Itawi Albuquerque
Para refletir
A soberba e a vaidade na política, tiram o simbolismo de qualquer candidatura
Luiz Romero Farias
Nome de peso para uma chapa majoritária
Poucos nomes em Alagoas conseguem reunir, ao mesmo tempo, experiência administrativa, trânsito político, credibilidade técnica e respeito do setor produtivo como o médico Luiz Romero Farias. Ocupou funções estratégicas na administração pública, entre elas a de secretário executivo do Ministério da Saúde e secretário municipal de Saúde de Maceió, posições que lhe proporcionaram ampla experiência na gestão de grandes estruturas administrativas e no enfrentamento de desafios complexos. Em todas elas, deixou a marca da eficiência, do diálogo e da busca permanente por soluções.
Discreto por natureza, distante dos holofotes e das polêmicas que costumam dominar o ambiente político, Romero é reconhecido nos bastidores como um articulador respeitado e um homem de palavra. Não por acaso, seu nome vem sendo citado com frequência para compor uma chapa majoritária ao Senado, seja ao lado de Arthur Lira, seja de Alfredo Gaspar.
A indecisão tem custo na política
A postura adotada pelo ex-prefeito JHC tem provocado desconforto entre possíveis aliados e já desperta questionamentos em setores da sociedade que acompanham o cenário eleitoral. Para muitos observadores, a demora em definir posições e estratégias transmite uma imagem de hesitação incompatível com o perfil de liderança que se espera de quem pretende disputar cargos majoritários.
Na política, o tempo tem valor estratégico. Aliados precisam de sinais claros para organizar projetos, definir espaços e construir palanques. Quando as decisões são constantemente adiadas, surgem especulações, inseguranças e dúvidas que acabam contaminando o ambiente político. O vácuo deixado pela falta de definição costuma ser rapidamente ocupado por adversários, que exploram a narrativa da indecisão para desgastar a imagem do potencial candidato.
Lula em campanha aberta
O presidente Lula percorre o país inaugurando obras, anunciando programas sociais, distribuindo benefícios e ocupando espaço permanente no noticiário. Para seus adversários, trata-se de campanha eleitoral antecipada. Para seus aliados, é apenas o exercício legítimo do mandato presidencial.
A legislação eleitoral brasileira estabelece que a propaganda eleitoral oficial só pode começar em agosto do ano da eleição. Também proíbe o pedido explícito de votos antes desse período. Entretanto, a própria legislação e a jurisprudência do TSE permitem que agentes políticos divulguem ações de governo, apresentem propostas, participem de eventos públicos e defendam projetos, desde que não haja pedido direto ou indireto de voto
Chegaram os senadores.
Arthur Lira chega à disputa carregando o peso político de quem presidiu a Câmara dos Deputados e construiu uma ampla rede de apoios entre prefeitos, vereadores e lideranças municipais. Sua presença constante no interior, associada ao volume de recursos e obras destinados aos municípios ao longo dos últimos anos, consolidou uma base eleitoral robusta e difícil de ser enfrentada.
Já Alfredo Gaspar consolidou-se como uma das principais vozes da oposição em Alagoas conquistou espaço junto ao eleitorado que busca renovação e enfrentamento aos grupos políticos tradicionais. Seu nome aparece com força nas projeções para o Senado e vem ampliando seu alcance para além da Região Metropolitana de Maceió
Falta alguém nesta eleição
Há um nome cuja ausência vem sendo comentada nos bastidores da política alagoana: Maurício Quintella. Por decisão de foro íntimo, optou por não disputar as eleições de 2026
Vereador, deputado estadual, deputado federal e ministro de Estado, Maurício Quintella exerceu cada cargo com dedicação e compromisso com Alagoas. Sua passagem pelo Ministério dos Transportes deixou marcas importantes em obras estruturantes e investimentos que ajudaram a impulsionar o desenvolvimento do estado e de diversas regiões do país.
Conhecedor dos caminhos da administração pública e do processo legislativo, sempre cultivou uma política baseada no diálogo, na moderação e na busca de resultados concretos. Não era um político de discursos inflamados, mas de articulação, trabalho e entrega.
Pílulas do Pedro
A respostas das urnas vai deixar muita gente sem mandato e endividado
Trair e coçar é só começar (diz o velho ditado). Por aqui a coceira vai ser grande.
Agencia Senado
Para refletir
Alagoas obteve o menor índice de inscrição de jovens eleitores. O quadro mostra o desinteresse pela política e a decepção com os políticos.
Entre a elegância e a bravata
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi convidado para falar no Senado, na Comissão de Assuntos Econômicos. Galípolo, além de um técnico executivo da maior competência, tem uma educação que vem de berço e formação. Foi recebido com todo respeito, menos pelo presidente da comissão, senador Renan Calheiros, que saiu de Murici, mas Murici nunca saiu dele. Como sempre, usando a oportunidade como palco, foi bravateiro, deselegante e desrespeitoso com o convidado. O comportamento do desvairado senador, recebeu críticas de seus colegas e da imprensa. Cada um dá o que tem.
