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Nosso primeiro corrupto

28.06.2021 às 09:20

 

Para refletir: “Talvez tenhamos errado ao pedir ao presidente para usar máscara. O certo mesmo seria focinheira ou bridão de argola”. (Senador Renan Calheiros).

Nosso primeiro corrupto

Em 1549, desembarcou no Brasil o primeiro funcionário público ficha-suja de nossa história. Pero Borges foi nomeado ouvidor-geral, cargo equivalente ao de ministro da Justiça, apesar da mácula em seu currículo: seis anos antes, fora condenado em Portugal por desvio de verba para construir um aqueduto - o roubo inviabilizou a obra.

Ele chegou a ser julgado e afastado do serviço público por ter embolsado metade do custo do aqueduto - ou um ano de seu salário. Veio para o Brasil como parte de sua punição, mas com poder (o ouvidor-geral podia até condenar índios e escravos à morte), gordo salário e pensão para a mulher se manter em Lisboa. Ai já a justiça da corte ensinava ao Brasil a maneira correta de julgar políticos e pessoas influentes. O nepotismo e o tráfico de influência também têm origens nessa época. As nomeações estavam "quase que exclusivamente" ligadas ao fato de "ter ou não o progenitor (do pretendente) servido à Coroa" e eram vinculadas a casamentos e ligações familiares.

As pessoas compravam os cargos ou recebiam do rei como forma de premiação por algum serviço, então acabava-se criando a ideia de que se podia usá-los a seu dispor".

Vemos então que a corrupção nasceu quando o Brasil também nascia e daí por diante foi apenas aperfeiçoando. Os mensalões, o roubo por parte de agentes públicos e principalmente por políticos são práticas mais que centenárias e que vão seguindo no princípio da hereditariedade. Aqui é assim: o avô roubava, foi sucedido pelo pai e depois pelos filhos se locupletando.

Não importa de onde venha a grana podre eles roubam. Dos hospitais, das escolas, dos miseráveis famintos e mais recentemente da pandemia que matou mais de 500 mil e prefeitos, governadores, ministros e outras autoridades são suspeitas de se apropriar. 

A morte dos Seresteiros

A cultura de Maceió, não bastasse o marasmo que a domina permanentemente, leva um baque de extrema gravidade com o fim das atividades de um de seus principais incentivadores, o grupo conhecido como “Seresteiros da Pitanguinha”. Responsável pela animação de grandes carnavais e muitas atividades festivas em nossa capital e ponto de reunião dos amantes da boa música, contribuiu imensamente para o brilhantismo das nossas atividades culturais de qualidade.  Sua diretoria fez publicar uma nota oficial, onde entre outras coisas diz: “enfim, sai de cena a Seresta da Pitanguinha, sem violões, cavaquinhos e percussão. Apenas seu estandarte faz evoluções provocadas pelo vento frio e forte da última caminhada.

Pelas ruas da Pitanguinha, seus cantores acompanham o cortejo, mudos, em respeito aos milhares de mortos, vítimas deste mal tão devastador, que sufocou e matou também nossos sonhos”.

As consequências da pandemia e o roubo de todos os seus instrumentos musicais, em sua sede, foram o golpe mortal para os Seresteiros da Pitanguinha. A coluna lamenta e presta uma homenagem aos dois ícones, que durante anos conduziram, com amor e muita dedicação o grupo cultural, os seresteiros chefes Emmanuel Fortes e Alfredo Gazzaneo, aos quais Alagoas muito deve. 

Além de queda, coice

Não bastasse as dores de cabeça que a CPI da pandemia, no Senado, tem causado ao presidente da República, aparece a real possibilidade da instalação de uma outra, desta vez na Câmara dos Deputados 

As denúncias de possíveis irregularidades no processo de aquisição da vacina indiana Covaxin começaram a movimentar também a oposição na Câmara dos Deputados, que já fala em tentar protocolar também ali uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito, que estão chamando de CPI da Corrupção na Saúde.

O líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), informou que os partidos contrários ao governo Jair Bolsonaro irão representar ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas da União para que sejam apuradas as denúncias.

Os líderes de oposição na Câmara dizem também que irão convocar o ministro da Justiça, Anderson Torres, para apurar se o presidente Bolsonaro levou o caso até o ministério e se a Polícia Federal abriu inquérito para investigar tais irregularidades. O deputado Luiz Miranda (DEM-DF), irmão do servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda, afirmou que alertou o presidente sobre irregularidades no processo de compra e que o presidente lhe dissera na ocasião que acionaria a Polícia Federal.

“As denúncias de corrupção na importação da Covaxin são gravíssimas. É preciso esclarecer quais medidas foram tomadas após a comunicação dos fatos ao presidente da República e quem são os envolvidos no esquema. Por isso, vamos representar ao MPF, ao TCU, convocar os ministros da Justiça e da Saúde e coletar assinaturas pra CPI da Corrupção na Saúde”, afirma Alessandro Molon.

Alagoas ganha novo hospital

O Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS), em Delmiro Gouveia, foi entregue esta semana pelo governador Renan e o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres.

"A entrega desse hospital coloca um ponto final na saga que sempre foi a vida da população sertaneja, que era tratada em outras regiões de Alagoas e até em outros Estados brasileiros, que fazem divisa com essa parte de Alagoas", lembrou Renan Filho.

Prevista para dezembro, a entrega do HRAS foi antecipada em razão da pandemia da Covid-19 e começa a funcionar nesta terça-feira (22).

"Estamos abrindo o hospital agora, nesse momento, pelo senso de urgência que essa pandemia impõe a todos. Agora teremos leitos de UTI e clínicos para tratar Covid no Sertão, bem como todos os exames disponíveis, especialmente o mais complexo deles: a tomografia computadorizada, que também será feita aqui no Hospital do Alto Sertão", assegurou o governador.

Mais uma ação louvável, do governador Renan Filho que assume o protagonismo nacional como o estado que mais tem feito durante o período de combate a pandemia

Pílulas do Pedro

Cuidar muito da tecnologia digital e relegar o humano, não é apenas burrice, mas também criminoso.

Há quem aposte que Bolsonaro agora cai. Eu acho que não, mas fica podre.

Se os servidores estaduais não receberem este mês com as regras de previdência mudadas os culpados serão os deputados.

Postado por Pedro Oliveira

Lei de improbidade mudando pra pior

19.06.2021 às 14:00

 

Para refletir;“A introdução do voto impresso seria uma solução desnecessária para um problema que não existe”, (Ministro Luiz Roberto Barroso, presidente do TSE) 

Lei de improbidade mudando pra pior

Beirando a imposição do presidente, Arthur Lira a Câmara aprovou o projeto  que passa a exigir que se comprove a intenção de lesar a administração pública para que a acusação formalizada pelo Ministério Público seja recebida. O projeto original foi apresentado em 2018 pelo deputado Roberto de Lucena (Podemos-SP) e tramitava em uma comissão especial, onde foi discutido por juristas, advogados, especialistas e deputados. A relatoria foi entregue ao deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Em outubro do ano passado, ele apresentou um parecer preliminar.

Diante das críticas recebidas, Zarattini reformulou seu parecer para que fosse votado pelo colegiado. Lira, porém, decidiu retirar o projeto da comissão especial e levar a votação diretamente ao plenário.

Em casa de ferreiro...

O presidente da Câmara já foi condenado em duas ações por improbidade administrativa na Justiça de Alagoas e pode se beneficiar de eventuais alterações nas regras de punição.

Antes da votação, Arthur Lira fez um discurso defendendo as mudanças. “Uns vão dizer que o que fizermos é açodamento. Outros vão dizer que é flexibilização. Vão sempre dizer alguma coisa”, disse. “Mas o importante não é o que dizem. São os nossos atos. Se eles são benéficos para o país, se ajudam a melhorar a vida das pessoas” (tão bonzinho).

