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O golpe de Arthur Lira

24.07.2021 às 18:40

 

PARA REFLETIR

“Nada mais cretino e mais cretinizante do que a paixão política. É a única paixão sem grandeza, a única que é capaz de imbecilizar o homem”. (Nelson Rodrigues)

Disse recentemente que “Arthur Lira, só pensa em Arthur Lira” e nós alagoanos o conhecemos bem. Na política venceu por sua astúcia e enorme capacidade de articulação. Nasceu politicamente pelas mãos do pai, ex-senador e hoje prefeito da Barra de São Miguel (AL), Benedito de Lira, ganhou espaço próprio e hoje é o segundo na ordem sucessória da república, como presidente da Câmara dos Deputados, embora impedido de exercer o cargo de chefe da nação , por ser réu no Supremo Tribunal Federal, acusado de crime de corrupção( coisas da vida pública brasileira), além de processado por sua ex-mulher, por violência doméstica ( lei Maria da Penha). Conquistou a principal liderança do Centrão, que o presidente Jair Bolsonaro “alugou” a preço superfaturado, para lhe dar sustentação no legislativo.

O alagoano Arthur Lira tornou-se tão poderoso, que se acha capaz de dar um “golpe branco” para mudar o sistema de governo no país, propondo um esdruxulo e equivocado modelo a ser gestado por uma Emenda Constitucional, atropelando a própria Constituição Federal.

Ele quer, na verdade, criar um falso parlamentarismo, até porque o Brasil já adota um semipresidencialismo desde a promulgação da Constituição de 1988, quando conferiu atribuições ao Executivo e Legislativo que são típicas do parlamentarismo  A Constituição ainda dá poderes ao presidente para editar medidas provisórias, com força de lei e outras matérias eu podem ser modificadas pelo Parlamento.

A atuação do presidente se assemelha a de um primeiro ministro, tendo que se entender com o Congresso desde o inicio do seu mandato, até o final, na busca de manter uma maioria que lhe garantirá a governabilidade. Temos aqui um presidencialismo de coalizão, que nada mais é que o semipresidencialismo.

O que quer Dom Arthur?

Poder, mais poder, é o que busca o presidente da Câmara dos Deputados, com o Executivo ainda mais refém do que se verifica hoje. Lira e sua turma buscam, claramente, dificultar a vida do próximo presidente e já apostam que será Luís Inácio Lula da Silva, pode ter certeza. Com a adoção de um novo sistema o famigerado Centrão ganharia ainda maiores poderes, inclusive o de indicar o primeiro ministro.

Desde o início do ano Arthur Lira já assume os ares de primeiro ministro informal, impondo ao presidente Bolsonaro uma agenda retrograda, conservadora e cheia de suspeições.

Fico com a opinião do articulista Kennedy Alencar que pontua em sua coluna: “O desejo de Arthur Lira é dar um golpe parecido com o de 2016, quando Dilma foi derrubada com um impeachment, sem crime de responsabilidade. Seria um golpe “limpinho” com essa conversa fiada que valeria para 2026.

Davi Davino, o diferenciado

O deputado Davi Davino Filho é daqueles políticos que se pode antever um futuro vitorioso. Na última eleição chegou a bater na trave e por pouco não virou prefeito de Maceió se tivesse ido para o segundo turno. Meu primeiro contato com ele foi exatamente na campanha passada e confesso, me surpreendi com sua desenvoltura política. Além do que é atencioso, centrado e convence o eleitor se mostrando por inteiro. É diferente de tudo o que está aí, uma maioria de interesseiros que só pensam no voto e depois de eleitos sobem no pedestal, cercados de proxenetas, que os adulam enquanto estiver no poder. Anote esse nome: Davi Davino Filho e depois confira.

Renan Calheiros: o troco

O senador Flávio Bolsonaro está apavorado com a proximidade com que a CPI está chegando nas comprovações dos crimes do pai presidente. Em represália denunciou o senador Renan Calheiros, na PGR, por abuso de autoridade. Aí recebeu o merecido troco:” A democracia tem contornos às vezes de ficção.  mesmo quem foge dos promotores há anos sistematicamente pode ir à sede do Ministério Público Federal. No Brasil, até a milícia denuncia”. Disse o senador – Voto com o relator.

Alfredo Gaspar

O secretário Alfredo Gaspar, nasceu em berço de predominância jurídica e altos padrões de moralidade, uma tradicional família alagoana. Muito jovem ainda fez carreira no Ministério Público, do qual se tornou um dos mais destacados membros, chegando ao topo da carreira ao ocupar o cargo procurador geral de Justiça. Largou a sua brilhante carreira pelo desejo de servir à sua cidade e teve um desempenho atrapalhado por fatores que só a política local pode explicar. Mergulhou e logo ressurgiu como secretário de Segurança Pública, cargo que já havia ocupado com êxito. É inteligente, preparado e ama o que faz. Tem sido apontado, pelo seu extraordinário trabalho, como um dos melhores secretários do sistema de segurança do país. Seu cacife político está em alta e certamente o conduzirá para uma disputa eleitoral com chance de vitória.

Bolsonaro despenca

No rumo que vai, antes de terminar esse destrambelhado governo, o presidente Jair Bolsonaro não terá nem um ministro para chamar de seu. A cada dia perde mais força para o fisiologismo e o jogo sujo do Centrão. Agora mais uma vez descumpre promessas de campanha e se dobra diante das exigências do grupo mais nocivo da política nacional, cujos objetivos são os mais espúrios possíveis.

Com a popularidade em queda livre, Bolsonaro vai promover reforma ministerial para fortalecer sua base de sustentação no Congresso Nacional. Deverá puxar o senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, para a Casa Civil e vai desmembrar o Ministério da Economia, recriando o Ministério do Trabalho.

Pílulas do Pedro

Prefeitura de Arapiraca dá péssimo exemplo e ainda agride cidadão, por reclamar falta de álcool gel nos locais de acesso ao público.

Governador gaúcho, Eduardo Leite, apoia Rodrigo Cunha para o governo de Alagoas. Ai pronto! Decidiu a eleição.

Cães e gatos estão passando fome e morrendo nas ruas de Maceió. Um mínimo de atenção à causa era bom, mas animais não votam.

Postado por Pedro Oliveira

Vergonha alagoana (mais uma)

De como o filho de Arthur Lira saiu de estagiário em restaurante de Brasília para influente personagem na publicidade do governo

17.07.2021 às 12:20

 

Não nos bastasse o tanto que nos envergonha a maioria de nossos políticos, muitos pendurados em processos de improbidade, corrupção e desvios de dinheiro público, mais uma aparece levando Alagoas a ser destaque na imprensa nacional, com suspeitas de falcatruas no governo Jair Bolsonaro, que mostra claramente, que é tão vulnerável ao atravessar a linha da moralidade quanto os que o antecederam .

O filho do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que nunca atuou no ramo de imprensa ou publicidade, surge de repente como sócio de uma empresa de representação de veículos publicitários que, por sua vez, prestam serviço para órgãos públicos. Arthur Lira Filho tem como sócia, no negócio, Malu Cavalcante, filha de Luciano Cavalcante, (outro conhecido alagoano e fiel escudeiro dos Liras) braço direito, secretário parlamentar e coordenador de campanhas do deputado.

Sem nenhuma experiência n o ramo o filho de Lira e sua sócia, que também nada entende do ramo de imprensa e publicidade estão faturando muito dinheiro, inclusive com clientes como a Caixa Econômica Federal e alguns ministérios, além de outros órgãos do governo federal.;

Completando a trama a empresa Mídia Nova Representações, não tem sede, site e até e-mail. O endereço que consta do registro do CNPJ é de um apartamento residencial na Asa Norte de Brasília, onde a sócia do filho de Arthur Lira mora com os pais. Mostrando, claramente, o nível de embromação em uma empresa com grandes verbas publicitárias, sem funcionários, instalações próprias, apenas de fachada.

