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O Tempo de Rui

01.11.2019 às 09:53
Assessoria


Para refletir

“A imprensa é livre para informar, mas não para mentir. Isto não é liberdade e sim libertinagem”.

O tempo de Rui

Enquanto a imprensa e os políticos e também a população se agitam tentando “antecipar” as eleições para a prefeitura de Maceió, apostando em nomes e alguns até apontando possíveis vencedores, aparentemente nada acontece no entorno do prefeito. Alguns até tentam discutir o assunto, mas em vão. Conversei há alguns dias com Rui Palmeira em seu gabinete e o senti muito animado com o derradeiro ano de sua administração. Tem projetos e tem dinheiro para fazer acontecer e vai fazer. Conversamos sobre política nacional e nossas temerosas previsões para o país do futuro. Falamos muito sobre seu pai, o meu “guru sagrado”, Guilherme Palmeira e até sobre política local, mas não se falou em nomes de possíveis candidatos de sua preferência, pois sei que não teria uma resposta. Literalmente o conheço desde o dia em que nasceu e por isso mesmo sei o “seu tempo”. Esse quem faz é ele e somente ele. Tem sido assim sempre e tem dado certo, Muitos reclamam, correligionários se contrariam, mas nada o muda. O seu tempo quem faz é ele.

Aconteceu assim mais recentemente quando teve a possível oportunidade de ser governador em 2018. Era um candidato incomparavelmente melhor do que o adversário em tudo, inclusive em caráter, história de vida digna e confiabilidade. Com certeza se eleito Alagoas não estaria hoje sendo envergonhada diante do país pelos deploráveis índices de educação, ações sociais e mais: com uma administração exposta a graves denúncias de desvios de finalidades, atos de corrupção e outras tantas suspeitas por parte do Ministério Público e Polícia Federal, que recentemente prendeu servidores de alta patente na administração e mira em investigações que seguem até secretários de estado.

Desistiu de uma candidatura consolidada e reclamada pela população, reconheceu que o jogo seria sujo e desleal, pois assim era o adversário. Ouviu ponderações de seus pais e amigos mais íntimos e tomou sua decisão: continuar administrando Maceió.

Alguns não entenderam e até o culpam pelo desastre administrativo pelo qual passa hoje o estado de Alagoas, sob o foco da arrogância, das gravíssimas acusações de desonestidade e da incompetência.

Na hora certa, no tempo certo e em seu tempo Rui então abrirá suas conversas sobre as eleições para prefeito e partirá para mais uma vitória para felicidade e com a confiança do povo de Maceió. Mas é ele que fará o seu tempo, como o fará para 2022, com a vaga de governador ou a retomada da então honrada vaga no Senado que ainda hoje sente a ausência de Guilherme Palmeira.

Esse é o tempo de Rui.


Nunca como dantes

Outubro, mês do servidor público foi um dos mais tristes para a categoria. Anteriormente era um mês inteiro de comemorações, reconhecimento e confraternização. Este ano tudo se resumiu praticamente à entrega da Medalha Silvio Viana, criada em outros governos e assim mesmo em uma solenidade pífia e desprestigiada. As principais lideranças do funcionalismo não compareceram, nem foram convidadas. O governador Renan Filho tem demonstrado uma tremenda antipatia pelos servidores, talvez até porque nunca teve a oportunidade de ocupar um cargo público por mérito ou capacidade intelectual através de concurso público. Como o pai, não tem uma “Carteira do Trabalho” para exibir com anotações que o dignifique como trabalhador. Mas saiba ele que “ ninguém se perde no caminho de volta”. E esse embate se aproxima, quando então terá o devido troco pela arrogância e desprezo aos servidores, civis e militares que constroem e honram Alagoas.


A Milícia do Planalto

(BRASÍLIA) - O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) disse na sessão da CPI das Fake News que o Palácio do Planalto emprega três assessores responsáveis por uma “milícia virtual” que opera campanhas de ataques nas redes sociais contra adversários e dissidentes do governo. O coordenador das atividades seria Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República.O depoimento de Frota foi dado à comissão parlamentar mista de inquérito que investiga notícias falsas nas redes sociais e assédio virtual. O deputado citou como membros do grupo os servidores Tercio Arnaud Tomaz, José Matheus Salles Gomes e Mateus Matos Diniz. Os três estão lotados na Presidência da República, em cargos comissionados, desde janeiro. Eles já foram convocados para prestarem depoimento à CPI.

— Eu sei tudo o que eu vi, vivi e ouvi. A rede de intrigas de Bolsonaro produz material em escala atacando quem estiver na frente ou venha a discordar. Ficou claro que o Palácio do Planalto virou um porto seguro de terroristas digitais. Fui o primeiro a denunciar, e por isso fui expulso do PSL — disse o deputado.

Frota relatou que os três servidores trabalharam na campanha presidencial de Bolsonaro operando “redes de ataques” e agora tiveram a tarefa “oficializada” com dinheiro público, dando continuidade a ela dentro do governo. O deputado afirmou que já presenciou o grupo reunido com Carlos Bolsonaro e o presidente Jair Bolsonaro no Planalto


Prêmio Nise da Silveira

(BRASÍLIA) - Um prêmio criado por iniciativa do deputado Fábio Trad (PSD-MS), busca reconhecer o trabalho de pessoas e instituições que promovam políticas de respeito integral às pessoas em sofrimento psíquico e situação de vulnerabilidade. O segundo-secretário da Câmara, deputado Mário Heringer (PDT-MG), presidiu a premiação. “Nós estamos atentos aos trabalhos que eles vêm fazendo e nós queremos que esse trabalho continue, que sirva de exemplo para outras pessoas, outras entidades. Fazer o bem sem olhar a quem, com carinho, respeito e solidariedade.”

Foram agraciados com diploma de menção honrosa: o psiquiatra Alírio Torres Dantas Junior; a Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme); a Clínica-Escola Mundo Autista; o diretor do Centro Psiquiátrico Rio de Janeiro, Francisco de Paula de Negreiros Sayão Lobato Filho; e a Sociedade Amigos do Museu de Imagens do Inconsciente.

O nome do prêmio homenageia a médica psiquiatra alagoana Nise da Silveira, que é reconhecida por humanizar o tratamento psiquiátrico no Brasil. Desde sua formação, ela condenava tratamentos como o confinamento em hospitais psiquiátricos e o eletrochoque.


Boa dobradinha

Se os dois se acertarem, com um apoio consistente, os nomes de Ronaldo Lessa e Heloisa Helena chegam com força para ganhar a Prefeitura de Maceió. Ambos com imenso potencial de votos podem repetir a vitoriosa dobradinha de 1992. Ronaldo fez uma excelente administração em dois mandatos de prefeito, governador também duas vezes e teve um mandato de deputado federal mais eficiente que os demais da bancada. Heloisa teve por duas vezes a maior votação da história da Câmara de Maceió, eficiente deputada estadual e reconhecimento nacional como senadora e candidata a presidente da República. Na próxima eleição ambos não podem ficar sem mandato. O negócio é entronchar a cara para o partidarismo barato, formarem uma aliança viável e partirem para arrebentar e governar Maceió. O resto que se exploda!

Postado por Pedro Oliveira

Contaminação do mar e lagoas - A gravidade que ameaça a população

27.10.2019 às 10:17

Para refletir:

"A contaminação química dura muito mais tempo do que aquilo que a poluição visual pode sugerir." ( De um biólogo )


Contaminação do mar e lagoas

A gravidade que ameaça a população

Desde o dia 30 de agosto uma grande mancha supostamente de óleo invadiu as praias do Nordeste brasileiro, deixando a população curiosa e também temerosa em função do desconhecimento das consequências que podem vir, causadas  pelo acontecimento. O governo federal negligenciou e só veio tomar alguma providência quando praticamente todas as praias da região foram atingidas pela tragédia ecológica e passados todo esse tempo ainda não deu uma resposta efetiva de qual foi a causa do acidente se foi criminoso ou mesmo a origem. São uns incompetentes não levando a sério o que vai assustando e preocupando biólogos, oceanográficos e profissionais do setor do meio ambiente nacional.

Sem esperar pelo governo federal ou estaduais as populações começaram a formar brigadas de voluntários para assumir o trabalho de limpeza das praias contaminadas, um trabalho gigantesco, porém sem muito resultado prático. Mesmo quando, para os olhos, parece limpo, o risco pode seguir oculto por muitos anos.

"Essas substâncias contaminam todos os organismos do ambiente e isso facilmente cai na cadeia alimentar. Um pequeno peixe, por exemplo, pode comer algo que esteja contaminado. Isso entra na cadeia até chegar no peixe que consumimos", alerta a bióloga  Thevenin, criadora do perfil Oceano para Leigos, no Instagram.

