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Mortes anunciadas

09.04.2021 às 22:00

 

Para refletir

O Brasil é uma bomba relógio e caminha para se tornar o pior país do mundo em mortes por Covid.

Mortes anunciadas

Moradores de rua em Maceió estão se infectando e indo a óbito, pelo descaso de quem deveria cuidar, em se tratando de vidas humanas, castigadas pelas adversidades, jogados nas marquises e nos escombros de prédios abandonados. Pela narrativa que recebi a situação se apresenta como dramática e causa indignação, pois alguns desses moradores de rua, principalmente os mais idosos já vieram a óbito, sem qualquer atendimento hospitalar. Fiz contato com ouvidoria do Ministério Público que informou que já foi aberto processo investigativo para apurar a grave denúncia e buscar responsabilizar os culpados.

Sabemos que há um calendário nacional de vacinação controlado pelo Ministério da Saúde, que não faz previsão de atendimento de moradores de rua, mas apenas daqueles que estão em albergues ou casas de acolhimento, esquecendo aqueles ainda mais vulneráveis: os que se mantêm nas ruas, praças e viadutos. A culpa não deve recair no governo estadual ou prefeituras, mas bem que poderia haver uma mobilização conjunta para buscar uma solução urgente visando estancar as mortes que se anunciam, caso alguma medida não seja tomada. 

Militar não é vacina

O presidente falastrão, negacionista e irresponsável, que deixou de comprar vacinas em tempo hábil, causando a morte de milhares de brasileiros, vem agora com a hipocrisia que lhe é peculiar, anunciar que o “seu” exército irá contribuir com a campanha de vacinação, para imunização da pandemia em todo o país.

Pura lorota dessa figura desprezível que se arvora de conduzir o Brasil, levado ao poder pelo maior equivoco eleitoral de nossa história política.

Alegou o governo que os militares atuarão em duas frentes.1. Na logística do programa de vacinação, o que é uma piada. A distribuição de vacinas tem tido um desempenho excelente, graças exatamente à logística montada pelo Ministério da Saúde, na gestão do ministro Pazuello, usando sua própria estrutura de pessoal, com apoio impecável do Ministério Infraestrutura. Não precisa de militares no seu desempenho.

2. Uso de militares no processo de vacinação. Outra mentira deslavada do governo. Os poucos militares aptos a vacinar seriam aqueles do quadro de saúde das Forças Armadas, que é número reduzido. Os demais, aos milhares, naturalmente ficariam a “guardar” as vacinas geladas em caixas de isopor e entrega-las aos profissionais de saúde, que fazem a linha de frente da vacinação. Muito mais eficiente e que alguns estados já estão adotando seria a convocação voluntária de acadêmicos de medicina e odontologia em número até maior que os militares e tecnicamente preparados para executar a vacinação.

Esse governo destrambelhado deveria agir para buscar vacinas, na tentativa de recuperar o tempo perdido, por negligência do próprio presidente que deveria aprender: militar não é vacina.

O pai da matéria

Depois de um longo e demorado caminho na Câmara dos deputados e enviada ao Palácio do Planalto, finalmente foi sancionada, pelo presidente da República, a nova Lei de Licitações e Contratações Públicas. O novo texto representa um grande avanço trazendo mais transparência e segurança jurídica, além de mais agilidade nos procedimentos licitatórios. 

A ideia de um novo estatuto jurídico para as licitações e contratos na Administração Pública, tem como autor o senador Renan Calheiros, quando ainda presidente do Congresso Nacional.

A lei já está em vigor desde o dia primeiro de abril, valendo para a União, Estados e Municípios.

O olho do dono

Acreditando na máxima “o olho do dono é que engorda o gado”, o prefeito JHC tem feito malabarismo diante da quantidade de atividades que são tocadas pela prefeitura de Maceió. Não bastasse a rotina de vacinação, na qual está na linha de frente e acompanhando a cada etapa, seus detalhes e a correção das ações, ainda arranja tempo para despachar a pauta administrativa, percorrer obras em andamento e manter contatos políticos. Não é sem razão que alguns auxiliares já dão sinais de esgotamento.

Onde passa um boi...

No começo o critério de vacinação era apenas por idade e aqueles que possuíam alguma comorbidade grave. Como tudo o que acontece no Brasil, com o passar dos dias algumas categorias começaram a buscar “furar a fila” para obter o benefício, algumas merecidamente e outras nem tanto. Médicos e enfermeiros que estavam na linha de frente, em seguida todo o pessoal da área de saúde, mesmo os que ficaram em casa, aí a coisa foi se estendendo e hoje 16 categorias já reivindicam o direito.

Depois dos professores e integrantes da segurança pública, deputados já tinham aprovado o texto-base de uma proposta, incluindo no grupo trabalhadores como oficiais de justiça, coveiros, taxistas, garis, entre outros.

Entre os destaques selecionados para uma nova votação está uma proposta do PT, de autoria da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), para incluir trabalhadores e trabalhadoras domésticas.

O PCdoB também apresentou destaque para incluir funcionários da Caixa Econômica Federal na lista de grupos prioritários.

Coisas do Brasil: onde passa um boi, passa uma boiada.

Pílulas do Pedro

Prefeitura de Maceió iniciou esta semana o processo de limpeza do Riacho Salgadinho. A paisagem mais degradante do turismo da capital.

Bares e restaurantes dão um suspiro com a flexibilização das restrições. Abrem agora para almoço. Por enquanto só isso

Deputado Marx Beltrão, na presidência da Frente Parlamentar em Defesa do Turismo, tem sido defensor constante dos pleitos de Alagoas.

Postado por Pedro Oliveira

Nova ameaça ao meio ambiente

03.04.2021 às 14:00
Porto de Maceió - Reprodução

 

Para refletir

O bom político não age com o coração, mas com o fígado. Não espere dele reconhecimento ou gratidão.


Não bastasse todo o desastre sem precedentes, ocorrido pela Braskem em Maceió, destruindo vários bairros da capital, agora surge outra ameaça que pode ser danosa se não for controlada pelos órgãos de meio ambiente e até pela sociedade civil alagoana.

A Administração do Porto de Maceió, que funciona como uma sucursal do terminal de Natal/RN se prepara para a execução de um projeto tremendamente impróprio para a nossa população.

Maceió está prestes a herdar, desta vez pelo porto, uma nova preocupação. Sob a miopia gerencial local, uma empresa estrangeira vai estocar, em plena área metropolitana e por longos períodos, milhares de toneladas de ácido sulfúrico, bem ao lado do terminal que concentra todo o açúcar para exportação produzido no estado de Alagoas.

São 3.200 m3 de armazenagem. Haverá uma atracação por ano e o ácido será descarregado e armazenado num tanque dentro do terminal. À medida que interessar, o arrendatário vai retirando do Porto.

Os riscos são óbvios: vazamentos da substância no mar e no subsolo, pois teremos uma longa linha dutoviária dentro do Porto. E mais os eventuais vazamentos de gases, coisa natural em armazenagem de grandes quantidades de produtos químicos.

Esse tipo de armazenagem ocorre normalmente em áreas e polos distantes de grandes centros urbanos, como ocorre em Aratu e Suape.

O processo todo foi conduzido como se Maceió tivesse um polo petroquímico, mas não tem. A própria armazenagem de combustíveis já é questionável por sua localização. Quanto mais com um ou dois tanques de ácido sulfúrico ao lado.

A sociedade clama para que não seja cometido mais um crime por negligência das autoridades locais. Alerta urgente ao Ministério Público para ação imediata objetivando barrar mais uma loucura de agressão ao meio ambiente.

Há de se perguntar quantas e quais audiências públicas aconteceram? Como foi o processo decisório? Quais os órgãos de proteção ao meio ambiente se pronunciaram sobre o projeto e como foi a decisão desses órgãos? Pode estar tudo certo e na conformidade das legislações, mas é preciso que se dê satisfação ao povo de Maceió.

O dever é de todos

O estado de Alagoas continua como protagonista entre os que mais obtiveram resultados positivos no combate ao Coronavírus. Com as medidas sanitárias adotadas pelo governo estadual já começamos a sentir os efeitos da redução de casos de contaminação. Também merece destaque a vacinação que por aqui tem avançado proporcionalmente mais que em outras unidades da federação. O governador Renan Filho tem acompanhado em caráter permanente o combate à pandemia, com presença na linha de frente, em companhia do seu secretário de Saúde, Alexandre Ayres, que tem se revelado o melhor titular da pasta nos últimos anos.