O que muda na lei de improbidade

Descrição dos atos de improbidade

Como está hoje O texto da lei é muito genérico sobre as situações que podem configurar improbidade, deixando margem para que até decisões e erros administrativos sejam enquadrados na legislação

O que muda O projeto de lei traz definições mais precisas sobre as hipóteses de improbidade e prevê que não configura improbidade a ação ou omissão decorrente da divergência interpretativa da lei

Forma culposa de improbidade

Como está hoje A lei estabelece que atos culposos, em que houve imprudência, negligência ou imperícia podem ser objeto de punição

O que muda Proposta deixa na lei apenas a modalidade dolosa (situações nas quais houve intenção de praticar a conduta prejudicial à administração). Medida deve promover redução significativa nas punições, pois é muito mais difícil apresentar à Justiça provas de que o agente público agiu conscientemente para violar a lei

Titular da ação

Como está hoje O Ministério Público e outros órgãos públicos, como a AGU (Advocacia-Geral da União) e as procuradorias municipais podem apresentar as ações de improbidade à Justiça

O que muda O Ministério Público terá exclusividade para a propositura das ações segundo a proposta aprovada na Câmara dos Deputados.

Cumprindo compromisso 

O prefeito de Maceió, JHC sancionou o Projeto de Lei que regulamenta o rateio de recursos de precatórios do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério). 

Na presença de professores, JHC comemorou a conquista para os trabalhadores. “O projeto de lei foi aprovado por unanimidade e agora nós estamos sancionando para que a gente possa, na Justiça, fazer esse acordo e, logo em breve, conseguir o rateio, assegurando assim que a Constituição Federal seja preservada. Que a gente consiga fazer valer a lei, fazer justiça”, disse, ao agradecer aos profissionais pela confiança.

Caça aos corruptos em Alagoas

Está apenas começando a fase de operações da Polícia Federal em Alagoas, com mandatos de busca e apreensão de gestores públicos acusados de fraudes e desvios de dinheiro do combate ao Coronavírus. A operação denominada “sufocamento” faz alusão tanto ao efeito devastador provocado pela Covid-19 nos doentes, como ao objetivo pretendido pela investigação de reprimir a atuação dos membros do grupo criminoso que estariam dilapidando recursos públicos federais destinados ao tratamento da população da cidade de Girau do Ponciano e outros municípios alagoanos.

Além dos mandados de busca e apreensão, o Poder Judiciário determinou o sequestro de bens móveis e imóveis, inclusive veículos automotores e valores porventura depositados em qualquer instituição financeira, a que título for, de algumas das pessoas físicas e jurídicas investigadas; a suspensão do exercício de toda e qualquer função pública na Administração Municipal de Girau do Ponciano. As operações se estendem a Arapiraca e Campo Grande.

Segundo fontes da Polícia Federal e Ministério Público, outras cidades alagoanas estão sob investigação e logo serão “visitadas”.

Onde passa deixa obra

O governador Renan Filho onde está passando no interior deixa projetos na Saúde, na Educação e rodovias de boa qualidade de presente para a população. Sua presença, por onde passa, deixa prefeitos, lideranças políticas e o povo agradecidos, por benefícios há muito esperados em governos anteriores.

Com esse ritmo de realizações e ainda o que tem por fazer daqui pra frente, está também construindo “estrada asfaltada e segura” rumo ao senado federal e eleição de seu sucessor.

Política é jogo para profissional e nisso ele é professor.

Do baixo clero

Se as eleições fossem hoje dificilmente o senador Rodrigo Cunha teria alguma chance de vitória. A avalanche de votos equivocados que teve, fruto de eficiente e enganosa mídia social, na última eleição, jamais se repetiria. Desempenha um mandato pífio e também inflado pelo fator midiático. Sua figura passa despercebida no Senado Federal. Se ousar ser candidato a governador em 2022, tem tudo para levar um tombo de perder o endereço de casa. Mais da metade do seu eleitorado se mostra decepcionado com o desempenho do senador.

Pílulas do Pedro

Ponto para o secretário Alfredo Gaspar na solução do sequestro da jovem Mariana em menos de 24 horas.

Secretário de Saúde, Alexandre Ayres, é a bola da vez na equipe do governador RF. Tem fôlego e é competente.

Postado por Pedro Oliveira

Barba, cabelo e bigode

13.06.2021 às 10:00

 

Para Refletir:

“Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons propósitos”. (Nelson Rodrigues).


Barba, cabelo e bigode

Dá pra perceber que tem sido difícil para o governador Renan Filho cumprir tantos compromissos de lançamentos de programas, obras e novos projetos nas áreas de infraestrutura, saúde, educação e segurança. Não bastasse o tempo que lhe exige o combate a pandemia, mantendo Alagoas como o maior exemplo de eficiência em vacinação, atendimento hospitalar e resultados positivos na guerra contra o vírus, sua agenda está “engarrafada” com tantos compromissos no interior e na capital, iniciando grandes obras estruturais, levando água e asfalto em números nunca vistos em qualquer governo que o antecedeu. Na pauta saúde não basta combater o “bicho”, mas também entregar hospitais novos, modernos e capazes der salvar vidas do povo alagoano. Na educação deu um salto de qualidade e de repente vemos aí um protagonismo de fazer inveja a outros estados da federação. Renan Filho traz debaixo do braço, uma agenda criativa, surpreendente e empreendedora. Continuando nesse ritmo, o que certamente tende acontecer, caminha para o cenário político com folego e cacife para fazer “barba, cabelo e bigode”, não deixando nem rastro para a oposição.

Enrolado e mentindo

A cada dia o presidente é apanhado em uma mentira, novos ataques à imprensa, novas quebras de ética e responsabilidade de governar. Em nota enviada à imprensa, o Tribunal de Contas da União (TCU) desmentiu a declaração dada por Jair Bolsonaro sobre a produção de um relatório de recontagem sobre o número de mortos pelo novo Coronavírus no país. A nota também foi divulgada nas redes sociais.

O órgão também afirmou que "não foi o autor de documento que circulou na imprensa e nas redes sociais intitulado 'Da possível supernotificação de óbitos causados por Covid-19 no Brasil'"

Em conversa com apoiadores no cercadinho do Palácio da Alvorada na manhã de segunda feira (7), o presidente citou um relatório do TCU, onde revelava que metade das mortes registradas por covid-19 foram por outras causas, não pelo vírus.

Tão podre quanto

Sandra Terena, ex-secretária de Igualdade Racial do Ministério dos Direitos Humanos na gestão de Damaris Alves e esposa do blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, aparece em investigação da Polícia Federal por suspeita de manter como cuidadora de seus filhos uma funcionária comissionada da pasta. Essa mesma funcionária também prestava pequenos serviços para Sandra, como agendar manicure.

A funcionária morou com a família durante alguns meses enquanto, conforme dados do ministério, trabalhava no órgão. O serviço de internet da casa do casal, ainda de acordo com a investigação, está em nome dela. As informações também foram confirmadas pela ex-secretária.

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Carlos Reis

Fui amigo do relações públicas Jalmeri Fernandes Reis, mais de quarenta anos atrás. Homem digno, profissional competente, que muito contribuiu para a sociedade alagoana. Mais tarde, no governo Ronaldo Lessa fui encontrar e me tornei amigo do delegado Carlos Reis (filho do Jalmeri) com as mesmas características do pai, com um ingrediente a mais: apaixonado pela carreira policial da qual se tornou um dos mais capacitados especialistas do país. Fez vários cursos no exterior. Em Israel, participando de treinamentos com agentes de vários países, foi laureado como um dos melhores, na avaliação de uma das mais conceituadas academias de polícia do mundo.

Hoje, alçado por mérito e justiça ao posto de Delegado Geral do estado, presta uma colaboração inestimável, ao lado do secretário Alfredo Gaspar, na diminuição da violência e na qualidade da segurança pública de Alagoas. 

Vida curta

O jovem secretário de Turismo da capital, Ricardinho Santa Rita, parece que entra na política partidária de maneira enviesada, o que não é bom para quem está começando. Escolheu para chamar de seu o partido do vice-prefeito Ronaldo Lessa, mas ao que parece não foi bem recebido. Dirigentes e militantes partidários têm se queixado da maneira de agir do novo pedetista, considerando suas posições “incômodas”. Na opinião de um cacique do PDT “ele vale pouco e fala demais”. Tudo pode ser ciúme ou mesmo a preparação do tombo do secretário.

Não cabe reclamar

O tenente-coronel Marcos Vanderlei, que foi exonerado do cargo subcomandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC) ocupou as redes sociais para denunciar que e demissão deu-se “por ordem do Palácio dos Palmares com o pretexto que minhas publicações  são contrárias ao governo e ao senador Renan Calheiros, além de ser favorável ao presidente Bolsonaro” E acrescentou: “Cabe indenização”. 

