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Bengala preservada para atuais ministros

12.02.2021 às 12:52
Há um imbróglio criado desde que o presidente Arthur Lira se comprometeu a indicar a deputada Bia Kiss(PSL-DF) para a presidência da CCJ -Foto:Câmara dos Deputados

 

Para refletir

Governadores na mira da CGU por desvios de recursos da pandemia. O bicho vai pegar.


Até fechar esta coluna nada ainda decidido sobre a indicação da deputada Bia Kiss (PSL/DF), para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, da Câmara. Há um imbróglio criado desde que o presidente Arthur Lira se comprometeu com a sua indicação e setores do Judiciário passaram a considerar o fato como uma “declaração de guerra” ao poder.

Embora haja várias outras restrições ao  nome da deputada em função de suas ações de hostilidade a  ministros do STF comenta-se que Bia Kiss teria o propósito de destravar na pauta da Câmara a matéria que trata da “PEC da bengala” , para supostamente beneficiar o presidente Bolsonaro , criando a possiblidade de nomear ainda nesse seu governo, vários ministros nos tribunais superiores.

Ao que parece está acontecendo um grande equívoco da imprensa em relação a essa pauta. Para esclarecer a coluna ouviu o promotor de justiça e professor Marcos Romulo, mestre em direito e um dos quadros mais conceituados no Ministério Público, que afirma:

“A revogação da PEC da Bengala não deve atingir os ministros beneficiados por ela. 

A PEC 159/19 pretende que a aposentadoria compulsória dos ministros dos tribunais superiores volte a ser aos 70 anos de idade, revogando a EC 88, que elevou esse limite de idade para os 75, com efeitos nos tribunais estaduais.

Otto von Bismarck, o chanceler de ferro prussiano, disse uma vez que quem gosta de leis e de salsichas, não deveria assistir ao seu processo de fabricação. De fato, os motivos por trás da confecção de uma lei nem sempre são aqueles abertamente declarados. O professor San Tiago Dantas gostava de mencionar casos em sala de aula, dentre os quais o livro de sucessões do código civil napoleônico, o qual determinou que a herança fosse dividida entre todos os filhos legítimos, oferecendo razões de equidade. Na realidade, foi uma vingança de Napoleão contra seus adversários da aristocracia rural francesa, cujo poder político era baseado na concentração de terras. 

Só para os próximos

No caso da revogação da emenda que resultou da PEC da Bengala, a razão invocada seria supostamente combater a estagnação na carreira judiciária. Na prática, comenta-se que a ideia seria provocar a aposentação de ministros do STF com mais de 70 anos, permitindo, assim, ao Presidente da República preencher as vagas abertas, aumentando sua influência na Corte.

Acontece que se a PEC vier a ser aprovada, é provável que somente atinja aqueles ministros que vierem a completar 70 anos após a promulgação da emenda, sem alcançar, porém, os que já atingiram aquela idade, os quais se aposentariam normalmente aos 75 anos. Não fosse assim, estaríamos diante da hipótese de cassação e a norma seria enquadrada como uma tentativa de FRAUDE À CONSTITUIÇÃO, igualmente conhecida como desvio de poder constituinte ou atalhamento constitucional, fenômeno relacionado à tentativa de se atingir obliquamente uma medida vedada por norma constitucional proibitiva ou impositiva de resultado”. (Marcus Romulo)

O prefeito trabalha

O prefeito de Maceió tem demonstrado na prática que “para engordar o rebanho tem que ter o olho do dono”. Acorda cedo e arrasta a equipe para “correr trechos”, visitar canteiros de obras, terminais de ônibus e tem surpreendido muita gente com seu ritmo de trabalho. Tem juventude e folego pra deixar muitos assessores com a língua de fora. Só não pode esquecer da rotina administrativa, que é fundamental no cumprimento dos princípios e nas regras da gestão pública. Algumas secretarias e órgãos estão necessitando de pessoas capacitadas para tocar o dia a dia e existem pautas que não podem esperar. E preciso ter cuidado para não deixar u m vácuo nas ações cartoriais da administração.

Formando marginais

A cerca de 60 quilômetros de Brasília adolescentes de 14 a 17 anos internados em uma unidade socioeducativa têm apenas duas oportunidades para ir ao banheiro ao longo de todo o dia. São 15 minutos pela manhã e outros 15 minutos no fim da tarde. Caso tenham de fazer suas necessidades fisiológicas fora do horário previsto, têm de recorrer a marmitas de isopor, para defecar, e galões de produtos de limpeza de 5 litros, para urinar. Necessidades essas feitas na frente dos demais colegas de dormitório, em ambientes fétidos, sem ventilação.

Sabe-se que cenas semelhantes são repetidas em praticamente todos os estados do país, transformando esses tratamentos desumanos numa verdadeira “escola de formação de marginais”.

Onde fica os agentes do Ministério Público que deveria fiscalizar frequentemente e denunciar maus tratos?

Governador aglomera

Que autoridade tem um governante que proíbe festas carnavalescas, dita restrições para a população para qualquer tipo de festa pública e em desencontro com suas “ordens” aglomera praticamente todos os dias, juntando numeroso público em comemorações da sua administração, ao anunciar programas midiáticos e lançar obras no interior do estado?

O governador Renan Filho, a exemplo do que fez na campanha eleitoral, se dá ao direito de afrontar a população e fazer pouco caso da propagação do vírus que está aí hospitalizando e matando muitos alagoanos.

Não seria o caso de o Ministério Público agir em sua função institucional e proibir o exibicionismo do infrator?

Só pensam naquilo

Boa parte dos vereadores municipais tem batido de frente com os prefeitos do interior, com acusações e ameaças, nas sessões dos legislativos e convenhamos, não é por nenhuma causa nobre. Não estão buscando melhorias para a população, ou efetivamente cumprindo seus papeis de fiscalizar. Como sempre acontece em novas legislaturas, buscam basicamente pressionar os prefeitos por espaços “mais amplos” e outras benesses (algumas impublicáveis) nas tetas da administração. E o pior: aqueles que cedem viram reféns da “carnificina”, os que rejeitam, vão passar por dificuldades na aprovação de suas pautas voltadas para o povo. Coisas da putrefata política de coalisão.

Muitos caciques

As eleições de 2022 em Alagoas terão, sem dúvida, importantes protagonistas no embate para escolher o governador, senador, deputados federais e estaduais. Como sempre uma eleição começa após contados os votos de cada uma, a próxima já está decolando com arrumação de alianças e na busca acordos propícios para os “donos dos votos”.

No cenário atual os maiores protagonistas da batalha serão inevitavelmente, o prefeito de Maceió (JHC),Arthur Lira,( presidente da Câmara dos Deputados), o deputado Marcelo Victor ( presidente da Assembleia Legislativa e o segundo na ordem de sucessão estadual), o prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, o senador Fernando Collor ( que disputa a continuidade de seu mandato ) e os Calheiros ( pai e filho) embora desgastados politicamente , mas ainda com força para liderar uma parte do eleitorado. Será uma disputa renhida, com desfechos inusitados, como acontece em nossa política. 

 

Pílulas do Pedro

Pauta Capital é o nome do novo portal de notícias que está surgindo no mercado alagoano.

O prefeito JHC, em alguns dias de administração, mostra que se pode fazer muito, com pouco. Basta criatividade, vontade de fazer e equipe para realizar.

Senador Fernando Collor tem se movimentado como nunca. Solidez no interior com prefeitos e prestígio em Brasília com Bolsonaro.

Destaque da semana vai para o secretário municipal de Saúde, Pedro Madeiro. Mostra que é bom de serviço.

Postado por Pedro Oliveira

Lava Jato, a morte anunciada

05.02.2021 às 17:42

 

PARA REFLETIR

“A racionalidade vencerá o obscurantismo”. (Frase do ministro Luiz Fux, em sessão solene do STF, olhando para Bolsonaro)


Lava Jato, a morte anunciada

Para alegria dos políticos e governos corruptos foi decretado o fim da República de Curitiba e consequentemente a “morte” da Operação Lava Jato.

O anúncio foi feito pelo MPF (Ministério Público Federal) na manhã da quarta-feira. A força-tarefa foi incorporada ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPF.

O anúncio ocorre na mesma semana em que o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu o sigilo das conversas entre procuradores da operação Lava Jato e o ex-juiz federal Sergio Moro obtidas  operação “Spoofing”.

