PARA REFLETIR
O Fundo Eleitoral consome bilhões da saúde, da educação e da dignidade do povo brasileiro
Fundão imoral
Um país com fome, com sede e doente não pode se dar ao luxo de gastar R$ 4,9 bilhões com a farra das eleições, distribuídos aos partidos pelo chamado Fundo Eleitoral, um escárnio institucionalizado. Só para citar alguns números: o PL ficará com 17,8%, o PT com 12,10%, o União Brasil com 10,8%. Se confirmada a federação PP/União Brasil, juntos abocanharão cerca de R$ 953 milhões. É um crime moral contra a nação, um roubo escancarado, uma afronta direta a um povo que falta pão, remédio e dignidade.
Não vote
Comparecer às urnas é obrigatório. Votar, não. O ato de não votar, de anular ou deixar em branco, é a expressão clara de que nenhuma das candidaturas o convence, o representa ou merece sua confiança. É um gesto político, ético e consciente.
Não vote em quem já o enganou. Não vote em quem poderá enganá-lo. Não vote em quem não passou pelo crivo da sua consciência. Exercer a cidadania também é dizer “não”. Às vezes, o voto mais digno é a recusa.
Os mesmos, dos mesmos
As eleições em Alagoas se aproximam (outubro) e, pelos nomes que já estão em evidência, o eleitor alagoano pouco terá a escolher. Quando não são as mesmas figuras, são os mesmos sobrenomes. Muda a fotografia, mas o retrato do poder continua igual. A previsão, portanto, é de mais quatro anos de repetição: os mesmos grupos, as mesmas práticas, as mesmas mazelas, os mesmos pecados e, não raras vezes, os mesmos crimes. No fim da linha, como sempre, quem paga a conta e perde é o povo.
O equívoco do voto
Hoje, Palmeira dos Índios carrega o peso do desencanto. O orgulho deu lugar à frustração. A esperança, à descrença. A população lamenta o equívoco do voto e paga um preço alto por escolhas que comprometeram seu futuro. A “Princesa do Sertão” resiste, mas marcada por cicatrizes profundas, à espera de quem a devolva ao lugar de destaque que um dia foi seu por direito e por história.
A PF vem ai
Estive em Brasília, por esses dias e fiz minhas costumeiras “visitas institucionais”, ouvindo amigos e agentes confiáveis, soube de novas e boas. Não demora Alagoas vai ser sacudida por alguns “abalos sísmicos”, na política e na justiça. Coisas velhas serão retomadas e coisas novas vão aparecer com força. As sirenes da PF estão afinadas e agora é só aguardar o toc...toc...toc
Pílulas do Pedro
Lojas de malas anunciam o aumento exagerado no volume de vendas. É a chegada das eleições, para transportar o material de compra d
Marcelo Camargo/Agência Brasil
PARA REFLETIR Os políticos quando se juntam não pensam no interesse do povo, mas nos próprios interesses.
A força do lulismo
O “efeito Lula” pode ser decisivo na eleição. Onde Lula pisa, votos se movem. Sua presença em palanques, vídeos e discursos ainda funciona como selo de confiança para o eleitor popular e para parcelas da classe média que associam sua imagem a crescimento, emprego e políticas sociais. Candidatos locais, especialmente ao Legislativo e aos governos estaduais, tendem a ser puxados para cima pela força simbólica do presidente, num fenômeno clássico de transferência de prestígio e votos. Mas o mesmo efeito também acirra a polarização: fortalece aliados, mobiliza adversários e transforma cada disputa regional num plebiscito sobre o próprio Lula e seu governo
Palmeira, o relator
Caiu nas mãos do vereador Marcelo Palmeira a relatoria da Lei Orçamentária Anual de Maceió. Não poderia ter destino melhor, parlamentar experiente, conhece do regimento e dos problemas da capital. Com trânsito livre entre legislativo e executivo, certamente dará grande contribuição à finalização da peça orçamentária.
A difícil luta de um só
Na tragédia da Braskem, que matou, desalojou e expulsou uma população de milhares de seus lares e empresas, poucos se importaram realmente com a dor e as perdas. Políticos aproveitadores, governos omissos e imprensa calada. No meio do caos humanitário, um nome: defensor público Ricardo Melro. Por sua coragem, perseguido na própria instituição, se manteve de pé e irredutível em suas convicções. Não parou, continua só, mas altivo e solidário com a dor que permanece em cada um dos atingidos pela tragédia.
Precisa contar
O Desembargador Marcio Roberto deu uma de “influencer”, ocupou as redes sociais para anunciar sua aposentadoria precoce, fazer sérias denúncias contra colegas desembargadores e a própria instituição. A notícia caiu como uma bomba e levantou muitas especulações até envolvendo figuras de tribunais superiores. Não demorou e o próprio magistrado volta a público para dizer “que fica”, sem dar maiores explicações. Agora o CNJ quer saber e todos nós também. Vai ter que contar.
Deputado Wanderley
O deputado José Wanderley Neto (Dr. Wanderley) político e médico de reconhecido conceito e caráter irretocável, sempre esteve fora da curva em meio a uma Assembleia em geral medíocre e improdutiva. Entre poucos, foi o melhor parlamentar da atual legislatura, pela postura, seriedade e compromisso com o interesse público. É uma pena que tenha decidido não continuar. Deixa, porém, um legado e um sucessor: seu filho Hugo Wanderley, que herda não apenas o mandato, mas a formação ética, a postura firme e a liderança política construída com honradez.
