rebelo sempre navegou nas oportunidades, desde os tempos em que militava na esquerda festiva estudantil.

10.02.2026 às 10:40
Agência Pública


PARA REFLETIR

“Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos”. (Nelson Rodrigues)

Procurando emprego

O ex-comunista Aldo Rebelo sempre navegou nas oportunidades, desde os tempos em que militava na esquerda festiva estudantil. Em sua confusa trajetória política se mandou para São Paulo, terra de ninguém, onde terminou arranjando um mandato de deputado federal. Em Brasília levou no papo os poderosos e se fez ministro por mais de uma vez, por falta de nomes ou oportunismo. Enganou um tempo e caiu no ostracismo, De repente vislumbra na direita burra a oportunidade de voltar a mamar nas tetas do poder. Sabe que não tem nenhuma chance, mas também sabe que pode tirar muitas vantagens e ganhar um emprego. É isso que ele quer.

Revisionismo seletivo

É coisa de quem não tem o que fazer essa história inventada, em nome dos “direitos humanos”, de sair mudando nomes de pessoas homenageadas, algumas desde o século passado. Criam barulho, promovem constrangimento às famílias e não produzem qualquer efeito concreto além da provocação ideológica. Mudar o nome da Avenida Fernandes Lima é discurso demagógico.

A população continuará chamando pelo nome que aprendeu desde sempre. Foi assim com a antiga Avenida Amélia Rosa: mudaram na placa, mas não na memória popular. A cidade não se apaga por decreto.

Pode ficar

Dentro do Palácio do Planalto surgiu um complicador que pode causar grande mudança no quadro político alagoano, não bastasse a instabilidade já registrada. O entorno de Lula, inclusive o próprio presidente vê a saída do ministro Renan Filho como um forte desfalque na gestão petista e na “vitrine de campanha”. Ativo, atuante e com coragem para o embate com o adversário. A pedra no meio do caminho seria assegurar a reeleição do pai, Renan Calheiros. O tabuleiro ainda está sendo jogado. O xeque mate é com o presidente Lula.

Bolsonarista e racista

Considerado o pior governador do país, o bolsonarista Jorginho Mello tem marcado sua criticada administração por práticas consideradas fascistas, misóginas e racistas. Tem tido uma avaliação ridícula pela população catarinense, que mostra claramente, que repetirá o erro em sua busca a reeleição. Sem obras para exibir em sua gestão caótica, se nega a comparecer a inauguração de grandes obras que o governo Lula tem entregue ao estado de Santa Catarina.

Hugo Wanderley

A candidatura do ex-prefeito Hugo Wanderley para deputado estadual chega com força a Palmeira dos Índios. Os eleitores com certeza, vão acolhe-lo como se palmeirense fosse. Seu pai além de palmeirense honorário, por mérito, teve sua formação estudantil no velho Colégio Pio XII e Cacimbinhas, sua cidade é “filha” de Palmeira, portanto, as duas são de origens Xucurus. Hugo também é da mesma tribo.

Chegou o pagamento

Um dia após a sessão que rejeitou as contas do ex-prefeito Rui Palmeira, o Blog do Kléverson Levy registrou a aprovação na Câmara de vereadores de uma “emenda de remanejamento orçamentário",lida e aprovada na mesma sessão,  que agracia a bagatela de mais R$ 5 milhões, assinada por 25 parlamentares, para torrar o dinheiro do povo no exercício de 2026.

Segundo a nota “Nos bastidores da política, entretanto, o aumento do duodécimo da Casa de Mário de Guimarães teve um porquê político oriundo do Poder Executivo”. O resto da história todos conhecem.

Não abalam

Facções políticas de segunda categoria e setores de imprensa comprometidos com a pauta negativa e rede de mentiras, insistem em tentar desqualificar a trajetória politica do vereador Rui `Palmeira, esquentando noticias falsas e criando histórias. Alagoas conhece a origem e o comportamento do político e do homem. Bem acima dos que o combatem.

Pílulas do Pedro

O clima interno no MDB é de alerta e preocupação, diante da possibilidade de “o chefe” perder o mandato de senador. A rejeição do homem cresce a cada pesquisa.

Tem cheiro de Alagoas na formação da CPMI do Banco Master. Muito mais do que se imagina.

Postado por Pedro Oliveira

Jovens sociopatas

31.01.2026 às 13:40
Cão Orelha - Reprodução Internet


PARA REFLETIR

Políticos no Brasil não são eleitos pelas pessoas que leem jornais, mas pelas quais se limpam com ele.

Jovens sociopatas

É urgente e inadiável o endurecimento das leis de proteção aos animais no Brasil. O país foi chocado pelo crime hediondo cometido em Santa Catarina, onde três “filhinhos de papai” mataram de forma cruel um cão de rua, protegido e cuidado por toda uma comunidade. A barbárie comoveu o país e mobilizou milhões nas redes sociais. São menores de idade, mas isso não pode servir de salvo-conduto para a impunidade. A violência gratuita, sádica, típica de mentes doentias, precisa ser tratada com rigor exemplar, com medidas socioeducativas severas e acompanhamento psicológico obrigatório. Quem é capaz de torturar e matar um animal indefeso hoje, amanhã pode fazer o mesmo com pessoas. Proteger os animais é, também, proteger a sociedade.