Tinha que acabar mesmo. Os bastidores da “operação fim da Lava Jato” mostram o quanto foram promíscuos e levianos o juizeco Sérgio Moro e sua tropa de procuradores midiáticos. O procurador Augusto Aras que chegou com a missão de sepultar a famosa operação de repressão à corrupção, nem teve muito trabalho para cumprir o seu papel. Moro e seus pupilos se destruíram sozinhos.

Ao país vão oferecer um presente valioso: a possibilidade de Lula ser candidato em 2022.

O principal ator do teatro de quinta categoria, Sérgio Moro, apequenou-se por um cargo de ministro da Justiça e a chance de ir para o STF e trocou sua toga suja pelo colo do presidente Bolsonaro, que em boa hora o jogou ao lixo, desmascarando a sua verdadeira face.

Surge um novo tempo? Esperamos que seja bom

A renovação das mesas diretoras da Câmara e do Senado acontece em um turbulento momento da vida institucional brasileira, em meio a uma pandemia ceifando milhares de vidas, enquanto governo e oposição brigam pelo protagonismo da cura que nunca chega e são cometidos erros absurdos, causando mais mortes e relevando a vida da população. O Congresso Nacional até o momento não tem colaborado à altura para apaziguar os ânimos e se unir para buscar caminhos efetivos de combate à pandemia.

O Brasil precisa voltar à sua vida normal, com comércio aberto, industrias funcionando a economia e a saúde caminhando de mãos dadas.

Pelo visto os ares de Brasília começam a mudar, pelo menos momentaneamente, para melhor. Isso não quer dizer que teremos “céu de brigadeiro”, mas é o começo de um bom caminho.

Os chefes das duas casas do Congresso lançaram à Nação um compromisso com o povo brasileiro para o enfrentamento da pandemia e a possibilidade de maior oferta de vacinas e retomada da normalidade da vida.

Assumir o protagonismo da vacinação

“O presidente do Senado Federal e o presidente da Câmara se comprometem aqui e hoje com os seguintes pontos: - Liderar, junto com as instâncias, com os Colégios de Líderes, com as bancadas, levando em conta as proporcionalidades, os canais e os ritos, formas legais para tornar mais ágil o acesso às vacinas para os brasileiros, sempre garantindo o rigor científico, a qualidade do produto e a segurança para os nossos cidadãos. Construir os processos legais para tornar mais ágil esse processo de licenciamento de vacinas. As duas Casas conversarão com especialistas para avaliar o modo de tornar o Brasil mais apto a ter acesso à maior quantidade de vacinas, boas vacinas, que já tenham sido atestadas internacionalmente e torná-las disponíveis para todos os brasileiros”.

Continuam os presidentes “Assegurar, de forma prioritária, que todos os recursos para aquisição de vacinas estejam disponíveis para o Poder Executivo e que não faltem meios para que toda a população possa ser vacinada no prazo mais rápido possível; e que a peça orçamentária a ser votada garanta que cada brasileiro terá a certeza de que o dinheiro do seu imposto estará disponível para sua vacina”. –

Retomada da economia

Finalmente o compromisso de ambos os chefes das casas legislativas com a retomada da economia e o crescimento nacional. “O Senado Federal e a Câmara dos Deputados se comprometem com o País, com a sociedade civil, com os sindicatos, com as forças dos trabalhadores, com o mercado, com as forças produtivas, a discutir pautas de reativação da atividade econômica e estarão abertos para o diálogo com o Poder Executivo, com a equipe econômica e com todos aqueles que queiram contribuir para que o Brasil retome, o mais rapidamente possível, um padrão mínimo de sua produção e geração de riquezas. Assinam este documento o Presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, e o Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira”.

Se cumprirem essa pauta e iniciar a reforma tributária, não precisam fazer mais nada esse ano. Os subsídios serão ganhos com justiça.

Pegando fogo

O clima político em Palmeira dos Índios não anda nada tranquilo, por causa da relação entre o prefeito e a Câmara Municipal. Na quarta-feira, enquanto o governador visitava a cidade o clima esquentou na sessão com vereadores descendo o malho no prefeito Júlio Cezar, com adjetivos nada elogiáveis. Pelo clima daria para se supor que o gestor palmeirense teria muita dificuldade no tocante às matérias de seu interesse na casa parlamentar, mas tratando-se de política e de Palmeira (que conheço como a palma de minhas mãos) nada que não se resolva com futuros agrados e alguns cargos na administração, para compartilhar. O prefeito só está se fazendo de difícil e os vereadores de “magoados”. É dando que se recebe.

Perigo à vista

Registrei minha opinião contrária tão logo a prefeitura anunciou que iria manter o ponto facultativo no período carnavalesco. A questão esbarra na desobediência civil de nossa população que certamente irá aglomerar em praias e bares da cidade, mesmo sem ter festas. Ontem o médico infectologista Fernando Maia veio se somar a essa opinião afirmando que a situação é preocupante. Segundo ele “a melhor decisão é suspender o ponto facultativo na capital para que possa evitar que as pessoas venham a se aglomerar”. Temos que nos mirar sempre no exemplo de Manaus e não podemos facilitar a contaminação.

Reféns do “Frentão”

A grande imprensa, de memória curta proposital, bate em uma tecla manjada e repetida insistentemente: “Bolsonaro vai ficar refém do Frentão”.  Até parece que se prenuncia o Planalto sem presidente, sob o comando do legislativo. Ora, senhores. Não será a primeira vez que um presidente trabalha a cooptação de um grupo majoritário na Câmara dos Deputados. Foi assim com Sarney, Collor não soube fazer e caiu, foi assim com Lula, Dilma também levou um chute no traseiro por não compor essa maioria e Bolsonaro teria o mesmo fim se não o fizesse. São assim os governos de coalisão aqui e alhures. O que não pode é desmoralizar, corromper e “estuprar” o país com acordos de milicianos. O pecado de Bolsonaro foi dizer que não faria e fez.

Pílulas do Pedro

Secretaria de Educação, SIMA, Previdência e Escola de Governo, são alguns órgãos em Maceió, que precisam ser passados a limpo e apurar fatos e atos.

Morte do intelectual Ronald Mendonça deixa um vazio na medicina, na cultura e na vida alagoana.

O avião da FAB ainda não aterrissou em Maceió. Sinal que Arthur Lira está atarefado em Brasília.

Para o governador e seus secretários Alagoas está um paraíso, para os alagoanos um Inferno de Dante.

Postado por Pedro Oliveira

E aí, vai de pudim ou brigadeiro?

29.01.2021 às 13:47


PARA REFLETIR

O governo Bolsonaro consumiu em 2020, em torno de 7 mil latas de leite condensado por dia. Será que foi para alguma “Fantástica Fábrica de Chocolates”? 

E aí, vai de pudim ou brigadeiro?

Uma ampla reportagem publicada esta semana em vários veículos da imprensa brasileira, mostrou que o governo federal gastou R$ 1,8 bilhão em alimentos durante o ano de 2020. Com uma ampla relação de artigos alimentícios de luxo e em quantidade incompatível com o consumo, o assunto chamou a atenção nas redes sociais. 

A notícia caiu como uma bomba, principalmente no exato momento em se denuncia o governo Bolsonaro pelo desmonte das políticas de segurança alimentar e nutricional e soberania alimentar. Nesse sentido, esse desmonte vai ao encontro do agravamento das condições de vida da população pobre, que ficou completamente desprovida de assistência, gerando, assim, um quadro de crescimento da pobreza e abandono",

Não é preciso esforço para se perceber que “o dinheiro gasto nas referidas compras não guarda sintonia com a natureza, nem tampouco com a quantidade de pessoas que porventura consumirão os produtos, o que indica ocorrência de prática criminosa “, ressalta uma liderança política aliada do governo. Ciro Gomes, a maior liderança nacional do PDT declarou: “Já entramos com a ação no Supremo Tribunal Federal pedindo investigação sobre os gastos absurdos de Bolsonaro. Leite condensado aos milhões enquanto falta oxigênio? Que os responsáveis sejam punidos!

O deputado David Miranda (PSOL-RJ) protocolou uma ação pedindo que o procurador-geral da República, Augusto Aras, investigue o absurdo gasto. O parlamentar solicita que o órgão apure o ocorrido e responsabilize o presidente Jair Bolsonaro. A ação também é assinada pelas deputadas Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Vivi Reis (PSOL-PA) e vários outros, inclusive alguns da base do governo.

"Bolsonaro gastou mais de R$ 1 bilhão 800 milhões de reais em mercado. Isso só em 2020. O Brasil não estava quebrado? Quantos cilindros de oxigênio esse valor compraria? Isso é lavagem? Superfaturamento?", questiona o deputado.