João Caldas, sendo João Caldas
O ex-ministro Aldo Rebelo, que já percorria o país em pré-campanha e era tratado nos bastidores como uma espécie de “Padre Kelman” da disputa presidencial, acabou descartado sem cerimônia pelo comando da legenda. No lugar, surge agora o nome do ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, numa mudança abrupta conduzida pelo presidente do partido, João Caldas. Aldo levou uma bela rasteira política. Mas, convenhamos, poucos poderiam alegar surpresa. Em Alagoas, João Caldas é conhecido há décadas por métodos pouco ortodoxos e por hábitos políticos que sempre caminharam mais próximos do improviso e da conveniência do que da lealdade.
Aqui já começou
Pela legislação eleitoral a campanha política não pode ser feita agora. A propaganda eleitoral dos candidatos que disputam as eleições de 2026 será iniciada oficialmente no dia 16 de agosto. Essa data marca ainda o início da realização de comícios, distribuição de material gráfico, caminhadas ou outros atos de campanha eleitoral. Fica autorizada também a propaganda na mídia impressa e na internet. Por aqui as campanhas já estão nas ruas. Comícios, caminhadas, adesivaços e outras tipos de propaganda. O Tribunal Regional Eleitoral finge que não sabe
Mudança no caso Lulinha
gera desgaste
Pegou muito mal em Brasília a mudança do delegado que conduzia as investigações do chamado caso “Lulinha”.
A troca provocou forte repercussão nos bastidores políticos e jurídicos, alimentando suspeitas e críticas sobre possível interferência em apurações sensíveis. O episódio teria irritado inclusive o ministro do STF André Mendonça, que acompanha com preocupação os reflexos institucionais do caso.
No Congresso Nacional, deputados e senadores da oposição articulam pedidos de explicações formais sobre os motivos da substituição.
Não será vice
As insinuações de que o vice-governador Ronaldo Lessa poderia integrar como vice uma eventual chapa liderada por JHC tiveram repercussão péssima dentro da coligação.
Nos bastidores, lideranças políticas avaliam que o “eterno vice” não agregaria densidade eleitoral suficiente nem teria capilaridade política capaz de ampliar o alcance da campanha no interior do Estado.
“Tem gente muito mais capaz de ser companheiro do ex-prefeito”, confidenciou uma importante fonte ligada ao Partido da Social Democracia Brasileira.
A aposta de Lula no Supremo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua decidido a insistir no nome de Jorge Messias para uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal.
O movimento revela o grau de confiança do Palácio do Planalto na reeleição presidencial, já que uma nova indicação ao Supremo dependeria da próxima legislatura e de um Senado politicamente favorável em 2027.
O problema é que o cenário desenhado para o futuro Congresso não parece tão confortável quanto imagina o governo.
Pílulas do Pedro
Do jeito que a coisa está, vou empenhar a mulher e os meninos, para ganhar essa eleição. (De um candidato a deputado).
Nas contas dos especialistas é o grupo de Arthur Lira que fará o maior número na Câmara Federal. E os dois senadores.
Assessoria
Para refletir
Conselho de experiencia ao ex-prefeito JHC: “Cuidado... quem quer tudo, pode ficar sem nada”
O perigo para JHC
O ex-prefeito JHC ainda tem um longo caminho até a contagem dos votos nas próximas eleições. Tem destino e vocação política já demonstrados e testados nas urnas. Construiu liderança, ampliou espaços e hoje ocupa posição privilegiada no tabuleiro alagoano.
Mas política também exige prudência. E talvez o maior risco para JHC seja exatamente o “querer demais” e acabar pisando em falso em uma caminhada que, até aqui, tem sido vitoriosa.
Sua eleição tem tudo para acontecer, mas dependerá muito da amplitude de sua composição política. Ele sabe e todo mundo também que Arthur Lira possui força muito maior no interior do Estado. Juntos, formam um bloco extremamente competitivo e difícil de enfrentar. Também é impossível ignorar que a administração exitosa de JHC em Maceió teve peso importante da influência política e da capacidade de captação de recursos viabilizada por Arthur Lira, hoje candidato ao Senado. Obras, investimentos e grandes projetos passaram, direta ou indiretamente, por essa parceria de poder.
Caso penda para o lado errado nesse xadrez político, JHC poderá transmitir duas imagens perigosas na política: a da ingratidão e a da falta de visão estratégica. E ambas costumam cobrar preços altos nas urnas e nos bastidores do poder.
Chegou o bolsonarismo
O bolsonarismo chega ao Tribunal Superior Eleitoral com a posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência da Corte. A pergunta que circula nos bastidores de Brasília é inevitável: o que vai acontecer daqui pra frente?
A chegada de Nunes Marques ao comando do TSE muda o ambiente político e jurídico das eleições. Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal, o ministro sempre foi visto como um magistrado de perfil mais conservador e garantista, o que imediatamente reacende a esperança do bolsonarismo de encontrar um ambiente menos hostil dentro da Justiça Eleitoral.
Lula em campanha
Especialistas avaliam que o presidente Lula deixou de governar com prioridade administrativa e mergulhou, de vez, no clima da campanha pela reeleição. O fim da chamada “taxa das blusinhas”, anunciado por medida provisória, é mais um episódio dessa estratégia: retirar um desgaste criado pelo próprio governo e tentar transformá-lo em gesto de bondade eleitoral.
