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Maceió: o embate já começou

Entrevista com o pré-candidato à prefeitura de Maceió, Ronaldo Lessa

22.08.2020 às 11:56


Para refletir

“O primeiro requisito para uma ordem social melhor é o retorno à liberdade irrestrita de pensamento e de expressão”.  (Ludwig von Mises)


Dando sequência a série de entrevistas com os pré-candidatos à Prefeitura de Maceió, a coluna publica uma conversa com o ex-governador Ronaldo Lessa – que postula mais uma vez o cargo máximo do executivo da capital, após já ter exercido o mandato  anteriormente. Pesquisas recentes apontam Lessa como um dos fortes concorrentes na disputa que se avizinha, com uma campanha atípica motivada pela pandemia do Coronavírus. E uma eleição com muitas dúvidas, muitos temores que e poderá trazer também grande surpresas ao abrir das urnas. 

Ronaldo Augusto Lessa Santos nasceu em Maceió, em 25 de abril de 1949. É pai de Nina e de Nivaldo. Formado em engenharia pela UFAL, foi destacado atleta de vôlei. Na universidade teve início sua trajetória de líder estudantil, chegando a ser preso pela ditadura. No início dos anos 70 mudou para o Rio de Janeiro, onde foi vice-presidente do Sindicato dos Engenheiros. Trabalhou em obras como o metrô e a construção da ponte Rio-Niterói. Retornou a Maceió e elegeu-se deputado estadual, em 1982, pelo PMDB; depois vereador, 1988, prefeito de Maceió, em 1992. Em 1996, foi consultor do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), nos Estados Unidos. Em 1998 foi eleito governador de Alagoas e reeleito com grande aprovação popular. Em 20015 assumiu uma cadeira na Câmara Federal e escolhido coordenador da bancada. Lessa foi também presidente da AMA e coordenador da Frente Nacional dos Prefeitos. Ingressou no PDT em 2015. 

O que o motivou para encarar o desafio de uma pré-candidatura a prefeito de Maceió? 

A princípio, atendendo um chamamento do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que esteve aqui em julho do ano passado, durante uma convenção, e disse que não era o momento de eu me aposentar, que a situação do país não permitia que nos afastássemos da política. Naquela época, havia outros dois pré-candidatos dentro do partido, Kátia Born e Judson Cabral, mas eles me chamaram e pediram que aceitasse o desafio. Então, houve uma conjunção de apelos. Além disso, a realidade, o fato de sentirmos que precisávamos participar da vida nacional, sobretudo em nosso Estado, em Maceió. Do ponto de vista pessoal, tem o fato de já ter sido prefeito de Maceió e ter deixado o cargo com aprovação máxima da sociedade. Acho que a experiência conta, e como disse Ciro Gomes numa live que fizemos: não é hora para estagiários. 

Uma campanha política nem sempre é marcada por ações éticas e discussões propositivas. Como o senhor irá agir reagir às provocações, ataques e até fake News?

Vou reagir com tranquilidade, tentando sair desse debate. Acho que fake News é algo que a sociedade em que rejeitar, não pode alimentar esse tipo de coisa. Querer se destacar usando o ódio, a calúnia contra outra pessoa. Ninguém constrói uma sociedade desse jeito. Espero que a ética prevaleça e que a gente faça um bom debate. E que a sociedade escolha o melhor baseada em fatos, em propostas; não em falsas notícias. 

Falando em pandemia, a campanha desse ano vai ser atípica, com muitas restrições. Como o senhor tem se preparado para isso? 

A vida é um eterno aprender. A vida lhe ensina, mas nem tudo. Essa pandemia me obrigou a fazer algo que nunca tinha feito em 40 anos de vida pública. Tive que recorrer às redes sociais, às diversas plataformas, ou seja, à toda essa parafernália que a modernidade trouxe e que é importante para facilitar a comunicação. Nesse período de quarentena, foram meses de lives, até reuniões do partido, votações. Nos reinventamos para nos adaptarmos aos novos tempos. 

Estamos chegando próximo ao período das convenções partidárias e da montagem da chapa majoritária. Qual o perfil de sua coligação e do seu candidato a vice-prefeito? 

Tenho conversado com partidos de esquerda e partidos de centro. Não tenho como juntar à direita. Onde a direita prevaleceu no mundo, foi um desastre. Meu campo é o campo democrático, é onde busco me situar e montar uma chapa com esse perfil. O vice você não pode pré-estabelecer. É lógico que eu gostaria que fosse uma mulher. Acho que as mulheres precisam ocupar mais espaço na política. Quando fui prefeito, minha vice foi Heloisa Helena, e tivemos um ótimo resultado. Quando sai indiquei Katia Born. Quando fui governado criei a primeira secretaria da mulher do Brasil, Vanda Menezes foi a secretária. Mas não é necessariamente uma obrigação. Até o final do mês, vamos ver entre os partidos quem vai ser o vice ou a vide, a partir de um consenso. 

Uma vez eleito prefeito de Maceió, qual o maior desafio a ser enfrentado? Quais as Prioridades? 

Os desafios são muitos, mas acho que o principal, depois dessa pandemia, é você cuidar da população com prioridade total. Porque o nível de desemprego e de gente precisando do olhar do governo é grande, e o governo tendo uma política de aconchego, de abrigar, de puxar os outros setores para trabalhar juntos, vai ser fundamental para responder as necessidades depois da pandemia. Mas há outras coisas que são desafios: o mercado público, a orla lagunar, o salgadinho, são problemas que precisam de atenção, além, evidentemente, de pôr todas as crianças na escola, lugar de criança é na escola, e trabalhar para aperfeiçoar o sistema de prevenção à saúde em Maceió. 

 Qual seria o perfil de uma eventual gestão de Ronaldo Lessa na prefeitura? 

Não mudaria meu conceito de humanismo. As pessoas em primeiro lugar. É por isso que existe o governo, é o equilíbrio. A sociedade é formada por diferenças, econômicas inclusive. O papel do estado é de abrigar. Quando governei alagoas, criei a secretaria de proteção às minorias, de direitos humanos. Além disso, em a questão técnica. Sou engenheiro, fui professor, é a minha marca, minha cara. O que tem que mudar é dar respostas novos a problemas novos. Quando fui prefeito, Maceió tinha uma população menor do que tem hoje. O perfil é esse. Uma gestão voltada para o povo, ouvindo, democratizar isso. Democratização participativa, não apenas a democracia dos poderes, que tem que prevalecer, não defendo qualquer tipo de ditadura. Defendo a democracia participativa, aquela onde as escolas são controladas por professores, alunos e funcionários. Vamos precisar de regiões administrativas com conselhos, opinando sobre orçamento e estabelecendo prioridades. 

A Justiça Eleitoral, sempre equivocada e com decisões arbitrárias, lhe trouxe sérios problemas em eleições anteriores. Resuma o seu sentimento para esta eleição. 

Não gosto de ficar olhando para trás. A gente tem que seguir em frente, olhar para frente e imaginar que o melhor vai vir. Então espero que os erros cometidos, as injustiças não se repitam. O tempo amadurece os poderes vão amadurecendo, a sociedade obriga a isso. Eu tenho a esperança que a gente possa atravessar isso sem os problemas do passado.

Calendário eleitoral Eleições 2020

A seguir o Calendário Eleitoral a ser cumprido por coligações, partidos e  candidatos até as eleições .

31 de agosto a 16 de setembro: Realização das convenções partidárias para definição de coligação e escolha dos candidatos. As convenções poderão ser por meio virtual. 

26 de setembro: Último dia para registro das candidaturas; início do prazo para que a Justiça Eleitoral convoque partidos e emissoras de rádio e TV para elaboração do plano de mídia. 

Após 26 de setembro: Início da propaganda eleitoral, inclusive na internet. 

9 de outubro: Início da propaganda gratuita em rádio e televisão.

27 de outubro: Divulgação de relatórios pelos partidos, coligações e candidatos discriminando os recursos recebidos do Fundo Partidário, do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e outras fontes, bem como os gastos realizados. 

15 de novembro: 1º turno das eleições 

29 de novembro: 2º turno das eleições

Postado por Pedro Oliveira

Maceió: o embate já começou

15.08.2020 às 12:40

Nas próximas eleições, adiadas por causa da pandemia para o dia 11 de Novembro e havendo segundo turno 29 do mesmo mês teremos um embate aguerrido, com candidaturas para todos os gostos na capital alagoana. Irão se apresentar, após as Convenções, mais de dez candidatos, porém apenas quatro candidaturas competirão, Alfredo Gaspar (MDB), JHC (PSB), Ronaldo Lessa (PDT) e Davi Davino (PP). Já se observa que por conta do momento que vivemos e certamente perdurarão até o pleito, inúmeras restrições impostas para evitar contágios. Por conta desses fatos não acontecerá a efervescência natural das eleições anteriores. Outro detalhe a se esperar é a maciça abstenção geral de eleitores que não pretendem se arriscar por causa do Coronavírus, quando a própria Justiça Eleitoral teme pela falta de mesários e pessoal de apoio pelos mesmos motivos. Diria que essa eleição é um tiro no escuro e como diz a história nela “pode acontecer tudo, inclusive nada”. 

