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O impeachment vai acontecer?

PT, Psol, PCdoB e PCB protocolaram um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados

24.05.2020 às 17:15

“O bolsonarismo é um desserviço à direita e ao conservadorismo. São caricatos, agressivos, estúpidos. Digo mais, Bolsonaro é o Lula da direita. Nada mais que isso”. (Adriana Vandoni – Jornalista).

(BRASÍLIA) - No dia de ontem (21),  os partidos de esquerda PT, Psol, PCdoB e PCB protocolaram um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. A ação tem o endosso de mais de 400 entidades civis e movimentos populares. "Até agora este é o pedido de impeachment mais amplo, unitário e significativo da oposição de esquerda brasileira", diz o Psol em comunicado enviado para a imprensa.

“Desde 25 de abril o Psol vinha liderando a construção desse pedido de impeachment. Convidamos todas as legendas de oposição a se somarem, além das organizações e movimentos sociais. Agora temos uma iniciativa ampla e forte, que, de fato, representa uma parcela importante da sociedade”, afirma Juliano Medeiros, presidente nacional do partido.

O pedido elenca uma série de ações praticadas por Bolsonaro e questionadas pela oposição, como "a convocação e comparecimento nos atos contra a democracia e pelo fechamento do Congresso e do STF, a interferência nas investigações da Polícia Federal no Rio de Janeiro, a falsificação da assinatura de Sérgio Moro na exoneração de Maurício Valeixo do comando da PF e as declarações durante a reunião ministerial de 22 de abril", dentre outras.

Também estão na argumentação "os discursos de Bolsonaro atentando contra o STF, a convocação de empresários para a 'guerra' contra governadores no meio da pandemia, o bloqueio da compra de respiradores e outros equipamentos de saúde por estados e municípios, o apoio à milícia paramilitar conhecida como 'Acampamento dos 300', a incitação de uma sublevação das Forças Armadas contra a democracia brasileira, além de seus pronunciamentos e atos durante a pandemia que configuram crimes contra a saúde pública".

“É uma longa lista de crimes contra o livre exercício dos poderes constitucionais; dos direitos políticos, individuais e sociais; contra a segurança interna do país e contra a probidade administrativa. Não há mais como justificar a permanência de Bolsonaro no cargo. Ele precisa sair urgentemente”, conclui Medeiros.

O pedido de impeachment, porém não conta com a união de todos os partidos de esquerda, ficando de fora Rede, PSB e PDT, que fazem parte da frente progressista. 

Segundo juristas que se pronunciaram sobre o pedido trata-se do mais robusto entre os mais de 30 apresentados até agora. Consultado pela coluna o cientista político Natanael Alencar (UnB) faz a seguinte análise: “No momento dificilmente a Câmara pautará qualquer pedido. As esquerdas desorganizadas apostam na derrubada de Bolsonaro, esquecendo que tem o Mourão no meio do caminho antes de uma nova eleição na qual mais uma vez perderiam “. 

Em minha opinião acredito que mesmo diante de tantos desacertos Bolsonaro terminará o seu mandato, com chances de se reeleger, a não ser que o governo com seus novos e temerários aliados descambe para atos de corrupção. Na política brasileira, nos próximos meses tudo poderá acontecer. Inclusive nada.   

A imprensa agredida

Os jornalistas brasileiros, mesmo vivendo em período democrático e com liberdade de expressão passam por uma fase inusitada em seus direitos de informar e exercer suas atividades. O absurdo das agressões sofridas pela imprensa é o incentivo do próprio presidente da República quando ele mesmo desrespeita atacando irresponsavelmente profissionais em frente ao Palácio da Alvorada. Quando questionado sobre a mudança no comando da Polícia Federal do Rio de Janeiro, o presidente mandou os repórteres calarem a boca. Bolsonaro ainda atacou o jornal Folha de S. Paulo, chamando o veículo de "canalha", "patife" e "mentiroso".

Segundo a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), foram monitoradas 179 agressões contra a imprensa vindas do presidente da República somente nos primeiros quatro meses de 2020.

Desde o início de seu desgoverno um presidente tresloucado e destrambelhado quase que diariamente usa sua verborragia para agredir jornalistas e incentiva essas agressões por parte de sua manada de seguidores  fanáticos.

O incentivo a agressão 

O cinegrafista Robson Panzera, da TV Integração, afiliada da Rede Globo em Barbacena (MG), foi agredido por um militante que gritava palavras de ordem contra a emissora na quarta-feira (20). O profissional teve sua mão quebrada ao ser atingido pelo tripé da câmera.

O agressor, Leonardo Rivelli, agrediu o cinegrafista e depois chutou a câmera. Em seguida, deixou o local de carro. Ele é empresário do ramo alimentício e acabou sendo encaminhado à delegacia para prestar depoimentos. Panzera foi levado para a Santa Casa de Misericórdia de Barbacena para ser atendido

Durante sessão da Câmara dos Deputados, o líder do PDT, Wolney Queiroz (PE), se solidarizou com os jornalistas agredidos. No domingo (17), a repórter Clarissa Oliveira, da Band, também foi agredida durante uma manifestação contra o isolamento social.

Por meio de nota, a Abraji repudiou  as agressões e afirmou exigir "que as autoridades policiais apurem o ataque e punam os responsáveis. Os jornalistas, cada vez mais vulneráveis à fúria e aos desatinos de militantes radicais, precisam de segurança para trabalhar e circular, pressupostos básicos em regimes democráticos. [...] Se os fanáticos temem os fatos e resolvem fazer justiça com as próprias mãos, instamos que os governantes cumpram, nos âmbitos federal, estadual e municipal, o que é garantido por lei e lembrado em uma cartilha do próprio governo federal. Nela está escrito que agentes do serviço público não devem adotar “discursos públicos que exponham jornalistas a maior risco de violência ou aumentem sua vulnerabilidade”, conclui a entidade.

Crime hediondo 

Esta semana circulou com muita força em Brasília a ideia de formalizar uma legislação emergencial tratando como crime hediondo qualquer desvio de recursos destinados ao combate ao Coronavírus por parte de agentes públicos nas áreas federal, estadual e municipal. Os órgãos de Controle Externo estão abarrotados de denúncias e mesmo de  fartos indícios de fatos que comprovam contratações irregulares, fraudes em contratos e superfaturamento na aquisição de equipamentos e serviços , principalmente nos estados e municípios.

Alguns órgãos trabalham com a possibilidade da instalação de uma força tarefa, integrada também pela Polícia Federal, para uma varredura consistente nos locais onde as denúncias ou a constatação de indícios indicarem haver suspeitas de corrupção. 

Uma pena, as pessoas morrem e os políticos fazem festa.

Alagoas está entre os três estados onde são apontadas mais suspeitas de desvios de verbas do combate ao Coronavírus, nas prefeituras municipais. Não me surpreende. 

O governo do estado não deu nenhuma resposta às graves acusações do Ministério Público sobre a retenção de medicamentos para salvar vidas do Covid 19. Quem cala...

Bancada alagoana em Brasília, fala muito, mas na realidade não mostra nenhuma ação prática de ajuda ao combate á pandemia. A exceção do deputado JHC.

Postado por Pedro Oliveira

Os "ideologistas " e a óbvia rejeição a Bolsonaro

16.05.2020 às 12:09


Só pode desejar intervenção militar quem perdeu a fé no futuro e sonha com um passado que nunca houve. Ditaduras vêm com violência contra os adversários, censura e intolerância. (Ministro Luiz Roberto Barroso). 


Tenho lido textos de “ideologistas” opinando que o presidente Bolsonaro deveria resolver sua rejeição óbvia, comprando todos os parlamentares, órgãos de imprensa e jornalistas. Tola e infeliz afirmação. Pelo seu histórico parlamentar e familiar creio que o presidente aceitaria de bom grado a proposta. Porém do outro lado não seria bem assim. Embora em um pandemônio de podridão ambiental, existem deputados e senadores “invendáveis” e comprometidos com o interesse público e em manter um honrado mandato. Ele compraria muitos, mas não todos.

Quanto aos órgãos de imprensa faria “boas negociações”, mas haveria as exceções, sem dúvida.

E os jornalistas? Aí o caldo entorna. Compraria poucos.

Como no rol de quaisquer profissionais, Advogados, Magistrados, Promotores, Procuradores, Engenheiros e todas as demais categorias, existem os bons e os maus.

Não são poucos os jornalistas que se pautam pela moral e a ética. Exercem a sagrada missão de informar como um sacerdócio e fiéis aos princípios da notícia honesta.