O problema é que o eleitor já conhece esse roteiro. Primeiro o governo taxa, depois percebe o prejuízo político, recua e vende o recuo como benefício popular. A medida pode aliviar o bolso de parte dos consumidores, mas também revela improviso, cálculo eleitoral e preocupação crescente com a popularidade.
A legislação brasileira proíbe campanha antecipada e o uso da máquina pública como instrumento de compra de apoio político.
E a vontade do povo?
A agitação política no interior aumenta a cada dia, à medida que a eleição se aproxima. Prefeitos e vereadores viraram “moedas de valor”, assediados por candidatos ao governo, ao Senado, à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa.
A inflação também chegou às eleições: o preço do apoio político triplicou. O problema é que ninguém combinou com o povo. E é justamente o eleitor, silencioso e desconfiado, que pode surpreender na contagem dos votos.
Tentáculos perigosos
O governo de Renan Filho deixou tentáculos de sua gestão espalhados em algumas prefeituras alagoanas. Coordenados por um conhecido “lambe-botas” do poder, setores financeiros estratégicos seguem sob influência de um grupo que, nos bastidores, já desperta preocupação até entre aliados.
Há movimentações, contratos e operações que começam a chamar atenção de órgãos de controle e de gente experiente da política. O desfecho dessa história pode caminhar para um grande escândalo administrativo e financeiro.
Pílulas do Pedro
No plenário do Senado já se comenta que o clima para Renan Calheiros, já é de despedida.
Dossiês, suor e lama – estas deverão ser as pautas da disputa eleitoral que se avizinha.
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Para refletir
Enquanto os políticos discutem suas candidaturas, os alagoanos já sabem o resultado: votar nos mesmos.
Arthur Lira larga na frente
O cálculo de especialistas e observadores da cena política aponta o deputado Arthur Lira como forte candidato a liderar a corrida pelo Senado nas próximas eleições. Com uma atuação de alcance nacional durante seu mandato, Lira consolidou uma base política que extrapola fronteiras regionais e se traduz, sobretudo, em presença efetiva nos municípios.
A capilaridade de sua atuação se reflete no volume de recursos destinados ao interior e, em boa medida, também à capital. Prefeitos, abastecidos por emendas e investimentos, transformaram obras e ações em vitrines administrativas, fortalecendo suas gestões e, por consequência, ampliando o capital político do parlamentar junto ao eleitorado.
Heloisa Helena
O Rio de Janeiro abraçou de vez a candidatura de Heloísa Helena. Em todas as pesquisas, seu nome figura entre os primeiros colocados. Nas comunidades da periferia e nas favelas, é o mais citado. Sua presença ao longo dos últimos meses, na Câmara, deu corpo e dimensão à campanha. Alagoas perdeu um de seus maiores quadros políticos, o Rio de Janeiro ganhou. Sorte dos cariocas.
Com discurso firme, histórico de coerência e forte apelo popular, Heloísa ressurge como uma liderança que dialoga diretamente com os que mais precisam, ocupando um espaço que há muito carecia de representatividade efetiva. Sua trajetória, marcada por embates e independência, volta ao centro do debate político nacional, agora sob o olhar atento do eleitor fluminense.
Mandatos que fazem diferença
Rui Palmeira e Teca Nelma chegam a destoar do conjunto da Câmara de Maceió. Seja pelo conteúdo proativo dos mandatos, seja pela atenção ao interesse público e à ética, ambos se colocam a uma longa distância de boa parte dos demais vereadores, que deveriam seguir esse exemplo.
Quando um parlamento deixa de ser espaço de representação popular e se transforma em casa de negócios, os princípios republicanos desaparecem. A política perde grandeza, o mandato perde sentido e o eleitor passa a pagar a conta da omissão, dos acordos de bastidor e da falta de compromisso com a cidade.
Começou a incomodar
O ex-ministro Renan Filho começa a dar sinais claros de incômodo diante da possível disputa pelo governo com JHC. Bastou o ex-prefeito intensificar suas andanças pelo Sertão e ser recepcionado por multidões de simpatizantes para que o adversário sentisse o golpe daqueles que não passam despercebidos.
A reação veio no tom já conhecido: críticas à gestão municipal, numa tentativa de conter o avanço político que ganha corpo no interior. Mas, na política, quando o ataque vem cedo demais, costuma revelar mais temor do que estratégia. O movimento de JHC começa a mexer no tabuleiro e, ao que tudo indica, já tirou gente da zona de conforto.
Medidas eleitoreiras e o risco do desgaste
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece apostar, mais uma vez, em programas de forte apelo social como estratégia para recompor apoio popular. No entanto, cresce a percepção de que tais iniciativas já não produzem o mesmo efeito político de outros momentos.
O programa Desenrola Brasil, por exemplo, surge com o objetivo de aliviar o endividamento da população, mas enfrenta dúvidas quanto à sua adesão e alcance real. Em paralelo, a ampliação de gastos sociais pressiona o equilíbrio fiscal, alimentando o debate sobre o aumento do déficit orçamentário.
Há um elemento novo nesse cenário: o eleitor parece mais atento e menos suscetível a medidas que, no passado, tinham impacto imediato na popularidade dos governos. A repetição de fórmulas conhecidas pode não gerar mais o mesmo retorno político, especialmente em um ambiente de maior cobrança por resultados concretos e sustentáveis.
