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Convenções do Covidão

19.09.2020 às 21:00

Para refletir

Não há nada mais inútil que discutir política com políticos. (Salazar)

Convenções do Covidão

Foi impressionante a irresponsabilidade dos dirigentes partidários em Maceió e cidades do interior no tocante a realização das convenções para escolha dos candidatos à prefeitos e vereadores. Apesar da publicação das convocações frisarem que “respeitariam o distanciamento social, o que vimos foi na verdade um absurdo e inaceitável ajuntamento de candidatos, eleitores e curiosos, sem nenhum respeito às determinações de saúde. Tudo foi uma festa regada a discursos medíocres e hipócritas de sempre, abraços e até beijinhos, provavelmente cheios de vírus contaminantes. A coisa foi tão absurda que ouvi de um infectologista: “Poderemos ter muitos candidatos afastados de suas campanhas atacados pelo Covid 19. Bem empregado para esses irresponsáveis.  

Os dízimos do Diabo

Os dez maiores inadimplentes com a União a desenvolver atividades religiosas devem R$ 382,3 milhões aos cofres públicos. A maior parte dos débitos devidos pelas organizações religiosas estão ligadas a contribuição previdenciária – tributo da qual passam a ser definitivamente isentas após a sanção da lei 14057.

A lista está presente no site da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), ligada ao Ministério da Economia. A maior devedora entre as entidades religiosas ativas é a Associação das Famílias para Unificação e Paz Mundial Brasil, ligada à Igreja da Unificação do reverendo sul-coreano Sun Myung-Moon, morto em 2012. A associação cristã deve R$ 99,2 milhões à União, em débitos não especificados. Edir Macedo, Valdemiro Santiago, RR Soares, são alguns dos famosos que fazem parte da lista beneficiada por Bolsonaro.

Rui consagrado

O prefeito Rui Palmeira deixará a Prefeitura de Maceió como o administrador que realizou o maior número de obras em todos os bairros da capital. Prometeu e está entregando uma “Nova Maceió”, à custa de muitos esforços e sob fogo cerrado de setores que fizeram tudo para atrapalhar sua administração, a começar pelo Governo do Estado, Tribunal de Contas e Assembleia Legislativa. Montou uma boa equipe com destaque para a Saúde José Thomaz Nonô; Reinaldo Braga (Gestão), Eliane Aquino (Comunicação); Antônio Moura, (SMTT); deu as diretrizes e colheu resultados satisfatórios. Vai agora para um merecido descanso, para ressurgir em 2022 com uma candidatura majoritária (governador ou senador).

O enigma de Arapiraca

 De repente aconteceu o inesperado na cidade de Arapiraca, o segundo maior colégio eleitoral do estado. O que parecia um fato tranquilo e resolvido se transformou em um grande pesadelo para o supremo maestro do MDB, senador Renan Calheiros, como também para o filho governador. Rompendo com uma tradição de aliança e  dependência política de décadas, o vice-governador Luciano Barbosa, em ato de rebeldia considerado extremo, rompeu todos os laços com seus mentores e lançou sua candidatura à Prefeitura de Arapiraca, contrariando a autoridade do velho senador que desejava impor sua vontade, mais uma vez, manobrando o xadrez político à sua maneira e em benefício  de seus planos para 2022.

Vingança arquitetada?  

A implosão da convenção do diretório de Arapiraca ainda é um enigma a ser desvendado. Ao fechamento dessa coluna o imbróglio criado pelo vice-governador ainda não havia sido desvendado. Porém com certeza, a judicialização do problema já é coisa certa. Duas possibilidades no ar: Luciano Barbosa candidato e desmoralização de seus opositores ou MDB sem candidatos.

Quanto aos motivos que levaram ao rompimento do vice-governador com os Calheiros vários são levantados. O de maior consistência seria uma profunda mágoa guardada desde que sua filha foi presa, pela Polícia Federal, acusada de atos de corrupção. Aos mais íntimos Luciano não escondia seu constrangimento e aguardou o momento certo para dar o troco.

Vingança é um prato que se come frio.

Calendário eleitoral Eleições 2020

A seguir o Calendário Eleitoral a ser cumprido por coligações, partidos e candidatos até as eleições.

26 de setembro: Último dia para registro das candidaturas; início do prazo para que a Justiça Eleitoral convoque partidos e emissoras de rádio e TV para elaboração do plano de mídia. 

Após 26 de setembro: Início da propaganda eleitoral, inclusive na internet. 

9 de outubro: Início da propaganda gratuita em rádio e televisão.

27 de outubro: Divulgação de relatórios pelos partidos, coligações e candidatos discriminando os recursos recebidos do Fundo Partidário, do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e outras fontes, bem como os gastos realizados. 

15 de novembro: 1º turno das eleições 

29 de novembro: 2º turno das eleições

Benedito de Lira pode encomendar o terno. Será o prefeito da Barra de São Miguel com a maior votação da história do município.

Atenção TRE: as malas de dinheiro já estão circulando à luz do dia (ou no escuro das noites).

Logo começa o Horário Eleitoral. Tirem os filhos menores das salas, por favor.

Postado por Pedro Oliveira

Trama nacional

12.09.2020 às 11:25


Para refletir: "E jornalista é que nasci, jornalista é que eu sou, de jornalista não me hão de demitir enquanto houver imprensa, a imprensa for livre”. (Rui Barbosa).


O fim da Lava Jato

Notícia de Brasília – A eleição de Maia e Alcolumbre para presidentes da Câmara e do Senado, os vários julgamentos no STF, a demissão de Sérgio Moro,(foi enganado desde que recebeu o convite para ser ministro) a nomeação de Augusto Aras (PGR), as mudanças na Polícia Federal, a liberdade para Lula, a punição de Deltan Dallagnol , são apenas algumas peças das tratativas entre Governo, Senado, Câmara e STF para acabar de vez com a Operação Lava Jato e livrar todos os bandidos denunciados ou mesmo condenados dos crimes de corrupção cometidos. Todos os envolvidos na trama sairão livres e milionários.

E o pior: o povo brasileiro “engole” calado. Este não é um país de vergonha.

Quando a Justiça afronta

As cabeças enlouquecidas dos ministros do Supremo há muito chegaram às raias do absurdo, com decisões equivocadas, provocativas e desrespeitosas aos demais poderes, ao povo e a Constituição. Deveriam ser salvaguardas da Democracia e se tornaram um bando de facínoras fazendo um poder ditatorial e abjeto, sem qualquer limite de responsabilidade.

A última face cruel dessa justiça equivocada veio da lavra da ministra Carmem Lúcia dando cinco dias para o Exército explicar sua presença na Amazônia. Pasmem onde chegaram! Faço minhas as palavras do mestre J.R Guzzo em memorável artigo quando diz:

“Os atuais ministros do STF estão numa disputa cada vez mais agitada para ver quem, entre os onze, consegue fazer os piores papéis. Há, é claro, os grandes craques, gente da qualidade de um Gilmar Mendes ou Dias Toffoli, Edson Fachin ou Luís Roberto Barroso – especialmente esse Barroso, que se esforça todos os dias para ser nomeado guardião supremo da virtude no Brasil e, possivelmente, no resto do mundo. Mas sempre há um lugarzinho para a turma da segunda divisão tentar alguma coisa. É o caso da ministra Cármen Lúcia, que andava entregue à pequenez habitual de sua presença na mídia, hoje mais excitada com colegas que falam de “genocídio”, de “dictatorship” etc. É a velha história. Se ninguém está prestando atenção em você, tenha um ataque de nervos; sempre haverá quem pare um pouco para olhar”.

Como se pode admitir que um membro do colegiado da mais alta corte de justiça do país não saiba interpretar o texto da Constituição? Se soubesse não cometeria esse absurdo.

Para mostrar que esse tribunal não tem nada de “supremo” a resposta veio imediata através do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno: “A ministra Carmen Lúcia, do STF, acolheu ação de um partido político e determinou que o presidente e o ministério expliquem o uso das Forças Armadas, na Amazônia. Perdão, cara Ministra, se a Sra. conhecesse essa área, sabe qual seria sua pergunta: “O que seria da Amazônia sem as Forças Armadas?” O vice-presidente Hamilton Mourão em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, disse que “é mais um uso político do STF”.

Um país estarrecido assiste à politização absurda do Supremo Tribunal Federal exatamente na contramão da história.  Até onde vamos suportar tamanha afronta aos brasileiros?

Um desagregador

Ao que parece o senador Rodrigo Cunha não deverá ter mesmo vida longa na política, se depender de sua habilidade no trato com lideranças e companheiros de partido, não bastasse a decepção de seu pífio mandato equivocadamente conquistado. Há ainda tempo de recuperar seu fôlego, porém terá que fazer uma longa e difícil reciclagem em sua caminhada  que tem sido permeada de tropeços e desgastes eleitorais. Não é raro encontrar  pessoas que votaram nele na última eleição com sinais de arrependimento do voto dado na esperança de eleger um político de práticas diferentes, o que não aconteceu.

Ultimamente entrou em conflito com lideres do seu partido (PSDB) em Maceió e Arapiraca, passando por cima de socialistas históricos e até afrontando a memória do ex-prefeito Rogério Teófilo, tudo para satisfazer seu ego repleto de vaidades infantis, nada recomendáveis para quem quer trafegar na história política.