Objetivos de Lira
O deputado Arthur Lira entra de cabeça na disputa pelo Senado, em busca de um mandato que, pelo peso político que construiu, considera merecido. É hoje o franco favorito, com apoios que continuam a se somar e potencial para bater recorde de votos na história das eleições em Alagoas. Mas há um segundo objetivo tão claro quanto o primeiro: derrotar o senador Renan Calheiros, empurrando-o para fora do jogo, sem mandato e, sobretudo, sem poder. A eleição, para além das urnas, será um acerto de contas.
DNIT sob suspeita
O DNIT, órgão vinculado ao Ministério dos Transportes, há muito está sob os holofotes dos órgãos de controle externo, CGU, TCU e agora também entrou no radar da Polícia Federal. Acumulam-se indícios de desvios de finalidade e corrupção, sem que a direção consiga oferecer explicações convincentes. O dirigente máximo é alagoano e homem de absoluta confiança do ministro Renan Filho, numa fidelidade quase centenária. Ouvi de um técnico de um desses órgãos de controle: “Estamos agindo com cautela, mas no DNIT, onde se aperta, sai pus”. Aguardemos.
Pílulas do Pedro
“Eleição em Alagoas está definida”, segundo José Dirceu – grande “conhecedor” da política local.
Carlos Moura/Ag Senado.
PARA REFLETIR
“Não há político honesto, apenas políticos ainda não flagrados na desonestidade”. (Nelson Rodrigues)
A ameaça Gaspar
Hoje, os nomes apontados como favoritos para o Senado são o deputado Arthur Lira e o senador Renan Calheiros, indiscutivelmente. Porém no meio do caminho surge uma pedra, com nome, sobrenome e cacife, Alfredo Gaspar, o super relator da CPMI do INSS. O eleitorado conservador majoritariamente tende a votar com ele e se Bolsonaro avalizar, alguém vai perder uma vaga. Se cuida Renan.
Entidades fantasmas
No submundo da política local, cada político costuma manter uma “entidade sem fins lucrativos” para chamar de sua e é exatamente aí que mora o perigo. Sob a fachada da filantropia, escondem-se engrenagens de captação ilegal de recursos, lavagem de dinheiro e compra disfarçada de apoio eleitoral. Milhões circulam nessas sucursais do crime institucionalizado, alimentadas por convênios nebulosos, emendas direcionadas e contratos que nunca entregam o que prometem. É a promiscuidade eleitoral escancarada, onde o assistencialismo vira moeda de troca e a miséria, instrumento de poder.
Marasmo Legislativo
A pauta mais profícua da Assembleia Legislativa de Alagoas foi, sem sombra de dúvidas, a concessão de títulos honoríficos e comendas a personalidades algumas até merecidas, outras nem tanto. Fora esse desfile de homenagens, a produção legislativa de real interesse público praticamente não deixou marcas dignas de registro. Projetos estruturantes, debates profundos sobre políticas públicas, fiscalização efetiva do Executivo e respostas concretas às demandas da sociedade ficaram em segundo plano, quando não simplesmente ignorados.
Lei inócua
Tramita na Assembleia Legislativa um projeto de lei que obriga a instalação de desfibriladores em locais de grande circulação. A ideia, no papel, parece moderna e salvadora. Na prática, é mais uma lei que não pega.
Os aparelhos vão acabar guardados em caixas, sem uso, por um motivo simples: não haverá gente capacitada para operá-los. Desfibrilador não é extintor de incêndio. Sem treinamento, protocolo e manutenção, vira peça de vitrine, ou de fotografia em inauguração.
Proposta tola e inócua
O preço da vigilância
Após a redemocratização, a imprensa continuou como pilar da sociedade. O jornalismo investigativo de veículos como Folha de S. Paulo, O Globo e Estadão tem revelado escândalos de corrupção, denúncias de desvio de recursos públicos e falhas administrativas, mostrando que o papel de vigilância do poder não é apenas histórico, mas permanente.
O jumento de Jesus
Ouvia de um experiente político a frase a seguir “O prefeito JHC parece que está se sentindo mais importante que o jumento que carregou Jesus”. Não pense que é o único a conhecer o jogo e se der um cochilo, o cachimbo cai. Aí o interlocutor completou: “das duas uma, falta de coragem ou muita petulância”.
Sendo exemplo
A SECOM de Alagoas encerrou o ano com resultados surpreendentes, que a colocam entre as referências nacionais no processo institucional de comunicação, mesmo quando comparada a estruturas muito maiores, de estados economicamente mais robustos. Ao combinar eficiência, agilidade, inovação e respeito aos princípios éticos, a comunicação governamental alagoana conseguiu projetar o estado de forma positiva, profissional e reconhecida além de suas fronteiras.
O desempenho não é obra do acaso. Há método, estratégia e uma equipe afinada por trás desse resultado. Wendel Palhares e sua equipe demonstraram que é possível fazer comunicação pública de alto nível, com responsabilidade institucional, transparência e compromisso com a informação, mérito que merece registro.
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Pílulas do Pedro
“Trair e coçar é só começar. Algumas lideranças políticas do interior, estão começando a se coçar”
Agência Brasil
PARA REFLETIR
Campanha politica em Alagoas não deve ser assistida por menores de idade. Haverão cenas impróprias e imorais, em abundância.
A volta de Dirceu
Na rodada de substituição de cerca de 21 ministros do governo Lula que devem disputar as próximas eleições, cresce nos bastidores do poder a aposta em um movimento de alto impacto político: a volta do ex-ministro José Dirceu ao Palácio do Planalto.