Coisas da província

O prefeito JHC agiu com correção, respeito institucional e educação ao receber, como anfitrião, o presidente Lula. O gesto de cordialidade, ao lhe enviar um abraço, foi mal interpretado por quem não compreende a liturgia do cargo nem as regras mínimas da convivência republicana. Autoridades não são inimigas pessoais; representam instituições e devem se tratar com civilidade.

Por outro ângulo, não há qualquer ofensa à lei, à ética pública ou a princípios democráticos caso João Henrique, no exercício de sua liberdade política, venha a apoiar a reeleição do presidente. Democracia é isso: escolha, posicionamento e respeito. O resto é miopia política típica das paixões provincianas.

Exercício ilegal

Depois de ser autuado pela Guarda de Trânsito por infração e exibição irregular, o deputado Lelo Maia resolveu transformar o episódio em palanque nas redes sociais, passando a atacar e apontar supostos abusos dos agentes. A reação soa mais como tentativa de desviar o foco da própria conduta do que como preocupação genuína com o interesse público. Resta saber se, com a volta do recesso, o parlamentar trocará o espetáculo virtual por uma atuação mais útil e produtiva em favor da sociedade que o elegeu.

Muita fala, pouca ação

O governo se diz indignado com o alarmante aumento da violência contra a mulher. O país está assustado, as mulheres estão com medo e com toda razão. Mas até quando a resposta será apenas encenação midiática, discursos de ocasião e campanhas protocolares? O que se espera é ação concreta, políticas públicas eficazes, proteção real às vítimas e punição rápida aos agressores. Enquanto o combate ficar restrito às palavras e às fotos para redes sociais, a tragédia continuará se repetindo dentro de casa, longe dos holofotes e perto da morte.

Limites do ofício

O ministro Edson Fachin afirmou que integrantes do STF são “perseguidos pelo exercício de seus ofícios”. A afirmação merece reparo. Em muitos casos, a reação pública não decorre do cumprimento estrito do dever constitucional, mas da percepção de que alguns ministros extrapolam os limites do cargo.

Causam desconforto e desconfiança, por exemplo, notícias sobre relações pouco republicanas, uso de jatinhos e hospedagens em resorts de grupos empresariais com interesses no poder público, além de contratos milionários envolvendo familiares de magistrados com pessoas e empresas sob investigação ou suspeita

Tudo em casa

(BRASÍLIA) - Soube aqui em Brasília, a investigação do Banco Master vai chegar logo a Maceió. Porém o prefeito JHC não consta da pauta. Estão listados para ser ouvidos o ex-presidente do IPREV e o secretário de Finanças, João Felipe Borges, ao qual também será perguntado o que levou o órgão a contratar um banco, sem uma única agencia em Maceió, para administrar a Folha de Pagamento da Prefeitura, com tantos bancos oficiais e particulares de grande porte. Detalhe o contratado foi o BRB (Banco Regional de Brasília) irmão siamês do Banco Master.

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Pílulas do Pedro

Na hora de votar jogue uma moeda pra cima e faça sua escolha, todos são iguais.

Postado por Pedro Oliveira

Fundão imoral

25.01.2026 às 15:40


PARA REFLETIR

O Fundo Eleitoral consome bilhões da saúde, da educação e da dignidade do povo brasileiro

Fundão imoral

Um país com fome, com sede e doente não pode se dar ao luxo de gastar R$ 4,9 bilhões com a farra das eleições, distribuídos aos partidos pelo chamado Fundo Eleitoral, um escárnio institucionalizado. Só para citar alguns números: o PL ficará com 17,8%, o PT com 12,10%, o União Brasil com 10,8%. Se confirmada a federação PP/União Brasil, juntos abocanharão cerca de R$ 953 milhões. É um crime moral contra a nação, um roubo escancarado, uma afronta direta a um povo que falta pão, remédio e dignidade.

Não vote

Comparecer às urnas é obrigatório. Votar, não. O ato de não votar, de anular ou deixar em branco, é a expressão clara de que nenhuma das candidaturas o convence, o representa ou merece sua confiança. É um gesto político, ético e consciente.

Não vote em quem já o enganou. Não vote em quem poderá enganá-lo. Não vote em quem não passou pelo crivo da sua consciência. Exercer a cidadania também é dizer “não”. Às vezes, o voto mais digno é a recusa.

Os mesmos, dos mesmos

As eleições em Alagoas se aproximam (outubro) e, pelos nomes que já estão em evidência, o eleitor alagoano pouco terá a escolher. Quando não são as mesmas figuras, são os mesmos sobrenomes. Muda a fotografia, mas o retrato do poder continua igual. A previsão, portanto, é de mais quatro anos de repetição: os mesmos grupos, as mesmas práticas, as mesmas mazelas, os mesmos pecados e, não raras vezes, os mesmos crimes. No fim da linha, como sempre, quem paga a conta e perde é o povo.

