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No ar, o fantasma do impeachment

16.05.2021 às 10:00
Agência Senado

 


Para Refletir:

“Daqui a pouco vai ter senador convidando para depor o técnico da seleção brasileira, Wanderley Luxemburgo”. (Renan Calheiros/Relator da CPI do Covid).


Um palácio do Planalto cheio de pecados e culpas está apavorado com o andamento da CPI da Covid, que se vai caminhando no Senado Federal , a cada dia escancarando verdades que deixam seus ocupantes em pânico e um presidente que ao ver reveladas suas mazelas, seu negacionismo e o despreparo para exercer até o cargo de síndico de prédio suburbano. Os trabalhos da comissão estão apenas iniciando e a cada dia surgem fatos e relatos que provam o que sempre se soube, mesmo alguns não querendo admitir: Jair Messias Bolsonaro é o maior engodo da história política brasileira.

A tropa de choque do presidente tem se movimentado com afinco nos entornos da CPI e dentro da própria comissão para amenizar os danos que a cada dia alimentam a “bomba” no colo do mandatário. São denúncias contra membros da CPI, arrancadas a fórceps de dento da PGR, ganhando fôlego até mesmo contra caciques da oposição que não estão fazendo parte do colegiado, apenas como poder de pressão.

O senador Renan Calheiros, o temido relator da CPI, lidera o avanço das investigações e se tornou o grande vilão para o Palácio do Planalto. O relator é quem mais entende de regimento no Congresso Nacional, com uma gigantesca liderança entre seus pares e a figura capaz de grandes articulações, fato já provado e comprovado.

Bolsonaro está com medo e há sinais eloquentes disso, então começa a fazer insinuações intimidatórias. O fantasma do impeachment está começando a povoar a cabeça de Jair que se vê “desamparado” politicamente, a não ser por uma rede de fanáticos. Ele quer e prenuncia, mas dificilmente as forças Armadas embarcarão nos devaneios e nas exorbitâncias presidenciais.  Se tiver que morrer, morre só.

Governo que faz

Em tempos da pandemia, restrições impostas para evitar propagação do vírus e arrecadação em queda em todo o país, os estados procuram, se adequar à realidade e com medidas buscam soluções difíceis de encontrar. Muitas das administrações estão com uma ou mais folhas de pagamento em atraso à espera de dia melhores, o que não está nada fácil de acontecer. Em Alagoas, o governador Renan Filho, sensibilizado com a crise que passa o funcionalismo público, conseguiu, à duras penas, trazer o pagamento dos servidores para dentro do mês, fato não acontecido desde gestões anteriores. Agora surpreende com um fato auspicioso e inédito em todos os estados da federação: já mandou para a Assembleia Legislativa mensagem concedendo aumento de 4,52 por cento a todos os servidores estaduais, percentual a ser incorporado aos salários já neste mês de maio. Nada é impossível para quem quer e sabe fazer.

Reeditando o Mensalão

Para completar o inferno astral do presidente Bolsonaro e sua trupe já circula nos corredores do Congresso a proposição de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito , com o objetivo de apurar o escândalo que surge com o nome de “Bolsolão” , com muita semelhança a outros ocorridos anteriormente em outros governos, com a abominável compra de votos de parlamentares na aprovação de pautas e proteção do presidente. O esquema, revelado pelo jornal Estadão, indica que parlamentares governistas foram beneficiados por um chamado “orçamento paralelo”.

Segundo o jornal, cerca de R$ 3 bilhões foram liberados para obras e máquinas agrícolas indicadas por deputados e senadores.

“A criação de orçamento paralelo com execução condicionada à indicação de parlamentares que votam com o Governo configura verdadeira compra de votos e fere gravemente a autonomia do Poder Legislativo e a separação de poderes assegurada na Constituição”, diz o requerimento apresentado pelo deputado Ivan Valente (Psol/SP)

De acordo com o Estadão, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) também angaria apoio para tentar instalar uma CPI do Bolsolão no Senado.

Crime gravíssimo

Em depoimento à CPI do Covid no Senado, o presidente da Agência Nacional de Vigillâcia Sanitária (Anvisa), Antonio Barras Torres disse que participou da reunião para a mudança da bula da  Cloroquina  , remédio defendido para o tratamento da covid-19 pelo presidente Jair Bolsonaro , mas sem eficácia comprovada. O ex-ministro Mandetta já havia feito a denúncia em seu depoimento na comissão.

De acordo com Barra Torres, a médica Nise Yamaguchi, defensora do medicamento e, de acordo com o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, conselheira “paralela” do presidente Bolsonaro sobre a pandemia, foi quem apresentou na reunião o documento de mudança da bula do medicamento.
“Só quem pode modificar uma bula é a agência do fabricante de origem. O laboratório precisa pedir na agência regulatória do país”, disse o presidente da Anvisa.

Maceió à frente

Mais uma vez Maceió se destaca na vacinação contra a covid-19 ao ser a primeira capital do país a concluir a vacinação de pessoas com comorbidades. Integrantes do grupo prioritário a partir dos 18 anos foram vacinados nos oito pontos distribuídos pela cidade.

Entre as medidas tomadas pela Prefeitura estiveram a ampliação da Central Municipal da Rede de Frio, contratação e capacitação de profissionais, Corujão da Vacina, vacinação 24 horas e distribuição de postos de vacinação por toda a cidade.

“Nossa prioridade é salvar vidas e nós sabemos que a vacina cumpre essa missão. Por isso, não estamos medindo esforços e somos referência em todo o país, por conta das medidas tomadas e do ritmo de imunização da nossa população. Aqui é a vacina chegando e a gente já iniciando a vacinação”, reforçou o prefeito.

Pílulas do Pedro

Estudante de medicina, furar fila da vacina é fato marginal e criminoso, punível com prisão.

O deputado que ousa propor o título de Cidadão Alagoano, para o presidente Bolsonaro, falta com o respeito e não merece também respeito do povo.

Postado por Pedro Oliveira

Um presidente encurralado

09.05.2021 às 12:32


Para refletir:

“Milhares de vidas perdidas em 24h. Parece um pesadelo, mas é real. A tragédia brasileira assusta o mundo” (Senador Renan Calheiros)

 

A CPI da COVID no Senado está apenas começando e como era previsível o pau está cantando nas costas do presidente Jair Bolsonaro. Daqui pra frente não será diferente pelo perfil traçado nas primeiras reuniões do colegiado

Presidente Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que considera que o presidente da República Jair Bolsonaro teve uma postura negacionista durante a pandemia de covid-19, e que tais atos serão passados a limpo durante a Comissão Parlamentar de Inquérito. “O presidente, desde o primeiro momento, foi negacionista – e todo mundo sabe disso". "[O presidente] estimulou aglomerações, achava equivocadamente que poderíamos sair dessa pandemia com a imunização de rebanho – e isso não aconteceu.

Ao comentar o tratamento que tais atos receberão da comissão, Aziz evitou dar detalhes do que poderá ser feito no futuro. "Acho que os equívocos que foram cometidos precisam ser reavaliados e precisa ser feito uma autocrítica destes equívocos", ponderou. "Estes equívocos custaram ao Brasil muitas vidas."

Já o relator, senador Renan Calheiros, avalia ampliar a lista de convocados para depor e até, se necessário, acareações entre ministros e membros do governo. Outros membros da Comissão começam a defender a necessidade de convocar alguns governadores. O nome de Carlos Bolsonaro, filho do presidente, poderá ser incluído na lista, segundo alguns senadores.

Fala Mandetta

No depoimento prestado pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta aos membros da CPI da Covid ficou muito claro a omissão do presidente Jair Bolsonaro e o seu negacionismo diante da tragédia que já levou o país a contabilizar mais de 400 mil mortes. A impressão deixada na fala do depoente deixa clara, já de início, culpa de Bolsonaro em expandir a contaminação do vírus rapidamente.

Mandetta apresentou uma carta encaminhada a Bolsonaro antes de sua saída do ministério, na qual alertava ao chefe em defesa do isolamento e outras medidas rebatidas pelo Planalto. “Era muito constrangedor para um ministro da Saúde explicar que o ministro da Saúde estava indo por um caminho e o presidente por outro”

Agora tem demais

Na eleição de 2018 havia uma dificuldade evidente de nomes para concorrer ao governo do estado. Quando o então prefeito da capital, Rui Palmeira, abdicou de uma candidatura com chances de ganhar, aí então o cenário esvaziou proporcionando ao governador Renan Filho e oportunidade de disputar praticamente sem concorrente, obtendo uma consagradora vitória quase que como candidato único.