A lista de compras é de espantar. Também há R$ 5 milhões na compra de uvas passas, R$ 1 milhão em alfafa, R$ 15 milhões em açúcar, R$ 16,5 milhões em batata frita embalada e R$ 14,8 milhões em temperos.

Enquanto isso a gestão Bolsonaro realiza um conjunto de fatores desastrosos que vão desde a ineficiência do governo federal no enfrentamento das crises ora instaladas, passando pelo aumento do desemprego e cortes de orçamento da agricultura familiar, até as políticas neoliberais e ultra neoliberais fomentadas pelo Ministério da Economia que geram o crescimento da pobreza e da extrema pobreza de forma acelerada.

"Tal situação de caos e fome, aliada à atual crise sanitária decorrente da Covid-19, evidencia mais ainda o grau de desigualdade, o grau absurdo de pobreza e falta de condições da população trabalhadora de viver uma vida digna”, ressalta Miranda.

De quem o governador gosta?

O governador e seu pai senador já são conhecidos dos alagoanos pela prática que ambos têm de “descartar” aqueles que lhes serviram ou que lhes foram leais por longos tempos. Tratam pessoas como se fossem propriedade suas e que se tornaram “inservíveis” e para que isto aconteça basta ousar contrariar. Adoram pessoas servis, bajuladores e lambe botas da política. E assim cresceram e se mantêm no poder. O caso mais emblemático foi com o então vice-governador e hoje prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, em cujo final o tiro saiu pela culatra, abatendo pai e filho. 

O govenador vai além: mantém uma relação de humilhação com políticos do interior e detesta o servidor público. Essa conta será ajustada em 2022.

Cuidando dos idosos

Com o objetivo de ampliar o atendimento para a imunização contra a Covid-19, a Prefeitura de Maceió criou mais um canal para cadastramento dos idosos acamados acima dos 85 anos. Além do telefone 3312-5589, também poderá ser utilizado o e-mail [email protected] Os dois serviços estarão disponíveis desde ontem (28), das 8h às 17h.

Vale ressaltar que este serviço é exclusivo para os idosos acamados que têm 85 anos ou mais. Os usuários que possuem mais de 85 anos e não são acamados devem se direcionar, das 10h às 16h, ao drive-thru do Estacionamento do Jaraguá e aos pontos fixos nos estacionamentos dos shoppings Maceió (Mangabeiras) e Pátio (Benedito Bentes).

Cadeia neles

Três projetos de lei apresentados nesta semana no Senado determinam a prisão de quem furar a fila para tomar a vacina contra o novo Coronavírus. As penas sugeridas variam de três meses a seis anos, além de multa. As proposições dos senadores Daniella Ribeiro (PP-PB), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Plínio Valério (PSDB-AM) ainda não foram numeradas pela Secretaria-Geral da Mesa.

O projeto de Daniella Ribeiro altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848, de 1940) e o Programa Nacional de Imunizações (Lei 6.259, de 1975). O texto prevê pena de um mês a um ano contra os “fura-filas”. O mesmo vale para quem permite, facilita ou aplica a vacina contra covid-19 em pessoa que sabidamente não atende à ordem de vacinação estabelecida.

A parlamentar defende ainda que o infrator restitua o valor do imunizante ao poder público e pague multa de R$ 1,1 mil. Quem burlar a ordem de vacinação também fica proibido de ingressar em cargo, emprego ou função pública por dois anos, quem já está perde o cargo. A matéria será votada em regime de urgência.

Paripueira à frente 

Em mais uma gestão à frente do município-balneário de Paripueira o prefeito Abraão Moura começa do jeito que gosta: muito trabalho e operar transformações para o povo que o elegeu. Escolheu a dedo uma equipe   aguerrida, com destaque para um jovem craque, com muita experiência exitosa por onde passou, na atividade pública: o administrador Antônio Moura que começa a dar uma “roupagem” na cidade, que será referência exemplar para o turismo da região Norte. Podem anotar.

Um troco

De repente a Câmara de Vereadores de Palmeira dos Índios resolveu atuar no desempenho do papel que lhe cabe, fiscalizar os atos administrativos da gestão municipal. O inusitado por parte dos legisladores palmeirenses é que após eleitos, alguns neófitos e outros vindos de outras legislaturas nunca tiveram uma preocupação tão grande com o dinheiro do povo que representam.  Achei louvável a iniciativa fiscalizatória dos edis conterrâneos, pois nunca é tarde para se começar. No entanto conversando com um político local este resumiu para mim a história: “Estão pressionando por um “troco”, mas o prefeito aguenta aperto”. Agora entendi.

Pílulas do Pedro

Palmeira dos índios torce pela ascensão do deputado Marcelo Victor ao Governo do Estado. E acredita em reeleição. 

Ministério Público de olho nos que furarem filas de vacinação. Quem souber denuncie! (82) 2121-1400.

Direita isenta Bolsonaro e culpa Forças Armadas e Indígenas pelo consumo de Leite Condensado. 

Postado por Pedro Oliveira

O dia “D” do Brasil

23.01.2021 às 10:38


PARA REFLETIR

“Temos vacinação e não temos vacinas. Pobre Brasil”


O próximo dia primeiro de fevereiro ficará na história da política nacional como a data em o Brasil mudou de rumo e de prumo. A eleição para a presidência da Câmara dos Deputados acontecerá nesse dia, quando os 513 deputados eleitos em 2018, devem comparecer ao plenário da casa, para escolher o nome do “número três” na ordem sucessória nacional.

Os parlamentares devem escolher, além do presidente, duas vice-presidências, quatro secretarias da mesa diretora da Câmara, e quatro suplentes. A votação é decidida por maioria simples: para um candidato ser eleito, é preciso ter 50% + 1 dos votos - ou seja, 257 indicações. Caso nenhuma candidatura atinja essa quantidade, acontece um segundo turno com os dois candidatos mais votados. Os votos são secretos.

A eleição será feita de forma presencial, ou seja, os deputados devem estar em Brasília, no Plenário da Câmara, para votar.

A Câmara dos Deputados é onde é votada a maioria dos Projetos de Lei (PLs), que, caso aprovados, seguem para segunda votação no Senado. Por isso, a Câmara tem o poder de definir quais temas serão debatidos no Congresso Nacional. Quem determina os PLs que serão levados a votação em Plenário é a Presidência da Câmara.

Embora a aprovação ou rejeição de um PL dependa das posições dos 513 deputados, com as negociações para alterar pontos do Projeto, emendas e outras mudanças, se a Presidência não colocar o PL na pauta da Câmara, ele sequer será discutido. Portanto, ter neste cargo uma pessoa que seja aliada ou oposição ao Executivo cria uma diferença importante na condução do Governo Federal.

O grande embate entre Arthur Lira e Baleia Rossi

Até hoje pelo menos oito candidatos concorrem à presidência da Câmara, porém apenas dois irão para a batalha final que se desdenha cheia de surpresas, traições e muitos “negócios sujos”: Arthur Lira (PP/AL) e Baleia Rossi (MDB/SP).

Seja quem for o eleito, terá que manter um altíssimo nível de responsabilidade e coordenação em favor do que é melhor para o Brasil, nesta quadra tão difícil que estamos vivendo. Grandes decisões passam pela Câmara.

Entre os dois candidatos Arthur Lira representa o lado do presidente da República em antagonismo com Baleia Rossi, que é o candidato do atual presidente, Rodrigo Maia e da oposição nacional a Jair Bolsonaro.

O que muda no país com a eleição da Câmara

Não se tenha dúvida que o resultado da escolha do presidente da Câmara vai interferir na situação da estabilidade política do Brasil. Ganhando Arthur Lira o presidente Bolsonaro poderá “viajar em céu de brigadeiro”, com o apoio do Centrão e da maioria na casa, mas até quando ninguém sabe. Lira sentará em cima de pautas contra o governo durante os dois anos de seu mandato, até 2022. Por outro lado, Jair Bolsonaro vai pagar um preço altíssimo, se tornando refém de uma maioria que o fará passar por dias turbulentos. Já com a vitória do grupo de Rodrigo Maia um dos primeiros temas a ser pautado será o impeachment do presidente, com vários pedidos já encaminhados. Além disso não se sabe até quando Bolsonaro suportará nos costados “um inferno astral”, com derrotas emblemáticas no Congresso. O presidente literalmente poderá não ter opção: “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.