Costumo dizer que jornalista não é juiz para ser imparcial, mas precisa se pautar pela verdade.

Fico pasmo quando vejo pessoas aparentemente inteligentes se misturam a um bando de alienados em defesa do presidente Bolsonaro, flagrantemente comprovado incapaz de conduzir um Circo, quanto mais um país como o nosso Brasil.

Quero citar um caso pessoal para mostrar que as coisas não são tão certinhas no atual governo. Eu exercia a presidência do Conselho de Administração de uma estatal, em Brasília, cujo mandato terminaria em Dezembro de 2019. Em meu mandato inovei, aprovei mecanismo de controle, governança e “compliance”, juntamente com os demais conselheiros e uma competente equipe técnica e era considerado como exigente com a administração, que por sinal era composta de executivos eficientes, probos e éticos.

Com a chegada do novo governo fui procurado por um emissário do Ministério. Conversando sobre o órgão sugeriu indiretamente que eu deveria ser mais “compreensível” com a nova gestão. Não gostei da conversa. Pedi audiência ao ministro e entreguei pessoalmente minha renúncia à presidência e ao cargo de Conselheiro. Os propósitos do governo não combinavam com os meus.

Deixei alguma marca positiva em Brasília. Pouco tempo após recebi o convite para integrar o Conselho de Administração de órgão no Governo do Distrito Federal, onde permaneço, no exercício pleno de minha cidadania e meu compromisso com a ética e a moral.

Protagonismo responsável

O prefeito Rui Palmeira e o governador Renan Filho se uniram e têm comprometido suas agendas na luta contra Coronavírus de maneira integral. Não medem esforços para salvar vidas de alagoanos, infelizmente atingidos por essa terrível e mortal pandemia. Pelo contato direto com pessoas e locais públicos o governador foi contaminado e o prefeito, mesmo diante da ameaça todos os dias está visitando postos de saúde, vistoriando obras e tocando sua administração pra frente, fazendo uma “nova Maceió” para deixar como legado. Ambos são forçados a tomar medidas duras e recebem críticas injustas, pela preocupação com o aumento de casos, adoecendo e matando muitos. Têm consciência do abalo econômico, do desemprego e do desespero de muitos empresários, mas com a consciência da responsabilidade decidiram optar pela vida. Enfrentam com cabeças erguidas os ataques nas redes sociais, o protesto de alguns nas ruas e até os valentões de ocasião que pela arrogância e exibicionismo vão vomitar insanidades e ameaçar como se fossem os senhores de engenho de outrora falando aos seus “cambiteiros”. Os dois não fazem da pandemia palanque eleitoral, como em outros estados, são exemplarmente protagonistas em um momento gravíssimo. Escancaram as contas públicas para que todos possam conferir os números gastos no enfrentamento da crise e cumprem o dever constitucional da publicidade dos atos de governo. Precisariam mais compreensão por parte do povo que estão lutando par salvar. Mas isso é outro problema.

Uma história de Guilherme

Todos sabem da minha convivência com Guilherme Palmeira, sobre o qual estou escrevendo sua biografia. Ele era uma pessoa que jamais perseguiu ou fez mal a alguém, mas guardava suas mágoas. Um dia qualquer em que fui lhe visitar já bastante debilitado, ele me contou uma história. – Determinado político que ele muito ajudou a subir e ocupar cargos importantes, por puro instinto de ingratidão e falta de caráter ofendeu diretamente o seu filho, Rui Palmeira, em uma eleição. Certo dia recebeu a visita de um amigo que como emissário desse político lhe perguntou da possibilidade de recebê-lo para uma visita. Ele foi taxativo: “prefiro que não”. Guilherme era assim. No seu livro darei nome e sobrenome ao personagem.

Carlos Mendonça

Alagoas perde uma de suas mais ilustres figuras esta semana. O conheci na década de 70, no gabinete do seu irmão e meu amigo José Alfredo, conselheiro do Tribunal de Contas. Com o tempo nos aproximamos por influências familiares e pelo prazer de nos encontrar. – “Pedrinho”, era assim que ele me tratava. Afora o importante homem público que foi era de uma generosidade sem tamanho. Tinha sempre uma palavra de carinho e estímulo. Citava sempre a minha coluna como uma de suas leituras. O destino me fez ser colega de sua filha Rosa Mendonça, como procuradores e nos tornamos amigos de coração. Carlos Mendonça deixa um legado de honradez, sabedoria e humanidade.

Poderes x Poderes

Este país está mesmo enlouquecido – diria Montesquieu se aqui estivesse. – Como em uma tragédia grega, quebraram a teoria dos poderes e a suposta “harmonia” transformou-se em um antagonismo, buscando ver “quem manda mais”, rasgando a Constituição e abrindo um confronto com previsível desastre. O presidente não pode mais exercer o poder de nomear (atribuição exclusivamente sua) seus auxiliares a exemplo do diretor da Polícia Federal e outros cargos, impedido por ordens de ministros do Supremo Tribunal Federal. Busca-se anular a nomeação da presidente do Iphan, porque não é arquiteta, quando as normas legais não impedem. Instalou-se o poder da toga, nem sempre exercido por pessoas probas e nem mesmo qualificadas. O Legislativo se desvirtua e exerce apenas o “poder da conspiração”, dos negócios espúrios e da lambança. Culpam o destrambelhado presidente por tudo. Há uma guerra nos bastidores dos podres poderes. E nós pagaremos por isso.

Prefeitos do interior estão “enchendo a burra” com o dinheiro para fazer frente à pandemia. Onde está o Ministério Publico e Tribunal de Contas? Em quarentena, certamente.

Eleições vão ser adiadas, porém haverá complicação se passar de dezembro. Ai vai ter que alterar Constituição e leis específicas.

Sem fazer alarde deputado Paulão (PT) tem sido muito atuante no enfrentamento do Covid 19, por Alagoas.

Rui Palmeira vai entregar, no final do seu mandato, mesmo com toda dificuldade, uma nova Maceió. 

Postado por Pedro Oliveira

Guilherme Palmeira, o mais digno político alagoano

08.05.2020 às 22:30


“Pedro, o homem púbico não se pertence, nem os bens públicos pertencem ao homem. Faça sua história sempre com exemplos de dignidade”. (Um conselho que recebi de Guilherme Palmeira)

Nosso primeiro encontro foi no antigo restaurante Fornace, em uma sexta feira  do mês de maio de 1974.Fui apresentado a ele pelo amigo comum Manoel Cavalcanti ( Manduca). Foi uma conversa que começou no almoço e se prolongou até o fim da tarde. Uma semana depois recebo um telefonema seu, no Jornal de Alagoas, me convidando para ir com ele ao interior, queria conversar comigo. No sábado logo cedo me apanhou em casa e partimos em direção às cidades de São Miguel dos Campos e Igreja Nova, onde teria contatos políticos como candidato a deputado estadual. Na viagem me impressionou seu carisma, suas propostas para Alagoas sobre as quais conversamos e o seu modo de ver o mundo. Já de volta para Maceió me convidou para trabalhar com ele durante a campanha. Ponderei por causa do jornal, mas ele opinou que dava para conciliar. Começou ai meu ingresso no mundo político e uma amizade que duraria 46 anos. Após sua eleição para um segundo mandato foi escolhido presidente da Assembleia Legislativa e eu fui ser seu chefe de gabinete. Em sua gestão fez transformações importantes na casa, sendo a primeira delas uma reforma administrativa completa dinamizando os trabalhos e valorizando o funcionalismo, realizou seminários e debates políticos no parlamento. Trouxe figuras de expressão nacional como o jornalista Carlos Castelo branco, o deputado Alceu Collares, que viria a ser governador do Rio Grande do Sul, o também jornalista Carlos Chagas além de outras figuras de peso. 