Tentou, a todo custo, emplacar o candidato a vice-prefeito na chapa de João Henrique Caldas (JHC) mas foi barrado em suas articulações sem consistência e está fora da jogada.

Ronaldo Lessa

Até o fechamento da coluna a situação envolvendo o ex-governador não estava definida, mas bem adiantada. Se quiser será o vice de JHC no embate que vem aí. Traz consigo uma bagagem de experiência e um considerado potencial eleitoral o colocando entre os melhores apontados em todas as pesquisas. Sabe jogar bem o jogo político e é um bom articulador. Apanhou muito em algumas eleições, foi perseguido injustamente pela Justiça Eleitoral alagoana e aprendeu com o tempo, foi traído algumas vezes, a última pelos insaciáveis Calheiros em suas trapaças para dominar Alagoas.

Eleições esvaziadas

O Tribunal Superior Eleitoral está muito preocupado com o possível esvaziamento do eleitorado no dia das eleições (15/11) por causa do medo de pegar o Coronavírus. Como a multa é irrisória (3,50) e o próprio TSE estuda como anistiar essa multa, surge a real possiblidade de uma debandada geral inclusive atingindo pessoas que trabalharão nas secções eleitorais. Será, sem dúvida, uma eleição atípica e com uma abstenção nunca vista na história.

Vereadores: limpeza radical

Ao que tudo indica a mudança no plenário da Câmara de Vereadores de Maceió será bastante acentuada e precisa ser, para mudar os perfis clientelistas e inapropriados da atual composição em sua grande maioria. Nomes novos e outros não tão novos que prometem um parlamento municipal diferenciado. Entre esses Heloisa Helena, Flavio Gomes de Barros, Fábio Palmeira, Maria Tavares, Marcelo Palmeira, Joãozinho Gabriel, Sandra Menezes, Ailton Villanova, Judson Cabral e outros que citarei depois.

Se a Justiça Eleitoral cumprisse seu papel na fiscalização da compra de votos teríamos um resultado de um pleito não comprado e negociado, sem os criminosos “cadastros”.

Vergonha de ser honesto

Diante da afrontosa e absurda decisão do Conselho Federal do Ministério Público aprovando a inconcebível pena de censura ao procurador Deltan Dallagnol resta-nos constatar que a “Água de Haia” tinha razão: “haverá um dia em que nos envergonharemos de ser honestos”. 

O que disse o procurador ao tomar conhecimento da decisão:O Conselho Nacional do MP me censurou hoje por ter defendido a causa anticorrupção nas redes sociais, de modo proativo, aguerrido e apartidário. Discordo da decisão, que ainda há de ser revertida”.

Não acredito em reversão da decisão, até porque os que julgaram e os que julgarão são todos iguais.

Heloísa Helena será a grande bandeira de dignidade das próximas eleições. Terá os votos mais conscientes do povo de Maceió.

Governador está com o prestígio tão em baixa que não seria eleito nem vereador. É o peso do retorno da maldade.

Anote: está cravado o destino de Maceió nos próximos quatro anos. Alfredo Gaspar ou João Henrique Caldas (JHC). Ambos capazes de fazer uma boa administração.

Postado por Pedro Oliveira

Eleições em Maceió: O embate começou

O entrevistado desta semana é o deputado estadual Davi Davino

04.09.2020 às 19:34

Para refletir: “O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados por aqueles que gostam”. (Arnold Toynbee).

Estamos nesta edição publicando a última entrevista com os principais pré-candidatos à prefeitura de Maceió. O nosso convidado desta semana é o deputado estadual Davi Davino, jovem parlamentar que vem se destacando com uma atuação muito positiva e grande aceitação por parte do eleitorado. Apesar de muito jovem tem como característica sua movimentada articulação, principalmente nos meios sociais e nas camadas mais carentes.  

Nascido em 01 de outubro de 1987, Davi Davino Filho é filho do vereador Davi Davino e da empreendedora social Rose Davino. Casado com Carolina, é pai de Davi Neto e Laís. Inspirado pela trajetória política e social de seus pais e pelo espírito empreendedor de seu avô, João Davino, Davi Filho já consolida sua posição de liderança em nossa capital. Aos 32 anos, filiado ao Progressista, está exercendo seu segundo mandato de deputado estadual, após ter obtido quase 40 mil votos dos alagoanos, metade dos quais conferida pelo eleitorado maceioense. É um dos mais destacados políticos da sua geração, tendo direcionado sua ação parlamentar para a defesa das causas relacionadas à saúde, ao meio ambiente, à juventude, ao bem-estar social, à cultura, ao esporte e lazer.

O que motivou para encarar o desafio de uma pré-candidatura a prefeito de Maceió?

Davi Filho – Normalmente as candidaturas em Maceió nascem nos palácios. Os poderosos escolhem alguém que eles sabem que vão defender seus interesses e o colocam como candidato para tudo permanecer do jeito que está. No meu caso foi bem diferente. Eu tenho uma história com a cidade, trabalho desde os 16 anos. Na Funbrasil, fundação criada pela minha mãe, já realizamos mais de 400 mil atendimentos aos maceioenses. Meu pai, de quem tenho muito orgulho de carregar o nome, é vereador e junto com ele conheci cada rua, cada beco dessa cidade. Costumo dizer que o meu gabinete como deputado são as ruas. Eu conheço as pessoas e as pessoas me conhecem. E nessas muitas andanças pela cidade eu sempre ouvia “Davi, por que você não se candidata a prefeito?”, “Davi, o prefeito nem sabe que a gente existe”, “Eu queria um cabra que nem você na prefeitura”, “Tá faltando gente da gente lá na prefeitura Davi”. Foram muitos pedidos e palavras de incentivo. Por outro lado, eu sou indignado com a forma que tratam o maceioense, não posso ficar de braços cruzados vendo que os anos passam e os problemas permanecem, e percebi que como deputado não consigo fazer nem 10% do que eu sonho para o povo de Maceió, me sinto de mãos atadas. Eu quero poder fazer mais e sei como fazer porque conheço Maceió e seus problemas como a palma de minha mão. Chegou a vez da nossa gente.

Uma campanha política nem sempre é marcada por ações éticas e discussões propositivas. Como o senhor irá reagir às provocações, ataques e até fake news?

Davi Filho – Quem me conhece sabe que sou sério, ético, transparente. Gosto de ouvir, debater, aprender. Então, podem ter certeza que a minha campanha vai ter a minha cara: propositiva, com participação ativa da nossa gente. O que me interessa é construir junto com o povo de Maceió um futuro melhor para a cidade, apresentar ideias inovadoras para superar velhos problemas. Fake News é crime e quem fizer vai ter que responder à justiça.

Falando em pandemia, a campanha deste ano vai ser atípica, com muitas restrições. Como o senhor tem se preparado para isso?

Davi Filho – Infelizmente a pandemia escancarou ainda mais o abismo social que existe no Brasil e em especial em Maceió. Mais uma vez a população mais carente foi a principal prejudicada, muitas vidas foram perdidas, uma realidade extremamente dolorosa. Diante de um cenário desse precisamos ter muita responsabilidade na campanha, seguir os protocolos de segurança para proteger a todos. Pra candidato que só faz campanha do gabinete vai ser mais fácil do que pra mim que estou acostumado com as ruas, o contato, o olho no olho. Mas vamos utilizar a tecnologia para ouvir e conversar com a população. Tenho certeza que seremos milhões de Davis nas redes sociais.

Estamos chegando próximo ao período das convenções partidárias e da montagem da chapa majoritária. Qual o perfil de sua coligação e do seu candidato a vice?

Davi Filho – Nesse momento tão difícil do Brasil a gente tem que construir pontes, juntar o máximo possível de forças pra tirar o país desse buraco. E a mesma coisa tem que acontecer aqui em Maceió. Estamos construindo uma grande aliança em torno de ideias e projetos que transformem de verdade a vida de nossa gente. É claro que o meu vice será alguém alinhado com esse pensamento. Sempre tive um bom diálogo com as mais diversas correntes políticas e hoje tenho boa interlocução tanto com o governo federal quanto com o governo estadual. Me sinto preparado pra liderar essa mudança que Maceió precisa. Agora, eu quero reafirmar que as alianças políticas são muito bem-vindas, mas a principal aliança é com o nosso povo.

Uma vez eleito prefeito de Maceió, qual o maior desafio a ser enfrentado? Quais as prioridades?

Davi Filho – Hoje no Brasil ainda morrem em média mil pessoas por dia vítimas do coronavírus. Aqui em Maceió, graças a Deus, já conseguimos reduzir consideravelmente esse número. Mas se antes da pandemia a vida em Maceió já estava bem difícil pra milhares de pessoas, agora ficou ainda pior. São milhares de desempregados, o turismo e o comércio vivem seu pior momento. O meu primeiro desafio será liderar essa retomada econômica e social da nossa cidade, priorizando os que mais precisam. Mas não podemos esquecer que Maceió tem outros grandes e históricos problemas: longas filas no atendimento da saúde, faltam creches para as crianças, o saneamento chega para poucos, nossa gente se espreme no transporte público, só para citar alguns exemplos. O desafio é enorme, mas a vontade de fazer é maior ainda.