Engano do Coronel, pois ocupava um cargo de confiança, demissível ad nutum (a qualquer tempo) por seus superiores. Sua exoneração é legal e correta. Fica com sua patente, mas não com o cargo de comandante.

A palavra do governador

“O Governo do Estado vai investir, até o final do próximo ano, R$ 1 bilhão em obras de duplicação de rodovias em todas as regiões. No total, serão implantados 597 km. Isso representa um acréscimo de 1.890% na malha viária estadual, uma vez que, até 2015, Alagoas só havia duplicado acanhados 30 km.

Na economia tem um termo que se chama externalidade positiva de uma obra. A implantação de uma estrada tem externalidade positiva de um para cinco. Ou seja, para cada Real que o Estado investe, o setor produtivo investe mais cinco na economia. O que isso significa? Se a gente está investindo R$ 1 bilhão em rodovias em Alagoas – com recursos próprios e operações de crédito – serão investidos outros R$

5 milhões”. – Governador Renan Filho.

Pílulas do Pedro

Não adianta aparecer na mídia atacando a Braskem e tomar cafezinho com diretores da empresa para se confraternizar.

Quer saber a respeito de um gestor? Verifique o seu entorno e encontrará o caráter dele.

Postado por Pedro Oliveira

O tom e o compasso

06.06.2021 às 10:40

 

Para refletir

“Se o presidente da República não parar com essa pulsão de morte, cada vez mais as pessoas irão às ruas, pelo desespero e pelo agravamento da doença” (Senador Renan Calheiros).


O governador Renan Filho está de olho voltado para a pandemia com o objetivo que Alagoas continue no protagonismo da vacinação e cuidados sanitários, porém a pauta política não está colocada de lado. Tem conversado com aliados visando construir uma frente eleitoral robusta para as eleições do próximo ano. Tem ampla vantagem nas pesquisas para o Senado, mas ainda não bateu o martelo e só no inicio de 2022 revelará o seu destino. Para a disputa de seu sucessor só o tempo dirá o tom e o compasso, tudo dependendo do que lhe der mais segurança para seu projeto político. O candidato pode vir da Assembleia ou de sua base governista, que tem bons nomes. Se o “ungido” for do entorno palaciano dois nomes se sobressaem : Maurício Quintella, secretário de Infraestrutura, com enorme visibilidade política, inclusive como ministro dos Transportes ou Alexandre Ayres , secretário de Saúde, jovem e promissor quadro que se revelou o destaque da equipe , por sua atuação aplaudida na condução da política de combate à pandemia e sua gestão firme e empreendedora na pasta.

Agindo com cautela e ao seu modo, o governador pode surpreender com uma chapa imbatível, embora saibamos que essa será uma das eleições mais disputadas dos últimos tempos. É jogo de profissionais e esse ele sabe jogar.

Caça aos ratos

Em operação contra desvios de recursos para o combate à Covid-19, a Polícia Federal cumpriu, esta semana,  25 mandados judiciais em Manaus e em Porto Alegre, incluindo busca e apreensão na casa do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e a prisão temporária do Secretário Estadual de Saúde, Marcellus Campêlo, que aconteceu no mesmo dia, no aeroporto da capital.

"Há indícios de que funcionários do alto escalão da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas realizaram contratação fraudulenta, para favorecer grupo de empresários locais, sob orientação da cúpula do governo do estado, de um hospital de campanha que, de acordo com os elementos de prova, não atende às necessidades básicas de assistência à população atingida pela pandemia”, afirma a PF.

Os crimes em investigação são de fraude à licitação, peculato e pertencimento a organização criminosa. Se condenados, poderão cumprir pena de até 24 anos de reclusão, afirma a PF.

Nos próximos dias há previsão de novas operações mirando governadores e prefeitos que supostamente usaram indevidamente recursos para ações no combate ao Coronavírus. 

Capacitando servidores

A prefeitura de Palmeira dos Índios vai realizar um programa continuado de capacitação de seus servidores com vistas a modernizar, oferecer serviços púbicos de qualidade e valorizar todo o seu pessoal. O início do programa vai contemplar a Secretaria Municipal de Educação com uma plataforma de treinamentos para gestores, professores e pessoal administrativo, como parte de uma ampla modernização de conceitos e acessibilidade à modernas práticas, com atualização pedagógica e princípios fundamentais, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e profissional.

Cientista alagoana

A Rede Brasileira de Mulheres Cientistas, passa a contar com a participação da professora Luciana Santana, do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade Federal de Alagoas em seu Comitê Executivo. Criada para promover debate público sob a condição das mulheres brasileiras na pandemia da covid-19, a Rede nasceu a partir da mobilização de mais de três mil cientistas do país que assinaram um documento denominado de Carta de Lançamento, contendo, principalmente, propostas para debate público em torno de seis grandes temas visando à implementação de políticas públicas.

Mestre e doutora em Ciência Política, atualmente a professora Luciana coordena o Projeto Governos Estaduais e ações de enfrentamento da pandemia de covid-19, que reúne mais de 40 pesquisadoras.

Liberdade de expressão

A tenente-coronel Camila Paiva está tendo a sua conduta investigada pelo Conselho Estadual de Segurança Pública de Alagoas depois de sua participação em ato contra o presidente do Jair Bolsonaro.

O procedimento foi aberto para apurar possíveis transgressões disciplinares. Nas redes sociais, Camila Paiva havia se posicionado e colocou sua opinião como cidadã diante das tomadas de decisões de Bolsonaro que vem afetando o país com a crise da pandemia. 

O que diz o Conseg: “Fatos noticiados dão conta de que a Tenente-Coronel Camila Paiva, integrante do Corpo de Bombeiros Militar, participou de manifestações político-partidário, bem como promoveu manifestação no interior do Colégio da Polícia Militar de Alagoas, portanto Organização Policial Militar, nascendo a necessidade de apuração de possível prática de transgressão disciplinar por parte da Tenente-Coronel”, diz trecho da portaria do Conseg. 

O que diz a militar: “que ainda não foi comunicada sobre o procedimento e que outros militares de já participaram de diversos atos políticos e não foram alvos do mesmo procedimento investigatório”. 

O que diz a coluna: O Conseg teria coisas mais importantes a fazer, a exemplo de apuração de espancamentos, prisões arbitrárias e constrangimento por parte de maus militares. Deixa a Camila, uma policial exemplar e atuante, se manifestar!

O troco ao genocida

Em resposta ao patético e deplorável “discurso” do presidente genocida, na quarta feira, por rede nacional, a maioria dos membros da CPI da Covid fez publicar uma nota forte e merecida, na qual destaca: “A inflexão do Presidente da República celebrando vacinas contra a Covid-19 vem com um atraso fatal e doloroso. O Brasil esperava esse tom em 24 de março de 2020, quando inaugurou-se o negacionismo minimizando a doença, qualificando-a de ‘gripezinha’.

As lideranças da CPI, por seu presidente senador Omar Aziz (PSD-AM); vice Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL), ainda ressaltaram: “A reação é consequência do trabalho desta CPI e da pressão da sociedade brasileira que ocupou as ruas contra o obscurantismo. Embora sinalize com recuo no negacionismo, esse reposicionamento vem tarde demais. A CPI volta a lamentar a perda de tantas vidas e dores que poderiam ter sido evitadas”.

Pílulas do Pedro

A miséria se alastra e ninguém faz nada. Canteiros das avenidas e marquises de prédios abrigam, a cada dia, maior número de pedintes, famílias famintas e sem teto.

Eles prometem tudo em campanha e quando eleitos esquecem quem os ajudou. Sorte que o eleitor tem também memória curta.

 

Postado por Pedro Oliveira

Os crimes da Braskem e a complacência do poder público

30.05.2021 às 16:00

Para refletir:

“Ministro vai ao Maranhão levar testes de Covid e o presidente faz uma procissão de louvor à pandemia, no Rio, espalhando o vírus”. (Senador Renan Calheiros).


Quando não é destruindo nossos bairros, desabrigando milhares e causando prejuízos vultosos é contaminando nossas lagoas, agredindo nosso meio ambiente e agindo criminosamente contra o povo alagoano.

Como nada lhe acontece, pela inercia ou morosidade do Poder Judiciário e Ministério Público e também das autoridades públicas que deveriam, por dever, cuidar dos interesses do povo, os estragos vão continuando, as agressões sucedendo e o povo que se lasque. 