Para que possamos conhecer os candidatos e suas propostas para Maceió a coluna vai publicar entrevistas com os quatro postulantes melhor colocados, nas pesquisas eleitorais, oferecendo ao leitor um perfil adequado para que possa escolher o melhor prefeito para a capital alagoana. O ex-procurador-geral de Justiça de Alagoas

Alfredo Gaspar de Mendonça Neto foi promotor público por quase 25 anos, ou seja, metade de sua vida. Na condição de representante do MP de Alagoas, participou também das investigações de casos de grande repercussão no estado, compôs o Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) e coordenou o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do MP. Em 2015, assumiu a tarefa de comandar a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas e implantou um duro modelo repressivo que fez cair os números oficiais de mortes decorrentes de crimes violentos em todo o Estado. Por seu trabalho pela paz e contra a violência, Alfredo Mendonça foi eleito presidente do Grupo Nacional de Combate ao Crime Organizado (Gncoc). Desde o início desse ano, abriu mão de sua carreira no MP e aceitou o desafio de ser pré-candidato a prefeito de Maceió.

O que o motivou a deixar uma carreira sólida no Ministério Público para encarar o desafio de uma pré-candidatura a prefeito de Maceió?

Eu quero transformar a vida das pessoas para melhor, essa é a minha motivação principal. Sempre gostei de enfrentar desafios e posso garantir que o meu caminho se mantém o mesmo, porque ele é pautado por princípios, mas também por ideais. Tudo o que construí, inclusive no MPE e no período em que estive à frente da Secretaria de Segurança Pública, teve esta base. A minha maior motivação, para cogitar o que chamaria de um passo à frente nesta trajetória, é a vontade e a disposição para fazer mais pelas pessoas. A população pode esperar de mim o que sempre teve: autenticidade, dedicação e determinação. O que me levou a ingressar no Ministério Público, onde defendi e pratiquei o que acredito, agora me estimula a seguir em frente nessa nova etapa da minha vida. Aprendi muito, amadureci, conquistamos muitas vitórias e creio que posso fazer muito mais pela minha cidade.

Uma campanha política nem sempre é marcada por ações éticas e discussões propositivas. Como senhor irá reagir às provocações, ataques e até Fake News?

 Espero que as instituições estejam prontas para manter a campanha dentro da legalidade. Da minha parte, essa jornada será exclusivamente de propostas e conteúdo. Os ataques sempre vão fazer parte e vou reagir da forma madura, dentro do bom senso. O mais importante é manter o equilíbrio, ouvir as pessoas, apresentar um projeto consistente e defender essas propostas com objetividade e determinação. Hoje o mundo está sendo bombardeado por notícias falsas, seja no campo da política, seja no combate à pandemia do Coronavírus. Temos que nos resguardar na verdade e nos princípios por ela regidos. Estou pronto para enfrentar qualquer adversidade para alcançar a realização deste sonho que, na verdade, é coletivo.

Falando em pandemia, a campanha desse ano vai ser atípica, com muitas restrições. Como senhor tem se preparado para isso?

É verdade. A pandemia tem nos trazido um aprendizado constante, tanto na vida quanto na política. A maior dificuldade até agora, neste período de pré-campanha, está na impossibilidade de encontrar com um grande número de pessoas, como acontecia em outros pleitos. Procuramos fazer visitas pontuais e planejadas, já que precisamos ouvir de perto as pessoas e dialogar as soluções dos problemas existentes. Mas sempre atendendo às recomendações das autoridades de saúde. Também temos usado as redes sociais e demais ferramentas de comunicação, como os aplicativos de mensagens rápidas a exemplo do WhatsApp, para manter esse contato sempre próximo. A prioridade é passar nossas propostas de forma objetiva e ouvir a demanda das pessoas.

Estamos chegando próximo ao período das convenções partidárias e da montagem da chapa majoritária. O seu candidato a vice será mesmo o ex-secretário Tácio Melo?

Eu sempre fui muito transparente nas minhas decisões. Eu tenho acompanhado a trajetória de Tácio Melo faz algum tempo, ele foi meu aluno na faculdade, o conheço desde muito jovem. O presidente estadual do Podemos já mostrou muita competência em sua vida profissional, desde quando ingressou na Polícia Rodoviária Federal até os cargos que ocupou na gestão municipal. Por tudo isso, tê-lo como parceiro na eleição municipal muito me honra. Foi essa carreira exitosa que o credenciou a compor a nossa pré-candidatura. Ao construir essa convergência, tive o apoio do governador, de quem fui secretário de Segurança, e do prefeito, com quem sempre tive uma relação respeitosa. A chegada de Tácio vem consolidar essa união de propósitos.

Uma vez eleito prefeito de Maceió, qual o maior desafio a ser enfrentado? Quais as prioridades?

 Tenho cada vez mais convicção de que precisamos ouvir as pessoas. Por isso a missão na pré-campanha tem sido manter um diálogo aberto com as comunidades, com especialistas de diferentes áreas, representantes dos muitos segmentos da nossa cidade, como as entidades de classe, os setores produtivos, o terceiro setor, as instituições religiosas, o setor cultural e o setor esportivo, dentre outros. Desse modo estamos coletando quais as demandas, os verdadeiros anseios. Saúde, Educação, Desenvolvimento Econômico, Geração de Empregos e Renda, Mobilidade, tudo isso já faz parte das demandas de todos os cidadãos. Mas onde podemos fazer a diferença? Onde podemos evoluir para um desenvolvimento mais amplo? Acho que esse é o grande desafio. Só poderemos avançar com humanidade, quando garantirmos uma maior igualdade entre os diversos grupos que formam a sociedade, principalmente a parcela mais vulnerável da população.

Qual seria o perfil de uma eventual gestão de Alfredo Gaspar na prefeitura?

A minha característica principal é a autenticidade e é isso que as pessoas podem esperar de mim. O projeto com o qual estamos sonhando pensa no melhor para os maceioenses. A minha experiência profissional e de vida só me fez renovar essa disposição. As muitas batalhas que enfrentei legaram ainda mais vontade de fazer. Me sinto pronto para novos desafios, porque tenho a disposição e a prática de quem viveu e aprendeu muito ao longo dos últimos 25 anos de trabalho. 

Opinião de especialista

 A coluna também ouviu o analista político, professor Marcelo Bastos sobre o  momento das eleições em Maceió. Confira abaixo sua análise;

Marcelo Bastos: A corrida para a prefeitura de Maceió já deu seu pontapé inicial alguns institutos já apresentaram algumas pesquisas em relação a intenção de votos. As pesquisas realizadas têm uma mesma linha de entendimento nessas primeiras pesquisas. É bom lembrar que pesquisa é a fotografia do momento, nos temos ai pela frente mais de três meses para o pleito que vai acontecer. Nessas primeiras pesquisas que nós tivemos acesso o candidato JHC (PSB) aparece em primeiro lugar, em segundo lugar aparece Alfredo Gaspar (MDB), em terceiro o candidato Ronaldo Lessa (PDT) e em quarto Davi Davino. Como ainda temos muitas pesquisas à frente e muitos fatos irão acontecer. Essa é uma eleição atípica, pois diante da pandemia consequentemente aquele trabalho de corpo a corpo, aquelas caminhadas, principalmente nas periferias, com um mundo de gente é muito provável que isso não venha acontecer, pois se o candidato o fizer será uma anti-propaganda para ele, a tônica dessa campanha será dada pelas redes sociais, que serão o grande instrumento que os candidatos vão ter para chegar mais próximo do eleitor, pelas circunstâncias o Guia Eleitoral também terá maior visibilidade. Teremos em Maceió uma eleição com certeza de segundo turno. Com o quadro que se mostra nenhum candidato irá conseguir atingir um número de votos para vencer em primeiro turno. Temos hoje treze (13) pré-candidatos, porém são esses quatro candidatos que vão brigar. É uma eleição que promete ser uma das mais acirradas dos últimos tempos. Porém política e eleições são um processo dinâmico e basta um fato relevante para mudar  todo o cenário. Temos que aguardar os novos capítulos, os novos fatos e situações. Teremos outra rodada de pesquisa nos próximos dias para a gente ver como o eleitor está se comportando a cada mês, para essa corrida à prefeitura de Maceió. 

Postado por Pedro Oliveira

O genocídio à esquerda

02.08.2020 às 11:08


“Agora é hora de corrigir os rumos para que a Lava Jato não perdure”.(Augusto Aras – o homem que vai acabar com a operação Lava Jato).


Um grupo de entidades sindicais brasileiras ingressou com uma ação no Tribunal Penal Internacional, em Haia (Holanda), contra o presidente Jair Bolsonaro, por crime contra a humanidade.

A Rede Sindical Brasileira Unisaúde, formada por entidades de saúde e que representa mais de um milhão de trabalhadores do setor, acusa o presidente de "falhas graves e mortais" no combate à pandemia do Coronavírus.