Nos noves Estados do Nordeste, já são 200 localidades atingidas pelo óleo, de acordo com a atualização feita no sábado (19) pelo IBAMA.

Oceanógrafos, químicos e autoridades estaduais têm se declarado preocupados com as consequências futuras do desastre.

Até chegar ali, o óleo já havia deixado um rastro tóxico por milhares de quilômetros e atingido os mangues e corais dessa região em uma etapa mais avançada de degradação — um tipo de contaminação que é mais difícil de ser limpa e que permanecerá durante anos no meio ambiente, segundo os especialistas.

O petróleo cru, ainda que seja altamente tóxico, é uma substância orgânica. Dessa forma, ele pode ser degradado através de fatores naturais, como a rebentação das ondas (que dispersam o material), a irradiação solar (que evapora determinados componentes) e até mesmo bactérias que se alimentam do carbono contido no material. O problema, nesse caso, é o tempo.

"A degradação natural é extremamente lenta. A depender do ambiente, leva décadas. Em áreas onde já ocorreram derrames, temos análises feitas anos depois do episódio e ainda assim é detectada a toxicidade. Por isso seria importante evitar que esse óleo chegasse na costa", diz Carine Santana Silva, que é oceanógrafa, pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e especialista em petróleo e meio ambiente.

Os perigos que rondam as praias

Além do risco na cadeia alimentar, as pessoas também estão sujeitas a entrar em contato direto com os contaminantes que permanecerem no ambiente.

Isso pode acontecer em uma simples caminhada pela areia da praia ou no banho de mar, tocando involuntariamente em resíduos de óleo ou inalando os gases liberados por eles.

O monitoramento das regiões atingidas precisa ser feito por anos, com análises constantes, para garantir que as pessoas não estão frequentando zonas intoxicadas.

A mariscagem será afetada diretamente nesses locais, visto que, com a presença de óleo, a recomendação é a paralisação da pesca. O comércio de organismos aquáticos dessas áreas ficará comprometido. A pesca como um todo deverá ser impactada, tendo em vista que os consumidores foram alertados para não adquirirem produtos pesqueiros", indica o documento.

No petróleo, estão contidos compostos orgânicos voláteis (COVs) e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs), ambos altamente tóxicos e cancerígenos.

Os COVs evaporam com relativa rapidez, mas os hidrocarbonetos se mantêm íntegros por muito tempo. Para o mais famoso deles, o benzeno, a resolução 357 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) determina um limite que vai de 0,051 mg a 0,7 mg por litro de água salgada. Passando disso, já impacta a biota marinha e a saúde humana — ainda não existe resultado de medição na Bahia após a chegada do óleo.

Governos se calam para preservar o turismo

“Os governos não querem fazer alarde porque um caso como esse afeta o turismo, mas existe a questão da saúde, tanto de quem frequenta praias como de quem trabalha nessas zonas, mariscando, pescando, vendendo", observa a química Sarah Rocha, que atua no laboratório da pós-graduação em Petróleo, Energia e Meio Ambiente da UFBA.

"Essas pessoas vão ficar em contato com esses resíduos por muito tempo, porque há também uma sustentação financeira em jogo. É muito difícil, por exemplo, que esses mariscos deixem de ser recolhidos para venda e é certo que muita gente vai ingerir alimentos contaminados", acrescenta ela.

Sarah Rocha integra a equipe que vem fazendo análises de amostras do óleo que tem chegado à Bahia, verificando sua origem e seu estado físico-químico. Segundo ela, o material que toca as praias já chega bem degradado, tendo passado por seguidas intempéries, e resta somente a fase da degradação bacteriana — justamente a mais demorada.

Afinal, tudo que se apurou é que a União não está adotando as medidas adequadas em relação a esse desastre ambiental que já chegou a 2.100 quilômetros dos nove Estados da região. A maioria dos estados também incorre no mesmo erro.

Em Alagoas o que tem feito o Ministério Público? Já tomou alguma medida ou imagina que isso não é problema deles? Reuniu os órgãos ambientais, determinou limitações nas praias e lagoas? Pediu amostras e pareceres técnicos? Claro que não. Como sempre.

Mais ainda: toda a população terá que se manter alerta por um longo período e cobrar dos órgãos governamentais monitoramento periódico das praias, peixes e mariscos. Pois, para grande parte dessa população  o comum é achar que porque não estamos vendo, não existe. Mas, neste caso, o perigo está justamente no que não vemos. Dizem os especialistas.

A grande verdade é que a tragédia chegou pelo mar e vamos ter que aprender a lidar com ela. População, ambientalistas, governo federal e estaduais e buscar urgente as causas do maior desastre ambiental dos últimos tempos. Muitas especeis de peixes e outros animais marinhos já estão morrendo em decorrência da contaminação. E em breve seremos nós?

(Pela gravidade do fato a coluna desta semana é dedicada a uma analise do desastre ambiental que atinge a todos nós, com graves  consequências para o meio ambiente e para a população. Com informações de especialistas e organismos de preservação ambiental ).

Postado por Pedro Oliveira

Tudo por dinheiro

11.10.2019 às 10:39


Para refletir:

Num estado democrático existem duas classes de políticos: Os suspeitos de corrupção e os corruptos”. (David Zac)


Tudo por dinheiro

(BRASÍLIA) - O presidente Jair Bolsonaro deu o tom dos debates da semana ao responder em frente ao Palácio da Alvorada a um simpatizante do seu partido. “Esqueça o PSL”, acrescentando ainda que o presidente da sigla, Luciano Bivar estaria “queimado”.

É bom lembrar que foi o PSL primeiro que abraçou a candidatura do capitão e lhe deu a chance de ser candidato à presidência da República. O partido agora está rachado e dificilmente sairá dessa do mesmo tamanho o que poderá trazer consequências nada favoráveis ao governo. Cada lado tem mostrado suas mágoas e ressentimentos alegando muitos motivos que não é o principal. Todos sabem que o jogo é duro e o que mais atrai tanto um quando o outro são os mais de R$ 300 milhões do Fundo Partidário para o próximo ano. Ai está o nó de toda essa briga de comadres entre o presidente e sua família contra Luciano Bivar, fundador e principal figura até a chegada da família Bolsonaro.


Ele não faz falta

O deputado Luciano Bivar (PE), disse que a declaração de Jair Bolsonaro de que seus apoiadores devem esquecer o partido foi “terminal”. Segundo ele, o presidente “já está afastado” da sigla. “A fala dele foi terminal, ele já está afastado. Não disse para esquecer o partido? Está esquecido”, declarou à imprensa aqui em Brasília. “Não vai mudar nada, não fará falta” acrescentou.

Bivar afirma que  não entende o que se passa na cabeça do presidente. “O que pretendemos é viabilizar o país. Não vai alterar nada se Bolsonaro sair, seguiremos apoiando medidas fundamentais. A declaração de ontem foi terminal, ele disse que está afastado. Não estamos em grêmio estudantil. Ele pode levar tudo do partido, só não pode levar a dignidade, o sentimento liberal que temos e o compromisso com o combate à corrupção”, declarou à repórter.

O presidente do PSL disse que a briga partidária não é motivada pela disputa do milionário fundo de recursos públicos a que o partido terá direito em 2020. “Falácia”, rebateu. O partido deve receber mais de R$ 300 milhões no próximo ano. Um grupo ligado a Bolsonaro defende que Bivar, que preside o PSL desde 1998, ceda o comando a alguém mais próximo do presidente. Todos de olho na dinheirama imoral para sustentar campanhas de vagabundos.


Daqui não saio

O presidente Jair Bolsonaro afirmou em seguida ao site O Antagonista que não pretende deixar o PSL "de livre e espontânea vontade". Ele comentou também que é um "direito" do presidente do partido, Luciano Bivar (PE), tentar expulsa-lo da sigla, mas que não queria "entrar nessa briga", caso houvesse a tentativa.

Bolsonaro também se mostrou disposto a resolver as divergências com Bivar, mas manteve as críticas ao mandatário do PSL e afirmou que não é o único descontente dentro da sigla.

“Não integro a Executiva, só estou filiado ao partido, mais nada. Essas são as reclamações. Eu não quero esvaziar o partido. Quero que funcione. O PSL caiu do céu para muita gente, inclusive para o Bivar. O que faço é uma reclamação do bem. O partido tem que funcionar, tem que ter a verba distribuída, buscar solucionar os problemas nos diretórios. Todo partido tem problema. O presidente, o tesoureiro, eles têm que solucionar isso.”