A candidatura a governador

Incentivado pelo então governador Divaldo Suruagy e apoiado pela maioria dos deputados estaduais e lideranças políticas decidiu lançar seu nome como candidato ao governo do estado, em eleições indiretas com escolhas feitas pelo Palácio do Planalto, em plena ditadura. Concorreu com os então deputados federais Geraldo Bulhões e José Alves que se lançaram com o apoio de fortes setores de Brasília, inclusive o general Golbery do Couro e Silva, então o homem mais poderoso do governo militar. Todas as manobras foram feitas para derrotar Guilherme. Pesava contra ele o irmão comunista Vladimir Palmeira e levantaram até histórias de sua juventude e imaginem: até o fato de “gostar de beber”. Fomos para Brasília ele e eu e lá ficamos por quase dois meses em um hotel, desfazendo boatos e acompanhando de perto o final da decisão. Sem dinheiro, fomos “sustentados” pelos deputados Nelson Costa e José Tavares, além do amigo Mendes de Barros. Praticamente todos os dias ele era governador e no mesmo dia deixava de ser. Com muitos amigos na imprensa brasiliense e sob o comando do jornalista Albérico Cordeiro as notícias eram sempre favoráveis. Certo dia nos chega a noticia fatídica “Guilherme não será o escolhido”. De imediato Divaldo Suruagy, decidido ao tudo ou nada, pediu audiência com o presidente Ernesto Geisel e por ele foi recebido. O general presidente tinha muita afeição pelo governador alagoano. Eu fui levado ao médico por complicações intestinais (decorrente do nervosismo) e me restabelecia em reunião com nossa tropa. Pouco se conversava diante da expectativa. De repente toca o aguardado telefonema. Albérico Cordeiro atendeu, era Suruagy. Ficou pálido e desligou com o aspecto entristecido. Todos sem ação, quando ele se aproxima de Guilherme e berra chorando: “É você o governador, porra !”. No outro dia descemos no aeroporto dos Palmares e Guilherme recebido por uma multidão.

Uma história digna para contar

Costumo dizer que Guilherme Palmeira foi o político mais digno da história contemporânea de Alagoas e não é exagero. Foi um governador austero e montou uma equipe de jovens craques para lhe auxiliar. Bateu recordes em realizações e saiu consagrado para ser candidato a senador. Seu caminho político o levou à prefeitura de Maceió, a ocupar os mais altos cargos dentro do Senado e na direção nacional partidária e depois como ministro do Tribunal de Contas da União. Foi um grande conciliador e participou ativamente como um dos lideres da redemocratização do país. 


O homem Guilherme Palmeira 

Se existe um ser que pode usar essa palavra, principalmente um político chama-se Guilherme Palmeira. Com ele era assim: palavra dada, palavra empenhada. Admirado por seus amigos e respeitado pelos adversários (que nunca foram inimigos), vaidade zero. Os cargos que ocupou sempre foram menores do que sua integridade, o poder jamais o envaideceu. Se não gostava de algo dizia e não mandava portador. Eu o conheci profundamente, ao ponto do jornalista Arthur Gondim se referir a mim como “a sombra do Guilherme”. Tão bom que as vezes eu o achava que era um anjo enviado para fazer o bem, outras vezes tão exemplar em toda sua plenitude que se tornou meu herói , tão amigo e atencioso que virou meu irmão, as vezes pai.

Sabia que ele iria, mas ainda confiava que ele eterno. Foi-se e levou um pedaço de mim.

•O jornal inteiro não daria para contar as histórias de Guilherme  Palmeira, sua vida, trajetória, frustrações e vitórias. Deixo para contar no livro que estou já em construção – GUILHERME PALMEIRA. UM CIDADÃO. 


Galeria de Fotos 



Postado por Pedro Oliveira

Moro: nem herói, nem notável

02.05.2020 às 11:08


"E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre" (frase cruel e desumana de um louco que se fez presidente).

Moro: nem herói, nem notável

Quem acompanha minhas publicações sabe perfeitamente que desde os tempos mais conturbados da Operação Lava Jato , quando o então juiz Sérgio Moro teve amplo protagonismo, fui crítico dessa onda de considerá-lo o “herói da Pátria”. Sempre afirmei ser ele um magistrado diligente e que no cumprimento do seu mister prestou um relevante serviço ao combate à corrupção. Não o fez sozinho, mas com outros juízes, uma corrente de procuradores da mais alta competência e a atuação da Polícia Federal, que juntos realizaram a mais eficaz e abrangente caça aos bandidos das esferas públicas e privadas. Quem imaginaria assistir a prisão de governadores, magistrados, senadores, deputados e outras altas autoridades públicas, além dos mais poderosos empresários, banqueiros e milionários pilantras? De repente no Brasil desapareceu a máxima de que aqui “só ia para cadeia pretos, pobres e putas”. Assistimos alguns desfiles de figurões algemados, conduzidos pela Polícia Federal e trancados em celas, alguns até com a cabeça raspada e usando o uniforme dos demais presos. Quem acreditaria tempos atrás que íamos ver um ex-presidente da República execrado publicamente em cadeia de rádios e televisão e nos principais jornais, mostrando sua cara cínica e em seguida condenado como assaltante dos cofres públicos, desvios do dinheiro do povo, chefiando a maior quadrilha organizada já vista na história da política brasileira? Assistimos ainda um partido político, no exercício do poder, ser esfacelado literalmente e apeado por ações de corrupção atingindo toda a sua cúpula e o fazendo sofrer grande derrota nas eleições de 2018. Mas também errou pontualmente em algumas decisões em prejuízo de diversos acusados, algumas delas reformadas por instâncias superiores do Judiciário. Moro foi um bom e eficiente juiz, daí ao posto de herói a distância é imensa.

Uma opção, uma decepção

Moro não foi tão grande quanto se esperava ao aceitar um Ministério para chamar de seu quando da eleição de Bolsonaro. Tinha um cargo vitalício, com possibilidade de natural ascensão, até diante de sua visibilidade na Lava Jato, mas resolveu antecipar uma “negociação”. Ao receber o convite condicionou ser indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Falou mais alto a velha e traiçoeira vaidade. Sua aceitação chegou a levantar suspeitas de que estaria se comportado durante o pleito com posições que favoreciam o candidato vencedor. Não parou para pensar o quanto poderia ser desastroso o presidente eleito, fato de fácil avaliação pelo seu histórico nada abonador de sanidade mental e envolvimento de seu entorno com um passado nebuloso. Não pensou duas vezes, queria ser ministro de Estado e depois ir para o topo da Magistratura ( STF) . Largou a brilhante carreira e apostou. Perdeu o jogo.

As derrotas de Moro

Durante um ano e cinco meses em que ele permaneceu no governo, a relação com o presidente foi sempre de idas e vindas. A promessa inicial de que teria carta-branca no governo para nomear e conduzir o combate ao crime organizado e à corrupção transformou-se em tensão pública entre os dois em diversos momentos.

Uma das primeiras medidas tomadas por Bolsonaro foi editar odecreto que facilita as regras para o cidadão obter a posse de arma de fogo, o que permite guardá-la em casa ou em estabelecimento comercial do qual seja dono. 

O texto foi redigido primeiro pelo Ministério da Justiça, e Segurança, sob supervisão de Sergio Moro, e depois foi concluído pela Casa Civil, A forma final do decreto, no entanto, divergiu em pontos importantes nos dois ministérios. As sugestões de Moro acabaram ficando de fora.

A perda do COAF

A decisão de tirar o Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf), principal órgão de combate à corrupção no país, da estrutura ministerial do governo e transferi-lo para o Banco Central foi outra derrota de Moro. 

A suspensão partiu de um pedido da defesa de Flávio Bolsonaro, senador e filho do presidente. O Coaf foi responsável por revelar movimentações financeiras atípicas que resultaram em inquéritos contra ele.

O pacote anticrime

A maior derrota de Moro à frente da pasta foi ver seu Pacote Anticrime sendo desidratado no Congresso. Além do excludente de ilicitude, que reduziria a pena a policiais que causarem morte durante a atividade, os parlamentares retiraram a “plea bargain” e a prisão em segunda instância.

Eles acrescentaram, contudo, o juiz de garantias, cuja inserção Moro também era contra. Quando o pacote foi sancionado, Bolsonaro manteve o texto principal sobre o juiz das garantias. A medida criou um juiz apenas para supervisionar e presidir as investigações, como forma de garantir que os direitos dos investigados e dos réus sejam respeitados durante essa fase pré-processual.

Apenas mais um, sem notoriedade

No governo de Michel Temer, após o impeachment de Dilma Rousseff, foi criado um novo Ministério. A então Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP passou a integrar esta nova Pasta, denominada: Ministério da Justiça e Segurança Pública, fortalecendo sua abrangência. Tornou-se o juiz Sérgio Moro um super ministro, tido como o membro de maior visibilidade do governo, algumas vezes até superando o presidente em popularidade nacional.

