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Agora no Painel Lula diz que criará Ministério da Segurança após Senado aprovar PEC

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Arthur Lira larga na frente

11.05.2026 às 12:00
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados


Para refletir

Enquanto os políticos discutem suas candidaturas, os alagoanos já sabem o resultado: votar nos mesmos.

Arthur Lira larga na frente

O cálculo de especialistas e observadores da cena política aponta o deputado Arthur Lira como forte candidato a liderar a corrida pelo Senado nas próximas eleições. Com uma atuação de alcance nacional durante seu mandato, Lira consolidou uma base política que extrapola fronteiras regionais e se traduz, sobretudo, em presença efetiva nos municípios.

A capilaridade de sua atuação se reflete no volume de recursos destinados ao interior e, em boa medida, também à capital. Prefeitos, abastecidos por emendas e investimentos, transformaram obras e ações em vitrines administrativas, fortalecendo suas gestões e, por consequência, ampliando o capital político do parlamentar junto ao eleitorado.

Heloisa Helena

O Rio de Janeiro abraçou de vez a candidatura de Heloísa Helena. Em todas as pesquisas, seu nome figura entre os primeiros colocados. Nas comunidades da periferia e nas favelas, é o mais citado. Sua presença ao longo dos últimos meses, na Câmara, deu corpo e dimensão à campanha. Alagoas perdeu um de seus maiores quadros políticos, o Rio de Janeiro ganhou. Sorte dos cariocas.

Com discurso firme, histórico de coerência e forte apelo popular, Heloísa ressurge como uma liderança que dialoga diretamente com os que mais precisam, ocupando um espaço que há muito carecia de representatividade efetiva. Sua trajetória, marcada por embates e independência, volta ao centro do debate político nacional, agora sob o olhar atento do eleitor fluminense.

Mandatos que fazem diferença

Rui Palmeira e Teca Nelma chegam a destoar do conjunto da Câmara de Maceió. Seja pelo conteúdo proativo dos mandatos, seja pela atenção ao interesse público e à ética, ambos se colocam a uma longa distância de boa parte dos demais vereadores, que deveriam seguir esse exemplo.

Quando um parlamento deixa de ser espaço de representação popular e se transforma em casa de negócios, os princípios republicanos desaparecem. A política perde grandeza, o mandato perde sentido e o eleitor passa a pagar a conta da omissão, dos acordos de bastidor e da falta de compromisso com a cidade.

Começou a incomodar

O ex-ministro Renan Filho começa a dar sinais claros de incômodo diante da possível disputa pelo governo com JHC. Bastou o ex-prefeito intensificar suas andanças pelo Sertão e ser recepcionado por multidões de simpatizantes para que o adversário sentisse o golpe daqueles que não passam despercebidos.

A reação veio no tom já conhecido: críticas à gestão municipal, numa tentativa de conter o avanço político que ganha corpo no interior. Mas, na política, quando o ataque vem cedo demais, costuma revelar mais temor do que estratégia. O movimento de JHC começa a mexer no tabuleiro e, ao que tudo indica, já tirou gente da zona de conforto.

Medidas eleitoreiras e o risco do desgaste

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece apostar, mais uma vez, em programas de forte apelo social como estratégia para recompor apoio popular. No entanto, cresce a percepção de que tais iniciativas já não produzem o mesmo efeito político de outros momentos.

O programa Desenrola Brasil, por exemplo, surge com o objetivo de aliviar o endividamento da população, mas enfrenta dúvidas quanto à sua adesão e alcance real. Em paralelo, a ampliação de gastos sociais pressiona o equilíbrio fiscal, alimentando o debate sobre o aumento do déficit orçamentário.

Há um elemento novo nesse cenário: o eleitor parece mais atento e menos suscetível a medidas que, no passado, tinham impacto imediato na popularidade dos governos. A repetição de fórmulas conhecidas pode não gerar mais o mesmo retorno político, especialmente em um ambiente de maior cobrança por resultados concretos e sustentáveis.

O interior começa a falar mais alto

Há algo diferente no ar destas eleições e não é impressão isolada. É um sentimento que vem das estradas, das conversas simples, dos olhares já cansados de promessas repetidas. Tenho percorrido o interior e a constatação é clara: há um movimento silencioso, mas consistente, de mudança na cabeça do eleitor.

As pessoas estão cansadas dos mesmos nomes, das mesmas práticas, dos mesmos discursos reciclados a cada ciclo eleitoral. O que antes era resignação começa a dar lugar à inquietação. E esse sentimento, quando ganha corpo coletivo, deixa de ser apenas desabafo transforma-se em força política.

Pílulas do Pedro

Caso master: muita coisa está para ser descoberta. Haja Rivotril

Tentáculos do escândalo do Master vai chegar a Alagoas e fazer estragos.

Postado por Pedro Oliveira

A ruptura da ética

01.05.2026 às 12:00
Redes sociais

Para refletir

CPIs travadas, investigações esvaziadas, escândalos esquecidos. O poder, muitas vezes, opera para preservar a si mesmo.

A ruptura da ética

Kátia Born sempre foi reconhecida como fiel escudeira de Ronaldo Lessa, presente nos acertos, mas também nos erros, como costuma acontecer nas relações políticas marcadas pela lealdade.

Mas toda lealdade tem limite. Ao perceber que o cenário eleitoral já não lhe era favorável, Lessa teria ultrapassado a linha da coerência ao se aliar justamente àqueles que, até pouco tempo, eram alvo de críticas duras.

