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Transição de Lula é um Fabeapá

30.11.2022 às 08:40


PARA REFLETIR

Pagamos muito caro, pelos políticos que temos. E não temos como eliminar essa praga. Quando podemos não fazemos (o voto)


Transição de Lula é um Fabeapá

(BRASÍLIA) - Alguns devem estar sem saber o que significa “Febeapá”, que foi uma série de livros, lançada na década de 70, de autoria do Memorável Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto), cujo título era “Festival de Besteiras que Assolam o País”, reunindo histórias de política e de políticos, geralmente mostrando o ridículo desse meio. Acompanhando a montagem da transição do futuro governo do presidente Lula não tenho dúvida de que essa “opera bufa”, poderia servir de inspiração para o autor fazer um livro, se vivo fosse.

A transição que já sendo chamada de “Feira do Lula” virou uma bagunça desde que começou a anunciar os “notáveis” para sua composição entre políticos, empresários, líderes classistas, ambientalistas, e muitos outros segmentos da sociedade. O Centro Cultural Banco do Brasil recebe todos os dias os que trabalham (ou tentam) e os que só vão aparecer e atrapalhar. Ninguém me contou, eu vi pessoalmente.

Opinião minha: com o anúncio esta semana do nome do ator pornô, Alexandre Frota, para a Comissão Temática de Cultura, arrisco que esse negócio não vai dar certo.

Sem ministro

Bem que o senador Renan Calheiros tentou e continua tentando, mas não aplicará ninguém pra chamar de seu no ministério do futuro governo Lula. Aqui ele é cacique, mas no planalto a conversa é outra e tem muita gente maior em grau de importância política. O velho Calheiros passou seu tempo de “senhor do Senado”, onde deu as cartas por um longo período. Por fim, tenta negociar uma vice-presidência na casa, para o senador Renan Filho.

Isso não quer dizer que não terá muito prestígio em Alagoas, embora, ao que tudo indica dividindo com o arqui-inimigo Arthur Lira.

Fernando Farias

O empresário Fernando Farias, muito conhecido e prestigiado no setor, não é nenhum estreante no meio político alagoano. Embora sem atuar no campo protagonista, tem um relacionamento estreito com todas as tendências partidárias e participou sempre dos bastidores, quando foi convidado para ser o primeiro suplente do senador Renan Filho e topou, para contribuir. Terá oito anos na “reserva”, mas com convocações para assumir a titularidade. Se em 2024, o senador virar governador, aí tem quatro anos de mandato. Merecido.

Rodrigo Cunha

Acredito muito mais na história contada pelo senador Rodrigo Cunha, em relação a dois prefeitos que devolveram dinheiro de emendas suas ao governo federal, que seriam aplicadas em importantes obras nos municípios citados. Cunha cumpriu o seu papel, instado pelos administradores. Mas aqui em Alagoas é assim, pois os políticos, em sua maioria, estão pouco ligando para o interesse público.

As rusgas e os ódios da campanha permanecem acesos até que a próxima chegue para um novo embate.

E quem perde é o povo.

Governo é governo

Não vejo como saudável esse negócio de instituições de classe, como trade turístico, sindicatos e afins, tentarem impor ao governo a escolha de seus integrantes para fazer parte do secretariado. As experiências têm sido desastrosas e danosas à administração pública.  O governador Paulo Dantas parece que quer mudar essa história. Indicar pode, mas a análise e nomeação é do próprio governador.

As negociações são políticas e técnicas e quem manda é quem teve os votos para se eleger.

Sem prestígio

Pela segunda vez Maceió foi a única capital do Nordeste na qual Lula foi superado pelo presidente Jair Bolsonaro, nas eleições, 42,82% (204.887) 57,18 (273.549). Lula é rancoroso e vingativo e não deve perdoar o descuido dos seus aliados por aqui. Será improvável sobrar qualquer cargo a nível de ministro para nós e certamente os recursos federais terão mais dificuldade na tramitação para o estado e municípios.

Com prestígio

Considerada o destaque da bancada federal de Alagoas, a deputada Tereza Nelma não conseguiu se reeleger, por conta de densidade eleitoral do seu partido (PSD), mesmo com uma boa votação individual.

Continua sendo a maior referência política na Assistência Social do estado e deverá ser convocada para o governo local ou federal. Destaque para ela que é a única alagoana a participar da Comissão de Transição, do governo Lula.

Sobre o assunto disse Nelma: “Tenho a alegria de anunciar que faço parte oficialmente da equipe de transição do Governo Federal. Fui convidada a compor o grupo de desenvolvimento social e combate à fome e acolho com muita responsabilidade mais essa missão.

Postado por Pedro Oliveira

Chantagem contra a democracia

19.11.2022 às 16:00

Chantagem contra a democracia

É vergonhoso o Ministério da Defesa, que tem o nobre papel de gerir as instituições militares sob claras balizas democráticas, veicular, na atual conjuntura, após o reconhecimento formal do vencedor do pleito pela Justiça Eleitoral, uma nota que, na prática e com uma frágil base técnica, coloca em xeque o sistema de votação do país.

É preciso ser dito com todas as letras: o relatório entregue pela Defesa ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não tem o propósito de contribuir para o aperfeiçoamento do sistema de votação e de sua principal ferramenta, a urna eletrônica. Diferentemente disso, o documento apenas serve para reforçar o discurso autoritário e antirrepublicano do atual mandatário do país.

Judiciário: o preço da arrogância  

(BRASÍLIA) -Está se formando um consenso na formatação do novo Congresso, na construção de uma pauta, com propostas de emendas constitucionais para reduzir o poder do Judiciário e do Ministério Público. Muitos parlamentares do governo e da oposição não perdoam o tamanho da “perseguição” e excessos cometidos principalmente por integrantes do Supremo Tribunal Federal. Nos corredores da Câmara e do Senado se cogita também da instalação da “CPI das Togas”. Segundo um influente integrante do movimento, “seria um troco para a truculência de alguns ministros, que se excederam em suas prerrogativas, citados Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Roberto Barroso”. Já outro foi enfático: “Apenas querem se livrar de condenações futura e são os mesmos da prática corruptora de sempre”.

Lira: igualdade dos poderes

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), defendeu esta semana a independência entre os Três Poderes. O parlamentar alagoano participou da abertura do seminário “Como aperfeiçoar a arbitragem no Brasil”, realizado pelo site Poder360 em parceria com a OAB Nacional (Ordem dos Advogados do Brasil). “Temos que prezar pela não intromissão entre os Poderes. É importante no Brasil que os Poderes tenham autocontenção para que esfrie a temperatura política desse país, para que a gente tenha a tranquilidade de que esse processo [democrático] será executado”.