O governo tem adotado medidas drásticas, mas necessárias, para que possamos continuar na vanguarda entre os demais estados, muitos em situação de colapso geral na saúde. O remédio é amargo em busca da solução para a pandemia. É hora da união, pois do contrário pagaremos um alto preço, com a perda de muitas vidas. O dever é de todos nós.

O crime dos fura-fila

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), Ministério Público de Contas (MPC/AL) e Controladoria Geral da União (CGU/AL) iniciaram um minucioso trabalho de investigação com o intuito de definir estratégias para apuração de possíveis irregularidades na aplicação das vacinas contra a Covid em Alagoas. Os membros dessas instituições querem saber se há pessoas recebendo a imunização fora da lista de prioridades. Há nomes de mortos e de detentores de cargos políticos entre os casos suspeitos.

Dentre essas irregularidades detectadas nos municípios alagoanos, estão supostas aplicações em pessoas que já estão falecidas, casos de indivíduos que teriam recebido 3 ou 4 doses e situações de “fura-filas” da imunização, sem os requisitos previstos.

Ainda de acordo com o levantamento da Controladoria, 21 mortos aparecem na lista de vacinados do Sistema Único de Saúde (SUS), distribuídos em 11 municípios alagoanos. Já outras 275 ocorrências são relativas a cidadãos que teriam recebido uma terceira dose da imunização. Por fim, mais de 100 pessoas expostas politicamente, entre vereadores, prefeitos e gestores públicos, também estão na suspeita da investigação.

Uma coisa é certa: a coisa vai ficar feia para quem burlou a vacinação por desonestidade vergonhosa. Cadeia nesses bandidos.

Militares se afastam de Bolsonaro

Tivemos um começo de semana de ebulição em Brasília, com foco no Palácio do Planalto, onde se aloja para governar o presidente da República, Jair Bolsonaro.  Com troca de vários ministros, rebeldias da bancada governista, imposições do Centrão, com alta temperatura no termômetro político nacional. Mas o grande peso da semana foi, sem dúvida, foi a exoneração da cúpula militar das Forças Armadas, por discordar do presidente da República, fato nunca acontecido na história brasileira.

Os comandantes reafirmaram que os militares não participarão de nenhuma aventura golpista, mas buscam uma saída de acomodação para a crise.

Edson Leal Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Bermudez (Aeronáutica) colocaram seus cargos à disposição e foram demitidos.

Eles protestaram contra a demissão sumária, na véspera, do general da reserva Fernando Azevedo da Defesa. O presidente o pressionava a alinhar as Forças com a defesa política do governo e o apoio a medidas contra o isolamento social na pandemia.

O motivo da demissão sumária do ministro foi o que aliados dele chamaram de ultrapassagem da linha vermelha: Bolsonaro vinha cobrando manifestações políticas favoráveis a interesses do governo e apoio à ideia de decretar estado de defesa para impedir lockdowns pelo país.

O presidente falou publicamente que "meu Exército" não permitiria tais ações. Enquanto isso, foi derrotado no Supremo Tribunal Federal em sua intenção de derrubar restrições em três unidades da Federação, numa ação que não foi coassinada pelo advogado-geral da União, José Levi —ajudando a levar à sua queda, também na segunda.

A grande verdade é que os militares começam a cansar de Bolsonaro que quer um Exército para chamar de seu em contraponto dos fardados que se posicionam pela Constituição, como órgão de estado.

Pílulas do Pedro

ABRASEL não se conforma que os restaurantes não possam abrir para o almoço. Com cuidados eu acho também que deveriam.

Fernando Collor segue em peregrinação interior afora. Conversa ao pé do ouvido, afagos e acertos políticos vão sendo construídos. Onde chega, agrada.

Luciano Barbosa segue em frente construindo uma administração voltada para a retomada do desenvolvimento de Arapiraca, que esteve estagnado.

Postado por Pedro Oliveira

A mentira tem pernas curtas

20.03.2021 às 10:00

 

Para Refletir:

“Se Bolsonaro não mudar, nem o Nobel da Medicina resolverá”. ( Covid 19)


Lamentavelmente a ex-futura ministra da Saúde, Ludhmila Hajjar, faltou com a verdade ao anunciar sua “recusa” ao convite de Bolsonaro para ocupar o cargo.

Antes de declarar publicamente que diferenças técnicas colocaram ponto final na possibilidade de se tornar ministra da Saúde, a cientista escreveu um texto ao presidente dizendo estar "pronta" para estar "alinhada 100%" com ele.

Na mensagem, da noite de domingo (14), a cardiologista se defendia de um áudio que circulava e minimizava temas caros ao bolsonarismo, como a resistência ao lockdown e a defesa do uso de cloroquina.

O recado sugeria que, apesar de pensamentos diferentes estava disposta a ser leal ao presidente. E que poderia ser demitida caso não cumprisse sua palavra

A amigos ela disse que a incumbência de assumir a pasta e de ajudar o Brasil a sair do colapso era muito grande e que seria possível fazer isso driblando enfrentamentos.

Ludhmila se encontrou com Bolsonaro na tarde do domingo, por volta das 14h. Na reunião, entre outros assuntos, eles falaram sobre um áudio que circulava com uma voz feminina chamando o presidente de psicopata. A voz foi atribuída à médica.

Orientada a falar a verdade sobre o episódio, ela negou no Palácio do Alvorada que fosse a autora da declaração. 

Depois que saiu da reunião, que tinha sido inconclusiva, já de noite, Bolsonaro avisou a colegas da médica que sua suposta "inteligência", seus assistentes, tinham analisado e concluído que o áudio seria, sim, de Ludhmila, o que abalava a confiança nela, dando a entender que a nomeação seria inviável. Não era ainda uma decisão tomada.

Além do áudio, a repercussão entre eleitores já era muito ruim a essa altura.

Bolsonaro admitia a aliados que a pressão da base estava muito grande e que estava tomando muita pancada.

Políticos e autoridades tentaram agir. Eles tentavam convencer o chefe do Executivo de que ela era o melhor nome para a função. Enquanto isso, parlamentares bolsonaristas silenciavam.

Ela contava com o apoio de vários políticos, como Fábio Faria (Comunicações) e Arthur Lira (PP-AL).

Ao responder sobre o que deu errado, ela citou "falta de linhas de convergência".

"Acho que o presidente ficou muito preocupado de a minha gestão não agradar alguns grupos ao mesmo tempo de eu sofrer muitos ataques de outros por, realmente, pensar um pouco diferente de algumas linhas", disse.

médica declarou  que foi alvo de ameaças e que teriam tentado invadir o local em que estava hospedada em Brasília. O hotel negou.

A doutora mentiu e Bolsonaro acertou. (Com informações da Folha de São Paulo).

Marx Beltrão

O deputado Marx Beltrão tem cumprido permanentemente extensa pauta em defesa de Alagoas, em Brasília. Considerado o parlamentar mais atuante da bancada do estado, tem tido propostas para preservar os direitos individuais e atuado com muita assiduidade no trabalho de plenário e comissões colaborando, decisivamente no desempenho de um mandato proativo. Na pauta política sabe “costurar” com eficiência um caminho que certamente o fará protagonista nas próximas eleições. Dono de uma enorme quantidade de redutos eleitorais, quer ampliar essa rede e certamente conseguirá. Ninguém se surpreenda com uma disputa majoritária no futuro.

Em Palmeira 

O prefeito Júlio Cezar vai acalmando a rebeldia da Câmara de vereadores e tocando pra frente o seu segundo mandato. O município segue liderando no assunto vacinação da população e por outro lado a cidade se faz um canteiro de obras para tornar melhor a vida dos palmeirenses.

Os investimentos se fazem notar na infraestrutura, saúde e educação de qualidade para as crianças e jovens palmeirenses.

Não gostaram

Insatisfeitos com a escolha do cardiologista Marcelo Queiroga para o Ministério da Saúde, parlamentares do centrão discutem dificultar pautas do governo na Câmara depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter ignorado as sugestões do bloco para o comando da pasta.

A indicação de Queiroga teve o explicito apoio de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), primogênito do presidente.

Deputados da base aliada, como do PP e do PL, defenderam a necessidade de o bloco partidário dar um recado público ao presidente.

Estão em discussão desde a aprovação de requerimentos de convocação de integrantes da equipe ministerial em comissões temáticas como o atraso na votação de medidas consideradas prioritárias pelo governo.