Qual seria o perfil de uma eventual gestão de Davi Filho na prefeitura?

Davi Filho – Acho que a minha grande missão é transformar a Prefeitura de Maceió em uma prefeitura que olhe, sobretudo, para as pessoas que mais precisam. E pra cumprir essa missão vou reunir os melhores quadros, gestores com perfil técnico, mas também com olhar social. Como deputado sempre fiz uma política de corpo a corpo, próximo à população. Como prefeito isso vai continuar, pode ter certeza: o meu gabinete serão as ruas de Maceió. 

Calendário eleitoral Eleições 2020

A seguir o Calendário Eleitoral a ser cumprido por coligações, partidos e  candidatos até as eleições .

31 de agosto a 16 de setembro: Realização das convenções partidárias para definição de coligação e escolha dos candidatos. As convenções poderão ser por meio virtual. 

26 de setembro: Último dia para registro das candidaturas; início do prazo para que a Justiça Eleitoral convoque partidos e emissoras de rádio e TV para elaboração do plano de mídia. 

Após 26 de setembro: Início da propaganda eleitoral, inclusive na internet. 

9 de outubro: Início da propaganda gratuita em rádio e televisão.

27 de outubro: Divulgação de relatórios pelos partidos, coligações e candidatos discriminando os recursos recebidos do Fundo Partidário, do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e outras fontes, bem como os gastos realizados. 

15 de novembro: 1º turno das eleições 

29 de novembro: 2º turno das eleições

       

Postado por Pedro Oliveira

Eleições em Maceió: O embate começou

28.08.2020 às 13:55

Para refletir:

Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos.(Nelson Rodrigues)

.Voltamos esta semana com a terceira entrevista com os pré-candidatos a Prefeitura de Maceió. Após Alfredo Gaspar e Ronaldo Lessa é a vez de JHC dizer de seus propósitos se eleito, para capital alagoana no quadriênio de sua administração.

JHC foi o Deputado Federal mais votado da história de Maceió em 2018. Está em seu segundo mandato na Câmara dos Deputados onde também já exerceu o cargo de Terceiro Secretário da Mesa Diretora. É o presidente da Frente Digital do Congresso Nacional com passagem também pela Frente Parlamentar de Cidades Inteligentes, Fundos de Pensão e Previdência e das 10 Medidas de Combate a Corrupção. Doou seu auxílio-paletó para a Universidade Estadual de Alagoas e é autor de projetos importantes como a venda direta do etanol, reconhecido recentemente pelo presidente Jair Bolsonaro, e a recente vitória na aprovação de sua emenda sobre os precatórios do FUNDEF garantindo 60% para os professores. Mesmo com a pandemia, continuo atuando e conseguiu permitir o remanejamento das emendas parlamentares em todo o Brasil. Dessa forma, conseguiu colocar R$ 11,5 milhões diretamente para ações de saúde no combate a Covid19 em Maceió. Com trabalho também em Maceió, foi responsável por obter os fingers do aeroporto, além de ter atuado com medidas jurídicas na questão dos radares e da zona azul. JHC é advogado, mestrando em Administração Pública e especialista em Direito Digital, além de ter realizado cursos no exterior, inclusive representando a Câmara dos Deputados em missões internacionais. 

1) O que o motivou para encarar o desafio de uma pré-candidatura a prefeito de Maceió?

A minha trajetória política me preparou para esse momento. Foi chegada a hora. Tenho a experiência de 10 anos na vida política e pública e aprendi muito. Amadureci, convivi com opiniões diferentes, quebrei paradigmas aqui na Assembleia Legislativa e mesmo na Câmara dos Deputados, quando acharam que eu não ia me destacar, consegui ser extremamente atuante e relevante na Casa, sendo até Terceiro Secretário da Mesa Diretora. Agora, tenho certeza que tenho muito a contribuir para Maceió. Desde a campanha de 2016 venho desenvolvendo cada mais meu olhar como gestor, buscando referências de projetos em outras cidades, olhando alternativas e dialogando com diferentes atores da sociedade e sei que Maceió precisa de alguém que coloque os maceioenses em primeiro lugar, sem usar artifícios de acordos ou interesses próprios. Nunca utilizei atalhos e continuarei seguindo meu caminho com coragem, transparência e muito trabalho. Sou menos de falar e mais de fazer. E é isso que quero entregar para Maceió: um protagonismo que ela jamais teve.

2) Uma campanha política nem sempre é marcada por ações éticas e discussões propositivas. Como senhor irá reagir às provocações, ataques e até Fake News?

Venho acompanhando a discussão das fake news de maneira muito ativa, pois sou o presidente da Frente Digital do Congresso Nacional. É claro que condeno qualquer tipo de fake news, todos condenamos. Eu, inclusive, já fui vítima diversas vezes de fake news, inclusive agora na própria pandemia. Enquanto meu objetivo era trabalhar para salvar vidas, trazendo recursos e apresentando projetos que beneficiassem os maceioenses, fui vítima de um disparo maldoso que quis denegrir a minha imagem. E já deixo o recado: isso não me atinge. Sempre utilizei dos modos legais e acredito que esse tipo de situação deva ser resolvido na justiça. Recentemente, estive reunido com a Comissão da União Europeia e o case deles é interessante porque definiram políticas de privacidade e transparência de forma extra-legal, ou seja, sem a intervenção do Estado e sem margem para a censura. Sou contrário ao PL das Fake News que está em debate na Câmara justamente por acreditar que devemos garantir a transparência, privacidade e o direito fundamental à liberdade de expressão

3) Falando em pandemia, a campanha desse ano vai ser atípica, com muitas restrições. Como senhor tem se preparado para isso?

De fato será uma campanha diferente e desafiadora em muitos aspectos, mas estou preparado. Se tem uma coisa que aprendi ao longo dos anos, foi a me adaptar aos diferentes cenários. Acredito que isso é uma característica extremamente forte da minha geração e isso não me assusta. Lamento muito por não termos aquela energia tão comuns nas caminhadas pelas ruas, mas tenho certeza que encontraremos novas formas de interação, com respeito a todos os procedimentos, afinal, é o respeito pela saúde dos maceioenses. E, claro, as redes sociais irão ganhar ainda mais relevância. Elas sempre foram meu canal oficial de comunicação com as pessoas e agora não seria diferente. É através delas que recebo demandas e também o apoio para seguir esse caminho. E vamos trazer mais novidades na linguagem nesse período. Além disso, tenho percorrido muitos bairros, visto de perto as necessidades das comunidades, dialogado com segmentos de classe, tudo isso sempre com equipe reduzida e respeitando as medidas de proteção.

4) Estamos chegando próximo ao período das convenções partidárias e da montagem da chapa majoritária.  Qual o perfil de sua coligação e do seu candidato a vice-prefeito?

O perfil será o mesmo da minha trajetória política: independente, livre e com coragem. Quanto à composição para a chapa majoritária, também atenderá o que criamos até aqui: será feita em torno de ideias, valores e uma postura independente em relação à vida pública.

5) Uma vez eleito prefeito de Maceió, qual o maior desafio a ser enfrentado? Quais as prioridades?

Maceió deve ser encarada como uma cidade de oportunidades. Nosso povo tem uma capacidade incrível que precisa ser potencializada. É claro que a crise causada pela pandemia da Covid19 provocou consequências que impactaram diretamente a geração de emprego e renda, mas precisamos criar um ambiente amigável ao empreendedorismo, das maiores às menores empresas, negócios e atividades. E pensar nesse cenário também nas periferias. Por que não fomentar iniciativas público comunitárias, aceleração de cooperativas e associações? Isso é totalmente possível. Temos também um número ainda maior de pessoas em situação de vulnerabilidade social que não podem ser esquecidas. O Auxílio Emergencial (AE), que votei favorável na Câmara, foi essencial para esse momento de pandemia aos informais e trouxe também um diagnóstico importante sobre a economia da nossa cidade e, por isso, que propus um projeto para permitir o acesso dos dados do AE para criação de programas de renda locais. Só em Maceió, segundo dados do Ministério da Cidadania, foram mais de 76 mil famílias beneficiadas com o auxílio. Defendo uma gestão de oportunidades para os maceioenses e iremos trabalhar para isso.

6) Qual seria o perfil de uma eventual gestão de JHC na prefeitura?

Um JHC atuante e com capacidade de entregas concretas para os maceioenses. Sou um político que olha para os resultados. Acredito que planejamento, construção de ideias e referências são fundamentais, mas tudo isso precisa ser convertido em ações práticas na vida das pessoas. Minha gestão vai ser ativa, olhando para os grandes problemas da cidade, sem conversas e sim encarando o desafio e buscando a viabilidade. A questão do afundamento dos bairros de Maceió, por exemplo, venho atuando nesse assunto desde o início do problema. Propus a Comissão Externa na Câmara, venho participando de diversas reuniões no Conselho Nacional de Justiça e buscando a justiça material e moral para cada família e comerciante. São quatro bairros que fazem parte da história da capital e que não podem ser esquecidos. Muito pelo contrário, nós precisamos aprender com a história. E tenho certeza que os maceioenses já aprenderam que discursos falaciosos, como o De Frente Para a Lagoa, não levam a cidade para frente. E é para lá que nós queremos levar Maceió: para frente!