Rodrigo Cunha

O senador Rodrigo Cunha perdeu a eleição, mas saiu fortalecido, com uma votação expressiva (47,67%), por pouco não conseguindo ultrapassar o governador Paulo Dantas, reeleito para mais um mandato. Tem cacife para disputar a reeleição ou o governo novamente, porém precisa fazer uns “ajustes”

no rumo desses quatro anos. É importante dar musculatura em sua ousadia e trabalhar uma apatia aparente, que o deixa murcho e em desvantagem. Haverá tempo suficiente, mas não pode perder esse tempo. Precisa sair para o ataque e assumir uma liderança de oposição com musculatura e fazer com que todo o estado conheça seu trabalho e propostas. Tem tudo para chegar lá e tudo depende dele.

Bolsonaristas irritam PL

A cúpula do PL está irritada com uma série de informações que circularam nos últimos dias atribuindo ao partido ações que a legenda não pretende tomar. Na visão de dirigentes da sigla, a ala mais radical e bolsonarista do partido continua sem aceitar a derrota da eleição presidencial e cria constrangimento ao vazar dados de discussões internas. Ao mesmo tempo, atrapalha a organização de uma oposição. A deputada Carla Zambelli, bolsonarista descontrolada é a que mais tem contrariado a turma de Valdemar Costa Neto.

Eleições aprovadas

Missão de Observação Eleitoral (MOEs) que acompanharam as Eleições Gerais de 2022 ,composta por representantes da Rede Mundial de Justiça Eleitoral (Global Network on Electoral Justice – GNEJ), apresentou relatório sobre as eleições no Brasil, para os dois turnos. Para a entidade, durante o pleito deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cumpriu a missão constitucional de forma objetiva, imparcial e profissional, exercendo os respectivos poderes de forma íntegra no processo democrático, contando com o auxílio do Ministério Público e das forças de segurança.

A papel de Arthur Lira

O líder do PT na Câmara, deputado Reginaldo Lopes (MG), 49, afirma não haver incoerência ou obstáculo para que Arthur Lira (PP-AL) integre a futura base de sustentação do governo de Lula. Afirmando que o PT caminha para não ter candidato, Lopes diz que Lira tem adotado uma postura "extremamente colaborativa". "Arthur Lira sempre tem viabilizado e tentado contribuir com os governantes, com os presidentes."

Palmeira sem cultura

Até a administração do prefeito Albérico Cordeiro, alguns menos e outros mais, o protagonismo de cidade cultural se mantinha em evidência em Palmeira dos Índios. Com uma boa biblioteca, acessível e frequentada por estudantes e também pela sociedade, o museu xucurus, e a Casa Graciliano Ramos, como atrativos do turismo cultural recebendo visitantes até de outros estados, davam à cidade sua capilaridade receptiva. Com a posse do prefeito Júlio Cezar, um político emergente, sem tradição e sem cultura o setor foi completamente abandonado e os equipamentos foram se deteriorando até o fechamento. Hoje resta à cultura palmeirense uma Fundação Cultural, particular, mantida pelo nosso ícone do setor, jornalista Ivan Barros, com um acervo que conta nossa história e de nossos ancestrais, além da Academia Palmeirense de Letras, que mantem com muito sacrifício, uma agenda cultural efetiva. Vamos aguardar que o atual prefeito se vá, para a nossa cultura voltar.

Postado por Pedro Oliveira

Cada um com seu quinhão

14.11.2022 às 00:19
Marcelo Camargo - Agência Brasil


PARA REFLETIR - “Não descansarei até que todo cidadão brasileiro e sua família, tenham café da manhã, almoço e jantar, todos os dias”. ( LULA).


Cada um com seu quinhão

Lia esta semana a coluna de um colega que dizia “o maior vencedor da eleição AL não teve um só voto”. Discordo, respeitosamente do colunista, que é um craque da informação precisa e atualizada. O período eleitoral  transcorreu à beira de um confronto saindo dos debates e indo às vias de fato. Não foi sangrento, mas foi voraz. Os dois principais antagonistas, senador Renan Calheiros e o deputado Arthur Lira, travaram uma disputa que descambou para o ódio e ranger de dentes.

No final ambos tiveram os seus quinhões e persistem ambos como as duas maiores lideranças políticas de Alagoas.

Os confrontos seguirão, mesmo após o resultado das eleições.

Prêmio de consolação

O presidente Bolsonaro perdeu a eleição, mas não tem muito o que reclamar.

O Partido Liberal (PL) anunciou, que ele foi convidado a fazer parte da executiva nacional e ser o novo presidente de honra do partido.

Vai ganhar uma mansão para residir no seleto Lago Sul de Brasília, e vai ter então (casa, comida e roupa lavada), além de mordomia de chefe de estado.

Sobre o cargo de Bolsonaro no partido, não foram citados valores para um eventual salário. Apenas garantido que terá todas as condições para que o presidente continue sua militância na legenda: “Quero pagar o maior valor que eu puder, porque ele é um cabo eleitoral de 58 milhões de votos. é o nosso capitão, vamos seguir ele no que for preciso”, completou Valdemar. Com Bolsonaro nestas eleições, o partido elegeu 99 deputados federais e 8 senadores.

Tudo bancado pelo imoral Fundo Partidário, isto é, nós que pagaremos a conta do “desocupado”.

Começou a campanha para prefeito

Votos contados, resultados proclamados a movimentação já é grande nos meios políticos locais em busca de formação de alianças e tramas, com vistas a eleição para prefeito de Maceió, em 2024.

O atual prefeito JHC vai ter que trabalhar muito, depois da derrota de seus candidatos, que mostrou, claramente, sua fragilidade nos votos. Além disso terá pela frente candidaturas de peso a exemplo de Davi Davino, Rui Palmeira, Alfredo Gaspar e também Rodrigo Cunha.

Lira quer Davi Davino

Fonte da mais alta intimidade com o presidente da Câmara, Arthur Lira, me dizia que o prefeito de Maceió não passa nem perto do seu radar na formação do seu bloco político. JHC é culpado de não ter correspondido com lealdade às expectativas e acertos durante a campanha. O candidato da preferencia de Lira, por enquanto é o deputado Davi Davino, que tem se mostrado bom de voto e com chances reais de tomar a prefeitura da capital.

O mesmo dos mesmos

O govenador Paulo Dantas corre sério risco de começar tropeçando quando tomar posse no seu novo governo. Se não formar uma equipe com a sua cara vai parecer que o senador Renan Filho tem o poder da dualidade, ocupando dois espaços ao mesmo tempo. Precisa também de gestos e atitudes de comando que demonstrem que ele é o chefe e não “chefete”. Não é segredo o fato de que se comenta, desde o inicio de sua gestão, da interferência da Assembleia Legislativa, sob a “borduna” e o “tacape” do seu presidente, deputado Marcelo Victor.

O governador precisa e deve ter um governo para chamar de seu e construir sua história política, desconhecida ainda de muitos alagoanos.

Frustração ou senilidade

"Esse negócio do Lula estar doente... Não está, infelizmente. Vamos torcer para que tenhamos um futuro melhor. Na mão do cachaceiro, não vai” (General Augusto Heleno a um grupo de apoiadores de bolsonaristas ao sair do Palácio da Alvorada).