O quadro para 2022 é totalmente inverso ao pleito passado e ao que parece teremos candidatos pra todo gosto. Além do retorno à cena do ex-prefeito Rui Palmeira pintam no cenário Davi Davino, Fernando Collor, Rodrigo Cunha, JHC, Arthur Lira, Teotônio Vilela (o retorno) e outros menos chancelados.

Debate inócuo

A safra atual de deputados estaduais pode ser tratada como ineficiente na produção de matérias do interesse relevante para Alagoas. Com um nível intelectual mediano, bem distante da robustez intelectual de outrora, em seu plenário composto por figuras emblemáticas de nossa cultura política, hoje não se destaca um só nome de parlamentar com preparo para um debate de alto padrão à altura do que o parlamento exigiria. Não se vê um pronunciamento com conteúdo e muito menos um bom debate. Os temas levados ao plenário são simplórios e sem nenhum grau de intelectualidade ou mesmo interesse. Do lado político a casa não contribui para melhorar o desenvolvimento econômico e social do estado. Quem acompanhou grandes debates na Assembleia Legislativa, hoje sente vergonha alheia em vivenciar a produção legislativa dos senhores deputados. Uma pena. 

De olho nos fundos

O Tribunal de Contas do Estado já vislumbra problemas na aplicação financeira nas contas de fundos criados com destinação especifica, no governo do estado e também duas prefeituras. Estranhamente decorridos quatro meses do ano, praticamente não existe movimentações visíveis nessas contas especiais oriundas de impostos, consignados e até retenção de valores de faltas de servidores (o que no caso significa apropriação indébita e crime de responsabilidade do gestor). Segundo fonte oficialíssima o TC vai em busca dessas irregularidades aparentes. “Esse dinheiro é carimbado e tem destinação obrigatória”, me disse o “informante”.

Girando pra melhorar

O governador Renan Filho promoveu esta semana uma ampla mudança em seu secretariado com vistas a atender sua pauta política e também dar mais dinâmica na equipe.  A que mais surpreendeu foi a saída de Rafael Brito da Sedetur (Secretaria de Desenvolvimento e Turismo), onde vinha desenvolvendo um excelente trabalho com relação perfeita com empresários e integrantes do segmento de turismo. Sua ida para a Secretaria de Educação significa, no entanto, a plena confiança do chefe para dirigir a mais complexa pasta, com grandes desafios a cumprir, principalmente no enfrentamento a pandemia. Vai dar certo.

Sai da lista

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o estado do Rio de Janeiro retire da lista prioritária de vacinação contra a covid-19 professores e policiais militares. Desta maneira, apenas agentes de segurança diretamente envolvidos no combate à pandemia estarão presentes nos grupos prioritários. A medida deverá atingir os demais estados e o DF.

A decisão do ministro atendeu a um pedido da Defensoria Pública do estado contra uma decisão do governador do Rio, Cláudio Castro (PSC). o que chamou a atenção, no entanto, foi outra afirmação sua relativa à vacinação – a de que gestores públicos que deixem faltar vacinas para a segunda dose podem ser enquadrados no crime de improbidade administrativa

O grande líder 

O ex-prefeito Rui Palmeira dedicou o seu “bate papo” às terças feiras, nas redes sociais, ao seu pai, Guilherme Palmeira, que completou um ano de sua morte.

Deputado estadual, secretário de Estado, governador, senador, prefeito de Maceió e ministro do Tribunal de Contas da União, indiscutivelmente um dos maiores expoentes da história política de Alagoas, pelo seu compromisso com a coisa pública, sua retidão de caráter e sua liderança a nível nacional.

Pílulas do Pedro

O ministro Pazuello, o mesmo que que passeou, sem mascaras, em um Shopping, não compareceu à CPI para não aglomerar. Cínico e medroso.

Renan Calheiros, como se esperava é o grande protagonista da CPI da Covid. Conhece do regimento e das manhas do Senado.

Postado por Pedro Oliveira

Renan Calheiros: a agenda da morte

03.05.2021 às 16:00

 

Para refletir:

“Ninguém nos quer por perto, brasileiros são discriminados no mundo e corremos risco de boicote internacional”, (Senador Renan Calheiros)


O senador Renan Calheiros se mostrava tranquilo, mesmo quando provocado por “emissários” do Palácio do Planalto, na sessão de instalação oficial da CPI do Covid, eleição do presidente (Omar Aziz PSD/AM), vice-presidente, Randonfe Rodrigues (Rede/AP) e o anúncio do seu nome como relator e principal figura do colegiado.

Aliados do presidente Bolsonaro tudo fizeram para “dinamitar” a escolha do senador alagoano como relator, diante do temor ou (terror) que só a esperteza de Calheiros poderia provocar. Tentaram no convencimento, no cooptação e até na Justiça, através de um juiz despreparado e desqualificado, que atendeu ao pedido de uma deputada tresloucada, figura carimbada do “bunker” bolsonarista.

Em seu primeiro discurso diante dos membros da comissão Renan disse que a cruzada da CPI "será contra a agenda da morte."

Foi um discurso duro, como esperado e com alguns petardos diretamente dirigidos a figuras emblemáticas. “Não somos discípulos de Deltan Dallagnol nem de Sérgio Moro. Quem fez e faz o certo não pode ser equiparado a quem errou e estes devem ser punidos emblematicamente".

"O negacionismo em relação à pandemia ainda terá que ser investigado e provado, mas o negacionismo em relação à CPI da Covid já não resta a menor dúvida. Não estaremos investigando nomes ou instituições, mas fatos e os responsáveis por eles. Evidentemente que as gestões do Ministério da Saúde podem ser investigadas a fundo", defendeu.

Intimidações não nos deterão

O senador disse ainda que essa será a comissão "da celebração da vida, da sacralização da verdade". e complementou. "Os brasileiros têm o direito de voltar a viver em paz. Dar um basta à mentira. Nossa cruzada será contra a agenda da morte. Os inimigos dessa relatoria são a pandemia e aqueles que colaboraram com esse morticínio", apontou.

Renan disse ainda que não devem perder tempo com "politiquices e chicanas". "Tenho repugnância ao fascismo. Antecipo que intimidações não nos deterão. Há uma ameaça real de virarmos um apartheid sanitário mundial. Ninguém nos quer por perto, brasileiros são discriminados no mundo e corremos risco de boicote aos nossos produtos", afirmou.

Pensam que podem tudo

O Ministério Público ainda é uma das instituições que contribui para dar sustentação e segurança jurídica em tempos de descrédito da sociedade em seus poderes representativos, muito embora não deixe de “pisar na bola” com frequência, como temos observado (vide o escândalo da Lava Jato). Com a Constituição de 1988 o “parquet” ganhou amplos poderes, talvez até em excesso (no Congresso já existe movimento buscando  uma maneira de reduzir algumas dessas prerrogativas).

Conversando com um prefeito do interior, meu amigo pessoal, o encontrei literalmente apavorado. Falou-me da tentativa de intimidação do promotor da cidade, interferindo em sua administração. Não estranhei, pois já havia constatado casos semelhantes. O aconselhei começando por perguntar se o operador de justiça morava na cidade (sabia que ele não morava e nem dava expediente todos os dias) e que ao ouvir a resposta falasse: o senhor conhece que é obrigado a residir na Comarca e se algum chefe lhe autorizou está burlando a Constituição? Vou lhe denunciar ao CNJ.

Pensam que podem tudo II

Deve ficar evidenciado que o Ministério Público deve ser parceiro e não tutor, do administrador público. Deve, ainda, entender que a instituição tem papel de extrema relevância na construção democrática, mas não detém o monopólio do corretamente justo e, sequer, a onipotência de dizer o que é certo e necessário ao cidadão.

Por estes dias lia que um promotor de justiça, em determinado município, havia “dado prazo ao prefeito para se justificar porque determinou a volta de aulas presenciais para os alunos da rede pública”. Comigo eu teria mandado ele para algum lugar, não muito agradável. 

Ainda bem que nem todos são assim, pois conheço e convivo com muitos promotores e procuradores de justiça, intolerantes com a irresponsabilidade pública, exigentes com o cumprir a lei, mas sem a arrogância dos que imaginam que podem tudo.

Vai, mas pode voltar

Essa foi a decisão do governador Renan Filho, seguindo orientação do grupo de técnicos das secretarias de Saúde e Fazenda para liberar praias, bares e restaurantes nos finais de semana, nas operações de combate à pandemia. Por enquanto continuam proibidos eventos de qualquer natureza, pois caracteriza aglomeração imprópria para o momento. O governador Renan Filho concordou com a diminuição das restrições, mas pontuou: a qualquer “sinal vermelho”, volta tudo.