Segundo ela, desde o início da crise sanitária o governo brasileiro tem adotado postura negligente e irresponsável que contribuiu para que o país atingisse a marca de mais de 80 mil mortes pela nova doença.

A Unisaúde é coordenada pela UNI Américas, um braço regional da UNI Global Union, federação sindical que representa mais de 20 milhões de trabalhadores do setor de serviços em cerca de 150 países. 

“O governo federal deveria ser considerado culpado por sua insensível atuação frente à pandemia e por se recusar a proteger os trabalhadores da saúde", afirmou o secretário regional da UNI Américas, Marcio Monzane. "Buscar a Corte Penal Internacional é uma medida drástica, mas os brasileiros enfrentam uma situação extremamente difícil", acrescentou.

Vamos aos fatos: O que é genocídio? - Essa palavra faz menção a qualquer tentativa de exterminar um grupo de pessoas por conta de sua etnia, raça, religião ou nacionalidade.

É considerado um crime contra a humanidade por meio de uma determinação realizada pela ONU, em 1948. 

Para os representantes dos trabalhadores, o presidente colocou em risco a saúde da população ao promover aglomerações sem o uso de máscara e ao fazer propaganda de medicamentos como a hidroxicloroquina. Segundo o maior estudo feito no país sobre a substância ela não tem eficácia no tratamento da doença.

"O Brasil está há mais de dois meses sem um titular na pasta da saúde, no meio da maior crise sanitária do último século, que já ceifou milhares de vidas e deixou mais de 2 milhões de pessoas doentes", afirmou o grupo de entidades de saúde em um comunicado.

Para especialistas em Direito Internacional o documento não passará nem do nível preliminar na Corte. “Tenho convicção que essa queixa, como as anteriores não vai passar nem na análise inicial, vai ser barrada no início”, afirma Sylvia Steiner, ex-juíza do Tribunal Internacional. 

Nem precisa ser especialista para saber da burrada cometida pela esquerda exacerbada que não se conforma com a derrota nas urnas em 2018. È muito ruim para o Brasil que por irresponsabilidade dessa natureza é exposto à comunidade internacional com uma pauta negativa que desgasta nossa credibilidade.

E o “genocídio” petista?

Por que o mesmo grupo então não denunciou os governos petistas do passado, responsáveis pelo roubo descarado do dinheiro público, afetando o fornecimento de merenda escolar, fechando hospitais e atingindo em cheio uma imensa população de miseráveis que fingiam defender?  Porque são iguais até na hipocrisia.

Governo desumano

Alagoas com indignação leu o texto postado pelo combativo jornalista Odilon Rios sobre o chocante caso em que o governo do estado se negou a ajudar uma criança de nove meses, que sofre da Síndrome de West cuja vida depende de um medicamento muito caro (R$ 14 mil). Pasmem que mesmo com uma decisão judicial através da juíza Joice Florentino que bloqueou o valor necessário à compra, porém o inusitado aconteceu: a conta indicada pela Defensoria Pública não tinha saldo suficiente para o confisco.

“Estou nessa busca há oito meses pelo medicamento, relatou a aflita mãe da criança, Patrícia Melo Santos Nogueira”.

A magistrada declarou: “a Justiça tentará outras contas do Estado. A luta é incessante, mas não depende só do Judiciário”.

Resumindo: é preciso muita insensibilidade e falta de amor ao próximo de alguém que exerce uma falsa liderança política e é responsável pelo direito à vida dos alagoanos. 

Os alagoanos decepcionados certamente saberão dar a resposta adequada quando o govenador se apresentar candidato ao Senado.

O começo do fim da Lava Jato

A cada dia se evidencia que o procurador Augusto Aras, chegou ao cargo máximo do Ministério Público fruto de uma poderosa trama com o principal objetivo: acabar com a Operação Lava Jato. Uma real ameaça para políticos corruptos, responsável pelo desmantelamento da maior quadrilha da história política brasileira, se encaminha para um final melancólico, diante aos olhos de um país apático e abatido pelo desânimo. 

Esta semana o ministro responsável pelas decisões do STF durante o recesso do tribunal, Dias Toffoli, mandou a Lava Jato compartilhar seus arquivos com a PGR, determinou o arquivamento de 3 investigações motivadas pela delação de Sergio Cabral e proibiu a PF de fazer uma operação de busca e apreensão no gabinete do senador José Serra. Sinais dos tempos novos e sombrios.

O entendimento de Toffoli transforma o Congresso em território livre e imune, uma espécie de templo sacrossanto onde os parlamentares podem ocultar provas, com a segurança de que seus gabinetes, além deles mesmos, serão protegidos pelo instituto do foro privilegiado. 

Renan Filho: o algoz dos servidores

Os servidores públicos de Alagoas continuam na luta contra ações de perseguição mesquinha do governador Renan Filho contra as diversas categorias dos que trabalham para fazer a máquina administrativa funcionar. A exceção dos comissionados, aqueles que geralmente estão no serviço público por vias atrofiadas como o compadrio e as lambanças políticas tão maléficas para os cofres públicos, o funcionalismo tem sido a tônica da pauta repressora adotada pelo chefe do Executivo, desde o seu primeiro mandato. Ressalte-se que a caneta do governador jamais foi usada para beneficiar o funcionalismo, diferente dos seus antecessores que sempre reconheceram as demandas justas das categorias. Por vontade própria o governador se transformou no grande algoz dos servidores públicos e por isso vai amargar um preço amargo no futuro quer ele escolheu.

Senador Fernando Collor tem estreitado muito suas relações com prefeitos e lideranças do interior. Asfaltando sua caminhada em 2022. Sabe o que faz e sabe fazer.

Ronaldo Lessa entra na disputa pra valer. Disputa a vaga com muita chance, se a justiça caolha não lhe perseguir mais uma vez

Postado por Pedro Oliveira

Impeachment é golpe

25.07.2020 às 19:23


“Somos um país de ignorantes, estimulados por um irresponsável que ocupa a presidência, capaz de incentivar atitudes temerárias. Não por acaso muitos de seus seguidores têm morrido por desdenhar da Covid 19”. (Jornalista Juca Kfouri).

Um novo pedido de impeachment que acusa o presidente Jair Bolsonaro de praticar crimes de responsabilidade está no colo do deputado Rodrigo Maia  O documento de 133 páginas conta com o apoio de nomes como o cantor Chico Buarque, o ex-jogador Walter Casagrande, o músico Arrigo Barnabé, o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira e outros.

A iniciativa solicita a suspensão das funções presidenciais de Bolsonaro e que ele seja submetido ao julgamento de impeachment, a fim de que seja destituído do cargo e perca o direito de exercer funções públicas.

Numa extensa lista de supostos crimes de responsabilidade praticados pelo presidente, o pedido de impeachment cita ataques contra a imprensa  direcionamento ideológico de recursos no audiovisual, más condutas na área ambiental e atuação falha do governo durante a epidemia da Covid-19.

O capitão Bolsonaro não surpreendeu ninguém de bom senso com seu desgoverno destrambelhado e sua vertente autoritária. Só não se esperava que o desastre tivesse tamanha dimensão, levando o país a uma crise institucional, com resultados imprevisíveis, mas muito possivelmente muito ruins para a Democracia. Porém foi legitimamente eleito e chancelado por milhões de brasileiros, inclusive eu. 

Despreparado para o cargo que ocupa, ele e sua família com um passado nebuloso e um governo atabalhoado, vai levando sua gestão capenga aos trancos e barrancos. Mas nada disso é suficiente para se buscar sua destituição por vias tortas e confrontando o resultado das urnas. 

Ao que parece a única ação da esquerda frustrada é mesmo “apear” Bolsonaro do poder, com inconsistentes ações que mereçam abertura de um processo no Congresso. Vocês perderam “caras pálidas”. Impeachment é golpe! Tenta tirar nas próximas eleições em 2022. 

Maceió terá réveillon (em casa)

Maceió terá festas de Réveillon? Terá sim, mais cada um em suas casas, reunindo a família e festejando a passagem do ano, agradecendo inclusive por terminado um ano tão ruim como 2020, que desejamos acabe logo, junto com essa terrível pandemia. – “Não haverá queima de fogos (está decidido) e muito provavelmente deverão ser proibidas aglomerações com grandes shows e comemorações em espaços públicos e privados”.  Ninguém me contou. Ouvi do próprio prefeito Rui Palmeira, em conversa que tivemos na quarta feira. Está certíssimo o prefeito da capital. Na verdade, mesmo diante do cenário mais otimista dificilmente chegaremos a dezembro com essa crise epidêmica debelada e qualquer aglomeração desordenada poderá trazer consequências. Por outro lado são eventos que necessitam uma preparação e planejamento demandando tempo e investimentos. Segue ainda a Prefeitura recomendações das autoridades de saúde e será ouvido o Ministério Público.

Mas festejaremos em ambientes mais familiares, cumprindo à risca os rituais da virada do ano. Muitos poderão se deslocar às praias, mas sem aglomeração. Afinal réveillon é uma palavra francesa que designa a virada de uma noite longa (como as noites do Natal ou do ano-novo). Tal nome é uma derivação do verbo francês réveiller, que significa "despertar". Vamos despertar para um novo ano com esperanças no coração e agradecendo a Deus por estarmos vivos. 