Millane Hora

Esta semana nos deparamos com um fato que mostra, claramente, as opiniões tendenciosas em nosso cotidiano, principalmente quando se trata de política e seus derivados. Uma jovem advogada, artista e atuante em várias atividades de contribuição social, passou a ser alvo de uma enxurrada de noticias na imprensa e nas redes sociais, não por ter sido, por suposto mérito, galgada à função de assessora especial na administração municipal, mas por ser namorada de um senador. Pasmem quanta distorção por causa de uma nomeação legal, moral e totalmente cabível. Faço a seguinte analise: seria mais prudente para o prefeito pedir ao seu antagonista derrotado, a indicação de um nome para sua assessoria? Abrir uma lista e distribui-la com seus adversários para preencher os cargos de sua gestão? É bom lembrar que no Direito Administrativo, os cargos de confiança são de livre escolha do administrador e demissíveis ad nutum (a qualquer momento). Portanto o nomeado basta ter atribuições para o cargo, reputação ilibada e merecer a confiança do agente político. O resto é apenas “lero” de pessoas incomodadas.

Pose com o dos outros

Perece até que o governador Renan Filho tem paixão por obra “ficcionista”, diante de sua insistência em usar obras e conquistas de outros, como se suas fossem. Recebe bilhões do governo federal para investimento em infraestrutura e anuncia fazendo parecer que foi obra de seu governo, mostra investimentos privados sendo construídos e “planta” a ideia de desenvolvimento da mesma forma,

No momento mais crítico da vida alagoana foi negligente com a propagação do vírus, tomou medidas inaceitáveis de restrições, anuladas pelo prefeito de Maceió.

Agora com a chegada das vacinas de combate ao Covid aparece posando de bom moço e ao cumprir sua obrigação institucional de distribuir com os municípios, faz parecer que tudo é obra de seu governo, fazendo festa com o legado dos outros. Nunca se viu mentir tanto, o tempo todo, por todo o tempo.

Prefeito JHC

Os servidores públicos municipais não pedem muito. Apenas salários dignos, meritocracia, valorização e oportunidade para que se capacitem, buscando melhorar a qualidade dos serviços públicos.

Invista no servidor e comprove que os resultados serão bastante positivos.

Temos um excelente quadro de técnicos, capacitados para ajudar a forjar uma competente administração.

Os bandidos do Covid

Estão vazando informações seguras de que pessoas da sociedade e familiares de gestores públicos “furaram” a fila de vacinação, passando à frente dos grupos prioritários, recebendo a primeira dose da vacina.

O caso é gravíssimo e precisa ser apurado rigorosamente. Papel do Ministério Público e responsabilidade das autoridades encarregadas de gerenciar a logística das operações de vacinação.

Cadeia nesses vigaristas e bandidos.

Pílulas do Pedro

Arthur Lira eleito presidente da Câmara vai se transformar em figura de “primeiro ministro”. Fortíssimo.

Alguns assessores do prefeito JHC já estão pedindo para mudar de função. Não conseguem acompanhar o rimo do chefe.

A Diplomacia brasileira virou “fundos de mãe Joana”. Não podia ser diferente em um governo de aberrações.

 Bolsonaro não é louco. Ele é perverso. ( palavras de um especialista).

Postado por Pedro Oliveira

Dia “D” hora “H” – Um governo paspalhão

16.01.2021 às 10:32

PARA REFLETIR

“Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia” (Nelson Mandela).

Não bastassem as excessivas cenas de ridículo protagonizadas pelo destrambelhado presidente da República, seus ministros sintonizados com sua maneira ensandecida de ser, fazem a mesma coisa e como sempre chocam a população que não comunga com o absurdo, nem se alia aos seus fanáticos de plantão.

Desta feita foi o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o único “pau mandado” que foi encontrado para substituir ministros eficientes e éticos, que não se dobraram às vontades doentias de Bolsonaro.

Com o calendário de vacinas ainda sem definição, enquanto o resto do mundo já avança no processo de vacinação, protagonizando uma briga política com governadores e outros adversários, o patético general aparece em público para fazer o esperado anúncio da vacinação e choca os brasileiros ao afirmar que o calendário vai começar no dia “D” e na hora “H”.

Cumpriu um nojento script escrito pelo chefete até no xingamento à imprensa. 

Enquanto EUA, Reino Unido, Canadá, Alemanha, México, Chile, Argentina, Costa Rica e uma fila enorme de países vão vacinando suas populações, no Brasil estamos empacados tanto no “dia D”, que já foi em março, depois fevereiro, depois dezembro e agora pode ser janeiro, ou fevereiro, quanto na “hora H”, que pode ser qualquer uma, desde que Bolsonaro e o ministro da Saúde vacinem o primeiro brasileiro antes do governador João Doria. Para Bolsonaro, que manda, e Pazuello, que obedece, o importante não é vacinar, é vacinar primeiro; não é ter doses para todos, basta uma única dose para a foto.

Bolsonaro mente

 O presidente Jair Bolsonaro afirmou a apoiadores que a Ford não disse a verdade sobre o fechamento dos parques fabris no Brasil.  "Mas o que a Ford quer? Faltou à Ford dizer a verdade: querem subsídios. Vocês querem que continuemos dando R$ 20 bilhões para eles como fizemos nos últimos anos, dinheiro de vocês, impostos de vocês, para fabricar carro aqui?", perguntou o presidente e ele mesmo respondeu na sequência: "Não. Perdeu para a concorrência, lamento". 

O presidente, no entanto, não explicou se a montadora fez algum tipo de pedido em subsídios para manter a operação no País. Fontes do Ministério da Economia afirmaram ao Estadão, sob a condição de anonimato, que a saída da empresa do Brasil faz parte de um movimento global e não está relacionada à frustração de políticas de incentivo no País. 

Marcelo Victor

O deputado Marcelo Victor, presidente da Assembleia Legislativa tem se mostrado um exímio político em sua atividade parlamentar, sendo considerado hoje o personagem mais influente na política alagoana. Irrequieto, articulado e com um destacado espírito de liderança, soube, com maestria, construir uma sólida rede de apoios, dentro e fora do Legislativo que comanda. Analisando sua performance cravo aqui uma aposta: ninguém segura o deputado palmeirense em sua caminhada política. Daqui pra frente é só estrada asfaltada e pé no acelerador. 

Chegou o Alfredão 

O procurador Alfredo Gaspar, derrotado nas últimas eleições para prefeito de Maceió, chega na Secretaria de Segurança do jeito que gosta e merece: carta branca para agir e apoio nas ações institucionais. Como na vez anterior que ocupou com muita eficiência o cargo, a bandidagem treme de medo e os resultados aparecem rápido. O seu estilo é o mesmo: “dá ordem para a polícia agir e vai à frente das operações, sejam quais e onde forem”. Prestigia seus policiais e cuida da sociedade como deve ser. Sua chegada foi comemorada nas polícias Civil e Militar. Chegou o Alfredão, a malandragem se cuide.

Confundindo as bolas

Alguns prefeitos do interior, principalmente na região do litoral Norte, estão determinando o não atendimento de turistas para testes de Coronavírus e outros atendimentos de urgência, num evidente desrespeito à Constituição Federal, sob risco de sofrerem consequências penais.   

Universalidade é um dos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS) e determina que todos os cidadãos brasileiros, sem qualquer tipo de discriminação, têm direito ao acesso às ações e serviços de saúde.

A adoção desse princípio fundamental, a partir da Constituição Federal de 1988, representou uma grande conquista democrática, que transformou a saúde em direito de todos e dever do Estado. Lembrando aos prefeitos que eles são “gerentes” e não donos do município.

Pauta animal aguardando

O segmento enorme de criadores e milhares de pessoas que defendem e praticam o cuidado, principalmente com cães e gatos, está aguardando que o prefeito JHC apresente sua pauta de atenção aos animais.  Em seu plano de governo, apresentado durante sua campanha vitoriosa, consta apenas o item “4.11 - Criação do Código Municipal da Causa Animal”. Espera-se muito mais. Enquanto se aguarda a elaboração do Código (que deveria ser elaborado com a participação da sociedade civil). Tenho certeza de que o prefeito dedicará a atenção devida. 

Somos todos idiotas?

O governador Renan Filho, em mais uma de suas trapalhadas, levianamente declarou que o prefeito Luciano Barbosa (eleito prefeito de Arapiraca) seria o seu candidato em 2022 a sucede-lo. Isso depois de mancomunado com seu pai (o terrível Renan Calheiros) tentar destruir a carreira política do seu então vice-governador, por considera-lo um rebelde.

Arapiraca e toda Alagoas conheceram a trama odiosa criada pela dupla Calheiros, contra o líder arapiraquense, que os derrotou na justiça e nas urnas. Conhecendo antecipadamente o quadro desfavorável que o aguarda em uma disputa em 2022, tenta o governador dar macha ré, mas vingança é um prato que se come frio. 