O interior começa a falar mais alto
Há algo diferente no ar destas eleições e não é impressão isolada. É um sentimento que vem das estradas, das conversas simples, dos olhares já cansados de promessas repetidas. Tenho percorrido o interior e a constatação é clara: há um movimento silencioso, mas consistente, de mudança na cabeça do eleitor.
As pessoas estão cansadas dos mesmos nomes, das mesmas práticas, dos mesmos discursos reciclados a cada ciclo eleitoral. O que antes era resignação começa a dar lugar à inquietação. E esse sentimento, quando ganha corpo coletivo, deixa de ser apenas desabafo transforma-se em força política.
Pílulas do Pedro
Caso master: muita coisa está para ser descoberta. Haja Rivotril
Tentáculos do escândalo do Master vai chegar a Alagoas e fazer estragos.
Redes sociais
Para refletir
CPIs travadas, investigações esvaziadas, escândalos esquecidos. O poder, muitas vezes, opera para preservar a si mesmo.
A ruptura da ética
Kátia Born sempre foi reconhecida como fiel escudeira de Ronaldo Lessa, presente nos acertos, mas também nos erros, como costuma acontecer nas relações políticas marcadas pela lealdade.
Mas toda lealdade tem limite. Ao perceber que o cenário eleitoral já não lhe era favorável, Lessa teria ultrapassado a linha da coerência ao se aliar justamente àqueles que, até pouco tempo, eram alvo de críticas duras.
Nesse contexto, a ruptura não surpreende. Surpreenderia, talvez, o silêncio. No embate entre conveniência e princípio, desta vez, a ética venceu.
Herança política
Fala-se com crescente intensidade nos bastidores que as próximas eleições, em Alagoas, terão um ingrediente novo, ou talvez nem tão novo assim, mas agora elevado à condição de eixo central do debate: o “histórico dos pais”. Não serão apenas os candidatos colocados sob escrutínio, mas suas origens, suas famílias e, sobretudo, os eventuais pecados herdados. A lógica que se desenha é simples e perigosa: filhos pagarão, no tribunal da opinião pública, pelos erros reais ou supostos de seus genitores. Dossiês familiares, episódios antigos, investigações esquecidas e até narrativas distorcidas devem ganhar palanque em rádios, televisões e, com ainda mais força, nas redes sociais.
TRE de Olho no crime
Em conversa recente com um desembargador da Justiça Eleitoral, ouvi um alerta que merece atenção redobrada. Segundo ele, três pontos estarão no centro das ações de fiscalização nas próximas eleições: o combate às fake News, o rigor na análise de cadastros e movimentações suspeitas, e a velha, porém ainda presente prática da compra de votos, agora sofisticada pelas chamadas “malas de dinheiro”.
O recado foi direto: ninguém deve imaginar que o pleito seguirá o mesmo roteiro de eleições anteriores. O cerco será mais fechado, a tecnologia mais presente e a vigilância mais rigorosa. Quem insistir nas velhas práticas pode encontrar, desta vez, não apenas a rejeição do eleitor, mas também o peso da lei.
O terror de Renan
Essa me chegou direta do “núcleo do poder”: Renan Calheiros já trabalha com um cenário realista, reconhece que deve ser superado por Arthur Lira na disputa majoritária. Mas isso, ao que tudo indica, não tira o seu sono. O cálculo é outro: garantir a segunda vaga, território que historicamente sempre orbitou sob sua influência.
O ponto de tensão atende por outro nome: Alfredo Gaspar. Crescendo como um fenômeno eleitoral, Gaspar avança com força tanto na capital quanto no interior, consolidando-se como vetor de transferência de votos, um ativo que pode desequilibrar qualquer equação previamente desenhada.
Correios e a privatização
Não é de hoje que os Correios carregam a fama de estatal deficitária, marcada por ineficiência e, sobretudo, pela histórica utilização como abrigo de indicações políticas.
No Brasil, porém, insiste-se em manter um modelo que já dá sinais claros de esgotamento. A resistência à mudança não parece estar ancorada em um projeto estratégico de Estado, mas sim na preservação de espaços de poder e influência.
Beneficiando Lula
O cenário eleitoral começa a ganhar novos contornos e revela uma movimentação que merece atenção. A direita tradicional, o centro e a direita bolsonarista apresentam sinais claros de crescimento nas pesquisas, com nomes como Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema ampliando presença e capilaridade em diferentes regiões do país.
O avanço desses grupos, no entanto, não ocorre sem efeitos colaterais. A multiplicidade de candidaturas no mesmo campo ideológico pode levar à fragmentação do eleitorado, reduzindo a força de cada projeto individualmente. Nesse contexto, o risco de dispersão de votos se torna um fator determinante na configuração
Pílulas do Pedro
O valor do voto aumentou consideravelmente em Alagoas, a falta de caráter dos candidatos também
Assessoria
Para refletir
Por um voto em branco, você está dizendo que você tem uma consciência política, mas você não concorda com qualquer um dos partidos existentes (José Saramago)
A Lessa, o que é de Lessa
O PDT resolveu publicar uma nota de solidariedade ao seu “dono”, Ronaldo Lessa. O gesto, longe de soar espontâneo, pareceu uma forçada de barra em busca de visibilidade um movimento extemporâneo, sem fato concreto que o justificasse.