E quando o Carnaval chegar?

Ainda é cedo, mas é muito provável que os festejos de Carnaval também sofram as consequências do Coronavírus. Dependendo do comportamento da crise e mais uma vez com avaliação de especialistas e ouvindo o Ministério Público, a exemplo de outras capitais (São Paulo, Salvador, Fortaleza) a prefeitura não realizará festas carnavalescas e proibirá aglomerações privadas. Ai o leitor pode questionar: - “Mas em fevereiro será outro prefeito”.   E eu respondo: sim, talvez, quem sabe? Em breve responderei aqui na coluna. Por enquanto ainda fique em casa.

Eles reformam, a gente se ferra

Está ai a Reforma Tributária proposta pelo governo federal para ser discutida e aprovada pelo Congresso. Já está evidente que as maldades e comprometimento com setores poderosos estão na pauta do ministro Paulo Guedes, privilegiando bancos (coitados) e grandes empresas. Em ano de eleição há uma reação natural na Câmara e no Senado.

Não podemos mais fazer remendos no nosso sistema tributário. Ao invés de discutir a recriação da CPMF, o Congresso Nacional deveria se ocupar em acelerar a tramitação da PEC 233, que trata da reforma tributária. Entre os seus pontos básicos está a proposta de acabar com a guerra fiscal entre os entes da federação.

Precisamos de mais simplicidade e equidade e menos burocracia no nosso sistema tributário. Mas, infelizmente, os governos tendem a concentrar a sua agenda legislativa em formas alternativas de assaltar o bolso do contribuinte.

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, comentou a proposta  enviada pelo governo na terça-feira (21) e rejeitou qualquer tentativa de instituir um tributo parecido com a antiga CPMF, que incidia sobre movimentações financeiras.

“Abrir o teto de gasto, criar um novo imposto para ter receita para gastar olhando a eleição, aí já desorganizou tudo que está sendo construído”, afirmou. 

“Nosso grande desafio do próximo ano é sentar em cima do teto de gastos e não deixar ninguém mexer, porque as tentações são grandes, e elas vão gerar aumento de carga tributária ou de dívida, que, no final, acaba sendo paga pela sociedade também, não tem jeito.”

O que é seu está guardado

Com articulações do SINDPREV-AL e várias outras instituições representativas do funcionalismo público estadual, inclusive dos Poderes Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas está em formação um “fórum permanente em defesa dos servidores públicos de Alagoas”, com o objetivo de somar esforços e dar mais consistência às demandas das categorias e de olho nas eleições de 2022. O governador Renan Filho, considerado o grande algoz do funcionalismo, será o alvo principal, tendo como meta a desestabilização de sua candidatura ao Senado. 

Por enquanto apenas uma divergência que será discutida nos próximos dias: algumas entidades desejam fazer já uma prévia para 2022, buscando a derrota do candidato do governo à prefeitura de Maceió. 

Uma coisa certa é que o governador , com o ressentimento dos servidores públicos, vai enfrentar dificuldades  somadas à seu índice de rejeição no eleitorado. 

Bodega para vender entulhos

O governo do presidente Jair Bolsonaro poderá criar uma nova estatal como parte de seus planos para privatizar a Eletrobrás. 

O governo prevê levantar cerca de 16 bilhões de reais com a privatização da Eletrobrás, que aconteceria por meio de uma capitalização da companhia por meio da emissão de novas ações e envolveria pagamento de outorgas à União. A operação poderia ser realizada no primeiro semestre de 2021, caso o projeto de lei seja aprovado pelos parlamentares ainda neste ano.

Para quem anunciou com tanta ênfase o fechamento de várias estatais e até agora nada aconteceu e estão sendo “negociadas” com o Centrão, criar mais uma só para vender entulhos é a cara desse desgoverno.

Senador Renan Calheiros está sendo duro na queda. Um ano e meio e ainda não aderiu ao governo. Ou não o querem lá?

Tem promotor de Justiça querendo administrar prefeituras. Pensam que podem tudo.

Eleições, se realizadas em novembro, terão a mais alta abstenção da história. 

Postado por Pedro Oliveira

Juiz não é Pop Star

17.07.2020 às 20:02


“Os juízes decidem com base em suas próprias satisfações e ouvem com parcialidade, rendendo-se aos contendores em vez de julgá-los” (Aristóteles) 

Convivi muito tempo com um magistrado, daqueles que hoje quase não mais existem, meu sogro e primo, desembargador Luis Oliveira Sousa, que entre muitas lições sempre fazia duas afirmações: “juiz que der sinais de riqueza, sem ter herdado merece ser investigado e juiz não é artista nem jogador para dar entrevista sobre processos ou decisões, suas falas devem estar apenas nos autos”. Ocupou o mais alto posto da Magistratura alagoana, como presidente do Tribunal de Justiça, sempre avesso a entrevistas e exposições desnecessárias. No ambiente institucional da harmonia dos poderes e pela deferência de Divaldo Suruagy, chegou a ocupar por alguns dias o cargo de governador. Cercado de jornalistas falou apenas de sua honra em colocar na sua história que governou Alagoas por cinco dias. Nada mais a acrescentar a não ser cumprir a liturgia do cargo e despachar uma agenda mínima que o titular deixou.

Não tinha, nem queria ter vocação para a política, mas havia naquele dia em sua agenda a audiência com uma senhora, pobre residente na periferia de Maceió. A secretária do Gabinete Civil, sua amiga Marlene Lanverly (que nos deixou há poucos dias) preocupada com a condução dessa audiência foi lá para ajudar. Ao entrar no gabinete deparou-se com o seguinte quadro: a mulher se acabando de chorar e o governador-interino também. Assustada perguntou do que se tratava e ele falou que a senhora havia pedido uma casa da COHAB para morar e ele havia dito que não tinha poderes para isso. De imediato Marlene falou: “Poder sim governador, pode assegurar que a casa está garantida”. A senhora ganhou a casa e quanto a ele acho que considerou o mais importante ato do seu “governo”. 

Hoje ao assistir o desfile ridículo de magistrados midiáticos, ávidos por ser noticia, alguns falando demais e muitos envolvidos em atos de corrupções, lembro-me das lições de dignidade e humildade que recebi de alguém que foi exemplo do bom juiz.

Quando Chico não é Francisco

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu conceder prisão domiciliar ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB). A decisão foi tomada no fim da noite de 3ª feira  pelo ministro presidente da Corte, Dias Toffoli. A defesa diz que o motivo do pedido foi o estado de saúde de Geddel. O ex-ministro tem 61 anos e é hipertenso. Por isso, estaria no grupo mais vulnerável à pandemia de covid-19. O teste de Geddel deu positivo para a doença. Mas a contraprova deu negativo. Mesmo assim a decisão foi mantida. Só para lembrar Geddel é aquele em cujo apartamento a Polícia Federal encontrou malas com 51 milhões roubados do dinheiro público.

“Como se sabe zelar pela segurança pessoal, física e psíquica dos detentos, constitui dever inafastável do Estado”, escreveu Toffoli na decisão.

Já o também ex-deputado Nelson Meurer não teve essa sorte. O mesmo Supremo que protegeu Geddel, não concedeu a ele o benefício. Ressalte-se: contraiu a doença na Penitenciária, teve o diagnóstico confirmado, tinha 77 anos, sofria de comorbidades acentuadas como diabetes, cardiopatia e problemas renais graves. O mesmo faleceu na prisão. O ministro Edson Fachin, veio a público apresentar os pêsames e pedir desculpas à família. Tarde demais.

O mico do governador

A notícia repercutiu em Brasília, principalmente no palácio do Planalto e no Congresso, com direito até a comemoração. Com a determinação do presidente em “tolerância zero” com o governador de Alagoas a ordem foi cumprida à risca. Na inauguração de obras do governo federal no interior foi retirado da placa comemorativa o nome de Renan Filho propositalmente. Até o prefeito da cidade teve direito à honraria. Na ocasião também muitos risinhos disfarçados, de políticos que fazem oposição ao governo local. Renan não passou recibo, mas intimamente sabe-se que foi grande o constrangimento. O ministro Rogério Marinho, que visitava Alagoas, se esmerou em atenções ao prefeito Rui Palmeira (também por recomendação de Brasília) e com o governador apenas o tratamento institucional. Para quem tem a vaidade como uma de suas marcas, deve ter se sentido “ferido de morte”. Eu acho é pouco.

Enviado de Deus?

Diante do aumento da pressão das Forças Armadas para tentar se dissociar da gestão de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde, o presidente Jair Bolsonaro divulgou uma mensagem em que defende o general e rebate as críticas de que existe uma militarização excessiva da pasta.

Segundo Bolsonaro, Pazuello é um "predestinado" e motivo de orgulho para o Exército.

O texto do presidente foi publicado em meio à crise aberta com as declarações do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para quem o Exército, ao ocupar postos-chave na Saúde em meio à pandemia do Coronavírus, está se associando a um genocídio.