Dirceu é citado como nome provável para assumir a Casa Civil, no lugar de Rui Costa. Caso se confirme, será um gesto forte de Lula, sinalizando centralização política, resgate de um operador experiente e disposição para enfrentar, sem meias-palavras, o desgaste inevitável que a escolha provocará no ambiente político e midiático.
O golpe
A oposição já fez as contas e sabe que não derrota Luiz Inácio Lula da Silva no voto popular. Diante disso, mudou de estratégia. O plano passa longe das urnas: o foco é conquistar maioria no Senado, criar um ambiente permanente de crise institucional e, sob o verniz de uma suposta “legalidade”, tentar um golpe parlamentar. A intenção seria dupla: retirar Lula da Presidência por meio de processos políticos artificiais e cassar ministros do Supremo Tribunal Federal, numa ofensiva direta contra a democracia e a separação dos Poderes. Não se trata de oposição legítima, mas de uma conspiração aberta contra o resultado das eleições e contra o Estado de Direito.
Traição registrada
O ex-prefeito de Palmeira dos Índios, o radialista Júlio Cezar, sem fugir ao estilo do seu caráter nada republicano e historicamente subserviente aos poderosos de plantão, protagonizou mais um episódio lamentável da política local: traiu, de forma covarde, o deputado federal Marx Beltrão. Foi Marx Beltrão quem sustentou a tresloucada administração de Júlio Cezar, garantindo verbas, serviços e um expressivo volume de recursos públicos que mantiveram o governo de pé. A ingratidão, embora não surpreenda quem conhece a figura e sua trajetória errática, não deixou de causar impacto.
Vitória da moralidade
A decisão do ministro Flávio Dino de impor freios definitivos ao chamado orçamento secreto representa um marco na defesa da transparência e do interesse público. Trata-se de um golpe certeiro contra um dos mecanismos mais perversos de desvio de recursos, usado para alimentar barganhas políticas, enfraquecer o controle social e corroer a confiança nas instituições.
Ao exigir rastreabilidade, publicidade e critérios republicanos na destinação das verbas, a medida recoloca o dinheiro público sob a luz da Constituição e da moralidade administrativa. É uma vitória do Estado de Direito sobre a opacidade, da cidadania sobre o balcão de negócios, da democracia sobre a captura do orçamento por interesses privados.
Abandono de animal
Em Maceió, existência de uma secretaria extraordinária do bem-estar animal é apenas mais um cabide de emprego para acomodar aliados sem a menor aptidão para cuidar do assunto tão importante e tão carente desde o primeiro mandato do prefeito JHC. Servindo apenas com uma precária Unidade de Vigilância de Zoonoses, com enormes deficiências estruturais e falta de pessoal especializado, a gestão despreza a atenção aos animais, principalmente aos e cães e gatos, que têm invadido a cidade, com riscos de epidemia à população.
Os três patetas
Damares Alves, Eduardo Girão e Magno Malta apelidados nos bastidores de “os três patetas do Senado” tentam emplacar, a qualquer custo, uma CPI para arrastar o nome do ministro Alexandre de Moraes para o escândalo envolvendo o Banco Master. A iniciativa soa menos como busca por esclarecimentos e mais como vendeta política. O ódio visceral dos bolsonaristas contra o ministro é tamanho que ele passou a ser tratado como culpado universal: tudo de errado no país, na narrativa desse grupo, desemboca em Moraes. A CPI, nesse contexto, parece mais um instrumento de perseguição do que de fiscalização, barulho político para consumo da militância, sem fatos novos e com objetivos bastante previsíveis.
HORA H
O Hora H, novo programa da grade de jornalismo da CNN Brasil, sob o comando de Thais Herédia, ainda não conseguiu acompanhar o padrão de qualidade que a emissora costuma entregar. Falta à âncora o traquejo necessário para conduzir o noticiário com firmeza, ritmo e autoridade editorial. Nos bastidores, a avaliação é dura: se não houver ajuste rápido, o programa corre sério risco de sair do ar em pouco tempo.
Vereadores de Maceió
Na Câmara Municipal de Maceió, os vereadores não perdem tempo quando o assunto é cuidar do próprio umbigo. Aumentaram o duodécimo, criaram cargos, engordaram os gabinetes e ampliaram despesas sem pudor. Trabalhar de verdade, fiscalizar o Executivo e responder às demandas da cidade, isso continuam detestando. Para a população, sobra o custo; para eles, o conforto.
Todos com medo
Segundo o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), os três Poderes estariam acuados diante dos possíveis respingos do escândalo envolvendo o Banco Master. O clima de cautela, para não dizer medo, ajuda a explicar por que é considerada remota a instalação de uma CPI sobre o caso. Nos bastidores, a avaliação é de que há mais disposição para abafar do que para investigar.
Um algoz no TC
Se os servidores do Tribunal de Contas votassem, o presidente Fernando Toledo só teria os votos do seu gabinete. Se comporta como um algoz para com aqueles valorosos técnicos, que carregam a sinecura nas costas. E tem um preconceito injustificado com os aposentados. O TC é sempre o último a pagar os salários dos servidores, mesmo recebendo o gordo duodécimo bem antes, na data dos demais órgãos. Não se sabe com qual intenção guarda a grana no banco, naturalmente rendendo uma boa fatia. A diferença salarial, devida aos servidores. ainda não foi paga e está gerando protestos. Por lá estão sentindo saudades do presidente Otávio Lessa, que dedicava uma relação respeitosa com os servidores. O lema de Toledo é “pra nós (os conselheiros) tudo e pra quem realmente trabalha nada”.
Um péssimo exemplo de gestor.