Na política, gestos fora de tempo revelam mais do que aparentam. E, neste caso, escancaram uma tentativa de recolocar no tabuleiro quem já não ocupa o mesmo espaço de antes.
Ronaldo Lessa, figura conhecida da política alagoana, dá sinais claros de que busca um lugar na próxima eleição não importa onde, nem ao lado de quem. A lógica parece ser a da sobrevivência política a qualquer custo.
O abandono animal
O Brasil começa, finalmente, a acordar para a pauta animal. O que antes era tratado como sensibilidade de poucos, hoje se transforma em exigência social: leis mais duras, fiscalização efetiva e cobrança direta aos governos.
Mas, enquanto o país avança, Alagoas parece caminhar a passos lentos, quase constrangedores. Em Maceió, o cenário ainda é de abandono, improviso e ausência de políticas estruturadas. Animais vagando pelas ruas, denúncias recorrentes de maus-tratos e uma rede de proteção frágil expõem uma realidade que já não pode mais ser ignorada.
Não falta diagnóstico. Falta decisão.
Diplomacia firme e recados claros
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem adotado um tom firme e direto em suas declarações no cenário internacional. Ao criticar conflitos armados em curso, a atuação da Organização das Nações Unidas e posições do presidente Donald Trump,
Por onde passa, o presidente brasileiro tem deixado recados claros: o país defende a paz, o diálogo e o respeito entre as nações, mas não abre mão de sua soberania. Ao afirmar que eventuais retaliações serão respondidas com reciprocidade, Lula sinaliza que o Brasil não aceitará pressões externas sem reação.
Teotônio Vilela
Atacar Teotônio Vilela Filho é, antes de tudo, desrespeitar uma trajetória que se confunde com a própria história política recente de Alagoas. Não se trata apenas de defender um nome, mas de preservar um legado construído com coerência, firmeza e compromisso público.
Teotônio não é apenas uma liderança é símbolo de uma geração que acreditou na política como instrumento de transformação, pautada na ética e no diálogo.
Ao entrar novamente no debate político, mesmo sem a condição de candidato, demonstra que continua sendo peça relevante no tabuleiro. Articula, agrega e constrói pontes, algo raro em tempos de polarização rasa e ataques fáceis.
Nom Veritas
Em meio à polarização eleitoral, voltam à cena as “pesquisas fakes”, fabricadas por institutos de fachada a serviço de políticos sem voto. Não é erro é fraude deliberada para manipular o eleitor.
Cabe ao Tribunal Regional Eleitoral agir com rapidez e rigor: identificar responsáveis, rastrear financiadores e punir exemplarmente. Democracia não se constrói com números forjados, mas com respeito à verdade e à vontade popular
Renan e seu inferno astral
Os votos do Sertão, historicamente divididos entre dois polos Arthur Lira e Renan Calheiros passam agora a um novo e imprevisível tabuleiro. A entrada de Alfredo Gaspar quebra o velho eixo de poder e transforma a disputa em um jogo de três forças.
Nesse novo cenário, é inegável: Renan Calheiros larga atrás. A elevada rejeição na região metropolitana de Maceió pesa como âncora em sua trajetória,
O eleitor, antes fiel às estruturas tradicionais, está mais inclinado a rupturas. Como bem resumiu um matuto, com a sabedoria simples que antecipa grandes viradas:
“Água de morro abaixo, fogo de morro acima e eleitor quando resolve mudar… não tem quem segure.”
Pílulas do Pedro
Ouvia de um alto empresário em Brasília “O Santoro, preposto do ministro Renan Filho, é um chato e mentiroso. Ninguém o leva a sério”.
Por falar em Renan Filho há no seu entorno uma certeza: o seu grande medo é enfrentar o ex-prefeito JHC. Sabe que perde.
Assessoria
Para refletir
A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios. (Barão de Montesquieu).
Ninguém constrói só
O ex-prefeito de Maceió, JHC, deixou a administração entregando outra cidade, bem diferente da que recebeu. Nunca se viu tantas grandes obras na história política da capital. A emblemática revitalização do Salgadinho, as entregas de creches de alta qualidade, obras de infraestrutura, hospitais e a transformação da capital como um dos destinos mais procurados pelo turismo. Foram bilhões investidos em obras de muita significação e ele tem mesmo que festejar e mostrar do que foi capaz. O ex-prefeito comete, no entanto, uma injustiça ao se mostrar como o único responsável pelos avanços de Maceió. Muitos ajudaram, com emendas, influência e apoio.
Nossos papais
Está se projetando um cenário de beligerância entre os atores antagonistas nas próximas eleições em Alagoas. No horário eleitoral, nos debates, na propaganda partidária, como sempre faltarão propostas, mas vão sobrar acusações, denúncias e histórias nada republicanas. Vai valer tudo, inclusive envolver famílias e agregados.
Estejamos preparados para ouvir falar de ambulâncias, sanguessugas, bois de ouro, amantes pagas por empreiteiras, malas recheadas de dinheiro no gabinete de prefeito.