"Quis o destino que o general Pazuello assumisse a interinidade da Saúde em maio último. Com 5.500 servidores no ministério, general levou consigo apenas 15 militares para a pasta. Grupo esse que já o acompanhava desde antes das Olimpíadas do Rio", afirmou Bolsonaro.

Rui Palmeira prestigiado

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, trouxe boas novas para a administração do prefeito Rui Palmeira e seu projeto de uma “Nova Maceió”. A retomada das obras do “Residencial Vilas do Mundaú”, no bairro Vergel do Lago, que beneficiará 1.776 famílias com unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida, além de outros investimentos do governo federal.

Rui Palmeira destacou a novidade que beneficiará moradores da orla lagunar. "Ficamos muito felizes com a visita do ministro Rogério Marinho, que trouxe boas novas para Maceió. Foram várias ações positivas aqui na nossa cidade, e a gente agradece, mais uma vez, ao presidente Jair Bolsonaro". Ao contrário do governador, o prefeito é bem visto em Brasília.

Collor em ação

O senador Fernando Collor tem se revelado, a figura mais importante da bancada alagoana no Senado. Sua aceitação junto aos prefeitos do interior é estratégica e certamente lhes trará bons resultados na disputa pela vaga em 2022. Conhece da política como poucos, transita em todos os setores e tem proximidade muito estreita com a imprensa. Sempre muito cordato é um senador com prestígio no Congresso Nacional e visto com simpatia no Palácio do Planalto. Pelo andar do “cortejo” é bom que o governador Renan Filho repense uma candidatura a deputado federal, pois ao que parece a cadeira do Senado permanece com o titular. Eu aposto.

O governador Renan Filho, terá adversários fortes caso seja candidato em 2022. Sindicatos, entidades de classes e o funcionalismo público, que ele despreza não o perdoarão. 

No governo do Estado dois secretários se destacam e fazem a diferença. Maurício Quintella (Infraestrutura) e Rafael Brito (Desenvolvimento Econômico e Turismo) O resto é “bijuteria”.  

Postado por Pedro Oliveira

Eis aqui o prefeito de Maceió

12.07.2020 às 16:24

“Existe uma deformação lastimável na consciência política coletiva do nosso povo: o povo adora ser enganado”. (Renée Venâncio)

Teremos este ano uma eleição completamente atípica, para prefeitos e vereadores, por vários fatores, sendo o primeiro deles a realização do pleito em plena pandemia do Coronavírus. O calendário eleitoral foi alterado para que o primeiro turno seja realizado em 15 de Novembro e as cidades onde haja segundo turno que este ocorra em 29 do mesmo mês. Nisso tudo há uma enorme expectativa: como estarão as condições de saúde pública? E se com o fim do isolamento social o vírus se expandir e a contaminação aumentar? Supondo que dê tudo certo quais as providências para a preservação dos eleitores, as aglomerações nas filas de votação, o contato com as urnas eletrônicas, entre mesários e eleitores e outros cuidados necessários à defesa individual? Uma coisa é certa em minha visão: a abstenção será recorde em todo o país. 

Em Maceió, pelas previsões reais a disputa será voto a voto. Com muitas dificuldades para os candidatos em campanha por conta da pandemia e o contato com eleitores. Diferente de eleições anteriores outro fato que vai pesar o que é positivo, é a imoral compra de votos e os famigerados “cadastros eleitorais” elemento fundamental para as “quadrilhas” que elegem bandidos. Mas eles darão um jeito. São “especialistas”.

Para a prefeitura três nomes de peso, tornando impossível antecipar qualquer avaliação pelo menos até o momento. 

Eis eles: Ronaldo Lessa, João Henrique Caldas e Alfredo Gaspar. Qualquer nome fora os três é “figuração”. Fortes o suficiente para um enfrentamento com resultado imprevisível. 

Para os leitores mostro nesta edição o perfil de cada um dos candidatos.

Cartas na mesa. O jogo vai começar e é pesado. Que ganhe o melhor para Maceió.

Ronaldo Lessa 

Considerado um dos melhores prefeitos de Maceió (1992/1996) fez sua carreira política deslanchar por sua atuação eficiente e contestatória. Carismático e bom orador empolga a população principalmente as de mais vulnerabilidade. Foi vereador por Maceió, deputado estadual com uma passagem marcante no plenário da Assembleia Legislativa. 

Em 1998, já filiado ao PSB, torna-se governador de Alagoas, eleito ainda em primeiro turno, reelegendo-se em 2002. Obteve uma vitória histórica enfrentando todos os caciques da política alagoana e a grande maioria das bancadas da Assembleia Legislativa e do Congresso Nacional. Implantou mudanças estruturais importantes em seu governo. Valorizou o servidor público e dialogou sempre com as lideranças de classe. Deixou obras importantes a exemplo do Centro de Convenções, um equipamento de incremento ao turismo há muito reclamado, melhorou o sistema rodoviário e teve uma política de gastos responsável. Corajoso, enfrentou setores com viés político no Judiciário e Ministério Público, que o perseguiram covardemente. Isso lhe custou algumas ações, a maioria sem a mínima procedência. Fez um governo empreendedor, mudou a feição da Educação, Saúde e Assistência Social. Cometeu um erro no seu relacionamento com prefeitos e lideranças políticas do interior e por conta perdeu a eleição para o Senado para Fernando Collor, quando todos já contavam com uma vitória certa.

Em 2014 foi eleito deputado federal, onde desempenhou um mandato com eficiência, sendo considerado como o melhor desempenho entre a bancada alagoana. Candidato à reeleição em 2018 obteve uma excelente votação, mas por pouco não conseguiu se reeleger, fruto controvérsias sobre a validade ou não de sua candidatura, uma vez que permaneceu “sub judice” até as vésperas da eleição, por mais equívocos do Poder Judiciário. 

Traído pelo governador Renan Filho, pois era o candidato natural do governo, reformulou seu grupo político e parte para a disputa com muita chance de vencer. 

João Henrique Caldas (JHC)

Filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Foi o candidato a deputado federal mais votado nas eleições de 2018 em Maceió, obtendo 89.376 votos, conseguindo também ser o mais votado no estado cravando a marca de 178.645. Foi deputado estadual aos 23 anos de idade e se destacou com um mandato proativo 

Entre as ações desempenhadas, destacam-se a criação da Comissão de Ciência e Tecnologia, Parlamento Jovem, Comissão de Defesa do Consumidor e Contribuinte, Comissão Especial das Enchentes e denúncias de irregularidades que mais tarde culminariam com o afastamento da Mesa Diretora, então presidida pelo deputado Fernando Toledo (PSDB). 

Em junho de 2013, João Henrique apresentou documentos que indicavam possíveis irregularidades na movimentação bancária da Assembleia Legislativa. Segundo o deputado, R$ 4,7 milhões teriam sido sacados sem justificativa no ano de 2011. Foi eleito deputado federal em 2014, para a 55.ª legislatura (2015-2019), quando se elegeu nas eleições daquele ano como Deputado Federal mais votado de Alagoas, conseguindo mais de 68 mil votos apenas na capital. Nas eleições de 2016, ficou em terceiro lugar como candidato a prefeito pelo PSB, obtendo 21,78% dos votos válidos (menos de 3% de diferença para o segundo colocado Cícero Almeida do PMDB) na disputa contra Rui Palmeira que obteve mais de 46%.

É considerado um parlamentar atuante e influente no âmbito do Congresso Nacional, com trânsito livre no Palácio do Planalto e Ministérios. Bem articulado, jovem com vasta experiência do processo legislativo e exímio negociador político.   

Alfredo Gaspar de Mendonça

Neófito na política é uma grande incerteza ainda no campo eleitoral. Vai fazer o seu primeiro teste em uma luta que será disputada palmo a palmo com fortíssimos adversários. Ao seu favor conta com uma grande vantagem; deverá ser apoiado pelo governador Renan Filho e o prefeito Rui Palmeira, o que já lhe garante bastante fôlego. Nisso tudo há um “senão”... O governador vai chegar às eleições com um índice de rejeição altíssimo. Suas ações equivocadas  na pandemia, as acusações de desvios de finalidades que virão à tona na campanha e sua perseguição aos servidores públicos poderão tirar muitos votos do candidato por ele apoiado.

Alfredo Gaspar teve uma carreira brilhante no Ministério Público Estadual, aonde chegou ao mais alto cargo de procurador geral de justiça. Líder nato, defensor intransigente da moralidade pública é a representatividade do político modelo ideal. 

Postado por Pedro Oliveira

Somos governados por bandidos

03.07.2020 às 13:50
A maior ponte ferroviária da América Latina


“A história vai registrar também aqueles que se omitiram, os que foram negligentes, os que foram desrespeitosos. A história atribui glória e atribui desonra, e história fica para sempre”.