Tem gato na tuba

O Ministério Público de Alagoas detectou algumas inconsistências nas contas da Secretaria Municipal de Saúde de Maceió, efetuadas na gestão anterior e está requisitando ao órgão a “prestação de contas dos gastos relacionados à Covid 19, no ano de 2020, referentes à locação de equipamentos e despesas com recursos humanos em que foram utilizados  o auxílio financeiro  da União, repassados ao Fundo Municipal de Saúde”.

O autor da ação é o diligente promotor de Justiça, Marcus Rômulo, que deseja usar sua “lupa moralizadora”, em buscas de possíveis desvios.

Pelo menos três itens chamaram a tenção do Ministério Público em função do alto valor correspondente: Despesas com recursos humanos, locação de equipamentos e aquisição de medicamentos. Há também repasses que chamam a atenção para um único Hospital de Maceió, em relação aos demais.

O promotor de imediato e diante da gravidade fez comunicação ao Ministério Público de Contas e Ministério Público Federal.

Foram quase 50 milhões de reais recebidos diretamente nos cofres da Secretaria Municipal de Saúde, que necessitam ser investigados, com todo rigor.

Além de queda, coice

O vereador Leonardo Dias não contava com essa em seu início de mandato: está sendo investigado pelo Ministério Público que adotou providências para apurar possíveis infrações ou crimes cometidos durante manifestação, ocorrida no domingo (14), nas proximidades de uma unidade de vacinação contra a Covid-19, montada em estacionamento no bairro do Jaraguá, em Maceió.

Os promotores entenderam como agravante a concentração do ato ter sido em local de vacinação contra a Covid-19, gerando, conforme o detectado nas mídias sociais, bloqueio da passagem dos usuários na ocasião, pessoas idosas. O prefeito JHC apontou possíveis culpados e o vereador em questão vestiu a carapuça.

Já na Câmara Municipal o PDT apresentou denúncia formal contra Leonardo Dias, pedindo a cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar.

Um detalhe chama a atenção: o parlamentar mirim, que busca sempre um “flash” ganhou um bom espaço na mídia.

Pílulas do Pedro 

Governador Renan Filho, se consolidando no ranking nacional de atuação no combate a Covid 19.

Thiago Falcão, presidente da ABRASEL/AL é um líder respeitado e responsável. Tem ajudado muito nesses tempos de pandemia.

As medidas restritivas doem, incomodam, mas sem elas a dor de perdas será bem maior.

Postado por Pedro Oliveira

A queda de um “quase mito”

Eu escrevi que Moro nada mais era que um juiz no cumprimento de seu dever, Renan Calheiros disse que ele era um “transgressor”. Renan estava certo.

13.03.2021 às 10:20


Para refletir:

“O grande acontecimento do século foi a ascensão espantosa e fulminante do idiota”. (Nelson Rodrigues).


 Desde o início da Operação Lava Jato sempre fiz críticas ao “modus operandi” de procuradores e magistrados que estavam à frente da maior caça aos agentes da corrupção no país.

Muitas vezes fui alvo de críticas e insultos por não aceitar a condição de “mito” que foi outorgada ao juiz de Curitiba, por ignorantes fanáticos. Vi sempre nos protagonistas da Lava Jato muito menos operadores do Direito e muito mais péssimos atores de circo mambembe, em busca de “flash” e notoriedade.

O lado positivo da Lava Jato: Não se pode negar os aspectos positivos da Lava Jato, desmantelando o maior escândalo de corrupção da história da política brasileira. Nunca se imaginou ministros, governadores, senadores, deputados e os mais poderosos empresários presos e condenados. Bilhões dos cofres públicos recuperados, patrimônios bilionários sequestrados, mas em contrapartida pagamos um altíssimo preço, cuja conta vai demorar muito para fechar.

Percebe-se agora, depois de rompidos os segredos nas entranhas das conversas telefônicas entre os procuradores da operação e o juiz Sérgio Moro a podridão que sempre esteve presente em todos os movimentos, que não buscaram salvar o país da corrupção, mas a construção de um projeto de poder calcado na mentira, nos excessos e na construção de provas fictícias. Agiram como bandidos quando prenderam sem investigar, condenaram sem provas e o pior: criaram uma “corrente do mal”, que influenciou muito nas eleições presidenciais de 2018.

Os maiores erros da Lava jato

O ministro Luiz Roberto Barroso, dizia esta semana “Não precisei da violação da privacidade para identificar os erros cometidos e curiosamente esses erros se concentraram em uma pessoa. Eu não faria diagnóstico nem de má fé nem de impessoalidade, mas eu os encontraria  no vazamento das conversas  da ex-presidente Dilma com o ex-presidente Lula, eu situaria numa desnecessária  condução coercitiva, eu situaria em um Power Point de espetacularização na justiça, que eu não acho próprio e possivelmente na delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci”. 

Não se pode, entretanto, condenar simplesmente a operação, que se tornou um símbolo de nossa sociedade contra a corrupção e a impunidade. Nem também aceito a teoria conspiratória petista de afirmar que “a Lava Jato foi criada para prender Lula”. Os propósitos foram elevados, mas os atores é que desvirtuaram e se perderam no caminho das vaidades, do poder e da conspiração.

O pequeno Sérgio Moro

O juiz Sérgio Moro nunca foi grande de verdade. Um magistrado inteligente, preparado, quando de repente lhe cai no colo a grande chance de se tornar o paladino da moralidade no Brasil. Não perde tempo e assume o protagonismo da maior operação de combate à corrupção brasileira, reunindo um grupo seletivo de procuradores ao seu lado, igualmente preparados.

O maior de todos os seus erros foi quando demonstrou sua dimensão de “pigmeu” ao aceitar jogar fora 22 anos de magistratura e  o comando da Operação Lava Jato em troca da promessa do presidente, que ele ajudou e eleger, que seria galgado ao Supremo Tribunal Federal , após desempenhar o ridículo papel de ministro da Justiça, no qual se revelou um fraco, até que foi convidado a sair. 

Acabar com o que resta da Operação Lava-Jato para favorecer políticos e grupos econômicos poderosos significaria um grande retrocesso. Os brasileiros devem estar unidos para não permitir que o retrocesso se concretize em nosso país, que já deu o bom exemplo de que é possível combater a corrupção e recuperar parte do dinheiro público desviado.

De todos nós

A responsabilidade em relação a pandemia é de todos nós. Sociedade, governos, empresários, trabalhadores, velhos e jovens. Não é hora de reclamar

porque o seu estabelecimento teve restrições, está impedido da cerveja com os amigos, frequentar nossas lindas praias lotadas de gente sem máscara e por aí vai. Se todos cumprirmos com as regras de distanciamento, medidas sanitárias e os devidos cuidados, isso vai passar mais rápido. Se não cuidamos, todos esses prazeres poderão acabar de vez, com você contaminado, entubado e até morto. Pense nisso e também em seus pais, parentes e idosos vulneráveis.

O governo está fazendo a sua parte e a prefeitura também. A vacinação está crescendo e imunizando nossa população. Já estivemos mais longe e vai passar logo. Assuma a sua parte, seja consciente, preserve sua vida e a dos seus.

Arrumando a casa 

A Escola de Formação e Desenvolvimento de Pessoal (Prefeitura de Maceió), vinculada à Secretaria de Gestão, está passando por uma auditoria interna, após a constatação de uma série de irregularidades. O prefeito JHC determinou que fosse passado um “pente fino” por técnicos do órgão de Controle Interno. Só depois de concluído o trabalho, estará sendo retomada uma ampla programação de capacitações e treinamentos, voltados para as áreas de interesse dos servidores.

Marcelo Victor

O deputado Marcelo Victor, presidente da Assembleia Legislativa, tem tido um papel de muito destaque nas decisões políticas do presente e do futuro. Um jovem parlamentar, mas que já acumula uma farta experiência de liderança. De tradicional família palmeirense, (filho do ex-deputado Gervásio Raimundo) embora não tenha a cidade como seu foco político, estende sua penetração em vários importantes redutos eleitorais e a cada eleição aumenta o seu contingente de votos. Sabe o que quer e onde quer chegar, com sua maneira de ser, cumpridor da palavra e amigo de muita lealdade. Não tenho dúvidas de que Marcelo Victor vai caminhar ainda por longas e promissoras estradas da política alagoana.

Alexandre Ayres

Merece aplausos o papel desempenhado pelo secretário estadual de Saúde, Alexandre Ayres, neste momento de pandemia para os alagoanos. Colocou a pasta nos eixos, acabou com vícios que traziam prejuízos a administração (muitos causados por seus antecessores) e tem se dedicado 24 horas por dia, ao lado do governador, ao combate ao vírus e salvar vidas preciosas de alagoanos. Seu trabalho precisa ser reconhecido e destacado.