Nesse contexto, a ruptura não surpreende. Surpreenderia, talvez, o silêncio. No embate entre conveniência e princípio, desta vez, a ética venceu.

Herança política

Fala-se com crescente intensidade nos bastidores que as próximas eleições, em Alagoas, terão um ingrediente novo, ou talvez nem tão novo assim, mas agora elevado à condição de eixo central do debate: o “histórico dos pais”. Não serão apenas os candidatos colocados sob escrutínio, mas suas origens, suas famílias e, sobretudo, os eventuais pecados herdados. A lógica que se desenha é simples e perigosa: filhos pagarão, no tribunal da opinião pública, pelos erros reais ou supostos de seus genitores. Dossiês familiares, episódios antigos, investigações esquecidas e até narrativas distorcidas devem ganhar palanque em rádios, televisões e, com ainda mais força, nas redes sociais.

TRE de Olho no crime

Em conversa recente com um desembargador da Justiça Eleitoral, ouvi um alerta que merece atenção redobrada. Segundo ele, três pontos estarão no centro das ações de fiscalização nas próximas eleições: o combate às fake News, o rigor na análise de cadastros e movimentações suspeitas, e a velha, porém ainda presente prática da compra de votos, agora sofisticada pelas chamadas “malas de dinheiro”.

O recado foi direto: ninguém deve imaginar que o pleito seguirá o mesmo roteiro de eleições anteriores. O cerco será mais fechado, a tecnologia mais presente e a vigilância mais rigorosa. Quem insistir nas velhas práticas pode encontrar, desta vez, não apenas a rejeição do eleitor, mas também o peso da lei.

O terror de Renan

Essa me chegou direta do “núcleo do poder”: Renan Calheiros já trabalha com um cenário realista, reconhece que deve ser superado por Arthur Lira na disputa majoritária. Mas isso, ao que tudo indica, não tira o seu sono. O cálculo é outro: garantir a segunda vaga, território que historicamente sempre orbitou sob sua influência.

O ponto de tensão atende por outro nome: Alfredo Gaspar. Crescendo como um fenômeno eleitoral, Gaspar avança com força tanto na capital quanto no interior, consolidando-se como vetor de transferência de votos, um ativo que pode desequilibrar qualquer equação previamente desenhada.

Correios e a privatização

Não é de hoje que os Correios carregam a fama de estatal deficitária, marcada por ineficiência e, sobretudo, pela histórica utilização como abrigo de indicações políticas.

No Brasil, porém, insiste-se em manter um modelo que já dá sinais claros de esgotamento. A resistência à mudança não parece estar ancorada em um projeto estratégico de Estado, mas sim na preservação de espaços de poder e influência.

Beneficiando Lula

O cenário eleitoral começa a ganhar novos contornos e revela uma movimentação que merece atenção. A direita tradicional, o centro e a direita bolsonarista apresentam sinais claros de crescimento nas pesquisas, com nomes como Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema ampliando presença e capilaridade em diferentes regiões do país.

O avanço desses grupos, no entanto, não ocorre sem efeitos colaterais. A multiplicidade de candidaturas no mesmo campo ideológico pode levar à fragmentação do eleitorado, reduzindo a força de cada projeto individualmente. Nesse contexto, o risco de dispersão de votos se torna um fator determinante na configuração

Pílulas do Pedro

O valor do voto aumentou consideravelmente em Alagoas, a falta de caráter dos candidatos também

Postado por Pedro Oliveira

A Lessa, o que é de Lessa

26.04.2026 às 16:20
Assessoria


Para refletir

Por um voto em branco, você está dizendo que você tem uma consciência política, mas você não concorda com qualquer um dos partidos existentes (José Saramago)

A Lessa, o que é de Lessa

O PDT resolveu publicar uma nota de solidariedade ao seu “dono”, Ronaldo Lessa. O gesto, longe de soar espontâneo, pareceu uma forçada de barra em busca de visibilidade um movimento extemporâneo, sem fato concreto que o justificasse.

Na política, gestos fora de tempo revelam mais do que aparentam. E, neste caso, escancaram uma tentativa de recolocar no tabuleiro quem já não ocupa o mesmo espaço de antes.

Ronaldo Lessa, figura conhecida da política alagoana, dá sinais claros de que busca um lugar na próxima eleição não importa onde, nem ao lado de quem. A lógica parece ser a da sobrevivência política a qualquer custo.

O abandono animal

O Brasil começa, finalmente, a acordar para a pauta animal. O que antes era tratado como sensibilidade de poucos, hoje se transforma em exigência social: leis mais duras, fiscalização efetiva e cobrança direta aos governos.

Mas, enquanto o país avança, Alagoas parece caminhar a passos lentos, quase constrangedores. Em Maceió, o cenário ainda é de abandono, improviso e ausência de políticas estruturadas. Animais vagando pelas ruas, denúncias recorrentes de maus-tratos e uma rede de proteção frágil expõem uma realidade que já não pode mais ser ignorada.

Não falta diagnóstico. Falta decisão.

Diplomacia firme e recados claros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem adotado um tom firme e direto em suas declarações no cenário internacional. Ao criticar conflitos armados em curso, a atuação da Organização das Nações Unidas e posições do presidente Donald Trump,

Por onde passa, o presidente brasileiro tem deixado recados claros: o país defende a paz, o diálogo e o respeito entre as nações, mas não abre mão de sua soberania. Ao afirmar que eventuais retaliações serão respondidas com reciprocidade, Lula sinaliza que o Brasil não aceitará pressões externas sem reação.