Moro, no entanto, não pode ser considerado um bom ministro. Teve uma gestão pífia, se preocupando mais em manter sua imagem e vencer barreiras e rusgas com o presidente e sua família. Criou embates com o Poder Legislativo e mesmo com o Judiciário. O Ministério da Justiça, por tradição, sempre foi ocupado, salvo raras exceções, por figuras notórias do mundo da Justiça e também da política. Em minha pesquisa sobre os antecessores do juiz apenas no período 1964/2018 encontrei mais de uma dezena de figuras notáveis, das quais Moro amarga uma imensa distância pelos conhecimentos jurídicos e atuação como ministro. Vou citar apenas alguns: Milton Campos, Alfredo Buzaid, Petrônio Portella, Paulo Brossard, Bernardo Cabral, Célio Borja, Saulo Ramos, Miguel Reale Junior, Jarbas Passarinho, Márcio Thomaz Bastos e muitos outros. Moro foi incapaz de inovar e mesmo administrar com competência o MJ. Resumindo: Moro entrou grande e saiu nanico.

Superado por Renan Calheiros

Sejamos isentos e coloquemos de lado qualquer tipo de antagonismo, divergências ou mesmo o seu presente tumultuado e recheado de denúncias (grande parte já rejeitada). Atrevo-me a fazê-lo, embora saiba que serei “sacrificado” por muitos, mas ouso afirmar: o hoje senador Renan Calheiros teve bem maior protagonismo que Sérgio Moro, quando ministro da Justiça , no governo Fernando Henrique Cardoso. Com trânsito fácil no Judiciário e muito mais no Legislativo, atuou no combate ao crime organizado, em defesa dos direitos do consumidor, da cidadania e da mulher.

No plano administrativo, Renan iniciou o processo de modernização e reequipou a Polícia Federal e Rodoviária Federal. Ainda durante a gestão à frente do Ministério da Justiça tomou medidas para afastar policiais envolvidos em irregularidades.

Fortaleceu o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), criou a primeira comissão de anistia que passou a analisar processo de concessão de benefícios a pessoas perseguidas pelo Regime Militar. Renan tratou ainda de fomentar o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e políticas de valorização da mulher. Passou no comando da pasta apenas um ano e três meses e fez muito mais que Moro no mesmo período de gestão.

   

Postado por Pedro Oliveira

SUS, esse herói incompreendido e roubado

26.04.2020 às 00:45

“A Saúde é direito de todos e dever do Estado”. (Constituição Federal de 1988 – Art. 196).


O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores e completos serviços de saúde pública do mundo, uma criação brasileira abrangendo desde o simples atendimento para avaliação da pressão arterial, por meio da Atenção Primária, até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a população do país. Com a sua criação, o SUS proporcionou o acesso universal ao sistema público de saúde, sem discriminação. A atenção integral à saúde, e não somente aos cuidados assistenciais, passou a ser um direito de todos os brasileiros, desde a gestação e por toda a vida, com foco na saúde com qualidade de vida, visando a prevenção e a promoção da saúde. Alguns países já tentaram copiar o sistema brasileiro e muitos nem possuem sistema público de saúde. A gestão das ações e dos serviços de saúde deve ser solidária e participativa entre os três entes da Federação: a União, os Estados e os municípios. A rede que compõe o SUS é ampla e abrange tanto ações quanto os serviços de saúde. Engloba a atenção primária, média e alta complexidades, os serviços urgência e emergência, a atenção hospitalar, as ações e serviços das vigilâncias epidemiológica, sanitária e ambiental e assistência farmacêutica.

Conforme a Constituição Federal de 1988 (CF-88), a “Saúde é direito de todos e dever do Estado”. No período anterior a CF-88, o sistema público de saúde prestava assistência apenas aos trabalhadores vinculados à Previdência Social, aproximadamente 30 milhões de pessoas com acesso aos serviços hospitalares, cabendo o atendimento aos demais cidadãos às entidades filantrópicas.

O SUS nos municípios

Os municípios São responsáveis pela execução das ações e serviços de saúde no âmbito do seu território.  O gestor municipal deve aplicar recursos próprios e os repassados pela União e pelo estado. O município formula suas próprias políticas de saúde e também é um dos parceiros para a aplicação de políticas nacionais e estaduais de saúde. Ele coordena e planeja o SUS em nível municipal, respeitando a normatização federal. Pode estabelecer parcerias com outros municípios para garantir o atendimento pleno de sua população, para procedimentos de complexidade que estejam acima daqueles que pode oferecer.

O crime dos desvios de verbas

Como parte da cultura do político brasileiro um volume tão imenso de dinheiro público não poderia ficar incólume aos desvios de administradores desonestos que se estabelecem nas três esferas (federal, estadual e municipal). Não é sem razão que constantemente assistimos denúncias, comprovações e ações da Polícia Federal, Ministério Público e Controladoria Geral da União, contra governadores, parlamentares, prefeitos e outras autoridades públicas e empresas envolvidas em atos de corrupção com o dinheiro do SUS. Esses desvios têm origem desde o Congresso Nacional, na negociação de Emendas Parlamentares dirigidas por negociações espúrias, até as Secretarias de Saúde de Estados e Municípios. São compras superfaturadas, licitações fraudadas, conluios com empresas e os mais diversos tipos de atos fraudulentos praticadas  com grande regularidade na maioria dos entes federativos. Atos dessa natureza deveriam, em minha opinião, ser considerados crime hediondos com a efetiva punição dos responsáveis, verdadeiros assassinos e genocidas que ceifam vidas humanas, fecham hospitais, deixam os miseráveis desassistidos e sufocam todo o sistema ao não  atender a população, por falta de medicamentos , insumos e profissionais. Muitas autoridades e servidores públicos ficaram ricos com o dinheiro que poderia ter salvado muitas pessoas.

Cuidando da Saúde

Mesmo com a deficiência natural da administração pública brasileira o Sistema Único de Saúde conta com os melhores e experientes profissionais da medicina e enfermagem, além de hospitais de primeiro mundo, não fosse a roubalheira dos políticos seria bem melhor.

Sou testemunha desse atendimento e capacitação – em certo momento de minha vida fui para uma consulta com um famoso médico usando meu plano de saúde. Estava com uma lesão na boca sem curar. Ao me examinar ele foi taxativo – “Preciso ver isso cirurgicamente amanhã. Você tem restrições a fazer pelo SUS”? Ligou na hora e marcou a cirurgia para o Hospital Universitário (HU). E lá estava eu no dia seguinte já com meu número do Cartão Nacional de Saúde que fiz e recebi no mesmo dia do sistema. Fiquei, como os demais pacientes em uma longa fila de espera, diante da quantidade de cirurgias naquele dia. Já me impressionou a organização do hospital. Ao ser levado para o Centro Cirúrgico me deparo com uma estrutura digna dos melhores hospitais do país. O médico fez o procedimento e no mesmo dia recebi o resultado, graças a Deus nada que preocupasse, a não ser a dolorosa recomendação de que deixasse de fumar um dos prazeres de minha vida: o charuto. 

Na pandemia salvando vidas

Fico a imaginar o quadro desesperado que estamos vivendo em todo o país, nas capitais, nas grandes e pequenas cidades e nas comunidades de miseráveis que construímos com nossa política destrutiva, sem a existência do SUS. Quantos milhares mais de cadáveres não estariam sendo sepultados em valas comuns, como nas mais terríveis guerras?

Está aí um grande exemplo: Nos Estados Unidos, a maior potência mundial, metade da população não tem como pagar um teste para Covid-19 que varia entre U$ 1.000 a U$ 4.000 – no Brasil “ZERO” para qualquer cidadão, rico ou pobre. Luvas, álcool gel, máscaras? Nem falar! Aqui no Brasil nada se paga e as pessoas ainda vão às ruas protestar porque “as mascaras são de má qualidade”.

O momento que vivemos é gravíssimo e não é para ser politizado, mas unificado a fim de que todos possam sair menos abalados dessa tragédia. Causa revolta a disputa política e ideológica das cabeças que dirigem o país ou que fazem oposição, em cima de pessoas doentes, infectadas, mentalmente abaladas e principalmente sobre mortos que ficam “em fila de espera” para que sejam sepultados. É criminoso.

Enquanto isso nos hospitais, ambulatórios, UPAs, clinicas e até pelas ruas, uma “infantaria” de heróis que lutam , entregando suas próprias vidas, para salvar a população. Quantos profissionais de saúde já morreram em função de seus contatos com doentes infectados pelo vírus? E os dias de plantões intermináveis, o abandono das famílias, o estresse , a falta de equipamentos, de leitos de UTIs e até a terrível escolha de quem deve ou não morrer, pela impossibilidade de atendimento. Médicos, enfermeiros, auxiliares, servidores da saúde, não vou os chamar de heróis, mas de Anjos, que é o termo mais adequado. Obrigado por cuidar de todos nós. Deus os proteja.