Pílulas do Pedro

Governador Renan Filho tem tido importante papel para colocar Alagoas na dianteira dos demais estados, no combate ao Coronavírus.

Na Assembleia, o deputado Davi Maia domina o plenário com pautas de interesse do povo alagoano.

Secretário, Lininho Novais, (Secom/Maceió) com excelente desempenho e relação com setores da imprensa.

Postado por Pedro Oliveira

A vez da meritocracia

26.02.2021 às 18:00


 

Para refletir:

“Aos amigos do presidente, as armas. Ao resto dos cidadãos brasileiros, a morte por susto, bala ou vírus”. (autor desconhecido)


Meritocracia significa que todo indivíduo é capaz de prosperar somente com suas capacidades sem precisar da ajuda da sociedade, Estado ou família. É um sistema que privilegia as qualidades do indivíduo como a inteligência e a capacidade de trabalho, e não sua origem familiar ou suas relações pessoas e políticas.

Quando o prefeito JHC anunciou que parte do contingente dos cargos em Comissão da prefeitura, seria preenchida mediante seleção de currículos, alguns imaginaram ser “conversa de político”. E era mesmo conversa de político, mas daqueles que cumprem com a palavra empenhada.

Nunca se viu nada nem parecido e por isso a desconfiança.  E eis que que a promessa se concretiza e entre aqueles que acreditaram, aderiram ao chamamento e enviaram seus currículos, muitos estarão sendo chamados em breve para assumir suas funções na administração municipal. Milhares de currículos foram recebidos pela comissão de avaliação.

A secretária de Gestão, Rayanne Tenório, preparada e com muito conhecimento de atividades públicas, não para desde o dia de sua posse arrumando a casa, construindo projetos, dinamizando e modernizando a pasta.

Recebeu recomendação expressa do prefeito para priorizar o servidor público em todas as categorias.

O prefeito quer uma administração mais ágil e eficiente e sabe que somente conseguirá fazer acontecer com servidores motivados e capacitados.

Recentemente estive com pessoas do staff do prefeito, quando me impressionou o nível e o preparo intelectual de sua “linha de frente”. Profissionais altamente capacitados e imbuídos do propósito de construir uma gestão moderna, transparente, moral e eficiente.

O prefeito JHC embora jovem é um político experiente e com sensibilidade aguçada. Escolheu a dedo uma equipe de craques e não permitiu que a política influenciasse nas escolhas técnicas. Deu uma lição de sabedoria aos velhos e viciados da vida política. 

Governança em boas mãos

Governança pública é um “conjunto de mecanismos de liderança, estratégia e controle postos em prática para avaliar, direcionar e monitorar a gestão, com vistas à condução de políticas públicas e à prestação de serviços de interesse da sociedade” (Decreto nº 9.203, de 22 de novembro de 2017).

Muitos ainda dirão: Que bicho é esse? Na verdade, o termo governança em sentido mais amplo, teve início apenas na década de 1990, quando foi renomeado por economistas e cientistas políticos e disseminado por instituições como ONU, FMI e Banco Mundial. No Brasil demorou um pouco mais, no entanto hoje sua abrangência atinge toda a administração pública federal e em muitos estados e grandes municípios, além daqueles que a adotaram por achar “um nome da moda”. Como instrumento da boa conduta de governar não tem funcionado no governo de Alagoas e na prefeitura de Maceió, não saiu do nascedouro, até pouco tempo. Com critério e o desejo de acertar, o prefeito JHC colocou a Governança como item prioritário de sua pauta positiva. Foi buscar em Brasília alguém que ele já conhecia e sabia de sua capacidade de fazer acontecer. Encontrou no jovem gestor Antonio Carvalho e Silva Neto, um entusiasta da transformação digital, com profundo conhecimento da área de Governança. Experiência não lhe falta: Analista Legislativo do Quadro de Pessoal Efetivo da Câmara dos Deputados, Chefe da Assessoria de Projetos e Gestão da Diretoria-Geral da casa e Diretor-Executivo da Rede Legislativa de Governança e Gestão, além de um invejável currículo acadêmico. Acertou em cheio o prefeito.

Bob, um marginal

O ex-deputado Roberto Jefferson, (Bob) dono do PTB e contumaz marginal da agressividade e desrespeito a autoridades e instituições e que já deveria ter sido preso há bastante tempo, agora resolveu atacar os que votaram a favor da prisão de outro elemento de alta periculosidade, o deputado Daniel Silveira. Ambos se merecem por se encontrarem no mesmo nível de desvio de comportamento. Jefferson continua “atirando” contra o Supremo Tribunal Federal, com ofensas morais a seus ministros e agora vociferando em relação ao presidente da Câmara, Arthur Lira, pela condução do processo que endossou a prisão de Silveira. Também ameaça punir os dois únicos deputados que não seguiram suas tresloucadas ordens (Pedro Augusto Bezerra (CE) e Pedro Lucas Fernandes (MA). O deputado Nivaldo Albuquerque, destoando de toda a bancada alagoana, optou por seguir as ordens do chefete.

Procura-se um vice

Com a decisão de não repetir uma dobradinha com Hamilton Mourão (PRTB) em 2022 o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) começou a avaliar nomes que substituam o general da reserva em sua chapa à reeleição.

O nome do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, tornou-se o favorito, segundo auxiliares do presidente.

Em conversas recentes com deputados e ministros, Bolsonaro disse que não pode errar novamente na escolha de um nome e traçou um perfil do candidato a vice-presidente que considera adequado para o posto.

Além de requisitos básicos como confiança e discrição, Bolsonaro tem afirmado que busca alguém que não tenha exercido mandato parlamentar e que não tenha uma base de apoio no Poder Legislativo, critérios que aliados do presidente avaliam que o ministro preenche.

Com a palavra

O deputado estadual Cabo Bebeto tem sido uma voz contundente da oposição na Assembleia Legislativa. Acusa as aberrações do governo estadual calcado em informações seguras e a palavra dura, como deve ser. Esta semana fez críticas veementes ao estado de miséria que se encontra o desmonte do Programa do Leite e apontou a perseguição mesquinha do governador Rena n Filho, aos pequenos produtores alagoanos.

Outro ponto atingido foi o número de obras inconclusas inauguradas pelo governo estadual, enganando a população. Citou o viaduto da PRF, hospitais, além de outras. Nunca se mentiu tanto em Alagoas, como na atual gestão.

Pílulas do Pedro

Enquanto no país inteiro está se optando por mais restrições por causa do Covid, o vereador de Maceió propõe a reabertura dos cinemas. Tá doido cara?

Falando em vereador e aquele falastrão que fez seu discurso de estreia e nem ele mesmo entendeu!

Uma minúscula prefeitura do interior com uma “Secretaria de Assuntos Estratégicos”? Logo vai criar também uma de “Relações Internacionais”.

Postado por Pedro Oliveira

Bengala preservada para atuais ministros

12.02.2021 às 12:52
Há um imbróglio criado desde que o presidente Arthur Lira se comprometeu a indicar a deputada Bia Kiss(PSL-DF) para a presidência da CCJ -Foto:Câmara dos Deputados

 

Para refletir

Governadores na mira da CGU por desvios de recursos da pandemia. O bicho vai pegar.


Até fechar esta coluna nada ainda decidido sobre a indicação da deputada Bia Kiss (PSL/DF), para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, da Câmara. Há um imbróglio criado desde que o presidente Arthur Lira se comprometeu com a sua indicação e setores do Judiciário passaram a considerar o fato como uma “declaração de guerra” ao poder.

Embora haja várias outras restrições ao  nome da deputada em função de suas ações de hostilidade a  ministros do STF comenta-se que Bia Kiss teria o propósito de destravar na pauta da Câmara a matéria que trata da “PEC da bengala” , para supostamente beneficiar o presidente Bolsonaro , criando a possiblidade de nomear ainda nesse seu governo, vários ministros nos tribunais superiores.

Ao que parece está acontecendo um grande equívoco da imprensa em relação a essa pauta. Para esclarecer a coluna ouviu o promotor de justiça e professor Marcos Romulo, mestre em direito e um dos quadros mais conceituados no Ministério Público, que afirma:

“A revogação da PEC da Bengala não deve atingir os ministros beneficiados por ela. 

A PEC 159/19 pretende que a aposentadoria compulsória dos ministros dos tribunais superiores volte a ser aos 70 anos de idade, revogando a EC 88, que elevou esse limite de idade para os 75, com efeitos nos tribunais estaduais.