O empresário Arthurzinho

Quando criaram a empresa, Malu era recém-formada em Direito e Arthur Filho estava estagiando em um restaurante em Brasília. Segundo pessoas que atuam no mercado de publicidade em Brasília e não quiseram ser identificadas por temer represálias, Arthur é visto frequentemente em agências que possuem contratos milionários com o governo, como a Calia e a Propeg.

Indicações no Congresso e CBTU

Segundo o site Congresso em Foco (Brasília) Luciano Cavalcante, o todo poderoso assessor de Lira e pai de Malu, é considerado o braço direito do deputado. Ele trabalhou por anos com o ex-senador Benedito de Lira, pai do atual presidente da Câmara e aparece em várias fotos junto aos dois. Cavalcante, inclusive, participa de eventos representando Lira.

Natural de Atalaia, em Alagoas, ele empregou a esposa, Gláucia, e a filha Malu nos gabinetes de Lira filho e Lira pai, como assessoras parlamentares. Gláucia atuou no gabinete de Arthur entre 2015 e 2016 e hoje possui um cargo de gerência na superintendência da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em Maceió (Onde os Liras têm o comando total). O superintendente, aliás, é Carlos Jorge Ferreira Cavalcante, cunhado de Gláucia.

A nomeação da esposa e do irmão de Luciano em cargos na CBTU é curiosa. Arthur Lira se tornou réu no Supremo Tribunal Federal acusado de receber R$ 106 mil de propina do então presidente da companhia, Francisco Colombo.

Kaká Gouveia no TJ

Antonio Carlos Melro Gouveia é um nome que Alagoas conhece e respeita por sua origem e história de vida pessoal e profissional. Filho do médico Milton Enio de Gouveia, o grande expoente da nossa pediatria e das letras alagoanas, Kaká Gouveia, como é conhecido na intimidade, mesmo muito jovem, tem uma extraordinária folha de serviços como agente público e político. Secretário de estado, dirigente de órgãos públicos, deixando sua marca de eficiência e austeridade por onde passou, membro e presidente do Conselho Estadual de Segurança pública juiz do TRE, advogado brilhante, com vitoriosa atuação é um dos nomes apontados para ocupar a próxima vaga de desembargador a ser aberta no Tribunal de Justiça. Com sua escolha a corte será honrada com o nome certo para a dignificante função.

Renan Filho: batendo recordes

O governador Renan Filho deixará o seu mandato profícuo marcando alguns recordes históricos em comparação com todos os antecessores. Estradas asfaltadas e duplicadas, construção de hospitais e outros equipamentos de saúde, melhoria e expansão da educação. Não bastasse essa longa pauta vai bater também o recorde na realização de concursos e contratação de pessoal. por meio da Secretaria do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), divulgou o edital que rege o concurso público para o provimento de 3 mil vagas na Secretaria de Estado da Educação (Seduc).Das 3 mil vagas ofertadas, 483 são para a área de pedagogia, sendo 342 para a Educação Especial e 141 para indígenas que têm especialidade nos anos iniciais do Ensino Fundamental. As demais vagas para professor contemplam 14 áreas de atuação. A remuneração inicial prevista para os novos servidores é de R$ 2.433,95.

Acontecerão também concursos nas áreas de saúde e segurança pública. Quem planta colhe.

Mandato pífio

Ninguém desconhece a pequenez do mandato do senador Rodrigo Cunha, que se tornou o maior equívoco do voto dos alagoanos, hoje candidato, com certeza não seria eleito. Figura apática dentro do Congresso Nacional, insiste em se justificar de sua inercia com projetos midiáticos e inexpressivos a exemplo dessa tal “lei do nome limpo”. Se as pessoas não têm dinheiro para necessidades básicas, imagine para “negociar” dívidas. O senador se dispõe a emprestar?

Mudando a educação

Um amplo e arrojado projeto está sendo desenvolvido pelo Instituto Cidadão, voltado para o aperfeiçoamento e atualização pedagógica de toda a rede de ensino municipal, de acordo com as diretrizes do Ministério da Educação. Um seminário voltado para instrutores, monitores e capacitadores será realizado na próxima semana, na plataforma on-line da instituição especialista em capacitações para gestões públicas, em preparação para a realização do amplo projeto com foco em gestores escolares, professores, pedagogos, pessoal administrativo das escolas municipais. O primeiro município a ser contemplado será Palmeira dos Índios, por iniciativa do prefeito Júlio Cezar, objetivando modernizar e adequar o setor educacional para o futuro.

Pílulas do Pedro

Prefeito JHC se dirigiu ao acampamento dos sem tetos, em Jaraguá e olho no olho, prometeu soluções para a situação.

E aqueles políticos continuam tomando cafezinho com a Braskem e fazendo discursos demagógicos para o público.

Cardiologista José Wanderley é um candidato que todos querem chamar de seu. Tem destino e vocação.

Postado por Pedro Oliveira

O governo está podre

10.07.2021 às 18:48

 

O governo do presidente Jair Bolsonaro, diante das graves denúncias de corrupção no Ministério da Saúde, possivelmente não sofrerá nenhum processo de impeachment. dificilmnente o presidente da Câmara, o seu aliado, Arthur Lira pautará a matéria para ser votada, além do que não existe o clamor das ruas em tamanho suficiente para forçar a ser votado o impedimento.

Não se tem dúvidas de motivações suficientes para botar o Jair e sua tropa pra fora do Palácio do Planalto, por diversos crimes cometidos, a começar pela morte de mais de 500 mil brasileiros, por seu negacionismo e até deboche da situação gravíssima que a pandemia provocou.

Os ataques sistemáticos do presidente às instituições, suas agressões a jornalistas, seu comportamento visivelmente desequilibrado já seriam motivos suficientes para afasta-lo.

Há sim, um envolvimento do presidente e sua família com diversos crimes, claramente evidenciados em atos praticados por seus filhos.

Não se poderia esperar outra coisa de um cidadão despreparado, tosco e com um passado nebuloso, eleito em uma circunstancia de um antagonismo petista que o povo trocaria por qualquer coisa e trocou.

Teremos, no entanto, daqui por diante um governo apodrecido e enfraquecido, sangrando até o seu final, sob o domínio da escória da política brasileira e só Deus sabe o que acontecerá daqui por diante, quando pode acontecer tudo, inclusive nada.

Aulas voltando

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, defendeu a volta às aulas presenciais nas escolas públicas em todo o País, respeitando os protocolos decorrentes da crise sanitária. Ele foi cobrado por integrantes da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados sobre Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do governo junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionando Lei 14.172/21, que destina R$ 3,5 bilhões para a conectividade nas escolas.

Sobre as providências para o retorno presencial, o ministro disse que além do protocolo sanitário, foram destinados recursos para a compra de insumos para as escolas e foram abertos cursos de capacitação online para professores.

Durante a audiência pública, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP), reforçou a importância da volta às aulas, e citou a defasagem no aprendizado por conta da pandemia do coronavírus. "Acho sim que a gente tem que priorizar vacinação de professores, de toda a comunidade escolar, tem que ter protocolo de segurança para não colocar ninguém em risco, mas escola pública tem que estar aberta, porque é só através da escola pública que a gente dá igualdade de oportunidades, principalmente para os mais pobres", argumentou.

Internet nas escolas

O ministro Milton Ribeiro negou que seja contra a conectividade das escolas, mas concordou com a ação junto ao STF por temer que, para cumprir a lei, precisasse retirar recursos de outras políticas públicas. "Em termos gerais, a Adin discute a ofensa a princípios orçamentários, em especial por não observar o teto de gastos, que pode interferir na estruturação e custeio de outras ações governamentais", justificou.