Só o povo fala e reclama e o poder público se cala como se tivesse medo ou fosse conivente com atos criminosos, ninguém, sabe à custa de que.

Os órgãos de meio ambiente são incompetentes e incapazes de qualquer ação para intimidar essas agressões constantes ao meio ambiente, que a cada episódio degrada um pedaço do nosso solo e da vida de nossa gente. Estamos hoje com vários bairros literalmente destruídos pela ação criminosa da Braskem, que desde que aqui se implantou. Pessoas desesperadas, histórias transformadas em tragédia, vidas roubadas.

Os estragos e os crimes da Braskem servem hoje como cenário de demagogia para políticos inescrupulosos usarem como palanque eleitoral, a cada campanha. A farsa segue e nossa cidade vai morrendo.

Braskem II

Destruindo sonhos e matando a Cultura

Entre os milhares de pessoas atingidas pelo crime ambiental da Braskem, famílias desestruturadas, pequenas empresas fechadas, histórias pessoais ceifadas, destaco o Ballet Eliana Cavalcanti, implantado no bairro do Pinheiro, com mais de 40 anos de atividades, formando grandes valores da dança e brilhando nos palcos, em vários estados, elevando o nome de Alagoas, laureado com prêmios , medalhas, títulos e formando bailarinos hoje espalhados pelo mundo.

A professora Eliana Cavalcanti, membro da Academia Alagoana de Letras e pessoa da mais alta relevância para nossa cultura, foi atingida em cheio pela sanha assassina da Braskem e praticamente ninguém chegou para lhe prestar apoio e tentar reverter os danos patrimoniais e morais da destruição de sua casa de ballet.

Nenhuma autoridade, nenhum político, esteve ao lado da bailarina Eliana Cavalcanti que ali no Pinheiro, construiu um sonho, ao edificar um prédio compatível com o alto nível do seu ballet, tudo transformado em um pesadelo

Heloisa Helena

A ex-senadora Heloísa Helena está de volta a Brasília e com todo gás. Convocada para auxiliar na Comissão Parlamentar de Inquérito da COVID, lotada no gabinete do líder da minoria, senador Randolfe Rodrigues, com certeza prestará um relevante serviço por sua experiência e desejo enorme de servir, principalmente quando se trata de pauta em defesa do país e das minorias.

Detalhe: Heloisa Helena, hoje no comando nacional da Rede Sustentabilidade, tem recebido insistentes pedidos para ser candidata nas próximas eleições em Brasília ou Rio de Janeiro. Eu mesmo já lhe dei minha opinião a respeito: torço para que ela aceite. Alagoas fica com seus “coronéis do trabuco”. 

Bolsonaro mente

O governo Bolsonaro foi eleito a partir do disparo em massa das chamadas fake news. Após eleito, a mentira e o ódio tornaram-se métodos políticos para manter sua base social radical organiza Essa nova forma de governar fundada na “mitomania”, ou seja, numa compulsão por mentir, ganhou novos episódios grotescos envolvendo a Caixa. Em evento recente em Manaus, Jair Bolsonaro, acompanhado do presidente do banco, Pedro Guimarães, teve a desfaçatez de dizer que a instituição lucrou mais em seus dois anos e meio de governo do que na soma dos governos Lula e Fernando Henrique Cardoso (FHC).

Mas não parou por aí. Disse, ainda, que nos seus quatro anos de governo (ninguém sabe se vai conseguir concluir o mandato), a Caixa terá lucro maior que em seus 158 anos anteriores.

Em outro evento, desta vez em Alagoas, o presidente afirmou que no governo Lula, a Caixa só deu prejuízo. São afirmações absolutamente mentirosas que não se sustentam nem resistem a uma singular apuração. Mentiras que partem do medo e do desespero de Bolsonaro com o fato de Lula estar liderando em todos os cenários para a corrida eleitoral de 2022. (mensagem que me foi passada pela amiga Erika Kokay, deputada federal pelo DF e ex-servidora da Caixa Econômica).

Maceió na frente da vacinação

Destaque na grande imprensa o prefeito JHC foi citado como o grande protagonista no sucesso da vacinação.  A rede Globo ressaltou, no Jornal Nacional, repercutiu o grande feito com a conclusão, em primeiro lugar, da imunização dos grupos prioritários na capital.

Em ampla matéria foi mostrado ao país os cuidados e a estratégia exitosa da prefeitura de Maceió, disponibilizando atividades ampliadas do calendário de vacinação – e o sucesso do “Corujão da Vacina” , também com ampliação do horário de vacinação, permitindo mais oportunidades para a população.

O prefeito JHC salientou que o sucesso no desempenho da vacinação em Maceió se deve ao planejamento estabelecido, pois, logo após sua posse em janeiro deste ano, um plano estratégico foi traçado para imunizar a população.

“Tudo para que a gente pudesse executar um plano eficaz de imunização”, explicou o prefeito

Contradições de Pazuello

O depoimento da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde do Ministério da Saúde Mayra Pinheiro, mostrou contradições nas falas do ex-ministro Eduardo Pazuello. Apelidada de "Capitã Cloroquina", alcunha que ela tentou rechaçar, a médica foi ouvida pelos senadores, esta semana. Além de defender o chamado tratamento precoce, que consiste no uso de medicamentos sem comprovação científica contra a Covid-19, ela confirmou que a pasta orientou os médicos a adotarem esse procedimento.

Mayra também apresentou versões diferentes das dadas por Pazuello sobre a crise de desabastecimento de oxigênio em Manaus e a criação da plataforma TratCov pelo Ministério da Saúde. Membros da CPI já falam em uma acareação entre os dois depoentes.

Pílulas do Pedro

Governador Renan Filho foi claro: É a população que vai decidir a continuidade ou não da flexibilização. Se os números voltarem a crescer, retrocede e fecha.

Coisas da política: Na eleição para governador em 2018 quase que era candidato único. Na próxima (2022) tem até demais.

Postado por Pedro Oliveira

No ar, o fantasma do impeachment

16.05.2021 às 10:00
Agência Senado

 


Para Refletir:

“Daqui a pouco vai ter senador convidando para depor o técnico da seleção brasileira, Wanderley Luxemburgo”. (Renan Calheiros/Relator da CPI do Covid).


Um palácio do Planalto cheio de pecados e culpas está apavorado com o andamento da CPI da Covid, que se vai caminhando no Senado Federal , a cada dia escancarando verdades que deixam seus ocupantes em pânico e um presidente que ao ver reveladas suas mazelas, seu negacionismo e o despreparo para exercer até o cargo de síndico de prédio suburbano. Os trabalhos da comissão estão apenas iniciando e a cada dia surgem fatos e relatos que provam o que sempre se soube, mesmo alguns não querendo admitir: Jair Messias Bolsonaro é o maior engodo da história política brasileira.

A tropa de choque do presidente tem se movimentado com afinco nos entornos da CPI e dentro da própria comissão para amenizar os danos que a cada dia alimentam a “bomba” no colo do mandatário. São denúncias contra membros da CPI, arrancadas a fórceps de dento da PGR, ganhando fôlego até mesmo contra caciques da oposição que não estão fazendo parte do colegiado, apenas como poder de pressão.

O senador Renan Calheiros, o temido relator da CPI, lidera o avanço das investigações e se tornou o grande vilão para o Palácio do Planalto. O relator é quem mais entende de regimento no Congresso Nacional, com uma gigantesca liderança entre seus pares e a figura capaz de grandes articulações, fato já provado e comprovado.

Bolsonaro está com medo e há sinais eloquentes disso, então começa a fazer insinuações intimidatórias. O fantasma do impeachment está começando a povoar a cabeça de Jair que se vê “desamparado” politicamente, a não ser por uma rede de fanáticos. Ele quer e prenuncia, mas dificilmente as forças Armadas embarcarão nos devaneios e nas exorbitâncias presidenciais.  Se tiver que morrer, morre só.