Rodando bolsinha

Em Brasília chama a atenção os sinais de oferecimento do ministro Humberto Martins, presidente do STJ, na competição para ocupar a vaga de Marco Aurélio Mello, que se aposenta do Supremo Tribunal Federal. Criticado dentro da própria corte, por seus colegas, pela maneira acintosa em busca do cargo, acusado de “rodar a bolsinha” para agradar o presidente Jair Bolsonaro, com decisões que agradam o palácio do Planalto.

Aqui dá Lula

Já começam a aparecer as pesquisas avaliando os candidatos à próxima eleição que acontecerá em 2022, com a comprovação dos índices já esperados. Para presidente da República o petista Lula bate o atual ocupante do cargo Jair Bolsonaro, com quase 10 pontos de diferença (42% a 33%), com larga distância para o terceiro colocado, Ciro Gomes. As avaliações na região Nordeste são todas em desfavor de Bolsonaro.

Grave acusação

O delegado da Polícia Federal e ex-superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, afirmou que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, "tornou legítima a ação dos criminosos, não do agente público" nas ações de fiscalização na Amazônia, fazendo uma “inversão”.

No documento, Saraiva apontou que Salles, o senador Telmário Mota (Pros-RR) e o presidente do Ibama, Eduardo Bim, agiram para dificultar ações de fiscalização ambiental do poder público. O delegado também aponta indícios de que o grupo tenha praticado crime de advocacia administrativa, que consiste em “patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário”.

Na quarta-feira a ministra Carmem Lúcia encaminhou notícia crime para a PGR se pronunciar.

Pílulas do Pedro 

O presidente Jair Bolsonaro chamou uma jornalista de “idiota”. (diz-se de ou pessoa que carece de inteligência, de discernimento; tolo, ignorante, estúpido). Quem está mais para idiota?

Acabou a euforia de vacina, os memes e as exibições nas redes, ou o que acabou foi a vacina?

Postado por Pedro Oliveira

CPI do Covid. Pronta para atacar

26.04.2021 às 12:00

Para refletir

“Bolsonaro não conseguirá criar falsa narrativa de perseguição a ele na CPI”. (Renan Calheiros)

 

Está definido, a cúpula da CPI da Covid quer traçar uma linha do tempo e iniciar os trabalhos esquadrinhando as razões que levaram à queda dos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

O objetivo é entender, por exemplo, se houve e como se deu a pressão do presidente Jair Bolsonaro para que o governo defendesse, no tratamento contra a Covid-19, o uso da hidroxicloroquina —medicamento sem eficácia comprovada contra a doença.

A estratégia tem sido discutida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), indicado como presidente da comissão, com Renan Calheiros (MDB-AL), que deve ser o relator.

Enquanto isso, parlamentares já conversam nos bastidores sobre as primeiras ações do colegiado.

As oitivas iniciais podem servir para municiar uma linha de investigação de membros da oposição e dos independentes. Esse grupo quer, logo nas primeiras semanas, tentar comprovar que o Planalto agiu de maneira deliberada em busca da denominada “imunidade de rebanho”, na contramão da orientação de especialistas na área.

A ideia dos parlamentares críticos ao governo é mapear logo no começo as ações do Executivo na aquisição de remédios para tratamento precoce, como a hidroxicloroquina, para verificar quanto de dinheiro público foi usado na compra de medicamentos sem eficácia comprovada.

A presença de Renan Calheiros na CPI da Covid passou a representar um terror na vida do presidente Bolsonaro, como relator então virou uma tragédia anunciada, na análise de alguns dos inquilinos do Palácio do Planalto. E não é para menos. O senador alagoano é um exímio profissional da política, talvez o melhor em campo, hoje em dia. Antes de ser confirmado na relatoria, ele já sinalizou que Jair Bolsonaro não terá vida fácil na CPI. Em entrevista ao jornal O Globo publicada no sábado (17), fez duras críticas à forma com que o presidente agiu (e deixou de agir) na pandemia. E disse nunca ter visto um ministro tão medíocre quanto Eduardo Pazuello.

Mesmo que alguns acreditem que não, será Renan Calheiros quem vai dar o tom e o compasso da CPI, por sua experiência, liderança e saber fazer acontecer as coisas dentro do Congresso. Com a confirmação de seu nome para a relatoria é o começo do inferno astral do clã dos Bolsonaros.

Ronaldo Lessa

O vice-prefeito Ronaldo Lessa, após dias no estaleiro acometido de Covid, voltou animado para a linha de frente, dando suporte ao prefeito e se dedicando a composições políticas do seu partido (PDT). Tem se reunido com frequência, conversado com lideranças nacionais a exemplo de Ciro Gomes e traçado metas na atividade partidária, Inquieto e sempre ativo, já não aguentava mais o “confinamento” que lhe foi imposto. Ganhou as ruas e declarou:” Estou embalado e vamos em frente”.

O pique do prefeito

O prefeito JHC tem mostrado uma característica pessoal muito valiosa na política. Sua empatia com o eleitorado da periferia, que lhe deu uma enxurrada de votos na eleição, cresce a cada dia. Senta na cadeira para despachar apenas o necessário para tocar a administração. Gosta de “correr trechos”, fiscalizar obras nos bairros e apertar mãos de pessoas humildes. Alguns dos seus auxiliares já estão cobrando um adicional para compra de sapatos novos, outros estão recorrendo a especialistas em “dor nas pernas”. O secretário Lininho Novais (comunicação) tem se desdobrado para socorrer colegas que por não aguentar o pique de JHC, pedem ajuda na pauta. Informado da reclamação o prefeito sorriu e disse: “eles não viram nada, pois o motor ainda está aquecendo”.

Sem férias, mas com mordomia

O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU) Wagner Rosário , esteve esta semana  na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados para prestar contas sobre os R$ 2,4 milhões gastos por Jair Bolsonaro em viagens à praia. Entre 18 de dezembro de 2020 a 5 de janeiro deste ano, o presidente foi a São Francisco do Sul, no litoral catarinense, e ao Guarujá, em São Paulo. Segundo Rosário, Bolsonaro não foi descansar nesses lugares, ele estava apenas “trabalhando fora do local costumeiro”

“Foi colocado no requerimento que ele estava de férias, mas presidente não tem direito a férias. Ele permaneceu trabalhando normalmente. Nos períodos das viagens ele despachou com seus ministros e assessores e só nesse período assinou um decreto, sete medidas provisórias e sancionou seis projetos de lei”, justificou. Esse povo imagina que somos todos idiotas.

Querem sucatear nosso porto

O sucateamento do Porto de Maceió vem de uma longa a mal contada história, cheia de equívocos e violação de leis e regras administrativas, após passar por várias administrações movidas mais pela má política e a condenável troca de interesses, nem sempre republicanos.

Os trabalhadores do Porto nunca aceitaram a posição de inferiorização perante a administração de Natal (RN).

Mais recentemente a questão da implantação de um terminal para armazenar ácido sulfúrico em Maceió, reacendeu a revolta dos portuários, diante de uma concreta ameaça de desastre ambiental, tudo feito suspeitamente, burlando as legislações do setor.

Representantes de categorias que atuam no Porto emitiram uma nota de repúdio em que pedem pelo fim da subordinação da instituição ao Porto de Natal, no Rio Grande do Norte, que já acontece há mais de 30 anos. O documento é direcionado a diversas autoridades do Estado de Alagoas.

Palmeira dá exemplo

Implantado há mais de um ano pela administração do prefeito Júlio Cézar uma clínica veterinária móvel presta um relevante serviço de cuidados com animais, realizando atendimento gratuito à população de baixa renda, com pequenas cirurgias, vacinação, combate às zoonoses e castração. Milhares de atendimentos já foram realizados e a população tem comparecido em massa durante as campanhas. No comando do já conhecido “Castramóvel”, está o competente médico-veterinário Paulo Wianês, reconhecido como um dos maiores incentivadores da causa animal no estado.

Alexandre Ayres

Anote essa: o secretário de Saúde Alexandre Ayres será uma grande aposta para 2022 na agenda do governador Renan Filho. Tem estado colado no chefe não apenas nos atos de combate à pandemia, mas em qualquer atividade política na capital e no interior e não é como “papagaio de pirata”, mas como protagonista. De trato fácil, tem angariado a simpatia de muitos prefeitos do interior, liderança aplaudida entre os profissionais da saúde e muito bem avaliado pela população. Com trânsito aberto e franco com a imprensa, chegará na reta eleitoral com cacife para qualquer escalação.