Presidente da Comissão de Educação, a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) reclamou do questionamento ao STF, já que, segundo ela, a aprovação da lei foi fruto de acordo com o governo.  "A nossa preocupação é que o volume de recursos investidos é muito distante do necessário. Não é para entregar um computador, não é para entregar um chip, mas precisa vir com arcabouço pedagógico para que possa ter efeito na aprendizagem", defendeu.

O ministro Milton Ribeiro informou que haverá investimentos de R$ 320 milhões em conectividade em 2021. Ele acrescentou que existem R$ 5 bilhões do Salário-Educação que também podem ser utilizados por estados e municípios para esse fim.

Falta um nome

O governador Renan Filho deixará para a história a marca de uma das melhores gestões da história de Alagoas. Investiu pesado na Saúde, Educação e infraestrutura. Deixa uma rede hospitalar muitas vezes maior e mais eficiente do que encontrou, o mesmo acontecendo na educação. Rasgou e duplicou estradas, dando aos alagoanos uma malha rodoviária de fazer inveja aos demais estados, melhorou a situação dos servidores e está sendo protagonista nacional em ações de combate à pandemia da COVID. Com essas credenciais teria tudo pra fazer o seu sucessor, sem dificuldade. Porém no caminho aparece uma pedra, ou melhor, falta um nome. Segue o governador o mesmo caminho da velha política alagoana: ninguém foi preparado, lapidado e moldado para ser candidato e o governador chamar de seu. Mesmo cercado de bons nomes, auxiliares competentes e políticos hábeis, até agora nenhum conseguiu musculatura suficiente para encarar uma eleição majoritária, mesmo passados mais de seis anos de "treinamentos", o bastante para entrar em campo a ganhar a partida.

O abandono da causa animal

Gostaria de saber quando nossos gestores (estado e municípios) irão se sensibilizar o grave problema que enfrenta a causa animal. Esta semana fomos expostos ao escândalo nacional, quando o programa Fantástico (rede Globo) mostrou uma clinica veterinária em Maceió, na qual prevaleciam os maus tratos e até torturas de animais. Não vi uma nota sequer de algum órgão público dando conta das medidas tomadas ou explicando à população detalhes do acontecimento criminoso.

Impressiona a quantidade de cães e gatos abandonados nas ruas e praças de Maceió, famintos e doentes, alguns cuidados e alimentados por moradores de rua e pessoas da causa animal. Para se ter um exemplo somos uma das poucas capitais a não possuir um hospital veterinário, mantido pelo poder público, que tem obrigação de cuidar.

JHC na cabeça

Embora nem queira falar sobre o assunto o prefeito de Maceió aparece em todas as pesquisas como o nome mais apontado para a eleição de governador, que ocorre no próximo ano. O alcaide é bom de voto, tem jogo de cintura e é aprovadíssimo em sua gestão, mas teme deixar o mandato pela metade, sabendo que pode prejudica-lo eleitoralmente e ainda correndo um natural risco. Do seu lado o nome com maior densidade é o do vice-prefeito e ex-governador Ronaldo Lessa, com um potencial eleitoral robusto. O prefeito certamente não apostará no nome do senador Rodrigo Cunha, muito enfraquecido, dado ao frustrante mandato que decepcionou seus eleitores e não mais repetirão o voto equivocado.

 
O prefeito JHC dorme tarde e acorda cedo para dar conta das demandas da administração e comandar pessoalmente duas campanhas de saúde: Covid e Influenza, com pontos de vacinação por toda a cidade.

 Na CPI da pandemia ninguém se entende e isso é péssimo Pode levar para a grande pizza.

 A família Bolsonaro está mais enrolada que novelo de linha. Onde passa deixa o rastro de suspeitas.
Postado por Pedro Oliveira

Brasil, o país dos “vivaldinos”

03.07.2021 às 15:54

 

Para refletir:“O presidente da República, que é um contumaz veiculador de fake news, ele agora está com amnésia”. (Renan Calheiros, relator da CPI da Pandemia) 

Lamentavelmente somos um país no qual se dá melhor o “vivaldino”, o malandro, o mau caráter. Literalmente em nossa história o mocinho é derrotado pelo vilão. Vejamos, por exemplo, a situação de alguns políticos safados, investigados, processados e alguns até presos por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, estelionato, evasão de divisas, peculato e outros tantos. Um Brasil ingênuo e esperançoso começou a acreditar que tudo tinha mudado ao assistir a prisão de ministros, governadores e até ex-presidentes, além de grandes e milionários empresários, na deflagração da Operação Lava Jato (a maior caça aos corruptos da história da política do país). Não levou muito tempo e a própria operação foi desmoralizada pelo Poder Judiciário, escancarando à nação sua fantasiosa história de mentiras, parcialidade e partidarismo político. Seu líder maior, antes transformado em herói, o juiz Sérgio Moro, movido pela vaidade e desejo de poder, teve sua vida virada pelo avesso e descobriu-se que não passava de um interesseiro, em defesa de um lado, igualzinho aos que condenou e perseguiu. Teve suas principais decisões anuladas pelo STF, que também se mostra uma corte de faz de contas, com ministros denunciados por corrupção, vendas de sentenças e outros crimes, jamais imaginados se perpetrarem em um tribunal superior, onde se supõe ser cenário de altas e republicanas decisões.

E os bandidos como estão? Livres, leves e muitos soltos. As investigações provaram o roubo de bilhões dos cofres públicos, dinheiro destinado a programas sociais, merenda escolar e hospitais para salvar a vida de miseráveis. Em uma visão humanística cometeram “crimes hediondos”. De uma coisa se tem certeza: os soltos e os presos, todos e suas famílias estão ricos. Fica aqui então uma dica para os que querem entrar para a política: Aqui o crime compensa e vale à pena roubar.

O povo contra

A manifestação de grupos ligados aos movimentos LGBT e da população de Maceió na frente da Câmara de Vereadores, esta semana, mostrou a insatisfação da sociedade contra a concessão do título de cidadão honorário de Maceió, para o presidente Jair Bolsonaro. Os vereadores que se atreveram a aprovar a aberração receberam em troca a indignação pelo deplorável ato e já foram ameaçados de ter seus nomes lembrados em próximas eleições. Um dos principais defensores da indecente aprovação, vereador Leonardo Dias (sempre ele) foi vaiado, ao chegar à Câmara, pateticamente, com uma bandeira nacional nos ombros. Os vereadores contrários a homenagem foram aplaudidos pela população.

Fazendo cultura

Quem falou que Maceió não teria São João? Teve sim e dos bons. A criatividade, solidariedade e consciência de que pra tudo se dá um jeito, levaram a Prefeitura da capital, através da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) realizar uma programação virtual entre os dias 23 e 29 com apresentações de grupos quadrilhas, trios e bandas de forró. A festa, produzida com esmero e profissionalismo fez com que fosse considerado um dos mais animados festejos juninos do Nordeste. As atrações se apresentaram em lives transmitidas por canais virtuais e assistidas por numeroso público. Em tempos de pandemia e com restrições de aglomeração os músicos e grupos culturais alagoanos tiveram a oportunidade de se apresentar para o público que improvisou em casa as festas de São João. Parabéns à secretária Mirian Monte e sua competente equipe pelo profissionalismo e brilhantismo da realização. 

Tempos nebulosos

Perguntado sobre possibilidade de haver clima para um eventual processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro, respondi que não faço a mínima ideia do que poderá acontecer, mas alguma coisa haverá de acontecer, diante desse caos absoluto, abalando muito a estabilização institucional do país.

O assunto faz-me lembrar uma palestra que assisti, em Brasília, proferida por uma procuradora da PGR e eu lhe perguntava: o Brasil tem jeito? E ela me respondia: “tem que ter, mas terá que chegar a uma grande e extremosa convulsão, para aí então renascer”. Percebo que esse tempo pode estar chegando. 