Se cuide, prefeito

Quem avisa... Se você, prefeito, não tem uma equipe preparada, treinada e com domínio da legislação administrativa, licitações, contratos e relações interpessoais, está fadado ao insucesso em sua administração.

Cuide do Controle Interno como se fosse a “joia da coroa”, para não ser flagrado, mais adiante, pelos órgãos de Controle Externo (AGU, TCU, TCE e MP).

Prepare sua equipe de assessoria direta para lidar com a pauta administrativa com competência e conhecimento. Redação Oficial, Processo Administrativo, Assessoria Parlamentar, Direitos e Deveres na Administração, são assuntos prioritários para uma boa administração.

Se fizer o dever de casa bem feito, terá tudo para obter sucesso em sua gestão   

Pílulas do Pedro

Tem pessoas assustadas com o pique do prefeito JHC. Acorda cedo, trabalha muito e dorme tarde. Assessores estão com a língua de fora.

Bolsonaro passa o fim de semana em Alagoas, na Barra de São Miguel. Cuidado, não saia de casa. Dois vírus ao mesmo tempo é perigoso demais.

A “subcelebridade” Antônia Fontenelle teve seu “minuto de fama” ao fazer críticas aos alagoanos nas redes sociais. Deveria ser processada.

Em Palmeira dos Índios o patrimônio público é roubado e o prefeito não está nem aí. 

Postado por Pedro Oliveira

Brasil, o país do desgoverno

08.01.2021 às 12:43


PARA REFLETIR

Que o Brasil fique em alerta. O fascismo mostrou sua cara no país mais democrático. Não vamos permitir que se repita aqui.

Brasil, o país do desgoverno

“Ficou óbvio que vivemos num país desgovernado, cujos quase 200 mil mortos pela pandemia foram vítimas de um presidente que sofre de tanatomania

Estas foram as palavras de Frei Betto, religioso dominicano, com mais de 60 livros publicados, em vários idiomas, em entrevista concedida esta semana, analisando o desgoverno brasileiro.

Segundo Frei Betto, o Brasil voltou a registrar mais de mil mortos em um único diaem decorrência do novo Coronavírus. Como estamos encarando essas mortes? Parece que a nossa população sofre também de isolamento psicológico. Esse genocídio, causado pelo descaso do governo, bem como as tragédias de Mariana e Brumadinho, deveriam suscitar grandes mobilizações populares, como ocorreu nos casos George Floyd e, aqui, João Alberto. Perdemos a empatia. O sofrimento do outro não dói em nós. Mas devemos guardar o pessimismo para dias melhores. 

O bolsonarismo foi o grande derrotado nessas eleições municipais, como será varrido do mapa em 2022.

Um presidente genocida

Um presidente que libera armas, que matam, e trava vacinas, que salvam vidas, se compara àqueles que Jesus qualificou de 'sepulcros caiados. O Brasil saiu do mapa da fome em 2014 e, agora, corre o risco de retornar. Segundo a Oxfam, 5,2 milhões de pessoas passam fome no Brasil, sem contar os que não ingerem os nutrientes essenciais, como proteínas e vitaminas.A fome é o retrato mais cruel da desigualdade social no Brasil. E, apesar disso, o governo Bolsonaro erradicou o Consea [Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional] e mantém total indiferença à questão da segurança alimentar, embora o nosso país seja considerado 'celeiro do mundo'.

O Brasil, com toda certeza ruma a passos largos para um novo genocídio, além do causado pela pandemia do Coronavírus. Terá sua maior crise social agravada pela fome, que poderá matar uma quantidade enorme daqueles mais de cinquenta milhões que vivem na miséria, causada pela falta de políticas públicas e tendo à frente um sujeito desequilibrado na presidência da República.

Perseguindo os músicos

O governador Renan Filho, com toda a arrogância que lhe é peculiar, aglomerou irresponsavelmente no período eleitoral, comandando caminhadas pelos bairros com seus candidatos à tiracolo, mesmo tendo dito antes que o povo não devia votar em políticos que não respeitassem o isolamento. Ao perceber que suas atitudes contribuíram para uma nova onda de contaminação, apressou-se em determinar que os bares e restaurantes não poderiam ter música ao vivo, mesmo com cuidados sanitários, colocando em desespero todos os músicos alagoanos, que lutam por seus sustentos e de suas famílias. Implantou-se o terror na classe artística, que procurou diálogo, mas o governador nem os recebeu. Mandou um “preposto” que nada decidiu.

Salvando os músicos

O que os músicos não tiveram do governador, tiveram do prefeito de Maceió: atenção. Recebendo pessoal mente a classe em seu gabinete, JHC garantiu a expedição de um decreto liberando a atividade vetada por Renan Filho e a volta à normalidade em bares e restaurantes, cumprindo todos os protocolos do combate à pandemia.  Não pode se governar com o fígado, e sim com a razão e o coração. Aprenda.

Rui Palmeira

O prefeito Rui palmeira deixou o cargo saindo pela porta da frente, de cabeça erguida e ciente do dever cumprido. Sai deixando um grande legado de obras e investimentos em setores vitais da capital. Desempenhou seus dois mandatos com muita dignidade e cuidados com o interesse público. Tem origem e princípios. Vai se dar um período sabático e depois caminhar em busca de novas conquistas. Merece.

UBER péssimos serviços

A empresa UBER está tratando os seus clientes como cidadãos de segunda categoria, através de motoristas sem educação, irresponsáveis e até agressivos. Me foi relatado que um casal de idosos , com os devidos cuidados, ambos com máscara, aguardava um veículo chamado e foram surpreendidos por um condutor com os vidros totalmente escuros, que parou e os deixou assustados, de repente abriu o vidro e grosseiramente perguntou pelo nome ,tendo o senhor respondido : “se você estivesse com o vidro aberto seria melhor”. De pronto o desrespeitoso condutor arrancou com o veículo, por pouco não causando um acidente, pois a senhora estava com a mão na maçaneta. Agora pasmem: a UBER enviou mensagem ao cliente reclamando que o seu motorista havia notificado que cancelou a viagem pois “a pessoa estava sem máscara”. Não passa de uma empresa irresponsável, defendendo seus prestadores mal-educados, grosseiros e mentirosos.

Vergonha na democracia

A democracia mais sólida do planeta sofreu ontem um grande abalo. A invasão do Congresso dos Estados Unidos, em Washington, por apoiadores do presidente Donald Trump, nessa quarta-feira (6), proporcionou “cenas chocantes”.

Deu para se sentir perfeitamente o efeito do fascismo intolerante ao tentar um início de golpe no governo americano, cujo presidente perdeu nas urnas e trama para continuar governando o povo que o defenestrou. O Alto Representante (chefe da diplomacia) da UE, Josep Borrell, denunciou um ataque sem precedentes à democracia nos Estados Unidos e pediu respeito ao resultado das eleições de novembro.

“Aos olhos do mundo, a democracia americana parece estar sob assédio. É um ataque sem precedentes à democracia dos Estados Unidos, suas instituições e o império da lei. Isto não são os Estados Unidos. Os resultados das eleições de 3 de novembro devem ser plenamente respeitados”, afirmou Borrell no Twitter.

O presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, por sua vez, lamentou as “cenas profundamente perturbadoras no Capitólio”.

“Os votos dos cidadãos devem ser respeitados. Confiamos que os Estados Unidos garantirão a proteção das regras da democracia”, disse o líder do legislativo europeu em um tweet.

No Brasil, com exceção do imbeciloide e fascista Bolsonaro, autoridades políticas e membros do Judiciário condenaram os atos dos fanáticos apoiadores do presidente derrotado.

Pílulas do Pedro

Lininho Novais vai conduzir a Comunicação de JHC nos próximos quatro anos. Certeza de bom relacionamento e competência na imprensa.

Com uma equipe da melhor qualidade, o prefeito de Maceió começa a mudar a cidade e cumprir promessas de campanha.

Anote esses nomes: Emilly Pacheco, Miriam Monte, Rayane Tenório. Três mulheres experientes e preparadas para ajudar a mudar Maceió.

Os craques foram colocados em campo. Ai o “técnico” declarou: “Quem não fizer gol será substituído”. Mudando Maceió.

Postado por Pedro Oliveira

Justiça Bandida

18.12.2020 às 17:15

PARA REFLETIR

Existe uma deformação lastimável na consciência política coletiva do nosso povo: o povo adora ser enganado.