Teotônio Vilela

Atacar Teotônio Vilela Filho é, antes de tudo, desrespeitar uma trajetória que se confunde com a própria história política recente de Alagoas. Não se trata apenas de defender um nome, mas de preservar um legado construído com coerência, firmeza e compromisso público.

Teotônio não é apenas uma liderança é símbolo de uma geração que acreditou na política como instrumento de transformação, pautada na ética e no diálogo.

Ao entrar novamente no debate político, mesmo sem a condição de candidato, demonstra que continua sendo peça relevante no tabuleiro. Articula, agrega e constrói pontes, algo raro em tempos de polarização rasa e ataques fáceis.

Nom Veritas

Em meio à polarização eleitoral, voltam à cena as “pesquisas fakes”, fabricadas por institutos de fachada a serviço de políticos sem voto. Não é erro é fraude deliberada para manipular o eleitor.

Cabe ao Tribunal Regional Eleitoral agir com rapidez e rigor: identificar responsáveis, rastrear financiadores e punir exemplarmente. Democracia não se constrói com números forjados, mas com respeito à verdade e à vontade popular

Renan e seu inferno astral

Os votos do Sertão, historicamente divididos entre dois polos Arthur Lira e Renan Calheiros passam agora a um novo e imprevisível tabuleiro. A entrada de Alfredo Gaspar quebra o velho eixo de poder e transforma a disputa em um jogo de três forças.

Nesse novo cenário, é inegável: Renan Calheiros larga atrás. A elevada rejeição na região metropolitana de Maceió pesa como âncora em sua trajetória,

O eleitor, antes fiel às estruturas tradicionais, está mais inclinado a rupturas. Como bem resumiu um matuto, com a sabedoria simples que antecipa grandes viradas:

“Água de morro abaixo, fogo de morro acima e eleitor quando resolve mudar… não tem quem segure.”


Pílulas do Pedro

Ouvia de um alto empresário em Brasília “O Santoro, preposto do ministro Renan Filho, é um chato e mentiroso. Ninguém o leva a sério”.

Por falar em Renan Filho há no seu entorno uma certeza: o seu grande medo é enfrentar o ex-prefeito JHC. Sabe que perde.

Postado por Pedro Oliveira

Ninguém constrói só

12.04.2026 às 18:20
Assessoria


Para refletir

A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios. (Barão de Montesquieu).

Ninguém constrói só

O ex-prefeito de Maceió, JHC, deixou a administração entregando outra cidade, bem diferente da que recebeu. Nunca se viu tantas grandes obras na história política da capital. A emblemática revitalização do Salgadinho, as entregas de creches de alta qualidade, obras de infraestrutura, hospitais e a transformação da capital como um dos destinos mais procurados pelo turismo. Foram bilhões investidos em obras de muita significação e ele tem mesmo que festejar e mostrar do que foi capaz. O ex-prefeito comete, no entanto, uma injustiça ao se mostrar como o único responsável pelos avanços de Maceió. Muitos ajudaram, com emendas, influência e apoio.

Nossos papais

Está se projetando um cenário de beligerância entre os atores antagonistas nas próximas eleições em Alagoas. No horário eleitoral, nos debates, na propaganda partidária, como sempre faltarão propostas, mas vão sobrar acusações, denúncias e histórias nada republicanas. Vai valer tudo, inclusive envolver famílias e agregados.

Estejamos preparados para ouvir falar de ambulâncias, sanguessugas, bois de ouro, amantes pagas por empreiteiras, malas recheadas de dinheiro no gabinete de prefeito.

Os bons sofrem

Fazer política em Alagoas não é só para profissional, mas também para bandidos, aventureiros e mentirosos. Lia esta semana uma crítica ao jovem Guilherme Lopes, por uma mentira de que sua esposa havia tido sua filha em uma maternidade de Brasília. Tudo invenção de quem não lida com a ética política. E se tivesse ido, qual o pecado cometido? Não sou secretário, não sou político, nem rico. Ao me submeter a uma cirurgia delicada há pouco mais de um ano, fui aconselhado por um amigo médico a não fazer em Maceió, pois o índice de infecção hospitalar estava fora de controle. Fiz em Brasília,

pelo meu plano de Saúde. São os tempos sujos em época de eleição.

No lugar certo

O prefeito Rodrigo Cunha acertou em cheio na escolha para ocupar a pasta da Casa Civil de sua administração. O advogado Henrique Vasconcelos é um dos maiores valores da advocacia alagoana, com liderança forte na OAB/AL, capacitado no exercício da atividade e especial o Direito Eleitoral. Bem articulado, com transito em todas as esferas da atividade pública, vai realizar uma gestão de resultados no comando da importante Pasta.

O grande defensor

O defensor público Ricardo Melro é mesmo a voz solitária em defesa das vítimas da catástrofe causada pela Braskem. Quiseram o calar, o próprio órgão que dele deveria se orgulhar o perseguiu e os poderosos mandaram portadores e enviaram “recados”. Ricardo não se dobrou e sua indignação segue firme. Esta semana fez graves denúncias sobre o controle exclusivo da empresa criminosa, sobre informações da mais alta importância na apuração de fatos. 

“Há algo profundamente errado nisso tudo. Iremos, mais uma vez, à Justiça. Será que o Judiciário também tratará algo tão grave como normal? Revoltante. Essa blindagem tem que acabar”. Disse o diligente defensor.

Pesquisas preocupam

Pesquisas para consumo interno, feitas no interior pelo MDB, têm mostrado um quadro muito preocupante em relação as intenções de votos para o Senado. Muito embora o ex-ministro Renan Filho esteja com uma ligeira vantagem sobre seu principal adversário, chama a atenção o alto índice de rejeição do senador Renan Calheiros, principalmente no eleitorado mais jovem nos municípios, principalmente em toda região metropolitana de Maceió (reunindo 14 cidades).