*Esta minha coluna é dedicada a todos os profissionais de Saúde de Alagoas, pelo abnegado e abençoado trabalho que têm prestado ao nosso povo, em momento tão doloroso.

Postado por Pedro Oliveira

Empresários do bem

18.04.2020 às 21:42


A vista que a gente tem, depende da montanha que a gente sobe.

Empresários do bem

O Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, criou e já colhe excelentes resultados com o projeto Empresários do Bem, cujo objetivo é arrecadar doações para o atendimento das necessidades das camadas mais carentes de Alagoas. Esse importante canal de doações já reúne mais de 30 empresas que estão ajudando várias instituições de assistência social e unidades de saúde com a distribuição de itens de necessidades básicas.

Até esta semana as entregas ultrapassam a marca de 60 toneladas de alimentos em cestas básicas, 18.500 unidades de água mineral, aproximadamente duas mil águas sanitárias, além de diversos alimentos, kits de higiene pessoal e limpeza e respiradores mecânicos. As doações são realizadas diretamente pelos empresários e a escolha das instituições foi feita de acordo com a demanda, necessidade de atendimento e grau de prioridade de cada uma delas.

“Vivemos uma época de muita fragilidade na sociedade e não temos dúvidas que quem mais sofre nesses momentos são aquelas pessoas que não tem acesso ao básico, como alimentos e itens de higiene. Esse canal de doações intermediado pelo governo foi criado diante de um período de dificuldades, mas que representa toda a solidariedade e humanidade dos empresários alagoanos que hoje se unem para ajudar as famílias menos assistidas do nosso Estado”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito.

As empresas e instituições que tiverem interesse em participar do projeto, podem entrar em contato pelos números: (82) 9.8833-4343 e (82) 9.8833-4545. Os canais estarão disponíveis para atendimento no período de 8h às 12h e 13h30 às 17h.

Vitória dos governadores

Um Bolsonaro magoado foi para o confronto com os governadores e tentou  na marra reverter as determinações de restrições executadas por eles no sentido de preservar a saúde da população e evitar a maior propagação do Coronavírus. Quis muito a seu modo, tirar a autonomia estadual para adotar a preventiva ação.

No entanto os ministros do Supremo Tribunal Federal entenderam que governadores e prefeitos têm legitimidade para definir quais são as chamadas atividades essenciais, aquelas que não ficam paralisadas durante a pandemia do Coronavírus.

O ministro Alexandre de Moraes chamou de lamentável a postura do governo Bolsonaro. Perde mais uma.

Bolsonaro exposto ao ridículo mundial

A imprensa do Brasil e de outros países repercutiram  com força o editorial do jornal The Washington Post que apontou Jair Bolsonaro como o pior gestor da pandemia de covid-19 no mundo.

Já no título o editorial – publicado (quarta, 14) – coloca o presidente brasileiro no lugar onde, na avaliação do jornal, ele deve estar: “Líderes põem vidas em riscos minimizando o Coronavírus. Bolsonaro é o pior” (em inglês: Leaders risk lives by minimizing the coronavirus. Bolsonaro is the worst).

“Os melhores desempenhos até agora incluem Nova Zelândia, Taiwan, Coréia do Sul e Alemanha, que conseguiram reduzir bastante infecções e mortes por meio de testes, rastreamento de contatos e isolamento social”.

“Os governantes da Bielorrússia, do Turquemenistão, da Nicarágua e do Brasil negaram a seriedade do vírus.

“O caso mais grave de improbidade é o do presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Quando as infecções começaram a se espalhar em um país de mais de 200 milhões de pessoas, o populista de direita descartou o coronavírus como "uma gripezinha" e convocou os brasileiros a "enfrentar o vírus como um homem, caramba, não um menino".

Em Maceió arrecadação despenca

A Prefeitura de Maceió já sofreu uma perda de 10% em sua arrecadação no mês de março e a previsão é de que esse percentual passe de 30% agora em abril, o que significa mais de R$ 45 milhões, segundo a Secretaria Municipal de Economia. A queda é consequência da pandemia do coronavírus nas últimas semanas, que impactou o setor produtivo e o comércio da capital, e de medidas tributárias adotadas pelo prefeito Rui Palmeira para socorrer a economia local, como a suspensão de pagamentos dos impostos municipais por 90 dias.

Maceió já vinha perdendo arrecadação com a isenção do pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e das Taxas de Serviços Urbanos de mais de 12.300 imóveis localizados nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, afetados pela instabilidade de solo provocada pela atividade de mineração, segundo relatório do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

Cursos online é a opção

Com a paralização das atividades escolares até ninguém sabe quando, podendo comprometer totalmente o ano letivo no país, os sistemas escolares públicos e privados estão já tomando providencias pela opção de um calendário de aulas online com plataformas de ensino à distância substituindo o modelo tradicional que causa aglomeração e riscos de propagação do Coronavírus. Algumas cidades como São Paulo, Brasília, Recife, entre outras, já trabalham para que essas atividades sejam iniciadas imediatamente sob ameaça de mudar todo o calendário escolar de 2020. Por aqui ainda não se sentiu nenhum movimento, pelo menos nas escolas públicas.

Com merenda e sem merenda

Cestas nutricionais distribuídas pela prefeitura de Maceió às famílias da rede de ensino público municipal, em substituição a merenda escolar, vem repercutindo favoravelmente nas famílias mais carentes. A decisão do prefeito Rui Palmeira tem sido muito enaltecida neste momento de pandemia, com a suspensão das aulas. O Governo Estado até agora não divulgou nenhuma providência quanto ao mesmo problema, nas escolas estaduais e muitas crianças estão passando fome, pois era na merenda escolar que a maioria delas tinha sua alimentação. Vamos agir governador. Fome mata.

Expressas

Começaram os boicotes à candidatura da juíza Sônia Beltrão, que surge como uma ameaça ao atual gestor. Ela não saiu nada satisfeita com o comportamento de uma emissora local (Rádio Farol) e vai agir. Coisas de Palmeira.

De Brasília a notícia que se anuncia: um escândalo de derrubar a República. A proximidade de um ministro com empreiteiras suspeitas;

Fecho a coluna e o Mandetta não sai. Espero que na próxima ele já tenha caído. Ou não.

Inferno astral para o prefeito Júlio Cezar, de Palmeira dos Índios. Comprou briga com a desembargadora Elizabeth Carvalho, uma magistrada destemida e muito prestigiada.  

Postado por Pedro Oliveira

Hora de darmos as mãos

10.04.2020 às 10:15


O governo não é maior que a imprensa e a imprensa não é maior que o governo.

Hora de darmos as mãos

Todos sabem da minha independência de pensamento exercida nesses anos todos de produção de textos críticos, principalmente se tratando de um combate sistemático aos maus políticos e aos desvios de finalidade na atividade pública. Nunca tive relação de amizade com o governador Renan Filho, como também de qualquer inimizade, apenas divergimos, o que é natural entre um jornalista e um político.

Desde o início desse terror do Coronavírus, no entanto, tenho me revelado um admirador da coragem e da determinação do governador no comando de uma operação e guerra na busca de salvar a vida dos alagoanos. Por suas ações Alagoas tem sido protagonista e dá, ao país inteiro, exemplo de maturidade e consciência no enfrentamento da terrível crise que nos ameaça.

Com recursos próprios, uma vez que dinheiro federal anunciado e alardeado sempre tarda a aparecer, a situação está sob o controle possível e providências imediatas foram e estão sendo tomadas. Quem imaginou que em tempo recorde o nosso setor de Saúde estaria funcionando com o acréscimo mais de 300 leitos de UTI em vários hospitais, com uma estrutura de insumos, profissionais e outros equipamentos capazes de conter o avanço da pandemia? Muito difícil, principalmente para Estado pobre e com um acentuado índice de miséria na região Metropolitana e no interior.

O sacrifício é de todos   

O governador Renan Filho foi dos primeiros em todo o país a Decretar o Isolamento Social como forma acertada de conter o avanço da fatalidade. Mandou que os alagoanos ficassem em casa, suspendeu as aulas em escolas públicas e privadas e paralisou as atividades comerciais formais e informais. Ruim para muitos, porém melhor para todos. Ouvi de autoridades médicas e cientificas que “Alagoas superou a maioria dos Estados no controle do avanço do vírus, por conta das medidas restritivas”.