Pílulas do Pedro
Até quando o prefeito JHC vai continuar com esse jogo de “esconde esconde” em relação a sua candidatura? Aliados começam a se inquietar.
PARA REFLETIR “Para estimar a inteligência de um governante, basta olhar para os homens que tem à sua volta”. (Maquiavel)
Sem culpa
O deputado Arthur Lira não pode ser responsabilizado pelos erros cometidos por Hugo Motta. Durante dois mandatos, Lira conduziu a Câmara com harmonia institucional, controle político e uma pauta positiva, mesmo em cenários de forte tensão nacional. Hugo Motta chegou à presidência pelo voto, com maioria legítima dos deputados. A escolha foi do plenário, não uma imposição pessoal. A partir daí, a condução da Casa passou a ser responsabilidade exclusiva de quem assumiu o comando. Se Motta se revela fraco, inábil ou covarde diante dos desafios do cargo, isso decorre unicamente de seu despreparo político. Na política, liderança não se herda, se exerce. E os erros de quem governa não podem ser terceirizados a quem já deixou o cargo.
Tragédia anunciada
É possível Michelle Bolsonaro ser eleita presidente? No Brasil enlouquecido de hoje, infelizmente, é. Não por virtudes políticas, preparo administrativo ou compromisso democrático, mas pelo esgotamento do debate público, pela radicalização do ódio e pela transformação da política em espetáculo messiânico. Michelle Bolsonaro surge como produto acabado de um projeto que substituiu ideias por slogans, estado por seitas e governo por culto à personalidade. Se acontecer, não será surpresa. Será tragédia anunciada — escrita dia após dia, na desinformação organizada, no ataque às instituições, no desprezo à ciência, à cultura e à vida.
Ronaldo Lopes
O prefeito Ronaldo Lopes, de Penedo, atingiu o topo em todas as avaliações de governo. A mais recente aponta 87% de aprovação, índice que não apenas impressiona, mas indica tendência de crescimento. O resultado é reflexo de uma gestão que entrega obras, mantém diálogo com a população e demonstra capacidade administrativa. Não por acaso, Ronaldo Lopes consolida um capital político robusto para as próximas eleições.
No tabuleiro eleitoral, o recado é claro: onde põe as mãos, vira ouro. Seu apoio passa a ser decisivo, fortalecendo candidaturas aliadas e influenciando diretamente os rumos do próximo pleito.
Fora Hugo Motta
"A Câmara virou um ajuntamento de pessoas que não têm a mínima noção de Brasil. A Casa, do jeito que está com Hugo Motta, não dá. Sinceramente". Palavras proféticas do senador Otto Alencar sobre a desastrosa gestão do ainda presidente da casa legislativa. Fato inusitado: pela primeira vez na história no Congresso surge um movimento interno para tirar o presidente.
Muito grave
É de se considerar e registrar com a gravidade que o tema exige o comportamento dos deputados que votaram pela diminuição das penas dos condenados que atentaram contra a democracia. Não se tratam de réus comuns, mas de criminosos que investiram contra a ordem constitucional, contra os Poderes da República e contra a própria ideia de Estado Democrático de Direito. Ao aliviar a punição desses autores de violência política, o Parlamento passa um recado perigoso: o de que atacar a democracia pode não ser tão grave assim.
Sem protagonismo
Em Alagoas, o protagonismo político feminino sempre foi sufocado pela lógica do mando patriarcal. A política local reflete, em suas estruturas, o machismo cotidiano: as mulheres são maioria da população e do eleitorado, mas minoria absoluta no poder. E o paradoxo é cruel: se as mulheres políticas alagoanas resolvessem se unir, poderiam eleger a primeira governadora da história e formar a maior bancada legislativa do estado. Bastaria querer. Bastaria coragem para romper as amarras da submissão e do “melhor não enfrentar”. Mas, em vez disso, predomina a prudência acovardada, o conformismo silencioso, a aceitação torpe da condição de coadjuvante
O sucessor
A indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República em 2026 gerou reações divididas no campo bolsonarista e no PL (Partido Liberal). Segundo apuração a opinião da maioria é que “está muito cedo para cravar que Flávio será de fato o candidato". O clima é de ceticismo quanto a viabilidade da candidatura.
Louco pra contar
O empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, continua tentando fechar um acordo de delação premiada citando fatos sobre políticos escabrosos, entre eles o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e cabeças coroadas na política. Beto Louco é um dos principais investigados na Operação Carbono Oculto, que apura a relação do PCC com um suposto esquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Por que a PGR não quer ouvi-lo?
O presidente do Senado, David Alcolumbre. Tão arrogante e tão podre.
O presidente da Câmara, Hugo Motta. Incompetente, covarde e burro.
Assessoria
PARA REFLETIR: A função da imprensa não é agradar, mas informar
Revelando segredos
O medo e a covardia estão correndo soltos na Câmara de Maceió. Há vereadores que, acostumados à velha barganha e dependentes de verbas e favores do dinheiro público, andam literalmente apavorados com o que o ex-prefeito e hoje vereador Rui Palmeira guarda em seus arquivos. E não é pouco.
Rui conhece como poucos os subterrâneos da política da capital. Sabe quem pediu, quem levou, quem negociou e quem se beneficiou. Se esses arquivos forem abertos, muita gente perde o sono e alguns perdem até o mandato. Há cabeças que podem, sim, rolar.São Bandidos
A indulgência parlamentar, travestida de gesto “humanitário”, na verdade rebaixa a importância do pacto civilizatório que sustenta o país. E expõe, mais uma vez, que certos setores da política ainda relativizam crimes quando lhes convém eleitoral ou ideologicamente. Esses votos falam e falam alto sobre o tipo de compromisso republicano que muitos carregam. O Brasil precisa lembrar que não há democracia sem responsabilidade. E que quem afrontou a República não é “manifestante”, não é “patriota”: é criminoso. E ponto.