O equívoco do voto

Hoje, Palmeira dos Índios carrega o peso do desencanto. O orgulho deu lugar à frustração. A esperança, à descrença. A população lamenta o equívoco do voto e paga um preço alto por escolhas que comprometeram seu futuro. A “Princesa do Sertão” resiste, mas marcada por cicatrizes profundas, à espera de quem a devolva ao lugar de destaque que um dia foi seu por direito e por história.

A PF vem ai

Estive em Brasília, por esses dias e fiz minhas costumeiras “visitas institucionais”, ouvindo amigos e agentes confiáveis, soube de novas e boas. Não demora Alagoas vai ser sacudida por alguns “abalos sísmicos”, na política e na justiça. Coisas velhas serão retomadas e coisas novas vão aparecer com força. As sirenes da PF estão afinadas e agora é só aguardar o toc...toc...toc 

Pílulas do Pedro

Lojas de malas anunciam o aumento exagerado no volume de vendas. É a chegada das eleições, para transportar o material de compra d

Postado por Pedro Oliveira

A força do lulismo

17.01.2026 às 12:00
Marcelo Camargo/Agência Brasil

PARA REFLETIR Os políticos quando se juntam não pensam no interesse do povo, mas nos próprios interesses.


A força do lulismo

O “efeito Lula” pode ser decisivo na eleição. Onde Lula pisa, votos se movem. Sua presença em palanques, vídeos e discursos ainda funciona como selo de confiança para o eleitor popular e para parcelas da classe média que associam sua imagem a crescimento, emprego e políticas sociais. Candidatos locais, especialmente ao Legislativo e aos governos estaduais, tendem a ser puxados para cima pela força simbólica do presidente, num fenômeno clássico de transferência de prestígio e votos. Mas o mesmo efeito também acirra a polarização: fortalece aliados, mobiliza adversários e transforma cada disputa regional num plebiscito sobre o próprio Lula e seu governo

Palmeira, o relator

Caiu nas mãos do vereador Marcelo Palmeira a relatoria da Lei Orçamentária Anual de Maceió. Não poderia ter destino melhor, parlamentar experiente, conhece do regimento e dos problemas da capital. Com trânsito livre entre legislativo e executivo, certamente dará grande contribuição à finalização da peça orçamentária.

A difícil luta de um só

Na tragédia da Braskem, que matou, desalojou e expulsou uma população de milhares de seus lares e empresas, poucos se importaram realmente com a dor e as perdas. Políticos aproveitadores, governos omissos e imprensa calada. No meio do caos humanitário, um nome: defensor público Ricardo Melro. Por sua coragem, perseguido na própria instituição, se manteve de pé e irredutível em suas convicções. Não parou, continua só, mas altivo e solidário com a dor que permanece em cada um dos atingidos pela tragédia.

Precisa contar

O Desembargador Marcio Roberto deu uma de “influencer”, ocupou as redes sociais para anunciar sua aposentadoria precoce, fazer sérias denúncias contra colegas desembargadores e a própria instituição. A notícia caiu como uma bomba e levantou muitas especulações até envolvendo figuras de tribunais superiores. Não demorou e o próprio magistrado volta a público para dizer “que fica”, sem dar maiores explicações. Agora o CNJ quer saber e todos nós também. Vai ter que contar.

Deputado Wanderley

O deputado José Wanderley Neto (Dr. Wanderley) político e médico de reconhecido conceito e caráter irretocável, sempre esteve fora da curva em meio a uma Assembleia em geral medíocre e improdutiva. Entre poucos, foi o melhor parlamentar da atual legislatura, pela postura, seriedade e compromisso com o interesse público. É uma pena que tenha decidido não continuar. Deixa, porém, um legado e um sucessor: seu filho Hugo Wanderley, que herda não apenas o mandato, mas a formação ética, a postura firme e a liderança política construída com honradez.

Objetivos de Lira

O deputado Arthur Lira entra de cabeça na disputa pelo Senado, em busca de um mandato que, pelo peso político que construiu, considera merecido. É hoje o franco favorito, com apoios que continuam a se somar e potencial para bater recorde de votos na história das eleições em Alagoas. Mas há um segundo objetivo tão claro quanto o primeiro: derrotar o senador Renan Calheiros, empurrando-o para fora do jogo, sem mandato e, sobretudo, sem poder. A eleição, para além das urnas, será um acerto de contas.

DNIT sob suspeita

O DNIT, órgão vinculado ao Ministério dos Transportes, há muito está sob os holofotes dos órgãos de controle externo, CGU, TCU e agora também entrou no radar da Polícia Federal. Acumulam-se indícios de desvios de finalidade e corrupção, sem que a direção consiga oferecer explicações convincentes. O dirigente máximo é alagoano e homem de absoluta confiança do ministro Renan Filho, numa fidelidade quase centenária. Ouvi de um técnico de um desses órgãos de controle: “Estamos agindo com cautela, mas no DNIT, onde se aperta, sai pus”. Aguardemos.