O grito dos insensatos

No centro dessa pandemia que nos obriga a ficar resguardados em casa, sem contato com os amigos, com a família, até ninguém sabe quando, pois o governo poderá se ver forçado a estender o decreto de restrições quantas vezes for necessário, surge pessoas de má fé, inescrupulosas e irresponsáveis  com noticias falsas, provocações egoístas e até sugestões desprovidas de conhecimento jurídico, econômico e humano com propostas incendiárias para que o governo reduza tarifas de impostos de determinados produtos, sem o menor sentido.

É importante entender que qualquer redução nas fontes de receita de um Estado como Alagoas compromete tudo a pagar, inclusive a folha de pagamentos. Tal redução ameaça especialmente os investimentos extras, já iniciados inclusive, para o enfrentamento do Coronavírus.
Alagoas, assim como todos os estados brasileiros, deverá sofrer uma queda significativa na arrecadação por conta dos efeitos da indispensável quarentena e isso, obviamente, torna muito mais perigosa e explosiva a situação fiscal - o que impede qualquer iniciativa capaz de reduzir ainda mais essa arrecadação.
Caso qualquer governo deseje fazer alteração em tributos como o ICMS terá de ter aprovada essa proposta por unanimidade pelo Confaz.
E por fim a Política Econômica é responsabilidade da União e só depois de iniciativas do governo federal é que Estados e Municípios podem se adequar às novas orientações e normas; não existem (até agora) novas orientações e normas emitidas pelo governo federal no campo econômico. 

Em Minas Gerais só desculpa

Aqueles que pedem redução de impostos precisam entender que os estados, principalmente os mais pobres, não poderão sobreviver e ai a coisa vai piorar muito. Como dizia meu velho pai: “além de queda, coice”.

Em entrevista à imprensa, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) pediu desculpas e disse que ainda não há como prever quando os recursos estarão à disposição pra pagar servidores.

“Peço desculpas. Eu não consigo tornar previsível o que não tenho como dar previsibilidade. Não é por uma decisão deliberada que estamos deixando de pagar. É porque, infelizmente, o recurso não existe. Temos de pagar na hora que o recurso entra no cofre. Não adianta, nem se eu quisesse emitir um cheque e mandar para todo mundo se o cheque estiver sem fundo. Peço essa compreensão”, disse.

Os irresponsáveis

Algumas pessoas incomodadas com as decisões de restrição em Alagoas, para agradar alguns segmentos inexpressivos e para alimentar seus próprios egos carentes de promoção, estão usando as redes sociais para satanizar o Decreto que prorroga o recolhimento social e a não abertura total do comércio e serviços que possam aglomerar pessoas, apoiado pelas maiores entidades representativas do setor produtivo. Esses irresponsáveis vão além: pregam a desobediência ao decreto e incentiva a população a reagir contra o dispositivo legal que tem o objetivo de salvar vidas em Alagoas. Essas pessoas já deveriam ter sido recolhidas e presas, pois se anunciam com seus nomes e sobrenomes para provocar conturbação.

Muitos falam, poucos fazem 

Momento de crise também é ocasião para políticos surgirem bradando à população seus “feitos” e suas “lutas” trazendo soluções invisíveis para um eleitorado ávido por noticias boas e que venham para solucionar seus problemas de desemprego, fome e saúde. Alguns deputados federais e um senador têm anunciado que conseguiram muito dinheiro para Alagoas. Então para onde foi esse dinheiro que até agora aqui não aportou? A não ser que cada um tenha uma máquina de produzir cédulas e as estejam trazendo em malas. Não duvido de suas ações, mas daí a esse dinheiro chegar por aqui a crise acaba.

Expressas

Prefeito Rui Palmeira tem se dedicado praticamente toda a sua agenda na luta incessante de combate à pandemia que ameaça a população.

Mas sabe que a coordenação da Saúde está entregue a quem mais se credencia em responsabilidade e seriedade: o secretário José Thomaz Nonô.

Candidatura da juíza Sônia Beltrão em Palmeira dos Índios surpreendeu e já começa a mostrar mudanças no tom da disputa.

Cesta nutricional distribuída pela prefeitura de Maceió para a rede escolar, em substituição à merenda, merece elogios.

Postado por Pedro Oliveira

Estou de volta

04.04.2020 às 13:13


Não é a política que faz o candidato virar ladrão. É o seu voto que faz o ladrão virar político.

Estou de volta

Já dizia o escritor paraibano, José Américo de Almeida, que “Ninguém se perde no caminho da volta, porque voltar é uma forma de renascer”. E aqui estou retornando ao exercício prazeroso de escrever minha coluna, após meses de regime sabático, imposto por questões de saúde e depois por minha indecisão de continuar ou não falando sobre política, como o faço há muitos anos. Refleti bastante sobre o retornar e sempre respondia aos queridos leitores que me abordavam na rua, nos supermercados e locais que frequento: “volto em breve”, mas no íntimo a indecisão batia mais forte. Sei que meu estilo de fazer jornalismo incomoda muitos, mas agrada a outros tantos. Nestes tempos de ódios ideológicos, fanatismo político e protagonismo de um governo desastroso e políticos corruptos, em sua maioria, me levam a cravar em meus textos uma indignação que não consigo esconder e isso me faz ganhar inimigos gratuitos, que não toleram a exposição de suas mazelas e falcatruas. Não sou de “meias palavras”, não me toleraria assim. Não tenho dúvidas que minha família gostaria de me ver fora dessa “carnificina imoral” que é a política, mas sei também que ao mesmo tempo minha mulher, minha filha e minha neta têm orgulho de como exerço o meu  sagrado exercício de escrever, com ética e dignidade sem jamais temer qualquer que seja a circunstância, a convivência com a verdade , doa a quem doer. Na minha caminhada perdi alguns amigos (será que eram mesmo amigos?). Fui perseguido politicamente e sofri represálias por parte de governadores, senadores e outros. Durante a famigerada ditadura militar, escrevia para o Diário de São Paulo e Jornal da Tarde (SP) na editoria de Cultura e fui perseguido apenas por conviver com alguns artistas como Gianfrancesco Guarnieri, Chico Buarque, Nara Leão, Plinio Marcos, Paulo Autran e toda a turma do Teatro Opinião, Procópio Ferreira, Ciro Del Nero, Jô Soares e outros. Com certeza se já escrevesse sobre politica não estaria contando essa história.

Em Alagoas a política 

Já no final da década de 60, chamado pelo meu editor no Diário de São Paulo fui recomendado a voltar a Alagoas, pois minha vida poderia estar correndo perigo. Não foi fácil para mim, pois amava aquela cidade e sabia que minha carreira ali tinha muito futuro, tinha feito muitos amigos e apesar dos meus apenas 21 anos de idade já era acreditado e procurado como jornalista. Não dava para ficar com a turma do famigerado delegado Fleury (DOPS) de olho em mim, era morte certa. Voltei triste, não me despedi dos amigos, coração partido por meu amor por “Sampa” e ainda hoje sou apaixonado.

Ao chegar a Maceió vim direto para o velho Jornal de Alagoas (Diários Associados), comandado então pelo competente jornalista e amigo Ricardo Neto, onde ocupei todas as funções hierárquicas da redação chegando a seu editor. Fundei com o extraordinário Noaldo Dantas o semanário Opinião, que bateu recordes de leitores. Também criei com meu inesquecível e querido amigo Pedro Collor, o jornal CORREIO DE ALAGOAS, que disputou acirradamente com a sua Gazeta de Alagoas e foi fechado por Fernando Collor, mas só porque o Pedro faleceu abruptamente.

O primeiro político alagoano que conheci foi Guilherme Palmeira, através do amigo comum Manoel Cavalcante (Manduca). Que sorte, pois seria o mais digno homem publico da história política de Alagoas. Fui seu chefe de gabinete na presidência da Assembleia e secretário em seu governo. Andávamos tanto juntos que o brilhante jornalista Arthur Gondim, em sua mais lida coluna da imprensa local, se referia a mim como “a sombra do Guilherme”. Durante anos essa amizade só cresceu e por ele tenho um amor infindo. É o meu Guru.

Conheci e fui amigo de muitos políticos dignos (naquele tempo havia isso), apenas não citarei nomes para não esquecer algum. Mas também conheci um “magote” de cabras safados (essa espécie tem em profusão).