E o vereador fanfarrão, a cada dia leva uma pancada pelo seu exibicionismo. Um dia aprende.

Maceió se consagra como a capital brasileira que mais avança na vacinação. O prefeito JHC comanda pessoalmente todos os passos no combate à pandemia.

Agora é lei. Se não usar máscara será multado, sem apelação. Isso se os setores de fiscalização atuarem. 

Postado por Pedro Oliveira

Bernardino Souto Maior - Uma máquina de fazer notícia, um amigo fiel para se guardar no peito

17.04.2021 às 14:28

 

 Para refletir

“Bernardino não é um jornalista, mas uma agência de notícias” (Freitas Neto)

Ainda está muito difícil escrever sobre ele, pois a dor da saudade ainda é muito grande e a emoção até bloqueia minhas palavras. O primo Berna se foi e me deixou um tanto órfão. Fico sem entender os desígnios que o roubaram da gente e pergunto: por que ele?  Por que os bons se vão?

Nos diz o poeta sobre o amigo Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem-estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

A gente não faz amigos, reconhece-os." - Os meus amigos, que tenho poucos, são exatamente assim.

Conheci Bernardino há mais de 50 anos, quando começou a namorar a prima Márcia Oliveira Morais, minha melhor amiga e confidente, em Palmeira dos Índios. Fugiram, casaram e o tempo rodopiou. Fui embora para São Paulo e o reencontrei em Maceió, ambos já profissionais do jornalismo. A partir daí foi uma cumplicidade de amizade e doação reciproca. Brigamos? Sim e muito. Passávamos tempos sem nos falar até que um dos dois tomava a iniciativa de reatar, feito dois meninos, dois irmãos.

Ele era um passional, desses cujo lema é “amigo meu não tem defeito, inimigo se não tiver eu boto”. Amigo até o ferimento mais grave e assim foi comigo durante toda vida. Inconformado com a ingratidão e rebelde em seus princípios, foi perseguido brutalmente por alguns que ajudou. Tivemos divergências políticas naturais, mas tudo dentro de um respeito mútuo e contínuo.

Algumas vezes algus políticos me procuravam para pedir: - “Pedro, segura Bernardino que ele está batendo demais”. Quando eu sentia que merecia ponderação ia a ele e prontamente atendia.

Bernardino por sua competência tornou-se o cronista político mais lido no estado, com o seu Blog. Passou por grandes jornais e revistas nacionais, sem perder sua essência e leva consigo o troféu do melhor repórter contemporâneo de nossa imprensa.

Marido apaixonado e vibrante com essa paixão pela Márcia, pai devotado e amigo, avô e bisavô loucamente dedicado à família.

Estava em Fortaleza, para onde ia com muita frequência se aconchegar com sua Marcinha (Dra. Maria Marcia Morais Souto Maior), cardiologista pediatra, com a qual falei praticamente todos os dias de sua internação e o doloroso calvário. Falei com ele até a véspera de sua ida para UTI e o ouvi dizer ao telefone: “Primo vou sair dessa e logo estarei por aí. Se cuide e “pau na máquina” – frase bem característica sua.

Suas horas finais foram compartilhadas passo a passo aqui em casa, até o desfecho cruel de sua partida. Sem sua presença o mundo ficou mais chato.

Para me despedir do primo, amigo e parceiro, deixo uma frase de Antoine de Saint Exupéry

 

Ter um amigo é um tesouro sem preço, um gostar sem distância,
de alguém presente em nosso caminho, nas horas de dúvida, de alegria, demais para ser perdido, importante para ser esquecido

Bernardino Souto Maior era um apaixonado pela família, pelos verdadeiros amigos e pelo jornalismo. E também pelo CRB e pelo Flamengo. Foi o repórter mais eficiente da sua geração. Mais um grande amigo que perco para a pandemia...
Flávio Gomes de Barros

Jornalista

Lamento profundamente a morte do amigo e jornalista, Bernardino Souto Maior. Perdemos um grande jornalista, entusiasta da política alagoana e um ser humano extraordinário.

Bernardino era muito querido e admirado por todos que conheciam sua luta diária e dedicação ao jornalismo alagoano e brasileiro. Seu legado ficará para sempre e será lembrado por todos nós.

Júlio Cézar

Prefeito de Palmeira dos Índios

Bernardino foi um grande amigo e me incentivou ao longo da minha trajetória. Devo muito o apoio dele. Vai em paz e com Deus.

Marcelo Bastos

Professor / Analista político


Poucos jornalistas, em Alagoas, viveram com tanto brilho uma carreira longeva e exuberante. Suas credenciais, que ele colecionou ao longo do tempo, são exemplo e farol para quem está chegando no jornalismo. Segura na mão de Deus e vai.

Luiz Dantas, publicitário, jornalista e professor da UFAL



Militando no jornalismo desde 1968, quando ingressou na Rádio Educadora Palmares, Bernardino é um dos mais antigos jornalistas em atividade no estado. Seu blog nas redes sociais é uma espécie de "dicionário dos bastidores políticos" e serve como fonte de consulta para todos os públicos, inclusive o jornalístico. Sua partida deixará um vazio impreenchível no jornalismo alagoano.
Ricardo Leal

Jornalista

Quando botei o pé estrada dessa vida, o Bernardino Souto Maior já era um repórter consagrado. Dizia o saudoso Freitas Neto, da mesma geração dele, que se tratava de um jornalista compulsivo pelo volume de informações que colhia.
-O Bernardino é uma agência ambulante. É uma notícia atrás da outra.
E era assim mesmo. E por isso foi correspondente de vários veículos nacionais. Tinha o faro apurado para notícia, nos seus bons tempos de reportagem.
Mas o decano se foi. Ficamos todos nós outros aqui a pedir ao comando superior que o acolha bem. Entre erros e acertos, como qualquer ser humano na vida, o Bernardino está do lado das boas almas. Foi um cidadão solidário aos amigos e um verdadeiro amante do jornalismo.

Que vá em paz. E seja luz onde estiver.

Marcelo Firmino

Jornalista

Bernardino sai da vida e entra para a história do Jornalismo alagoano como um de seus repórteres mais intensos, mais polêmicos. Tenho a honra de ter sido companheiro de lide de Bernardino Souto Maior durante mais de 40 anos.
Enio Lins

Jornalista, secretário de estado da Comunicação



O jornalismo alagoano perde um dos seus repórteres mais prolíferos. Quem pesquisa a história de Alagoas encontrará facilmente o nome dele nos principais jornais do país desde a década de 1970. Sua produção era tal que recentemente conversei com ele sobre uma reportagem sua no Diário de Pernambuco e, para minha surpresa, confessou que não lembrava mais do assunto, explicando que foram tantas que ficava difícil recordar delas. Bernardino nos deixa e entra para a história do jornalismo alagoano.

Edberto Ticianeli

Jornalista

Conheci o Bernardino através de Dênis Agra. Estava em campanha para presidência do Sindicato dos Jornalistas, em 1990. Para me aproximar e dialogar com a velha guarda do jornalismo, a ponte era feita pelos "medalhões", incluindo aí Valter Oliveira, Adelmo dos Santos e Freitas Neto, que também abraçaram minha candidatura. O Bernardino não só votou como se transformou num grande amigo, sempre atencioso e gentil. Pelas veias do "Berna" corria o DNA da notícia, que ele farejava como poucos repórteres de sua geração. Possuía uma extraordinária capacidade de detectar e gerar fatos jornalísticos. O maldito vírus o excluí do nosso convívio. Sinto muito pela perda. Desejo transmitir meus sentimentos e a minha solidariedade aos seus familiares e amigos.

Joaldo Cavalcante

Jornalista.

Bernardino é da minha geração. Começamos juntos no jornalismo em Alagoas na década de 1960, mas Bernardino Souto Maior preferiu ficar em Alagoas recusando inúmeros convites dos grandes jornais para atuar lá fora. Repórter farejador, atrevido, ousado, Bernardino era noticia vinte e quatro horas. Tinha cara e jeito de repórter, alimentava-se da notícia como se ela fosse o ar que respirava. Foi correspondente de vários jornais do país, deu grandes furos de reportagem e era respeitado como um dos maiores jornalistas do Brasil. Bernardino deixa uma lacuna enorme no jornalismo alagoano, difícil de ser preenchida. Com Bernardino, morre um pouco o jornalismo da minha terra.

