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Não somos republiqueta

23.07.2022 às 14:40
Reprodução/STF


PARA REFLETIR- “Em nenhum país civilizado Força Armada é mentora, cabeça, guia, condutora de processo eleitoral”. (Ayres Britto ministro aposentado do STF).


Não somos republiqueta

O ministro aposentado Ayres Britto declarou que as Forças Armadas ‘não têm nada a ver’ com a eleição: ‘Isso não é uma republiqueta.’

Declarou na ocasião não haver espaço para atuação eleitoral das Forças Armadas sem requisição do Tribunal Superior Eleitoral. Ele também defendeu que o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, compreenda a natureza civil do cargo que ocupa.

“Ainda que seja um militar no exercício do cargo, está exercendo um cargo civil”, reforçou. “É um ministério. Não temos ministérios militares no Brasil atualmente. É ministro de Estado. Defesa não é ataque, não é agressão. Defesa é resguardo, é anteparo, é proteção. Parece estar havendo uma confusão elementar.”

O silêncio de Arthur Lira

A imprensa incendiária cobrou do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, não apenas uma opinião sobre os impropérios ditos por Jair Bolsonaro, na reunião com a diplomacia estrangeira, mas sim uma condenação pelo parlamentar.

Ora, convenhamos, a opção pelo silêncio é a postura mais adequada para o deputado. O presidente é seu aliado político e ele também lidera a maior bancada de apoio ao governo.

Se apoia o ato de Bolsonaro, fica em situação constrangedora, mas se faz o que deseja a imprensa e a oposição, a governo pode ruir de vez.

Se todos soubessem o peso das palavras, dariam mais valor ao silêncio.

Prende quem?

As redes sociais foram invadidas esta semana por uma notícia que chamou a atenção e mostrou um desafio para veículos que transitam por uma rodovia recentemente asfaltada, entre os municípios de Taquarana e Belém, aqui mesmo em Alagoas.

O inusitado da coisa: a tal rodovia foi construída colocando em risco os condutores e passageiros que são obrigados a na tal via que simplesmente conta com vários postes de iluminação em seu leito.

No mínimo o gestor responsável e o fiscal da obra, que custou mais se 12 milhões de reais, deveriam estar presos.

Vingança é um prato...

Depois de eleito prefeito de Arapiraca, enfrentando uma guerra travada com seus “amigos de infância” do MDB, Luciano Barbosa fez parecer que tudo estava esquecido e que a vida continuava em “céu de brigadeiro”, principalmente em relação ao senador Renan Calheiros e seu filho, ex-governador, com direito a selfies, afagos e elogios mútuos. De repente o prefeito surpreende a todos com seu apoio aos candidatos de oposição Rodrigo Cunha, para o governo e Davi Filho, para o senado. Vingança é um prado que se come frio.

Desistências e traições

Desde a formação de chapas e composições, ainda no início do ano, eu falava que no decorrer do período pré-eleitoral muita coisa aconteceria no campo das traições e arrumações das coligações entre os candidatos. Não deu outra e acordos começaram, a ser desfeitos, redutos a ser “comprados” e até muitas desistências de alguns tidos como “eleitos”. Esta será uma das eleições mais caras e quem não for profissional vai sobrar. Muitas surpresas ainda virão à tona com o passar dos dias e a proximidade do pleito.

Loucas pesquisas

Com o atual quadro apresentado na competição eleitoral a cada dia somos surpreendidos com pesquisas com números diferentes e muitas vezes discrepantes da realidade.

Com votações muito assemelhadas os candidatos na disputa majoritária (governador e senador) aparecem a cada dia e a cada avaliação em posições que beneficia quem contratou a pesquisa, que são obrigadas a ter registro no TRE, mas sem comprovação de sua autenticidade. Com esse nível de desinformação, que vai permanecer, a única pesquisa acreditável só deve ocorrer mesmo no dia da eleição, ao abrir as urnas.

Collor no topo da disputa

Se alguém duvidou do furacão Collor, com certeza “mordeu a língua”. Eu pelo menos não duvidei e até preveni, muitos não deram ouvidos. O cara chegou e já desarrumou a disputa para o governo se colocando no topo entre os mais votados. Faz lembrar e eu também alertei, desarrumação em 2006, quando na reta final da eleição desembarcou aqui e em poucos dias tomou a eleição, tida como certa, do ex-governador Ronaldo Lessa para o Senado.

Ele leva uma vantagem que é fundamental na disputa: fala a língua do povo, tem carisma, destino e vocação política.