Pílulas do Pedro

“Eleição em Alagoas está definida”, segundo José Dirceu – grande “conhecedor” da política local.

Postado por Pedro Oliveira

A ameaça Gaspar

10.01.2026 às 18:40
Carlos Moura/Ag Senado.

PARA REFLETIR

“Não há político honesto, apenas políticos ainda não flagrados na desonestidade”. (Nelson Rodrigues)

A ameaça Gaspar

Hoje, os nomes apontados como favoritos para o Senado são o deputado Arthur Lira e o senador Renan Calheiros, indiscutivelmente. Porém no meio do caminho surge uma pedra, com nome, sobrenome e cacife, Alfredo Gaspar, o super relator da CPMI do INSS. O eleitorado conservador majoritariamente tende a votar com ele e se Bolsonaro avalizar, alguém vai perder uma vaga. Se cuida Renan.

Entidades fantasmas

No submundo da política local, cada político costuma manter uma “entidade sem fins lucrativos” para chamar de sua e é exatamente aí que mora o perigo. Sob a fachada da filantropia, escondem-se engrenagens de captação ilegal de recursos, lavagem de dinheiro e compra disfarçada de apoio eleitoral. Milhões circulam nessas sucursais do crime institucionalizado, alimentadas por convênios nebulosos, emendas direcionadas e contratos que nunca entregam o que prometem. É a promiscuidade eleitoral escancarada, onde o assistencialismo vira moeda de troca e a miséria, instrumento de poder.

Marasmo Legislativo

A pauta mais profícua da Assembleia Legislativa de Alagoas foi, sem sombra de dúvidas, a concessão de títulos honoríficos e comendas a personalidades algumas até merecidas, outras nem tanto. Fora esse desfile de homenagens, a produção legislativa de real interesse público praticamente não deixou marcas dignas de registro. Projetos estruturantes, debates profundos sobre políticas públicas, fiscalização efetiva do Executivo e respostas concretas às demandas da sociedade ficaram em segundo plano, quando não simplesmente ignorados.

Lei inócua

Tramita na Assembleia Legislativa um projeto de lei que obriga a instalação de desfibriladores em locais de grande circulação. A ideia, no papel, parece moderna e salvadora. Na prática, é mais uma lei que não pega.

Os aparelhos vão acabar guardados em caixas, sem uso, por um motivo simples: não haverá gente capacitada para operá-los. Desfibrilador não é extintor de incêndio. Sem treinamento, protocolo e manutenção, vira peça de vitrine, ou de fotografia em inauguração.

Proposta tola e inócua

O preço da vigilância

Após a redemocratização, a imprensa continuou como pilar da sociedade. O jornalismo investigativo de veículos como Folha de S. Paulo, O Globo e Estadão tem revelado escândalos de corrupção, denúncias de desvio de recursos públicos e falhas administrativas, mostrando que o papel de vigilância do poder não é apenas histórico, mas permanente.

O jumento de Jesus

Ouvia de um experiente político a frase a seguir “O prefeito JHC parece que está se sentindo mais importante que o jumento que carregou Jesus”. Não pense que é o único a conhecer o jogo e se der um cochilo, o cachimbo cai. Aí o interlocutor completou: “das duas uma, falta de coragem ou muita petulância”.

Sendo exemplo

A SECOM de Alagoas encerrou o ano com resultados surpreendentes, que a colocam entre as referências nacionais no processo institucional de comunicação, mesmo quando comparada a estruturas muito maiores, de estados economicamente mais robustos. Ao combinar eficiência, agilidade, inovação e respeito aos princípios éticos, a comunicação governamental alagoana conseguiu projetar o estado de forma positiva, profissional e reconhecida além de suas fronteiras.

O desempenho não é obra do acaso. Há método, estratégia e uma equipe afinada por trás desse resultado. Wendel Palhares e sua equipe demonstraram que é possível fazer comunicação pública de alto nível, com responsabilidade institucional, transparência e compromisso com a informação, mérito que merece registro.

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Pílulas do Pedro

“Trair e coçar é só começar. Algumas lideranças políticas do interior, estão começando a se coçar”

Postado por Pedro Oliveira

A volta de Dirceu

28.12.2025 às 10:40
Agência Brasil

PARA REFLETIR

Campanha politica em Alagoas não deve ser assistida por menores de idade. Haverão cenas impróprias e imorais, em abundância.

A volta de Dirceu

Na rodada de substituição de cerca de 21 ministros do governo Lula que devem disputar as próximas eleições, cresce nos bastidores do poder a aposta em um movimento de alto impacto político: a volta do ex-ministro José Dirceu ao Palácio do Planalto.