Ouvi certa vez, de um político experiente e sábio, a seguinte frase: “Quem é capaz de mentir, também é capaz de roubar”. Fico então a raciocinar: Como a expressiva maioria dos políticos mente, por consequência não devemos nos surpreender com essa roubalheira que assola o país desde os primórdios da República. Sabemos que não foi o PT que inventou a corrupção, apenas ampliou os seus tentáculos e bateu todos os recordes de governos anteriores. Há de se imaginar que com o advento da Operação Lava Jato ficaríamos  livres dessa corrupção endêmica? Comentei o assunto ainda em 2017, quando condenei a espetacularização promovida em torno do caso, o endeusamento de um juiz que mais a frente se revelou um agente político aproveitador e deixou suspeitas de favorecimento a grupos não muito republicanos. Se formos contabilizar os resultados da Lava Jato e todo seu estardalhaço veremos que essa conta não fecha. Os principais lideres da maior quadrilha de assaltantes do dinheiro público da nossa história política estão soltos (a exceção de alguns gatos pingados), Lula o líder maior, alvo de investigações mirabolantes e condenações de araque, pelo Judiciário que se desmoraliza a cada dia, continua desfrutando do seu “bel far niente”, com a complacência dessa mesma justiça. Em minha opinião, a maior lição deixada pela Lava Jato e as altas Cortes de Brasília é uma só: “Aqui o crime compensa”. 

Os nossos corruptos

A maior prova de que a corrupção é o grande patrimônio da política brasileira está em fatos que nos causa indignação, mas não surpreendem. Em meio a maior crise de saúde pública de nossa história, com milhares de mortos pelo Coronavírus, falta de leitos e equipamentos para salvar vidas, pessoas próximas sendo enterradas sem uma despedida ou mesmo um velório digno, pobres morrendo em casa atacados pelo vírus ou mesmo até de fome, trabalhadores desempregados, empresários fechando suas portas, pelo menos 11 governadores estão sendo investigados por suspeitas de desvios de dinheiro da pandemia. Por outro lado informações nos chegam que a CGU, TCU e outros órgãos de Controle Externo estão sem condições de fiscalizar o roubo nas prefeituras, já passando de 5.000 denúncias em todos os estados. 

Um governo que mente descaradamente

A mentira da transposição

Os fanáticos seguidores do governo Jair Bolsonaro, na alienação que lhes é peculiar, retrucam qualquer crítica às idiotices do presidente, aos seus disparates e a falta de preparo para conduzir o país com o já cansativo chavão: “Vocês queriam o PT de volta? Um ano e meio de governo e não se viu falar em corrupção”! E Outras inconsistentes tolices. Claro que ninguém quer os petistas retornando para nos roubar outra vez. Mas esquecem  que o tema corrupção continua habitando o Palácio do Planalto e a Esplanada dos Ministérios. Seus filhos e pelo menos três ministros são investigados por supostos atos de improbidade.

A mentira se tornou uma marca dos “formadores de opinião” que apoiam cegamente o presidente Jair Bolsonaro. A última é a de que ele concluiu a obra de transposição do Rio São Francisco.

O que Bolsonaro inaugurou na semana passada, foi apenas um trecho da obra, que estava 94% pronta quando ele assumiu o governo.

O projeto de transposição do Rio São Francisco é do segundo governo do ex-presidente Lula e enfrentou uma série de críticas, principalmente de ambientalistas e artistas, à época, e tinha previsão para ser concluída em 2017.

Na sexta-feira, quando Bolsonaro inaugurava um trecho no Ceará, o próprio ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, afirmou que se trata de uma obra do Estado Brasileiro e não de governo ou de governos.

A primeira etapa foi inaugurada pelo presidente Michel Temer, em 2017. A conclusão da obra ainda não tem previsão.

Maior ponte ferroviária da América Latina

Outra mentira do governo Bolsonaro

Ao atravessar quase todo o estado da Bahia nos seus 1.527 km de extensão, as obras da FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) revelam a complexidade e o cuidado necessário ao desenvolvimento de projetos de engenharia. No desafio maior que é construir um empreendimento de grande porte como esse, estava a construção de uma ponte ferroviária que atravessa o leito do Rio São Francisco, entre os municípios baianos de Serra do Ramalho (margem esquerda do rio) e Bom Jesus da Lapa (margem direita).

Trata-se da maior ponte ferroviária da América Latina, com 2,9 km de extensão. O empreendimento começou a ser construído em dezembro de 2014 pela VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias, estatal vinculada ao então Ministério dos Transportes. Por coincidência da vida ocupava eu a presidência do Conselho de Administração da VALEC quando em 2018, juntamente com seus diretores, fui inspecionar a obra já concluída. Faltou agenda ao presidente Temer para inaugurar. Sobre a obra o engenheiro da Valec, Luiz Guilherme Pinto fez um vídeo, contando a história desde o nascimento da ponte até o seu término. O canal no Youtube teve quatro milhões de visualizações.

O governo bolsonarista chegou a publicar um texto e depois da repercussão negativa foi retirado das redes sociais. Um vídeo com a legenda: “Maior ponte ferroviária da América Latina, em 11 meses do governo Bolsonaro. Alguém viu isso na mídia”? Tremenda covardia. – Mentem e ainda provocam a imprensa.

Diretores da Valec ( inclusive o autor da coluna) visitam a ponte totalmente concluída

Governo persegue servidores

O governador Renan Filho nunca procurou esconder seu preconceito contra os servidores públicos. Tanto em seu primeiro mandato como no atual, além de travar em seu gabinete todas as reivindicações e benefícios da categoria, tem como pauta a perseguição mesquinha contra aqueles que sustentam com seus trabalhos o avanço da administração estadual. Esta semana entidades representativas dos servidores impactadas pela pequenez do governador protestaram com um documento levado ao público :

“O SINDPREV-AL vem a público denunciar e repudiar a atitude antissindical por parte do governador Renan Filho e sua política de destruição do serviço público estadual. O governador Renan Filho ataca os sindicatos estaduais de defesa dos servidores públicos, numa clara demonstração de que quer subjugar o movimento sindical, destruindo toda e qualquer fonte de resistência à sua política de destruição de direitos.

Fica evidente que o propósito do Governo é atingir, financeiramente, quem pode fiscalizar quem pode cobrar as atribuições das categorias profissionais do serviço público de Alagoas. O que a gente vê é um propósito de se chegar ao controle das instituições”.


   

Postado por Pedro Oliveira

“The Post” uma ode à liberdade de imprensa

27.06.2020 às 14:59

“Os fundadores da pátria deram à imprensa livre a proteção que ela deve ter, para que ela exerça seu papel primordial na democracia. A imprensa deve servir aos governados, não aos governantes”. (Juiz Hugo Black – Suprema Corte Americana).


Nesse confinamento, por conta da pandemia, tenho assistido alguns filmes, entre esses – “The Post - A guerra secretaque reconstitui o momento, em 1971, em que a imprensa americana teve acesso a um conjunto de documentos conhecido como os “Papéis do Pentágono”, um amplo estudo mostrando como sucessivos governos americanos haviam ludibriado a opinião pública para justificar o envolvimento cada vez mais acentuado dos EUA no Vietnã, inclusive falseando dados sobre o progresso militar durante a guerra.

Qualquer jornalista que já tenha sentido o prazer que é noticiar um furo de reportagem vai se emocionar ao assistir. O filme foi produzido por americanos e dirigido pelo premiado Steven Spielberg, mas o enredo tem passagens que lembram muito os tempos atuais e a missão da imprensa de não ter medo de enfrentar os poderosos, nem mesmo um presidente da República.

Nos Estados Unidos (Donald Trump) e aqui no Brasil (Jair Bolsonaro), ambos são declaradamente contra a imprensa.

Imprensa investigativa e verdadeira é o melhor antídoto contra qualquer ameaça à liberdade de expressão e à nova praga que todos os dias desfila por nossas timelines ou chega inconvenientemente por aplicativos de mensagem: as fake news. O filme tem passagens cheias de emoção como a que dona do jornal, Katharine “Kay” Graham (Meryl Streep) diz ao editor Ben Bradlee (Tom Hanks) e pode nos servir como farol de todos os dias: 

– Não acho que acertamos sempre ou que somos perfeitos, mas devemos seguir persistindo.

A irrestrita liberdade de expressão é uma característica das democracias liberais em todo o mundo. Sem liberdade editorial seria difícil o jornalismo cumprir seu papel social de responsabilizar os governantes pelas ações tomadas em cargos eletivos. O filme The Post – A guerra secreta, mostra em detalhes a saga do jornal Washington Post para publicar partes de um memorando que comprovava que o governo dos EUA mentia à opinião pública sobre a iminente derrota na Guerra do Vietnã (1959-1975).

Como resultado, o caso foi parar na Suprema Corte, validando o entendimento de que a liberdade de informação garantida pela primeira emenda da constituição americana valia até para algumas informações sobre estratégias governamentais em tempo de guerra. Venceu a batalha a imprensa contra o poder. No final do filme as palavras do juiz Hugo Black, da Suprema Corte dos Estados Unidos:

“Os pais da pátria deram a imprensa livre a proteção que ela deve ter, para que ela exerça seu papel essencial em nossa democracia. A imprensa deve servir aos governados, não aos governantes”. (Com informações de Jeniffer Gularte -  Grupo de Investigação (GDI) da RBS).