Jorge Oliveira

Jornalista, escritor, cineasta.

A partida do companheiro Bernardino abre uma imensa lacuna no jornalismo brasileiro. O repórter da maior competência se somava ao amigo fraterno, solidário e voltado para um jornalismo crítico e de muita coragem. Fará muita falta em nossa pauta política.

Gabriel Mousinho

Jornalista

Bernardino Souto Maior é referência de toda uma geração de profissionais. Exerceu a função de jornalista em diversos veículos de imprensa do Estado, sendo ainda correspondente em Alagoas de revistas e jornais importantes do País. Transmito, portanto, meus sentimentos de pesar aos familiares de Bernardino, bem como a seus amigos e colegas da imprensa alagoana

Deputado Marcelo Victor

Presidente da Assembleia Legislativa

A morte de Bernardino deixa uma lacuna no jornalismo alagoano. Ele nunca perdeu a essência do repórter em busca do “furo”, via “pauta” em todas as histórias, tinha, em si, a construção da informação a partir do ouvido e da análise dos bastidores políticos com muita precisão. A experiência e credibilidade eram nítidos no seu divertido “pau na máquina”, ao iniciar algum texto. Eu, pessoalmente, perco um colega dos melhores e um amigo maravilhoso. Espero que o legado de amor deixado por nosso Berna tenha força suficiente para amenizar a dor de Márcia e sua família. Que Deus abençoe a todos e que Bernardino siga em paz e na luz sua nova etapa. Ficam aqui a saudade e muitas lembranças felizes e gratas.

Eliane Aquino

Jornalista

Postado por Pedro Oliveira

Mortes anunciadas

09.04.2021 às 22:00

 

Para refletir

O Brasil é uma bomba relógio e caminha para se tornar o pior país do mundo em mortes por Covid.

Mortes anunciadas

Moradores de rua em Maceió estão se infectando e indo a óbito, pelo descaso de quem deveria cuidar, em se tratando de vidas humanas, castigadas pelas adversidades, jogados nas marquises e nos escombros de prédios abandonados. Pela narrativa que recebi a situação se apresenta como dramática e causa indignação, pois alguns desses moradores de rua, principalmente os mais idosos já vieram a óbito, sem qualquer atendimento hospitalar. Fiz contato com ouvidoria do Ministério Público que informou que já foi aberto processo investigativo para apurar a grave denúncia e buscar responsabilizar os culpados.

Sabemos que há um calendário nacional de vacinação controlado pelo Ministério da Saúde, que não faz previsão de atendimento de moradores de rua, mas apenas daqueles que estão em albergues ou casas de acolhimento, esquecendo aqueles ainda mais vulneráveis: os que se mantêm nas ruas, praças e viadutos. A culpa não deve recair no governo estadual ou prefeituras, mas bem que poderia haver uma mobilização conjunta para buscar uma solução urgente visando estancar as mortes que se anunciam, caso alguma medida não seja tomada. 

Militar não é vacina

O presidente falastrão, negacionista e irresponsável, que deixou de comprar vacinas em tempo hábil, causando a morte de milhares de brasileiros, vem agora com a hipocrisia que lhe é peculiar, anunciar que o “seu” exército irá contribuir com a campanha de vacinação, para imunização da pandemia em todo o país.

Pura lorota dessa figura desprezível que se arvora de conduzir o Brasil, levado ao poder pelo maior equivoco eleitoral de nossa história política.

Alegou o governo que os militares atuarão em duas frentes.1. Na logística do programa de vacinação, o que é uma piada. A distribuição de vacinas tem tido um desempenho excelente, graças exatamente à logística montada pelo Ministério da Saúde, na gestão do ministro Pazuello, usando sua própria estrutura de pessoal, com apoio impecável do Ministério Infraestrutura. Não precisa de militares no seu desempenho.

2. Uso de militares no processo de vacinação. Outra mentira deslavada do governo. Os poucos militares aptos a vacinar seriam aqueles do quadro de saúde das Forças Armadas, que é número reduzido. Os demais, aos milhares, naturalmente ficariam a “guardar” as vacinas geladas em caixas de isopor e entrega-las aos profissionais de saúde, que fazem a linha de frente da vacinação. Muito mais eficiente e que alguns estados já estão adotando seria a convocação voluntária de acadêmicos de medicina e odontologia em número até maior que os militares e tecnicamente preparados para executar a vacinação.

Esse governo destrambelhado deveria agir para buscar vacinas, na tentativa de recuperar o tempo perdido, por negligência do próprio presidente que deveria aprender: militar não é vacina.

O pai da matéria

Depois de um longo e demorado caminho na Câmara dos deputados e enviada ao Palácio do Planalto, finalmente foi sancionada, pelo presidente da República, a nova Lei de Licitações e Contratações Públicas. O novo texto representa um grande avanço trazendo mais transparência e segurança jurídica, além de mais agilidade nos procedimentos licitatórios. 

A ideia de um novo estatuto jurídico para as licitações e contratos na Administração Pública, tem como autor o senador Renan Calheiros, quando ainda presidente do Congresso Nacional.

A lei já está em vigor desde o dia primeiro de abril, valendo para a União, Estados e Municípios.

O olho do dono

Acreditando na máxima “o olho do dono é que engorda o gado”, o prefeito JHC tem feito malabarismo diante da quantidade de atividades que são tocadas pela prefeitura de Maceió. Não bastasse a rotina de vacinação, na qual está na linha de frente e acompanhando a cada etapa, seus detalhes e a correção das ações, ainda arranja tempo para despachar a pauta administrativa, percorrer obras em andamento e manter contatos políticos. Não é sem razão que alguns auxiliares já dão sinais de esgotamento.

Onde passa um boi...

No começo o critério de vacinação era apenas por idade e aqueles que possuíam alguma comorbidade grave. Como tudo o que acontece no Brasil, com o passar dos dias algumas categorias começaram a buscar “furar a fila” para obter o benefício, algumas merecidamente e outras nem tanto. Médicos e enfermeiros que estavam na linha de frente, em seguida todo o pessoal da área de saúde, mesmo os que ficaram em casa, aí a coisa foi se estendendo e hoje 16 categorias já reivindicam o direito.

Depois dos professores e integrantes da segurança pública, deputados já tinham aprovado o texto-base de uma proposta, incluindo no grupo trabalhadores como oficiais de justiça, coveiros, taxistas, garis, entre outros.

Entre os destaques selecionados para uma nova votação está uma proposta do PT, de autoria da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), para incluir trabalhadores e trabalhadoras domésticas.

O PCdoB também apresentou destaque para incluir funcionários da Caixa Econômica Federal na lista de grupos prioritários.

Coisas do Brasil: onde passa um boi, passa uma boiada.

Pílulas do Pedro

Prefeitura de Maceió iniciou esta semana o processo de limpeza do Riacho Salgadinho. A paisagem mais degradante do turismo da capital.

Bares e restaurantes dão um suspiro com a flexibilização das restrições. Abrem agora para almoço. Por enquanto só isso

Deputado Marx Beltrão, na presidência da Frente Parlamentar em Defesa do Turismo, tem sido defensor constante dos pleitos de Alagoas.

Postado por Pedro Oliveira

Nova ameaça ao meio ambiente

03.04.2021 às 14:00
Porto de Maceió - Reprodução

 

Para refletir

O bom político não age com o coração, mas com o fígado. Não espere dele reconhecimento ou gratidão.


Não bastasse todo o desastre sem precedentes, ocorrido pela Braskem em Maceió, destruindo vários bairros da capital, agora surge outra ameaça que pode ser danosa se não for controlada pelos órgãos de meio ambiente e até pela sociedade civil alagoana.

A Administração do Porto de Maceió, que funciona como uma sucursal do terminal de Natal/RN se prepara para a execução de um projeto tremendamente impróprio para a nossa população.

Maceió está prestes a herdar, desta vez pelo porto, uma nova preocupação. Sob a miopia gerencial local, uma empresa estrangeira vai estocar, em plena área metropolitana e por longos períodos, milhares de toneladas de ácido sulfúrico, bem ao lado do terminal que concentra todo o açúcar para exportação produzido no estado de Alagoas.

São 3.200 m3 de armazenagem. Haverá uma atracação por ano e o ácido será descarregado e armazenado num tanque dentro do terminal. À medida que interessar, o arrendatário vai retirando do Porto.

Os riscos são óbvios: vazamentos da substância no mar e no subsolo, pois teremos uma longa linha dutoviária dentro do Porto. E mais os eventuais vazamentos de gases, coisa natural em armazenagem de grandes quantidades de produtos químicos.