Sobre as suas falas ontem (7), na saída do Palácio da Alvorada, quando disse a um apoiador para esquecer o PSL e afirmou que Bivar estava “queimado”, o presidente disse que estava preocupado com possíveis processos contra o homem que o abordou por campanha adiantada. Uma desculpa esfarrapada e sem o menor sentido, encontrada por assessores que tentaram concertar a fala desastrosa do chefe.

Nessa briga entre o presidente e o deputado Luciano Bivar, que tem ao seu lado numeroso grupo de descontentes com o governo pode acontecer tudo, inclusive nada. Mas no fundo mesmo, tudo é por dinheiro.


Merenda nas férias

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou o projeto de lei, que autoriza a Prefeitura a fornecer merenda escolar durante as férias. A proposta, de autoria do vereador Mario Covas, segue agora para sanção, ou veto, do prefeito Bruno Covas (PSDB).

Segundo a proposta, seria oferecida a merenda nas dependências da escola, da mesma forma que no restante do ano letivo. Além disso, haveria a entrega de cesta básica aos responsáveis ou seria permitido usar um cartão-alimentação, que poderá ser utilizado em estabelecimentos previamente cadastrados pela gestão pública.

Para o autor do Projeto, é necessário considerar que as dificuldades financeiras enfrentadas pelas famílias das crianças em idade escolar muitas vezes inviabilizam a alimentação adequada em casa, durante as férias ou recesso, que “também são uma oportunidade para o desenvolvimento intelectual dos alunos”.

Aqui no Nordeste e em especial em Alagoas milhares de crianças têm na escola suas únicas refeições do dia, pois a miséria impede que isto aconteça em casa. Não seria a hora de pensar um projeto semelhante para ser implantado. Com a palavra o poder público, que não passa fome.


Nova e bonita Maceió

O prefeito Rui Palmeira ao final de seu governo vai entregar uma cidade totalmente repaginada tanto nos “corredores de turismo” como na periferia onde tem investido pesado. Já em suas mãos projetos da mais alta importância para a mpbilidade urbana, o turismo e uma mudança radical no perfil da capital. Milhões serão investidos em infraestrutura. Conversando com o prefeito sobre as eleições de 2010, obtive a resposta: “Tudo terá seu tempo, o de agora é construir e transformar a Maceió que todos queremos, depois então pensaremos na política. È assim que se faz.


Turismo religioso

A cidade de Palmeira dos Índios está acertando em optar pelo incremento ao turismo religioso, desde que perdeu suja referencia como polo cultural. Mesmo com tradição de terra de escritores e intelectuais sua vocação para o setor se apequena quando o próprio prefeito não é lá muito chegado a pautas culturais pela própria falta de vivência com a cultura. Não acho errado então se trocar essa história ridícula de “capital alagoana da cultura” para a “terra do turismo religioso”, por sinal agora com uma bonita estátua de sua padroeira ( Nossa Senhora do Amparo) , na Serra do Goiti, ao lado do Cristo Redentor, em um aprazível local de contemplação  e reuniões festivas.


Saúde em Maceió

Das capitais brasileiras Maceió tem sido destaque nacional em políticas de saúde pública eficiente e de alcance social em alta escala. Mesmo com recursos insuficientes e sem o apoio do governo estadual a população tem sido assistida em suas principais demandas, os profissionais comprometidos com suas atividades gerando resultados surpreendentes principalmente para os m ais carentes. Um setor com problemas de décadas que passaram a ter resultados na atual administração do secretário José Thomaz Nonô, que se mostra um executivo meticuloso, exigente para com os deveres no interesse público e cuidadoso com o moral e o legal. Eu mesmo que fiz algumas críticas no inicio de sua gestão , faço agora o devido reparo. O caminho é esse.

Postado por Pedro Oliveira

Lula o farsante

04.10.2019 às 16:12


Para refletir:

“Os políticos não conhecem nem o ódio, nem o amor. São conduzidos pelo interesse e não pelo sentimento”.

Lula o farsante

Concordo inteiramente com o pensamento do historiador Marco Antônio Villa, que há algum tempo descontruiu o que considera a criação do “mito Lula”. Para ele grande parcela dos “aspectos positivos” atribuídos a Lula são uma farsa montada com a conivência de parte da imprensa comprada.

Em 26 de agosto de 2016 essa farsa começou a ser formalmente desmontada. A farsa chamada Luís Inácio Lula da Silva. Naquela data, ele foi indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, dentro da Lava Jato, no caso do triplex do Guarujá pago pela empreiteira OAS.

Lula surgiu no regime militar, quando se apresentou como líder sindicalista tolerável aos generais. Na redemocratização, a esquerda o transformou em ícone revolucionário (o que ele nunca foi) e chefe de partido. No entanto, o discurso radical que lhe fora oportuno na construção do PT revelou-se um desastre eleitoral nas campanhas presidenciais — e Lula, então, engravatou o pescoço e as palavras, para conquistar banqueiros, empresários e parte da classe média. Chegou ao Planalto por meio do que parecia ser um consenso inédito entre interesses de trabalhadores e patrões.

No poder, em conluio com as oligarquias dos grotōes e os plutocratas paulistas e cariocas, Lula levou às últimas consequências o assistencialismo mais rasteiro (compra de inconsciências) e uma política econômica que, baseada apenas em crédito farto aos cidadãos que se endividavam para consumir e subsídios indecentes aos empresários amigos, graças à bonança mundial que impelia as exportaçōes de commodities, resultaria no desastre completo sob Dilma Rousseff, a criatura que escolheu para sucedê-lo e autora da maior fraude fiscal já cometida no país.

No poder, Lula instituiu, para além da imaginação, a prática de comprar apoio parlamentar. Tanto no mensalão como no petrolão, o seu partido e aliados desviaram bilhões de reais dos cofres públicos, para realizar tais pagamentos.

No poder, Lula aparelhou as instituiçōes e tentou calar a imprensa independente, comprando o apoio de blogueiros sujos e jornalistas decadentes, perseguindo profissionais que desvelavam os porões imundos do lulopetismo e cortando propaganda (não apenas governamental) de veículos sérios. Com isso, quase minou um dos pilares da democracia que é a liberdade de imprensa — o seu projeto de perpetuação no poder o exigia.

Se Lula voltar à cena, a farsa se repetirá como farsa ainda pior.

*Texto  adaptado do original publicado no livro “Cartas de um Antagonista” (editora Record)

Cibele Moura

A jovem e destemida deputada Cibele Moura é a grande revelação da bancada feminina na Assembleia Legislativa. Articulada e inquieta tem tido uma presença destacada no plenário com uma participação ativa com propostas e participando das discussões do interesse do alagoano. Positivamente não é governo nem oposição: é solução. Tem percorrido os municípios mais distantes do estado , se dedicando principalmente a sua região Norte, onde está um seu forte potencial de eleitores e admiradores. Faz sua pregação cívica na defesa de políticas públicas de qualidade, principalmente na Educação, Saúde e Assistência Social. Está apenas começando e tem muito chão pela frente. Quem apostar em seu futuro não vai errar.

Inimigo dos servidores

O governador Renanzinho ao deixar o seu segundo e desastroso mandato deverá ser homenageado, pelas diversas categorias do funcionalismo público, com o troféu “Inimigo dos Servidores”. Desde o inicio de sua primeira gestão tem demonstrado desprezo pelos milhares integrantes da categoria e muitas vezes até os perseguindo, com atitudes dignas dos pequenos de coração. Enquanto é bajulado e enaltecido por um séquito “pra chamar de seu”, serviçais bem pagos e que praticamente nada produzem, além de fofocas e agrados ao chefete, por outro lado é odiado pela maioria que passa fome, recebe salários aviltantes e não vê nenhuma perspectiva nesse governo. Esperam com indignação o ano de 2020 que já é anunciado sem nenhum aumento para o funcionalismo, a não ser as “castas especiais”. Há uma inquietação nas entidades civis e também nas militares e a qualquer momento algo de grave pode acontecer.

Janot vai falar

(BRASÍLIA) - A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (2) um convite para o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot comparecer ao colegiado para falar sobre sua atuação à frente da Operação Lava Jato.

O presidente da CCJ falou sobre o convite que seria feito e afirmou que Janot "tem muito a falar e já mostrou que quer realmente abrir as entranhas do poder e mostrar à sociedade brasileira tudo o que aconteceu na Operação Lava Jato e em outras operações que ele tocava enquanto procurador-geral da República"

Dentre os assuntos que Janot terá que explicar, está o planejamento que fez de matar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. "O objetivo é para  maiores esclarecimentos sobre essa questão envolvendo o ministro Gilmar Mendes, naquela questão que foi um pensamento de assassinato", disse o presidente da comissão.