Imprensa atacada
Imprensa agredida dentro da Câmara dos Deputados, por determinação direta do presidente Hugo Motta. A cena vergonhosa de empurrões, intimidações e tentativas de cercear o trabalho jornalístico expõe o ambiente de truculência que alguns parlamentares parecem querer instaurar como método.
A FENAJ reagiu imediatamente, condenando a violência e lembrando que atacar jornalistas é atacar a própria democracia. O Congresso não pode se transformar em território hostil à liberdade de imprensa. Quem usa força para calar repórteres revela muito sobre o que teme e sobre o que pretende esconder.
O pai da coisa
O senador Renan Filho pode colocar em sua conta, para mostrar durante a campanha de governador, as medidas que objetivam desburocratizar o processo nacional de habilitação e beneficiar motoristas que não tiveram infrações no ano anterior. A MP também vai permitir que qualquer médico ou psicólogo habilitado possa emitir os laudos exigidos hoje exclusivamente por clínicas credenciadas pelos DETRANs, incluindo o famoso "psicotécnico”. O presidente Lula, graças a ideia do ministro, também faturou alto politicamente.
Cosa Nostra
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, doou um apartamento de R$ 4,3 milhões na região da Faria Lima, em São Paulo, para uma influencer que é ré por lavagem de dinheiro e que diz ser "sugar baby" (jovens que se relacionam com homens mais velhos em troca de benefícios financeiros). Informação em off e rastreada sugere que dois tentáculos do rastro do Master apontam para personagens da política local.
Casos de Polícia
Um leitor me pergunta por que não tenho abordado fatos acontecidos entre famílias importantes locais, com provocações e ataques nas redes sociais e repercussão na imprensa, com revelações escabrosas de lado a lado. Resposta ao caro leitor: escrevo sobre política, que já me basta de tanta imundice. Minha ética não me permite descambar para as páginas policiais.
A lógica do bolso
O eleitor, cansado de promessas não cumpridas, tornou-se cliente em um mercado de favores. Hoje, emendas parlamentares e benesses públicas valem mais que o discurso. E como toda relação comercial, fidelidade dura até o próximo lance. O pleito majoritário (governador e senador) será uma guerra de cofres abertos, em que só sobreviverão os que tiverem muito dinheiro e ainda mais promessas.
O troco
Os moradores vítimas da tragédia da Braskem começam a reagir. Exaustos de promessas vazias, humilhações sucessivas e da cumplicidade silenciosa de autoridades, eles articulam um movimento para não votar em nenhum políticoque tenha se omitido diante do maior crime socioambiental urbano do país. É um recado claro: quem não enfrentou a Braskem, não merece um voto.
A verdade é dura e precisa ser dita. Pouquíssimos tiveram coragem de encarar o poder econômico avassalador da empresa.
Coragem de fazer
Renan Calheiros e Otto Alencar tiveram a coragem que muitos evitam: peitar a PEC da Blindagem, articulada com o apoio explícito do presidente do Senado, David Alcolumbre. Num momento em que a Câmara tenta impor sua pauta a qualquer custo, é fundamental lembrar que o Senado não é e não pode ser um mero carimbador dos interesses da outra Casa.
Ao se posicionarem contra uma proposta que cheira a autoproteção e impunidade, Renan e Otto reafirmam o papel constitucional do Senado como instância de equilíbrio, revisão e responsabilidade política
Pílulas do Pedro
Um deputado federal brasileiro custa ao contribuinte, por mês, o equivalente a cinco parlamentares franceses ou três alemães. Um escárnio financiado com o nosso dinheiro.
Divulgação PL Mulher
PARA REFLETIR
“Ate a morte é suave para punir “animal irracional”, que comete feminicídio” (presidente Lula).
Madame Michelle
Michelle Bolsonaro se fortalece no embate com os filhos do ex-presidente. Enquanto eles travam disputas internas por espaço, influência e narrativa, Michelle ocupa o vácuo com discrição calculada, gestos simbólicos e apoio crescente das bases conservadoras. Virou, sem alarde, o principal ativo político da família e talvez a única capaz de reorganizar o caos que a cerca. Por enquanto madame está ganhando.
Senadora Eudócia
A senadora Eudócia tem tido papel decisivo na aprovação do nome de Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal. Atua nos bastidores, costurou apoios, acalmou resistências e garantiu votos importantes da bancada evangélica. Sua habilidade política, discreta e eficiente, mostrou mais uma vez por que é hoje uma das vozes influentes do Senado. Sem ela, o desfecho poderia ter sido bem diferente.
Cara e suja
As eleições em Alagoas caminham para ser não apenas as mais caras, mas também as mais sujas da história política do estado. Nos bastidores, já se fala abertamente em esquemas de compra de votos, uso desmedido do poder econômico e estratégias de difamação que prometem rebaixar ainda mais o nível do debate público. O clima é de vale-tudo: dinheiro fácil, acordos espúrios e ataques subterrâneos. Se a Justiça Eleitoral não agir com firmeza, o eleitor será novamente a vítima e a democracia, mais uma vez, a grande humilhada.