Isso é muito ruim para o país. Nosso foco deveria ser a pandemia, o combate ao desemprego. Temos uma nação de desempregados.

Se percebe, claramente, uma antecipação do calendário eleitoral. Há uma incerteza muito grande. Particularmente não acredito em impeachment. Não podemos brincar de botar e tirar presidente. Não creio que haja mudanças bruscas. Mas consequências para o ano que vem, virão sim, muitas. O governo Bolsonaro acabou, sua popularidade vai definhar. Se o que faltava era a indicação de corrupção, temos aí uma fartura de acusações, suspeitas e provas, como uma bomba no colo de um presidente irresponsável, tosco e negacionista. É aguardar para conferir.

Alagoas liderando

Para se somar às boas notícias conquistadas pelo governo do estado, mais uma para comemorar. Alagoas liderou a criação de novas empresas na região Nordeste e figura em quinto lugar no ranking nacional. Somente entre janeiro e abril de 2021, foram abertos 14.125 novos empreendimentos no estado. O número registrado no último boletim do Mapa de Empresas do Brasil representa um aumento de 51,2% na taxa em relação ao mesmo período do ano passado. A estatística alagoana tanto lidera como supera a média regional, que ficou em 39%, de acordo com painel divulgado no último sábado (26) pelo Ministério da Economia por meio do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração.

Todas essas conquistas são frutos do trabalho e da capacidade de fazer acontecer do governador Renan Filho e uma equipe de craques aguerridos. Vamos em frente.

Pílulas do Pedro

Patrícia Mourão, com certeza tem muito a contribuir para o turismo de Maceió. Tem capacidade e experiência.

Senador Marcos Rogério (DEM/RO) se transformou em mero ventríloquo do Planalto, nas sessões da CPI. Um ridículo.

Prefeito JHC não abre mão. Todos os dias visita os postos de vacinação para checar o trabalho. Sempre cumprimentado com euforia pela população.

Postado por Pedro Oliveira

Nosso primeiro corrupto

28.06.2021 às 09:20

 

Para refletir: “Talvez tenhamos errado ao pedir ao presidente para usar máscara. O certo mesmo seria focinheira ou bridão de argola”. (Senador Renan Calheiros).

Nosso primeiro corrupto

Em 1549, desembarcou no Brasil o primeiro funcionário público ficha-suja de nossa história. Pero Borges foi nomeado ouvidor-geral, cargo equivalente ao de ministro da Justiça, apesar da mácula em seu currículo: seis anos antes, fora condenado em Portugal por desvio de verba para construir um aqueduto - o roubo inviabilizou a obra.

Ele chegou a ser julgado e afastado do serviço público por ter embolsado metade do custo do aqueduto - ou um ano de seu salário. Veio para o Brasil como parte de sua punição, mas com poder (o ouvidor-geral podia até condenar índios e escravos à morte), gordo salário e pensão para a mulher se manter em Lisboa. Ai já a justiça da corte ensinava ao Brasil a maneira correta de julgar políticos e pessoas influentes. O nepotismo e o tráfico de influência também têm origens nessa época. As nomeações estavam "quase que exclusivamente" ligadas ao fato de "ter ou não o progenitor (do pretendente) servido à Coroa" e eram vinculadas a casamentos e ligações familiares.

As pessoas compravam os cargos ou recebiam do rei como forma de premiação por algum serviço, então acabava-se criando a ideia de que se podia usá-los a seu dispor".

Vemos então que a corrupção nasceu quando o Brasil também nascia e daí por diante foi apenas aperfeiçoando. Os mensalões, o roubo por parte de agentes públicos e principalmente por políticos são práticas mais que centenárias e que vão seguindo no princípio da hereditariedade. Aqui é assim: o avô roubava, foi sucedido pelo pai e depois pelos filhos se locupletando.

Não importa de onde venha a grana podre eles roubam. Dos hospitais, das escolas, dos miseráveis famintos e mais recentemente da pandemia que matou mais de 500 mil e prefeitos, governadores, ministros e outras autoridades são suspeitas de se apropriar. 

A morte dos Seresteiros

A cultura de Maceió, não bastasse o marasmo que a domina permanentemente, leva um baque de extrema gravidade com o fim das atividades de um de seus principais incentivadores, o grupo conhecido como “Seresteiros da Pitanguinha”. Responsável pela animação de grandes carnavais e muitas atividades festivas em nossa capital e ponto de reunião dos amantes da boa música, contribuiu imensamente para o brilhantismo das nossas atividades culturais de qualidade.  Sua diretoria fez publicar uma nota oficial, onde entre outras coisas diz: “enfim, sai de cena a Seresta da Pitanguinha, sem violões, cavaquinhos e percussão. Apenas seu estandarte faz evoluções provocadas pelo vento frio e forte da última caminhada.

Pelas ruas da Pitanguinha, seus cantores acompanham o cortejo, mudos, em respeito aos milhares de mortos, vítimas deste mal tão devastador, que sufocou e matou também nossos sonhos”.

As consequências da pandemia e o roubo de todos os seus instrumentos musicais, em sua sede, foram o golpe mortal para os Seresteiros da Pitanguinha. A coluna lamenta e presta uma homenagem aos dois ícones, que durante anos conduziram, com amor e muita dedicação o grupo cultural, os seresteiros chefes Emmanuel Fortes e Alfredo Gazzaneo, aos quais Alagoas muito deve. 

Além de queda, coice

Não bastasse as dores de cabeça que a CPI da pandemia, no Senado, tem causado ao presidente da República, aparece a real possibilidade da instalação de uma outra, desta vez na Câmara dos Deputados 

As denúncias de possíveis irregularidades no processo de aquisição da vacina indiana Covaxin começaram a movimentar também a oposição na Câmara dos Deputados, que já fala em tentar protocolar também ali uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito, que estão chamando de CPI da Corrupção na Saúde.

O líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), informou que os partidos contrários ao governo Jair Bolsonaro irão representar ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas da União para que sejam apuradas as denúncias.

Os líderes de oposição na Câmara dizem também que irão convocar o ministro da Justiça, Anderson Torres, para apurar se o presidente Bolsonaro levou o caso até o ministério e se a Polícia Federal abriu inquérito para investigar tais irregularidades. O deputado Luiz Miranda (DEM-DF), irmão do servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda, afirmou que alertou o presidente sobre irregularidades no processo de compra e que o presidente lhe dissera na ocasião que acionaria a Polícia Federal.

“As denúncias de corrupção na importação da Covaxin são gravíssimas. É preciso esclarecer quais medidas foram tomadas após a comunicação dos fatos ao presidente da República e quem são os envolvidos no esquema. Por isso, vamos representar ao MPF, ao TCU, convocar os ministros da Justiça e da Saúde e coletar assinaturas pra CPI da Corrupção na Saúde”, afirma Alessandro Molon.

Alagoas ganha novo hospital

O Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS), em Delmiro Gouveia, foi entregue esta semana pelo governador Renan e o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres.

"A entrega desse hospital coloca um ponto final na saga que sempre foi a vida da população sertaneja, que era tratada em outras regiões de Alagoas e até em outros Estados brasileiros, que fazem divisa com essa parte de Alagoas", lembrou Renan Filho.

Prevista para dezembro, a entrega do HRAS foi antecipada em razão da pandemia da Covid-19 e começa a funcionar nesta terça-feira (22).

"Estamos abrindo o hospital agora, nesse momento, pelo senso de urgência que essa pandemia impõe a todos. Agora teremos leitos de UTI e clínicos para tratar Covid no Sertão, bem como todos os exames disponíveis, especialmente o mais complexo deles: a tomografia computadorizada, que também será feita aqui no Hospital do Alto Sertão", assegurou o governador.