Esse tipo de armazenagem ocorre normalmente em áreas e polos distantes de grandes centros urbanos, como ocorre em Aratu e Suape.

O processo todo foi conduzido como se Maceió tivesse um polo petroquímico, mas não tem. A própria armazenagem de combustíveis já é questionável por sua localização. Quanto mais com um ou dois tanques de ácido sulfúrico ao lado.

A sociedade clama para que não seja cometido mais um crime por negligência das autoridades locais. Alerta urgente ao Ministério Público para ação imediata objetivando barrar mais uma loucura de agressão ao meio ambiente.

Há de se perguntar quantas e quais audiências públicas aconteceram? Como foi o processo decisório? Quais os órgãos de proteção ao meio ambiente se pronunciaram sobre o projeto e como foi a decisão desses órgãos? Pode estar tudo certo e na conformidade das legislações, mas é preciso que se dê satisfação ao povo de Maceió.

O dever é de todos

O estado de Alagoas continua como protagonista entre os que mais obtiveram resultados positivos no combate ao Coronavírus. Com as medidas sanitárias adotadas pelo governo estadual já começamos a sentir os efeitos da redução de casos de contaminação. Também merece destaque a vacinação que por aqui tem avançado proporcionalmente mais que em outras unidades da federação. O governador Renan Filho tem acompanhado em caráter permanente o combate à pandemia, com presença na linha de frente, em companhia do seu secretário de Saúde, Alexandre Ayres, que tem se revelado o melhor titular da pasta nos últimos anos.

O governo tem adotado medidas drásticas, mas necessárias, para que possamos continuar na vanguarda entre os demais estados, muitos em situação de colapso geral na saúde. O remédio é amargo em busca da solução para a pandemia. É hora da união, pois do contrário pagaremos um alto preço, com a perda de muitas vidas. O dever é de todos nós.

O crime dos fura-fila

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), Ministério Público de Contas (MPC/AL) e Controladoria Geral da União (CGU/AL) iniciaram um minucioso trabalho de investigação com o intuito de definir estratégias para apuração de possíveis irregularidades na aplicação das vacinas contra a Covid em Alagoas. Os membros dessas instituições querem saber se há pessoas recebendo a imunização fora da lista de prioridades. Há nomes de mortos e de detentores de cargos políticos entre os casos suspeitos.

Dentre essas irregularidades detectadas nos municípios alagoanos, estão supostas aplicações em pessoas que já estão falecidas, casos de indivíduos que teriam recebido 3 ou 4 doses e situações de “fura-filas” da imunização, sem os requisitos previstos.

Ainda de acordo com o levantamento da Controladoria, 21 mortos aparecem na lista de vacinados do Sistema Único de Saúde (SUS), distribuídos em 11 municípios alagoanos. Já outras 275 ocorrências são relativas a cidadãos que teriam recebido uma terceira dose da imunização. Por fim, mais de 100 pessoas expostas politicamente, entre vereadores, prefeitos e gestores públicos, também estão na suspeita da investigação.

Uma coisa é certa: a coisa vai ficar feia para quem burlou a vacinação por desonestidade vergonhosa. Cadeia nesses bandidos.

Militares se afastam de Bolsonaro

Tivemos um começo de semana de ebulição em Brasília, com foco no Palácio do Planalto, onde se aloja para governar o presidente da República, Jair Bolsonaro.  Com troca de vários ministros, rebeldias da bancada governista, imposições do Centrão, com alta temperatura no termômetro político nacional. Mas o grande peso da semana foi, sem dúvida, foi a exoneração da cúpula militar das Forças Armadas, por discordar do presidente da República, fato nunca acontecido na história brasileira.

Os comandantes reafirmaram que os militares não participarão de nenhuma aventura golpista, mas buscam uma saída de acomodação para a crise.

Edson Leal Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Bermudez (Aeronáutica) colocaram seus cargos à disposição e foram demitidos.

Eles protestaram contra a demissão sumária, na véspera, do general da reserva Fernando Azevedo da Defesa. O presidente o pressionava a alinhar as Forças com a defesa política do governo e o apoio a medidas contra o isolamento social na pandemia.

O motivo da demissão sumária do ministro foi o que aliados dele chamaram de ultrapassagem da linha vermelha: Bolsonaro vinha cobrando manifestações políticas favoráveis a interesses do governo e apoio à ideia de decretar estado de defesa para impedir lockdowns pelo país.

O presidente falou publicamente que "meu Exército" não permitiria tais ações. Enquanto isso, foi derrotado no Supremo Tribunal Federal em sua intenção de derrubar restrições em três unidades da Federação, numa ação que não foi coassinada pelo advogado-geral da União, José Levi —ajudando a levar à sua queda, também na segunda.

A grande verdade é que os militares começam a cansar de Bolsonaro que quer um Exército para chamar de seu em contraponto dos fardados que se posicionam pela Constituição, como órgão de estado.

Pílulas do Pedro

ABRASEL não se conforma que os restaurantes não possam abrir para o almoço. Com cuidados eu acho também que deveriam.

Fernando Collor segue em peregrinação interior afora. Conversa ao pé do ouvido, afagos e acertos políticos vão sendo construídos. Onde chega, agrada.

Luciano Barbosa segue em frente construindo uma administração voltada para a retomada do desenvolvimento de Arapiraca, que esteve estagnado.

Postado por Pedro Oliveira

A mentira tem pernas curtas

20.03.2021 às 10:00

 

Para Refletir:

“Se Bolsonaro não mudar, nem o Nobel da Medicina resolverá”. ( Covid 19)


Lamentavelmente a ex-futura ministra da Saúde, Ludhmila Hajjar, faltou com a verdade ao anunciar sua “recusa” ao convite de Bolsonaro para ocupar o cargo.

Antes de declarar publicamente que diferenças técnicas colocaram ponto final na possibilidade de se tornar ministra da Saúde, a cientista escreveu um texto ao presidente dizendo estar "pronta" para estar "alinhada 100%" com ele.

Na mensagem, da noite de domingo (14), a cardiologista se defendia de um áudio que circulava e minimizava temas caros ao bolsonarismo, como a resistência ao lockdown e a defesa do uso de cloroquina.

O recado sugeria que, apesar de pensamentos diferentes estava disposta a ser leal ao presidente. E que poderia ser demitida caso não cumprisse sua palavra

A amigos ela disse que a incumbência de assumir a pasta e de ajudar o Brasil a sair do colapso era muito grande e que seria possível fazer isso driblando enfrentamentos.

Ludhmila se encontrou com Bolsonaro na tarde do domingo, por volta das 14h. Na reunião, entre outros assuntos, eles falaram sobre um áudio que circulava com uma voz feminina chamando o presidente de psicopata. A voz foi atribuída à médica.

Orientada a falar a verdade sobre o episódio, ela negou no Palácio do Alvorada que fosse a autora da declaração. 

Depois que saiu da reunião, que tinha sido inconclusiva, já de noite, Bolsonaro avisou a colegas da médica que sua suposta "inteligência", seus assistentes, tinham analisado e concluído que o áudio seria, sim, de Ludhmila, o que abalava a confiança nela, dando a entender que a nomeação seria inviável. Não era ainda uma decisão tomada.

Além do áudio, a repercussão entre eleitores já era muito ruim a essa altura.

Bolsonaro admitia a aliados que a pressão da base estava muito grande e que estava tomando muita pancada.

Políticos e autoridades tentaram agir. Eles tentavam convencer o chefe do Executivo de que ela era o melhor nome para a função. Enquanto isso, parlamentares bolsonaristas silenciavam.

Ela contava com o apoio de vários políticos, como Fábio Faria (Comunicações) e Arthur Lira (PP-AL).

Ao responder sobre o que deu errado, ela citou "falta de linhas de convergência".

"Acho que o presidente ficou muito preocupado de a minha gestão não agradar alguns grupos ao mesmo tempo de eu sofrer muitos ataques de outros por, realmente, pensar um pouco diferente de algumas linhas", disse.

médica declarou  que foi alvo de ameaças e que teriam tentado invadir o local em que estava hospedada em Brasília. O hotel negou.

A doutora mentiu e Bolsonaro acertou. (Com informações da Folha de São Paulo).