Ao que parece o velho general está inflado de frustração por perder a partir de janeiro as mordomias palacianas e o alto salário acumulado, do contrário é um caso mesmo se senilidade.

Não passa de um pária “encasacado”, provocador de desordens institucionais e que em nada contribuiu com o país.

Improbidade administrativa

A convite de Justiça Federal de Pernambuco o promotor do MPE alagoano, Marcus Rômulo, um de nossos mais destacados quadros da Procuradoria Geral de Justiça, esteve em Recife, ministrando curso sobre o Novo Regime da Lei de Improbidade Administrativa, dirigido para magistrados federais da região.

O promotor que é mestre em Direito Administrativo tem proferido cursos em Maceió e também em outras capitais como Natal, Fortaleza, João Pessoa e na capital pernambucana.

O curso é ministrado de maneira híbrida (presencial e à distância) modalidade que surgiu com a pandemia e continuará sendo adotada com muita aceitação.

Ministro alagoano

(BRASÍLIA) - Hoje aqui em Brasília (quinta-feira) o dia “amanheceu para Alagoas”. Nos corredores do Congresso, na Esplanada e nos arredores do Centro Cultural Banco do Brasil, só se fala no périplo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva e o sucesso de sua vitoriosa empreitada em busca de restabelecer a República, conversando com aqueles que decidem o futuro do país. Caminhando no rastro do petista, passo a passo, ouvi de fonte muito ligada ao PT e sintonizada com a equipe de transição: “aposte na indicação do senador Renan Filho, para o Ministério da Infraestrutura (com outro nome e formatação).

Será um reconhecimento a lealdade e articulação de Renan (pai) e aos méritos do Renan (filho), como um dos melhores governadores do país, nos últimos oito anos.

Postado por Pedro Oliveira

Na reta final

23.10.2022 às 11:20
Reprodução Twitter (PD) e Facebook (RC)

PARA REFLETIR -Existe uma deformação lastimável na consciência política coletiva do nosso povo: o povo adora ser enganado


Na reta final

Alguém me perguntou esta semana: “dá ainda pra Rodrigo Cunha ultrapassar Paulo Dantas na corrida eleitoral”? Eis a minha resposta... pelas pesquisas e sem o surgimento de um fato novo, será bem difícil, mas não impossível. O governador sofreu um violento golpe, mas não foi a nocaute. Reagiu e se manteve na média alcançada, encarando os fatos e desconstruindo pesadas matérias a mídia até nacional. As acusações fugiram do debate político e invadiram a sua vida privada, certamente provocando um imenso desconforto familiar – pelo vazamento de uma peça do inquérito policial malfeita – e propositalmente retirada dos autos, que deveriam tramitar em sigilo. Quem da Polícia Federal fez vazar para a imprensa o auto de busca e apreensão em desfavor do governador? É preciso buscar os responsáveis, ou estamos vivendo um estado policialesco abominável.

Por outro lado, o comitê de Rodrigo Cunha não teve a capacidade de explorar com influência nas opiniões dos eleitores. O “produto” é bom, ficha limpa, com capilaridade, mas a campanha é morna e muitas vezes amadora. A realidade é que a partida está indo para o final do segundo tempo e ao apito final, deve favorecer Paulo Dantas.

De olho nas pesquisas

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18), por 295 votos favoráveis e 120 votos contrários, o requerimento de urgência para o Projeto de Lei 96/11, do deputado Rubens Bueno (Cidadania-PR), que amplia multas a institutos de pesquisa e altera o conceito de pesquisa fraudulenta.

A urgência permite que a proposta seja incluída na Ordem do Dia do Plenário, mas o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP/AL), adiantou que será votada uma outra proposta sobre regulamentação das pesquisas eleitorais e que esse novo texto será alvo de uma ampla rodada de negociações com os líderes de todos os partidos.

O destaque de Millane Hora

A jovem e talentosa Millane Hora é muito querida no mundo cultural alagoano e sempre teve uma atividade intensa na boa música. Escondia, no entanto, um lado político ativo e surpreendente. Com muito carisma e jogo de cintura, assumiu um positivo protagonismo na campanha de Rodrigo Cunha e tem conquistado uma boa fatia do eleitorado. Nos eventos de campanha, canta, dança e ao microfone faz falas de empatia e o povo aplaude. Bem que podia dar um pouco der sua animação para o candidato, que é bom, mas muito paradão.

Transporte de eleitores

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Roberto Barroso autorizou que prefeituras e concessionárias ofereçam transporte público gratuito no dia das eleições. O 2º turno será em todo país em 30 de outubro. As empresas poderão voluntariamente oferecer o serviço de forma gratuita, sem que isso configure crime eleitoral. Conforme a decisão, será possível também oferecer linhas especiais para regiões mais distantes dos locais de votação. Prefeitos poderão usar ônibus escolares para essa finalidade. A notícia foi comemorada também aqui em Alagoas.

Educação deficiente

O Ministério Público do Estado de Alagoas realizou, recentemente, fiscalizações voltadas para detectar irregularidades nas escolas públicas e não foi surpresa encontrar um verdadeiro caos e agressão à cidadania e respeito aos alunos e professores. Água imprópria para consumo, banheiros sem papel higiênico e sabonete, instalações prediais precárias, com ameaça de desabamento, instalações sanitárias sem condições de uso e muitas outras irregularidades. O grave fato foi registrado em escolas municipais de Quebrangulo e Paulo Jacinto, as duas cidades fiscalizadas pelo MP. O fato deve se repetir nos demais municípios, com toda certeza. E o dinheiro público pra onde vai?

Eleição tóxica

Confesso que nunca presenciei uma eleição com um clima de beligerância como esse que estamos vivendo. E olhe que estou falando em tempos de crimes e violência política de antão. Sobraram para esse segundo turno revelações de fatos chocantes por suas emblemáticas significações negativas. Compra de votos, sempre aconteceu até por complacência da Justiça Eleitoral, dinheiro em sacos de lixo e “conspirações” também, mas nunca na proporção e acinte que estamos vendo. Estamos com um governador, que concorre a reeleição, afastado do cargo, buscando provar sua inocência, mas já dentro de um furacão que já atinge o seu núcleo familiar.

O tempo dirá quem tem razão, mas em consequência de todos esses degradantes fatos, não seremos mais os mesmos, após o pleito que se avizinha.

O papel de Jó Pereira

A candidata a vice na chapa do Rodrigo Cunha, deputada Jó Pereira, manteve o papel de equilíbrio durante toda a campanha, mesmo diante da “carnificina” que as eleições estão vivenciando. Com uma trajetória de protagonismo na Assembleia, muito atuante na defesa de causas das mulheres e no combate por políticas públicas sociais, aceitou deixar uma eleição garantida, pelo risco de uma disputa majoritária. Cumpriu o seu papel e permanece incólume em seu destino e vocação na política.