Dirceu é citado como nome provável para assumir a Casa Civil, no lugar de Rui Costa. Caso se confirme, será um gesto forte de Lula, sinalizando centralização política, resgate de um operador experiente e disposição para enfrentar, sem meias-palavras, o desgaste inevitável que a escolha provocará no ambiente político e midiático.

O golpe

A oposição já fez as contas e sabe que não derrota Luiz Inácio Lula da Silva no voto popular. Diante disso, mudou de estratégia. O plano passa longe das urnas: o foco é conquistar maioria no Senado, criar um ambiente permanente de crise institucional e, sob o verniz de uma suposta “legalidade”, tentar um golpe parlamentar. A intenção seria dupla: retirar Lula da Presidência por meio de processos políticos artificiais e cassar ministros do Supremo Tribunal Federal, numa ofensiva direta contra a democracia e a separação dos Poderes. Não se trata de oposição legítima, mas de uma conspiração aberta contra o resultado das eleições e contra o Estado de Direito.

Traição registrada

O ex-prefeito de Palmeira dos Índios, o radialista Júlio Cezar, sem fugir ao estilo do seu caráter nada republicano e historicamente subserviente aos poderosos de plantão, protagonizou mais um episódio lamentável da política local: traiu, de forma covarde, o deputado federal Marx Beltrão. Foi Marx Beltrão quem sustentou a tresloucada administração de Júlio Cezar, garantindo verbas, serviços e um expressivo volume de recursos públicos que mantiveram o governo de pé. A ingratidão, embora não surpreenda quem conhece a figura e sua trajetória errática, não deixou de causar impacto.

Vitória da moralidade

A decisão do ministro Flávio Dino de impor freios definitivos ao chamado orçamento secreto representa um marco na defesa da transparência e do interesse público. Trata-se de um golpe certeiro contra um dos mecanismos mais perversos de desvio de recursos, usado para alimentar barganhas políticas, enfraquecer o controle social e corroer a confiança nas instituições.

Ao exigir rastreabilidade, publicidade e critérios republicanos na destinação das verbas, a medida recoloca o dinheiro público sob a luz da Constituição e da moralidade administrativa. É uma vitória do Estado de Direito sobre a opacidade, da cidadania sobre o balcão de negócios, da democracia sobre a captura do orçamento por interesses privados.

Abandono de animal

Em Maceió, existência de uma secretaria extraordinária do bem-estar animal é apenas mais um cabide de emprego para acomodar aliados sem a menor aptidão para cuidar do assunto tão importante e tão carente desde o primeiro mandato do prefeito JHC. Servindo apenas com uma precária Unidade de Vigilância de Zoonoses, com enormes deficiências estruturais e falta de pessoal especializado, a gestão despreza a atenção aos animais, principalmente aos e cães e gatos, que têm invadido a cidade, com riscos de epidemia à população.

Os três patetas

Damares Alves, Eduardo Girão e Magno Malta apelidados nos bastidores de “os três patetas do Senado” tentam emplacar, a qualquer custo, uma CPI para arrastar o nome do ministro Alexandre de Moraes para o escândalo envolvendo o Banco Master. A iniciativa soa menos como busca por esclarecimentos e mais como vendeta política. O ódio visceral dos bolsonaristas contra o ministro é tamanho que ele passou a ser tratado como culpado universal: tudo de errado no país, na narrativa desse grupo, desemboca em Moraes. A CPI, nesse contexto, parece mais um instrumento de perseguição do que de fiscalização, barulho político para consumo da militância, sem fatos novos e com objetivos bastante previsíveis.

HORA H

O Hora H, novo programa da grade de jornalismo da CNN Brasil, sob o comando de Thais Herédia, ainda não conseguiu acompanhar o padrão de qualidade que a emissora costuma entregar. Falta à âncora o traquejo necessário para conduzir o noticiário com firmeza, ritmo e autoridade editorial. Nos bastidores, a avaliação é dura: se não houver ajuste rápido, o programa corre sério risco de sair do ar em pouco tempo.

Vereadores de Maceió

Na Câmara Municipal de Maceió, os vereadores não perdem tempo quando o assunto é cuidar do próprio umbigo. Aumentaram o duodécimo, criaram cargos, engordaram os gabinetes e ampliaram despesas sem pudor. Trabalhar de verdade, fiscalizar o Executivo e responder às demandas da cidade, isso continuam detestando. Para a população, sobra o custo; para eles, o conforto.

Todos com medo

Segundo o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), os três Poderes estariam acuados diante dos possíveis respingos do escândalo envolvendo o Banco Master. O clima de cautela, para não dizer medo, ajuda a explicar por que é considerada remota a instalação de uma CPI sobre o caso. Nos bastidores, a avaliação é de que há mais disposição para abafar do que para investigar.