A intolerância dos alienados

O Brasil é considerado hoje um dos países com maiores riscos para jornalistas em todo o mundo, estando à frente de algumas ditaduras extremistas. Repórteres, cinegrafistas, fotógrafos, editores e apresentadores famosos são ameaçados diariamente, alguns impedidos de sair de casa, não pelo isolamento imposto pela pandemia viral, mas pela “pandemia” da intolerância de simpatizantes de um governo fascista, burro e truculento nas ofensas à imprensa generalizada. O presidente Jair Bolsonaro é uma tragédia anunciada para o país que equivocadamente o elegeu, para se ver livre de uma esquerda que criou força e poder pela corrupção e suas lideranças maiores processadas e alguns condenados. O ser que por enquanto ocupa a presidência incita seus paranoicos seguidores a agredir jornalistas e afrontar os poderes da República. Nos Estados Unidos o presidente Donald Trump agride a imprensa, mas a população, mesmo a que lhe apoia não é incentivada a essa agressão. Poderá ser derrotado pela imprensa livre americana. A imprensa brasileira não se intimidará pelos arroubos de um despreparado e inconsequente presidente. Finalizo com uma frase que os “bolsominius” vão gostar pela autoria. “A imprensa que constrói uma democracia é a imprensa que fala o que quer, dá opinião que quer e se manifesta do jeito que bem entende”. (Dilma Rousseff). 

Palmeira: Uma Câmara de compadrio

De longe imaginar que somente o parlamento de Brasília nos envergonha, pois sabemos que as imoralidades são com “competência” bem copiadas nos estados e municípios. É uma situação indescritível que domina, em todas as dimensões, os poderes que deveriam representar o povo e fiscalizar, em seu nome, as ações e gastos públicos dos gestores. Para o exercício do que eles chamam “governo de coalisão” há na verdade um podre e asqueroso balcão de negócios que em nada se coaduna com os princípios constitucionais da moralidade, legalidade e impessoalidade.

Ao pesquisar a administração desastrosa do município de Palmeira dos Índios (AL) pode se perceber o tamanho desse descalabro decorrente de um escandaloso compadrio entre vereadores e prefeito. Vejamos: a vereadora Adelaide França (PSB), tem sua filha, Ana Luiza França, como secretária do Meio Ambiente; vereador Madson Monteiro (PSB) tem o pai Luciano Monteiro como secretário de Agricultura; Ronaldo Raimundo Filho (PROS), o pai, Ronaldo Raimundo é secretário de Assistência Social; vereadora Joelma Toledo (PSB), o marido Alberto Toledo é secretário de Infraestrutura; vereador Cristiano Ramos (PDT), o primo Manasses Ávila é secretário de Educação.  Todos, provavelmente, cujas aptidões técnicas se encontram embasadas no QI político e nos respectivos DNAs.

Não bastassem esses exemplos escabrosos há ainda aqueles que segundo informações fizeram inúmeras indicações para servidores no segundo e terceiro escalão, ou mantêm contratos de carros, máquinas e outros equipamentos.

A fonte me assegurou que entre os 15 vereadores do município apenas um não participa do saudável compadrio palmeirense.

E o povo tolo continua votando em um bando de irresponsáveis e cometendo o equivoco da escolha a cada eleição.

O exemplo está ai, mas a prática é nacional e nada acontece com essa gente transgredindo nas barbas do Ministério Público e do Judiciário.

O inferno de Sergio Moro

O ex-juiz e ex-ministro e “ex-herói” Sérgio Moro deve se arrepender amargamente dos piores “negócios” feitos em sua vida, antes cantada em prosas e versos em meio a sua consagração nacional: deixar a magistratura e aceitar o convite para ser ministro da Justiça, como moeda de troca para alcançar uma Vaga no Supremo Tribunal Federal.

Não bastasse a ação movida dentro do Tribunal de Contas da União o acusando de burlar a sua obrigatória quarentena de seis meses sem trabalhar depois de sair do cargo (é colunista da revista Crusoé), um grupo de renomados juristas foi formado com o objetivo de prejudicar seus projetos futuros. 

Ele não terá vida fácil na planície, diz Marco Aurélio de Carvalho, um dos fundadores do “Prerrogativas”, grupo de WhatsApp  que reúne profissionais do direito, entre eles vários que entraram em confronto com ele na Lava Jato.

O prefeito Rui Palmeira foi claro: Os 300 milhões dos precatórios do Fundef é fruto de ação movida pela Procuradoria Municipal. Zero de ingerência de políticos.

A sombra do impeachment levou o presidente a ter minutos de lucidez e pedir trégua ao STF. É aguardar quanto tempo dura a sanidade.

Postado por Pedro Oliveira

Qualis artifex pereo!

20.06.2020 às 11:13
Reprodução/Tijolaço


Não tenho o poder político, nem econômico, mas tenho a palavra. E essa está a serviço de meus leitores e minhas convicções. (PO)


Cruel, insano, depravado? É pouco. Nero era um monstro. Foi para a cama com a mãe e mandou matá-la. Envenenou o meio-irmão, degolou a primeira esposa e chutou a segunda, grávida, até ela morrer.

O imperador romano também castrou um liberto, vestiu-o de mulher e se casou com ele numa festa de arromba. Mas o problema mesmo era que adorava cantar e atuar em público, algo imperdoável para quem tinha o título de princeps (o Primeiro no Senado). Com poucos anos de anos de governo (entre 54 e 68), Nero perdeu o apoio do Senado, dos magistrados, da terceira mulher e até de seu preceptor, o filósofo Sêneca. Aos 30 anos, ante um golpe de estado iminente, deu cabo da própria vida com uma punhalada no pescoço. Suas últimas palavras: Qualis artifex pereo! (Que artista morre comigo!).

Ele foi capaz de crueldades inimagináveis e provavelmente eliminou boa parte de sua família - o que, aliás, era uma praxe na dinastia júlio-claudiana. Mas não era o louco que nos pintaram, e sim um imperador que teatralizou a própria vida para atrair atenção do público. Tanto que, após seu suicídio, surgiram rumores de que não havia morrido - tal como um Elvis Presley dos tempos antigos.

Ele se julgava um continuador da glória dos gregos e usava Roma e seu império como um grande palco para suas exibições. Claro, ele foi, sim, um tirano - possivelmente o mais cruel de sua dinastia. Mas sua necessidade de interagir com o povo o transformou em um tirano rockstar, alguém de quem a população gostava de ter notícia, de saber o que andava fazendo.

Conhecido como imperador tirano e autoritário, Nero ascendeu ao poder em Roma e, desde então, conviveu com as várias artimanhas e conspirações que rondavam seu alto posto.

Sobre o terrível incêndio de Roma muitos diziam que teria sido mais um dos frutos da mente perturbada e manipuladora de Nero. Para alguns, ele havia ordenado secretamente o incêndio criminoso para somente embelezar algumas partes da cidade de Roma que não o agradavam. Para outros, a mesma ação desastrosa seria executada com o objetivo de incriminar os cristãos, que não se submetiam ao reconhecimento o imperador como uma figural passível de devoção religiosa. Essa história nos é contada pelos historiadores Suetônio Tácito e Cassio Dio.

Bolsonaro tem algo de Nero

Longe de mim comparar a crueldade do imperador e os extremos de sua insanidade com o presidente Bolsonaro, mas em analise de suas histórias há sim coisas em comuns, a exemplo da sua necessidade de se mostrar ao povo como um popstar da moralidade e senhor da razão. Exercita um desgoverno cheio de conspirações, criadas por ele e seus fanáticos aliados, conturbando o país e promovendo uma guerra ideológica e ameaçadora entre brasileiros, com inconsequentes previsões. Mostrou-se um despreparado para o cargo que ocupa legitimamente, mas que o tornou um arremedo de líder ridículo e teatral.

Por incompetência absoluta perdeu a articulação política e hoje enfrenta divergências perigosas com a Câmara e o Senado, repetindo a história de antecessores que perderam o cargo por esse mesmo motivo. Não precisava “se vender ao diabo”, mas confronta-lo é arriscado e fatal. Não bastassem todas essas trapalhadas abre uma frente de batalha contra o Judiciário, por decisões que contrariam seu governo e sua família, todos acusados de cometer ilícitos e investigados por desvios de conduta ou crime de responsabilidade. Conseguiu extinguir, por seus arroubos delirantes, a harmonia entre os poderes da República, estabelecida pela Constituição.

A imprensa odiada

O presidente Jair Bolsonaro e seus fanáticos seguidores, pela intolerância ao contraditório e a desprezível condição de confrontar a verdade, criaram um sistema odioso contra a imprensa brasileira, com críticas generalizadas aos órgãos de comunicação, ameaças e até agressões físicas a jornalistas. Tal qual um ditadorzinho de província o “chefete” quer a todo custo calar aqueles que apontam e criticam seu tresloucado desgoverno e os absurdos de sua gestão descompassada.