Governo que faz

Em tempos da pandemia, restrições impostas para evitar propagação do vírus e arrecadação em queda em todo o país, os estados procuram, se adequar à realidade e com medidas buscam soluções difíceis de encontrar. Muitas das administrações estão com uma ou mais folhas de pagamento em atraso à espera de dia melhores, o que não está nada fácil de acontecer. Em Alagoas, o governador Renan Filho, sensibilizado com a crise que passa o funcionalismo público, conseguiu, à duras penas, trazer o pagamento dos servidores para dentro do mês, fato não acontecido desde gestões anteriores. Agora surpreende com um fato auspicioso e inédito em todos os estados da federação: já mandou para a Assembleia Legislativa mensagem concedendo aumento de 4,52 por cento a todos os servidores estaduais, percentual a ser incorporado aos salários já neste mês de maio. Nada é impossível para quem quer e sabe fazer.

Reeditando o Mensalão

Para completar o inferno astral do presidente Bolsonaro e sua trupe já circula nos corredores do Congresso a proposição de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito , com o objetivo de apurar o escândalo que surge com o nome de “Bolsolão” , com muita semelhança a outros ocorridos anteriormente em outros governos, com a abominável compra de votos de parlamentares na aprovação de pautas e proteção do presidente. O esquema, revelado pelo jornal Estadão, indica que parlamentares governistas foram beneficiados por um chamado “orçamento paralelo”.

Segundo o jornal, cerca de R$ 3 bilhões foram liberados para obras e máquinas agrícolas indicadas por deputados e senadores.

“A criação de orçamento paralelo com execução condicionada à indicação de parlamentares que votam com o Governo configura verdadeira compra de votos e fere gravemente a autonomia do Poder Legislativo e a separação de poderes assegurada na Constituição”, diz o requerimento apresentado pelo deputado Ivan Valente (Psol/SP)

De acordo com o Estadão, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) também angaria apoio para tentar instalar uma CPI do Bolsolão no Senado.

Crime gravíssimo

Em depoimento à CPI do Covid no Senado, o presidente da Agência Nacional de Vigillâcia Sanitária (Anvisa), Antonio Barras Torres disse que participou da reunião para a mudança da bula da  Cloroquina  , remédio defendido para o tratamento da covid-19 pelo presidente Jair Bolsonaro , mas sem eficácia comprovada. O ex-ministro Mandetta já havia feito a denúncia em seu depoimento na comissão.

De acordo com Barra Torres, a médica Nise Yamaguchi, defensora do medicamento e, de acordo com o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, conselheira “paralela” do presidente Bolsonaro sobre a pandemia, foi quem apresentou na reunião o documento de mudança da bula do medicamento.
“Só quem pode modificar uma bula é a agência do fabricante de origem. O laboratório precisa pedir na agência regulatória do país”, disse o presidente da Anvisa.

Maceió à frente

Mais uma vez Maceió se destaca na vacinação contra a covid-19 ao ser a primeira capital do país a concluir a vacinação de pessoas com comorbidades. Integrantes do grupo prioritário a partir dos 18 anos foram vacinados nos oito pontos distribuídos pela cidade.

Entre as medidas tomadas pela Prefeitura estiveram a ampliação da Central Municipal da Rede de Frio, contratação e capacitação de profissionais, Corujão da Vacina, vacinação 24 horas e distribuição de postos de vacinação por toda a cidade.

“Nossa prioridade é salvar vidas e nós sabemos que a vacina cumpre essa missão. Por isso, não estamos medindo esforços e somos referência em todo o país, por conta das medidas tomadas e do ritmo de imunização da nossa população. Aqui é a vacina chegando e a gente já iniciando a vacinação”, reforçou o prefeito.

Pílulas do Pedro

Estudante de medicina, furar fila da vacina é fato marginal e criminoso, punível com prisão.

O deputado que ousa propor o título de Cidadão Alagoano, para o presidente Bolsonaro, falta com o respeito e não merece também respeito do povo.

Postado por Pedro Oliveira

Um presidente encurralado

09.05.2021 às 12:32


Para refletir:

“Milhares de vidas perdidas em 24h. Parece um pesadelo, mas é real. A tragédia brasileira assusta o mundo” (Senador Renan Calheiros)

 

A CPI da COVID no Senado está apenas começando e como era previsível o pau está cantando nas costas do presidente Jair Bolsonaro. Daqui pra frente não será diferente pelo perfil traçado nas primeiras reuniões do colegiado

Presidente Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que considera que o presidente da República Jair Bolsonaro teve uma postura negacionista durante a pandemia de covid-19, e que tais atos serão passados a limpo durante a Comissão Parlamentar de Inquérito. “O presidente, desde o primeiro momento, foi negacionista – e todo mundo sabe disso". "[O presidente] estimulou aglomerações, achava equivocadamente que poderíamos sair dessa pandemia com a imunização de rebanho – e isso não aconteceu.

Ao comentar o tratamento que tais atos receberão da comissão, Aziz evitou dar detalhes do que poderá ser feito no futuro. "Acho que os equívocos que foram cometidos precisam ser reavaliados e precisa ser feito uma autocrítica destes equívocos", ponderou. "Estes equívocos custaram ao Brasil muitas vidas."

Já o relator, senador Renan Calheiros, avalia ampliar a lista de convocados para depor e até, se necessário, acareações entre ministros e membros do governo. Outros membros da Comissão começam a defender a necessidade de convocar alguns governadores. O nome de Carlos Bolsonaro, filho do presidente, poderá ser incluído na lista, segundo alguns senadores.

Fala Mandetta

No depoimento prestado pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta aos membros da CPI da Covid ficou muito claro a omissão do presidente Jair Bolsonaro e o seu negacionismo diante da tragédia que já levou o país a contabilizar mais de 400 mil mortes. A impressão deixada na fala do depoente deixa clara, já de início, culpa de Bolsonaro em expandir a contaminação do vírus rapidamente.

Mandetta apresentou uma carta encaminhada a Bolsonaro antes de sua saída do ministério, na qual alertava ao chefe em defesa do isolamento e outras medidas rebatidas pelo Planalto. “Era muito constrangedor para um ministro da Saúde explicar que o ministro da Saúde estava indo por um caminho e o presidente por outro”

Agora tem demais

Na eleição de 2018 havia uma dificuldade evidente de nomes para concorrer ao governo do estado. Quando o então prefeito da capital, Rui Palmeira, abdicou de uma candidatura com chances de ganhar, aí então o cenário esvaziou proporcionando ao governador Renan Filho e oportunidade de disputar praticamente sem concorrente, obtendo uma consagradora vitória quase que como candidato único.

O quadro para 2022 é totalmente inverso ao pleito passado e ao que parece teremos candidatos pra todo gosto. Além do retorno à cena do ex-prefeito Rui Palmeira pintam no cenário Davi Davino, Fernando Collor, Rodrigo Cunha, JHC, Arthur Lira, Teotônio Vilela (o retorno) e outros menos chancelados.

Debate inócuo

A safra atual de deputados estaduais pode ser tratada como ineficiente na produção de matérias do interesse relevante para Alagoas. Com um nível intelectual mediano, bem distante da robustez intelectual de outrora, em seu plenário composto por figuras emblemáticas de nossa cultura política, hoje não se destaca um só nome de parlamentar com preparo para um debate de alto padrão à altura do que o parlamento exigiria. Não se vê um pronunciamento com conteúdo e muito menos um bom debate. Os temas levados ao plenário são simplórios e sem nenhum grau de intelectualidade ou mesmo interesse. Do lado político a casa não contribui para melhorar o desenvolvimento econômico e social do estado. Quem acompanhou grandes debates na Assembleia Legislativa, hoje sente vergonha alheia em vivenciar a produção legislativa dos senhores deputados. Uma pena. 

De olho nos fundos

O Tribunal de Contas do Estado já vislumbra problemas na aplicação financeira nas contas de fundos criados com destinação especifica, no governo do estado e também duas prefeituras. Estranhamente decorridos quatro meses do ano, praticamente não existe movimentações visíveis nessas contas especiais oriundas de impostos, consignados e até retenção de valores de faltas de servidores (o que no caso significa apropriação indébita e crime de responsabilidade do gestor). Segundo fonte oficialíssima o TC vai em busca dessas irregularidades aparentes. “Esse dinheiro é carimbado e tem destinação obrigatória”, me disse o “informante”.

Girando pra melhorar

O governador Renan Filho promoveu esta semana uma ampla mudança em seu secretariado com vistas a atender sua pauta política e também dar mais dinâmica na equipe.  A que mais surpreendeu foi a saída de Rafael Brito da Sedetur (Secretaria de Desenvolvimento e Turismo), onde vinha desenvolvendo um excelente trabalho com relação perfeita com empresários e integrantes do segmento de turismo. Sua ida para a Secretaria de Educação significa, no entanto, a plena confiança do chefe para dirigir a mais complexa pasta, com grandes desafios a cumprir, principalmente no enfrentamento a pandemia. Vai dar certo.