Calendário eleitoral Eleições 2020

A seguir o Calendário Eleitoral a ser cumprido por coligações, partidos e  candidatos até as eleições .

31 de agosto a 16 de setembro: Realização das convenções partidárias para definição de coligação e escolha dos candidatos. As convenções poderão ser por meio virtual. 

26 de setembro: Último dia para registro das candidaturas; início do prazo para que a Justiça Eleitoral convoque partidos e emissoras de rádio e TV para elaboração do plano de mídia. 

Após 26 de setembro: Início da propaganda eleitoral, inclusive na internet. 

9 de outubro: Início da propaganda gratuita em rádio e televisão.

27 de outubro: Divulgação de relatórios pelos partidos, coligações e candidatos discriminando os recursos recebidos do Fundo Partidário, do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e outras fontes, bem como os gastos realizados. 

15 de novembro: 1º turno das eleições 

29 de novembro: 2º turno das eleições

Postado por Pedro Oliveira

Maceió: o embate já começou

Entrevista com o pré-candidato à prefeitura de Maceió, Ronaldo Lessa

22.08.2020 às 11:56


Para refletir

“O primeiro requisito para uma ordem social melhor é o retorno à liberdade irrestrita de pensamento e de expressão”.  (Ludwig von Mises)


Dando sequência a série de entrevistas com os pré-candidatos à Prefeitura de Maceió, a coluna publica uma conversa com o ex-governador Ronaldo Lessa – que postula mais uma vez o cargo máximo do executivo da capital, após já ter exercido o mandato  anteriormente. Pesquisas recentes apontam Lessa como um dos fortes concorrentes na disputa que se avizinha, com uma campanha atípica motivada pela pandemia do Coronavírus. E uma eleição com muitas dúvidas, muitos temores que e poderá trazer também grande surpresas ao abrir das urnas. 

Ronaldo Augusto Lessa Santos nasceu em Maceió, em 25 de abril de 1949. É pai de Nina e de Nivaldo. Formado em engenharia pela UFAL, foi destacado atleta de vôlei. Na universidade teve início sua trajetória de líder estudantil, chegando a ser preso pela ditadura. No início dos anos 70 mudou para o Rio de Janeiro, onde foi vice-presidente do Sindicato dos Engenheiros. Trabalhou em obras como o metrô e a construção da ponte Rio-Niterói. Retornou a Maceió e elegeu-se deputado estadual, em 1982, pelo PMDB; depois vereador, 1988, prefeito de Maceió, em 1992. Em 1996, foi consultor do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), nos Estados Unidos. Em 1998 foi eleito governador de Alagoas e reeleito com grande aprovação popular. Em 20015 assumiu uma cadeira na Câmara Federal e escolhido coordenador da bancada. Lessa foi também presidente da AMA e coordenador da Frente Nacional dos Prefeitos. Ingressou no PDT em 2015. 

O que o motivou para encarar o desafio de uma pré-candidatura a prefeito de Maceió? 

A princípio, atendendo um chamamento do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que esteve aqui em julho do ano passado, durante uma convenção, e disse que não era o momento de eu me aposentar, que a situação do país não permitia que nos afastássemos da política. Naquela época, havia outros dois pré-candidatos dentro do partido, Kátia Born e Judson Cabral, mas eles me chamaram e pediram que aceitasse o desafio. Então, houve uma conjunção de apelos. Além disso, a realidade, o fato de sentirmos que precisávamos participar da vida nacional, sobretudo em nosso Estado, em Maceió. Do ponto de vista pessoal, tem o fato de já ter sido prefeito de Maceió e ter deixado o cargo com aprovação máxima da sociedade. Acho que a experiência conta, e como disse Ciro Gomes numa live que fizemos: não é hora para estagiários. 

Uma campanha política nem sempre é marcada por ações éticas e discussões propositivas. Como o senhor irá agir reagir às provocações, ataques e até fake News?

Vou reagir com tranquilidade, tentando sair desse debate. Acho que fake News é algo que a sociedade em que rejeitar, não pode alimentar esse tipo de coisa. Querer se destacar usando o ódio, a calúnia contra outra pessoa. Ninguém constrói uma sociedade desse jeito. Espero que a ética prevaleça e que a gente faça um bom debate. E que a sociedade escolha o melhor baseada em fatos, em propostas; não em falsas notícias. 

Falando em pandemia, a campanha desse ano vai ser atípica, com muitas restrições. Como o senhor tem se preparado para isso? 

A vida é um eterno aprender. A vida lhe ensina, mas nem tudo. Essa pandemia me obrigou a fazer algo que nunca tinha feito em 40 anos de vida pública. Tive que recorrer às redes sociais, às diversas plataformas, ou seja, à toda essa parafernália que a modernidade trouxe e que é importante para facilitar a comunicação. Nesse período de quarentena, foram meses de lives, até reuniões do partido, votações. Nos reinventamos para nos adaptarmos aos novos tempos. 

Estamos chegando próximo ao período das convenções partidárias e da montagem da chapa majoritária. Qual o perfil de sua coligação e do seu candidato a vice-prefeito? 

Tenho conversado com partidos de esquerda e partidos de centro. Não tenho como juntar à direita. Onde a direita prevaleceu no mundo, foi um desastre. Meu campo é o campo democrático, é onde busco me situar e montar uma chapa com esse perfil. O vice você não pode pré-estabelecer. É lógico que eu gostaria que fosse uma mulher. Acho que as mulheres precisam ocupar mais espaço na política. Quando fui prefeito, minha vice foi Heloisa Helena, e tivemos um ótimo resultado. Quando sai indiquei Katia Born. Quando fui governado criei a primeira secretaria da mulher do Brasil, Vanda Menezes foi a secretária. Mas não é necessariamente uma obrigação. Até o final do mês, vamos ver entre os partidos quem vai ser o vice ou a vide, a partir de um consenso. 

Uma vez eleito prefeito de Maceió, qual o maior desafio a ser enfrentado? Quais as Prioridades? 

Os desafios são muitos, mas acho que o principal, depois dessa pandemia, é você cuidar da população com prioridade total. Porque o nível de desemprego e de gente precisando do olhar do governo é grande, e o governo tendo uma política de aconchego, de abrigar, de puxar os outros setores para trabalhar juntos, vai ser fundamental para responder as necessidades depois da pandemia. Mas há outras coisas que são desafios: o mercado público, a orla lagunar, o salgadinho, são problemas que precisam de atenção, além, evidentemente, de pôr todas as crianças na escola, lugar de criança é na escola, e trabalhar para aperfeiçoar o sistema de prevenção à saúde em Maceió. 

 Qual seria o perfil de uma eventual gestão de Ronaldo Lessa na prefeitura? 

Não mudaria meu conceito de humanismo. As pessoas em primeiro lugar. É por isso que existe o governo, é o equilíbrio. A sociedade é formada por diferenças, econômicas inclusive. O papel do estado é de abrigar. Quando governei alagoas, criei a secretaria de proteção às minorias, de direitos humanos. Além disso, em a questão técnica. Sou engenheiro, fui professor, é a minha marca, minha cara. O que tem que mudar é dar respostas novos a problemas novos. Quando fui prefeito, Maceió tinha uma população menor do que tem hoje. O perfil é esse. Uma gestão voltada para o povo, ouvindo, democratizar isso. Democratização participativa, não apenas a democracia dos poderes, que tem que prevalecer, não defendo qualquer tipo de ditadura. Defendo a democracia participativa, aquela onde as escolas são controladas por professores, alunos e funcionários. Vamos precisar de regiões administrativas com conselhos, opinando sobre orçamento e estabelecendo prioridades. 

A Justiça Eleitoral, sempre equivocada e com decisões arbitrárias, lhe trouxe sérios problemas em eleições anteriores. Resuma o seu sentimento para esta eleição. 

Não gosto de ficar olhando para trás. A gente tem que seguir em frente, olhar para frente e imaginar que o melhor vai vir. Então espero que os erros cometidos, as injustiças não se repitam. O tempo amadurece os poderes vão amadurecendo, a sociedade obriga a isso. Eu tenho a esperança que a gente possa atravessar isso sem os problemas do passado.

Calendário eleitoral Eleições 2020

A seguir o Calendário Eleitoral a ser cumprido por coligações, partidos e  candidatos até as eleições .

31 de agosto a 16 de setembro: Realização das convenções partidárias para definição de coligação e escolha dos candidatos. As convenções poderão ser por meio virtual. 

26 de setembro: Último dia para registro das candidaturas; início do prazo para que a Justiça Eleitoral convoque partidos e emissoras de rádio e TV para elaboração do plano de mídia. 

Após 26 de setembro: Início da propaganda eleitoral, inclusive na internet. 

9 de outubro: Início da propaganda gratuita em rádio e televisão.

27 de outubro: Divulgação de relatórios pelos partidos, coligações e candidatos discriminando os recursos recebidos do Fundo Partidário, do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e outras fontes, bem como os gastos realizados. 