Rejeição ameaça
Os dois maiores caciques da política alagoana, o senador Renan Calheiros e o deputado Arthur Lira vivem um momento delicado. Em confronto aberto com parte de suas próprias bases, ambos ostentam hoje os mais altos índices de rejeição medidos pelas pesquisas. Na busca pelo Senado, correm o risco real de derrota, diante de nomes fortes que despontam, como Alfredo Gaspar e Davi Davino Filho. A pergunta que assombra os bastidores é simples e perturbadora: e se o eleitor, cansado de velhas práticas, resolver optar pelo novo?
De pai pra filho
De pai pra filho, perpetua-se em Alagoas a forma mais deplorável de fazer política. O eleitor continua sendo apenas isso, o eleitor, chamado a cada quatro anos para chancelar herdeiros, agregados e sucessores escolhidos nos velhos gabinetes que nunca admitem largar a mamata do cargo e do poder. A renovação? Só no discurso. Na prática, a mesma dinastia, a mesma lógica, o mesmo ciclo viciado que mantém o estado refém de interesses familiares
Frente a frente
Lula deve receber, nos próximos dias, o rebelde senador Davi Alcolumbre. Na mesa, o nome de Jorge Messias para o STF e junto dele, o pacote de indicações, exigências e chantagens do presidente do Senado. Alcolumbre joga pesado, sabe onde apertar e até onde pode ir. O encontro promete tensão e barganhas que revelarão, mais uma vez, o alto custo político de cada cadeira do Supremo.
Musa das eleições
Desde o início do primeiro mandato do prefeito JHC, sua jovem esposa, Marina Candia é protagonista em ações de assistência social, com presença marcante nas comunidades periféricas e uma atuação forte nas redes sociais. Com presença garantida como candidata á Câmara dos Deputados ou Senado, com amplas chances de vitória. Esbaldando muita simpatia e beleza, já está sendo anunciada como “a musa das eleições”.
Precisa explicar
O aporte da Prefeitura de Maceió no Banco Master foi ilegal. Feito sem as devidas cautelas, sem transparência e ignorando alertas técnicos, expôs o dinheiro público e pior, o futuro de aposentados e pensionistas a um esquema que já mostrava sinais de fragilidade. Agora, com o banco em colapso, resta à sociedade cobrar responsabilidades e exigir que os gestores expliquem por que arriscaram milhões em uma operação temerária e fora da lei.
Saldo positivo
O Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas fecha o ano com um saldo positivo em suas ações não apenas de controle e normatização, mas também em modernização para facilitar a vida dos usuários. Sob a gestão competente de Marcos Fireman, o modelo de projetos locais tem sido copiado por vários DETRANs do país.
Pílulas do Pedro
De uma raposa política: “E se Renan Calheiros e Arthur Lira ficarem sem mandatos? – Vão ter que trabalhar”.
Rui Palmeira, termina o ano legislativo como o grande protagonista na Câmara Municipal de Maceió. Disparado o mandato mais proficiente.
Assessoria
PARA REFLETIR
NÃO VOTAR, uma opção para quem não concorda com nenhuma das candidaturas. Simples assim
Davi Barganha
Davi Alcolumbre é, antes de tudo, a tradução perfeita do político de visão curta e preparo escasso, mas dono de uma habilidade ímpar nos negócios políticos, essa moeda paralela que, no Brasil, tantas vezes vale mais do que currículo, méritos ou espírito público. Ao se ver contrariado na escolha do próximo ministro do STF, decidiu acionar o pior de seu repertório: criar dificuldades, tensionar o ambiente e usar seu poder para emparedar o Planalto.
É o velho jogo do “sou aliado, mas só até a página dois”. Alcolumbre opera como quem enxerga a política não como espaço de projetos, mas como balcão e balcão de luxo.
Ridículo, imoral, ultrajante
O deputado Cabo Bebeto, mostra que não tem nenhum respeito ao povo alagoano e revela a parte mais negativa do seu caráter bolsonarista. Propor um título de Cidadão Honorário para a figura execrável do deputado federal Nikolas Ferreira, um indivíduo do mais baixo nível da política suja e que nunca deu nem um peido por essas bandas. O festival de concessões de honrarias da Assembleia chegou ao nível mais baixo até e então.
Sem destino
O secretário Vitor Pereira executa todos os esforços para emplacar seu nome em uma candidatura a deputado estadual, com as bençãos do governador Paulo Dantas, porem deu tudo errado em seus devaneios de poder. Escaldado pela derrota do seu candidato a vereador em Maceió, Gustavo Pessoa, com todo o apoio recebido, PD não deseja sofrer nova decepção nas próximas eleições. Tudo se resume a um fato, o secretário não tem destino, nem vocação para a política.
Haja Rivotril
Fonte das cercanias do prefeito de Maceió garante que JHC realmente ainda não decidiu sobre sua misteriosa candidatura ao governo ou ao Senado, nas eleições que estão aí às portas. Sabe que o nome do ministro Renan Filho é ainda o favorito no interior do estado, mas o quadro tem dado sinais nas recentes pesquisas. Para o Senado o jogo poderá contar com muitos preferidos e surpresas poderão acontecer. Enquanto isso os aliados estão sendo mantidos à base de “Rivotril”
Cuidando do Trânsito
Depois do incidente que expôs sua arrogância ao usar o “sabe com quem está falando”, o deputado Lelo Maia (União Brasil), como vingança, resolveu levar para sua pauta legislativa uma perseguição descabida e rancorosa contra o órgão de Trânsito municipal. Faria muito melhor se cuidasse do seu mandato com zelo e trabalho.
Master Class
O caminho para uma nova CPI não é nada que o governo deseje. Mas está sendo difícil conter a oposição e também aliados, diante do escândalo do momento, envolvendo o Banco Master, BRB, governos estaduais e prefeituras e figuras importantes da república.