Otto von Bismarck, o chanceler de ferro prussiano, disse uma vez que quem gosta de leis e de salsichas, não deveria assistir ao seu processo de fabricação. De fato, os motivos por trás da confecção de uma lei nem sempre são aqueles abertamente declarados. O professor San Tiago Dantas gostava de mencionar casos em sala de aula, dentre os quais o livro de sucessões do código civil napoleônico, o qual determinou que a herança fosse dividida entre todos os filhos legítimos, oferecendo razões de equidade. Na realidade, foi uma vingança de Napoleão contra seus adversários da aristocracia rural francesa, cujo poder político era baseado na concentração de terras. 

Só para os próximos

No caso da revogação da emenda que resultou da PEC da Bengala, a razão invocada seria supostamente combater a estagnação na carreira judiciária. Na prática, comenta-se que a ideia seria provocar a aposentação de ministros do STF com mais de 70 anos, permitindo, assim, ao Presidente da República preencher as vagas abertas, aumentando sua influência na Corte.

Acontece que se a PEC vier a ser aprovada, é provável que somente atinja aqueles ministros que vierem a completar 70 anos após a promulgação da emenda, sem alcançar, porém, os que já atingiram aquela idade, os quais se aposentariam normalmente aos 75 anos. Não fosse assim, estaríamos diante da hipótese de cassação e a norma seria enquadrada como uma tentativa de FRAUDE À CONSTITUIÇÃO, igualmente conhecida como desvio de poder constituinte ou atalhamento constitucional, fenômeno relacionado à tentativa de se atingir obliquamente uma medida vedada por norma constitucional proibitiva ou impositiva de resultado”. (Marcus Romulo)

O prefeito trabalha

O prefeito de Maceió tem demonstrado na prática que “para engordar o rebanho tem que ter o olho do dono”. Acorda cedo e arrasta a equipe para “correr trechos”, visitar canteiros de obras, terminais de ônibus e tem surpreendido muita gente com seu ritmo de trabalho. Tem juventude e folego pra deixar muitos assessores com a língua de fora. Só não pode esquecer da rotina administrativa, que é fundamental no cumprimento dos princípios e nas regras da gestão pública. Algumas secretarias e órgãos estão necessitando de pessoas capacitadas para tocar o dia a dia e existem pautas que não podem esperar. E preciso ter cuidado para não deixar u m vácuo nas ações cartoriais da administração.

Formando marginais

A cerca de 60 quilômetros de Brasília adolescentes de 14 a 17 anos internados em uma unidade socioeducativa têm apenas duas oportunidades para ir ao banheiro ao longo de todo o dia. São 15 minutos pela manhã e outros 15 minutos no fim da tarde. Caso tenham de fazer suas necessidades fisiológicas fora do horário previsto, têm de recorrer a marmitas de isopor, para defecar, e galões de produtos de limpeza de 5 litros, para urinar. Necessidades essas feitas na frente dos demais colegas de dormitório, em ambientes fétidos, sem ventilação.

Sabe-se que cenas semelhantes são repetidas em praticamente todos os estados do país, transformando esses tratamentos desumanos numa verdadeira “escola de formação de marginais”.

Onde fica os agentes do Ministério Público que deveria fiscalizar frequentemente e denunciar maus tratos?

Governador aglomera

Que autoridade tem um governante que proíbe festas carnavalescas, dita restrições para a população para qualquer tipo de festa pública e em desencontro com suas “ordens” aglomera praticamente todos os dias, juntando numeroso público em comemorações da sua administração, ao anunciar programas midiáticos e lançar obras no interior do estado?

O governador Renan Filho, a exemplo do que fez na campanha eleitoral, se dá ao direito de afrontar a população e fazer pouco caso da propagação do vírus que está aí hospitalizando e matando muitos alagoanos.

Não seria o caso de o Ministério Público agir em sua função institucional e proibir o exibicionismo do infrator?

Só pensam naquilo

Boa parte dos vereadores municipais tem batido de frente com os prefeitos do interior, com acusações e ameaças, nas sessões dos legislativos e convenhamos, não é por nenhuma causa nobre. Não estão buscando melhorias para a população, ou efetivamente cumprindo seus papeis de fiscalizar. Como sempre acontece em novas legislaturas, buscam basicamente pressionar os prefeitos por espaços “mais amplos” e outras benesses (algumas impublicáveis) nas tetas da administração. E o pior: aqueles que cedem viram reféns da “carnificina”, os que rejeitam, vão passar por dificuldades na aprovação de suas pautas voltadas para o povo. Coisas da putrefata política de coalisão.

Muitos caciques

As eleições de 2022 em Alagoas terão, sem dúvida, importantes protagonistas no embate para escolher o governador, senador, deputados federais e estaduais. Como sempre uma eleição começa após contados os votos de cada uma, a próxima já está decolando com arrumação de alianças e na busca acordos propícios para os “donos dos votos”.

No cenário atual os maiores protagonistas da batalha serão inevitavelmente, o prefeito de Maceió (JHC),Arthur Lira,( presidente da Câmara dos Deputados), o deputado Marcelo Victor ( presidente da Assembleia Legislativa e o segundo na ordem de sucessão estadual), o prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, o senador Fernando Collor ( que disputa a continuidade de seu mandato ) e os Calheiros ( pai e filho) embora desgastados politicamente , mas ainda com força para liderar uma parte do eleitorado. Será uma disputa renhida, com desfechos inusitados, como acontece em nossa política. 

 

Pílulas do Pedro

Pauta Capital é o nome do novo portal de notícias que está surgindo no mercado alagoano.

O prefeito JHC, em alguns dias de administração, mostra que se pode fazer muito, com pouco. Basta criatividade, vontade de fazer e equipe para realizar.

Senador Fernando Collor tem se movimentado como nunca. Solidez no interior com prefeitos e prestígio em Brasília com Bolsonaro.

Destaque da semana vai para o secretário municipal de Saúde, Pedro Madeiro. Mostra que é bom de serviço.

Postado por Pedro Oliveira

Lava Jato, a morte anunciada

05.02.2021 às 17:42

 

PARA REFLETIR

“A racionalidade vencerá o obscurantismo”. (Frase do ministro Luiz Fux, em sessão solene do STF, olhando para Bolsonaro)


Lava Jato, a morte anunciada

Para alegria dos políticos e governos corruptos foi decretado o fim da República de Curitiba e consequentemente a “morte” da Operação Lava Jato.

O anúncio foi feito pelo MPF (Ministério Público Federal) na manhã da quarta-feira. A força-tarefa foi incorporada ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPF.

O anúncio ocorre na mesma semana em que o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu o sigilo das conversas entre procuradores da operação Lava Jato e o ex-juiz federal Sergio Moro obtidas  operação “Spoofing”.

Tinha que acabar mesmo. Os bastidores da “operação fim da Lava Jato” mostram o quanto foram promíscuos e levianos o juizeco Sérgio Moro e sua tropa de procuradores midiáticos. O procurador Augusto Aras que chegou com a missão de sepultar a famosa operação de repressão à corrupção, nem teve muito trabalho para cumprir o seu papel. Moro e seus pupilos se destruíram sozinhos.

Ao país vão oferecer um presente valioso: a possibilidade de Lula ser candidato em 2022.

O principal ator do teatro de quinta categoria, Sérgio Moro, apequenou-se por um cargo de ministro da Justiça e a chance de ir para o STF e trocou sua toga suja pelo colo do presidente Bolsonaro, que em boa hora o jogou ao lixo, desmascarando a sua verdadeira face.

Surge um novo tempo? Esperamos que seja bom

A renovação das mesas diretoras da Câmara e do Senado acontece em um turbulento momento da vida institucional brasileira, em meio a uma pandemia ceifando milhares de vidas, enquanto governo e oposição brigam pelo protagonismo da cura que nunca chega e são cometidos erros absurdos, causando mais mortes e relevando a vida da população. O Congresso Nacional até o momento não tem colaborado à altura para apaziguar os ânimos e se unir para buscar caminhos efetivos de combate à pandemia.

O Brasil precisa voltar à sua vida normal, com comércio aberto, industrias funcionando a economia e a saúde caminhando de mãos dadas.

Pelo visto os ares de Brasília começam a mudar, pelo menos momentaneamente, para melhor. Isso não quer dizer que teremos “céu de brigadeiro”, mas é o começo de um bom caminho.

Os chefes das duas casas do Congresso lançaram à Nação um compromisso com o povo brasileiro para o enfrentamento da pandemia e a possibilidade de maior oferta de vacinas e retomada da normalidade da vida.