Sai da lista

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o estado do Rio de Janeiro retire da lista prioritária de vacinação contra a covid-19 professores e policiais militares. Desta maneira, apenas agentes de segurança diretamente envolvidos no combate à pandemia estarão presentes nos grupos prioritários. A medida deverá atingir os demais estados e o DF.

A decisão do ministro atendeu a um pedido da Defensoria Pública do estado contra uma decisão do governador do Rio, Cláudio Castro (PSC). o que chamou a atenção, no entanto, foi outra afirmação sua relativa à vacinação – a de que gestores públicos que deixem faltar vacinas para a segunda dose podem ser enquadrados no crime de improbidade administrativa

O grande líder 

O ex-prefeito Rui Palmeira dedicou o seu “bate papo” às terças feiras, nas redes sociais, ao seu pai, Guilherme Palmeira, que completou um ano de sua morte.

Deputado estadual, secretário de Estado, governador, senador, prefeito de Maceió e ministro do Tribunal de Contas da União, indiscutivelmente um dos maiores expoentes da história política de Alagoas, pelo seu compromisso com a coisa pública, sua retidão de caráter e sua liderança a nível nacional.

Pílulas do Pedro

O ministro Pazuello, o mesmo que que passeou, sem mascaras, em um Shopping, não compareceu à CPI para não aglomerar. Cínico e medroso.

Renan Calheiros, como se esperava é o grande protagonista da CPI da Covid. Conhece do regimento e das manhas do Senado.

Postado por Pedro Oliveira

Renan Calheiros: a agenda da morte

03.05.2021 às 16:00

 

Para refletir:

“Ninguém nos quer por perto, brasileiros são discriminados no mundo e corremos risco de boicote internacional”, (Senador Renan Calheiros)


O senador Renan Calheiros se mostrava tranquilo, mesmo quando provocado por “emissários” do Palácio do Planalto, na sessão de instalação oficial da CPI do Covid, eleição do presidente (Omar Aziz PSD/AM), vice-presidente, Randonfe Rodrigues (Rede/AP) e o anúncio do seu nome como relator e principal figura do colegiado.

Aliados do presidente Bolsonaro tudo fizeram para “dinamitar” a escolha do senador alagoano como relator, diante do temor ou (terror) que só a esperteza de Calheiros poderia provocar. Tentaram no convencimento, no cooptação e até na Justiça, através de um juiz despreparado e desqualificado, que atendeu ao pedido de uma deputada tresloucada, figura carimbada do “bunker” bolsonarista.

Em seu primeiro discurso diante dos membros da comissão Renan disse que a cruzada da CPI "será contra a agenda da morte."

Foi um discurso duro, como esperado e com alguns petardos diretamente dirigidos a figuras emblemáticas. “Não somos discípulos de Deltan Dallagnol nem de Sérgio Moro. Quem fez e faz o certo não pode ser equiparado a quem errou e estes devem ser punidos emblematicamente".

"O negacionismo em relação à pandemia ainda terá que ser investigado e provado, mas o negacionismo em relação à CPI da Covid já não resta a menor dúvida. Não estaremos investigando nomes ou instituições, mas fatos e os responsáveis por eles. Evidentemente que as gestões do Ministério da Saúde podem ser investigadas a fundo", defendeu.

Intimidações não nos deterão

O senador disse ainda que essa será a comissão "da celebração da vida, da sacralização da verdade". e complementou. "Os brasileiros têm o direito de voltar a viver em paz. Dar um basta à mentira. Nossa cruzada será contra a agenda da morte. Os inimigos dessa relatoria são a pandemia e aqueles que colaboraram com esse morticínio", apontou.

Renan disse ainda que não devem perder tempo com "politiquices e chicanas". "Tenho repugnância ao fascismo. Antecipo que intimidações não nos deterão. Há uma ameaça real de virarmos um apartheid sanitário mundial. Ninguém nos quer por perto, brasileiros são discriminados no mundo e corremos risco de boicote aos nossos produtos", afirmou.

Pensam que podem tudo

O Ministério Público ainda é uma das instituições que contribui para dar sustentação e segurança jurídica em tempos de descrédito da sociedade em seus poderes representativos, muito embora não deixe de “pisar na bola” com frequência, como temos observado (vide o escândalo da Lava Jato). Com a Constituição de 1988 o “parquet” ganhou amplos poderes, talvez até em excesso (no Congresso já existe movimento buscando  uma maneira de reduzir algumas dessas prerrogativas).

Conversando com um prefeito do interior, meu amigo pessoal, o encontrei literalmente apavorado. Falou-me da tentativa de intimidação do promotor da cidade, interferindo em sua administração. Não estranhei, pois já havia constatado casos semelhantes. O aconselhei começando por perguntar se o operador de justiça morava na cidade (sabia que ele não morava e nem dava expediente todos os dias) e que ao ouvir a resposta falasse: o senhor conhece que é obrigado a residir na Comarca e se algum chefe lhe autorizou está burlando a Constituição? Vou lhe denunciar ao CNJ.

Pensam que podem tudo II

Deve ficar evidenciado que o Ministério Público deve ser parceiro e não tutor, do administrador público. Deve, ainda, entender que a instituição tem papel de extrema relevância na construção democrática, mas não detém o monopólio do corretamente justo e, sequer, a onipotência de dizer o que é certo e necessário ao cidadão.

Por estes dias lia que um promotor de justiça, em determinado município, havia “dado prazo ao prefeito para se justificar porque determinou a volta de aulas presenciais para os alunos da rede pública”. Comigo eu teria mandado ele para algum lugar, não muito agradável. 

Ainda bem que nem todos são assim, pois conheço e convivo com muitos promotores e procuradores de justiça, intolerantes com a irresponsabilidade pública, exigentes com o cumprir a lei, mas sem a arrogância dos que imaginam que podem tudo.

Vai, mas pode voltar

Essa foi a decisão do governador Renan Filho, seguindo orientação do grupo de técnicos das secretarias de Saúde e Fazenda para liberar praias, bares e restaurantes nos finais de semana, nas operações de combate à pandemia. Por enquanto continuam proibidos eventos de qualquer natureza, pois caracteriza aglomeração imprópria para o momento. O governador Renan Filho concordou com a diminuição das restrições, mas pontuou: a qualquer “sinal vermelho”, volta tudo.

Rodando bolsinha

Em Brasília chama a atenção os sinais de oferecimento do ministro Humberto Martins, presidente do STJ, na competição para ocupar a vaga de Marco Aurélio Mello, que se aposenta do Supremo Tribunal Federal. Criticado dentro da própria corte, por seus colegas, pela maneira acintosa em busca do cargo, acusado de “rodar a bolsinha” para agradar o presidente Jair Bolsonaro, com decisões que agradam o palácio do Planalto.

Aqui dá Lula

Já começam a aparecer as pesquisas avaliando os candidatos à próxima eleição que acontecerá em 2022, com a comprovação dos índices já esperados. Para presidente da República o petista Lula bate o atual ocupante do cargo Jair Bolsonaro, com quase 10 pontos de diferença (42% a 33%), com larga distância para o terceiro colocado, Ciro Gomes. As avaliações na região Nordeste são todas em desfavor de Bolsonaro.

Grave acusação

O delegado da Polícia Federal e ex-superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, afirmou que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, "tornou legítima a ação dos criminosos, não do agente público" nas ações de fiscalização na Amazônia, fazendo uma “inversão”.

No documento, Saraiva apontou que Salles, o senador Telmário Mota (Pros-RR) e o presidente do Ibama, Eduardo Bim, agiram para dificultar ações de fiscalização ambiental do poder público. O delegado também aponta indícios de que o grupo tenha praticado crime de advocacia administrativa, que consiste em “patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário”.

Na quarta-feira a ministra Carmem Lúcia encaminhou notícia crime para a PGR se pronunciar.

Pílulas do Pedro 

O presidente Jair Bolsonaro chamou uma jornalista de “idiota”. (diz-se de ou pessoa que carece de inteligência, de discernimento; tolo, ignorante, estúpido). Quem está mais para idiota?