São 53 anos de jornalismo bem vividos e com muita história para contar. Um dia escreverei todas. Mas o importante é que estou de volta e estou feliz. Aqui é minha trincheira de luta, falando pelos que não podem falar, denunciando quando preciso, elogiando quando merecido. Me aguentem...cheguei!

Por uma causa

Não quero por enquanto fazer qualquer análise sobre a união do governador Renan Filho com o prefeito Rui Palmeira com vistas às próximas eleições. Nem levo em conta o nome que apoiarão para a Prefeitura de Maceió. Falarei apenas dos benefícios institucionais dessa reaproximação. Ambos são duas lideranças, as maiores de Alagoas e juntos poderão, não só construir um vigoroso caminho politico, mas também um solido projeto para o Estado. São maduros o suficiente para enxergar isso e certamente o farão.

Palmeira viva

Caiu como uma bomba a provável candidatura da juíza aposentada Sônia Beltrão à prefeitura de Palmeira dos Índios. Após atuar por 15 anos como magistrada na comarca deixou sua marca de seriedade, humanidade e conquistou a comunidade palmeirense em todas as camadas. De tradicional família política alagoana, tem esse sangue nas veias e foi convocada pela sociedade para participar da disputa que se parecia tranquila para o atual prefeito Júlio Cezar. Minha opinião: Palmeira tem a chance de se redimir de anos de votos equivocados.

Cuidando da Educação

O educador Hélio Laranjeira, alagoano, é hoje o maior empresário em plataformas de Cursos On Line no país, dono do Grupo Residência Educação, com atuação em todo o país está atento ao grave problema que o setor poderá enfrentar com a pandemia de Coronavírus e a real possibilidade da continuidade da suspensão das atividades escolares. Procurado já pelo governo de Brasília firmou parceria para atendimento de toda rede de ensino do Distrito Federal prevendo a extensão do período em aulas presenciais.

Priorizando o seu Estado, o professor Hélio Laranjeira já encaminhou expediente ao prefeito Rui Palmeira, solicitando uma audiência em videoconferência para “apresentação de soluções para o enfrentamento dos desafios da educação presencial em tempos de pandemia”. O prefeito se mostrou muito interessado no assunto.

Alagoas bem cuidada

 O governador Renan Filho e o prefeito Rui Palmeira têm dedicado suas agendas praticamente em tempo integral na busca de soluções para minorar os afeitos da pandemia de Coronavírus em Alagoas. Renan foi um dos primeiros governadores no país a tomar medidas protetivas e com recursos próprios fez andar os segmentos de saúde. Ambos (governador e prefeito) cuidaram da preservação de vidas ao decretar paralizações de algumas atividades  e optar pelo “confinamento social”. Os resultados mostram que estavam certos. Alagoas agradece pelo cuidado com a saúde de seu povo.

Expressas

Trégua Um internauta me pergunta: “Fez as pazes com o governador”? – Respondi – Não. Dei uma trégua.

Eleição já – Dificilmente as eleições serão adiadas. Terão que mudar a Constituição e muitas leis. TSE não quer.

Fiasco – Esse é o trôpego mandato do senador Rodrigo Cunha. Seus votos viraram decepção.

JHC agindo – Disparado o mais atuante da bancada federal em tempo de pandemia. O deputado JHC tem sido muito proativo. 

Postado por Pedro Oliveira

O Tempo de Rui

01.11.2019 às 09:53
Assessoria


Para refletir

“A imprensa é livre para informar, mas não para mentir. Isto não é liberdade e sim libertinagem”.

O tempo de Rui

Enquanto a imprensa e os políticos e também a população se agitam tentando “antecipar” as eleições para a prefeitura de Maceió, apostando em nomes e alguns até apontando possíveis vencedores, aparentemente nada acontece no entorno do prefeito. Alguns até tentam discutir o assunto, mas em vão. Conversei há alguns dias com Rui Palmeira em seu gabinete e o senti muito animado com o derradeiro ano de sua administração. Tem projetos e tem dinheiro para fazer acontecer e vai fazer. Conversamos sobre política nacional e nossas temerosas previsões para o país do futuro. Falamos muito sobre seu pai, o meu “guru sagrado”, Guilherme Palmeira e até sobre política local, mas não se falou em nomes de possíveis candidatos de sua preferência, pois sei que não teria uma resposta. Literalmente o conheço desde o dia em que nasceu e por isso mesmo sei o “seu tempo”. Esse quem faz é ele e somente ele. Tem sido assim sempre e tem dado certo, Muitos reclamam, correligionários se contrariam, mas nada o muda. O seu tempo quem faz é ele.

Aconteceu assim mais recentemente quando teve a possível oportunidade de ser governador em 2018. Era um candidato incomparavelmente melhor do que o adversário em tudo, inclusive em caráter, história de vida digna e confiabilidade. Com certeza se eleito Alagoas não estaria hoje sendo envergonhada diante do país pelos deploráveis índices de educação, ações sociais e mais: com uma administração exposta a graves denúncias de desvios de finalidades, atos de corrupção e outras tantas suspeitas por parte do Ministério Público e Polícia Federal, que recentemente prendeu servidores de alta patente na administração e mira em investigações que seguem até secretários de estado.

Desistiu de uma candidatura consolidada e reclamada pela população, reconheceu que o jogo seria sujo e desleal, pois assim era o adversário. Ouviu ponderações de seus pais e amigos mais íntimos e tomou sua decisão: continuar administrando Maceió.

Alguns não entenderam e até o culpam pelo desastre administrativo pelo qual passa hoje o estado de Alagoas, sob o foco da arrogância, das gravíssimas acusações de desonestidade e da incompetência.

Na hora certa, no tempo certo e em seu tempo Rui então abrirá suas conversas sobre as eleições para prefeito e partirá para mais uma vitória para felicidade e com a confiança do povo de Maceió. Mas é ele que fará o seu tempo, como o fará para 2022, com a vaga de governador ou a retomada da então honrada vaga no Senado que ainda hoje sente a ausência de Guilherme Palmeira.

Esse é o tempo de Rui.


Nunca como dantes

Outubro, mês do servidor público foi um dos mais tristes para a categoria. Anteriormente era um mês inteiro de comemorações, reconhecimento e confraternização. Este ano tudo se resumiu praticamente à entrega da Medalha Silvio Viana, criada em outros governos e assim mesmo em uma solenidade pífia e desprestigiada. As principais lideranças do funcionalismo não compareceram, nem foram convidadas. O governador Renan Filho tem demonstrado uma tremenda antipatia pelos servidores, talvez até porque nunca teve a oportunidade de ocupar um cargo público por mérito ou capacidade intelectual através de concurso público. Como o pai, não tem uma “Carteira do Trabalho” para exibir com anotações que o dignifique como trabalhador. Mas saiba ele que “ ninguém se perde no caminho de volta”. E esse embate se aproxima, quando então terá o devido troco pela arrogância e desprezo aos servidores, civis e militares que constroem e honram Alagoas.


A Milícia do Planalto

(BRASÍLIA) - O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) disse na sessão da CPI das Fake News que o Palácio do Planalto emprega três assessores responsáveis por uma “milícia virtual” que opera campanhas de ataques nas redes sociais contra adversários e dissidentes do governo. O coordenador das atividades seria Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República.O depoimento de Frota foi dado à comissão parlamentar mista de inquérito que investiga notícias falsas nas redes sociais e assédio virtual. O deputado citou como membros do grupo os servidores Tercio Arnaud Tomaz, José Matheus Salles Gomes e Mateus Matos Diniz. Os três estão lotados na Presidência da República, em cargos comissionados, desde janeiro. Eles já foram convocados para prestarem depoimento à CPI.

— Eu sei tudo o que eu vi, vivi e ouvi. A rede de intrigas de Bolsonaro produz material em escala atacando quem estiver na frente ou venha a discordar. Ficou claro que o Palácio do Planalto virou um porto seguro de terroristas digitais. Fui o primeiro a denunciar, e por isso fui expulso do PSL — disse o deputado.

Frota relatou que os três servidores trabalharam na campanha presidencial de Bolsonaro operando “redes de ataques” e agora tiveram a tarefa “oficializada” com dinheiro público, dando continuidade a ela dentro do governo. O deputado afirmou que já presenciou o grupo reunido com Carlos Bolsonaro e o presidente Jair Bolsonaro no Planalto


Prêmio Nise da Silveira

(BRASÍLIA) - Um prêmio criado por iniciativa do deputado Fábio Trad (PSD-MS), busca reconhecer o trabalho de pessoas e instituições que promovam políticas de respeito integral às pessoas em sofrimento psíquico e situação de vulnerabilidade. O segundo-secretário da Câmara, deputado Mário Heringer (PDT-MG), presidiu a premiação. “Nós estamos atentos aos trabalhos que eles vêm fazendo e nós queremos que esse trabalho continue, que sirva de exemplo para outras pessoas, outras entidades. Fazer o bem sem olhar a quem, com carinho, respeito e solidariedade.”