Justiça Bandida

A imprensa brasileira noticiou na segunda feira fato de grande repercussão, mas não surpreendente para a sociedade, a prisão de duas desembargadoras do Tribunal de Justiça da Bahia, Lígia Maria Ramos Cunha Lima e Ilona Márcia Reis. Os mandados de prisão temporária, determinados pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes, foram cumpridos pela Polícia Federal (PF) no âmbito das 6ª e 7ª fases da Operação Faroeste, que apura um esquema criminoso de venda de sentenças em meio à disputa de terras no Oeste baiano.

Além delas, também foi determinada a prisão preventiva de Ronilson Pires, operador do juiz Sérgio Humberto Quadros, e o afastamento do cargo e função de todos os servidores envolvidos nestas fases, o que inclui o secretário de Segurança do estado, Maurício Barbosa, e a ex-chefe do Ministério Público estadual, Ediene Lousado

Em março deste ano, a desembargadora Ilona já havia sido alvo de uma investigação interna por conta da Faroeste. Na época, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou a composição de uma comissão para apurar a atuação dela em atos criminosos.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, as desembargadoras Lígia Cunha e Ilona Reis, assumiram posição de destaque em atividades criminosas.

Entre os alvos da ação estão, além de magistrados da corte baiana, servidores do Tribunal de Justiça, membro e servidores do Ministério Público do Estado, servidores da Secretaria de Segurança Pública da Bahia e advogados.

Um poder putrefato

Onde finalmente irá parar esse país cujo poder, guardião da lei e das garantias constitucionais vê-se completamente apodrecido em todas as instâncias?  A situação está difícil mesmo. Apelar para quem? Na tripartição dos poderes o que temos? Políticos desonestos em maioria esmagadora nas casas legislativas, no Executivo a predominância de ratos de esgoto em todos os níveis, travestidos de governadores e prefeitos e no Judiciário juízes, desembargadores e ministros das altas cortes afogados até o pescoço em atos explícitos de corrupção deslavada.

Um país à beira do abismo

Com um quadro tenebroso dessa natureza, não faltava mais nada para completar o caos absoluto. Engano, faltava sim. Não nos bastasse essa tragédia anunciada eis que se apresenta a “dirigir” o país um destrambelhado, apoplético e despreparado presidente. Uma figura desprezível e ameaçadora para qualquer instituição democrática.

Em minha concepção hoje, pela situação crítica e desmoralizante em todos os poderes constituídos, é irreversível um futuro sombrio para o Brasil. Teremos que chegar ao fundo do poço, para que possamos reinventar a pátria.

Disputando, sem Renan

O MDB resolveu se unir para voltar a comandar o Senado. Em reunião realizada nesta quarta-feira (16), a maior bancada da Casa, com 13 senadores, decidiu abrir uma disputa interna entre seus senadores para aferir qual deles tem os 41 votos necessários para se eleger presidente do Senado. Os líderes do governo na Casa, Fernando Bezerra (PE), e no Congresso, Eduardo Gomes (TO), e o líder da bancada Eduardo Braga(AM), e a presidente da Comissão de Constituição e Justiça , Simone Tebet. são os quatro nomes que correm atrás de apoio de colegas de outras legendas.

Sem o rótulo de governistas, os independentes Simone Tebet e Eduardo Braga largam em vantagem. O partido, que saiu dividido da disputa de 2019, quando perdeu a presidência para Davi Alcolumbre(DEM-AP), pretende fazer valer o critério da proporcionalidade partidária, que garante à maior bancada o direito de reivindicar o comando da Casa.

Um detalhe: na reunião foi vetada qualquer menção ao nome de Renan Calheiros, considerado “persona non grata” em qualquer negociação no Congresso.

Quem será?

"Um artigo publicado no Journal of Public Management & Social Policy (Jornal de Gestão Pública e Política Social) listou as características de líderes com personalidade psicopata, narcisista ou maquiavélica. Elas incluem: tendência à manipulação dos outros, disposição em mentir e enganar para alcançar seus objetivos, falta de remorso e sensibilidade, desejo de admiração, atenção, prestígio e status. Sigmund Freud afirmou que “os grupos assumem a personalidade do líder”. Penso que o ponto cego do líder é o mesmo dos grupos que o seguem.

Um bom assessor

Na disputa eleitoral o papel de um bom assessor de imprensa vai muito além de outros itens, até mesmo do marketing pago a peso de ouro. Os marqueteiros geralmente desconhecem as características locais e cometem erros que podem atrapalhar uma campanha. Já o assessor de imprensa, além de ser a sensível fornecedor de notícias do candidato, tem que ter muito jogo de cintura, relação com os colegas, visão estratégica e confiabilidade. Não é um papel fácil e só pode ser exercido por quem domina a arte de conhecer muito bem do ofício. Na campanha do vencedor, prefeito eleito JHC, esse difícil papel coube ao professor e jornalista Lininho Novais,(foto) que conhece de política, administração e muito de relação com a imprensa. Contribuiu muito para a vitória do candidato que ele respeita e admira. Assim é um bom assessor de imprensa.

Brincando com o perigo

As pessoas estão se glomerando, deixando de usar máscaras, participando de eventos e farras (muitas farras), deixando de lado os cuidados necessários para preservação contra o Coronavírus, que não vive uma segunda onda, já que a primeira nunca foi embora. O próprio governador Renan Filho, foi um péssimo exemplo para a população: Condenou a aglomeração contagiosa, disse em vídeo que não se deveria votar em candidatos que aglomeram e fez exatamente ao contrário. Saiu às ruas em carreatas com o seu candidato a prefeito, percorreu bairros, se contaminou e deve ter contaminado muitos.

Agora com as proximidades das festas de fim de ano o mesmo governador está sem moral alguma para decretar um novo confinamento e a proibição de festas de réveillon. A aplicação da vacina no Brasil, diferente da maior parte do mundo, ainda está em fase de “disputa eleitoral” e demora a chegar. Espera-se que a justiça, a exemplo de outros estados, exerça o seu papel e decrete as medidas necessárias á defesa da vida dos alagoanos.

Pílulas do Pedro 

Mantidos no máximo segredo possível, o prefeito eleito está quase concluindo o seu primeiro escalão. Alguns nomes vão surpreender.

Vazado da transição o nome do secretário de Educação. O professor e sociólogo Elder Maia. Com um conceito elevadíssimo e um currículo recheado de láureas.

A composição do próximo secretariado municipal parou um pouco esta semana. O prefeito eleito estava em Brasília, buscando “asfalto” para sua futura caminhada. 

Postado por Pedro Oliveira

Apropriação indébita

12.12.2020 às 09:05
Agência Alagoas


PARA REFLETIR

Os políticos não conhecem nem o ódio, nem o amor. São conduzidos pelo interesse e não pelo sentimento. (Philip Chesterfield).

Apropriação indébita

O governador Renan Filho anuncia a entrega da grande obra do viaduto da PRF, como se fosse um feito de seu governo, por pura balela. Imagina que o povo é tolo, o mesmo povo que o derrotou nas eleições para prefeito e que o derrotará caso se atreva a ser candidato em 2022. A obra usurpada pertence a vários governos, com um grande incremento no governo Michel Temer, graças ao empenho do então ministro Maurício Quintella e finalizada pelo governo Bolsonaro, sensível ao desejo do povo alagoano.

Não é a primeira vez que a pequenez de espírito público do governador alagoano o faz se apropriar de obras do governo federal, para vender uma falsa imagem da sua pífia administração.

Transição republicana

Quem imaginava atos de beligerância e exibição explícita no processo de transição da prefeitura de Maceió, deve estar decepcionado. O antagonismo acabou ao desarmar os palanques e contar os votos. O adversário não precisa, necessariamente ser inimigo, principalmente quando o objetivo é a vida da sua capital.

O deputado Davi Maia, comandante da transição e sua equipe, têm caminhado com muita cautela, sem perder os objetivos inerentes à missão, mas com diálogo fácil e contando com a colaboração dos que estão saindo, sob recomendação do prefeito Rui Palmeira.

Raspando o tacho

O prefeito eleito de Maceió, JHC, ainda será deputado federal até o dia 31 de dezembro. Com sua destacada atuação e seu robusto relacionamento em Brasília, não perdeu tempo. Deu uma estratégica parada na formação de sua equipe e partiu para a capital federal para destravar pautas de sua agenda e manter contatos com vistas e investimentos e demandas para a cidade que comanda a partir de primeiro de janeiro.

A partir dessa segunda feira retomará a sua maratona para iniciar logo o anúncio de nomes da sua equipe.