Mais uma ação louvável, do governador Renan Filho que assume o protagonismo nacional como o estado que mais tem feito durante o período de combate a pandemia

Pílulas do Pedro

Cuidar muito da tecnologia digital e relegar o humano, não é apenas burrice, mas também criminoso.

Há quem aposte que Bolsonaro agora cai. Eu acho que não, mas fica podre.

Se os servidores estaduais não receberem este mês com as regras de previdência mudadas os culpados serão os deputados.

Postado por Pedro Oliveira

Lei de improbidade mudando pra pior

19.06.2021 às 14:00

 

Para refletir;“A introdução do voto impresso seria uma solução desnecessária para um problema que não existe”, (Ministro Luiz Roberto Barroso, presidente do TSE) 

Lei de improbidade mudando pra pior

Beirando a imposição do presidente, Arthur Lira a Câmara aprovou o projeto  que passa a exigir que se comprove a intenção de lesar a administração pública para que a acusação formalizada pelo Ministério Público seja recebida. O projeto original foi apresentado em 2018 pelo deputado Roberto de Lucena (Podemos-SP) e tramitava em uma comissão especial, onde foi discutido por juristas, advogados, especialistas e deputados. A relatoria foi entregue ao deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Em outubro do ano passado, ele apresentou um parecer preliminar.

Diante das críticas recebidas, Zarattini reformulou seu parecer para que fosse votado pelo colegiado. Lira, porém, decidiu retirar o projeto da comissão especial e levar a votação diretamente ao plenário.

Em casa de ferreiro...

O presidente da Câmara já foi condenado em duas ações por improbidade administrativa na Justiça de Alagoas e pode se beneficiar de eventuais alterações nas regras de punição.

Antes da votação, Arthur Lira fez um discurso defendendo as mudanças. “Uns vão dizer que o que fizermos é açodamento. Outros vão dizer que é flexibilização. Vão sempre dizer alguma coisa”, disse. “Mas o importante não é o que dizem. São os nossos atos. Se eles são benéficos para o país, se ajudam a melhorar a vida das pessoas” (tão bonzinho).

O que muda na lei de improbidade

Descrição dos atos de improbidade

Como está hoje O texto da lei é muito genérico sobre as situações que podem configurar improbidade, deixando margem para que até decisões e erros administrativos sejam enquadrados na legislação

O que muda O projeto de lei traz definições mais precisas sobre as hipóteses de improbidade e prevê que não configura improbidade a ação ou omissão decorrente da divergência interpretativa da lei

Forma culposa de improbidade

Como está hoje A lei estabelece que atos culposos, em que houve imprudência, negligência ou imperícia podem ser objeto de punição

O que muda Proposta deixa na lei apenas a modalidade dolosa (situações nas quais houve intenção de praticar a conduta prejudicial à administração). Medida deve promover redução significativa nas punições, pois é muito mais difícil apresentar à Justiça provas de que o agente público agiu conscientemente para violar a lei

Titular da ação

Como está hoje O Ministério Público e outros órgãos públicos, como a AGU (Advocacia-Geral da União) e as procuradorias municipais podem apresentar as ações de improbidade à Justiça

O que muda O Ministério Público terá exclusividade para a propositura das ações segundo a proposta aprovada na Câmara dos Deputados.

Cumprindo compromisso 

O prefeito de Maceió, JHC sancionou o Projeto de Lei que regulamenta o rateio de recursos de precatórios do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério). 

Na presença de professores, JHC comemorou a conquista para os trabalhadores. “O projeto de lei foi aprovado por unanimidade e agora nós estamos sancionando para que a gente possa, na Justiça, fazer esse acordo e, logo em breve, conseguir o rateio, assegurando assim que a Constituição Federal seja preservada. Que a gente consiga fazer valer a lei, fazer justiça”, disse, ao agradecer aos profissionais pela confiança.

Caça aos corruptos em Alagoas

Está apenas começando a fase de operações da Polícia Federal em Alagoas, com mandatos de busca e apreensão de gestores públicos acusados de fraudes e desvios de dinheiro do combate ao Coronavírus. A operação denominada “sufocamento” faz alusão tanto ao efeito devastador provocado pela Covid-19 nos doentes, como ao objetivo pretendido pela investigação de reprimir a atuação dos membros do grupo criminoso que estariam dilapidando recursos públicos federais destinados ao tratamento da população da cidade de Girau do Ponciano e outros municípios alagoanos.

Além dos mandados de busca e apreensão, o Poder Judiciário determinou o sequestro de bens móveis e imóveis, inclusive veículos automotores e valores porventura depositados em qualquer instituição financeira, a que título for, de algumas das pessoas físicas e jurídicas investigadas; a suspensão do exercício de toda e qualquer função pública na Administração Municipal de Girau do Ponciano. As operações se estendem a Arapiraca e Campo Grande.

Segundo fontes da Polícia Federal e Ministério Público, outras cidades alagoanas estão sob investigação e logo serão “visitadas”.

Onde passa deixa obra

O governador Renan Filho onde está passando no interior deixa projetos na Saúde, na Educação e rodovias de boa qualidade de presente para a população. Sua presença, por onde passa, deixa prefeitos, lideranças políticas e o povo agradecidos, por benefícios há muito esperados em governos anteriores.

Com esse ritmo de realizações e ainda o que tem por fazer daqui pra frente, está também construindo “estrada asfaltada e segura” rumo ao senado federal e eleição de seu sucessor.

Política é jogo para profissional e nisso ele é professor.

Do baixo clero

Se as eleições fossem hoje dificilmente o senador Rodrigo Cunha teria alguma chance de vitória. A avalanche de votos equivocados que teve, fruto de eficiente e enganosa mídia social, na última eleição, jamais se repetiria. Desempenha um mandato pífio e também inflado pelo fator midiático. Sua figura passa despercebida no Senado Federal. Se ousar ser candidato a governador em 2022, tem tudo para levar um tombo de perder o endereço de casa. Mais da metade do seu eleitorado se mostra decepcionado com o desempenho do senador.

Pílulas do Pedro

Ponto para o secretário Alfredo Gaspar na solução do sequestro da jovem Mariana em menos de 24 horas.

Secretário de Saúde, Alexandre Ayres, é a bola da vez na equipe do governador RF. Tem fôlego e é competente.

Postado por Pedro Oliveira

Barba, cabelo e bigode

13.06.2021 às 10:00

 

Para Refletir:

“Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons propósitos”. (Nelson Rodrigues).


Barba, cabelo e bigode

Dá pra perceber que tem sido difícil para o governador Renan Filho cumprir tantos compromissos de lançamentos de programas, obras e novos projetos nas áreas de infraestrutura, saúde, educação e segurança. Não bastasse o tempo que lhe exige o combate a pandemia, mantendo Alagoas como o maior exemplo de eficiência em vacinação, atendimento hospitalar e resultados positivos na guerra contra o vírus, sua agenda está “engarrafada” com tantos compromissos no interior e na capital, iniciando grandes obras estruturais, levando água e asfalto em números nunca vistos em qualquer governo que o antecedeu. Na pauta saúde não basta combater o “bicho”, mas também entregar hospitais novos, modernos e capazes der salvar vidas do povo alagoano. Na educação deu um salto de qualidade e de repente vemos aí um protagonismo de fazer inveja a outros estados da federação. Renan Filho traz debaixo do braço, uma agenda criativa, surpreendente e empreendedora. Continuando nesse ritmo, o que certamente tende acontecer, caminha para o cenário político com folego e cacife para fazer “barba, cabelo e bigode”, não deixando nem rastro para a oposição.