Foram agraciados com diploma de menção honrosa: o psiquiatra Alírio Torres Dantas Junior; a Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme); a Clínica-Escola Mundo Autista; o diretor do Centro Psiquiátrico Rio de Janeiro, Francisco de Paula de Negreiros Sayão Lobato Filho; e a Sociedade Amigos do Museu de Imagens do Inconsciente.

O nome do prêmio homenageia a médica psiquiatra alagoana Nise da Silveira, que é reconhecida por humanizar o tratamento psiquiátrico no Brasil. Desde sua formação, ela condenava tratamentos como o confinamento em hospitais psiquiátricos e o eletrochoque.


Boa dobradinha

Se os dois se acertarem, com um apoio consistente, os nomes de Ronaldo Lessa e Heloisa Helena chegam com força para ganhar a Prefeitura de Maceió. Ambos com imenso potencial de votos podem repetir a vitoriosa dobradinha de 1992. Ronaldo fez uma excelente administração em dois mandatos de prefeito, governador também duas vezes e teve um mandato de deputado federal mais eficiente que os demais da bancada. Heloisa teve por duas vezes a maior votação da história da Câmara de Maceió, eficiente deputada estadual e reconhecimento nacional como senadora e candidata a presidente da República. Na próxima eleição ambos não podem ficar sem mandato. O negócio é entronchar a cara para o partidarismo barato, formarem uma aliança viável e partirem para arrebentar e governar Maceió. O resto que se exploda!

Postado por Pedro Oliveira

Contaminação do mar e lagoas - A gravidade que ameaça a população

27.10.2019 às 10:17

Para refletir:

"A contaminação química dura muito mais tempo do que aquilo que a poluição visual pode sugerir." ( De um biólogo )


Contaminação do mar e lagoas

A gravidade que ameaça a população

Desde o dia 30 de agosto uma grande mancha supostamente de óleo invadiu as praias do Nordeste brasileiro, deixando a população curiosa e também temerosa em função do desconhecimento das consequências que podem vir, causadas  pelo acontecimento. O governo federal negligenciou e só veio tomar alguma providência quando praticamente todas as praias da região foram atingidas pela tragédia ecológica e passados todo esse tempo ainda não deu uma resposta efetiva de qual foi a causa do acidente se foi criminoso ou mesmo a origem. São uns incompetentes não levando a sério o que vai assustando e preocupando biólogos, oceanográficos e profissionais do setor do meio ambiente nacional.

Sem esperar pelo governo federal ou estaduais as populações começaram a formar brigadas de voluntários para assumir o trabalho de limpeza das praias contaminadas, um trabalho gigantesco, porém sem muito resultado prático. Mesmo quando, para os olhos, parece limpo, o risco pode seguir oculto por muitos anos.

"Essas substâncias contaminam todos os organismos do ambiente e isso facilmente cai na cadeia alimentar. Um pequeno peixe, por exemplo, pode comer algo que esteja contaminado. Isso entra na cadeia até chegar no peixe que consumimos", alerta a bióloga  Thevenin, criadora do perfil Oceano para Leigos, no Instagram.

Nos noves Estados do Nordeste, já são 200 localidades atingidas pelo óleo, de acordo com a atualização feita no sábado (19) pelo IBAMA.

Oceanógrafos, químicos e autoridades estaduais têm se declarado preocupados com as consequências futuras do desastre.

Até chegar ali, o óleo já havia deixado um rastro tóxico por milhares de quilômetros e atingido os mangues e corais dessa região em uma etapa mais avançada de degradação — um tipo de contaminação que é mais difícil de ser limpa e que permanecerá durante anos no meio ambiente, segundo os especialistas.

O petróleo cru, ainda que seja altamente tóxico, é uma substância orgânica. Dessa forma, ele pode ser degradado através de fatores naturais, como a rebentação das ondas (que dispersam o material), a irradiação solar (que evapora determinados componentes) e até mesmo bactérias que se alimentam do carbono contido no material. O problema, nesse caso, é o tempo.

"A degradação natural é extremamente lenta. A depender do ambiente, leva décadas. Em áreas onde já ocorreram derrames, temos análises feitas anos depois do episódio e ainda assim é detectada a toxicidade. Por isso seria importante evitar que esse óleo chegasse na costa", diz Carine Santana Silva, que é oceanógrafa, pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e especialista em petróleo e meio ambiente.

Os perigos que rondam as praias

Além do risco na cadeia alimentar, as pessoas também estão sujeitas a entrar em contato direto com os contaminantes que permanecerem no ambiente.

Isso pode acontecer em uma simples caminhada pela areia da praia ou no banho de mar, tocando involuntariamente em resíduos de óleo ou inalando os gases liberados por eles.

O monitoramento das regiões atingidas precisa ser feito por anos, com análises constantes, para garantir que as pessoas não estão frequentando zonas intoxicadas.

A mariscagem será afetada diretamente nesses locais, visto que, com a presença de óleo, a recomendação é a paralisação da pesca. O comércio de organismos aquáticos dessas áreas ficará comprometido. A pesca como um todo deverá ser impactada, tendo em vista que os consumidores foram alertados para não adquirirem produtos pesqueiros", indica o documento.

No petróleo, estão contidos compostos orgânicos voláteis (COVs) e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs), ambos altamente tóxicos e cancerígenos.

Os COVs evaporam com relativa rapidez, mas os hidrocarbonetos se mantêm íntegros por muito tempo. Para o mais famoso deles, o benzeno, a resolução 357 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) determina um limite que vai de 0,051 mg a 0,7 mg por litro de água salgada. Passando disso, já impacta a biota marinha e a saúde humana — ainda não existe resultado de medição na Bahia após a chegada do óleo.

Governos se calam para preservar o turismo

“Os governos não querem fazer alarde porque um caso como esse afeta o turismo, mas existe a questão da saúde, tanto de quem frequenta praias como de quem trabalha nessas zonas, mariscando, pescando, vendendo", observa a química Sarah Rocha, que atua no laboratório da pós-graduação em Petróleo, Energia e Meio Ambiente da UFBA.

"Essas pessoas vão ficar em contato com esses resíduos por muito tempo, porque há também uma sustentação financeira em jogo. É muito difícil, por exemplo, que esses mariscos deixem de ser recolhidos para venda e é certo que muita gente vai ingerir alimentos contaminados", acrescenta ela.

Sarah Rocha integra a equipe que vem fazendo análises de amostras do óleo que tem chegado à Bahia, verificando sua origem e seu estado físico-químico. Segundo ela, o material que toca as praias já chega bem degradado, tendo passado por seguidas intempéries, e resta somente a fase da degradação bacteriana — justamente a mais demorada.

Afinal, tudo que se apurou é que a União não está adotando as medidas adequadas em relação a esse desastre ambiental que já chegou a 2.100 quilômetros dos nove Estados da região. A maioria dos estados também incorre no mesmo erro.

Em Alagoas o que tem feito o Ministério Público? Já tomou alguma medida ou imagina que isso não é problema deles? Reuniu os órgãos ambientais, determinou limitações nas praias e lagoas? Pediu amostras e pareceres técnicos? Claro que não. Como sempre.

Mais ainda: toda a população terá que se manter alerta por um longo período e cobrar dos órgãos governamentais monitoramento periódico das praias, peixes e mariscos. Pois, para grande parte dessa população  o comum é achar que porque não estamos vendo, não existe. Mas, neste caso, o perigo está justamente no que não vemos. Dizem os especialistas.

A grande verdade é que a tragédia chegou pelo mar e vamos ter que aprender a lidar com ela. População, ambientalistas, governo federal e estaduais e buscar urgente as causas do maior desastre ambiental dos últimos tempos. Muitas especeis de peixes e outros animais marinhos já estão morrendo em decorrência da contaminação. E em breve seremos nós?

(Pela gravidade do fato a coluna desta semana é dedicada a uma analise do desastre ambiental que atinge a todos nós, com graves  consequências para o meio ambiente e para a população. Com informações de especialistas e organismos de preservação ambiental ).

Postado por Pedro Oliveira


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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