Prefeito derrotado

O prefeito Júlio Cezar, de Palmeira dos Índios, após ver derrotada nas urnas a sua esposa, candidata a deputada estadual, sem destino ou vocação para a política e não ver confirmados os votos que prometeu aos seus candidatos, teve uma enorme frustração, embora todos já esperassem esse resultado, por sua administração equivocada e danosa aos eleitores palmeirenses, veio de público bradar que havia sido traído nas urnas.

O segundo mandato do prefeito está descambando para o descrédito e com muitas suspeitas e logo os pretensos candidatos a sucedê-lo vão fugir de seu negativo apoio. Quem planta, colhe. Esse eu conheço.  

Postado por Pedro Oliveira

Alagoas sofrendo

16.10.2022 às 12:00

Alagoas sofrendo

Não vou entrar no mérito da questão que trata da ação que afastou o governador Paulo Dantas, por ato de uma ministra do STJ (Laurita Vaz), até porque ao fechar esta coluna o caso não havia tido um desfecho, aguardando a decisão por parte do plenário do STJ e STF. Mas não me furto em dizer que o lamentável episódio nos coloca, mais uma vez, em pauta nacional negativa, o que é muito ruim para Alagoas. O embate político é legítimo e previsível em uma eleição, mas quando se parte para os extremos, exalando ódio, vingança e ataques amorais aí a coisa descamba para caminhos que não são os mais republicanos. Aos dois grupos antagônicos deixo apenas um conselho (e de graça) briguem por Alagoas e não pelo poder. Que vença o melhor, para todos nós.

JHC encarando 2024

Após as eleições o prefeito JHC já parte para uma agenda intensa de atividades rumo à busca da reeleição em 2024. Terá, com certeza, adversários com fortes capilaridades e já se forma uma fila de pretendentes, nos palpites eleitorais. Pra começar Rui Palmeira, Alfredo Gaspar, Davi Davino e deputado Cabo Bebeto.

O prefeito vai começar por organizar o seu novo partido (PL) acreditando que poderá dar um grande impulso nas filiações, principalmente se ocorrer a eleição de Bolsonaro.

Rede de intrigas

Confesso que nos meus 53 anos de jornalismo nunca havia visto uma eleição tão tóxica como a que estamos vivendo e graças a Deus terminando. Procurei ficar o mais distante possível de qualquer embate político local ou nacional. Limitei-me a publicar notícias e pouco expressar minha opinião partidária, como sempre o fiz. Tentei assistir alguns debates, mas em nenhum cheguei ao fim, entediado e com a falta de propostas e as mútuas agressões. Bateu saudade dos tempos em tínhamos eleições empolgantes, quando a gente tinha dificuldade de escolher um candidato, diante de tantos bons. Hoje, ao contrário, temos que apostar em encontrar um menos pior, o que é trágico pra nosso futuro.

Os campeões do voto

Entre os 50 deputados federais mais votados, proporcionalmente em todo o país, Alagoas emplaca pelo menos três. O grande campeão foi Arthur Lira (PP), com 219.452 votos, que ficou em quarto lugar na disputa nacional, ainda entraram na lista do “cinquenta mais”, Alfredo Gaspar (União) 102.039 e Luciano Amaral (PV-Federação) 101.508. Que não apenas os campeões, mas todos da bancada honrem o mandato e dignifiquem os votos dos alagoanos.

Protegendo os idosos

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou o projeto que determina a municípios com mais de 100 mil habitantes e ao Distrito Federal instalarem e manterem pelo menos uma instituição de longa permanência para idosos de natureza gratuita.

A relatora, deputada Tereza Nelma (PSD/AL) recomendou a aprovação. “A proposta disciplina de forma objetiva a responsabilidade dos entes locais pelo fornecimento do serviço de acolhimento institucional às pessoas idosas de acordo com princípios e objetivos há muito consagrados na legislação”, disse.

Tereza Nelma certamente fará muita falta, na defesa de pautas de cidadania, pois infelizmente não conseguiu se reeleger.

Prefeituras na mira

A Polícia Federal já dispõe de informações e provas suficientes para deflagrar uma operação gigante em grandes números de prefeituras que foram beneficiadas com verbas do Orçamento Secreto. Licitações com cartas marcadas, superfaturamento, fraudes processuais e muito dinheiro nos bolsos de prefeitos desonestos, são alguns dos principais crimes levantados, com a colaboração da AGU e Tribunal de Contas. Tudo leva a crer que vai ter “neguinho” atrás das grades, antes do final do ano. Cadeia neles.

Postado por Pedro Oliveira

As pesquisas erraram?

10.10.2022 às 08:40

PARA REFLETIR

“Existem duas maneiras para ser eleito em Alagoas. Conquistando ou comprando votos. Eu conquistei e comprei. Do contrário não seria eleito”. De um candidato eleito, ao colunista.

As pesquisas erraram?

As pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial indicavam resultados diferentes dos apresentados nas urnas no dia do pleito ( domingo) (2). Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve 48,4% dos votos e Jair Bolsonaro (PL), 43,2%. Simone Tebet (MDB) teve 4,2% e Ciro Gomes (PDT), 3%. Os outros candidatos, juntos, não chegaram nem a 2%. 

Um dos fatores que pode explicar a diferença é o fato de que uma parcela expressiva dos eleitores decide o voto no dia das eleições.

Nas eleições deste ano, pesquisadores afirmam que outro fator pode explicar a diferença. João Feres Júnior, cientista político do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e coordenador do Manchetômetro (site de acompanhamento da cobertura de imprensa para economia e política), afirma que a principal diferença entre as intenções de voto e o que se deu nas urnas pode ser explicado pelo eleitorado bolsonarista, uma vez que a maior novidade é o percentual de votos conquistados pelo presidente que não entraram no radar dos levantamentos. 

“A diferença se deu só na intenção de voto de Bolsonaro. Na intenção de voto do Lula, as pesquisas acertaram dentro e perto da margem de erro”, reforça. "Eu acho que a única resposta possível, apesar de ser uma hipótese, é que os eleitores do Bolsonaro são arredios às pesquisas de intenção de voto, ou seja, evitam responder pesquisas ou, quando respondem, declaram informações falsas." O problema, afirma Feres Júnior, foi “captar a preferência pelo Bolsonaro”. Vem rolo grande por aí e quem sabe até CPI

Ganhou, mas não levou

Mesmo sendo a candidata mais votada para deputada federal com 123,1 mil votos, no Mato Grosso a professora Rosa Neide (PT), que buscava a reeleição, não foi eleita, como apontam dados do Tribunal Superior Eleitoral deste domingo (2).

Conforme dos dados, a Federação Brasil da Esperança (PT-PV e PC do B), não conseguiu fazer o quociente eleitoral necessário para eleger um candidato a deputado federal. Apenas a deputada Rosa Neide obteve uma votação expressiva, sendo que o segundo mais votado da Federação, o ex-juiz Julier Sebastião (PT), conquistou pouco mais de 7,6 mil votos.