Eliane fica

O prefeito Rodrigo Cunha manteve a jornalista Eliane Aquino, na Secretaria de Comunicação Social do Município. É um bom sinal que deseja fazer uma relação institucional com seriedade, competência e resultados.

Veterana no ramo, com muita credibilidade e agregadora de valores e talentos em sua brilhante equipe, que certamente continuará sob seu comando.

O escudeiro mor

Não poderia ser diferente, o anteparo do novo prefeito continua o mesmo de sempre. A difícil missão de cuidar, preservar e assessorar

o chefe, continua nas mãos do competente e leal, Hermann Braga. Personagem multifacetado, sempre cordato, mas vigilante quando se trata da preservação e ação da imagem de Rodrigo Cunha, com quem mantem uma longa relação de amizade e confiança.

Postado por Pedro Oliveira

Martelo batido, prego fincado

06.04.2026 às 19:20

Para refletir

A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios

Martelo batido, prego fincado

O martelo foi batido. O prego, fincado. E a eleição mudou de patamar.

Não há mais espaço para dúvidas nem para versões fantasiosas: o jogo virou e virou com força. O que antes era tratado como especulação de bastidores, agora ganha contornos de realidade política concreta. As engrenagens giraram, as conversas avançaram, as resistências foram vencidas e, nos últimos ajustes, a chapa tomou forma. Forte, competitiva e com ambição de vitória.

Durante semanas, venderam a ideia de “passeio”. Outros, mais criativos, inventaram um suposto “acordo de Brasília” que jamais existiu uma narrativa conveniente para acalmar aliados e confundir adversários. Mas política de verdade não se faz com ilusão, e sim com articulação, timing e coragem. E foi exatamente isso que aconteceu: enquanto alguns falavam, outros costuravam. Enquanto uns apostavam no improvável, outros construíam o inevitável.

As peças se encaixaram. E o anúncio que ainda nem foi oficializado já ecoa nos bastidores como um fato consumado. Não há mais como ignorar.

Tive o privilégio de estar entre os primeiros a saber. E mais do que saber, anunciei com a convicção de quem entende o peso do momento: JHCpara governador; Arthur Lira e Alfredo Gaspar para o Senado.

Uma construção politica

Não é apenas uma chapa. É um movimento. Uma construção política que nasce com densidade eleitoral, capilaridade e força institucional. Uma combinação que reúne gestão, articulação nacional e presença firme no debate público.

Agora, o cenário muda completamente. O que antes parecia previsível, torna-se disputa real. O que era tratado como acomodação, transforma-se em confronto. E, a partir daqui, não haverá espaço para amadores apenas para quem tiver estrutura, estratégia e voto.

A sorte está lançada. Mas mais do que sorte, o que se desenha é um embate de projetos, de forças e de visões para Alagoas.

E que vençam os melhores.

Ou melhor: que vença aquele que for, de fato, o melhor para Alagoas

Em tempo. A coluna foi fechada na quinta feira. Como estamos falando de política, tudo pode ter sido mudado, inclusive nada.

Vergonha alagoana

O presidente do Tribunal de Contas pede aposentadoria. Até aí, um direito legítimo. O que vem em seguida, porém, agride a inteligência do cidadão e afronta o princípio mais básico da República.

Em um movimento tão rápido quanto constrangedor, a Assembleia Legislativa aprova o nome do seu próprio filho, o deputado Bruno Toledo, para ocupar o cargo. Tudo resolvido em tempo recorde. Sem debate real. Sem constrangimento aparente. Sem qualquer zelo com a liturgia do cargo.

Onde está a moral? Onde está o respeito à coisa pública?

O que se vê é a institucionalização do privilégio, a naturalização do nepotismo travestido de legalidade e o uso de estruturas do Estado como extensão de interesses familiares. Não se trata apenas de uma escolha política é um símbolo claro de como se distorce o sentido da função pública.

Mudar pra que?

Mudar nomes históricos e centenários de ruas e praças, sob justificativas frágeis e seletivas, soa menos como um gesto de justiça e mais como um movimento inócuo e, não raro, revanchista.

A história não se apaga por decreto. Não se reescreve com placas novas nem se corrige o passado com canetadas apressadas. Ao contrário: preservar nomes, marcos e referências mesmo os controversos é também preservar a memória, com seus acertos e seus erros, para que sirva de aprendizado às gerações futuras.

Enquanto isso, problemas reais e urgentes seguem à espera de ação concreta: a miséria que cresce nas cidades, a violência que avança, a saúde que clama por estrutura, a educação que pede prioridade. É nesse campo que se mede o compromisso verdadeiro com o interesse público.

Contrariedades com JHC

Ao se fazer de difícil e postergar a definição de sua candidatura, o prefeito JHC acabou produzindo um efeito colateral indesejado: inquietou aliados, gerou ruído político e abriu espaço para insatisfações que chegaram ao ponto de ameaça de abandono do projeto.

Na política, tempo é ativo estratégico. E a demora, quando não é bem calibrada, deixa de ser tática para se tornar fragilidade. A dúvida contamina, a indecisão desgasta e o silêncio, muitas vezes, fala mais alto do que qualquer discurso.

Aliados precisam de direção, não de expectativa. Precisam de segurança, não de especulação. Quando o comando hesita, a base se move e nem sempre na mesma direção.