A notícia caiu como uma bomba em certos setores dos poderes de Brasília, principalmente no Supremo Tribunal Federal. Ele sabe das coisas.

Turismo na China

O governo mandou o seu melhor secretário para explicar na Assembleia Legislativa a viagem turística realizada à China pelo governador com uma trupe  de 15 assessores e convidados. O titular da pasta do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, bem que tentou, mas não conseguiu convencer os deputados  sobre a alta soma gasta no passeio oficial ( mais de meio milhão de reais) sem nenhum resultado prático para Alagoas.

Os deputados presentes a exposição não se mostraram satisfeitos com a narrativa do emissário do governador.

Lessa e Heloisa

Tem se especulado nos bastidores da política a repetição da dobradinha Ronaldo Lessa e Heloisa Helena para a Prefeitura de Maceió. Uma dupla de fazer medo, mas dificilmente isto acontecerá. Embora haja uma admiração e amizade mutua e talvez até a vontade de ambos, mas tudo esbarra nas tais coligações e palanques. Para ganhar Lessa teria que ter um leque de alianças amplo e diversificado e isto Heloisa não topa jamais. Fica só na vontade então.

Uma nova Maceió

O prefeito Rui Palmeira esteve reunido com diretores e técnicos da Caixa Econômica Federal para fortalecer o relacionamento do Município com a instituição. Durante o encontro, os gestores discutam sobre contratos em andamento, programa Minha Casa Minha Vida e futuras ações. A reunião aconteceu na sede da Prefeitura, em Jaraguá.

Rui Palmeira explicou que o alinhamento de pautas teve o objetivo de acelerar o andamento de projetos. “Foi uma reunião técnica sobre contratos, bem como os destravamentos de recursos da Caixa Econômica, o que é bastante relevante para o Município. Temos projetos importantes que precisam dessa liberação, pois a indefinição prejudica o andamento das obras. É uma reunião de alinhamento que mostra o compromisso da Caixa em avançar neste sentido”. É uma nova Maceió surgindo.

Postado por Pedro Oliveira

Bolsonaro foi o que se esperava

27.09.2019 às 10:58

Para refletir:

“Quero acreditar, mas não acredito muito no mundo. Principalmente na burrice, na política. Para compor não tenho tido inspiração, não”, ( Milton Nascimento).

Bolsonaro foi o que se esperava

(BRASÍLIA) - O presidente Jair Bolsonaro no discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU em Nova York não surpreendeu e aproveitou, como era previsto, para exibir seu programa de ultradireita e “anti-indigena”.  Para os brasileiros, o discurso de Bolsonaro na ONU certamente não trouxe surpresas em relação às ideias que defende desde a campanha. 

Em um discurso de pouco mais de meia hora, o presidente Jair Bolsonaro desafiou os críticos de sua política ambiental e versou contra multas ambientais, para dizer que as queimadas florestais recordes nos últimos cinco anos no país e na Amazônia, medidas por órgãos oficiais, são infladas pela mídia global que deseja atacá-lo.

"É uma falácia dizer que a Amazônia é um patrimônio da humanidade", disse o mandatário diante de uma plateia de cerca de 150 chefes de Estado, em uma crítica ao presidente francês Emmanuel Macron. O presidente brasileiro também repetiu ao mundo que não haverá nova demarcação de terras indígenas no Brasil e ainda atacou a extensão das atuais reservas, destinando seus ataques ao cacique Raoni, cotado para concorrer ao prêmio Nobel da Paz. "A visão de um líder indígena não representa a de todos os índios brasileiros. Muitas vezes alguns desses líderes, como o cacique Raoni, são usados como peça de manobra por governos estrangeiros na sua guerra informacional para avançar seus interesses na Amazônia. 

Infelizmente, algumas pessoas, de dentro e de fora do Brasil, apoiadas em ONGs, teimam em tratar e manter nossos índios como verdadeiros homens das cavernas", discursou Bolsonaro. E o discurso acabou por ai. Nada nos surpreendeu, até porque nada além disso se esperava. Temos o presidente que elegemos .

Audiência Pública

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL) realiza no próximo dia 2 de outubro uma audiência pública com o tema Reforma Política, aberta a toda a sociedade alagoana. O importante evento ocorrerá às 8.30, na sua sede na Avenida General Luiz de França Albuquerque e deverá reunir numeroso público. Interessantes eixos temáticos estarão sendo abordados, a exemplo de Candidatura Avulsa em Debate, A cota de Gênero nas Eleições, Voto Distrital como alternativa, Voto impresso e Financiamento de Campanha.

Um bom e oportuno debate.

Vendendo sentenças

(BRASÍLIA) - O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, esta semana, instaurar processo administrativo disciplinar (PAD) contra um juiz do trabalho e cinco desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5), para apurar possíveis infrações disciplinares destinadas a beneficiar partes e arrematantes, bem como a atuação irregular na condução de processos e esquema de direcionamento de julgamentos. 

De acordo com o corregedor nacional de Justiça, relator do processo, ministro Humberto Martins, as denúncias que chegaram à corregedoria apontam indícios de que o juiz do Trabalho Thiago Barbosa Ferraz de Andrade e os desembargadores do Trabalho Maria Adna Aguiar do Nascimento, Noberto Frerichs, Washington Gutemberg Pires Ribeiro, Esequias Pereira de Oliveira e Maria das Graças Oliva Boness estariam envolvidos em um possível esquema de venda de decisões judiciais e tráfico de influência. Parece que a moda é geral mesmo.

Nós podemos

(BRASÍLIA) - Acompanhado de alguns líderes partidários, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, apresentou na última terça feira ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, um recurso pedindo a suspensão da decisão que permitiu uma operação de busca e apreensão no Congresso Nacional contra o líder do governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Bezerra foi alvo de operação da Policia Federal que apura desvios em obras públicas do Ministério da Integração Nacional, pasta comandada pelo parlamentar entre 2011 e 2013.  A ação foi autorizada pelo ministro do STF Luís Roberto Barros por meio de uma liminar (decisão provisória). Para Davi e os senadores que se reuniram com Dias Toffoli, a ação não respeitou o princípio da independência entre os Poderes.

Na avaliação do presidente do Senado, a ação da PF atinge não apenas a relação de harmonia com o Congresso, mas também com o Executivo.

— Foi um fato contra o Poder Legislativo e contra o Poder Executivo. O gabinete da Liderança é como uma embaixada do Poder Executivo dentro do Senado Federal — destacou.

Davi Alcolumbre lembrou que a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, manifestou-se contra a operação no Senado.

— O dono da ação penal é a Procuradoria Geral da República. Nesse caso específico, a procuradora Raquel Dodge se manifestou de forma contrária por considerar desnecessária a ação — apontou Davi.

Além da suspensão da liminar, o Senado, na petição assinada por advogados da Casa, requer o “sobrestamento da análise de todos os objetos e documentos acautelados e sua imediata devolução na íntegra ao Senado Federal, para se viabilizar a continuidade regular das atividades parlamentares e se restabelecer a harmonia e separação dos Poderes e da imagem do Congresso Nacional”. Na verdade eles querem ser intocáveis, mesmo quando suspeitos de corrupção. E nós?

Nada muda

(BRASÍLIA) - O senador Lasier Martins (Podemos-RS) anunciou para quarta feira (24), em Plenário, que parlamentares integrantes do grupo Muda Brasil iriam às ruas para participar de manifestação que reivindica um Brasil mais limpo, mais transparente e mais honesto. De acordo com Lasier, os senadores do grupo, criado há pouco mais de três meses, estariam na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

O parlamentar lembrou que, das 54 cadeiras do Senado postas em disputa nas eleições de outubro passado, 46 foram renovadas, o que equivale a 85% do total. Para ele, muitos senadores querem se unir à população em nome das mudanças que consideram necessárias.

A manifestação aconteceu mas foi considerada muito fraca e aquém das expectativas anunciadas pelo senador. Houve quem comentasse – “ Se nem todos os senadores vieram imaginem o povo”. Fui ver de perto a manifestação para conferir.

O poder revela

A mais pura verdade para revelar o caráter de um homem é dar-lhe o poder. Foi exatamente o que vem acontecendo com o presidente do Senado David Alcolumbre, eleito com apoio de vários partidos, inclusive do Palácio do Planalto, com o objetivo de derrotar o senador Renan Calheiros. A família Bolsonaro, os ministros e o presidente discretamente trabalharam não por Alcolumbre, mas no sentido de evitar a todo custo a eleição de Calheiros, que ao se sentir derrotado renunciou à candidatura.