15 de novembro: 1º turno das eleições 

29 de novembro: 2º turno das eleições

Postado por Pedro Oliveira

Maceió: o embate já começou

15.08.2020 às 12:40

Nas próximas eleições, adiadas por causa da pandemia para o dia 11 de Novembro e havendo segundo turno 29 do mesmo mês teremos um embate aguerrido, com candidaturas para todos os gostos na capital alagoana. Irão se apresentar, após as Convenções, mais de dez candidatos, porém apenas quatro candidaturas competirão, Alfredo Gaspar (MDB), JHC (PSB), Ronaldo Lessa (PDT) e Davi Davino (PP). Já se observa que por conta do momento que vivemos e certamente perdurarão até o pleito, inúmeras restrições impostas para evitar contágios. Por conta desses fatos não acontecerá a efervescência natural das eleições anteriores. Outro detalhe a se esperar é a maciça abstenção geral de eleitores que não pretendem se arriscar por causa do Coronavírus, quando a própria Justiça Eleitoral teme pela falta de mesários e pessoal de apoio pelos mesmos motivos. Diria que essa eleição é um tiro no escuro e como diz a história nela “pode acontecer tudo, inclusive nada”. 

Para que possamos conhecer os candidatos e suas propostas para Maceió a coluna vai publicar entrevistas com os quatro postulantes melhor colocados, nas pesquisas eleitorais, oferecendo ao leitor um perfil adequado para que possa escolher o melhor prefeito para a capital alagoana. O ex-procurador-geral de Justiça de Alagoas

Alfredo Gaspar de Mendonça Neto foi promotor público por quase 25 anos, ou seja, metade de sua vida. Na condição de representante do MP de Alagoas, participou também das investigações de casos de grande repercussão no estado, compôs o Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) e coordenou o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do MP. Em 2015, assumiu a tarefa de comandar a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas e implantou um duro modelo repressivo que fez cair os números oficiais de mortes decorrentes de crimes violentos em todo o Estado. Por seu trabalho pela paz e contra a violência, Alfredo Mendonça foi eleito presidente do Grupo Nacional de Combate ao Crime Organizado (Gncoc). Desde o início desse ano, abriu mão de sua carreira no MP e aceitou o desafio de ser pré-candidato a prefeito de Maceió.

O que o motivou a deixar uma carreira sólida no Ministério Público para encarar o desafio de uma pré-candidatura a prefeito de Maceió?

Eu quero transformar a vida das pessoas para melhor, essa é a minha motivação principal. Sempre gostei de enfrentar desafios e posso garantir que o meu caminho se mantém o mesmo, porque ele é pautado por princípios, mas também por ideais. Tudo o que construí, inclusive no MPE e no período em que estive à frente da Secretaria de Segurança Pública, teve esta base. A minha maior motivação, para cogitar o que chamaria de um passo à frente nesta trajetória, é a vontade e a disposição para fazer mais pelas pessoas. A população pode esperar de mim o que sempre teve: autenticidade, dedicação e determinação. O que me levou a ingressar no Ministério Público, onde defendi e pratiquei o que acredito, agora me estimula a seguir em frente nessa nova etapa da minha vida. Aprendi muito, amadureci, conquistamos muitas vitórias e creio que posso fazer muito mais pela minha cidade.

Uma campanha política nem sempre é marcada por ações éticas e discussões propositivas. Como senhor irá reagir às provocações, ataques e até Fake News?

 Espero que as instituições estejam prontas para manter a campanha dentro da legalidade. Da minha parte, essa jornada será exclusivamente de propostas e conteúdo. Os ataques sempre vão fazer parte e vou reagir da forma madura, dentro do bom senso. O mais importante é manter o equilíbrio, ouvir as pessoas, apresentar um projeto consistente e defender essas propostas com objetividade e determinação. Hoje o mundo está sendo bombardeado por notícias falsas, seja no campo da política, seja no combate à pandemia do Coronavírus. Temos que nos resguardar na verdade e nos princípios por ela regidos. Estou pronto para enfrentar qualquer adversidade para alcançar a realização deste sonho que, na verdade, é coletivo.

Falando em pandemia, a campanha desse ano vai ser atípica, com muitas restrições. Como senhor tem se preparado para isso?

É verdade. A pandemia tem nos trazido um aprendizado constante, tanto na vida quanto na política. A maior dificuldade até agora, neste período de pré-campanha, está na impossibilidade de encontrar com um grande número de pessoas, como acontecia em outros pleitos. Procuramos fazer visitas pontuais e planejadas, já que precisamos ouvir de perto as pessoas e dialogar as soluções dos problemas existentes. Mas sempre atendendo às recomendações das autoridades de saúde. Também temos usado as redes sociais e demais ferramentas de comunicação, como os aplicativos de mensagens rápidas a exemplo do WhatsApp, para manter esse contato sempre próximo. A prioridade é passar nossas propostas de forma objetiva e ouvir a demanda das pessoas.

Estamos chegando próximo ao período das convenções partidárias e da montagem da chapa majoritária. O seu candidato a vice será mesmo o ex-secretário Tácio Melo?

Eu sempre fui muito transparente nas minhas decisões. Eu tenho acompanhado a trajetória de Tácio Melo faz algum tempo, ele foi meu aluno na faculdade, o conheço desde muito jovem. O presidente estadual do Podemos já mostrou muita competência em sua vida profissional, desde quando ingressou na Polícia Rodoviária Federal até os cargos que ocupou na gestão municipal. Por tudo isso, tê-lo como parceiro na eleição municipal muito me honra. Foi essa carreira exitosa que o credenciou a compor a nossa pré-candidatura. Ao construir essa convergência, tive o apoio do governador, de quem fui secretário de Segurança, e do prefeito, com quem sempre tive uma relação respeitosa. A chegada de Tácio vem consolidar essa união de propósitos.

Uma vez eleito prefeito de Maceió, qual o maior desafio a ser enfrentado? Quais as prioridades?

 Tenho cada vez mais convicção de que precisamos ouvir as pessoas. Por isso a missão na pré-campanha tem sido manter um diálogo aberto com as comunidades, com especialistas de diferentes áreas, representantes dos muitos segmentos da nossa cidade, como as entidades de classe, os setores produtivos, o terceiro setor, as instituições religiosas, o setor cultural e o setor esportivo, dentre outros. Desse modo estamos coletando quais as demandas, os verdadeiros anseios. Saúde, Educação, Desenvolvimento Econômico, Geração de Empregos e Renda, Mobilidade, tudo isso já faz parte das demandas de todos os cidadãos. Mas onde podemos fazer a diferença? Onde podemos evoluir para um desenvolvimento mais amplo? Acho que esse é o grande desafio. Só poderemos avançar com humanidade, quando garantirmos uma maior igualdade entre os diversos grupos que formam a sociedade, principalmente a parcela mais vulnerável da população.

Qual seria o perfil de uma eventual gestão de Alfredo Gaspar na prefeitura?

A minha característica principal é a autenticidade e é isso que as pessoas podem esperar de mim. O projeto com o qual estamos sonhando pensa no melhor para os maceioenses. A minha experiência profissional e de vida só me fez renovar essa disposição. As muitas batalhas que enfrentei legaram ainda mais vontade de fazer. Me sinto pronto para novos desafios, porque tenho a disposição e a prática de quem viveu e aprendeu muito ao longo dos últimos 25 anos de trabalho. 

Opinião de especialista

 A coluna também ouviu o analista político, professor Marcelo Bastos sobre o  momento das eleições em Maceió. Confira abaixo sua análise;

Marcelo Bastos: A corrida para a prefeitura de Maceió já deu seu pontapé inicial alguns institutos já apresentaram algumas pesquisas em relação a intenção de votos. As pesquisas realizadas têm uma mesma linha de entendimento nessas primeiras pesquisas. É bom lembrar que pesquisa é a fotografia do momento, nos temos ai pela frente mais de três meses para o pleito que vai acontecer. Nessas primeiras pesquisas que nós tivemos acesso o candidato JHC (PSB) aparece em primeiro lugar, em segundo lugar aparece Alfredo Gaspar (MDB), em terceiro o candidato Ronaldo Lessa (PDT) e em quarto Davi Davino. Como ainda temos muitas pesquisas à frente e muitos fatos irão acontecer. Essa é uma eleição atípica, pois diante da pandemia consequentemente aquele trabalho de corpo a corpo, aquelas caminhadas, principalmente nas periferias, com um mundo de gente é muito provável que isso não venha acontecer, pois se o candidato o fizer será uma anti-propaganda para ele, a tônica dessa campanha será dada pelas redes sociais, que serão o grande instrumento que os candidatos vão ter para chegar mais próximo do eleitor, pelas circunstâncias o Guia Eleitoral também terá maior visibilidade. Teremos em Maceió uma eleição com certeza de segundo turno. Com o quadro que se mostra nenhum candidato irá conseguir atingir um número de votos para vencer em primeiro turno. Temos hoje treze (13) pré-candidatos, porém são esses quatro candidatos que vão brigar. É uma eleição que promete ser uma das mais acirradas dos últimos tempos. Porém política e eleições são um processo dinâmico e basta um fato relevante para mudar  todo o cenário. Temos que aguardar os novos capítulos, os novos fatos e situações. Teremos outra rodada de pesquisa nos próximos dias para a gente ver como o eleitor está se comportando a cada mês, para essa corrida à prefeitura de Maceió. 