Enrolado e mentindo

A cada dia o presidente é apanhado em uma mentira, novos ataques à imprensa, novas quebras de ética e responsabilidade de governar. Em nota enviada à imprensa, o Tribunal de Contas da União (TCU) desmentiu a declaração dada por Jair Bolsonaro sobre a produção de um relatório de recontagem sobre o número de mortos pelo novo Coronavírus no país. A nota também foi divulgada nas redes sociais.

O órgão também afirmou que "não foi o autor de documento que circulou na imprensa e nas redes sociais intitulado 'Da possível supernotificação de óbitos causados por Covid-19 no Brasil'"

Em conversa com apoiadores no cercadinho do Palácio da Alvorada na manhã de segunda feira (7), o presidente citou um relatório do TCU, onde revelava que metade das mortes registradas por covid-19 foram por outras causas, não pelo vírus.

Tão podre quanto

Sandra Terena, ex-secretária de Igualdade Racial do Ministério dos Direitos Humanos na gestão de Damaris Alves e esposa do blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, aparece em investigação da Polícia Federal por suspeita de manter como cuidadora de seus filhos uma funcionária comissionada da pasta. Essa mesma funcionária também prestava pequenos serviços para Sandra, como agendar manicure.

A funcionária morou com a família durante alguns meses enquanto, conforme dados do ministério, trabalhava no órgão. O serviço de internet da casa do casal, ainda de acordo com a investigação, está em nome dela. As informações também foram confirmadas pela ex-secretária.

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Carlos Reis

Fui amigo do relações públicas Jalmeri Fernandes Reis, mais de quarenta anos atrás. Homem digno, profissional competente, que muito contribuiu para a sociedade alagoana. Mais tarde, no governo Ronaldo Lessa fui encontrar e me tornei amigo do delegado Carlos Reis (filho do Jalmeri) com as mesmas características do pai, com um ingrediente a mais: apaixonado pela carreira policial da qual se tornou um dos mais capacitados especialistas do país. Fez vários cursos no exterior. Em Israel, participando de treinamentos com agentes de vários países, foi laureado como um dos melhores, na avaliação de uma das mais conceituadas academias de polícia do mundo.

Hoje, alçado por mérito e justiça ao posto de Delegado Geral do estado, presta uma colaboração inestimável, ao lado do secretário Alfredo Gaspar, na diminuição da violência e na qualidade da segurança pública de Alagoas. 

Vida curta

O jovem secretário de Turismo da capital, Ricardinho Santa Rita, parece que entra na política partidária de maneira enviesada, o que não é bom para quem está começando. Escolheu para chamar de seu o partido do vice-prefeito Ronaldo Lessa, mas ao que parece não foi bem recebido. Dirigentes e militantes partidários têm se queixado da maneira de agir do novo pedetista, considerando suas posições “incômodas”. Na opinião de um cacique do PDT “ele vale pouco e fala demais”. Tudo pode ser ciúme ou mesmo a preparação do tombo do secretário.

Não cabe reclamar

O tenente-coronel Marcos Vanderlei, que foi exonerado do cargo subcomandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC) ocupou as redes sociais para denunciar que e demissão deu-se “por ordem do Palácio dos Palmares com o pretexto que minhas publicações  são contrárias ao governo e ao senador Renan Calheiros, além de ser favorável ao presidente Bolsonaro” E acrescentou: “Cabe indenização”. 

Engano do Coronel, pois ocupava um cargo de confiança, demissível ad nutum (a qualquer tempo) por seus superiores. Sua exoneração é legal e correta. Fica com sua patente, mas não com o cargo de comandante.

A palavra do governador

“O Governo do Estado vai investir, até o final do próximo ano, R$ 1 bilhão em obras de duplicação de rodovias em todas as regiões. No total, serão implantados 597 km. Isso representa um acréscimo de 1.890% na malha viária estadual, uma vez que, até 2015, Alagoas só havia duplicado acanhados 30 km.

Na economia tem um termo que se chama externalidade positiva de uma obra. A implantação de uma estrada tem externalidade positiva de um para cinco. Ou seja, para cada Real que o Estado investe, o setor produtivo investe mais cinco na economia. O que isso significa? Se a gente está investindo R$ 1 bilhão em rodovias em Alagoas – com recursos próprios e operações de crédito – serão investidos outros R$

5 milhões”. – Governador Renan Filho.

Pílulas do Pedro

Não adianta aparecer na mídia atacando a Braskem e tomar cafezinho com diretores da empresa para se confraternizar.

Quer saber a respeito de um gestor? Verifique o seu entorno e encontrará o caráter dele.

Postado por Pedro Oliveira

O tom e o compasso

06.06.2021 às 10:40

 

Para refletir

“Se o presidente da República não parar com essa pulsão de morte, cada vez mais as pessoas irão às ruas, pelo desespero e pelo agravamento da doença” (Senador Renan Calheiros).


O governador Renan Filho está de olho voltado para a pandemia com o objetivo que Alagoas continue no protagonismo da vacinação e cuidados sanitários, porém a pauta política não está colocada de lado. Tem conversado com aliados visando construir uma frente eleitoral robusta para as eleições do próximo ano. Tem ampla vantagem nas pesquisas para o Senado, mas ainda não bateu o martelo e só no inicio de 2022 revelará o seu destino. Para a disputa de seu sucessor só o tempo dirá o tom e o compasso, tudo dependendo do que lhe der mais segurança para seu projeto político. O candidato pode vir da Assembleia ou de sua base governista, que tem bons nomes. Se o “ungido” for do entorno palaciano dois nomes se sobressaem : Maurício Quintella, secretário de Infraestrutura, com enorme visibilidade política, inclusive como ministro dos Transportes ou Alexandre Ayres , secretário de Saúde, jovem e promissor quadro que se revelou o destaque da equipe , por sua atuação aplaudida na condução da política de combate à pandemia e sua gestão firme e empreendedora na pasta.

Agindo com cautela e ao seu modo, o governador pode surpreender com uma chapa imbatível, embora saibamos que essa será uma das eleições mais disputadas dos últimos tempos. É jogo de profissionais e esse ele sabe jogar.

Caça aos ratos

Em operação contra desvios de recursos para o combate à Covid-19, a Polícia Federal cumpriu, esta semana,  25 mandados judiciais em Manaus e em Porto Alegre, incluindo busca e apreensão na casa do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e a prisão temporária do Secretário Estadual de Saúde, Marcellus Campêlo, que aconteceu no mesmo dia, no aeroporto da capital.

"Há indícios de que funcionários do alto escalão da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas realizaram contratação fraudulenta, para favorecer grupo de empresários locais, sob orientação da cúpula do governo do estado, de um hospital de campanha que, de acordo com os elementos de prova, não atende às necessidades básicas de assistência à população atingida pela pandemia”, afirma a PF.

Os crimes em investigação são de fraude à licitação, peculato e pertencimento a organização criminosa. Se condenados, poderão cumprir pena de até 24 anos de reclusão, afirma a PF.

Nos próximos dias há previsão de novas operações mirando governadores e prefeitos que supostamente usaram indevidamente recursos para ações no combate ao Coronavírus. 

Capacitando servidores

A prefeitura de Palmeira dos Índios vai realizar um programa continuado de capacitação de seus servidores com vistas a modernizar, oferecer serviços púbicos de qualidade e valorizar todo o seu pessoal. O início do programa vai contemplar a Secretaria Municipal de Educação com uma plataforma de treinamentos para gestores, professores e pessoal administrativo, como parte de uma ampla modernização de conceitos e acessibilidade à modernas práticas, com atualização pedagógica e princípios fundamentais, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e profissional.

Cientista alagoana

A Rede Brasileira de Mulheres Cientistas, passa a contar com a participação da professora Luciana Santana, do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade Federal de Alagoas em seu Comitê Executivo. Criada para promover debate público sob a condição das mulheres brasileiras na pandemia da covid-19, a Rede nasceu a partir da mobilização de mais de três mil cientistas do país que assinaram um documento denominado de Carta de Lançamento, contendo, principalmente, propostas para debate público em torno de seis grandes temas visando à implementação de políticas públicas.