Fraco de caráter e sem o poder de grande articulador político aos poucos o presidente do Senado vai fraquejando e sendo conduzido aos braços da oposição e pasmem: se aproximando do próprio Renan Calheiros. Há um evidente descontentamento dos que o elegeram. E vão cobrar.

A coluna foi produzida em Brasília.

Postado por Pedro Oliveira

Ao rei o que é do rei

20.09.2019 às 17:56

Para refletir:

A política brasileira é lamentável. Não se encontra um político honesto e aqueles que assim são, raramente chegam ao poder e se conseguirem duas saídas lhes restam: sucumbir à corrupção ou serem destruídos pelos desonestos.


Ao rei o que é do rei

Pelé foi incontestavelmente o maior jogador de futebol do Mundo. É brasileiro, com muito orgulho. Seu nome dignificaria qualquer estádio esportivo. Acontece que as pessoas passam a dar palpites vazios sobre sua vida pessoal sem ao menos conhecer, mas apenas pelo que leu ou ouviu na imprensa. Roubou? Matou? Esteve envolvido em algum escândalo? Problemas com drogas? Corrupção? Diferente das “estrelas tatuadas” do esporte de hoje, nunca viveu de exibicionismo, nem ostentou sua riqueza e poder. Poucos conhecem onde mora, como mora e como vive. Nunca participou do espetáculo milionário do futebol exibido pelos grandes astros locais e internacionais. Vive hoje uma situação de saúde que praticamente o mantém em uma cadeira de rodas. Recatado e reservado, como sempre o foi, se mantém íntegro. Não se expõe. Não pediu para ter seu nome dado ao estádio de Alagoas. Só as mentes doentias, ignorantes e desprezíveis de deputados alagoanos, para propor e aprovar tamanha aberração, além de tudo inconstitucional – a retirada de seu nome da nossa arena desportiva - Acho até que a senhora Marta já deveria ter se pronunciado recusando um título que lhe é oferecido, sendo este ilegal, imoral e outorgado por aqueles que há muito não têm legitimidade para representar o povo alagoano. Pelé é incomparavelmente o rei mundial do futebol. Para honra nossa é brasileiro e motivo de orgulho para todos nós. Ou Alagoas não é Brasil? Chega de hipocrisia – ao rei o que é do rei.


Servidores sem aumento

O governador Renan Filho já encaminhou para a Assembleia Legislativa o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2020, tendo sua publicação acontecido no Diário Oficial da última terça feira. Chamou a atenção das classes dos servidores públicos o fato de que nenhum reajuste de salário está previsto para qualquer categoria.

Sabe-se que o governador nunca viu com bons olhos o servidor público e sempre que tem oportunidade demonstra isto com perseguição e descaso para com aqueles que carregam nas costas as atividades públicas estaduais.

O secretário da Fazenda do governador, importado do Rio de Janeiro onde passou pelo governo estadual e deixou um rastro e denúncias de gestão irresponsável, desdenha dos alagoanos e impõe ao governador sua maneira de governar caolha e equivocada.

Diversas categorias representativas dos servidores estaduais estão se mobilizando, após conhecimento da não previsão de aumento, algumas já convocando assembleias para protestar. Provavelmente o governador não terá um final  e começo de ano de muito sossego. Quem planta colhe. 


É dando que se recebe

(BRASÍLIA) - O esforço para viabilizar a aprovação de Eduardo Bolsonaro à embaixada do Brasil nos EUA fez de Davi Alcolumbre (DEM-AP) o principal articulador do governo no Senado. Segundo dirigentes de partidos, o Planalto deu “todos os instrumentos” para que o presidente da Casa possa negociar com as bancadas. Ao contrário do que houve na Câmara, a liberação de cargos não está condicionada à reforma da Previdência.

A proximidade do presidente do Senado com os planos da família Bolsonaro passou a incomodar governadores de centro e centro-direita que apoiaram sua eleição para o comando da Casa. Alguns têm chamado Alcolumbre de “vice-presidente de fato”, numa ironia ao tamanho dos poderes que Jair Bolsonaro delegou ao democrata. Segundo dirigentes de partidos ouvidos pelo Painel, o presidente do Senado tem feito conversas individuais com senadores do centrão.


Podemos fortalecido ameaça MDB

(BRASÍLIA) - Pela primeira vez desde a redemocratização, o MDB pode perder o título de maior bancada do Senado. O Podemos, que teve Álvaro Dias concorrendo à presidência da República acaba de chegar à marca de dez senadores, segue arregimentando novos parlamentares. Segundo o próprio senador mais quatro senadores já demonstraram a intenção de ir para o partido e podem acertar a filiação nos próximos dias. O número é suficiente para a sigla ultrapassar o MDB e sair na frente da briga pelo comando no Senado em 2021. Os emedebistas ocupam 13 cadeiras na Casa.

Sob a liderança de Álvaro Dias, que passou a defender o discurso de renovação política nos últimos anos, o Podemos começou o ano com oito senadores. Mas, no mês passado, tirou Marcos do Val (ES) do Cidadania. E, nesta semana, conseguiu filiar o senador Reguffe (DF, que estava sem partido desde a saída do PDT, em 2016. Fala-se que os possíveis quatro senadores que ingressarão no partido todos são da base aliada de Bolsonaro.


Sangue novo e competente

O jovem administrador Moacir Teófilo, secretário-executivo do gabinete da Prefeitura de Arapiraca, tem se revelado um competente articulador na política e na atividade pública. Herdou do pai o gosto pela política e a competência na gestão das atividades públicas. Do avô, o patriarca Moacir, o censo de organização e a maneira de aglutinar e somar forças quando se trata da defesa de sua terra. Tem sido um importante reforço na administração municipal e está à frente de grandes projetos para o desenvolvimento do município e região. Diligente nas ações de gestão tem mirado principalmente as áreas de saúde, educação e desenvolvimento econômico de Arapiraca.


Uma nova Maceió

Tenho dito aqui e vou repetir: o prefeito de Maceió, Rui Palmeira, sairá da prefeitura de Maceió com uma excelente avaliação da população, principalmente aquela desassistida por anos e que já começa a sentir a chegada de realizações de grande porte focadas na mobilidade urbana, desenvolvimento com responsabilidade e serviços públicos de qualidade.

A partir de agora passa a investir pesado em obras há muito reclamadas pelos bairros periféricos da capital.

Esta semana assinou ordem de serviço para início das obras do prolongamento da Avenida Doutor Fernando Couto Malta, que receberá o nome de Avenida Humberto Gomes de Barros, e da duplicação de um trecho da Avenida Cachoeira do Meirim II, que dá acesso ao Conjunto Graciliano Ramos.

A obra faz parte do Programa de Urbanização Nova Maceió e será executada com recursos financiados pelo Banco do Brasil. A previsão é de que em seis meses as vias estejam concluídas e entregues para a população.


Mentiras sobre as ONGs

No governo Bolsonaro, as ONGs, especialmente as ambientais, já foram acusadas pelo presidente de estar por trás dos incêndios recentes na Amazônia. Foi publicado recentemente, que há muitas ONGs na Amazônia e nenhuma no Nordeste. Pura conversa fiada.

Das 820.455 ONGs no país, de todas as áreas de atuação, apenas 8% delas estão na região Norte e 12,9% na chamada Amazônia Legal (que compreende, além dos estados do Norte, o Maranhão e Mato Grosso). No Nordeste, são 205.182 organizações.

A maioria das organizações não tem a conservação ambiental como objetivo principal. Na Amazônia e no restante do país, quase a metade delas declara como foco o desenvolvimento e a defesa de direitos. 

Outro dado importante: apenas 3% das ONGs no país acessam recursos do governo federal. (Dados colhidos junto ao IPEA).

Postado por Pedro Oliveira

Governo real x Governo Virtual

14.09.2019 às 14:26

Para refletir

Em Alagoas o dinheiro público destinado aos pobres dificilmente chega ao seu destinatário. Para onde vai?


Governo real x Governo Virtual

A situação do sofrido estado de Alagoas tende a se agravar daqui pra frente segundo especialistas que veem dias nebulosos para o governador Renan Filho, que desde o início do seu segundo mandato perdeu as rédeas do controle político e arca com o peso da má gestão dos serviços públicos com uma equipe medíocre em sua maioria, fruto de acordos nada republicanos e de sua evidente falta de habilidade para o diálogo. Sua bancada de apoio na Assembleia Legislativa é frágil e se comporta ao sabor de negociações a cada necessidade de quórum para provação. O governo tem se acovardado desde a traumática derrota na formação da Mesa Diretora, quando teve que literalmente “baixar as calças” retirando a candidatura do tio Olavo Calheiros, diante de uma fragorosa derrota.