Prova de fogo
A indicação de Jorge Messias, para o STF, coloca o presidente Lula diante de um teste decisivo: manter firmeza institucional sem ceder às pressões externas. O escolhido carrega confiança do Planalto, mas sua aprovação medirá até onde vai a força política do governo em meio a um Congresso turbulento e a aliados cada vez mais exigentes. É mais que uma nomeação é um termômetro do poder real de Lula.
Acessibilidade zero
No quesito acessibilidade Maceió está inquestionavelmente reprovada em relação às demais capitais do país. Entidades e pessoas com deficiência têm reclamado muito, há muito tempo, mas a prefeitura não tem dado nenhuma importância ou pelo menos minimizado a questão. Dias atrás o próprio presidente de uma dessas entidades foi vítima do descaso, e sua cadeira de rodas despencou de um ônibus.
Cara e suja
Especialistas já afirmam a previsão com altos custos e acirramento das agressões entre opositores em Alagoas. Malas de dinheiro circulando pelo interior, levando o produto mais convincente para levar o voto. Também preveem que será uma disputa com muita sujeira e exibição de podres de cada lado. Enquanto isso, para ajudar, uma Justiça Eleitoral incapaz de conter os abusos.
Pílulas do Pedro
Na briga pelo protagonismo político, por enquanto,Renan Calheiros vence Arthur Lira.
Governador Paulo Dantas está com jeito de candidato, o vice Ronaldo Lessa, também.
Raimundo Pacco/COP30
PARA REFLETIR
“Onde o BRB e o Banco Master chegaram com seus tentáculos, aconteceram negócios sujos. Ainda temos muito a apurar.” (De um auditor da operação, sob anonimato).
COP 30: Mais erros que acertos
A tão aguardada COP 30, que deveria ser vitrine de organização, competência e liderança ambiental, acabou acumulando mais erros do que acertos. Logística falha, atrasos injustificáveis, discursos vazios e uma desconexão perigosa entre promessas e ações concretas. O evento, que poderia elevar o Brasil ao protagonismo mundial, transformou-se em vitrine de improvisos, disputas internas e decisões mal calibradas.
Enquanto autoridades disputavam holofotes, faltou o essencial: coordenação, planejamento e compromisso real com resultados. A COP 30 termina deixando uma impressão incômoda — a de que falhamos naquilo que mais defendemos: exemplo, responsabilidade e seriedade diante da crise climática.
Banco Master e o conto do vigário
O caso do Banco Master virou, para muitos investidores desavisados, o velho conto do vigário travestido de modernidade financeira. Promessas de rentabilidade fácil, garantias douradas, marketing agressivo e no final, quem colocou dinheiro ali se ferrou. É mais um capítulo da crônica nacional da esperteza institucionalizada, onde instituições “respeitáveis” vendem sonho e entregam pesadelo.
Agora, restam o prejuízo, a revolta e a sensação amarga de ter sido enganado por quem deveria oferecer segurança e transparência. No país do jeitinho, até banco aprende a contar história… e o cliente paga a fatura.
Voto vendido
Vender o voto é a mais perversa forma de empobrecer a própria cidadania. Quem troca seu direito por dinheiro, favores ou promessas rasas está, na prática, assinando um contrato de miséria permanente. O político que compra não deve nada ao eleitor, deve apenas ao próprio bolso e aos financiadores da barganha. É assim que se perpetua o atraso: uma população fragilizada aceitando migalhas e uma classe política explorando a vulnerabilidade com a frieza de quem sabe que a impunidade é regra.
O “todes” acabou
O governo sancionou o fim da chamada linguagem neutra nas comunicações oficiais e ainda bem. O Brasil já tem problemas demais para gastar energia com modismos linguísticos que não unificam nada, não resolvem nada e apenas criam ruído.
A língua portuguesa é patrimônio cultural, não laboratório ideológico. É viva, evolui, mas não pode ser violentada por invenções que nunca tiveram consenso social. A decisão devolve seriedade à comunicação pública e encerra uma polêmica artificial que só dividia opiniões e confundia a população.
Quem paga a conta?
O fechamento do Banco Master por fraudes deixou um rastro de insegurança e pânico entre servidores, aposentados e pensionistas de Maceió. A prefeitura havia feito um aporte superior a 100 milhões de reais no banco operação realizada sem o devido rigor técnico e agora colocada sob suspeita. Com a instituição encerrada e seus gestores envolvidos em investigação federal, cresce a preocupação sobre o destino desse investimento e o impacto direto no futuro do IPREV.A pergunta que ecoa é simples e angustiante: quem vai cobrir o rombo? Enquanto a prefeitura ainda não apresenta uma solução clara, milhares de segurados vivem dias de aflição, temendo pela integridade de suas aposentadorias e pelo risco real de perda patrimonial.
A facada rende
E como rende. Bolsonaro usou o atentado de Adélio como plataforma emocional para ganhar a eleição de 2018. Deu certo: virou vítima, virou mártir, virou presidente. Agora tenta repetir a dose. A mesma facada, reciclada, anos depois, surge como argumento derradeiro para evitar o que se avizinha: o cumprimento de pena, a responsabilidade pelos atos e pelos crimes atribuídos.
Mas desta vez, não cola. A sociedade mudou, o cenário político mudou, e a Justiça, pressionada, observada e cobrada, já não embarca na narrativa do “coitado ferido”. A facada que o elegeu não servirá como escudo para livrá-lo da prisão.