Um algoz no TC 

Se os servidores do Tribunal de Contas votassem, o presidente Fernando Toledo só teria os votos do seu gabinete. Se comporta como um algoz para com aqueles valorosos técnicos, que carregam a sinecura nas costas. E tem um preconceito injustificado com os aposentados. O TC é sempre o último a pagar os salários dos servidores, mesmo recebendo o gordo duodécimo bem antes, na data dos demais órgãos. Não se sabe com qual intenção guarda a grana no banco, naturalmente rendendo uma boa fatia. A diferença salarial, devida aos servidores. ainda não foi paga e está gerando protestos. Por lá estão sentindo saudades do presidente Otávio Lessa, que dedicava uma relação respeitosa com os servidores. O lema de Toledo é “pra nós (os conselheiros) tudo e pra quem realmente trabalha nada”.

Um péssimo exemplo de gestor. 

Pílulas do Pedro

Até quando o prefeito JHC vai continuar com esse jogo de “esconde esconde” em relação a sua candidatura? Aliados começam a se inquietar. 

Postado por Pedro Oliveira

Sem culpa

21.12.2025 às 21:00


PARA REFLETIR “Para estimar a inteligência de um governante, basta olhar para os homens que tem à sua volta”. (Maquiavel)

Sem culpa

O deputado Arthur Lira não pode ser responsabilizado pelos erros cometidos por Hugo Motta. Durante dois mandatos, Lira conduziu a Câmara com harmonia institucional, controle político e uma pauta positiva, mesmo em cenários de forte tensão nacional. Hugo Motta chegou à presidência pelo voto, com maioria legítima dos deputados. A escolha foi do plenário, não uma imposição pessoal. A partir daí, a condução da Casa passou a ser responsabilidade exclusiva de quem assumiu o comando. Se Motta se revela fraco, inábil ou covarde diante dos desafios do cargo, isso decorre unicamente de seu despreparo político. Na política, liderança não se herda, se exerce. E os erros de quem governa não podem ser terceirizados a quem já deixou o cargo.

Tragédia anunciada

É possível Michelle Bolsonaro ser eleita presidente?  No Brasil enlouquecido de hoje, infelizmente, é. Não por virtudes políticas, preparo administrativo ou compromisso democrático, mas pelo esgotamento do debate público, pela radicalização do ódio e pela transformação da política em espetáculo messiânico. Michelle Bolsonaro surge como produto acabado de um projeto que substituiu ideias por slogans, estado por seitas e governo por culto à personalidade. Se acontecer, não será surpresa. Será tragédia anunciada — escrita dia após dia, na desinformação organizada, no ataque às instituições, no desprezo à ciência, à cultura e à vida.

Ronaldo Lopes

O prefeito Ronaldo Lopes, de Penedo, atingiu o topo em todas as avaliações de governo. A mais recente aponta 87% de aprovação, índice que não apenas impressiona, mas indica tendência de crescimento. O resultado é reflexo de uma gestão que entrega obras, mantém diálogo com a população e demonstra capacidade administrativa. Não por acaso, Ronaldo Lopes consolida um capital político robusto para as próximas eleições.

No tabuleiro eleitoral, o recado é claro: onde põe as mãos, vira ouro. Seu apoio passa a ser decisivo, fortalecendo candidaturas aliadas e influenciando diretamente os rumos do próximo pleito.

Fora Hugo Motta

"A Câmara virou um ajuntamento de pessoas que não têm a mínima noção de Brasil. A Casa, do jeito que está com Hugo Motta, não dá. Sinceramente". Palavras proféticas do senador Otto Alencar sobre a desastrosa gestão do ainda presidente da casa legislativa. Fato inusitado: pela primeira vez na história no Congresso surge um movimento interno para tirar o presidente.

Muito grave

É de se considerar e registrar com a gravidade que o tema exige o comportamento dos deputados que votaram pela diminuição das penas dos condenados que atentaram contra a democracia. Não se tratam de réus comuns, mas de criminosos que investiram contra a ordem constitucional, contra os Poderes da República e contra a própria ideia de Estado Democrático de Direito. Ao aliviar a punição desses autores de violência política, o Parlamento passa um recado perigoso: o de que atacar a democracia pode não ser tão grave assim.

Sem protagonismo

Em Alagoas, o protagonismo político feminino sempre foi sufocado pela lógica do mando patriarcal. A política local reflete, em suas estruturas, o machismo cotidiano: as mulheres são maioria da população e do eleitorado, mas minoria absoluta no poder. E o paradoxo é cruel: se as mulheres políticas alagoanas resolvessem se unir, poderiam eleger a primeira governadora da história e formar a maior bancada legislativa do estado. Bastaria querer. Bastaria coragem para romper as amarras da submissão e do “melhor não enfrentar”. Mas, em vez disso, predomina a prudência acovardada, o conformismo silencioso, a aceitação torpe da condição de coadjuvante

O sucessor

A indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República em 2026 gerou reações divididas no campo bolsonarista e no PL (Partido Liberal). Segundo apuração a opinião da maioria é que “está muito cedo para cravar que Flávio será de fato o candidato". O clima é de ceticismo quanto a viabilidade da candidatura.