Na realidade se observa que existem dois governos em Alagoas. O governo virtual que é mantido por milhões gastos em publicidade e espaços nas mídias sociais, cujas despesas estão sendo contestadas e denunciadas nos órgãos de controle externo, eivadas de irregularidades, desvios de finalidade e afronta às legislações que tratam da contratação pública. Inexistência de licitações, fraudes em procedimentos são alguns dos casos de suspeição levantados com robustas provas.

Já o governo real, que as mídias milionárias tentam esconder, exibe um quadro de irresponsabilidade administrativa digno do afastamento de qualquer governante. A saúde em absoluto caos, com pessoas morrendo nos corredores do Hospital Geral do Estado, onde faltam medicamentos básicos, insumos, profissionais e o mínimo de respeito ao direito do miserável viver. Enquanto isso o outro governo (o virtual) anuncia a construção de novos hospitais para a população. O Fundo de Amparo à Pobreza  ( FECOEP) é alvo de denúncia de desvios de milhões, com provas contundentes.

Na educação enfrentamos vergonhosos e comprometedores índices negativos, com ensino de péssima qualidade, professores sem compromisso com suas atividades em função dos aviltantes salários e descaso do governo com as reivindicações para o magistério.

A Controladoria-Geral da União (CGU) realizou esta semana em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, a “Operação Casmurros” cujo objetivo é investigar uma organização criminosa suspeita de desvios de recursos em contratos de transporte escolar com a Secretaria de Educação.

A organização estaria atuando por meio de dispensas emergenciais em licitações e pagamentos por indenização para direcionar a contratação e favorecer supostas entidades sem fins lucrativos (OSCIPs) e cooperativas, que se beneficiariam de superfaturamento mediante pagamento de quilômetro rodado acima dos valores contratados.

Também foram detectadas evidências de direcionamento de dispensas emergenciais por meio de cotações de preços elaboradas em conluio, retardamento de processo licitatório, ausência de publicação de cotações de preços, celebração de apostilamento quando estava clara a necessidade de termo aditivo e serviços prestados de forma precária, colocando em risco os estudantes transportados.

 A soma dos valores pagos em decorrência das contratações emergenciais  alcança um montante de cerca de R$ 110 milhões, dos quais já foram identificados R$ 8,5 milhões de superfaturamento. O prejuízo total estimado aos cofres públicos pode ultrapassar R$ 21 milhões. A educação alagoana é comandada pelo vice-governador Luciano Barbosa, também investigado pela polícia federal.

Governo sucateado e sob suspeita

Delegados e agentes policiais ameaçam entrar em greve, não apenas por salários baixos, mas principalmente pela vergonhosa condição de trabalho na maioria das delegacias na capital e interior. Condições insalubres, prédios sucateados, falta de equipamentos. Segundo um líder da classe é grande o número de policiais adoecendo em consequência do ambiente deprimente encontrado na segurança pública. Foi esse quadro de irresponsabilidade que o repórter Arnaldo Ferreira abordou diretamente em uma entrevista com o governador, recebendo como resposta uma agressão desrespeitosa e violenta.

Há robustas denúncias em setores como Saúde, Assistência Social, Secretaria de Comunicação e Previdência, apenas aguardando ações efetivas do Ministério Público que tem sido muito complacente em suas relações com o governo do estado.

Estive por estes dias em Brasília e ouvia de alguns integrantes da bancada federal  no Congresso a preocupação com o futuro alagoano, agora sem as benesses do governo federal e com péssimas perspectivas para o futuro. Para eles obras como o Canal do Sertão, rodovias e outras importantes dificilmente terão aportes da União e deverão ser paralisadas. “Não é por perseguição ou revanche do governo, mas pela desconfiança diante de tantas denúncias de desvios de verbas federais”. A própria CGU e outros órgãos de controle tem recomendado cautela na liberação de verbas para o governo estadual. Alagoas está na lista negra do presidente Jair Bolsonaro e não é sem razão. 

Sem CPMF ou semelhantes

(BRASÍLIA) - O líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), foi incisivo ao afirmar que qualquer tentativa do Governo de aprovar uma nova CPMF, será derrotada pelo parlamento. A afirmação se deu na esteira da exoneração do secretário da Receita, Marcos Cintra.

Para o deputado, qualquer tentativa da parte do governo de recriar o tributo, deve ser considerado um estelionato eleitoral - quando um candidato mente durante a campanha para atrair votos.

"Ela é ruim porque ela acaba tendo um efeito acumulativo. Porque a cada transação ou operação, daquelas que são tributadas, se cobra novamente o tributo", explica Molon.

O deputado defende um sistema tributário que cobre mais de quem ganha mais, e menos de quem ganha menos. "Um sistema tributário deve ser apenas progressivo, ou seja, é fazer com que pague mais tributos quem ganha mais e menos tributos quem ganha menos".

Caso o governo tente aprovar uma proposta para o retorno da CPMF, deve encontrar muita resistência dentro do Congresso Nacional. "Eu não acredito que isso passe no Congresso. Isso teria uma forte oposição da nossa parte, e até de outros partidos que eu acredito que se aliariam à oposição para derrubar esta proposta", afirma o parlamentar.

Ajustes na Previdência

(BRASÍLIA) - O relator da reforma da Previdência o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) garantiu que vai fazer os ajustes que forem necessários ao seu parecer para garantir que o texto-base da reforma da Previdência não precise voltar para a Câmara depois de ser aprovado no Senado. Essas possíveis mudanças devem ser conhecidas na próxima quinta-feira (19), quando está prevista a leitura do parecer de Tasso no plenário do Senado, mas giram em torno de duas emendas principais: a que permitiria que estados e municípios criassem alíquotas extraordinárias na contribuição de servidores e a que daria a chance de trabalhadores informais contribuírem com a Previdência

"A grande maioria acha que não precisa mudar nada porque é emenda de redação. Mas, se for necessário, a gente muda para o texto não voltar para a Câmara", afirmou Tasso nesta semana. O senador contou ainda que, como apenas duas emendas estão sendo questionadas e elas não tratam de pontos demasiadamente polêmicos como o BPC e a pensão por morte, não será tão difícil fazer ajustes se realmente for preciso. "Voltar para a Câmara não volta”. 

Postado por Pedro Oliveira

Turismo oficial na China

06.09.2019 às 11:28


Para refletir:

A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios. (Barão de Montesquieu).

Turismo oficial na China

Deputados querem saber como o governador e assessores torraram mais de meio milhão em mordomias

Quando o governador com uma numerosa “trupe” partiu para a China para um divertido e caro “périplo”, pago com o dinheiro dos alagoanos, aqui eu adverti da inutilidade da viagem e fiz uma provocação: que ao retornar se convocasse uma coletiva na qual cada um dos felizardos “turistas oficiais” narraria sua participação na “comandita” (como gostava de se referir às comitivas do governador o saudoso deputado e poeta Pedro Ferreira) e os benefícios trazidos para esse desgraçado estado, da “terra do sol nascente”.

O roteiro turístico do governador, secretários e assessores à China custou ao combalido cofre público a bagatela de R$ 612,5 mil pagos a uma  empresa de Desenvolvimento Comercial Ltda. , em um contrato suspeito, sem licitação (um negócio da China), segundo o combativo deputado Davi Maia (DEM).

"Toda Alagoas anseia conhecer o resultado da Missão China, porque até o momento o que a imprensa destaca é que as empresas que anunciaram investimentos já tinham perspectivas e projetos de fazer isso, antes mesmo dessa viagem". Salientou Maia.

Convocação “abortada”

Havia uma tendência na Assembleia Legislativa para uma convocação aos participantes da “Missão China” onde cada um (conforme eu havia sugerido) se explicaria diante dos deputados sobre o seu papel e como gastou o dinheiro do alagoano. Porém uma manobra do Palácio evitou um constrangimento maior e optou-se por um “convite” para apenas o chefe da delegação, secretário Rafael Brito (ressalte-se um competente profissional que pode se contaminar em um governo lotado de suspeitas nada republicanas).

No convite  outro assunto a ser abordado: para onde foi o dinheiro  ( muitos milhões ) do Fundo de Combate á Pobreza desviados para outras ações?

As pautas prometem uma sessão bastante animada na Assembleia Legislativa.

É só aguardar e ficar de olho.

Quebra de braço

(BRASÍLIA) - Em pauta esta semana na Comissão de Constituição e Justiça e

 Cidadania da Câmara dos Deputados o projeto que torna crime de responsabilidade a usurpação da competência do Poder Legislativo pelos ministros do Supremo Tribunal Federal teve sua votação adiada.