Os bons sofrem
Fazer política em Alagoas não é só para profissional, mas também para bandidos, aventureiros e mentirosos. Lia esta semana uma crítica ao jovem Guilherme Lopes, por uma mentira de que sua esposa havia tido sua filha em uma maternidade de Brasília. Tudo invenção de quem não lida com a ética política. E se tivesse ido, qual o pecado cometido? Não sou secretário, não sou político, nem rico. Ao me submeter a uma cirurgia delicada há pouco mais de um ano, fui aconselhado por um amigo médico a não fazer em Maceió, pois o índice de infecção hospitalar estava fora de controle. Fiz em Brasília,
pelo meu plano de Saúde. São os tempos sujos em época de eleição.
No lugar certo
O prefeito Rodrigo Cunha acertou em cheio na escolha para ocupar a pasta da Casa Civil de sua administração. O advogado Henrique Vasconcelos é um dos maiores valores da advocacia alagoana, com liderança forte na OAB/AL, capacitado no exercício da atividade e especial o Direito Eleitoral. Bem articulado, com transito em todas as esferas da atividade pública, vai realizar uma gestão de resultados no comando da importante Pasta.
O grande defensor
O defensor público Ricardo Melro é mesmo a voz solitária em defesa das vítimas da catástrofe causada pela Braskem. Quiseram o calar, o próprio órgão que dele deveria se orgulhar o perseguiu e os poderosos mandaram portadores e enviaram “recados”. Ricardo não se dobrou e sua indignação segue firme. Esta semana fez graves denúncias sobre o controle exclusivo da empresa criminosa, sobre informações da mais alta importância na apuração de fatos.
“Há algo profundamente errado nisso tudo. Iremos, mais uma vez, à Justiça. Será que o Judiciário também tratará algo tão grave como normal? Revoltante. Essa blindagem tem que acabar”. Disse o diligente defensor.
Pesquisas preocupam
Pesquisas para consumo interno, feitas no interior pelo MDB, têm mostrado um quadro muito preocupante em relação as intenções de votos para o Senado. Muito embora o ex-ministro Renan Filho esteja com uma ligeira vantagem sobre seu principal adversário, chama a atenção o alto índice de rejeição do senador Renan Calheiros, principalmente no eleitorado mais jovem nos municípios, principalmente em toda região metropolitana de Maceió (reunindo 14 cidades).
Eliane fica
O prefeito Rodrigo Cunha manteve a jornalista Eliane Aquino, na Secretaria de Comunicação Social do Município. É um bom sinal que deseja fazer uma relação institucional com seriedade, competência e resultados.
Veterana no ramo, com muita credibilidade e agregadora de valores e talentos em sua brilhante equipe, que certamente continuará sob seu comando.
O escudeiro mor
Não poderia ser diferente, o anteparo do novo prefeito continua o mesmo de sempre. A difícil missão de cuidar, preservar e assessorar
o chefe, continua nas mãos do competente e leal, Hermann Braga. Personagem multifacetado, sempre cordato, mas vigilante quando se trata da preservação e ação da imagem de Rodrigo Cunha, com quem mantem uma longa relação de amizade e confiança.
Para refletir
A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios
Martelo batido, prego fincado
O martelo foi batido. O prego, fincado. E a eleição mudou de patamar.
Não há mais espaço para dúvidas nem para versões fantasiosas: o jogo virou e virou com força. O que antes era tratado como especulação de bastidores, agora ganha contornos de realidade política concreta. As engrenagens giraram, as conversas avançaram, as resistências foram vencidas e, nos últimos ajustes, a chapa tomou forma. Forte, competitiva e com ambição de vitória.
Durante semanas, venderam a ideia de “passeio”. Outros, mais criativos, inventaram um suposto “acordo de Brasília” que jamais existiu uma narrativa conveniente para acalmar aliados e confundir adversários. Mas política de verdade não se faz com ilusão, e sim com articulação, timing e coragem. E foi exatamente isso que aconteceu: enquanto alguns falavam, outros costuravam. Enquanto uns apostavam no improvável, outros construíam o inevitável.
As peças se encaixaram. E o anúncio que ainda nem foi oficializado já ecoa nos bastidores como um fato consumado. Não há mais como ignorar.
Tive o privilégio de estar entre os primeiros a saber. E mais do que saber, anunciei com a convicção de quem entende o peso do momento: JHCpara governador; Arthur Lira e Alfredo Gaspar para o Senado.
Uma construção politica
Não é apenas uma chapa. É um movimento. Uma construção política que nasce com densidade eleitoral, capilaridade e força institucional. Uma combinação que reúne gestão, articulação nacional e presença firme no debate público.
Agora, o cenário muda completamente. O que antes parecia previsível, torna-se disputa real. O que era tratado como acomodação, transforma-se em confronto. E, a partir daqui, não haverá espaço para amadores apenas para quem tiver estrutura, estratégia e voto.
A sorte está lançada. Mas mais do que sorte, o que se desenha é um embate de projetos, de forças e de visões para Alagoas.
E que vençam os melhores.
Ou melhor: que vença aquele que for, de fato, o melhor para Alagoas
Em tempo. A coluna foi fechada na quinta feira. Como estamos falando de política, tudo pode ter sido mudado, inclusive nada.
Vergonha alagoana
O presidente do Tribunal de Contas pede aposentadoria. Até aí, um direito legítimo. O que vem em seguida, porém, agride a inteligência do cidadão e afronta o princípio mais básico da República.