Louco pra contar

O empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, continua tentando fechar um acordo de delação premiada citando fatos sobre políticos escabrosos, entre eles o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e cabeças coroadas na política. Beto Louco é um dos principais investigados na Operação Carbono Oculto, que apura a relação do PCC com um suposto esquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Por que a PGR não quer ouvi-lo?

O presidente do Senado, David Alcolumbre. Tão arrogante e tão podre.

O presidente da Câmara, Hugo Motta. Incompetente, covarde e burro.

Postado por Pedro Oliveira

Revelando segredos

14.12.2025 às 06:00
Assessoria

PARA REFLETIR: A função da imprensa não é agradar, mas informar


Revelando segredos

O medo e a covardia estão correndo soltos na Câmara de Maceió. Há vereadores que, acostumados à velha barganha e dependentes de verbas e favores do dinheiro público, andam literalmente apavorados com o que o ex-prefeito e hoje vereador Rui Palmeira guarda em seus arquivos. E não é pouco.

Rui conhece como poucos os subterrâneos da política da capital. Sabe quem pediu, quem levou, quem negociou e quem se beneficiou. Se esses arquivos forem abertos, muita gente perde o sono e alguns perdem até o mandato. Há cabeças que podem, sim, rolar.São Bandidos

A indulgência parlamentar, travestida de gesto “humanitário”, na verdade rebaixa a importância do pacto civilizatório que sustenta o país. E expõe, mais uma vez, que certos setores da política ainda relativizam crimes quando lhes convém eleitoral ou ideologicamente. Esses votos falam e falam alto sobre o tipo de compromisso republicano que muitos carregam. O Brasil precisa lembrar que não há democracia sem responsabilidade. E que quem afrontou a República não é “manifestante”, não é “patriota”: é criminoso. E ponto.

Imprensa atacada

Imprensa agredida dentro da Câmara dos Deputados, por determinação direta do presidente Hugo Motta. A cena vergonhosa de empurrões, intimidações e tentativas de cercear o trabalho jornalístico expõe o ambiente de truculência que alguns parlamentares parecem querer instaurar como método.

A FENAJ reagiu imediatamente, condenando a violência e lembrando que atacar jornalistas é atacar a própria democracia. O Congresso não pode se transformar em território hostil à liberdade de imprensa. Quem usa força para calar repórteres revela muito sobre o que teme e sobre o que pretende esconder.

O pai da coisa

O senador Renan Filho pode colocar em sua conta, para mostrar durante a campanha de governador, as medidas que objetivam desburocratizar o processo nacional de habilitação e beneficiar motoristas que não tiveram infrações no ano anterior. A MP também vai permitir que qualquer médico ou psicólogo habilitado possa emitir os laudos exigidos hoje exclusivamente por clínicas credenciadas pelos DETRANs, incluindo o famoso "psicotécnico”. O presidente Lula, graças a ideia do ministro, também faturou alto politicamente.

Cosa Nostra

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, doou um apartamento de R$ 4,3 milhões na região da Faria Lima, em São Paulo, para uma influencer que é ré por lavagem de dinheiro e que diz ser "sugar baby" (jovens que se relacionam com homens mais velhos em troca de benefícios financeiros). Informação em off e rastreada sugere que dois tentáculos do rastro do Master apontam para personagens da política local.

Casos de Polícia

Um leitor me pergunta por que não tenho abordado fatos acontecidos entre famílias importantes locais, com provocações e ataques nas redes sociais e repercussão na imprensa, com revelações escabrosas de lado a lado. Resposta ao caro leitor: escrevo sobre política, que já me basta de tanta imundice. Minha ética não me permite descambar para as páginas policiais.

A lógica do bolso

O eleitor, cansado de promessas não cumpridas, tornou-se cliente em um mercado de favores. Hoje, emendas parlamentares e benesses públicas valem mais que o discurso. E como toda relação comercial, fidelidade dura até o próximo lance. O pleito majoritário (governador e senador) será uma guerra de cofres abertos, em que só sobreviverão os que tiverem muito dinheiro e ainda mais promessas.

O troco

Os moradores vítimas da tragédia da Braskem começam a reagir. Exaustos de promessas vazias, humilhações sucessivas e da cumplicidade silenciosa de autoridades, eles articulam um movimento para não votar em nenhum políticoque tenha se omitido diante do maior crime socioambiental urbano do país. É um recado claro: quem não enfrentou a Braskem, não merece um voto.

A verdade é dura e precisa ser dita. Pouquíssimos tiveram coragem de encarar o poder econômico avassalador da empresa.

Coragem de fazer

Renan Calheiros e Otto Alencar tiveram a coragem que muitos evitam: peitar a PEC da Blindagem, articulada com o apoio explícito do presidente do Senado, David Alcolumbre. Num momento em que a Câmara tenta impor sua pauta a qualquer custo, é fundamental lembrar que o Senado não é e não pode ser um mero carimbador dos interesses da outra Casa.