Segundo o projeto, quando os ministros do Supremo decidirem sobre aspectos que o Senado julgar que sejam de competência do Legislativo, eles poderão sofrer impeachment. Já existem outras hipóteses para o impeachment de ministros do Supremo.

No entendimento da deputada Chris Tonietto (PSL-RJ), relatora do projeto, a medida é uma reivindicação de parte da sociedade que não teria ficado satisfeita com decisões como a que permite pesquisas com células-tronco.

Chris Tonietto apresentou abaixo-assinado com 300 mil assinaturas de apoio à proposta. “O povo brasileiro não é palhaço. Muitas vezes, tratam como se fosse, mas não tem nenhum idiota lá fora. O povo brasileiro quer ser respeitado. E respeito passa também por esta Casa. Então, a criminalização da homofobia e outras pautas que são caras ao povo estão sendo legitimadas pelo Supremo à revelia da vontade popular”, afirmou a parlamentar.

CPI da Lava Jato

O senador petista Humberto Costa acusou na última quarta feira, em Plenário, o procurador da República, Deltan Dallagnol, e o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, ex-juiz federal da Operação Lava Jato, de usarem o cargo para interferir no processo eleitoral de 2018.

Para o parlamentar, não há dúvida de que a Lava Jato é uma atividade político-partidária de membros da polícia, do Ministério Público e do Judiciário. Por isso, o senador defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a parcialidade das decisões proferidas pelos agentes públicos.

— É assombroso que, até esta data, não haja um órgão de controle sequer deste país que tenha dado início a um processo de investigação da conduta desses maus agentes, que enlamearam a atividade policial, o Ministério Público e a magistratura. Todos estão impunes. Deltan segue chefe da Lava Jato, e Sergio Moro, pasmem, comanda a Polícia Federal, que deveria investigá-lo. Em nenhum país civilizado, uma trama tão vergonhosa como essa poderia ter espaço e, menos ainda, ser ignorada — disse.

Collor: a Amazônia é nossa

O senador Fernando Collor afirmou nesta quarta-feira na tribuna do Senado ,  que as queimadas da Floresta Amazônica tem afetado a imagem do país e pondo em risco a posição de prestígio que Brasil ocupa no debate internacional sobre meio ambiente.

No entanto, para ele essa questão não corresponde à realidade. “O Estado tem plena consciência da responsabilidade com relação à preservação da Amazônia. Não cabemos, portanto, nas acusações imerecidas de que fomos alvo nos últimos dias. E não admitimos, nem minimamente, declarações descabidas sobre a hipótese irreal e impossível de internacionalização da Amazônia” — disse.

Os fantasmas do governador

O governador Renan Filho deve estar dormindo assustado com os fantasmas da improbidade a tirar-lhe o sossego e até ameaçar sua manutenção no cargo para o qual foi eleito há menos de um ano com uma expressiva votação, embora numa disputa sem adversários. Setores vitais do governo estão sendo vasculhados com indícios de corrupção e alvo de denúncias formais de segmentos importantes e acreditados da sociedade. Há suspeitas fundamentadas de desvios de finalidade no Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecoep). Os indícios são antigos, desde o seu primeiro mandato, mas agora toma uma proporção maior quando documentos são apresentados apontando que o dinheiro que deveria servir para matar a fome, curar doenças e proteger milhares de miseráveis podem ter sido desviados pelos ralos criminosos da corrupção.

As suspeitas que prometem revirar as entranhas do palácio do governo  atingem a alarmante soma de um bilhão de reais durante o período de pouco mais de quatro anos.

Sabe-se que paralelo às denúncias de setores da sociedade alagoana, existem também uma apuração em andamento por parte de órgãos de controle externo, no cumprimento de preservar o interesse público e combater sistematicamente os atos de improbidade sob suspeição no governo estadual.

Por estes dias me revelava uma confiável fonte de um desses órgãos: “ As denúncias são graves e os indícios saltam aos olhos. É preciso muita cautela, mas também muita determinação na abertura das contas para que se examine e seja buscada a verdade em cada convênio, contrato e outros instrumentos de despesas do governo com as ações que deveriam acontecer para erradicar os bolsões de miséria de Alagoas”. 

Postado por Pedro Oliveira

Fantasmas rondam Brasília

30.08.2019 às 19:47
Davi Alcolumbre - Agência Senado


Para refletir:

Nada mais cretino do que a paixão política. É a única paixão sem grandeza, a única que é capaz de imbecilizar o homem. (Nelson Rodrigues)


Fantasmas rondam Brasília

(BRASÍLIA) - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (cujo nome está mais para dançarino de tango) mudou muito rapidamente após sua eleição, impondo a mais fragorosa derrota ao senador alagoano Renan Calheiros. Oportunamente pediu e teve o apoio do Palácio do Planalto, da família Bolsonaro, setores militares, partidos de esquerda e toda a torcida nacional adversária do seu intolerável opositor.

Não demorou e começou já em seus primeiros atos a demonstrar incapacidade para o cargo. Não me surpreendi até porque dias antes de sua eleição eu conversava com dois caciques da política nacional que concordavam: “é despreparado, inculto, aventureiro e não merece confiança. Porém qualquer coisa é melhor para o Senado e para o país que Renan Calheiros”.

A mudança de postura no círculo mais próximo incomodou alguns antes vistos como conselheiros de confiança de Davi.

“Já cumpri este papel [de conselheiro], o ajudei nesta eleição. Agora tenho sido menos procurado e, consequentemente, menos ouvido. Não sou afeito a ficar paparicando o poder”, disse o líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues, colega de bancada do mesmo estado.

Os que apoiaram Alcolumbre  reclamam de sua excessiva aproximação com o Palácio do Planalto e também com o MDB.

Já se fala até em encontros secretos com Renan  Calheiros com o objetivo de traze-lo para dentro do governo, o que não é tarefa difícil, pois o cidadão em pauta tem seu preço já anunciado,

Um numeroso grupo de senadores se mostra impaciente com o presidente do Congresso objetivando destravar uma pauta com temas ligados ao Judiciário: pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e CPI da Lava Toga, que teve um requerimento de criação rejeitado, outro engavetado e um terceiro está em fase de coleta de assinaturas.

 “Queremos sentar com ele, mas ele está adiando. Não dá mais para esperar. Isso está incomodando. Esperamos que haja esta sensibilidade porque já tivemos paciência no primeiro semestre”, afirmou o senador Eduardo Girão (Podemos-CE).

Girão foi um dos principais articuladores dos senadores que se reuniram, no início do ano, para escolher um candidato capaz de enfrentar Renan, então desgastado entre o eleitorado por ser associado à “velha política”.

O maior problema, no entanto é o “fantasma” Renan Calheiros que vem assustando os corredores da presidência do Senado e da residência oficial que abriga Alcolumbre, nas madrugadas de Brasília.

Office boy de juiz

Chamou-me a atenção matéria publicada no site do Poder Judiciário sobre 50 vagas para um concurso de “juiz leigo” onde se lê:

O Tribunal de Justiça de Alagoas está ofertando 50 vagas. Os aprovados auxiliarão as unidades judiciárias que apresentam taxa de congestionamento elevada.

Os profissionais selecionados atuarão por um ano, admitindo-se a recondução por igual período. A remuneração mensal será de R$ 2.500,00.

Os candidatos devem possuir inscrição definitiva na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com dois anos de experiência profissional na advocacia ou em cargo público privativo de bacharel em direito.

O juiz leigo não poderá exercer a advocacia no âmbito do Poder Judiciário de Alagoas, assim como manter vínculo com escritório de advocacia que atue perante as unidades judiciárias do estado.

Cada juiz leigo deverá realizar, no mínimo, 80 atos por mês, dos quais ao menos 50 deverão ser projetos de sentenças e os demais distribuídos entre audiências de instrução e outros, a critério do juiz de Direito.

Para mim é uma falta de vergonha explícita essa história que se resume assim: os “juízes leigos” serão contratados entre advogados, praticamente com dedicação exclusiva, com um salário miserável, para fazer o trabalho que os juízes togados não fazem por incompetência ou preguiça, mesmo recebendo salários e vantagens impublicáveis.

O mito e o nanico

Pressionados pelo achatamento de seus soldos e confrontados com as benesses do governo do estado para com diversas categorias privilegiadas de servidores públicos as tropas da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros estão em processo de “ebulição”. Onde se juntam mais de três fardados a conversa gira em torno do desprestigio imposto a uma categoria que dá a vida pela segurança dos alagoanos.

Frase que ouvi de uma liderança representativa dos militares e vou repeti-la, cabendo ao destinatário vestir a carapuça: “Já conseguimos derrubar um mito, quanto mais um nanico”.