Em um movimento tão rápido quanto constrangedor, a Assembleia Legislativa aprova o nome do seu próprio filho, o deputado Bruno Toledo, para ocupar o cargo. Tudo resolvido em tempo recorde. Sem debate real. Sem constrangimento aparente. Sem qualquer zelo com a liturgia do cargo.
Onde está a moral? Onde está o respeito à coisa pública?
O que se vê é a institucionalização do privilégio, a naturalização do nepotismo travestido de legalidade e o uso de estruturas do Estado como extensão de interesses familiares. Não se trata apenas de uma escolha política é um símbolo claro de como se distorce o sentido da função pública.
Mudar pra que?
Mudar nomes históricos e centenários de ruas e praças, sob justificativas frágeis e seletivas, soa menos como um gesto de justiça e mais como um movimento inócuo e, não raro, revanchista.
A história não se apaga por decreto. Não se reescreve com placas novas nem se corrige o passado com canetadas apressadas. Ao contrário: preservar nomes, marcos e referências mesmo os controversos é também preservar a memória, com seus acertos e seus erros, para que sirva de aprendizado às gerações futuras.
Enquanto isso, problemas reais e urgentes seguem à espera de ação concreta: a miséria que cresce nas cidades, a violência que avança, a saúde que clama por estrutura, a educação que pede prioridade. É nesse campo que se mede o compromisso verdadeiro com o interesse público.
Contrariedades com JHC
Ao se fazer de difícil e postergar a definição de sua candidatura, o prefeito JHC acabou produzindo um efeito colateral indesejado: inquietou aliados, gerou ruído político e abriu espaço para insatisfações que chegaram ao ponto de ameaça de abandono do projeto.
Na política, tempo é ativo estratégico. E a demora, quando não é bem calibrada, deixa de ser tática para se tornar fragilidade. A dúvida contamina, a indecisão desgasta e o silêncio, muitas vezes, fala mais alto do que qualquer discurso.
Aliados precisam de direção, não de expectativa. Precisam de segurança, não de especulação. Quando o comando hesita, a base se move e nem sempre na mesma direção.
Pílulas do Pedro
Sem entregas e sem comunicação eficiente governo Lula fica ameaçado
Fim de semana agitado na política local, com mudanças, adesões e traições.
Para refletir
Nem o diabo sabe o que vai acontecer nas eleições em Alagoas
Alagoas com Lula
Diante de um cenário ainda marcado por indefinições amplas no tabuleiro político de Alagoas, o campo bolsonarista vive um momento de baixo astral na projeção para as próximas eleições. A ausência de articulação mais consistente e a dificuldade de formar alianças robustas têm fragilizado o grupo no estado.
Enquanto isso, as principais forças políticas locais sinalizam convergência em torno de uma candidatura ligada ao Partido dos Trabalhadores, o que tende a isolar ainda mais o palanque adversário. Nesse contexto, o provável candidato Flávio Bolsonaro enfrentaria um cenário de apoios pouco expressivos, o que reduz significativamente sua competitividade no estado.
Sem alternância
A Justiça tem anulado, em quantidade crescente, uma prática nada republicana e infelizmente ainda recorrente nos legislativos estaduais e municipais: a eleição antecipada das Mesas Diretoras. Trata-se de um expediente que afronta frontalmente a Constituição e a legislação ordinária, ao distorcer o processo democrático e esvaziar o princípio da alternância de poder.
Ao antecipar escolhas que deveriam respeitar o tempo institucional adequado, cria-se um ambiente de conveniência política, favorecimentos e acordos que pouco dialogam com o interesse público. As recentes decisões judiciais representam, portanto, um freio necessário ao casuísmo e uma reafirmação de que a democracia não pode ser manipulada ao sabor de maiorias ocasionais.
Capitania hereditária
Ingressei no serviço público no ano de 1970, como assessor de imprensa do Tribunal de Contas. O presidente era o Conselheiro Jorge Assunção, homem público ético, administrador modelo e gestor austero. Era um tribunal pequeno em tamanho, mas gigante em ações. Um plenário composto por homens públicos honrados, os entes públicos eram fiscalizados com rigor e os prefeitos auditados todos os anos. Hoje em dia o órgão virou uma sinecura, desacreditado, com um plenário sem expressão e agora se transforma em uma vergonhosa “capitania hereditária”. Voltarei ao assunto com detalhes,
O homem é Paulo
O deputado Paulo Dantas chegou ao governo por meio de um acordo político para concluir o mandato deixado por Renan Filho , movimento que, à época, despertou desconfianças e expectativas. No entanto, ao longo da gestão, consolidou-se com atuação eficiente tanto na capital quanto no interior, ampliando sua presença administrativa e política.
Com habilidade, ganhou protagonismo próprio, deixou de ser apenas uma solução de circunstância e se transformou em liderança com identidade. O resultado veio nas urnas: uma reeleição consagradora, que lhe conferiu musculatura política e autoridade no cenário estadual. Hoje, Paulo Dantas reúne condições de disputar qualquer cargo que desejar, sustentado por um capital político robusto e crescente. As vitórias e derrotas das próximas eleições inevitavelmente passarão por suas mãos e, ao que tudo indica, é um protagonismo do qual não pretende abrir mão.