Marx Beltrão

O deputado Marx Beltrão tem cumprido permanentemente extensa pauta em defesa de Alagoas, em Brasília. Considerado o parlamentar mais atuante da bancada do estado, tem tido propostas para preservar os direitos individuais e atuado com muita assiduidade no trabalho de plenário e comissões colaborando, decisivamente no desempenho de um mandato proativo. Na pauta política sabe “costurar” com eficiência um caminho que certamente o fará protagonista nas próximas eleições. Dono de uma enorme quantidade de redutos eleitorais, quer ampliar essa rede e certamente conseguirá. Ninguém se surpreenda com uma disputa majoritária no futuro.

Em Palmeira 

O prefeito Júlio Cezar vai acalmando a rebeldia da Câmara de vereadores e tocando pra frente o seu segundo mandato. O município segue liderando no assunto vacinação da população e por outro lado a cidade se faz um canteiro de obras para tornar melhor a vida dos palmeirenses.

Os investimentos se fazem notar na infraestrutura, saúde e educação de qualidade para as crianças e jovens palmeirenses.

Não gostaram

Insatisfeitos com a escolha do cardiologista Marcelo Queiroga para o Ministério da Saúde, parlamentares do centrão discutem dificultar pautas do governo na Câmara depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter ignorado as sugestões do bloco para o comando da pasta.

A indicação de Queiroga teve o explicito apoio de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), primogênito do presidente.

Deputados da base aliada, como do PP e do PL, defenderam a necessidade de o bloco partidário dar um recado público ao presidente.

Estão em discussão desde a aprovação de requerimentos de convocação de integrantes da equipe ministerial em comissões temáticas como o atraso na votação de medidas consideradas prioritárias pelo governo.

Tem gato na tuba

O Ministério Público de Alagoas detectou algumas inconsistências nas contas da Secretaria Municipal de Saúde de Maceió, efetuadas na gestão anterior e está requisitando ao órgão a “prestação de contas dos gastos relacionados à Covid 19, no ano de 2020, referentes à locação de equipamentos e despesas com recursos humanos em que foram utilizados  o auxílio financeiro  da União, repassados ao Fundo Municipal de Saúde”.

O autor da ação é o diligente promotor de Justiça, Marcus Rômulo, que deseja usar sua “lupa moralizadora”, em buscas de possíveis desvios.

Pelo menos três itens chamaram a tenção do Ministério Público em função do alto valor correspondente: Despesas com recursos humanos, locação de equipamentos e aquisição de medicamentos. Há também repasses que chamam a atenção para um único Hospital de Maceió, em relação aos demais.

O promotor de imediato e diante da gravidade fez comunicação ao Ministério Público de Contas e Ministério Público Federal.

Foram quase 50 milhões de reais recebidos diretamente nos cofres da Secretaria Municipal de Saúde, que necessitam ser investigados, com todo rigor.

Além de queda, coice

O vereador Leonardo Dias não contava com essa em seu início de mandato: está sendo investigado pelo Ministério Público que adotou providências para apurar possíveis infrações ou crimes cometidos durante manifestação, ocorrida no domingo (14), nas proximidades de uma unidade de vacinação contra a Covid-19, montada em estacionamento no bairro do Jaraguá, em Maceió.

Os promotores entenderam como agravante a concentração do ato ter sido em local de vacinação contra a Covid-19, gerando, conforme o detectado nas mídias sociais, bloqueio da passagem dos usuários na ocasião, pessoas idosas. O prefeito JHC apontou possíveis culpados e o vereador em questão vestiu a carapuça.

Já na Câmara Municipal o PDT apresentou denúncia formal contra Leonardo Dias, pedindo a cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar.

Um detalhe chama a atenção: o parlamentar mirim, que busca sempre um “flash” ganhou um bom espaço na mídia.

Pílulas do Pedro 

Governador Renan Filho, se consolidando no ranking nacional de atuação no combate a Covid 19.

Thiago Falcão, presidente da ABRASEL/AL é um líder respeitado e responsável. Tem ajudado muito nesses tempos de pandemia.

As medidas restritivas doem, incomodam, mas sem elas a dor de perdas será bem maior.

Postado por Pedro Oliveira

A queda de um “quase mito”

Eu escrevi que Moro nada mais era que um juiz no cumprimento de seu dever, Renan Calheiros disse que ele era um “transgressor”. Renan estava certo.

13.03.2021 às 10:20


Para refletir:

“O grande acontecimento do século foi a ascensão espantosa e fulminante do idiota”. (Nelson Rodrigues).


 Desde o início da Operação Lava Jato sempre fiz críticas ao “modus operandi” de procuradores e magistrados que estavam à frente da maior caça aos agentes da corrupção no país.

Muitas vezes fui alvo de críticas e insultos por não aceitar a condição de “mito” que foi outorgada ao juiz de Curitiba, por ignorantes fanáticos. Vi sempre nos protagonistas da Lava Jato muito menos operadores do Direito e muito mais péssimos atores de circo mambembe, em busca de “flash” e notoriedade.

O lado positivo da Lava Jato: Não se pode negar os aspectos positivos da Lava Jato, desmantelando o maior escândalo de corrupção da história da política brasileira. Nunca se imaginou ministros, governadores, senadores, deputados e os mais poderosos empresários presos e condenados. Bilhões dos cofres públicos recuperados, patrimônios bilionários sequestrados, mas em contrapartida pagamos um altíssimo preço, cuja conta vai demorar muito para fechar.

Percebe-se agora, depois de rompidos os segredos nas entranhas das conversas telefônicas entre os procuradores da operação e o juiz Sérgio Moro a podridão que sempre esteve presente em todos os movimentos, que não buscaram salvar o país da corrupção, mas a construção de um projeto de poder calcado na mentira, nos excessos e na construção de provas fictícias. Agiram como bandidos quando prenderam sem investigar, condenaram sem provas e o pior: criaram uma “corrente do mal”, que influenciou muito nas eleições presidenciais de 2018.

Os maiores erros da Lava jato

O ministro Luiz Roberto Barroso, dizia esta semana “Não precisei da violação da privacidade para identificar os erros cometidos e curiosamente esses erros se concentraram em uma pessoa. Eu não faria diagnóstico nem de má fé nem de impessoalidade, mas eu os encontraria  no vazamento das conversas  da ex-presidente Dilma com o ex-presidente Lula, eu situaria numa desnecessária  condução coercitiva, eu situaria em um Power Point de espetacularização na justiça, que eu não acho próprio e possivelmente na delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci”. 

Não se pode, entretanto, condenar simplesmente a operação, que se tornou um símbolo de nossa sociedade contra a corrupção e a impunidade. Nem também aceito a teoria conspiratória petista de afirmar que “a Lava Jato foi criada para prender Lula”. Os propósitos foram elevados, mas os atores é que desvirtuaram e se perderam no caminho das vaidades, do poder e da conspiração.

O pequeno Sérgio Moro

O juiz Sérgio Moro nunca foi grande de verdade. Um magistrado inteligente, preparado, quando de repente lhe cai no colo a grande chance de se tornar o paladino da moralidade no Brasil. Não perde tempo e assume o protagonismo da maior operação de combate à corrupção brasileira, reunindo um grupo seletivo de procuradores ao seu lado, igualmente preparados.

O maior de todos os seus erros foi quando demonstrou sua dimensão de “pigmeu” ao aceitar jogar fora 22 anos de magistratura e  o comando da Operação Lava Jato em troca da promessa do presidente, que ele ajudou e eleger, que seria galgado ao Supremo Tribunal Federal , após desempenhar o ridículo papel de ministro da Justiça, no qual se revelou um fraco, até que foi convidado a sair. 

Acabar com o que resta da Operação Lava-Jato para favorecer políticos e grupos econômicos poderosos significaria um grande retrocesso. Os brasileiros devem estar unidos para não permitir que o retrocesso se concretize em nosso país, que já deu o bom exemplo de que é possível combater a corrupção e recuperar parte do dinheiro público desviado.

De todos nós

A responsabilidade em relação a pandemia é de todos nós. Sociedade, governos, empresários, trabalhadores, velhos e jovens. Não é hora de reclamar

porque o seu estabelecimento teve restrições, está impedido da cerveja com os amigos, frequentar nossas lindas praias lotadas de gente sem máscara e por aí vai. Se todos cumprirmos com as regras de distanciamento, medidas sanitárias e os devidos cuidados, isso vai passar mais rápido. Se não cuidamos, todos esses prazeres poderão acabar de vez, com você contaminado, entubado e até morto. Pense nisso e também em seus pais, parentes e idosos vulneráveis.

O governo está fazendo a sua parte e a prefeitura também. A vacinação está crescendo e imunizando nossa população. Já estivemos mais longe e vai passar logo. Assuma a sua parte, seja consciente, preserve sua vida e a dos seus.