Acabou a euforia de vacina, os memes e as exibições nas redes, ou o que acabou foi a vacina?

Postado por Pedro Oliveira

CPI do Covid. Pronta para atacar

26.04.2021 às 12:00

Para refletir

“Bolsonaro não conseguirá criar falsa narrativa de perseguição a ele na CPI”. (Renan Calheiros)

 

Está definido, a cúpula da CPI da Covid quer traçar uma linha do tempo e iniciar os trabalhos esquadrinhando as razões que levaram à queda dos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

O objetivo é entender, por exemplo, se houve e como se deu a pressão do presidente Jair Bolsonaro para que o governo defendesse, no tratamento contra a Covid-19, o uso da hidroxicloroquina —medicamento sem eficácia comprovada contra a doença.

A estratégia tem sido discutida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), indicado como presidente da comissão, com Renan Calheiros (MDB-AL), que deve ser o relator.

Enquanto isso, parlamentares já conversam nos bastidores sobre as primeiras ações do colegiado.

As oitivas iniciais podem servir para municiar uma linha de investigação de membros da oposição e dos independentes. Esse grupo quer, logo nas primeiras semanas, tentar comprovar que o Planalto agiu de maneira deliberada em busca da denominada “imunidade de rebanho”, na contramão da orientação de especialistas na área.

A ideia dos parlamentares críticos ao governo é mapear logo no começo as ações do Executivo na aquisição de remédios para tratamento precoce, como a hidroxicloroquina, para verificar quanto de dinheiro público foi usado na compra de medicamentos sem eficácia comprovada.

A presença de Renan Calheiros na CPI da Covid passou a representar um terror na vida do presidente Bolsonaro, como relator então virou uma tragédia anunciada, na análise de alguns dos inquilinos do Palácio do Planalto. E não é para menos. O senador alagoano é um exímio profissional da política, talvez o melhor em campo, hoje em dia. Antes de ser confirmado na relatoria, ele já sinalizou que Jair Bolsonaro não terá vida fácil na CPI. Em entrevista ao jornal O Globo publicada no sábado (17), fez duras críticas à forma com que o presidente agiu (e deixou de agir) na pandemia. E disse nunca ter visto um ministro tão medíocre quanto Eduardo Pazuello.

Mesmo que alguns acreditem que não, será Renan Calheiros quem vai dar o tom e o compasso da CPI, por sua experiência, liderança e saber fazer acontecer as coisas dentro do Congresso. Com a confirmação de seu nome para a relatoria é o começo do inferno astral do clã dos Bolsonaros.

Ronaldo Lessa

O vice-prefeito Ronaldo Lessa, após dias no estaleiro acometido de Covid, voltou animado para a linha de frente, dando suporte ao prefeito e se dedicando a composições políticas do seu partido (PDT). Tem se reunido com frequência, conversado com lideranças nacionais a exemplo de Ciro Gomes e traçado metas na atividade partidária, Inquieto e sempre ativo, já não aguentava mais o “confinamento” que lhe foi imposto. Ganhou as ruas e declarou:” Estou embalado e vamos em frente”.

O pique do prefeito

O prefeito JHC tem mostrado uma característica pessoal muito valiosa na política. Sua empatia com o eleitorado da periferia, que lhe deu uma enxurrada de votos na eleição, cresce a cada dia. Senta na cadeira para despachar apenas o necessário para tocar a administração. Gosta de “correr trechos”, fiscalizar obras nos bairros e apertar mãos de pessoas humildes. Alguns dos seus auxiliares já estão cobrando um adicional para compra de sapatos novos, outros estão recorrendo a especialistas em “dor nas pernas”. O secretário Lininho Novais (comunicação) tem se desdobrado para socorrer colegas que por não aguentar o pique de JHC, pedem ajuda na pauta. Informado da reclamação o prefeito sorriu e disse: “eles não viram nada, pois o motor ainda está aquecendo”.

Sem férias, mas com mordomia

O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU) Wagner Rosário , esteve esta semana  na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados para prestar contas sobre os R$ 2,4 milhões gastos por Jair Bolsonaro em viagens à praia. Entre 18 de dezembro de 2020 a 5 de janeiro deste ano, o presidente foi a São Francisco do Sul, no litoral catarinense, e ao Guarujá, em São Paulo. Segundo Rosário, Bolsonaro não foi descansar nesses lugares, ele estava apenas “trabalhando fora do local costumeiro”

“Foi colocado no requerimento que ele estava de férias, mas presidente não tem direito a férias. Ele permaneceu trabalhando normalmente. Nos períodos das viagens ele despachou com seus ministros e assessores e só nesse período assinou um decreto, sete medidas provisórias e sancionou seis projetos de lei”, justificou. Esse povo imagina que somos todos idiotas.

Querem sucatear nosso porto

O sucateamento do Porto de Maceió vem de uma longa a mal contada história, cheia de equívocos e violação de leis e regras administrativas, após passar por várias administrações movidas mais pela má política e a condenável troca de interesses, nem sempre republicanos.

Os trabalhadores do Porto nunca aceitaram a posição de inferiorização perante a administração de Natal (RN).

Mais recentemente a questão da implantação de um terminal para armazenar ácido sulfúrico em Maceió, reacendeu a revolta dos portuários, diante de uma concreta ameaça de desastre ambiental, tudo feito suspeitamente, burlando as legislações do setor.

Representantes de categorias que atuam no Porto emitiram uma nota de repúdio em que pedem pelo fim da subordinação da instituição ao Porto de Natal, no Rio Grande do Norte, que já acontece há mais de 30 anos. O documento é direcionado a diversas autoridades do Estado de Alagoas.

Palmeira dá exemplo

Implantado há mais de um ano pela administração do prefeito Júlio Cézar uma clínica veterinária móvel presta um relevante serviço de cuidados com animais, realizando atendimento gratuito à população de baixa renda, com pequenas cirurgias, vacinação, combate às zoonoses e castração. Milhares de atendimentos já foram realizados e a população tem comparecido em massa durante as campanhas. No comando do já conhecido “Castramóvel”, está o competente médico-veterinário Paulo Wianês, reconhecido como um dos maiores incentivadores da causa animal no estado.

Alexandre Ayres

Anote essa: o secretário de Saúde Alexandre Ayres será uma grande aposta para 2022 na agenda do governador Renan Filho. Tem estado colado no chefe não apenas nos atos de combate à pandemia, mas em qualquer atividade política na capital e no interior e não é como “papagaio de pirata”, mas como protagonista. De trato fácil, tem angariado a simpatia de muitos prefeitos do interior, liderança aplaudida entre os profissionais da saúde e muito bem avaliado pela população. Com trânsito aberto e franco com a imprensa, chegará na reta eleitoral com cacife para qualquer escalação.

E o vereador fanfarrão, a cada dia leva uma pancada pelo seu exibicionismo. Um dia aprende.

Maceió se consagra como a capital brasileira que mais avança na vacinação. O prefeito JHC comanda pessoalmente todos os passos no combate à pandemia.

Agora é lei. Se não usar máscara será multado, sem apelação. Isso se os setores de fiscalização atuarem. 

Postado por Pedro Oliveira

Bernardino Souto Maior - Uma máquina de fazer notícia, um amigo fiel para se guardar no peito

17.04.2021 às 14:28

 

 Para refletir

“Bernardino não é um jornalista, mas uma agência de notícias” (Freitas Neto)

Ainda está muito difícil escrever sobre ele, pois a dor da saudade ainda é muito grande e a emoção até bloqueia minhas palavras. O primo Berna se foi e me deixou um tanto órfão. Fico sem entender os desígnios que o roubaram da gente e pergunto: por que ele?  Por que os bons se vão?

Nos diz o poeta sobre o amigo Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem-estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

A gente não faz amigos, reconhece-os." - Os meus amigos, que tenho poucos, são exatamente assim.

Conheci Bernardino há mais de 50 anos, quando começou a namorar a prima Márcia Oliveira Morais, minha melhor amiga e confidente, em Palmeira dos Índios. Fugiram, casaram e o tempo rodopiou. Fui embora para São Paulo e o reencontrei em Maceió, ambos já profissionais do jornalismo. A partir daí foi uma cumplicidade de amizade e doação reciproca. Brigamos? Sim e muito. Passávamos tempos sem nos falar até que um dos dois tomava a iniciativa de reatar, feito dois meninos, dois irmãos.