Marx, o perdedor

O deputado federal Marx Beltrão não tem sido nada favorecido nos embates políticos desde a eleição passada em 2018, quanto foi preterido para uma vaga de senador pelo clã Calheiros, que lhe aplicou um “Cavalo de Troia”. Agora em 2020 teve derrotas emblemáticas e vai chegar à época da renovação de seu mandato sem nenhum protagonismo político. Como faz falta o ombro do pai, deputado João Beltrão, um mestre em alianças e “negócios “políticos.

Eu quero paz

Para ACM Neto, presidente do DEM, as eleições municipais deste ano deram o recado de que os eleitores querem “gestores que ajam com equilíbrio, que tenham experiência e capacidade de realização”.

“É uma indicação importante para 2022. Agora, o presidente vai dar uma nova cara ao governo nesses próximos dois anos e ter uma postura de moderação ou vai apostar no radicalismo? Não sabemos. Bolsonaro vai perder se apostar no radicalismo.”

Bola cheia para Arthur Lira

O deputado alagoano, Arthur Lira, apostou em voo às alturas sendo no momento atual a principal figura política da República. O presidente Bolsonaro aposta todas as fichas em sua candidatura para a presidência da Câmara dos Deputados e para tanto se dispõe até a fazer reforma ministerial para conquistar apoios ao nome do parlamentar. O Palácio do Planalto vai além: associa a liberação de recursos de emendas parlamentares a apoios para a candidatura de Lira.

De acordo com relatos de líderes partidários e deputados governistas, integrantes de partidos do centrão foram orientados a buscar Lira para definir a liberação de verbas acertadas na aprovação do PLN 30, projeto de lei que abriu crédito suplementar de quase R$ 6,1 bilhões a oito ministérios.

Se eleito presidente da Câmara, Artur Lira passa a ser a segunda maior autoridade na linha sucessória do país, se colocando após o vice-presidente da República.

Cumprindo pauta positiva

O prefeito eleito de Maceió, JHC, esteve em Brasília cumprindo uma extensa agenda de reuniões em busca de investimentos e melhorias para a capital. Uma das principais pautas do novo gestor foi o combate à Covid-19. JHC esteve reunido com Marcelo Pontes, presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para tratar sobre a volta às aulas.

“Vamos trabalhar firmes para que nossas crianças, familiares, professores e pessoal de apoio possam retomar as aulas presenciais com toda a segurança necessária. Lugar de criança é na escola, e vamos adotar todas as medidas sanitárias que permitam um retorno seguro”, explicou o prefeito JHC.

Arapiraca não perdoa

Os arapiraquenses que deram uma magnifica votação ao seu prefeito eleito, Luciano Barbosa, comemoram antecipadamente a segunda vitória com a decisão inesperada tomada pelo senador Renan Calheiros e seu filho governador, em retirar as ações que pediam a impugnação do candidato consagrado nas urnas. Ouvi de uma importante liderança política da região: “comemora, mas não perdoa.  O povo de Arapiraca foi agredido brutalmente pelos Calheiros, que se acharam donos de sua vontade e consciência, recuaram porque sentiram que perderiam também no tapetão com dupla desmoralização. Não imaginem que isso apagará da memória do arapiraquense as ofensas imperdoáveis, assacadas pelo governador e seu pai. O troco será dano na hora e lugar devido. Vingança é um prato que se come frio, como você bem o disse aqui em sua coluna”.

Um detalhe: se Luciano Barbosa ceder aos encantos dos Calheiros, provará o gosto do mesmo veneno.

Fogo amigo continua aceso

(BRASÍLIA) - O clima no palácio do Planalto continua pesado e novas demissões devem sair em breve para acalmar o “estado de guerra fria” que domina os intestinos do governo Bolsonaro já há algum tempo. A queda do ministro do turismo, Marcelo Álvaro Antônio, não diminuiu a pressão.

Antes de sair o ex-ministro colocou em exposição o clima de disputa por espaços do entorno presidencial.

Acusou o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, de negociar cargos com o Centrão. Álvaro Antônio afirmou que as aprovações no Congresso Nacional costuradas pelo militar teriam um altíssimo preço, se comparadas à sua "insignificância". "Ministro Ramos, o senhor entra na sala do PR [Presidente da República] comemorando algumas aprovações insignificantes no Congresso, mas não diz o altíssimo preço que tem custado", disse.

E completa: "O senhor é exemplo de tudo que não quero me tornar na vida, quero chegar ao fim da minha jornada exatamente como meus pais me ensinaram, leal aos meus companheiros e não um traíra como o senhor.

Há quem diga que o presidente tem perdido muito mais tempo em administrar os conflitos existentes na equipe do que cuidando da função institucional.

Postado por Pedro Oliveira

Ao vencedor, o troféu:

05.12.2020 às 11:46


PARA REFLETIR

“Água de morro abaixo, fogo de morro acima e a vontade do eleitor, não tem quem segure”.

Governar uma das mais belas cidades do país

Abertas as urnas finda uma história cravada por ataques ensandecidos, acusações, “fake news”, alianças e disputa de poder. Como em eleições anteriores e como não poderia deixar de ser, o “lavado de roupa suja” entre os candidatos supera as propostas, os planos de governo e até a esperança do povo. Mas é assim mesmo e não há de mudar enquanto a prática política do clientelismo, das alianças tortas e dos embates ideológicos permanecerem. E vai continuar sempre assim. Como dizia o Winston Churchill, “A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes.

A vitória de JHC

Com a finalização da apuração em Maceió, o candidato JHC (João Henrique Caldas) foi eleito em segundo turno com 222.147 votos, o que correspondeu a 58,64% dos votos válidos contra 156.704 de seu oponente Alfredo Gaspar de Mendonça, que obteve 156.704, 41,36%.

O vencedor consagrado nas urnas, desde o primeiro turno já mostrava uma performance superior ao segundo colocado e a partir daí turbinou ainda mais sua campanha, angariando apoios importantes que o levaram à vitória. O eleitorado da capital fez então sua opção por aquele que considerou o melhor para administrar a cidade. Mesmo ainda sendo muito jovem o vencedor tem uma história política já testada desde quando foi deputado estadual, onde desempenhou um mandato propositivo e contestador. Como deputado federal é ativo e muito articulado nas relações internas no Congresso, sendo considerado o mais atuante da bancada alagoana.

Chega ao comando da prefeitura, segundo declarou, com o propósito de efetuar mudanças e fazer um governo baseado na meritocracia, capacidade técnica, mas claro sem fugir da política. Pode sim, fazer isso tudo, sabendo dividir “alhos de bugalhos” até porque chega com a força de seus votos para decidir sozinho, mas ouvindo quando for preciso.

Ao Davi, Honra ao Mérito

Voltemos ao primeiro turno, que não tive oportunidade de comentar. Não conhecia o candidato deputado Davi Davino Filho, até essa eleição. Como o terceiro candidato nas avaliações inclui o seu nome com espaço idêntico aos outros dois na coluna. A partir daí nos falamos frequentemente. Dono de um carisma muito positivo, tem qualidades raras na política: fala olhando no olho e é muito humilde. Fez a campanha melhor elaborada nas mídias sociais e ganhou a confiança do eleitorado mais humilde. Sai da eleição cacifado pela expressiva votação (97.409 votos) e chegará em 2022 como protagonista da mais alta importância.

O vice de cada um

 Ronaldo Lessa foi de longe o candidato a vice-prefeito que mais contribuiu com a campanha do titular. Ex-governador e ex-prefeito de Maceió. Continua adorado pela classe de servidores públicos do estado e município, aos quais concedeu muitas melhorias. No início da campanha sua imagem foi subaproveitada pelos “gênios marqueteiros”, que não conhecem nossas peculiaridades, mas ainda bem que o erro foi corrigido a tempo e a presença de Lessa foi marcante durante o restante da campanha.

Emmanuel Fortes, vice de Davi Davino, engrandeceu a chapa. Maior liderança da classe médica alagoana, homem e profissional respeitado, tem um histórico político honrado e atuante.  Fez a sua parte.

Tácio Melo, vice de Alfredo Gaspar. Um nome completamente desconhecido para o grande eleitorado e com rejeição entre os mais esclarecidos. Não ajudou, mas também não atrapalhou. Como diz Sebastião Nery (um sábio da imprensa), “Os vices só crescem à beira dos túmulos”.