Mestre e doutora em Ciência Política, atualmente a professora Luciana coordena o Projeto Governos Estaduais e ações de enfrentamento da pandemia de covid-19, que reúne mais de 40 pesquisadoras.

Liberdade de expressão

A tenente-coronel Camila Paiva está tendo a sua conduta investigada pelo Conselho Estadual de Segurança Pública de Alagoas depois de sua participação em ato contra o presidente do Jair Bolsonaro.

O procedimento foi aberto para apurar possíveis transgressões disciplinares. Nas redes sociais, Camila Paiva havia se posicionado e colocou sua opinião como cidadã diante das tomadas de decisões de Bolsonaro que vem afetando o país com a crise da pandemia. 

O que diz o Conseg: “Fatos noticiados dão conta de que a Tenente-Coronel Camila Paiva, integrante do Corpo de Bombeiros Militar, participou de manifestações político-partidário, bem como promoveu manifestação no interior do Colégio da Polícia Militar de Alagoas, portanto Organização Policial Militar, nascendo a necessidade de apuração de possível prática de transgressão disciplinar por parte da Tenente-Coronel”, diz trecho da portaria do Conseg. 

O que diz a militar: “que ainda não foi comunicada sobre o procedimento e que outros militares de já participaram de diversos atos políticos e não foram alvos do mesmo procedimento investigatório”. 

O que diz a coluna: O Conseg teria coisas mais importantes a fazer, a exemplo de apuração de espancamentos, prisões arbitrárias e constrangimento por parte de maus militares. Deixa a Camila, uma policial exemplar e atuante, se manifestar!

O troco ao genocida

Em resposta ao patético e deplorável “discurso” do presidente genocida, na quarta feira, por rede nacional, a maioria dos membros da CPI da Covid fez publicar uma nota forte e merecida, na qual destaca: “A inflexão do Presidente da República celebrando vacinas contra a Covid-19 vem com um atraso fatal e doloroso. O Brasil esperava esse tom em 24 de março de 2020, quando inaugurou-se o negacionismo minimizando a doença, qualificando-a de ‘gripezinha’.

As lideranças da CPI, por seu presidente senador Omar Aziz (PSD-AM); vice Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL), ainda ressaltaram: “A reação é consequência do trabalho desta CPI e da pressão da sociedade brasileira que ocupou as ruas contra o obscurantismo. Embora sinalize com recuo no negacionismo, esse reposicionamento vem tarde demais. A CPI volta a lamentar a perda de tantas vidas e dores que poderiam ter sido evitadas”.

Pílulas do Pedro

A miséria se alastra e ninguém faz nada. Canteiros das avenidas e marquises de prédios abrigam, a cada dia, maior número de pedintes, famílias famintas e sem teto.

Eles prometem tudo em campanha e quando eleitos esquecem quem os ajudou. Sorte que o eleitor tem também memória curta.

 

Postado por Pedro Oliveira

Os crimes da Braskem e a complacência do poder público

30.05.2021 às 16:00

Para refletir:

“Ministro vai ao Maranhão levar testes de Covid e o presidente faz uma procissão de louvor à pandemia, no Rio, espalhando o vírus”. (Senador Renan Calheiros).


Quando não é destruindo nossos bairros, desabrigando milhares e causando prejuízos vultosos é contaminando nossas lagoas, agredindo nosso meio ambiente e agindo criminosamente contra o povo alagoano.

Como nada lhe acontece, pela inercia ou morosidade do Poder Judiciário e Ministério Público e também das autoridades públicas que deveriam, por dever, cuidar dos interesses do povo, os estragos vão continuando, as agressões sucedendo e o povo que se lasque. 

Só o povo fala e reclama e o poder público se cala como se tivesse medo ou fosse conivente com atos criminosos, ninguém, sabe à custa de que.

Os órgãos de meio ambiente são incompetentes e incapazes de qualquer ação para intimidar essas agressões constantes ao meio ambiente, que a cada episódio degrada um pedaço do nosso solo e da vida de nossa gente. Estamos hoje com vários bairros literalmente destruídos pela ação criminosa da Braskem, que desde que aqui se implantou. Pessoas desesperadas, histórias transformadas em tragédia, vidas roubadas.

Os estragos e os crimes da Braskem servem hoje como cenário de demagogia para políticos inescrupulosos usarem como palanque eleitoral, a cada campanha. A farsa segue e nossa cidade vai morrendo.

Braskem II

Destruindo sonhos e matando a Cultura

Entre os milhares de pessoas atingidas pelo crime ambiental da Braskem, famílias desestruturadas, pequenas empresas fechadas, histórias pessoais ceifadas, destaco o Ballet Eliana Cavalcanti, implantado no bairro do Pinheiro, com mais de 40 anos de atividades, formando grandes valores da dança e brilhando nos palcos, em vários estados, elevando o nome de Alagoas, laureado com prêmios , medalhas, títulos e formando bailarinos hoje espalhados pelo mundo.

A professora Eliana Cavalcanti, membro da Academia Alagoana de Letras e pessoa da mais alta relevância para nossa cultura, foi atingida em cheio pela sanha assassina da Braskem e praticamente ninguém chegou para lhe prestar apoio e tentar reverter os danos patrimoniais e morais da destruição de sua casa de ballet.

Nenhuma autoridade, nenhum político, esteve ao lado da bailarina Eliana Cavalcanti que ali no Pinheiro, construiu um sonho, ao edificar um prédio compatível com o alto nível do seu ballet, tudo transformado em um pesadelo

Heloisa Helena

A ex-senadora Heloísa Helena está de volta a Brasília e com todo gás. Convocada para auxiliar na Comissão Parlamentar de Inquérito da COVID, lotada no gabinete do líder da minoria, senador Randolfe Rodrigues, com certeza prestará um relevante serviço por sua experiência e desejo enorme de servir, principalmente quando se trata de pauta em defesa do país e das minorias.

Detalhe: Heloisa Helena, hoje no comando nacional da Rede Sustentabilidade, tem recebido insistentes pedidos para ser candidata nas próximas eleições em Brasília ou Rio de Janeiro. Eu mesmo já lhe dei minha opinião a respeito: torço para que ela aceite. Alagoas fica com seus “coronéis do trabuco”. 

Bolsonaro mente

O governo Bolsonaro foi eleito a partir do disparo em massa das chamadas fake news. Após eleito, a mentira e o ódio tornaram-se métodos políticos para manter sua base social radical organiza Essa nova forma de governar fundada na “mitomania”, ou seja, numa compulsão por mentir, ganhou novos episódios grotescos envolvendo a Caixa. Em evento recente em Manaus, Jair Bolsonaro, acompanhado do presidente do banco, Pedro Guimarães, teve a desfaçatez de dizer que a instituição lucrou mais em seus dois anos e meio de governo do que na soma dos governos Lula e Fernando Henrique Cardoso (FHC).

Mas não parou por aí. Disse, ainda, que nos seus quatro anos de governo (ninguém sabe se vai conseguir concluir o mandato), a Caixa terá lucro maior que em seus 158 anos anteriores.

Em outro evento, desta vez em Alagoas, o presidente afirmou que no governo Lula, a Caixa só deu prejuízo. São afirmações absolutamente mentirosas que não se sustentam nem resistem a uma singular apuração. Mentiras que partem do medo e do desespero de Bolsonaro com o fato de Lula estar liderando em todos os cenários para a corrida eleitoral de 2022. (mensagem que me foi passada pela amiga Erika Kokay, deputada federal pelo DF e ex-servidora da Caixa Econômica).