Ele era um passional, desses cujo lema é “amigo meu não tem defeito, inimigo se não tiver eu boto”. Amigo até o ferimento mais grave e assim foi comigo durante toda vida. Inconformado com a ingratidão e rebelde em seus princípios, foi perseguido brutalmente por alguns que ajudou. Tivemos divergências políticas naturais, mas tudo dentro de um respeito mútuo e contínuo.

Algumas vezes algus políticos me procuravam para pedir: - “Pedro, segura Bernardino que ele está batendo demais”. Quando eu sentia que merecia ponderação ia a ele e prontamente atendia.

Bernardino por sua competência tornou-se o cronista político mais lido no estado, com o seu Blog. Passou por grandes jornais e revistas nacionais, sem perder sua essência e leva consigo o troféu do melhor repórter contemporâneo de nossa imprensa.

Marido apaixonado e vibrante com essa paixão pela Márcia, pai devotado e amigo, avô e bisavô loucamente dedicado à família.

Estava em Fortaleza, para onde ia com muita frequência se aconchegar com sua Marcinha (Dra. Maria Marcia Morais Souto Maior), cardiologista pediatra, com a qual falei praticamente todos os dias de sua internação e o doloroso calvário. Falei com ele até a véspera de sua ida para UTI e o ouvi dizer ao telefone: “Primo vou sair dessa e logo estarei por aí. Se cuide e “pau na máquina” – frase bem característica sua.

Suas horas finais foram compartilhadas passo a passo aqui em casa, até o desfecho cruel de sua partida. Sem sua presença o mundo ficou mais chato.

Para me despedir do primo, amigo e parceiro, deixo uma frase de Antoine de Saint Exupéry

 

Ter um amigo é um tesouro sem preço, um gostar sem distância,
de alguém presente em nosso caminho, nas horas de dúvida, de alegria, demais para ser perdido, importante para ser esquecido

Bernardino Souto Maior era um apaixonado pela família, pelos verdadeiros amigos e pelo jornalismo. E também pelo CRB e pelo Flamengo. Foi o repórter mais eficiente da sua geração. Mais um grande amigo que perco para a pandemia...
Flávio Gomes de Barros

Jornalista

Lamento profundamente a morte do amigo e jornalista, Bernardino Souto Maior. Perdemos um grande jornalista, entusiasta da política alagoana e um ser humano extraordinário.

Bernardino era muito querido e admirado por todos que conheciam sua luta diária e dedicação ao jornalismo alagoano e brasileiro. Seu legado ficará para sempre e será lembrado por todos nós.

Júlio Cézar

Prefeito de Palmeira dos Índios

Bernardino foi um grande amigo e me incentivou ao longo da minha trajetória. Devo muito o apoio dele. Vai em paz e com Deus.

Marcelo Bastos

Professor / Analista político


Poucos jornalistas, em Alagoas, viveram com tanto brilho uma carreira longeva e exuberante. Suas credenciais, que ele colecionou ao longo do tempo, são exemplo e farol para quem está chegando no jornalismo. Segura na mão de Deus e vai.

Luiz Dantas, publicitário, jornalista e professor da UFAL



Militando no jornalismo desde 1968, quando ingressou na Rádio Educadora Palmares, Bernardino é um dos mais antigos jornalistas em atividade no estado. Seu blog nas redes sociais é uma espécie de "dicionário dos bastidores políticos" e serve como fonte de consulta para todos os públicos, inclusive o jornalístico. Sua partida deixará um vazio impreenchível no jornalismo alagoano.
Ricardo Leal

Jornalista

Quando botei o pé estrada dessa vida, o Bernardino Souto Maior já era um repórter consagrado. Dizia o saudoso Freitas Neto, da mesma geração dele, que se tratava de um jornalista compulsivo pelo volume de informações que colhia.
-O Bernardino é uma agência ambulante. É uma notícia atrás da outra.
E era assim mesmo. E por isso foi correspondente de vários veículos nacionais. Tinha o faro apurado para notícia, nos seus bons tempos de reportagem.
Mas o decano se foi. Ficamos todos nós outros aqui a pedir ao comando superior que o acolha bem. Entre erros e acertos, como qualquer ser humano na vida, o Bernardino está do lado das boas almas. Foi um cidadão solidário aos amigos e um verdadeiro amante do jornalismo.

Que vá em paz. E seja luz onde estiver.

Marcelo Firmino

Jornalista

Bernardino sai da vida e entra para a história do Jornalismo alagoano como um de seus repórteres mais intensos, mais polêmicos. Tenho a honra de ter sido companheiro de lide de Bernardino Souto Maior durante mais de 40 anos.
Enio Lins

Jornalista, secretário de estado da Comunicação



O jornalismo alagoano perde um dos seus repórteres mais prolíferos. Quem pesquisa a história de Alagoas encontrará facilmente o nome dele nos principais jornais do país desde a década de 1970. Sua produção era tal que recentemente conversei com ele sobre uma reportagem sua no Diário de Pernambuco e, para minha surpresa, confessou que não lembrava mais do assunto, explicando que foram tantas que ficava difícil recordar delas. Bernardino nos deixa e entra para a história do jornalismo alagoano.

Edberto Ticianeli

Jornalista

Conheci o Bernardino através de Dênis Agra. Estava em campanha para presidência do Sindicato dos Jornalistas, em 1990. Para me aproximar e dialogar com a velha guarda do jornalismo, a ponte era feita pelos "medalhões", incluindo aí Valter Oliveira, Adelmo dos Santos e Freitas Neto, que também abraçaram minha candidatura. O Bernardino não só votou como se transformou num grande amigo, sempre atencioso e gentil. Pelas veias do "Berna" corria o DNA da notícia, que ele farejava como poucos repórteres de sua geração. Possuía uma extraordinária capacidade de detectar e gerar fatos jornalísticos. O maldito vírus o excluí do nosso convívio. Sinto muito pela perda. Desejo transmitir meus sentimentos e a minha solidariedade aos seus familiares e amigos.

Joaldo Cavalcante

Jornalista.

Bernardino é da minha geração. Começamos juntos no jornalismo em Alagoas na década de 1960, mas Bernardino Souto Maior preferiu ficar em Alagoas recusando inúmeros convites dos grandes jornais para atuar lá fora. Repórter farejador, atrevido, ousado, Bernardino era noticia vinte e quatro horas. Tinha cara e jeito de repórter, alimentava-se da notícia como se ela fosse o ar que respirava. Foi correspondente de vários jornais do país, deu grandes furos de reportagem e era respeitado como um dos maiores jornalistas do Brasil. Bernardino deixa uma lacuna enorme no jornalismo alagoano, difícil de ser preenchida. Com Bernardino, morre um pouco o jornalismo da minha terra.

Jorge Oliveira

Jornalista, escritor, cineasta.

A partida do companheiro Bernardino abre uma imensa lacuna no jornalismo brasileiro. O repórter da maior competência se somava ao amigo fraterno, solidário e voltado para um jornalismo crítico e de muita coragem. Fará muita falta em nossa pauta política.

Gabriel Mousinho

Jornalista

Bernardino Souto Maior é referência de toda uma geração de profissionais. Exerceu a função de jornalista em diversos veículos de imprensa do Estado, sendo ainda correspondente em Alagoas de revistas e jornais importantes do País. Transmito, portanto, meus sentimentos de pesar aos familiares de Bernardino, bem como a seus amigos e colegas da imprensa alagoana

Deputado Marcelo Victor

Presidente da Assembleia Legislativa

A morte de Bernardino deixa uma lacuna no jornalismo alagoano. Ele nunca perdeu a essência do repórter em busca do “furo”, via “pauta” em todas as histórias, tinha, em si, a construção da informação a partir do ouvido e da análise dos bastidores políticos com muita precisão. A experiência e credibilidade eram nítidos no seu divertido “pau na máquina”, ao iniciar algum texto. Eu, pessoalmente, perco um colega dos melhores e um amigo maravilhoso. Espero que o legado de amor deixado por nosso Berna tenha força suficiente para amenizar a dor de Márcia e sua família. Que Deus abençoe a todos e que Bernardino siga em paz e na luz sua nova etapa. Ficam aqui a saudade e muitas lembranças felizes e gratas.

Eliane Aquino

Jornalista

Postado por Pedro Oliveira


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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