Pílulas do Pedro

Sem entregas e sem comunicação eficiente governo Lula fica ameaçado

Fim de semana agitado na política local, com mudanças, adesões e traições.

Postado por Pedro Oliveira

Alagoas com Lula

29.03.2026 às 19:00

Para refletir

Nem o diabo sabe o que vai acontecer nas eleições em Alagoas


Alagoas com Lula

Diante de um cenário ainda marcado por indefinições amplas no tabuleiro político de Alagoas, o campo bolsonarista vive um momento de baixo astral na projeção para as próximas eleições. A ausência de articulação mais consistente e a dificuldade de formar alianças robustas têm fragilizado o grupo no estado.

Enquanto isso, as principais forças políticas locais sinalizam convergência em torno de uma candidatura ligada ao Partido dos Trabalhadores, o que tende a isolar ainda mais o palanque adversário. Nesse contexto, o provável candidato Flávio Bolsonaro enfrentaria um cenário de apoios pouco expressivos, o que reduz significativamente sua competitividade no estado.

Sem alternância

A Justiça tem anulado, em quantidade crescente, uma prática nada republicana e infelizmente ainda recorrente nos legislativos estaduais e municipais: a eleição antecipada das Mesas Diretoras. Trata-se de um expediente que afronta frontalmente a Constituição e a legislação ordinária, ao distorcer o processo democrático e esvaziar o princípio da alternância de poder.

Ao antecipar escolhas que deveriam respeitar o tempo institucional adequado, cria-se um ambiente de conveniência política, favorecimentos e acordos que pouco dialogam com o interesse público. As recentes decisões judiciais representam, portanto, um freio necessário ao casuísmo e uma reafirmação de que a democracia não pode ser manipulada ao sabor de maiorias ocasionais.

Capitania hereditária

Ingressei no serviço público no ano de 1970, como assessor de imprensa do Tribunal de Contas. O presidente era o Conselheiro Jorge Assunção, homem público ético, administrador modelo e gestor austero. Era um tribunal pequeno em tamanho, mas gigante em ações. Um plenário composto por homens públicos honrados, os entes públicos eram fiscalizados com rigor e os prefeitos auditados todos os anos. Hoje em dia o órgão virou uma sinecura, desacreditado, com um plenário sem expressão e agora se transforma em uma vergonhosa “capitania hereditária”. Voltarei ao assunto com detalhes,

O homem é Paulo

O deputado Paulo Dantas chegou ao governo por meio de um acordo político para concluir o mandato deixado por Renan Filho , movimento que, à época, despertou desconfianças e expectativas. No entanto, ao longo da gestão, consolidou-se com atuação eficiente tanto na capital quanto no interior, ampliando sua presença administrativa e política.

Com habilidade, ganhou protagonismo próprio, deixou de ser apenas uma solução de circunstância e se transformou em liderança com identidade. O resultado veio nas urnas: uma reeleição consagradora, que lhe conferiu musculatura política e autoridade no cenário estadual. Hoje, Paulo Dantas reúne condições de disputar qualquer cargo que desejar, sustentado por um capital político robusto e crescente. As vitórias e derrotas das próximas eleições inevitavelmente passarão por suas mãos e, ao que tudo indica, é um protagonismo do qual não pretende abrir mão.

Alfredo ganha tempo

Com a prorrogação do prazo para a CPMI do roubo do INSS , que também atinge o escândalo do Banco Master , o deputado Alfredo Gaspar, ganha mais tempo de protagonismo nas mídias sociais e diante de eleitores alagoanos. Bom de argumentação, corajoso e estrategista, ainda vai causar muitos estragos nas quadrilhas que levam o dinheiro do brasileiro.

Ninguém liga

O deputado Cabo Bebeto tem berrado loucamente diante da situação de declínio do apoio ao seu “capitão”, que ao que parece só vai ter o seu apoio para a candidatura do Flávio” Rachadinha”. Ameaça, esbraveja e ninguém dá a mínima importância para seus ataques inócuos.

Ameaçar jornalistas

De vez em quando aparece um valentão com ameaças a jornalistas como se fossem senhores de engenho e seus cambiteiros. Não possuem o mínimo de espírito republicano e  parece que não leram nada sobre liberdade de imprensa. Se andar na linha, não tem crítica.

Pílulas do Pedro

Rivotril em alta nas farmácias. Causa detectada: indefinição do prefeito JHC

Postado por Pedro Oliveira

Embaixo do tapete

22.03.2026 às 16:40


PARA REFLETIR

Alguns políticos tratam o Orçamento como se fosse propriedade privada. E o dinheiro do povo escorre pelos ralos sujos da corrupção

Embaixo do tapete

“Nada ficará sob o tapete”, assegurou o ministro Edson Fachin ao se referir às investigações que cercam o rumoroso Caso Banco Master. A frase soa correta, institucional e necessária, mas, no Brasil real, ainda provoca desconfiança. Não por falta de gravidade do episódio, e sim pela memória recente de escândalos que começaram com promessas firmes e terminaram diluídos em prescrições, acordos e esquecimentos convenientes.

A pergunta inevitável permanece no ar: desta vez será diferente? O país assiste com ceticismo prudente. Se nada ficar sob o tapete, como diz o ministro, será preciso coragem para levantar o assoalho inteiro e mostrar nomes, cifras e responsabilidades.

Os riscos dos excessos

A democracia brasileira não precisa de lança-chamas nem de extintor às vésperas das eleições que se aproximam. Precisa, isto sim, de serenidade institucional, responsabilidade política e maturidade cívica. A tensão entre direita e esquerda é parte natural do jogo democrático e, quando exercida dentro dos limites da Constituição, cumpre papel saudável: fiscaliza excessos, equilibra forças e impede aventuras autoritárias de qualquer matiz.