Postado por Pedro Oliveira

O genocídio à esquerda

02.08.2020 às 11:08


“Agora é hora de corrigir os rumos para que a Lava Jato não perdure”.(Augusto Aras – o homem que vai acabar com a operação Lava Jato).


Um grupo de entidades sindicais brasileiras ingressou com uma ação no Tribunal Penal Internacional, em Haia (Holanda), contra o presidente Jair Bolsonaro, por crime contra a humanidade.

A Rede Sindical Brasileira Unisaúde, formada por entidades de saúde e que representa mais de um milhão de trabalhadores do setor, acusa o presidente de "falhas graves e mortais" no combate à pandemia do Coronavírus.

Segundo ela, desde o início da crise sanitária o governo brasileiro tem adotado postura negligente e irresponsável que contribuiu para que o país atingisse a marca de mais de 80 mil mortes pela nova doença.

A Unisaúde é coordenada pela UNI Américas, um braço regional da UNI Global Union, federação sindical que representa mais de 20 milhões de trabalhadores do setor de serviços em cerca de 150 países. 

“O governo federal deveria ser considerado culpado por sua insensível atuação frente à pandemia e por se recusar a proteger os trabalhadores da saúde", afirmou o secretário regional da UNI Américas, Marcio Monzane. "Buscar a Corte Penal Internacional é uma medida drástica, mas os brasileiros enfrentam uma situação extremamente difícil", acrescentou.

Vamos aos fatos: O que é genocídio? - Essa palavra faz menção a qualquer tentativa de exterminar um grupo de pessoas por conta de sua etnia, raça, religião ou nacionalidade.

É considerado um crime contra a humanidade por meio de uma determinação realizada pela ONU, em 1948. 

Para os representantes dos trabalhadores, o presidente colocou em risco a saúde da população ao promover aglomerações sem o uso de máscara e ao fazer propaganda de medicamentos como a hidroxicloroquina. Segundo o maior estudo feito no país sobre a substância ela não tem eficácia no tratamento da doença.

"O Brasil está há mais de dois meses sem um titular na pasta da saúde, no meio da maior crise sanitária do último século, que já ceifou milhares de vidas e deixou mais de 2 milhões de pessoas doentes", afirmou o grupo de entidades de saúde em um comunicado.

Para especialistas em Direito Internacional o documento não passará nem do nível preliminar na Corte. “Tenho convicção que essa queixa, como as anteriores não vai passar nem na análise inicial, vai ser barrada no início”, afirma Sylvia Steiner, ex-juíza do Tribunal Internacional. 

Nem precisa ser especialista para saber da burrada cometida pela esquerda exacerbada que não se conforma com a derrota nas urnas em 2018. È muito ruim para o Brasil que por irresponsabilidade dessa natureza é exposto à comunidade internacional com uma pauta negativa que desgasta nossa credibilidade.

E o “genocídio” petista?

Por que o mesmo grupo então não denunciou os governos petistas do passado, responsáveis pelo roubo descarado do dinheiro público, afetando o fornecimento de merenda escolar, fechando hospitais e atingindo em cheio uma imensa população de miseráveis que fingiam defender?  Porque são iguais até na hipocrisia.

Governo desumano

Alagoas com indignação leu o texto postado pelo combativo jornalista Odilon Rios sobre o chocante caso em que o governo do estado se negou a ajudar uma criança de nove meses, que sofre da Síndrome de West cuja vida depende de um medicamento muito caro (R$ 14 mil). Pasmem que mesmo com uma decisão judicial através da juíza Joice Florentino que bloqueou o valor necessário à compra, porém o inusitado aconteceu: a conta indicada pela Defensoria Pública não tinha saldo suficiente para o confisco.

“Estou nessa busca há oito meses pelo medicamento, relatou a aflita mãe da criança, Patrícia Melo Santos Nogueira”.

A magistrada declarou: “a Justiça tentará outras contas do Estado. A luta é incessante, mas não depende só do Judiciário”.

Resumindo: é preciso muita insensibilidade e falta de amor ao próximo de alguém que exerce uma falsa liderança política e é responsável pelo direito à vida dos alagoanos. 

Os alagoanos decepcionados certamente saberão dar a resposta adequada quando o govenador se apresentar candidato ao Senado.

O começo do fim da Lava Jato

A cada dia se evidencia que o procurador Augusto Aras, chegou ao cargo máximo do Ministério Público fruto de uma poderosa trama com o principal objetivo: acabar com a Operação Lava Jato. Uma real ameaça para políticos corruptos, responsável pelo desmantelamento da maior quadrilha da história política brasileira, se encaminha para um final melancólico, diante aos olhos de um país apático e abatido pelo desânimo. 

Esta semana o ministro responsável pelas decisões do STF durante o recesso do tribunal, Dias Toffoli, mandou a Lava Jato compartilhar seus arquivos com a PGR, determinou o arquivamento de 3 investigações motivadas pela delação de Sergio Cabral e proibiu a PF de fazer uma operação de busca e apreensão no gabinete do senador José Serra. Sinais dos tempos novos e sombrios.

O entendimento de Toffoli transforma o Congresso em território livre e imune, uma espécie de templo sacrossanto onde os parlamentares podem ocultar provas, com a segurança de que seus gabinetes, além deles mesmos, serão protegidos pelo instituto do foro privilegiado. 

Renan Filho: o algoz dos servidores

Os servidores públicos de Alagoas continuam na luta contra ações de perseguição mesquinha do governador Renan Filho contra as diversas categorias dos que trabalham para fazer a máquina administrativa funcionar. A exceção dos comissionados, aqueles que geralmente estão no serviço público por vias atrofiadas como o compadrio e as lambanças políticas tão maléficas para os cofres públicos, o funcionalismo tem sido a tônica da pauta repressora adotada pelo chefe do Executivo, desde o seu primeiro mandato. Ressalte-se que a caneta do governador jamais foi usada para beneficiar o funcionalismo, diferente dos seus antecessores que sempre reconheceram as demandas justas das categorias. Por vontade própria o governador se transformou no grande algoz dos servidores públicos e por isso vai amargar um preço amargo no futuro quer ele escolheu.

Senador Fernando Collor tem estreitado muito suas relações com prefeitos e lideranças do interior. Asfaltando sua caminhada em 2022. Sabe o que faz e sabe fazer.

Ronaldo Lessa entra na disputa pra valer. Disputa a vaga com muita chance, se a justiça caolha não lhe perseguir mais uma vez

Postado por Pedro Oliveira

Impeachment é golpe

25.07.2020 às 19:23


“Somos um país de ignorantes, estimulados por um irresponsável que ocupa a presidência, capaz de incentivar atitudes temerárias. Não por acaso muitos de seus seguidores têm morrido por desdenhar da Covid 19”. (Jornalista Juca Kfouri).

Um novo pedido de impeachment que acusa o presidente Jair Bolsonaro de praticar crimes de responsabilidade está no colo do deputado Rodrigo Maia  O documento de 133 páginas conta com o apoio de nomes como o cantor Chico Buarque, o ex-jogador Walter Casagrande, o músico Arrigo Barnabé, o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira e outros.

A iniciativa solicita a suspensão das funções presidenciais de Bolsonaro e que ele seja submetido ao julgamento de impeachment, a fim de que seja destituído do cargo e perca o direito de exercer funções públicas.

Numa extensa lista de supostos crimes de responsabilidade praticados pelo presidente, o pedido de impeachment cita ataques contra a imprensa  direcionamento ideológico de recursos no audiovisual, más condutas na área ambiental e atuação falha do governo durante a epidemia da Covid-19.

O capitão Bolsonaro não surpreendeu ninguém de bom senso com seu desgoverno destrambelhado e sua vertente autoritária. Só não se esperava que o desastre tivesse tamanha dimensão, levando o país a uma crise institucional, com resultados imprevisíveis, mas muito possivelmente muito ruins para a Democracia. Porém foi legitimamente eleito e chancelado por milhões de brasileiros, inclusive eu. 

Despreparado para o cargo que ocupa, ele e sua família com um passado nebuloso e um governo atabalhoado, vai levando sua gestão capenga aos trancos e barrancos. Mas nada disso é suficiente para se buscar sua destituição por vias tortas e confrontando o resultado das urnas. 

Ao que parece a única ação da esquerda frustrada é mesmo “apear” Bolsonaro do poder, com inconsistentes ações que mereçam abertura de um processo no Congresso. Vocês perderam “caras pálidas”. Impeachment é golpe! Tenta tirar nas próximas eleições em 2022. 

Maceió terá réveillon (em casa)

Maceió terá festas de Réveillon? Terá sim, mais cada um em suas casas, reunindo a família e festejando a passagem do ano, agradecendo inclusive por terminado um ano tão ruim como 2020, que desejamos acabe logo, junto com essa terrível pandemia. – “Não haverá queima de fogos (está decidido) e muito provavelmente deverão ser proibidas aglomerações com grandes shows e comemorações em espaços públicos e privados”.  Ninguém me contou. Ouvi do próprio prefeito Rui Palmeira, em conversa que tivemos na quarta feira. Está certíssimo o prefeito da capital. Na verdade, mesmo diante do cenário mais otimista dificilmente chegaremos a dezembro com essa crise epidêmica debelada e qualquer aglomeração desordenada poderá trazer consequências. Por outro lado são eventos que necessitam uma preparação e planejamento demandando tempo e investimentos. Segue ainda a Prefeitura recomendações das autoridades de saúde e será ouvido o Ministério Público.