O gigante Davi

O deputado Davi Davino teve uma expressiva votação em 2020, como candidato a prefeito de Maceió, marcou posição e beirou o segundo turno. Agora, com uma cômoda posição na reeleição para a Assembleia Legislativa,  um dos prováveis mais votados, optou por enfrentar o ex-governador Renan Filho, que já entrou na disputa como invencível para o Senado, onde fará dupla com seu pai, o senador Renan Calheiros.

Apenas na capital Davi teve quase o dobro da votação do seu poderoso oponente, além de expressiva votação no interior, chegando muito perto na reta final, além de eleger sua mãe, Rose Davino, como deputada estadual.

Carismático, seguro, bom negociador e ficha limpa. Que se preparem seus opositores, pois o gigante Davi já começa a marcar posição ´para disputar a prefeitura de Maceió, em 2024.

Arthur mais forte

Para a manutenção de superpoderes o deputado Arthur Lira nem precisa que Bolsonaro seja reeleito. Cacifado pela explosiva votação que teve (219.452), a maior votação da história política de Alagoas e proporcionalmente um dos mais votados no Brasil, com o poderio ampliado na Câmara dos Deputados liderando o Centrão, com uma bancada de 235 parlamentares. Qualquer que seja o vencedor (Lula ou Bolsonaro) terá que se submeter a uma política de coalisão ditada por essa expressiva maioria.

As coisas se tornarão bem mais fáceis, caso Bolsonaro seja vitorioso, mas Lira não perderá sua liderança, mesmo com a vitória petista.

Cadeiras cativas

Com a reeleição do governador Paulo Dantas, o que está se encaminhando, já é certa uma renovação radical na equipe de secretários de estado e dirigentes de empresas públicas. O governador precisa montar um time com a sua cara, e fazer um governo para chamar de seu. Não é recomendável manter qualquer auxiliar por muito tempo em posição estratégica, pois passa a se achar “dono do cargo”.

Nos bastidores do palácio já se pontua que, por enquanto, apenas três titulares vão jogar na mesma posição, por competência e ampla confiança do governador: Joaldo Cavalcante (Comunicação); Luiza Barreiros (Gab. Civil) e Samya Suruagy Amaral (Procuradoria Geral do Estado).

Alfredo Gaspar

Sai da eleição fortalecido carregando nada menos de 102.039 votos, frutos de seu trabalho e sua credibilidade diante do eleitor. Os alagoanos estavam lhe devendo esse mandato.

Rafael Brito

 Entrou em campo com a partida iniciada e obteve 58.134 votos para deputado federal. Uma vitória e tanto! Provou que tem talento, confiabilidade, destino e vocação política.

Compra de votos.

A Justiça Eleitoral pode não ter sido conivente, mas foi negligente e acovardada no quesito compra de votos na capital e interior. Os “negócios” foram feitos a céu aberto e se deram bem aqueles saíram em busca do imoral e criminoso ato. Alguém será punido? Duvido.

Rui Palmeira

Foi entre os candidatos o que teve a melhor postura e comportamento digno no período eleitoral. Saiu inteiro, do jeito que entrou. Também não era para menos. Filho de Guilherme Palmeira, o nome de maior conceito público na história da política alagoana. 

Postado por Pedro Oliveira

Queria o rei

26.09.2022 às 09:20

Queria o rei

O presidente Jair Bolsonaro tinha um objetivo em sua viagem ao Reino Unido e não era homenagear a rainha Elizabeth, em seu sepultamento. Se não chorou a trágica perda de 600 mil brasileiros na pandemia, não seria a morte da soberana britânica que o comoveria. Bolsonaro viu a possibilidade de “fazer campanha,” no seu périplo que se estendeu até os Estados Unidos. 

Por lá (Inglaterra) foi um ser anônimo a patético, sem nenhuma visibilidade, além de tudo constrangido pelos ingleses ao provocar algazarra na frente da casa do embaixador brasileiro, em um de seus discursos chulos e inapropriados.

Pediu para ser recebido pelo rei Charles e lhe foi negado, sendo oferecida a possibilidade de encontro breve com o Chanceler James Cleverly, com a primeira ministra. Liz Truss, nem chegou perto. Queria uma foto com o soberano, para fazer campanha. Não conseguiu devido a sua diminuta expressão política para o mundo civilizado. O Brasil humilhado lamenta.

Renovação na Assembleia

Ao que tudo indica a conta final dos deputados que deveriam reconquistar os mandatos não vai bater com a previsão feita por eles e alguns especialistas. O momento político mudou e o eleitorado parece que amadureceu em se dar o direito de ser conduzido como boiada.

Pelos prenúncios a renovação da Assembleia será a maior já registrada na história de nossa política. Surgiram candidatos novos, com muita visibilidade e que transmite confiança de renovação ao eleitorado na capital e interior. Os antigos terão de suar muito e gastar idem, para permanecer no poder.

Vítima da violência

O senador Rodrigo Cunha é, sem dúvida, a vítima de violência política mais emblemática de Alagoas. Muito jovem, viu sua mãe (a deputada Cecy Cunha) e seu pai assassinados juntos, como consequência da inveja e da ganância e também da impunidade incontrolada dominante. Um crime que chocou e indignou o país.

Cresceu e venceu na vida praticando a política de sua mãe, sem carregar ódio e somando forças. Disse Rodrigo Cunha à coluna:” sou vítima da violência, mas isso não me contaminou, pelo contrário, tenho horror à violência, que em meu governo terá tolerância zero”.

Mudanças necessárias

Caso se confirme sua eleição para governador Paulo Dantas tem um longo caminho para ajustar antes de sua posse. Para fazer um bom governo precisa se cercar de pessoas experientes, principalmente para os cargos nos quais exige capacidade, vontade de trabalhar e experiência (não necessariamente em pública). Precisa antes de tudo fazer uma “limpa”, em todos os cargos comissionados, para depois então adequar uma lotação técnica, equilibrada com a política. Não há ninguém insubstituível na formação do governo e pessoas que passam muito tempo (dois mandatos) em uma posição estratégica de comando, se acha “efetiva” e fazem tudo para não largar o osso Esse poderá ser o erro grave. Já assisti filme semelhante.

Paulo Dantas escalado

O governador Paulo Dantas, pelas pesquisas publicadas esta semana já está com vaga garantida para o segundo turno da disputa para permanecer no Palácio Zumbi dos Palmares. Na briga para a escolha do seu adversário estão Rodrigo Cunha, Fernando Collor e Rui Palmeira. Agora na reta final entra o vale tudo e ganha quem mostrar maior capilaridade eleitoral e convencer os indecisos, que podem decidir a eleição.

Virão à tona histórias escabrosas de cada um dos personagens e enchente de fake news. É a velha história.... quem for podre que se quebre.

Quem quer dinheiro?

Nunca em eleições anteriores se praticou a compra de votos como estamos vendo agora. Com uma disputa acirrada, mandatos ameaçados, traições e compromissos não honrados o voto passou a ser mercadoria de primeira necessidade e as negociações feitas às claras, desafiando a Justiça Eleitoral, que se mostra inerte com o crime. Alguns candidatos logo colocarão “bancas de votos”, a exemplo do jogo do bicho com cadastramento de eleitores. Uma vergonha explícita. Ouvi de uma senhora que disse ter preenchido já quatro cadastros diferentes. Vai faltar votos para alguém.