Alfredo ganha tempo
Com a prorrogação do prazo para a CPMI do roubo do INSS , que também atinge o escândalo do Banco Master , o deputado Alfredo Gaspar, ganha mais tempo de protagonismo nas mídias sociais e diante de eleitores alagoanos. Bom de argumentação, corajoso e estrategista, ainda vai causar muitos estragos nas quadrilhas que levam o dinheiro do brasileiro.
Ninguém liga
O deputado Cabo Bebeto tem berrado loucamente diante da situação de declínio do apoio ao seu “capitão”, que ao que parece só vai ter o seu apoio para a candidatura do Flávio” Rachadinha”. Ameaça, esbraveja e ninguém dá a mínima importância para seus ataques inócuos.
Ameaçar jornalistas
De vez em quando aparece um valentão com ameaças a jornalistas como se fossem senhores de engenho e seus cambiteiros. Não possuem o mínimo de espírito republicano e parece que não leram nada sobre liberdade de imprensa. Se andar na linha, não tem crítica.
Pílulas do Pedro
Rivotril em alta nas farmácias. Causa detectada: indefinição do prefeito JHC
PARA REFLETIR
Alguns políticos tratam o Orçamento como se fosse propriedade privada. E o dinheiro do povo escorre pelos ralos sujos da corrupção
Embaixo do tapete
“Nada ficará sob o tapete”, assegurou o ministro Edson Fachin ao se referir às investigações que cercam o rumoroso Caso Banco Master. A frase soa correta, institucional e necessária, mas, no Brasil real, ainda provoca desconfiança. Não por falta de gravidade do episódio, e sim pela memória recente de escândalos que começaram com promessas firmes e terminaram diluídos em prescrições, acordos e esquecimentos convenientes.
A pergunta inevitável permanece no ar: desta vez será diferente? O país assiste com ceticismo prudente. Se nada ficar sob o tapete, como diz o ministro, será preciso coragem para levantar o assoalho inteiro e mostrar nomes, cifras e responsabilidades.
Os riscos dos excessos
A democracia brasileira não precisa de lança-chamas nem de extintor às vésperas das eleições que se aproximam. Precisa, isto sim, de serenidade institucional, responsabilidade política e maturidade cívica. A tensão entre direita e esquerda é parte natural do jogo democrático e, quando exercida dentro dos limites da Constituição, cumpre papel saudável: fiscaliza excessos, equilibra forças e impede aventuras autoritárias de qualquer matiz.
O país já pagou caro pelos excessos recentes e não pode correr o risco de repetir um 8 de janeiro ou algo ainda mais grave.
Nasce o Fórum Animal
Nasce em Alagoas o Fórum Estadual de Defesa e Proteção Animal, iniciativa que surge com a missão de enfrentar o abandono, defender o respeito à vida e cobrar políticas públicas efetivas para cães e gatos em todo o estado.
O movimento nasce em um cenário preocupante. Maceió e Alagoas acumulam indicadores desfavoráveis na pauta do cuidado animal, com altos índices de abandono, estrutura insuficiente de acolhimento e políticas ainda aquém das necessidades reais.
A proposta do Fórum é articular sociedade civil, poder público e entidades protetoras em torno de uma agenda concreta: campanhas permanentes de conscientização, ampliação da castração, fortalecimento da fiscalização e criação de políticas consistentes de proteção animal.
Sem vice
Nos bastidores da política alagoana, comenta-se que o ministro Renan Filho preferiria indicar um nome próprio para a vice-governador evitando repetir desgastes de experiências anteriores e preservando maior controle político no núcleo do poder.
O problema é que, no xadrez local, a equação não depende apenas de vontade pessoal. O governador Paulo Dantas e o presidente da Assembleia, Marcelo Victor, detêm musculatura política e capital eleitoral suficientes para influenciar decisivamente a composição da chapa e não demonstram disposição de abrir mão dessa prerrogativa.
O traidor e os traídos
Os deputados Marx Beltrão e Paulão investiram muito em Palmeira dos Índios durante anos. Entregaram ao ex-prefeito Júlio Cezar milhões para realização de obras importantes e emblemáticas no município. Agora o próprio beneficiado, traindo compromissos e fugindo da ética e decoro, dá o troco aos dois, se lançando como candidato (laranja) à Câmara, mesmo sem a menor chance de eleição. O preço de confiar em politico com passado de enganações.
Bilionário alagoano
Não é surpresa, é fato. Não é sorte, é trabalho, competência e competitividade. Na lista de bilionários do mundo, publicada pela gigante FORBES, encontra-se um alagoano: seu nome, Vitor Wanderley Jr.
Sua origem patrimonial o Grupo Coruripe, fundado pelo Comendador Tércio Wanderley, seu avô. Uma empresa genuinamente alagoana, com comando sucessório familiar, que chega ao topo do ranking mundial do sucesso financeiro.
Pílulas do Pedro
Na campanha vão circular rumores pesados sobre a vida pessoal dos candidatos. Os arquivos estão sendo montados.
De um político alagoano: “a corrupção é tolerada, desde que haja obras e serviços”.
Pedro Oliveira
por Pedro Oliveira
Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão, membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.