O país já pagou caro pelos excessos recentes e não pode correr o risco de repetir um 8 de janeiro ou algo ainda mais grave.

Nasce o Fórum Animal

Nasce em Alagoas o Fórum Estadual de Defesa e Proteção Animal, iniciativa que surge com a missão de enfrentar o abandono, defender o respeito à vida e cobrar políticas públicas efetivas para cães e gatos em todo o estado.

O movimento nasce em um cenário preocupante. Maceió e Alagoas acumulam indicadores desfavoráveis na pauta do cuidado animal, com altos índices de abandono, estrutura insuficiente de acolhimento e políticas ainda aquém das necessidades reais.

A proposta do Fórum é articular sociedade civil, poder público e entidades protetoras em torno de uma agenda concreta: campanhas permanentes de conscientização, ampliação da castração, fortalecimento da fiscalização e criação de políticas consistentes de proteção animal.

Sem vice

Nos bastidores da política alagoana, comenta-se que o ministro Renan Filho preferiria indicar um nome próprio para a vice-governador evitando repetir desgastes de experiências anteriores e preservando maior controle político no núcleo do poder.

O problema é que, no xadrez local, a equação não depende apenas de vontade pessoal. O governador Paulo Dantas e o presidente da Assembleia, Marcelo Victor, detêm musculatura política e capital eleitoral suficientes para influenciar decisivamente a composição da chapa e não demonstram disposição de abrir mão dessa prerrogativa.

O traidor e os traídos

Os deputados Marx Beltrão e Paulão investiram muito em Palmeira dos Índios durante anos. Entregaram ao ex-prefeito Júlio Cezar milhões para realização de obras importantes e emblemáticas no município. Agora o próprio beneficiado, traindo compromissos e fugindo da ética e decoro, dá o troco aos dois, se lançando como candidato (laranja) à Câmara, mesmo sem a menor chance de eleição. O preço de confiar em politico com passado de enganações.

Bilionário alagoano

Não é surpresa, é fato. Não é sorte, é trabalho, competência e competitividade. Na lista de bilionários do mundo, publicada pela gigante FORBES, encontra-se um alagoano: seu nome, Vitor Wanderley Jr.

Sua origem patrimonial o Grupo Coruripe, fundado pelo Comendador Tércio Wanderley, seu avô. Uma empresa genuinamente alagoana, com comando sucessório familiar, que chega ao topo do ranking mundial do sucesso financeiro.

Pílulas do Pedro

Na campanha vão circular rumores pesados sobre a vida pessoal dos candidatos. Os arquivos estão sendo montados.

De um político alagoano: “a corrupção é tolerada, desde que haja obras e serviços”. 

Postado por Pedro Oliveira

O Suspeito

16.03.2026 às 10:20

PARA REFLETIR

No caso Banco Master, quando os poderes se entrelaçam, sem transparência, a República perde  e a confiança pública sangra.


O suspeito

O senador Davi Alcolumbre já teve o nome citado, ao longo dos últimos anos, em investigações e controvérsias envolvendo personagens e empresas sob apuração, o que alimentou críticas e questionamentos de adversários políticos.

Até aqui, contudo, não houve condenação que o atingisse diretamente nesses episódios, e aliados sustentam que as menções refletem mais o ambiente de disputa política do que responsabilização efetiva.

Em Brasília, onde suspeitas e versões circulam com rapidez, o tema segue sensível e frequentemente reaparece no debate público. O desafio, como sempre, é separar fatos comprovados de narrativas políticas tarefa que cabe às instituições e à Justiça

Fundão promíscuo

Nos bastidores, cresce a ansiedade de partidos e candidatos diante do volume de recursos que circulará nas próximas eleições por meio do fundo partidário e do fundo eleitoral. Trata-se de cifras bilionárias, previstas em lei para financiar campanhas e reduzir a dependência de doações privadas um modelo que, na teoria, busca dar mais transparência ao processo.

Na prática, porém, a distribuição e o uso desses recursos continuam sob forte escrutínio público. Especialistas e observadores apontam que a fiscalização precisa ser permanente e rigorosa para evitar distorções, abusos e eventuais desvios, especialmente em disputas marcadas por estruturas regionais mais sensíveis a pressões políticas.

Servidores ameaçados

Por provocação do Ministério Público Federal, o Ministério Público de Alagoas deverá apurar e eventualmente denunciar quase uma centena de servidores do Tribunal de Contas, nomeados após a promulgação da Constituição de 1988 alguns deles já aposentados ou mortos.

O caso reacende um velho debate sobre responsabilidades institucionais e segurança jurídica. Muitos ingressaram de boa-fé, cumpriram funções por décadas e agora se veem diante de questionamentos que deveriam ter sido resolvidos à época das nomeações.

Para analistas, a situação expõe mais uma vez os efeitos de gestões temerárias e decisões administrativas frágeis, que acabam transferindo ao servidor comum o peso de erros estruturais. A apuração é necessária, mas o desafio será separar responsabilidades sem transformar correção institucional em injustiça individual

Causa Animal

Entre os 27 deputados estaduais, a percepção nos bastidores é de que a causa animal segue com espaço reduzido no Parlamento alagoano. Avaliações recorrentes apontam que poucas iniciativas ganharam fôlego institucional ou avançaram de forma consistente na atual legislatura.