Os “prefeitos” de Collor

O senador Fernando Collor deu uma guinada de mestre que deixou seus concorrentes na maior fúria. Publicou nas redes sociais dezenas de prefeitos e ex-prefeitos agradecendo sua ajuda aos municípios e com insinuação de q1ue apoiam sua candidatura.  São depoimentos antigos, mas com a astúcia de Collor não se deve brincar. No mínimo os eleitores ficaram confusos.

Brasília deserta

(BRASÍLIA) – Estou esta semana em Brasília. É natural que cidade esteja deserta nessa reta final das eleições. Na Câmara e Senado praticamente só as almas penadas fazem algum barulho nos corredores infectados do Congresso… Todos estão em campanha, gastando nosso dinheiro para ganhar a eleição e continuar gastando mais uma vez o dinheiro da “viúva”, que se em envergonha dos políticos brasileiros. Voltarão pra cá os mesmos acrescidos de parentes e aderentes. É o Brasil, meu irmão.

Pílulas do Pedro

 Forças de segurança devem estar atentar ao crescimento da violência, caso haja segundo turno das eleições.

Alagoas amadureceu e não admite chefetes, coronéis de araque e o retorno à violência política.

Postado por Pedro Oliveira

Por que só o Cunha?

19.09.2022 às 08:00


PARA REFLETIR - “Enquanto os institutos de pesquisas não entenderem que parte da população tem vergonha em admitir em quem vota, vai continuar errando tudo”.

Por que só o Cunha?

Não tenho nenhuma procuração para defender o senador Rodrigo Cunha, mas chama a atenção a hipocrisia de seus adversários quando o criticam por receber dinheiro do Fundo Eleitoral, para financiar suja campanha. Uma campanha majoritária para ser bancada, necessita de alguns milhões e esse Fundo foi criado com esse objetivo: bancar os partidos financeiramente. A fatia de Cunha é bem maior que os demais, porém não foi ele que inventou a mamata eleitoral. Aqueles que o criticam também receberam suas partes na repartição do bolo. Se não tiveram competência para faturar mais, aí a culpa não é do senador.

Pesquisas caolhas

A eleição de 2020 todos se lembram, ficou marcada pelo elevado número de erros de grandes institutos de pesquisas, que “amarelaram” e alguns chegaram até a cancelar as tradicionais pesquisas de boca de urna. 

O Datafolha apontou a vitória de Marília Arraes (PT) no Recife e o Ibope “viu” Manuela D’Ávila (PCdoB) na frente (51% a 49%) em Porto Alegre, mas deu Sebastião Melo (55% a 45%).

O dia da eleição chegou, os resultados foram outros e os institutos tentaram explicar o inexplicável. 

As pesquisas também deram vexame em 2018, com Witzel no Rio e de Romeu Zema em Minas, e nas derrotas de Dilma e Eduardo Suplicy.

O que se pode esperar agora em 2022? Algo parecido ou pior, em minha opinião.

Os erros das pesquisas

Outra teoria para o erro das pesquisas eleitorais este ano está na desatualização de dados demográficos, dado que o último censo foi realizado em 2010. Segundo a presidente do Ibope Inteligência, Márcia Cavallari, “quanto mais distante [de 2010], pior fica o resultado” das pesquisas.

Além disso, as pesquisas presenciais requerem que os entrevistadores visitem uma amostra representativa de residências. Mas a seleção de bairros que os pesquisadores visitarão é feita através da malha de setores censitários, que também não é atualizada desde 2010. Bairros novos simplesmente não aparecem para os institutos de pesquisa e não os incluir pode enviesar a amostra. (com informações do Diário do Poder).

As causas da abstenção

Apontam os cientistas políticos que os índices de abstenção que vêm crescendo, nas últimas eleições, representa a desconfiança das pessoas nos políticos, como a causa responsável pela ausência do povo nas urnas.

Em Democracia quanto maior for a abstenção mais a legitimidade democrática é posta em causa, sem dúvida. Portanto essa tendência para a abstenção mostra uma crescente desconfiança dos cidadãos em relação às instituições e à chamada classe política.

Frustração política

Cada vez mais as pessoas rejeitam disponibilizar tempo para a vida política e nota-se que há nessa recusa, uma atitude de descrença muito grande em relação à capacidade dos atuais líderes políticos. O professor Elísio Estanque, especialista em política contemporânea, da Universidade de Coimbra, descreve com muita propriedade que: “Há uma parte da sociedade que já não acredita na política. Não por uma questão de ignorância ou falta de esclarecimento político, mas sim por um sentimento de frustração, de abandono e de descrença”. Essa é a nossa realidade.

Alagoas com fome

Mais uma vez aparecemos na pauta negativa nacional como o estado onde há maior proporção de pessoas passando fome no Brasil.

A proporção de alagoanos famintos é duas vezes a média nacional (15,5%), de acordo com dados do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, que divulgou informações sobre segurança alimentar por estado nesta quarta-feira (14).

Não dá para entender que isto aconteça com tantos milhões do Orçamento Secreto injetados para o estado e prefeituras do interior. Afinal para onde vai essa dinheirama toda?

Fazendo escola

O desprezo do presidente Jair Bolsonaro com as mulheres tem contaminado seus seguidores a cada dia. A jornalista Vera Magalhães foi hostilizada pelo deputado estadual paulista Douglas Garcia(Republicanos), durante o debate para o governo de São Paulo. Usando um celular para gravar o ato, o parlamentar foi até ela e reiterou os ataques feitos pelo chefe do Executivo há duas semanas a chamando de "vergonha para o jornalismo brasileiro", em seguida, reproduziu uma falsa notícia sobre a remuneração anual dela na TV Cultura. Já está protocolado na Alesp um pedido de cassação do agressor.

Heloisa sendo Heloisa

Bastou que Marina Silva anunciasse seu apoio a Lula para que a imprensa maldosa e boateira de Alagoas começasse a insinuar que Heloisa Helena (hoje candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro) seguiria o mesmo caminho.

Tenho falado com ela quase diariamente e sabia de sua reação.

Alguns por falta de conhecimento e outros por maldade mesmo, se comportam como porta vozes da política retrograda para ataca-la. Tão logo Marina fez sua declaração Heloisa publicou nas redes sociais sua reação – “não aceito a vassalagem política em relação aos grandes e poderosos., que ousam pensar que a todos podem comprar”

IPVA zero

O governador Paulo Dantas promete zerar o IPVA de veículos de até 40 mil motoristas de aplicativos e também de todas as motos de até 170 cilindradas, segundo anunciou em suas redes sociais.

A medida teve ampla repercussão e alcança setores vitais da sociedade, principalmente aqueles de renda mais baixa.