Antonio Moura

Na equipe do prefeito Rui Palmeira, o gestor Antonio Moura sobressai como um dos melhores. Muito jovem, ingressou no serviço público onde tem desempenhado várias funções de gerenciamento eficaz. O próprio prefeito é só elogios para o seu colaborador exemplar. Acho que o quis testar quando lhe entregou a SMTT, um órgão com uma pauta de conflitos permanente. Se não fiscaliza e põe guardas nas ruas é ineficiente, se promove ação de fiscalização “está fabricando multas”. Entre seus públicos preferidos estão os folgados que adoram subverter a ordem e chiam quando vê doer nos bolsos e agora pra completar os que fazem transportes clandestinos e desejam ser tratados como habilitados às funções de transporte, mesmo na ilegalidade e ainda contam com o equivocado apoio de órgãos de controle que deveriam estar ao lado  o legal e o moral, mas preferem jogar para a plateia. 

Ações mesquinhas

O governador Renan Filho se apequena mais ainda quando adota postura contrária ao desenvolvimento da maior cidade do interior alagoano, causando enormes prejuízos a toda região que engloba o entorno de Arapiraca. Atitudes mesquinhas e eleitoreiras pelo simples fato de ter perdido a liderança política do importante município, mesmo sendo a terra adotada pelo seu vice-governador.

Ignorando a importância da cidade de Arapiraca penaliza não o seu adversário, prefeito Rogério Teófilo, mas toda a população, principalmente a mais carente com a retenção de recursos para a área de saúde e outras vitais para o desenvolvimento. Esta semana em entrevista a imprensa Teófilo desabafou “A responsabilidade do vice-governador, Luciano Barbosa, e do governador Renan Filho é que tragam mais saúde para Arapiraca. Municípios do Agreste, Sertão, Baixo São Francisco convergem para cá. No serviço de Oncologia, os hospitais de Arapiraca estão há dois meses sem receber dinheiro, valor que já chega a R$ 700 mil.

Usurpando a cultura

O prefeito de Palmeira dos Índios, Júlio Cezar, passa mais um ano sem realizar a Festa Literária que obteve sucesso em sua primeira e única edição em 2017. Por não ter convivência com o assunto menospreza a cultura e se limita a promoção de festinhas e shows milionários para enganar o povo. A cidade perdeu a referência cultural que passa a ser ocupada por Arapiraca. Vai construir três portais de louvável arquitetura e muito bonitos nas entradas da cidade. Parabéns! Apenas aconselharia retirar a frase “Capital Alagoana da Cultura” dos projetos. É mentirosa.

Postado por Pedro Oliveira

As tramas dos derrotados

14.06.2019 às 11:17

Para refletir:

A política pode ser o ato nobre de prezar pelos interesses da população, ou a infame arte de enganar a população para atender os interesses próprios.


As tramas dos derrotados

(BRASÍLIA) - Os derrotados na eleição presidencial seguem em frente com dois objetivos e deles não abrem mão: “Lula livre” e “Fora Moro”. Não perdoam os lideres da Operação Lava Jato, que levou para a cadeia políticos corruptos que jamais acreditaram que seriam apanhados e recolhidos à prisão como ladrões de bilhões de dinheiro público.

Uma coisa que ninguém pode negar: foi a Laja Jato responsável em grande parte  pela eleição do presidente Jair Bolsonaro. O papel do juiz Sérgio Moro e outros membros da Magistratura, a atuação dos procuradores da operação e a cara cínica dos principais chefões do crime na cadeia, contribuíram e muito pra a reflexão do eleitor.

O crime de invasão das conversas entre Moro e Dallagnol premeditado, oportunista e próprio dos derrotados, que não se conformam em perder a fonte bilionária de dinheiro sujo e lavado na lama da corrupção.

Para a Justiça brasileira e para a sociedade não esquerdista saltam aos olhos as provas contundentes de que Lula foi o chefe de uma grande quadrilha que assaltou por anos os cofres do país, praticando um rosário de crimes dignos de fazer inveja à “cosa nostra” e ao próprio Al Capone.

Havia um propósito em andamento que segue pelo menos até agora em seu curso normal, que seria limpar o Brasil da corrupção sistêmica criada pelo Partido dos Trabalhadores tendo seus principais dirigentes nacionais no topo da pirâmide da corrupção.

A ação sempre foi conjunta conduzida por juízes federais chefiados por Sérgio Moro e procuradores da República sob o comando de Delton Dallagnol. Os resultados foram surpreendentes e o país nunca tinha visto tantos empresários e políticos presos. O povo comemorou nas ruas a inusitada novidade: ricos e poderosos na cadeia por roubo, corrupção, formação de quadrilha e outros crimes.


Em defesa

As ultimas revelações de conversas obtidas por um criminoso através de mensagens trocadas entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador Dallagnol causaram uma tempestade no Congresso Nacional com direito a comemoração pela oposição que defende a volta da “corruptocracia”  e o protesto daqueles que permanecem leais aos princípios da moralidade no setor público.

Um dos primeiros a se pronunciar foi o general Villas Boas , ex-comandante e a maior liderança nas Forças Armadas, que ressaltou:

"Momento preocupante o que estamos vivendo, porque dá margem a que a insensatez e o oportunismo tentem esvaziar a operação Lava Jato, que é a esperança para que a dinâmica das relações institucionais em nosso País venham a transcorrer no ambiente marcado pela ética e pelo respeito ao interesse público. Expresso o respeito e a confiança no ministro Sergio Moro",


Os especialistas

Especialistas de todas as vertentes sustentam suas convicções contra ou a favor, a maioria em busca de “um minuto de fama”. Alguns acham, que “Moro virou um sub Moro”, outros que ele deveria pedir para sair do governo e até os que pedem sua demissão,

Marcelo Nobre, advogado e ex-membro do Conselho Nacional de Justiça, disse que as informações são graves porque indicam imparcialidade na condução do processo judicial. “É preciso que os dois tenham direito a defesa e se expliquem à sociedade brasileira”, afirmou. De acordo com o especialista, a postura de Moro e Dallagnol coloca em xeque o maior processo de corrupção. “É inadmissível que um juiz imparcial tenha combinado com a acusação o que seria feito. Se tivesse vazado informações trocadas entre o juiz e a defesa, qual seria a reação?”, questionou.

O procurador da República Deltan Dallagnol, por sua vez, publicou um vídeo em seu Twitter no qual ele presta "esclarecimentos à sociedade sobre os recentes ataques à força-tarefa”. O procurador afirma que as provas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são "robustas". "Tanto eram robustas que nove julgadores em três instâncias diferentes concordaram com a robustez das provas e condenaram o ex-presidente Lula."

"É muito natural, é muito normal que procuradores e advogados conversem com o juiz mesmo sem a presença da outra parte. O que se deve verificar é se nessas conversas existiu conluio ou quebra de imparcialidade", declarou.

"A imparcialidade na Lava Jato é confirmada por muitos fatos. Centenas de pedidos feitos pelo Ministério Público foram negados pela Justiça, 54 pessoas acusadas pelo Ministério Público foram absolvidas pelo ex-juiz federal Sergio Moro. Nós recorremos centenas de vezes contra decisões judiciais, o que mostra não só que o juiz não acolheu o que Ministério Público queria, mas mostra que o Ministério Público não se submeteu ao entendimento da Justiça."


Festa pra todo mundo

O prefeito Rui Palmeira apresentou para a imprensa em um café da manhã (que não me convidou) a programação do São João que vai contemplar a maioria dos grandes bairros de Maceió com atrações locais e nomes consagrados nacionalmente. Um detalhe que me chamou a atenção: o cuidado sempre presente com a transparência nos gastos da prefeitura. Fez questão de detalhar todas as despesas: “O investimento para os dez dias ficará em torno de 1 milhão e meio, com 900 mil de estrutura; 300 mil para os músicos;300 mil para  arraiais nos bairros e 150 mil  para as bandas. Segundo Rui Palmeira, “Sempre acreditamos nos artistas alagoanos. Temos muita gente boa aqui em Alagoas que merece sempre o nosso apoio. Não é à toa que este ano serão quase 50 trios e 50 arraiais espalhados pela cidade com o apoio da prefeitura”, salientou. Um ponto alto da festa serão as atrações nacionais previstas. É festa pra todo mundo!


Pente fino

O Tribunal de Contas da União se prepara para passar “um pente fino” nos últimos três anos de contratação de bandas e atrações musicais nas prefeituras do interior. Existem forte indícios de superfaturamento, contratações ilegais e lavagem de dinheiro.

Que se preparem os prefeitos e seus agentes financeiros para ajustar as contas com o órgão que está bem municiado de informações.

Postado por Pedro Oliveira


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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