Assumir o protagonismo da vacinação

“O presidente do Senado Federal e o presidente da Câmara se comprometem aqui e hoje com os seguintes pontos: - Liderar, junto com as instâncias, com os Colégios de Líderes, com as bancadas, levando em conta as proporcionalidades, os canais e os ritos, formas legais para tornar mais ágil o acesso às vacinas para os brasileiros, sempre garantindo o rigor científico, a qualidade do produto e a segurança para os nossos cidadãos. Construir os processos legais para tornar mais ágil esse processo de licenciamento de vacinas. As duas Casas conversarão com especialistas para avaliar o modo de tornar o Brasil mais apto a ter acesso à maior quantidade de vacinas, boas vacinas, que já tenham sido atestadas internacionalmente e torná-las disponíveis para todos os brasileiros”.

Continuam os presidentes “Assegurar, de forma prioritária, que todos os recursos para aquisição de vacinas estejam disponíveis para o Poder Executivo e que não faltem meios para que toda a população possa ser vacinada no prazo mais rápido possível; e que a peça orçamentária a ser votada garanta que cada brasileiro terá a certeza de que o dinheiro do seu imposto estará disponível para sua vacina”. –

Retomada da economia

Finalmente o compromisso de ambos os chefes das casas legislativas com a retomada da economia e o crescimento nacional. “O Senado Federal e a Câmara dos Deputados se comprometem com o País, com a sociedade civil, com os sindicatos, com as forças dos trabalhadores, com o mercado, com as forças produtivas, a discutir pautas de reativação da atividade econômica e estarão abertos para o diálogo com o Poder Executivo, com a equipe econômica e com todos aqueles que queiram contribuir para que o Brasil retome, o mais rapidamente possível, um padrão mínimo de sua produção e geração de riquezas. Assinam este documento o Presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, e o Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira”.

Se cumprirem essa pauta e iniciar a reforma tributária, não precisam fazer mais nada esse ano. Os subsídios serão ganhos com justiça.

Pegando fogo

O clima político em Palmeira dos Índios não anda nada tranquilo, por causa da relação entre o prefeito e a Câmara Municipal. Na quarta-feira, enquanto o governador visitava a cidade o clima esquentou na sessão com vereadores descendo o malho no prefeito Júlio Cezar, com adjetivos nada elogiáveis. Pelo clima daria para se supor que o gestor palmeirense teria muita dificuldade no tocante às matérias de seu interesse na casa parlamentar, mas tratando-se de política e de Palmeira (que conheço como a palma de minhas mãos) nada que não se resolva com futuros agrados e alguns cargos na administração, para compartilhar. O prefeito só está se fazendo de difícil e os vereadores de “magoados”. É dando que se recebe.

Perigo à vista

Registrei minha opinião contrária tão logo a prefeitura anunciou que iria manter o ponto facultativo no período carnavalesco. A questão esbarra na desobediência civil de nossa população que certamente irá aglomerar em praias e bares da cidade, mesmo sem ter festas. Ontem o médico infectologista Fernando Maia veio se somar a essa opinião afirmando que a situação é preocupante. Segundo ele “a melhor decisão é suspender o ponto facultativo na capital para que possa evitar que as pessoas venham a se aglomerar”. Temos que nos mirar sempre no exemplo de Manaus e não podemos facilitar a contaminação.

Reféns do “Frentão”

A grande imprensa, de memória curta proposital, bate em uma tecla manjada e repetida insistentemente: “Bolsonaro vai ficar refém do Frentão”.  Até parece que se prenuncia o Planalto sem presidente, sob o comando do legislativo. Ora, senhores. Não será a primeira vez que um presidente trabalha a cooptação de um grupo majoritário na Câmara dos Deputados. Foi assim com Sarney, Collor não soube fazer e caiu, foi assim com Lula, Dilma também levou um chute no traseiro por não compor essa maioria e Bolsonaro teria o mesmo fim se não o fizesse. São assim os governos de coalisão aqui e alhures. O que não pode é desmoralizar, corromper e “estuprar” o país com acordos de milicianos. O pecado de Bolsonaro foi dizer que não faria e fez.

Pílulas do Pedro

Secretaria de Educação, SIMA, Previdência e Escola de Governo, são alguns órgãos em Maceió, que precisam ser passados a limpo e apurar fatos e atos.

Morte do intelectual Ronald Mendonça deixa um vazio na medicina, na cultura e na vida alagoana.

O avião da FAB ainda não aterrissou em Maceió. Sinal que Arthur Lira está atarefado em Brasília.

Para o governador e seus secretários Alagoas está um paraíso, para os alagoanos um Inferno de Dante.

Postado por Pedro Oliveira

E aí, vai de pudim ou brigadeiro?

29.01.2021 às 13:47


PARA REFLETIR

O governo Bolsonaro consumiu em 2020, em torno de 7 mil latas de leite condensado por dia. Será que foi para alguma “Fantástica Fábrica de Chocolates”? 

E aí, vai de pudim ou brigadeiro?

Uma ampla reportagem publicada esta semana em vários veículos da imprensa brasileira, mostrou que o governo federal gastou R$ 1,8 bilhão em alimentos durante o ano de 2020. Com uma ampla relação de artigos alimentícios de luxo e em quantidade incompatível com o consumo, o assunto chamou a atenção nas redes sociais. 

A notícia caiu como uma bomba, principalmente no exato momento em se denuncia o governo Bolsonaro pelo desmonte das políticas de segurança alimentar e nutricional e soberania alimentar. Nesse sentido, esse desmonte vai ao encontro do agravamento das condições de vida da população pobre, que ficou completamente desprovida de assistência, gerando, assim, um quadro de crescimento da pobreza e abandono",

Não é preciso esforço para se perceber que “o dinheiro gasto nas referidas compras não guarda sintonia com a natureza, nem tampouco com a quantidade de pessoas que porventura consumirão os produtos, o que indica ocorrência de prática criminosa “, ressalta uma liderança política aliada do governo. Ciro Gomes, a maior liderança nacional do PDT declarou: “Já entramos com a ação no Supremo Tribunal Federal pedindo investigação sobre os gastos absurdos de Bolsonaro. Leite condensado aos milhões enquanto falta oxigênio? Que os responsáveis sejam punidos!

O deputado David Miranda (PSOL-RJ) protocolou uma ação pedindo que o procurador-geral da República, Augusto Aras, investigue o absurdo gasto. O parlamentar solicita que o órgão apure o ocorrido e responsabilize o presidente Jair Bolsonaro. A ação também é assinada pelas deputadas Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Vivi Reis (PSOL-PA) e vários outros, inclusive alguns da base do governo.

"Bolsonaro gastou mais de R$ 1 bilhão 800 milhões de reais em mercado. Isso só em 2020. O Brasil não estava quebrado? Quantos cilindros de oxigênio esse valor compraria? Isso é lavagem? Superfaturamento?", questiona o deputado.

A lista de compras é de espantar. Também há R$ 5 milhões na compra de uvas passas, R$ 1 milhão em alfafa, R$ 15 milhões em açúcar, R$ 16,5 milhões em batata frita embalada e R$ 14,8 milhões em temperos.

Enquanto isso a gestão Bolsonaro realiza um conjunto de fatores desastrosos que vão desde a ineficiência do governo federal no enfrentamento das crises ora instaladas, passando pelo aumento do desemprego e cortes de orçamento da agricultura familiar, até as políticas neoliberais e ultra neoliberais fomentadas pelo Ministério da Economia que geram o crescimento da pobreza e da extrema pobreza de forma acelerada.

"Tal situação de caos e fome, aliada à atual crise sanitária decorrente da Covid-19, evidencia mais ainda o grau de desigualdade, o grau absurdo de pobreza e falta de condições da população trabalhadora de viver uma vida digna”, ressalta Miranda.

De quem o governador gosta?

O governador e seu pai senador já são conhecidos dos alagoanos pela prática que ambos têm de “descartar” aqueles que lhes serviram ou que lhes foram leais por longos tempos. Tratam pessoas como se fossem propriedade suas e que se tornaram “inservíveis” e para que isto aconteça basta ousar contrariar. Adoram pessoas servis, bajuladores e lambe botas da política. E assim cresceram e se mantêm no poder. O caso mais emblemático foi com o então vice-governador e hoje prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, em cujo final o tiro saiu pela culatra, abatendo pai e filho. 

O govenador vai além: mantém uma relação de humilhação com políticos do interior e detesta o servidor público. Essa conta será ajustada em 2022.