Ao se posicionarem contra uma proposta que cheira a autoproteção e impunidade, Renan e Otto reafirmam o papel constitucional do Senado como instância de equilíbrio, revisão e responsabilidade política

Pílulas do Pedro

Um deputado federal brasileiro custa ao contribuinte, por mês, o equivalente a cinco parlamentares franceses ou três alemães. Um escárnio financiado com o nosso dinheiro.

Postado por Pedro Oliveira

Madama Michelle

07.12.2025 às 18:40
Divulgação PL Mulher

PARA REFLETIR

“Ate a morte é suave para punir “animal irracional”, que comete feminicídio” (presidente Lula).

Madame Michelle

Michelle Bolsonaro se fortalece no embate com os filhos do ex-presidente. Enquanto eles travam disputas internas por espaço, influência e narrativa, Michelle ocupa o vácuo com discrição calculada, gestos simbólicos e apoio crescente das bases conservadoras. Virou, sem alarde, o principal ativo político da família e talvez a única capaz de reorganizar o caos que a cerca. Por enquanto madame está ganhando.

Senadora Eudócia

A senadora Eudócia tem tido papel decisivo na aprovação do nome de Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal.  Atua nos bastidores, costurou apoios, acalmou resistências e garantiu votos importantes da bancada evangélica. Sua habilidade política, discreta e eficiente, mostrou mais uma vez por que é hoje uma das vozes influentes do Senado. Sem ela, o desfecho poderia ter sido bem diferente.

Cara e suja

As eleições em Alagoas caminham para ser não apenas as mais caras, mas também as mais sujas da história política do estado. Nos bastidores, já se fala abertamente em esquemas de compra de votos, uso desmedido do poder econômico e estratégias de difamação que prometem rebaixar ainda mais o nível do debate público. O clima é de vale-tudo: dinheiro fácil, acordos espúrios e ataques subterrâneos. Se a Justiça Eleitoral não agir com firmeza, o eleitor será novamente a vítima e a democracia, mais uma vez, a grande humilhada.

Rejeição ameaça

Os dois maiores caciques da política alagoana, o senador Renan Calheiros e o deputado Arthur Lira vivem um momento delicado. Em confronto aberto com parte de suas próprias bases, ambos ostentam hoje os mais altos índices de rejeição medidos pelas pesquisas. Na busca pelo Senado, correm o risco real de derrota, diante de nomes fortes que despontam, como Alfredo Gaspar e Davi Davino Filho. A pergunta que assombra os bastidores é simples e perturbadora: e se o eleitor, cansado de velhas práticas, resolver optar pelo novo?

De pai pra filho

De pai pra filho, perpetua-se em Alagoas a forma mais deplorável de fazer política. O eleitor continua sendo apenas isso, o eleitor, chamado a cada quatro anos para chancelar herdeiros, agregados e sucessores escolhidos nos velhos gabinetes que nunca admitem largar a mamata do cargo e do poder. A renovação? Só no discurso. Na prática, a mesma dinastia, a mesma lógica, o mesmo ciclo viciado que mantém o estado refém de interesses familiares

Frente a frente

Lula deve receber, nos próximos dias, o rebelde senador Davi Alcolumbre. Na mesa, o nome de Jorge Messias para o STF e junto dele, o pacote de indicações, exigências e chantagens do presidente do Senado. Alcolumbre joga pesado, sabe onde apertar e até onde pode ir. O encontro promete tensão e barganhas que revelarão, mais uma vez, o alto custo político de cada cadeira do Supremo.

Musa das eleições

Desde o início do primeiro mandato do prefeito JHC, sua jovem esposa, Marina Candia é protagonista em ações de assistência social, com presença marcante nas comunidades periféricas e uma atuação forte nas redes sociais. Com presença garantida como candidata á Câmara dos Deputados ou Senado, com amplas chances de vitória. Esbaldando muita simpatia e beleza, já está sendo anunciada como “a musa das eleições”.

Precisa explicar

O aporte da Prefeitura de Maceió no Banco Master foi ilegal. Feito sem as devidas cautelas, sem transparência e ignorando alertas técnicos, expôs o dinheiro público e pior, o futuro de aposentados e pensionistas a um esquema que já mostrava sinais de fragilidade. Agora, com o banco em colapso, resta à sociedade cobrar responsabilidades e exigir que os gestores expliquem por que arriscaram milhões em uma operação temerária e fora da lei.

Saldo positivo

O Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas fecha o ano com um saldo positivo em suas ações não apenas de controle e normatização, mas também em modernização para facilitar a vida dos usuários. Sob a gestão competente de Marcos Fireman, o modelo de projetos locais tem sido copiado por vários DETRANs do país.

Pílulas do Pedro

De uma raposa política: “E se Renan Calheiros e Arthur Lira ficarem sem mandatos? – Vão ter que trabalhar”.

Rui Palmeira, termina o ano legislativo como o grande protagonista na Câmara Municipal de Maceió. Disparado o mandato mais proficiente.

Postado por Pedro Oliveira


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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