Mas festejaremos em ambientes mais familiares, cumprindo à risca os rituais da virada do ano. Muitos poderão se deslocar às praias, mas sem aglomeração. Afinal réveillon é uma palavra francesa que designa a virada de uma noite longa (como as noites do Natal ou do ano-novo). Tal nome é uma derivação do verbo francês réveiller, que significa "despertar". Vamos despertar para um novo ano com esperanças no coração e agradecendo a Deus por estarmos vivos. 

E quando o Carnaval chegar?

Ainda é cedo, mas é muito provável que os festejos de Carnaval também sofram as consequências do Coronavírus. Dependendo do comportamento da crise e mais uma vez com avaliação de especialistas e ouvindo o Ministério Público, a exemplo de outras capitais (São Paulo, Salvador, Fortaleza) a prefeitura não realizará festas carnavalescas e proibirá aglomerações privadas. Ai o leitor pode questionar: - “Mas em fevereiro será outro prefeito”.   E eu respondo: sim, talvez, quem sabe? Em breve responderei aqui na coluna. Por enquanto ainda fique em casa.

Eles reformam, a gente se ferra

Está ai a Reforma Tributária proposta pelo governo federal para ser discutida e aprovada pelo Congresso. Já está evidente que as maldades e comprometimento com setores poderosos estão na pauta do ministro Paulo Guedes, privilegiando bancos (coitados) e grandes empresas. Em ano de eleição há uma reação natural na Câmara e no Senado.

Não podemos mais fazer remendos no nosso sistema tributário. Ao invés de discutir a recriação da CPMF, o Congresso Nacional deveria se ocupar em acelerar a tramitação da PEC 233, que trata da reforma tributária. Entre os seus pontos básicos está a proposta de acabar com a guerra fiscal entre os entes da federação.

Precisamos de mais simplicidade e equidade e menos burocracia no nosso sistema tributário. Mas, infelizmente, os governos tendem a concentrar a sua agenda legislativa em formas alternativas de assaltar o bolso do contribuinte.

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, comentou a proposta  enviada pelo governo na terça-feira (21) e rejeitou qualquer tentativa de instituir um tributo parecido com a antiga CPMF, que incidia sobre movimentações financeiras.

“Abrir o teto de gasto, criar um novo imposto para ter receita para gastar olhando a eleição, aí já desorganizou tudo que está sendo construído”, afirmou. 

“Nosso grande desafio do próximo ano é sentar em cima do teto de gastos e não deixar ninguém mexer, porque as tentações são grandes, e elas vão gerar aumento de carga tributária ou de dívida, que, no final, acaba sendo paga pela sociedade também, não tem jeito.”

O que é seu está guardado

Com articulações do SINDPREV-AL e várias outras instituições representativas do funcionalismo público estadual, inclusive dos Poderes Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas está em formação um “fórum permanente em defesa dos servidores públicos de Alagoas”, com o objetivo de somar esforços e dar mais consistência às demandas das categorias e de olho nas eleições de 2022. O governador Renan Filho, considerado o grande algoz do funcionalismo, será o alvo principal, tendo como meta a desestabilização de sua candidatura ao Senado. 

Por enquanto apenas uma divergência que será discutida nos próximos dias: algumas entidades desejam fazer já uma prévia para 2022, buscando a derrota do candidato do governo à prefeitura de Maceió. 

Uma coisa certa é que o governador , com o ressentimento dos servidores públicos, vai enfrentar dificuldades  somadas à seu índice de rejeição no eleitorado. 

Bodega para vender entulhos

O governo do presidente Jair Bolsonaro poderá criar uma nova estatal como parte de seus planos para privatizar a Eletrobrás. 

O governo prevê levantar cerca de 16 bilhões de reais com a privatização da Eletrobrás, que aconteceria por meio de uma capitalização da companhia por meio da emissão de novas ações e envolveria pagamento de outorgas à União. A operação poderia ser realizada no primeiro semestre de 2021, caso o projeto de lei seja aprovado pelos parlamentares ainda neste ano.

Para quem anunciou com tanta ênfase o fechamento de várias estatais e até agora nada aconteceu e estão sendo “negociadas” com o Centrão, criar mais uma só para vender entulhos é a cara desse desgoverno.

Senador Renan Calheiros está sendo duro na queda. Um ano e meio e ainda não aderiu ao governo. Ou não o querem lá?

Tem promotor de Justiça querendo administrar prefeituras. Pensam que podem tudo.

Eleições, se realizadas em novembro, terão a mais alta abstenção da história. 

Postado por Pedro Oliveira

Juiz não é Pop Star

17.07.2020 às 20:02


“Os juízes decidem com base em suas próprias satisfações e ouvem com parcialidade, rendendo-se aos contendores em vez de julgá-los” (Aristóteles) 

Convivi muito tempo com um magistrado, daqueles que hoje quase não mais existem, meu sogro e primo, desembargador Luis Oliveira Sousa, que entre muitas lições sempre fazia duas afirmações: “juiz que der sinais de riqueza, sem ter herdado merece ser investigado e juiz não é artista nem jogador para dar entrevista sobre processos ou decisões, suas falas devem estar apenas nos autos”. Ocupou o mais alto posto da Magistratura alagoana, como presidente do Tribunal de Justiça, sempre avesso a entrevistas e exposições desnecessárias. No ambiente institucional da harmonia dos poderes e pela deferência de Divaldo Suruagy, chegou a ocupar por alguns dias o cargo de governador. Cercado de jornalistas falou apenas de sua honra em colocar na sua história que governou Alagoas por cinco dias. Nada mais a acrescentar a não ser cumprir a liturgia do cargo e despachar uma agenda mínima que o titular deixou.

Não tinha, nem queria ter vocação para a política, mas havia naquele dia em sua agenda a audiência com uma senhora, pobre residente na periferia de Maceió. A secretária do Gabinete Civil, sua amiga Marlene Lanverly (que nos deixou há poucos dias) preocupada com a condução dessa audiência foi lá para ajudar. Ao entrar no gabinete deparou-se com o seguinte quadro: a mulher se acabando de chorar e o governador-interino também. Assustada perguntou do que se tratava e ele falou que a senhora havia pedido uma casa da COHAB para morar e ele havia dito que não tinha poderes para isso. De imediato Marlene falou: “Poder sim governador, pode assegurar que a casa está garantida”. A senhora ganhou a casa e quanto a ele acho que considerou o mais importante ato do seu “governo”. 

Hoje ao assistir o desfile ridículo de magistrados midiáticos, ávidos por ser noticia, alguns falando demais e muitos envolvidos em atos de corrupções, lembro-me das lições de dignidade e humildade que recebi de alguém que foi exemplo do bom juiz.

Quando Chico não é Francisco

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu conceder prisão domiciliar ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB). A decisão foi tomada no fim da noite de 3ª feira  pelo ministro presidente da Corte, Dias Toffoli. A defesa diz que o motivo do pedido foi o estado de saúde de Geddel. O ex-ministro tem 61 anos e é hipertenso. Por isso, estaria no grupo mais vulnerável à pandemia de covid-19. O teste de Geddel deu positivo para a doença. Mas a contraprova deu negativo. Mesmo assim a decisão foi mantida. Só para lembrar Geddel é aquele em cujo apartamento a Polícia Federal encontrou malas com 51 milhões roubados do dinheiro público.

“Como se sabe zelar pela segurança pessoal, física e psíquica dos detentos, constitui dever inafastável do Estado”, escreveu Toffoli na decisão.

Já o também ex-deputado Nelson Meurer não teve essa sorte. O mesmo Supremo que protegeu Geddel, não concedeu a ele o benefício. Ressalte-se: contraiu a doença na Penitenciária, teve o diagnóstico confirmado, tinha 77 anos, sofria de comorbidades acentuadas como diabetes, cardiopatia e problemas renais graves. O mesmo faleceu na prisão. O ministro Edson Fachin, veio a público apresentar os pêsames e pedir desculpas à família. Tarde demais.

O mico do governador

A notícia repercutiu em Brasília, principalmente no palácio do Planalto e no Congresso, com direito até a comemoração. Com a determinação do presidente em “tolerância zero” com o governador de Alagoas a ordem foi cumprida à risca. Na inauguração de obras do governo federal no interior foi retirado da placa comemorativa o nome de Renan Filho propositalmente. Até o prefeito da cidade teve direito à honraria. Na ocasião também muitos risinhos disfarçados, de políticos que fazem oposição ao governo local. Renan não passou recibo, mas intimamente sabe-se que foi grande o constrangimento. O ministro Rogério Marinho, que visitava Alagoas, se esmerou em atenções ao prefeito Rui Palmeira (também por recomendação de Brasília) e com o governador apenas o tratamento institucional. Para quem tem a vaidade como uma de suas marcas, deve ter se sentido “ferido de morte”. Eu acho é pouco.