Cuidando dos idosos

Com o objetivo de ampliar o atendimento para a imunização contra a Covid-19, a Prefeitura de Maceió criou mais um canal para cadastramento dos idosos acamados acima dos 85 anos. Além do telefone 3312-5589, também poderá ser utilizado o e-mail [email protected] Os dois serviços estarão disponíveis desde ontem (28), das 8h às 17h.

Vale ressaltar que este serviço é exclusivo para os idosos acamados que têm 85 anos ou mais. Os usuários que possuem mais de 85 anos e não são acamados devem se direcionar, das 10h às 16h, ao drive-thru do Estacionamento do Jaraguá e aos pontos fixos nos estacionamentos dos shoppings Maceió (Mangabeiras) e Pátio (Benedito Bentes).

Cadeia neles

Três projetos de lei apresentados nesta semana no Senado determinam a prisão de quem furar a fila para tomar a vacina contra o novo Coronavírus. As penas sugeridas variam de três meses a seis anos, além de multa. As proposições dos senadores Daniella Ribeiro (PP-PB), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Plínio Valério (PSDB-AM) ainda não foram numeradas pela Secretaria-Geral da Mesa.

O projeto de Daniella Ribeiro altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848, de 1940) e o Programa Nacional de Imunizações (Lei 6.259, de 1975). O texto prevê pena de um mês a um ano contra os “fura-filas”. O mesmo vale para quem permite, facilita ou aplica a vacina contra covid-19 em pessoa que sabidamente não atende à ordem de vacinação estabelecida.

A parlamentar defende ainda que o infrator restitua o valor do imunizante ao poder público e pague multa de R$ 1,1 mil. Quem burlar a ordem de vacinação também fica proibido de ingressar em cargo, emprego ou função pública por dois anos, quem já está perde o cargo. A matéria será votada em regime de urgência.

Paripueira à frente 

Em mais uma gestão à frente do município-balneário de Paripueira o prefeito Abraão Moura começa do jeito que gosta: muito trabalho e operar transformações para o povo que o elegeu. Escolheu a dedo uma equipe   aguerrida, com destaque para um jovem craque, com muita experiência exitosa por onde passou, na atividade pública: o administrador Antônio Moura que começa a dar uma “roupagem” na cidade, que será referência exemplar para o turismo da região Norte. Podem anotar.

Um troco

De repente a Câmara de Vereadores de Palmeira dos Índios resolveu atuar no desempenho do papel que lhe cabe, fiscalizar os atos administrativos da gestão municipal. O inusitado por parte dos legisladores palmeirenses é que após eleitos, alguns neófitos e outros vindos de outras legislaturas nunca tiveram uma preocupação tão grande com o dinheiro do povo que representam.  Achei louvável a iniciativa fiscalizatória dos edis conterrâneos, pois nunca é tarde para se começar. No entanto conversando com um político local este resumiu para mim a história: “Estão pressionando por um “troco”, mas o prefeito aguenta aperto”. Agora entendi.

Pílulas do Pedro

Palmeira dos índios torce pela ascensão do deputado Marcelo Victor ao Governo do Estado. E acredita em reeleição. 

Ministério Público de olho nos que furarem filas de vacinação. Quem souber denuncie! (82) 2121-1400.

Direita isenta Bolsonaro e culpa Forças Armadas e Indígenas pelo consumo de Leite Condensado. 

Postado por Pedro Oliveira

O dia “D” do Brasil

23.01.2021 às 10:38


PARA REFLETIR

“Temos vacinação e não temos vacinas. Pobre Brasil”


O próximo dia primeiro de fevereiro ficará na história da política nacional como a data em o Brasil mudou de rumo e de prumo. A eleição para a presidência da Câmara dos Deputados acontecerá nesse dia, quando os 513 deputados eleitos em 2018, devem comparecer ao plenário da casa, para escolher o nome do “número três” na ordem sucessória nacional.

Os parlamentares devem escolher, além do presidente, duas vice-presidências, quatro secretarias da mesa diretora da Câmara, e quatro suplentes. A votação é decidida por maioria simples: para um candidato ser eleito, é preciso ter 50% + 1 dos votos - ou seja, 257 indicações. Caso nenhuma candidatura atinja essa quantidade, acontece um segundo turno com os dois candidatos mais votados. Os votos são secretos.

A eleição será feita de forma presencial, ou seja, os deputados devem estar em Brasília, no Plenário da Câmara, para votar.

A Câmara dos Deputados é onde é votada a maioria dos Projetos de Lei (PLs), que, caso aprovados, seguem para segunda votação no Senado. Por isso, a Câmara tem o poder de definir quais temas serão debatidos no Congresso Nacional. Quem determina os PLs que serão levados a votação em Plenário é a Presidência da Câmara.

Embora a aprovação ou rejeição de um PL dependa das posições dos 513 deputados, com as negociações para alterar pontos do Projeto, emendas e outras mudanças, se a Presidência não colocar o PL na pauta da Câmara, ele sequer será discutido. Portanto, ter neste cargo uma pessoa que seja aliada ou oposição ao Executivo cria uma diferença importante na condução do Governo Federal.

O grande embate entre Arthur Lira e Baleia Rossi

Até hoje pelo menos oito candidatos concorrem à presidência da Câmara, porém apenas dois irão para a batalha final que se desdenha cheia de surpresas, traições e muitos “negócios sujos”: Arthur Lira (PP/AL) e Baleia Rossi (MDB/SP).

Seja quem for o eleito, terá que manter um altíssimo nível de responsabilidade e coordenação em favor do que é melhor para o Brasil, nesta quadra tão difícil que estamos vivendo. Grandes decisões passam pela Câmara.

Entre os dois candidatos Arthur Lira representa o lado do presidente da República em antagonismo com Baleia Rossi, que é o candidato do atual presidente, Rodrigo Maia e da oposição nacional a Jair Bolsonaro.

O que muda no país com a eleição da Câmara

Não se tenha dúvida que o resultado da escolha do presidente da Câmara vai interferir na situação da estabilidade política do Brasil. Ganhando Arthur Lira o presidente Bolsonaro poderá “viajar em céu de brigadeiro”, com o apoio do Centrão e da maioria na casa, mas até quando ninguém sabe. Lira sentará em cima de pautas contra o governo durante os dois anos de seu mandato, até 2022. Por outro lado, Jair Bolsonaro vai pagar um preço altíssimo, se tornando refém de uma maioria que o fará passar por dias turbulentos. Já com a vitória do grupo de Rodrigo Maia um dos primeiros temas a ser pautado será o impeachment do presidente, com vários pedidos já encaminhados. Além disso não se sabe até quando Bolsonaro suportará nos costados “um inferno astral”, com derrotas emblemáticas no Congresso. O presidente literalmente poderá não ter opção: “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.

Millane Hora

Esta semana nos deparamos com um fato que mostra, claramente, as opiniões tendenciosas em nosso cotidiano, principalmente quando se trata de política e seus derivados. Uma jovem advogada, artista e atuante em várias atividades de contribuição social, passou a ser alvo de uma enxurrada de noticias na imprensa e nas redes sociais, não por ter sido, por suposto mérito, galgada à função de assessora especial na administração municipal, mas por ser namorada de um senador. Pasmem quanta distorção por causa de uma nomeação legal, moral e totalmente cabível. Faço a seguinte analise: seria mais prudente para o prefeito pedir ao seu antagonista derrotado, a indicação de um nome para sua assessoria? Abrir uma lista e distribui-la com seus adversários para preencher os cargos de sua gestão? É bom lembrar que no Direito Administrativo, os cargos de confiança são de livre escolha do administrador e demissíveis ad nutum (a qualquer momento). Portanto o nomeado basta ter atribuições para o cargo, reputação ilibada e merecer a confiança do agente político. O resto é apenas “lero” de pessoas incomodadas.

Pose com o dos outros

Perece até que o governador Renan Filho tem paixão por obra “ficcionista”, diante de sua insistência em usar obras e conquistas de outros, como se suas fossem. Recebe bilhões do governo federal para investimento em infraestrutura e anuncia fazendo parecer que foi obra de seu governo, mostra investimentos privados sendo construídos e “planta” a ideia de desenvolvimento da mesma forma,

No momento mais crítico da vida alagoana foi negligente com a propagação do vírus, tomou medidas inaceitáveis de restrições, anuladas pelo prefeito de Maceió.