O Brasil é considerado mundialmente como um dos países mais perigosos para o exercício do jornalismo, segundo dados da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

Preso o amigo Queiroz

Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro e amigo do presidente Jair Bolsonaro, foi preso nessa quinta-feira em Atibaia, no interior de São Paulo, em uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo. Queiroz estava em um imóvel do advogado Frederick Wassef, responsável pelas defesas de Flávio e do presidente Bolsonaro (tudo em casa). É figura constante no Palácio da Alvorada e em eventos no Palácio do Planalto

Queiroz é investigado por participação em suposto esquema de "rachadinha" na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro. "Rachadinha" é quando funcionários são coagidos a devolver parte de seus salários. O filho de Bolsonaro foi deputado estadual de fevereiro de 2003 a janeiro de 2019.

O Palácio do Planalto deve estar apavorado com o que pode acontecer no desdobramento dessa prisão.

Quem alimenta tem fome

Bares e Restaurantes do estado fechados há cerca de 90 dias ou funcionando apenas com serviços entrega ou pegue e leve, a perspectiva de retomada dos negócios para o setor ainda é incerta.

A assessoria de Comunicação da Abrasel/AL noticiou que o segmento está com apenas 20% dos estabelecimentos faturando e que mais de 60% estão com portas fechadas e sem trabalhar com delivery ou pegue e leve.

Lamentando mais de 30% de demissões já ocorridas no segmento, a perspectiva é de que nos próximos dias esse número chegue a 50%, destacou a assessoria, além de reforçar que é previsto também, o fechamento de 50% dos estabelecimentos de bares e restaurantes nos próximos 3 meses.

O que nos diferencia dos outros setores? Quem alimenta também tem fome. Nossas portas vão fechar definitivamente. Dizem as lideranças da instituição.

Abraham Weintraub, menos um louco no governo. Agora é aguardar o próximo indicado do Manicômio.

Ronaldo Lessa, Alfredo Gaspar e João Henrique Caldas (JHC). Os candidatos a prefeito de Maceió. O resto será figuração.

Câmara de Vereadores de Palmeira dos Índios é um exemplo vergonhoso de compadrio e “negócios”.

Eleições adiadas, mas o jogo sujo começa agora. Voto + dinheiro desonesto = mandato comprado. 

Postado por Pedro Oliveira

Eleição do Covidão

Pandemia, desorganização, instabilidade política e jogo sujo, marcam o adiamento ou não das eleições

13.06.2020 às 13:41
Najara Araújo/Câmara dos Deputados


“Uma das vantagens do Coronavírus é que a gente não vai precisar apertar a mão suja do povo. Só dá o dinheiro e pronto”. (De um candidato a vereador).

Aproximamo-nos dos prazos contidos no Calendário Eleitoral para o pleito previsto para o mês de outubro. Há no ar até o momento, uma grande incerteza sobre a realização, adiamento ou suspensão dos prazos e até a possibilidade de prorrogação de mandatos de prefeitos e vereadores (o menos provável). Diante das incertezas e deslizes do governo federal com a pandemia, e um presidente “brincando” de governar, um Ministério da Saúde completamente perdido em meio a uma crise sem precedentes contaminando e matando milhares de pessoas, sem nenhuma noção de previsibilidade sobre o avanço do Coronavírus, a Justiça eleitoral aguardando uma ação que é Legislativa e um Congresso pensando só em tirar vantagens, fica difícil se fazer um prognóstico.

O calendário eleitoral

Enquanto os órgãos públicos que cuidam das eleições (TSE e Congresso) mergulham em uma linha de incerteza, o calendário eleitoral em vigor começa a ameaçar vencer prazos  fatais para a realização do pleito.

O mês de maio último marcou, no dia 15, o início da arrecadação facultativa de doações por pré-candidatos aos cargos de prefeito e vereador, por meio de plataformas de financiamento coletivo credenciadas na Justiça Eleitoral. Os recursos disponíveis para o financiamento de campanha mediante o Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC), por sua vez, deverão ser divulgados no dia 16 de junho.

Pré-candidatos que apresentem programas de rádio ou televisão ficam proibidos de fazê-lo a partir do dia 30 de junho. Já em 4 de julho, passam a ser vedadas algumas condutas por parte de agentes públicos, como a realização de nomeações, exonerações e contratações, assim como transferências de recursos, entre outras.

As convenções partidárias para a escolha dos candidatos deverão ser realizadas de 20 de julho a 5 de agosto.

No dia 16 de agosto, passa a ser permitida a propaganda eleitoral, inclusive na internet. Os comícios poderão acontecer até o dia 1º de outubro. A divulgação paga, na imprensa escrita, de propaganda eleitoral e a reprodução, na internet, de jornal impresso com propaganda relativa ao primeiro turno serão permitidas até o dia 2. Já a distribuição de santinhos e a realização de carreatas e passeatas podem ocorrer até 3 de outubro. O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão passa a ser veiculado de 28 de agosto a 1º de outubro.

A Justiça Eleitoral estabeleceu o prazo de 14 de setembro para que todos os cerca de 500 mil registros de candidatura esperados para o pleito de 2020 tenham sido julgados pelos respectivos juízes eleitorais.

Já a partir do dia 19 de setembro, candidatos não poderão ser presos, salvo no caso de flagrante delito. Eleitores, por sua vez, não poderão, em regra, ser presos a partir do dia 29 do mesmo mês.

O primeiro turno de votação para vereadores e prefeitos acontecerá no dia 4 de outubro; o segundo turno, caso haja, para a eleição de prefeitos em municípios com mais de 200 mil eleitores, ocorrerá no dia 25 do mesmo mês.

Todo esse calendário terá que ser adiado no caso da necessidade de adiamento das eleições.

As posições divergentes

O presidente do TSE, ministro Luis Roberto Barroso está trabalhando com a ideia da prorrogação pelo menor tempo possível, já tendo externado sua opinião aos presidentes da Câmara e do Senado, que em princípio concordaram. Ele terá nos próximos dias reuniões com especialistas em infectologia para uma orientação em relação á pandemia e seu impacto no sistema de votação.

O vice-procurador-geral eleitoral, Renato Brill de Góes, defendeu esta semana a manutenção das datas previstas para as eleições municipais de 2020. O representante da PGR (Procuradoria-Geral da República) explicou a proposta em parecer encaminhado ao Congresso Nacional.

Há também uma forte corrente dentro do Congresso Nacional contra a prorrogação. O presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (SP), disse que até o final deste mês de junho o Congresso definirá se as eleições municipais de 2020 serão ou não adiadas em função do Coronavírus, e que uma decisão consolidada ocorrerá antes de 4 de julho, quando vence nova etapa do calendário eleitoral.

TSE nada fala

O deputado federal alagoano João Henrique Caldas (JHC) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no mês de março, consulta para saber se a pandemia do Coronavírus poderia levar ao adiamento do calendário eleitoral no Brasil, como datas de votação, prazos de pré-campanha, alistamento eleitoral e outros. Até agora o Tribunal não respondeu.

O TSE tem, entre suas competências, responder dúvidas que podem levar parlamentares e partidos, por exemplo, a tomar decisões.

No órgão , técnicos e ministros consideram ainda ser cedo (?) para dizer se haverá impactos no processo eleitoral por conta do Coronavírus. A expectativa é que se aguarde até julho para análise da situação.

“Ocorre, porém, que o imponderável pode se fazer sentir, tornando inviável que o processo eleitoral se dê na forma prevista na Constituição, a exemplo de comoções internas causadas por emergências sanitárias ou mesmo de ordem tecnológica, em um mundo cada vez mais globalizado e dependente de meios telemáticos de informação”, diz o parlamentar.

Centrão é contra

O Centrão, grupo parlamentar de grande influência em todas as votações - que agrega políticos do PP, PSD, DEM, PRB, PL, PSC, e Solidariedade – liderado pelo deputado alagoano Arthur Lira (PP-AL), já se pronunciou contra o adiamento. E esse numeroso bloco reúne três condições que faz dele um ator fundamental no parlamento: é numericamente significativo, tem os quadros mais experientes e é o fiel da balança, pois decide para onde vai a política pública, se para o governo ou para a oposição

Não é uma situação fácil de resolver porque uma mudança no calendário eleitoral não ocorre por normativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou por projeto de lei. É necessária emenda constitucional. Então, quem define se a eleição vai ocorrer em quatro de outubro é a nossa Constituição. E são necessários 308 votos na Câmara e 57 votos no Senado para modificá-la.

Arapiraca no foco da crise do Coronavírus mostra irresponsabilidade no controle das verbas recebidas para combater a pandemia. Como sempre.

Caça aos ratos. Segundo informações da AGU em pelo menos 12 estados já existem suspeitas consistentes de desvios de dinheiro do combate ao Coronavírus. PF logo entra em ação.

Resposta de Bolsonaro sobre o adiamento das eleições: “Tô nem ai. Nem partido eu tenho”. Isso é um presidente pai d’égua. 

 

Postado por Pedro Oliveira


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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