Em sua mensagem Dantas diz: “Essa é a força que você que vive na correria precisa”.

Arapiraca é Rodrigo Cunha

O senador Rodrigo Cunha calculou o alvo e atirou: “Arapiraca terá finalmente um filho da terra governador”. O mote pegou e quem passa pela cidade e adjacências é o refrão que mais se ouve. Com um forte empurrão do prefeito Luciano Barbosa, que possui um capital eleitoral comprovado, a campanha de Cunha pegou gás e sua votação será recorde, com força para levá-lo ao segundo turno e quem sabe ao Palácio Zumbi dos Palmares.

O senador Fernando Collor exibiu vídeo do prefeito de Palmeira dos Índios, ressaltando e agradecendo seu apoio à administração. Uma boa peça de campanha de apoio. 

O governador Paulo Dantas é o único entre os candidatos com passagem “comprada e marcada” para o segundo turno.

Postado por Pedro Oliveira

E o Brasil não explodiu

11.09.2022 às 12:00


PARA REFLETIR - Tensões no limite nas eleições em Alagoas. Se estica mais a corda o embate vai partir para uma indesejável violência. Juízo, senhores!


E o Brasil não explodiu

(BRASÍLIA) - Os brasileiros deram sinal de maturidade ao comemorar a passagem dos 200 de independência, de forma pacífica e com um número de participantes nunca ocorrido em outras festas da Independência. Em tempos de antagonismos políticos e violência decorrente das disputas, se temia a ocorrência de confrontos e depredações de instituições, que chegaram a colocar tapumes de proteção ao redor de seus prédios.

Depois de participar do desfile cívico-militar em Brasília, o presidente seguiu para o Rio de Janeiro, onde fez um discurso para apoiadores na praia de Copacabana. Antes, Bolsonaro participou de uma motociata e assistiu às apresentações militares em comemoração aos 200 anos de Independência do Brasil.

"Queremos que vocês cada vez mais tenham liberdade para decidir o nosso futuro. Nesse momento de decisão, e vocês sabem que somos escravos de nossas decisões, muita atenção. Eu tenho certeza que vocês sabem o que devemos fazer para que o Brasil continue do jeito que está. Estamos em um governo que acredita em Deus, nas instituições militares e que deve lealdade ao povo. Tenho certeza que teremos um governo muito melhor na reeleição. Muito obrigado pelo momento fantástico que estamos vivendo. Voltamos a falar de política e discuti-la com responsabilidade", disse Bolsonaro no discurso.

Bolsonaro ganhou

Qualquer análise fria e isenta vai comprovar que o presidente Jair Bolsonaro conseguiu, mesmo pisando na linha da liturgia do cargo, com palavras impróprias em seus discursos, faturar politicamente o emblemático evento positivamente. Durante discurso no Rio, Bolsonaro chamou Luiz Inácio Lula da Silva de “quadrilheiro”, sem citá-lo nominalmente. O chefe do Executivo afirmou que o ex-presidente deveria ser “extirpado da vida pública”.

A ausência de opositores nas ruas em todas as capitais deu folego e visibilidade aos apoiadores de Bolsonaro, que conseguiu faturar a data com milhões de apoiadores comemorando de verde e amarelo.

Lula em casa

O candidato Lula da Silva não se arriscou enfrentar as ruas e decidiu acompanhar os acontecimentos do dia em casa, com a esposa e alguns integrantes da direção da campanha. Lula através de sua assessoria devolveu os ataques de Bolsonaro, que segundo ele, “tenta atacar ao invés de discutir os problemas do Brasil”. O candidato do PT também cobrou explicação de “como a família juntou R$ 26 milhões de dinheiro vivo para comprar 51 imóveis”, referindo-se a uma reportagem do UOL, que a imprensa não conseguiu confirmar, sobre a suposta compra de imóveis pela família Bolsonaro.

“O presidente, em vez de discutir os problemas do Brasil, tentar falar para o povo como vai resolver o problema da educação, da saúde, do desemprego, ele tenta falar de campanha política e tenta me atacar, onde deveria explicar como a família juntou R$ 26 milhões de dinheiro vivo para comprar 51 imóveis. É isso que ele deveria explicar. O Brasil precisa de melhor sorte”, disse.

Rafael Brito

O ex-secretário de Educação Rafael Brito (o tio Rafa) nem parece um neófito na disputada briga pelo voto, como candidato a deputado federal. Ativo, articulado, circula todo o estado e onde chega encontra apoios espontâneos, conquistados por sua capacidade de fazer acontecer na administração pública. Exitoso por onde passou se apresenta como um dos mais bem avaliados quadros do governo. Eleito, o que é muito provável, será um bom deputado, sem dúvida. O cara tem destino e vocação. 

Luciano e Cicero 

Eles não estão entre os favoritos em suas candidaturas para o governo do estado, mas chamam atenção pelo preparo intelectual de ambos diante dos campões de votos, diferente de outras eleições. Falo de Luciano Almeida (PRTB), destacado líder da Ordem dos Advogados do Brasil (AL), e profissional muito conceituado na advocacia alagoana e o outro candidato Cícero Albuquerque, (PSOL/REDE) sociólogo, professor na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), ambos elevam o tom do debate em contraponto do clima de beligerância entre os principais adversários.

Os cadastros que o TRE não vê

A cada eleição a imoral compra de votos cresce nas barbas da Justiça Eleitoral, que é complacente e negligente no fiscalizar e punir. Se você sair (principalmente a noite) pelos bairros da periferia da capital e cidades do interior, você será capaz de encontrar até “bancas” de compras e votos (como as do jogo do bicho). Os chamados cadastros estão aí rolando, como se faz em todas as eleições. O voto tem preço tabelado, mas na guerra opor um mandato as vezes vira leilão e compra quem oferecer mais. Perguntei a um “cambista de voto” se não temia ser flagrado por agentes do TRE e ele respondeu: “Ninguém nunca veio por aqui e qualquer coisa ligo para o candidato e ele resolve

Volta da pobreza

o país foi imerso na pobreza e 33 milhões de pessoas passam fome no Brasil de hoje. Nós, que havíamos saído do mapa da fome em 2014, tornamos a ver a instabilidade alimentar em nosso meio. A inflação impede pessoas de comprarem alimentos básicos para a subsistência. Nosso povo passa fome enquanto super ricos cercam o atual Presidente por medo de perderem privilégios. Com tudo isso, o presidente ainda nega que existam pessoas com fome no Brasil. Você concorda com isso? Pense no seu irmão que tem fome, ao votar.

Palmeira, a morte da cultura

Já faz algum tempo que não vou a minha Palmeira dos Índios, cansei com meu descrédito com os que deveriam cuidar da cidade. As vezes fico imaginando termos ido vitimas de uma praga irrecorrível, pois a cada administração as coisas se tornam piores para o povo palmeirense, que sofre o equívoco do voto.

Desmandos administrativos, afronta ao moral e ao legal têm sido praticas constantes dos que deveriam cuidar do município.