Enviado de Deus?

Diante do aumento da pressão das Forças Armadas para tentar se dissociar da gestão de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde, o presidente Jair Bolsonaro divulgou uma mensagem em que defende o general e rebate as críticas de que existe uma militarização excessiva da pasta.

Segundo Bolsonaro, Pazuello é um "predestinado" e motivo de orgulho para o Exército.

O texto do presidente foi publicado em meio à crise aberta com as declarações do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para quem o Exército, ao ocupar postos-chave na Saúde em meio à pandemia do Coronavírus, está se associando a um genocídio.

"Quis o destino que o general Pazuello assumisse a interinidade da Saúde em maio último. Com 5.500 servidores no ministério, general levou consigo apenas 15 militares para a pasta. Grupo esse que já o acompanhava desde antes das Olimpíadas do Rio", afirmou Bolsonaro.

Rui Palmeira prestigiado

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, trouxe boas novas para a administração do prefeito Rui Palmeira e seu projeto de uma “Nova Maceió”. A retomada das obras do “Residencial Vilas do Mundaú”, no bairro Vergel do Lago, que beneficiará 1.776 famílias com unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida, além de outros investimentos do governo federal.

Rui Palmeira destacou a novidade que beneficiará moradores da orla lagunar. "Ficamos muito felizes com a visita do ministro Rogério Marinho, que trouxe boas novas para Maceió. Foram várias ações positivas aqui na nossa cidade, e a gente agradece, mais uma vez, ao presidente Jair Bolsonaro". Ao contrário do governador, o prefeito é bem visto em Brasília.

Collor em ação

O senador Fernando Collor tem se revelado, a figura mais importante da bancada alagoana no Senado. Sua aceitação junto aos prefeitos do interior é estratégica e certamente lhes trará bons resultados na disputa pela vaga em 2022. Conhece da política como poucos, transita em todos os setores e tem proximidade muito estreita com a imprensa. Sempre muito cordato é um senador com prestígio no Congresso Nacional e visto com simpatia no Palácio do Planalto. Pelo andar do “cortejo” é bom que o governador Renan Filho repense uma candidatura a deputado federal, pois ao que parece a cadeira do Senado permanece com o titular. Eu aposto.

O governador Renan Filho, terá adversários fortes caso seja candidato em 2022. Sindicatos, entidades de classes e o funcionalismo público, que ele despreza não o perdoarão. 

No governo do Estado dois secretários se destacam e fazem a diferença. Maurício Quintella (Infraestrutura) e Rafael Brito (Desenvolvimento Econômico e Turismo) O resto é “bijuteria”.  

Postado por Pedro Oliveira

Eis aqui o prefeito de Maceió

12.07.2020 às 16:24

“Existe uma deformação lastimável na consciência política coletiva do nosso povo: o povo adora ser enganado”. (Renée Venâncio)

Teremos este ano uma eleição completamente atípica, para prefeitos e vereadores, por vários fatores, sendo o primeiro deles a realização do pleito em plena pandemia do Coronavírus. O calendário eleitoral foi alterado para que o primeiro turno seja realizado em 15 de Novembro e as cidades onde haja segundo turno que este ocorra em 29 do mesmo mês. Nisso tudo há uma enorme expectativa: como estarão as condições de saúde pública? E se com o fim do isolamento social o vírus se expandir e a contaminação aumentar? Supondo que dê tudo certo quais as providências para a preservação dos eleitores, as aglomerações nas filas de votação, o contato com as urnas eletrônicas, entre mesários e eleitores e outros cuidados necessários à defesa individual? Uma coisa é certa em minha visão: a abstenção será recorde em todo o país. 

Em Maceió, pelas previsões reais a disputa será voto a voto. Com muitas dificuldades para os candidatos em campanha por conta da pandemia e o contato com eleitores. Diferente de eleições anteriores outro fato que vai pesar o que é positivo, é a imoral compra de votos e os famigerados “cadastros eleitorais” elemento fundamental para as “quadrilhas” que elegem bandidos. Mas eles darão um jeito. São “especialistas”.

Para a prefeitura três nomes de peso, tornando impossível antecipar qualquer avaliação pelo menos até o momento. 

Eis eles: Ronaldo Lessa, João Henrique Caldas e Alfredo Gaspar. Qualquer nome fora os três é “figuração”. Fortes o suficiente para um enfrentamento com resultado imprevisível. 

Para os leitores mostro nesta edição o perfil de cada um dos candidatos.

Cartas na mesa. O jogo vai começar e é pesado. Que ganhe o melhor para Maceió.

Ronaldo Lessa 

Considerado um dos melhores prefeitos de Maceió (1992/1996) fez sua carreira política deslanchar por sua atuação eficiente e contestatória. Carismático e bom orador empolga a população principalmente as de mais vulnerabilidade. Foi vereador por Maceió, deputado estadual com uma passagem marcante no plenário da Assembleia Legislativa. 

Em 1998, já filiado ao PSB, torna-se governador de Alagoas, eleito ainda em primeiro turno, reelegendo-se em 2002. Obteve uma vitória histórica enfrentando todos os caciques da política alagoana e a grande maioria das bancadas da Assembleia Legislativa e do Congresso Nacional. Implantou mudanças estruturais importantes em seu governo. Valorizou o servidor público e dialogou sempre com as lideranças de classe. Deixou obras importantes a exemplo do Centro de Convenções, um equipamento de incremento ao turismo há muito reclamado, melhorou o sistema rodoviário e teve uma política de gastos responsável. Corajoso, enfrentou setores com viés político no Judiciário e Ministério Público, que o perseguiram covardemente. Isso lhe custou algumas ações, a maioria sem a mínima procedência. Fez um governo empreendedor, mudou a feição da Educação, Saúde e Assistência Social. Cometeu um erro no seu relacionamento com prefeitos e lideranças políticas do interior e por conta perdeu a eleição para o Senado para Fernando Collor, quando todos já contavam com uma vitória certa.

Em 2014 foi eleito deputado federal, onde desempenhou um mandato com eficiência, sendo considerado como o melhor desempenho entre a bancada alagoana. Candidato à reeleição em 2018 obteve uma excelente votação, mas por pouco não conseguiu se reeleger, fruto controvérsias sobre a validade ou não de sua candidatura, uma vez que permaneceu “sub judice” até as vésperas da eleição, por mais equívocos do Poder Judiciário. 

Traído pelo governador Renan Filho, pois era o candidato natural do governo, reformulou seu grupo político e parte para a disputa com muita chance de vencer. 

João Henrique Caldas (JHC)

Filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Foi o candidato a deputado federal mais votado nas eleições de 2018 em Maceió, obtendo 89.376 votos, conseguindo também ser o mais votado no estado cravando a marca de 178.645. Foi deputado estadual aos 23 anos de idade e se destacou com um mandato proativo 

Entre as ações desempenhadas, destacam-se a criação da Comissão de Ciência e Tecnologia, Parlamento Jovem, Comissão de Defesa do Consumidor e Contribuinte, Comissão Especial das Enchentes e denúncias de irregularidades que mais tarde culminariam com o afastamento da Mesa Diretora, então presidida pelo deputado Fernando Toledo (PSDB). 

Em junho de 2013, João Henrique apresentou documentos que indicavam possíveis irregularidades na movimentação bancária da Assembleia Legislativa. Segundo o deputado, R$ 4,7 milhões teriam sido sacados sem justificativa no ano de 2011. Foi eleito deputado federal em 2014, para a 55.ª legislatura (2015-2019), quando se elegeu nas eleições daquele ano como Deputado Federal mais votado de Alagoas, conseguindo mais de 68 mil votos apenas na capital. Nas eleições de 2016, ficou em terceiro lugar como candidato a prefeito pelo PSB, obtendo 21,78% dos votos válidos (menos de 3% de diferença para o segundo colocado Cícero Almeida do PMDB) na disputa contra Rui Palmeira que obteve mais de 46%.

É considerado um parlamentar atuante e influente no âmbito do Congresso Nacional, com trânsito livre no Palácio do Planalto e Ministérios. Bem articulado, jovem com vasta experiência do processo legislativo e exímio negociador político.   

Alfredo Gaspar de Mendonça

Neófito na política é uma grande incerteza ainda no campo eleitoral. Vai fazer o seu primeiro teste em uma luta que será disputada palmo a palmo com fortíssimos adversários. Ao seu favor conta com uma grande vantagem; deverá ser apoiado pelo governador Renan Filho e o prefeito Rui Palmeira, o que já lhe garante bastante fôlego. Nisso tudo há um “senão”... O governador vai chegar às eleições com um índice de rejeição altíssimo. Suas ações equivocadas  na pandemia, as acusações de desvios de finalidades que virão à tona na campanha e sua perseguição aos servidores públicos poderão tirar muitos votos do candidato por ele apoiado.

Alfredo Gaspar teve uma carreira brilhante no Ministério Público Estadual, aonde chegou ao mais alto cargo de procurador geral de justiça. Líder nato, defensor intransigente da moralidade pública é a representatividade do político modelo ideal. 

Postado por Pedro Oliveira


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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