Alfredo Gaspar de Mendonça

Entrou pela porta certa, mas enviesou pelo caminho inseguro. Jovem com uma bonita história no Ministério Público e também no exercício do cargo de secretário de Segurança Pública. Descendente de tradicional família de renomados juristas e com destaque na sociedade alagoana. Tem destino político, mas se lançou no momento errado confiante em uma aparente aceitação do eleitorado e uma equivocada aliança. Foi para o segundo turno e teve uma significativa votação (156.704 votos). Teve uma campanha com altos e baixos na formulação de seu marketing. Testou e fez um bom ensaio, mas em política o jogo é bruto e feito para profissionais.  

A maldição do governador

O apoio do governador Renan Filho foi talvez a principal “pedra no sapato” do candidato Alfredo Gaspar. Vivendo um de seus piores momentos políticos, com derrotas emblemáticas (vide Arapiraca) carrega em suas costas uma rejeição que beira o ódio por parte da grande maioria dos servidores públicos estaduais, classe que durante o seu governo foi perseguida e humilhada durante toda a gestão. Se juntar os servidores públicos, suas famílias e os amigos que foram contaminados por essa onda contra o algoz, se chega a soma de alguns milhares, decisivos para uma eleição apertada.

Começou bem a transição

A transição para o próximo período do governo da capital começou e já mostra que o futuro prefeito JHC está começando bem. Como disse em sua campanha vai primar por uma gestão dirigida por bons técnicos e apostar na meritocracia. Formou uma equipe de transição coordenada pelo competente e atuante deputado Davi Maia, com vasta experiência no setor público e que conhece o interior da prefeitura de Maceió. Ao seu lado uma equipe do mais alto nível para fazer uma análise completa e aí então formular propostas para o efetivo cumprimento de um plano de governo eficiente, moldado nas propostas possíveis feitas durante a campanha.

O encontro de Rui Palmeira e JHC com suas equipes para iniciar a transição não foi apenas foi republicano, mas cortês e proficiente, como manda o figurino das relações institucionais.

O futuro prefeito dá sinais que tocará sua administração com profissionais técnicos e se for político tem que ser competente. Uma excelente sinalização.

Postado por Pedro Oliveira

Governança e Compliance – Que bichos são esses?

27.11.2020 às 12:50


PARA REFLETIR

Um pensamento recorrente ao exercer meu dever cívico no Domingo, dia das eleições: Alagoas é um estado de aparências.

Governança e Compliance – Que bichos são esses?

Ao futuro prefeito de Maceió

Se eu tivesse a oportunidade de fazer uma pergunta aos dois candidatos que disputam a Prefeitura neste domingo, não lhes arguiria sobre o que pretendem fazer pela educação, saúde, mobilidade urbana, habitação, proteção aos mais necessitados, cujas abordagens estão em abundância, em seus planos de governo. Como sói acontecer nos Planos de Governo que são instrumentos técnicos/políticos muito assemelhados, há uma abordagem ou uma “fotografia” de uma futura administração do eleito. 

Eu perguntaria a ambos: “Qual a sua visão sobre os temas “Governança” e “Compliance”, caso seja eleito?

Existem ainda dúvidas entre governança e compliance. Apesar de terem objetivos parecidos, em alguns aspectos, esses conceitos são diferentes. Afinal, um está mais relacionado à adaptação nos processos e à cultura da organização, enquanto o outro, à forma como uma empresa lida com as normas e com valores éticos.

No entanto, os dois são fundamentais para garantir uma gestão eficiente e uma boa reputação para uma organização. Por isso, é tão comum que sejam trabalhados juntos, mesmo que sejam diferentes. Ou seja, podemos dizer que, na prática, são complementares.

Compliance em tradução livre do inglês, o termo compliance pode ser entendido como conformidade. Importado dos Estados Unidos e da Europa, o conceito começou a ganhar espaço no Brasil a partir da década de 1990, porém, só nos últimos anos tomou a dimensão que tem hoje. Muito disso se deve à criação da Lei Anticorrupção brasileira.

.Os responsáveis pelo setor de compliance e pela implementação do programa são profissionais da área, que estudam a fundo as leis e normas a que a Administração  se submete. Mais do que isso, desenvolvem competências essenciais para encontrar as soluções mais adequadas para assegurar o cumprimento dessas regras.

Já a governança corporativa é a área que trata das relações entre os diversos stakeholders (partes interessadas) de uma Administração. Nesse caso, incluem-se tanto os internos, como gestores, diretores e conselhos administrativos, (na administração indireta), quando for o caso e os externos, como a sociedade, os órgãos de fiscalização e controle externos.

Isso significa que as práticas de governança são as estratégias usadas pelas administrações para afirmar e representar o seu valor diante de seus diferentes públicos. Ou seja, é uma maneira de garantir que os objetivos estejam alinhados como uma corporação, transformando-se em medidas aplicáveis e que podem ser mensuradas.

João Henrique Caldas (JHC) ou Alfredo Gaspar precisam estar conscientes das exigências da modernidade administrativa. Trazer o eleito, para seu governo, mecanismos eficientes que passam muito longe da maneira arcaica de se administrar. Implantar uma política de meritocracia nas funções técnicas e austera nas funções políticas. 

Por aqui essas duas indispensáveis práticas de gestão, não se fizeram notar.

Sem isso, as administrações vão se sucedendo completamente iguais e inócuas. 

Alfredo Gaspar

Assume pacto para proteger primeira infância

Além de agradecer a todos os maceioenses pela receptividade obtida durante o período dessas eleições para prefeito de Maceió, em cada rua e bairros percorridos, que o levaram a atingir o primeiro lugar do primeiro turno, o candidato Alfredo Gaspar (MDB) assumiu um compromisso com a primeira infância da cidade. “Cuidar do começo da vida é cuidar da vida toda, como diz o lema da Rede Nacional da Primeira Infância, e é com essa faixa etária que firmo um pacto de proteção, que vai marcar a minha gestão, nas áreas prioritárias de atuação como saúde e educação”, afirmou.

A Rede Nacional articula mais de 250 organizações que atuam na defesa e na promoção dos direitos das crianças de até seis anos de idade. Na segunda-feira (23), o candidato assinou um Termo de Compromisso com ações na defesa dessa faixa da população, marcando assim seu desejo de preservar o futuro das crianças de Maceió.

Ao assinar o documento, o candidato se compromete em implementar o Plano Municipal pela Primeira Infância. O plano é o meio mais adequado parar produzir um conjunto de iniciativas, de alcance abrangente, capaz de assegurar um futuro com dignidade para os pequenos.

Entre outros pontos do documento assinado, Alfredo Gaspar assegura que, eleito prefeito, vai ampliar a rede de educação infantil, melhorar a qualidade do ensino, fortalecer a estratégia de saúde da família e aperfeiçoar o programa de visitas domiciliares. Cada uma dessas ações está detalhada no Termo de Compromisso.

Também nesta segunda-feira, Alfredo Gaspar assinou o compromisso Candidato Amigo da Criança, um conjunto de propostas elaborado pela Frente Parlamentar Mista da Primeira Infância. Com a assinatura, o candidato garante que essa faixa-etária estará no topo das prioridades da gestão municipal.

Entre os vários itens que constam do documento assinado por Alfredo estão ampliação da oferta de creches para crianças de zero a três anos e pré-escola a todas as crianças de 4 a 5 anos.

João Henrique Caldas (JHC)

Chegou a hora de mudar Maceió!

Reta final de uma campanha feita com muito entusiasmo, sem amarras ou ligação com os velhos grupos políticos, assim JHC seguiu pelos quatro cantos da cidade mostrando que com trabalho sério e transparência Maceió pode alcançar melhores indicadores, principalmente na área de saúde, onde há uma forte politização das unidades de atendimento.

“Nós vamos despolitizar a saúde. Vamos indicar os diretores dos postos através de escolhas técnicas e por competência. Com a criação do Corujão da Saúde, os postos de saúde de Maceió estarão abertos até 21h. Vamos adquirir medicamentos a preços justos para melhorar a distribuição e as consultas poderão ser marcadas através de um aplicativo”, explicou JHC.

JHC destaca dois programas propostos por ele para gerar renda e emprego. Um deles é o “Brota na Grota”, iniciativa que garante oferta de crédito, cursos e mentorias para moradores das grotas e comunidades que desejam empreender. Outra proposta de JHC é a criação do “Banco da Mulher Empreendedora”, para oferecer empréstimos a juros baixos para as mulheres. 

“Maceió está do lado de quem realmente está preparado para solucionar os problemas da cidade com coragem, determinação e disposição. Chegou a hora, domingo é dia de 40. O povo de Maceió quer mudança de verdade, com independência e sem conchavo com os Calheiros”, finalizou JHC.

Postado por Pedro Oliveira


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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