Alagoas na COP 30
Acompanhando o governador Paulo Dantas, o presidente do IMA, Gustavo Lopes, participou ativamente do evento, sempre ressaltando os resultados positivos do órgão ambiental e discutindo inovadoras políticas de preservação e parcerias nacionais e internacionais em busca de um meio ambiente preservado e cuidado. Com o governador participou de eventos importantes no evento que acontece na cidade de Belém (PA).
Pílulas do Pedro
Vender o voto é barato demais para quem compra e caro demais para quem vende, porque o preço final é pago por toda a sociedade, com serviços públicos ruins, corrupção e falta de futuro.
O episódio da quebra do Banco Master revela, mais uma vez, a imprudência de colocar recursos públicos em operações de alto risco e deixa servidores e suas famílias à beira do desespero.
Assessoria
PARA REFLETIR
“Se os senhores da guerra investissem o que gastam para matar, no meio ambiente, o mundo seria outro”. (presidente Lula).
O roadshow do ministro
O ministro Renan Filho tornou-se, disparado, o membro do governo com maior visibilidade na COP 30. Teve uma ideia ousada e inteligente: fazer o percurso Brasília–Belém por via terrestre, acompanhado por sua equipe, entregando obras, fiscalizando estradas, pontes e anunciando soluções. O roadshow virou vitrine. Quando chegou à capital paraense, era o centro das atenções, o presidente Lula quis cumprimentá-lo, a imprensa internacional o cercou e delegações estrangeiras fizeram fila para falar com ele. Resultado: transformou logística em marketing político e saiu maior do que entrou.
Manda um Pix
Enquanto existir um bolsonarista disposto a abrir a carteira, nunca faltará dinheiro para pagar advogados de luxo ao ex-presidente e sua trupe. As famosas “vaquinhas” digitais arrecadam milhões, numa mistura perigosa de fanatismo político, lavagem de imagem e financiamento indireto do fascismo moderno. Cada centavo serve para tentar blindar crimes, atacar a democracia e transformar réus em mártires de uma causa delirante. E assim seguem, alimentando a engrenagem da impunidade
Fim dos idiotas
A China passou a exigir diplomas universitários de influenciadores que falem sobre medicina, direito, educação ou finanças. A medida tem como meta combater a desinformação e profissionalizar o conteúdo online.
Apenas pessoas ligadas a instituições médicas, educacionais ou de pesquisa poderão compartilhar informações consideradas profissionais.
O objetivo é proteger o público e garantir conteúdos baseados em conhecimento real. No Brasil os idiotas “influenciadores” continuam atuando sem regras.
Ninguém quer
Jair Bolsonaro corre o risco de se tornar o preso mais “indesejado” do país. Os militares não querem abrigá-lo, a Polícia Federal não o quer sob custódia, e até a direção da Papuda prefere distância. Ironicamente, foi com a facada que ganhou a eleição e agora tenta usar a mesma narrativa para permanecer em casa. Mas há um detalhe que pode atravessar seus planos: o ministro Alexandre de Moraes quer vê-lo atrás das grades. O roteiro pode ser trágico para quem acreditava estar acima da lei.
Mulheres agredidas
Em apenas 24 horas, a Secretaria de Segurança Pública registrou cinco casos de agressão contra mulheres, na capital e no interior. O número escancara uma realidade brutal e crescente. Mesmo assim, o governo não tem priorizado políticas eficazes para combater esses crimes. Falta prevenção, falta estrutura, falta assistência, sobra violência. Enquanto o Estado ignora, mulheres continuam pagando com medo, dor e silêncio
Justiça lenta e seletiva
A Justiça Eleitoral brasileira, essa “jabuticaba” institucional, segue desnecessária, lenta e seletiva. Mantém uma estrutura gigantesca, inchada, com modelo administrativo próprio e orçamento milionário. Enquanto o discurso é de fiscalização e moralidade pública, a prática é marcada por decisões tardias, processos esquecidos e punições que raramente alcançam quem realmente tem poder. No fim, quem paga a conta é o contribuinte: uma máquina cara, pesada e pouco eficiente. A cassação do deputado Paulão (PT), pelo TRE/AL, já no final de seu mandato, mostra a distorção no julgamento e diminui a qualidade da bancada alagoana na Câmara Federal. Paulão foi “condenado” em um processo, no qual não era réu, mas vítima.
Cavalo selado
Atenção, prefeito JHC. O cavalo está passando selado, com arreios de primeira e uma oportunidade rara: Governo ou Senado ao alcance da mão. Política não perdoa hesitação. Quem espera demais, perde o momento e às vezes perde para sempre. O relógio eleitoral não para e a disputa já começou nos bastidores. É hora de decidir se quer apenas administrar Maceió ou disputar espaços maiores. Porque, quando a tropa partir, não haverá segunda montaria.
Essa é pra valer
A Polícia Federal prendeu na quinta feira o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, durante nova fase da operação que apura descontos associativos indevidos em aposentadorias e pensões. José Carlos Oliveira, ex-ministro do Trabalho e Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PL), foi alvo de buscas na mesma operação realizada pela PF e pela CGU (Controladoria-Geral da União. Também foi alvo de busca o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG). A CPMI do INSS está produzindo efeitos positivos.
Pílulas do Pedro
O deputado Alfredo Gaspar cresce a cada lance positivo da Comissão Parlamentar de Inquérito do INSS. Já é citado como o campeão de votos em 2026.
O Brasil “público” está todo em Belém (PA). Comendo, bebendo e fazendo negociatas com o dinheiro da gente.
Pedro Oliveira
por Pedro Oliveira
Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão, membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.