Agora com a chegada das vacinas de combate ao Covid aparece posando de bom moço e ao cumprir sua obrigação institucional de distribuir com os municípios, faz parecer que tudo é obra de seu governo, fazendo festa com o legado dos outros. Nunca se viu mentir tanto, o tempo todo, por todo o tempo.

Prefeito JHC

Os servidores públicos municipais não pedem muito. Apenas salários dignos, meritocracia, valorização e oportunidade para que se capacitem, buscando melhorar a qualidade dos serviços públicos.

Invista no servidor e comprove que os resultados serão bastante positivos.

Temos um excelente quadro de técnicos, capacitados para ajudar a forjar uma competente administração.

Os bandidos do Covid

Estão vazando informações seguras de que pessoas da sociedade e familiares de gestores públicos “furaram” a fila de vacinação, passando à frente dos grupos prioritários, recebendo a primeira dose da vacina.

O caso é gravíssimo e precisa ser apurado rigorosamente. Papel do Ministério Público e responsabilidade das autoridades encarregadas de gerenciar a logística das operações de vacinação.

Cadeia nesses vigaristas e bandidos.

Pílulas do Pedro

Arthur Lira eleito presidente da Câmara vai se transformar em figura de “primeiro ministro”. Fortíssimo.

Alguns assessores do prefeito JHC já estão pedindo para mudar de função. Não conseguem acompanhar o rimo do chefe.

A Diplomacia brasileira virou “fundos de mãe Joana”. Não podia ser diferente em um governo de aberrações.

 Bolsonaro não é louco. Ele é perverso. ( palavras de um especialista).

Postado por Pedro Oliveira

Dia “D” hora “H” – Um governo paspalhão

16.01.2021 às 10:32

PARA REFLETIR

“Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia” (Nelson Mandela).

Não bastassem as excessivas cenas de ridículo protagonizadas pelo destrambelhado presidente da República, seus ministros sintonizados com sua maneira ensandecida de ser, fazem a mesma coisa e como sempre chocam a população que não comunga com o absurdo, nem se alia aos seus fanáticos de plantão.

Desta feita foi o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o único “pau mandado” que foi encontrado para substituir ministros eficientes e éticos, que não se dobraram às vontades doentias de Bolsonaro.

Com o calendário de vacinas ainda sem definição, enquanto o resto do mundo já avança no processo de vacinação, protagonizando uma briga política com governadores e outros adversários, o patético general aparece em público para fazer o esperado anúncio da vacinação e choca os brasileiros ao afirmar que o calendário vai começar no dia “D” e na hora “H”.

Cumpriu um nojento script escrito pelo chefete até no xingamento à imprensa. 

Enquanto EUA, Reino Unido, Canadá, Alemanha, México, Chile, Argentina, Costa Rica e uma fila enorme de países vão vacinando suas populações, no Brasil estamos empacados tanto no “dia D”, que já foi em março, depois fevereiro, depois dezembro e agora pode ser janeiro, ou fevereiro, quanto na “hora H”, que pode ser qualquer uma, desde que Bolsonaro e o ministro da Saúde vacinem o primeiro brasileiro antes do governador João Doria. Para Bolsonaro, que manda, e Pazuello, que obedece, o importante não é vacinar, é vacinar primeiro; não é ter doses para todos, basta uma única dose para a foto.

Bolsonaro mente

 O presidente Jair Bolsonaro afirmou a apoiadores que a Ford não disse a verdade sobre o fechamento dos parques fabris no Brasil.  "Mas o que a Ford quer? Faltou à Ford dizer a verdade: querem subsídios. Vocês querem que continuemos dando R$ 20 bilhões para eles como fizemos nos últimos anos, dinheiro de vocês, impostos de vocês, para fabricar carro aqui?", perguntou o presidente e ele mesmo respondeu na sequência: "Não. Perdeu para a concorrência, lamento". 

O presidente, no entanto, não explicou se a montadora fez algum tipo de pedido em subsídios para manter a operação no País. Fontes do Ministério da Economia afirmaram ao Estadão, sob a condição de anonimato, que a saída da empresa do Brasil faz parte de um movimento global e não está relacionada à frustração de políticas de incentivo no País. 

Marcelo Victor

O deputado Marcelo Victor, presidente da Assembleia Legislativa tem se mostrado um exímio político em sua atividade parlamentar, sendo considerado hoje o personagem mais influente na política alagoana. Irrequieto, articulado e com um destacado espírito de liderança, soube, com maestria, construir uma sólida rede de apoios, dentro e fora do Legislativo que comanda. Analisando sua performance cravo aqui uma aposta: ninguém segura o deputado palmeirense em sua caminhada política. Daqui pra frente é só estrada asfaltada e pé no acelerador. 

Chegou o Alfredão 

O procurador Alfredo Gaspar, derrotado nas últimas eleições para prefeito de Maceió, chega na Secretaria de Segurança do jeito que gosta e merece: carta branca para agir e apoio nas ações institucionais. Como na vez anterior que ocupou com muita eficiência o cargo, a bandidagem treme de medo e os resultados aparecem rápido. O seu estilo é o mesmo: “dá ordem para a polícia agir e vai à frente das operações, sejam quais e onde forem”. Prestigia seus policiais e cuida da sociedade como deve ser. Sua chegada foi comemorada nas polícias Civil e Militar. Chegou o Alfredão, a malandragem se cuide.

Confundindo as bolas

Alguns prefeitos do interior, principalmente na região do litoral Norte, estão determinando o não atendimento de turistas para testes de Coronavírus e outros atendimentos de urgência, num evidente desrespeito à Constituição Federal, sob risco de sofrerem consequências penais.   

Universalidade é um dos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS) e determina que todos os cidadãos brasileiros, sem qualquer tipo de discriminação, têm direito ao acesso às ações e serviços de saúde.

A adoção desse princípio fundamental, a partir da Constituição Federal de 1988, representou uma grande conquista democrática, que transformou a saúde em direito de todos e dever do Estado. Lembrando aos prefeitos que eles são “gerentes” e não donos do município.

Pauta animal aguardando

O segmento enorme de criadores e milhares de pessoas que defendem e praticam o cuidado, principalmente com cães e gatos, está aguardando que o prefeito JHC apresente sua pauta de atenção aos animais.  Em seu plano de governo, apresentado durante sua campanha vitoriosa, consta apenas o item “4.11 - Criação do Código Municipal da Causa Animal”. Espera-se muito mais. Enquanto se aguarda a elaboração do Código (que deveria ser elaborado com a participação da sociedade civil). Tenho certeza de que o prefeito dedicará a atenção devida. 

Somos todos idiotas?

O governador Renan Filho, em mais uma de suas trapalhadas, levianamente declarou que o prefeito Luciano Barbosa (eleito prefeito de Arapiraca) seria o seu candidato em 2022 a sucede-lo. Isso depois de mancomunado com seu pai (o terrível Renan Calheiros) tentar destruir a carreira política do seu então vice-governador, por considera-lo um rebelde.

Arapiraca e toda Alagoas conheceram a trama odiosa criada pela dupla Calheiros, contra o líder arapiraquense, que os derrotou na justiça e nas urnas. Conhecendo antecipadamente o quadro desfavorável que o aguarda em uma disputa em 2022, tenta o governador dar macha ré, mas vingança é um prato que se come frio. 

Se cuide, prefeito

Quem avisa... Se você, prefeito, não tem uma equipe preparada, treinada e com domínio da legislação administrativa, licitações, contratos e relações interpessoais, está fadado ao insucesso em sua administração.

Cuide do Controle Interno como se fosse a “joia da coroa”, para não ser flagrado, mais adiante, pelos órgãos de Controle Externo (AGU, TCU, TCE e MP).

Prepare sua equipe de assessoria direta para lidar com a pauta administrativa com competência e conhecimento. Redação Oficial, Processo Administrativo, Assessoria Parlamentar, Direitos e Deveres na Administração, são assuntos prioritários para uma boa administração.

Se fizer o dever de casa bem feito, terá tudo para obter sucesso em sua gestão   

Pílulas do Pedro

Tem pessoas assustadas com o pique do prefeito JHC. Acorda cedo, trabalha muito e dorme tarde. Assessores estão com a língua de fora.

Bolsonaro passa o fim de semana em Alagoas, na Barra de São Miguel. Cuidado, não saia de casa. Dois vírus ao mesmo tempo é perigoso demais.

A “subcelebridade” Antônia Fontenelle teve seu “minuto de fama” ao fazer críticas aos alagoanos nas redes sociais. Deveria ser processada.

Em Palmeira dos Índios o patrimônio público é roubado e o prefeito não está nem aí. 

Postado por Pedro Oliveira


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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