Nesse cenário, o deputado Delegado Leonam é frequentemente citado por ativistas e observadores como um dos poucos a levantar o tema com regularidade, seja por meio de propostas, debates ou articulação com entidades

O fantasma de Renan

O senador Renan Calheiros conhece como poucos o humor do eleitorado alagoano. Experiente, habilidoso e sobrevivente de inúmeras tempestades políticas, sempre soube ler o vento antes da mudança. Mas, desta vez, há um fantasma que ronda seu entorno: o cansaço do eleitor.

Nas ruas e nas conversas reservadas, cresce a percepção de saturação com figuras tradicionais da política. Não é um movimento ruidoso, nem organizado é silencioso, difuso e, justamente por isso, mais perigoso. O eleitor parece disposto a experimentar o novo, ainda que com cautela.

Renan segue com capilaridade, estrutura e recall eleitoral sólidos. Ainda assim, o desgaste natural do tempo e a sede por renovação criam um cenário menos confortável do que em disputas anteriores.

Zona Brasilis

Na CPMI, o deputado alagoano Alfredo Gaspar abandonou qualquer diplomacia e partiu para o confronto direto. Em tom duro, chutou o pau da barraca e disparou que “o Brasil virou uma zona”, frase que rapidamente reverberou nos corredores do Congresso e nas redes sociais.

O discurso inflamado expôs o clima de tensão que domina os trabalhos da comissão. Gaspar atacou o que chamou de desorganização institucional, criticou a condução de investigações e acusou setores da política de contribuírem para o desgaste da credibilidade pública.

Para aliados, foi um gesto de coragem e firmeza diante do que consideram descontrole. Para adversários, exagero retórico e tentativa de protagonismo. De todo modo, a fala recoloca o parlamentar no centro do debate e reforça sua postura combativa marca que o acompanha desde os tempos de Ministério Público.

Eliane Aquino

A jornalista Eliane Aquino, à frente da Secretaria Municipal de Comunicação de Maceió, tem consolidado uma atuação marcada por ética, responsabilidade e competência. No ambiente sempre sensível da comunicação pública, sua condução técnica e equilibrada tem sido reconhecida por profissionais da área.

Nos bastidores e nas redações, Eliane mantém bom trânsito e diálogo permanente com a categoria, o que contribui para uma relação institucional mais estável entre gestão e imprensa. Em tempos de polarização e ruído informacional, esse equilíbrio se torna ainda mais relevante.

Pílulas do Pedro

Se Arthur Lira e JHC não se entenderem a coisa fica preta, para ambos. A eleição será um passeio para os adversários.

Na política brasileira, a promessa nasce grande e a vergonha termina maior.

Postado por Pedro Oliveira

Rumo ao Senado

08.03.2026 às 10:00
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados


PARA REFLETIR

Por que os ministros do Supremo atrapalham os trabalhos da CPMI do INSS? Protegendo bandidos?

Rumo ao Senado

Arthur Lira entra na disputa pelo Senado Federal com uma base política consolidada e uma trajetória que o coloca, desde já, como um dos nomes mais competitivos do cenário alagoano. Sua força não se resume aos corredores do poder em Brasília. Em Alagoas, investiu politicamente na base municipal. Ao longo dos últimos anos, destinou recursos, apoiou projetos e contribuiu com praticamente todos os municípios do interior e com Maceió. Prefeitos e lideranças locais reconhecem a presença ativa do deputado em obras, ações estruturantes e demandas históricas das cidades.

Sinal amarelo

O desgaste acumulado na candidatura de Lula começa a extrapolar os limites da tradicional polarização política. O que antes se restringia ao embate ideológico entre campos opostos agora atinge setores moderados, independentes e até antigos aliados. A sucessão de crises, ruídos diplomáticos e dificuldades econômicas ampliou o debate para além da militância. A narrativa deixou de ser apenas “nós contra eles” e passou a envolver questionamentos sobre gestão, estratégia e capacidade de articulação. Quando a crítica rompe a bolha da oposição e alcança o centro, o sinal de alerta se acende.

O bife de ouro

As redes sociais mostraram um possível escândalo provocado por imagens do deputado Rafael Brito comendo um “bife de ouro”, fato que foi desmentido pelo próprio. Pode até ser fake, mas cabe bem no currículo exibicionista de Brito, que vai disputar mais uma eleição graças aos votos dos Calheiros. Seu protagonismo parlamentar é perto de zero.

Marx Beltrão, o protetor

O deputado Marx Beltrão é de longe o político mais comprometido com a causa animal entre todos de Alagoas. Faz mais até do que o governo e a prefeitura de Maceió. Atuante nas comissões temáticas e com proposições avançadas, mostra seu comprometimento com uma pauta, na qual os beneficiados não votam e por isso mesmo não são levados em conta.

Silencio na República de Murici

O episódio da mala com R$ 270 mil apreendida dentro da prefeitura de Murici expõe mais que um flagrante: revela o contraste entre poder político consolidado e a realidade de um dos municípios mais pobres de Alagoas.

Até agora, o silêncio oficial chama mais atenção que a própria apreensão. Nenhuma palavra do prefeito, nenhuma manifestação dos líderes mais graduados do grupo político.

Michelle “traíra”

A possível candidatura de Michelle Bolsonaro começa a causar ruído dentro do próprio grupo bolsonarista. Nos bastidores, aliados do ex-presidente demonstram preocupação com o impacto político da ex-primeira-dama no Distrito Federal, onde o governador Ibaneis Rocha é considerado peça estratégica. Há ainda um componente de desconfiança interna. Parte do entorno de Jair Bolsonaro teme que, uma vez eleita, Michelle construa trajetória própria, com autonomia política que ultrapasse os limites do Partido Liberal e até do próprio bolsonarismo raiz.