Arrumando a casa 

A Escola de Formação e Desenvolvimento de Pessoal (Prefeitura de Maceió), vinculada à Secretaria de Gestão, está passando por uma auditoria interna, após a constatação de uma série de irregularidades. O prefeito JHC determinou que fosse passado um “pente fino” por técnicos do órgão de Controle Interno. Só depois de concluído o trabalho, estará sendo retomada uma ampla programação de capacitações e treinamentos, voltados para as áreas de interesse dos servidores.

Marcelo Victor

O deputado Marcelo Victor, presidente da Assembleia Legislativa, tem tido um papel de muito destaque nas decisões políticas do presente e do futuro. Um jovem parlamentar, mas que já acumula uma farta experiência de liderança. De tradicional família palmeirense, (filho do ex-deputado Gervásio Raimundo) embora não tenha a cidade como seu foco político, estende sua penetração em vários importantes redutos eleitorais e a cada eleição aumenta o seu contingente de votos. Sabe o que quer e onde quer chegar, com sua maneira de ser, cumpridor da palavra e amigo de muita lealdade. Não tenho dúvidas de que Marcelo Victor vai caminhar ainda por longas e promissoras estradas da política alagoana.

Alexandre Ayres

Merece aplausos o papel desempenhado pelo secretário estadual de Saúde, Alexandre Ayres, neste momento de pandemia para os alagoanos. Colocou a pasta nos eixos, acabou com vícios que traziam prejuízos a administração (muitos causados por seus antecessores) e tem se dedicado 24 horas por dia, ao lado do governador, ao combate ao vírus e salvar vidas preciosas de alagoanos. Seu trabalho precisa ser reconhecido e destacado.

Pílulas do Pedro

Governador Renan Filho tem tido importante papel para colocar Alagoas na dianteira dos demais estados, no combate ao Coronavírus.

Na Assembleia, o deputado Davi Maia domina o plenário com pautas de interesse do povo alagoano.

Secretário, Lininho Novais, (Secom/Maceió) com excelente desempenho e relação com setores da imprensa.

Postado por Pedro Oliveira

A vez da meritocracia

26.02.2021 às 18:00


 

Para refletir:

“Aos amigos do presidente, as armas. Ao resto dos cidadãos brasileiros, a morte por susto, bala ou vírus”. (autor desconhecido)


Meritocracia significa que todo indivíduo é capaz de prosperar somente com suas capacidades sem precisar da ajuda da sociedade, Estado ou família. É um sistema que privilegia as qualidades do indivíduo como a inteligência e a capacidade de trabalho, e não sua origem familiar ou suas relações pessoas e políticas.

Quando o prefeito JHC anunciou que parte do contingente dos cargos em Comissão da prefeitura, seria preenchida mediante seleção de currículos, alguns imaginaram ser “conversa de político”. E era mesmo conversa de político, mas daqueles que cumprem com a palavra empenhada.

Nunca se viu nada nem parecido e por isso a desconfiança.  E eis que que a promessa se concretiza e entre aqueles que acreditaram, aderiram ao chamamento e enviaram seus currículos, muitos estarão sendo chamados em breve para assumir suas funções na administração municipal. Milhares de currículos foram recebidos pela comissão de avaliação.

A secretária de Gestão, Rayanne Tenório, preparada e com muito conhecimento de atividades públicas, não para desde o dia de sua posse arrumando a casa, construindo projetos, dinamizando e modernizando a pasta.

Recebeu recomendação expressa do prefeito para priorizar o servidor público em todas as categorias.

O prefeito quer uma administração mais ágil e eficiente e sabe que somente conseguirá fazer acontecer com servidores motivados e capacitados.

Recentemente estive com pessoas do staff do prefeito, quando me impressionou o nível e o preparo intelectual de sua “linha de frente”. Profissionais altamente capacitados e imbuídos do propósito de construir uma gestão moderna, transparente, moral e eficiente.

O prefeito JHC embora jovem é um político experiente e com sensibilidade aguçada. Escolheu a dedo uma equipe de craques e não permitiu que a política influenciasse nas escolhas técnicas. Deu uma lição de sabedoria aos velhos e viciados da vida política. 

Governança em boas mãos

Governança pública é um “conjunto de mecanismos de liderança, estratégia e controle postos em prática para avaliar, direcionar e monitorar a gestão, com vistas à condução de políticas públicas e à prestação de serviços de interesse da sociedade” (Decreto nº 9.203, de 22 de novembro de 2017).

Muitos ainda dirão: Que bicho é esse? Na verdade, o termo governança em sentido mais amplo, teve início apenas na década de 1990, quando foi renomeado por economistas e cientistas políticos e disseminado por instituições como ONU, FMI e Banco Mundial. No Brasil demorou um pouco mais, no entanto hoje sua abrangência atinge toda a administração pública federal e em muitos estados e grandes municípios, além daqueles que a adotaram por achar “um nome da moda”. Como instrumento da boa conduta de governar não tem funcionado no governo de Alagoas e na prefeitura de Maceió, não saiu do nascedouro, até pouco tempo. Com critério e o desejo de acertar, o prefeito JHC colocou a Governança como item prioritário de sua pauta positiva. Foi buscar em Brasília alguém que ele já conhecia e sabia de sua capacidade de fazer acontecer. Encontrou no jovem gestor Antonio Carvalho e Silva Neto, um entusiasta da transformação digital, com profundo conhecimento da área de Governança. Experiência não lhe falta: Analista Legislativo do Quadro de Pessoal Efetivo da Câmara dos Deputados, Chefe da Assessoria de Projetos e Gestão da Diretoria-Geral da casa e Diretor-Executivo da Rede Legislativa de Governança e Gestão, além de um invejável currículo acadêmico. Acertou em cheio o prefeito.

Bob, um marginal

O ex-deputado Roberto Jefferson, (Bob) dono do PTB e contumaz marginal da agressividade e desrespeito a autoridades e instituições e que já deveria ter sido preso há bastante tempo, agora resolveu atacar os que votaram a favor da prisão de outro elemento de alta periculosidade, o deputado Daniel Silveira. Ambos se merecem por se encontrarem no mesmo nível de desvio de comportamento. Jefferson continua “atirando” contra o Supremo Tribunal Federal, com ofensas morais a seus ministros e agora vociferando em relação ao presidente da Câmara, Arthur Lira, pela condução do processo que endossou a prisão de Silveira. Também ameaça punir os dois únicos deputados que não seguiram suas tresloucadas ordens (Pedro Augusto Bezerra (CE) e Pedro Lucas Fernandes (MA). O deputado Nivaldo Albuquerque, destoando de toda a bancada alagoana, optou por seguir as ordens do chefete.

Procura-se um vice

Com a decisão de não repetir uma dobradinha com Hamilton Mourão (PRTB) em 2022 o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) começou a avaliar nomes que substituam o general da reserva em sua chapa à reeleição.

O nome do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, tornou-se o favorito, segundo auxiliares do presidente.

Em conversas recentes com deputados e ministros, Bolsonaro disse que não pode errar novamente na escolha de um nome e traçou um perfil do candidato a vice-presidente que considera adequado para o posto.

Além de requisitos básicos como confiança e discrição, Bolsonaro tem afirmado que busca alguém que não tenha exercido mandato parlamentar e que não tenha uma base de apoio no Poder Legislativo, critérios que aliados do presidente avaliam que o ministro preenche.

Com a palavra

O deputado estadual Cabo Bebeto tem sido uma voz contundente da oposição na Assembleia Legislativa. Acusa as aberrações do governo estadual calcado em informações seguras e a palavra dura, como deve ser. Esta semana fez críticas veementes ao estado de miséria que se encontra o desmonte do Programa do Leite e apontou a perseguição mesquinha do governador Rena n Filho, aos pequenos produtores alagoanos.

Outro ponto atingido foi o número de obras inconclusas inauguradas pelo governo estadual, enganando a população. Citou o viaduto da PRF, hospitais, além de outras. Nunca se mentiu tanto em Alagoas, como na atual gestão.

Pílulas do Pedro

Enquanto no país inteiro está se optando por mais restrições por causa do Covid, o vereador de Maceió propõe a reabertura dos cinemas. Tá doido cara?

Falando em vereador e aquele falastrão que fez seu discurso de estreia e nem ele mesmo entendeu!

Uma minúscula prefeitura do interior com uma “Secretaria de Assuntos Estratégicos”? Logo vai criar também uma de “Relações Internacionais”.

Postado por Pedro Oliveira


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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