Maceió na frente da vacinação

Destaque na grande imprensa o prefeito JHC foi citado como o grande protagonista no sucesso da vacinação.  A rede Globo ressaltou, no Jornal Nacional, repercutiu o grande feito com a conclusão, em primeiro lugar, da imunização dos grupos prioritários na capital.

Em ampla matéria foi mostrado ao país os cuidados e a estratégia exitosa da prefeitura de Maceió, disponibilizando atividades ampliadas do calendário de vacinação – e o sucesso do “Corujão da Vacina” , também com ampliação do horário de vacinação, permitindo mais oportunidades para a população.

O prefeito JHC salientou que o sucesso no desempenho da vacinação em Maceió se deve ao planejamento estabelecido, pois, logo após sua posse em janeiro deste ano, um plano estratégico foi traçado para imunizar a população.

“Tudo para que a gente pudesse executar um plano eficaz de imunização”, explicou o prefeito

Contradições de Pazuello

O depoimento da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde do Ministério da Saúde Mayra Pinheiro, mostrou contradições nas falas do ex-ministro Eduardo Pazuello. Apelidada de "Capitã Cloroquina", alcunha que ela tentou rechaçar, a médica foi ouvida pelos senadores, esta semana. Além de defender o chamado tratamento precoce, que consiste no uso de medicamentos sem comprovação científica contra a Covid-19, ela confirmou que a pasta orientou os médicos a adotarem esse procedimento.

Mayra também apresentou versões diferentes das dadas por Pazuello sobre a crise de desabastecimento de oxigênio em Manaus e a criação da plataforma TratCov pelo Ministério da Saúde. Membros da CPI já falam em uma acareação entre os dois depoentes.

Pílulas do Pedro

Governador Renan Filho foi claro: É a população que vai decidir a continuidade ou não da flexibilização. Se os números voltarem a crescer, retrocede e fecha.

Coisas da política: Na eleição para governador em 2018 quase que era candidato único. Na próxima (2022) tem até demais.

Postado por Pedro Oliveira

No ar, o fantasma do impeachment

16.05.2021 às 10:00
Agência Senado

 


Para Refletir:

“Daqui a pouco vai ter senador convidando para depor o técnico da seleção brasileira, Wanderley Luxemburgo”. (Renan Calheiros/Relator da CPI do Covid).


Um palácio do Planalto cheio de pecados e culpas está apavorado com o andamento da CPI da Covid, que se vai caminhando no Senado Federal , a cada dia escancarando verdades que deixam seus ocupantes em pânico e um presidente que ao ver reveladas suas mazelas, seu negacionismo e o despreparo para exercer até o cargo de síndico de prédio suburbano. Os trabalhos da comissão estão apenas iniciando e a cada dia surgem fatos e relatos que provam o que sempre se soube, mesmo alguns não querendo admitir: Jair Messias Bolsonaro é o maior engodo da história política brasileira.

A tropa de choque do presidente tem se movimentado com afinco nos entornos da CPI e dentro da própria comissão para amenizar os danos que a cada dia alimentam a “bomba” no colo do mandatário. São denúncias contra membros da CPI, arrancadas a fórceps de dento da PGR, ganhando fôlego até mesmo contra caciques da oposição que não estão fazendo parte do colegiado, apenas como poder de pressão.

O senador Renan Calheiros, o temido relator da CPI, lidera o avanço das investigações e se tornou o grande vilão para o Palácio do Planalto. O relator é quem mais entende de regimento no Congresso Nacional, com uma gigantesca liderança entre seus pares e a figura capaz de grandes articulações, fato já provado e comprovado.

Bolsonaro está com medo e há sinais eloquentes disso, então começa a fazer insinuações intimidatórias. O fantasma do impeachment está começando a povoar a cabeça de Jair que se vê “desamparado” politicamente, a não ser por uma rede de fanáticos. Ele quer e prenuncia, mas dificilmente as forças Armadas embarcarão nos devaneios e nas exorbitâncias presidenciais.  Se tiver que morrer, morre só.

Governo que faz

Em tempos da pandemia, restrições impostas para evitar propagação do vírus e arrecadação em queda em todo o país, os estados procuram, se adequar à realidade e com medidas buscam soluções difíceis de encontrar. Muitas das administrações estão com uma ou mais folhas de pagamento em atraso à espera de dia melhores, o que não está nada fácil de acontecer. Em Alagoas, o governador Renan Filho, sensibilizado com a crise que passa o funcionalismo público, conseguiu, à duras penas, trazer o pagamento dos servidores para dentro do mês, fato não acontecido desde gestões anteriores. Agora surpreende com um fato auspicioso e inédito em todos os estados da federação: já mandou para a Assembleia Legislativa mensagem concedendo aumento de 4,52 por cento a todos os servidores estaduais, percentual a ser incorporado aos salários já neste mês de maio. Nada é impossível para quem quer e sabe fazer.

Reeditando o Mensalão

Para completar o inferno astral do presidente Bolsonaro e sua trupe já circula nos corredores do Congresso a proposição de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito , com o objetivo de apurar o escândalo que surge com o nome de “Bolsolão” , com muita semelhança a outros ocorridos anteriormente em outros governos, com a abominável compra de votos de parlamentares na aprovação de pautas e proteção do presidente. O esquema, revelado pelo jornal Estadão, indica que parlamentares governistas foram beneficiados por um chamado “orçamento paralelo”.

Segundo o jornal, cerca de R$ 3 bilhões foram liberados para obras e máquinas agrícolas indicadas por deputados e senadores.

“A criação de orçamento paralelo com execução condicionada à indicação de parlamentares que votam com o Governo configura verdadeira compra de votos e fere gravemente a autonomia do Poder Legislativo e a separação de poderes assegurada na Constituição”, diz o requerimento apresentado pelo deputado Ivan Valente (Psol/SP)

De acordo com o Estadão, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) também angaria apoio para tentar instalar uma CPI do Bolsolão no Senado.

Crime gravíssimo

Em depoimento à CPI do Covid no Senado, o presidente da Agência Nacional de Vigillâcia Sanitária (Anvisa), Antonio Barras Torres disse que participou da reunião para a mudança da bula da  Cloroquina  , remédio defendido para o tratamento da covid-19 pelo presidente Jair Bolsonaro , mas sem eficácia comprovada. O ex-ministro Mandetta já havia feito a denúncia em seu depoimento na comissão.

De acordo com Barra Torres, a médica Nise Yamaguchi, defensora do medicamento e, de acordo com o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, conselheira “paralela” do presidente Bolsonaro sobre a pandemia, foi quem apresentou na reunião o documento de mudança da bula do medicamento.
“Só quem pode modificar uma bula é a agência do fabricante de origem. O laboratório precisa pedir na agência regulatória do país”, disse o presidente da Anvisa.

Maceió à frente

Mais uma vez Maceió se destaca na vacinação contra a covid-19 ao ser a primeira capital do país a concluir a vacinação de pessoas com comorbidades. Integrantes do grupo prioritário a partir dos 18 anos foram vacinados nos oito pontos distribuídos pela cidade.

Entre as medidas tomadas pela Prefeitura estiveram a ampliação da Central Municipal da Rede de Frio, contratação e capacitação de profissionais, Corujão da Vacina, vacinação 24 horas e distribuição de postos de vacinação por toda a cidade.

“Nossa prioridade é salvar vidas e nós sabemos que a vacina cumpre essa missão. Por isso, não estamos medindo esforços e somos referência em todo o país, por conta das medidas tomadas e do ritmo de imunização da nossa população. Aqui é a vacina chegando e a gente já iniciando a vacinação”, reforçou o prefeito.

Pílulas do Pedro

Estudante de medicina, furar fila da vacina é fato marginal e criminoso, punível com prisão.

O deputado que ousa propor o título de Cidadão Alagoano, para o presidente Bolsonaro, falta com o respeito e não merece também respeito do povo.

Postado por Pedro Oliveira


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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