Fala, prefeito

A política alagoana aguarda com continuada expectativa a decisão do prefeito JHC sobre qual cargo vai disputar. O fato tem gerado expetativa em seus opositores, que precisam se posicionar e também já começa a trazer incômodos internos. O prefeito está blefando? Está com medo? Ou está “coisa nenhuma”? Há quem diga que está, sim, fugindo de acordos, que não estaria disposto a cumprir.

Pílulas do Pedro

Prudência recomendada. Se Vorcaro falar tudo, a República vai desabar em todos os poderes.

Senador Renan Calheiros está pronto para ouvir o mafioso Vorcaro. Resta saber se vão permitir.

Postado por Pedro Oliveira

Vaidade e Constrangimento

02.03.2026 às 10:40
Agência Alagoas


PARA REFLETIR

Por um voto em branco, você está dizendo que tem uma consciência política, mas você não concorda com qualquer um dos partidos existentes.

Vaidade e Constrangimento

Ronaldo Lessa candidato a qualquer cargo em 2026 será a vaidade transformada em constrangimento. A política tem seu tempo, sua liturgia e, sobretudo, seus ciclos. Há momentos de protagonismo e há momentos de recolhimento estratégico. Insistir em disputar espaço quando o cenário já aponta para novas lideranças pode soar menos como vocação pública e mais como apego ao palco.

Lessa tem história, ninguém lhe nega. Já ocupou cargos relevantes, participou de embates importantes e deixou sua marca em determinados períodos da vida política alagoana. Mas a política não é museu de memórias é movimento. Quando a candidatura passa a parecer um gesto de afirmação pessoal e não uma resposta concreta às demandas atuais da sociedade, o risco é transformar capital político em desgaste público.

Há biografias que se engrandecem quando sabem encerrar ciclos com elegância. A vaidade, quando fala mais alto que a estratégia, costuma cobrar um preço alto nas urnas e na história

Dor de cabeça

Nos bastidores de Brasília, cresce a inquietação de parlamentares governistas com a futura composição do Tribunal Superior Eleitoral. A avaliação reservada na base aliada é de que decisões recentes e a movimentação nos tribunais regionais indicam um ambiente menos previsível para o Palácio do Planalto no ciclo eleitoral que se aproxima.

No Congresso, governistas já falam abertamente na necessidade de reforçar a articulação política e jurídica para evitar surpresas. A leitura é pragmática: eleição se decide no voto, mas também nos tribunais. E, nesse tabuleiro, cada movimento conta.

Campanha sem filtro

A eleição que se aproxima em Alagoas promete ser marcada menos por propostas e mais por retrospectivas incômodas. A história nada lisonjeira de cada político candidato será revisitada, repassada e exposta, sem maquiagem e sem edição suave.

Nos bastidores, já se fala em campanhas duras, com revelações que não serão recomendáveis para menores nem para a tradicional família alagoana. Escombros e esgotos políticos serão revirados. E quem apostou na memória curta do eleitor pode descobrir que, em ano eleitoral, arquivo morto vira manchete.

Medo ou chantagem

A demora do prefeito JHC em anunciar oficialmente sua candidatura deixou de ser vista, por setores do próprio entorno, como estratégia calculada. Nos bastidores, aliados admitem desconforto com o compasso de espera especialmente para quem lidera pesquisas e, em tese, teria o terreno preparado para avançar.

Nas rodas políticas, duas hipóteses ganham corpo e circulam com insistência: medo ou chantagem. A primeira aponta para receio de desgaste precoce, exposição excessiva ou revelações inconvenientes em meio ao embate que se avizinha. A segunda sugere pressões subterrâneas, negociações delicadas e acordos ainda não fechados.

Racha à direita

As pré-candidaturas de Flávio Bolsonaro à Presidência, de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo DF e de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina estão longe de serem movimentos pacificados dentro do campo conservador.

Nos bastidores, o clima é de tensão. Lideranças que já trabalhavam seus próprios projetos se sentem atropeladas, ameaçadas e com territórios eleitorais invadidos sem negociação prévia. O discurso público ainda é de unidade, mas a irritação cresce em conversas reservadas.

Insistência arriscada

A defesa da escala de trabalho 6x1 seis dias trabalhados para um de descanso voltou ao centro do debate e o governo insiste na pauta, mesmo diante de reações crescentes de setores produtivos e de parte da opinião pública. A avaliação em segmentos do Congresso é de que o tema pode se transformar em desgaste político desnecessário.

No ambiente econômico ainda sensível, a aposta pode se revelar um tiro no pé. Em ano pré-eleitoral, pautas trabalhistas com potencial de conflito costumam produzir mais ruído do que consenso e nesse jogo, quem erra o timing paga a conta nas urnas.

Os penduricalhos dos marajás

(BRASÍLIA) - O Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional firmaram acordo para propor regra de transição para os penduricalhos, indenizações que resultam em remunerações para servidores públicos acima do teto constitucional de R$ 46.366,19. O acordo foi fechado pelos presidentes do STF, Edson Fachin, do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, em reunião com a presença dos ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino. No começo do mês, em liminar, Dino ordenou aos três Poderes que cortassem os pagamentos sem amparo legal e a suspensão dos famosos “penduricalhos”.

Pílulas do Pedro

Rodrigo Cunha caminha com jeito de prefeito. Já mostrou que sabe administrar

Malas e sacolas subiram de preço. Sinal de muita propina circulando pré-eleição

Postado por Pedro Oliveira


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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