A cidade já foi referência em setores importantes, diante das demais do interior alagoano e hoje se vê como sinônimo de estagnação, subdesenvolvimento e má exemplo de administração. 

O atual gestor teve a audácia de nominar a cidade símbolo   de Graciliano Ramos em “A capital da Cultura Alagoana”, pois bem, fechou a única biblioteca pública, fechou a Casa Museu Graciliano Ramos, abandonou o Museu Xucurus, desprestigiou a Academia Palmeirense de Letras, faltou com respeito aos intelectuais da terra, persegue o maior patrimônio vivo jornalista e escritor Ivan Barros, criador de uma Fundação Cultural , para preservar a memória, a cultura e a história palmeirense.

A cidade hoje fica bem aquém de outras alagoanas como Arapiraca, Penedo, Delmiro Gouveia, Santana do Ipanema, Piranhas, União dos Palmares e todas as demais cidades do litoral, abertas para o efervescente turismo que tem Alagoas como destino. Que os palmeirenses saibam dar o troco não votando nos candidatos do causador dessa tragédia. 

PÍLULAS DO PEDRO

Alagoas teve nos últimos anos o melhor governo de sua história. Tem pelo menos quatro nomes para escolher. Não tem o direito de errar. O voto é irreversível. 

Postado por Pedro Oliveira

O primeiro debate

04.09.2022 às 07:00


PARA REFLETIR -“Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade." (Nelson Rodrigues)


O primeiro debate

O primeiro debate entre os candidatos ao governo de Alagoas aconteceu esta semana, realizado pelo Portal 7 Segundos, na cidade, transmitido por uma cadeia de rádios e por redes sociais. Apesar de algumas falhas na produção, aceitáveis pelas limitações locais, o confronto eleitoral serviu como termômetro de como serão os próximos. Com uma duração muito longa e enfadonha do meio para o final a audiência teve drástica queda (cinco horas de duração), cansando até os participantes, que reclamaram e se tornaram repetitivos. Que sirva de exemplo para os próximos.

Lamba os beiços

O ponto que mais chamou a atenção no debate foi o deselegante confronto entre o senador Fernando Collor , com o também senador Rodrigo Cunha, que perdeu a compostura após ter o nome de sua namorada (a cantora Milene Hora) ter sido exposto pelo opositor por conta de sua nomeação para um cargo de secretária, na gestão do prefeito JHC , sem as necessárias aptidões para ocupar e com mostra de flagrante fisiologismo.

Collor ainda desmentiu Rodrigo Cunha quanto a sua “paternidade” do Hospital do Amor, construído em Arapiraca, segundo a deputada Tereza Nelma, a verdadeira responsável.

Dante das acusações Cunha se desesperou e perdeu o controle emocional, partindo para o opositor, sendo contido pelo apresentador, enquanto Collor dizia aos berros “Morda os beiços...morda os beiços”.

Ao ter a palavra, em sua vez, Rodrigo Cunha tentou se defender das acusações, mas não conseguiu.

Rui no debate

O ex-prefeito de Maceió foi poupado de perguntas por seus adversários, imagina-se, que talvez não tenham encontrado “pedras” no seu caminho retilíneo e na sua trajetória política, o que dificultou o confronto. Mostrou-se o mais preparado e com propostas impactantes para uma futura gestão.

Rui exaltou sua passagem pela prefeitura de Maceió, onde transformou a cidade deu vida digna às populações mais carentes, com programas de inclusão social.

Paulo Dantas

O governador Paulo Dantas teve uma atuação impecável em sua participação no debate. Seguro, bem preparado não fugiu de nenhuma pergunta e respondeu com comprovações, exemplos exitosos, defendendo o legado do ex-governador Renan Filho e apresentando propostas para o futuro de Alagoas.

Paulo ressaltou em suas incursões o quanto já tem feito na Saúde e na Educação e também na segurança, nesses poucos meses como governador.

Além de queda, coice

Ao que tudo indica o prefeito Júlio Cezar, de Palmeira dos índios, vai ter um pós-eleição muito complicado. Logo ao final das eleições lhe cairá sobre os ombros a provável derrota de sua mulher como candidata a deputada estadual, a qual não conta com apoio de nenhuma liderança importante do município. Em novembro, já está citado para comparecer a uma audiência diante do juiz

da Comarca, com fortes acusações e provas de que ameaçou de morte sua ex-mulher, para que essa não lhe exigisse pensão alimentícia e também não cobrasse uma dívida financeira, sob pena de “atirar na cara dela” (Lei Maria das Penha). Não bastasse tudo isso entre os municípios que tiveram negócios com a empresa que fraudou milhões em Rio Largo, está também o município de Palmeira dos Índios, a ser “visitado” a qualquer momento pela Policia Federal. 

Tá bom ou quer mais?

E haja grana

Deputados e senadores contarão com R$ 19,4 bilhões em 2023 nas chamadas emendas impositivas. Os valores constam no Projeto de Lei Orçamentário Anual (PLOA) enviado pelo governo Bolsonaro ao Congresso esta semana (quarta). Essas emendas são individuais de cada parlamentar e fracionada pelas emendas de bancada.

Os ministérios que mais vão contar com recursos das emendas impositivas são a Saúde, com R$ 10,4 bilhões, Economia, com R$ 3,5 bilhões, seguido pelo Desenvolvimento Regional, com R$ 1,5 bilhão, e a Cidadania, com R$ 1,38 bilhão. Os recursos destinados ao Ministério da Economia devem ser usados para reajustes de servidores.

Eudócia Caldas

A atuação da senadora Eudócia Caldas tem surpreendido a todos no Senado Federal, por sua atuação proativa no plenário da Casa e nas Comissões Temáticas. Mulher inteligente, com muita experiência na política alagoana, tem sido muito propositiva e tem relacionamento fácil com seus colegas de Senado, com livre trânsito com o presidente Rodrigo Pacheco.

Conversando com um senador amigo ele me dizia: “Que bom se o Rodrigo Cunha ganhasse lá em Alagoas, assim vocês voltariam a ter três senadores”. E eu respondi: - “Não ganha e não era bom. Com ele governador Alagoas falia”.

Arthur Lira: a força do Legislativo

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, afirmou que o crescimento do PIB de 1,2% no trimestre é prova de que o Legislativo no Brasil é forte. Dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (01) mostram que o Produto Interno Bruto cresceu 1,2% em relação aos últimos três meses, impulsionado pelo setor de serviços.

Lira afirmou que o resultado do PIB mostra um crescimento sustentável. “Isso após tudo que o País passou: pandemia, crise hídrica e efeitos de uma guerra. Isto é a prova que Legislativo forte é Brasil forte. Parabéns a todos”, afirmou Lira, por meio de suas redes sociais.

“Vivemos uma das legislaturas mais desafiadoras da história. E constatar que o trabalho coletivo ajudou o Brasil a chegar a um crescimento do PIB de 1,2% no trimestre, confirmando a sustentação da economia”, destacou

Postado por Pedro Oliveira


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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