Pílulas do Pedro

Ex-governador Renan Filho está consolidado em sua vitória para o Senado. Será a resposta do alagoano ao grande governo que realizou.

Começou a temporada de compra de votos. A Justiça e o Ministério público nada vê... nada sabe.

 

Postado por Pedro Oliveira

Um general fanfarrão

18.07.2022 às 11:40
Marcelo Camargo - Agência Brasil


PARA REFLETIR - Se a escalada da violência política não for detida, as eleições de outubro poderão ser de sangue.

Um general fanfarrão

(BRASÍLIA) - O então ministro da Defesa, Walter Braga Netto, (hoje pré-candidato a vice-presidente de Bolsonaro) ameaçou a realização das eleições, quando da não aprovação do voto impresso e auditável, em recado ao presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, que não levou em conta a idiota fanfarronice e agora recentemente  em reunião com um grupo de empresários em São Paulo, voltou a insistir com sua ameaça golpista no mesmo tema.

Ressalta-se que a ala pensante, nas Forças Armadas, que é maioria, não aceita qualquer retrocesso institucional e não se submeterá aos arroubos ditatoriais do presidente Jair Bolsonaro.

Conflito entre poderes não cabe às Forças Armadas mediar ou se intrometer, mas à própria democracia resolver.

Quem fala demais...

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, afirmou que o ex-presidente Lula, líder nas pesquisas, "pode não ter o respeito" das Forças Armadas, mas os militares ainda saudariam o petista caso ele derrote Jair Bolsonaro

Em entrevista à revista Veja, Mourão declarou: "ele (Lula) pode não ter o respeito, mas vamos dizer assim, como vou dizer… ele tem o cargo. A gente quando faz continência para um superior, a gente não saúda a pessoa, a gente saúda o posto. Ele será saudado pelo posto que irá ocupar".

Confesso que há muito não vejo tanta idiotice em uma declaração de alguém que se arvora de concorrer a um cargo político.

Ronaldo Lessa

O velho e sábio Magalhães Pinto (1906/1996) já dizia “política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e está e ela já mudou”.

O ex-governador Ronaldo Lessa tem história política positiva na capital e interior. Seu nome ajudou muito na eleição de JHC, na condição de vice-prefeito. Não tem tido o espaço merecido na administração, que perde sua experiência exitosa e na composição política para as próximas eleições seu nome não foi levado em conta por seus supostos aliados. Sentiu-se traído e partiu para uma candidatura solo, que desperta os interesses de outras forças políticas que veem nele um razoável potencial eleitoral. As conversas estão evoluindo e logo teremos surpresas.

Arthur Lira

O deputado Arthur Lira (PP), presidente da Câmara dos Deputados, pediu respeito à democracia e à garantia da defesa de posições partidárias, diante do clima de violência que o país tem assistido, no confronto entre as duas principais candidaturas a presidente da República. “A Câmara dos Deputados repudia qualquer ato de violência, ainda mais decorrente de manifestações políticas. A democracia pressupõe o amplo debate de ideias e a garantia da defesa de posições partidárias, com tolerância e respeito à liberdade de expressão".

"A campanha eleitoral está apenas começando. Conclamo a todos pela paz para fazer nossas escolhas políticas e votar nos projetos que acreditamos. Esta é a premissa de uma democracia plena e sólida, como a nossa”.

Por um pacto de paz

O assassinato do dirigente do Partido dos Trabalhadores Marcelo Aloizio de Arruda levou também o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a condenar a violência política. Ao manifestar seus sentimentos pela “barbaridade” ocorrida em Foz do Iguaçu. O parlamentar chamou atenção para a responsabilidade dos líderes políticos. Ele se referiu diretamente aos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, e cobrou tanto consciência dos cidadãos quanto um trabalho eficiente das forças de segurança.

Rodrigo Cunha: sofri na pele

O senador Rodrigo Cunha, pré-candidato ao governo, também se mostrou indignado com o episódio de violência política que culminou em um tiroteio entre apoiador de Jair Bolsonaro e do ex-presidente Lula. Cunha perdeu seus pais em um ato de violência política (1998).

“O episódio com morte em Foz do Iguaçu choca o país. Uma pessoa matar outra por pensar diferente. Já senti na pele a violência política. Há gente em Alagoas que se perpetua no poder por conta dela. Não se constrói nada com isso. Tá na hora de fazer diferente.  O caminho é o diálogo”.

Atendimento “Já”

Todas as centrais de atendimento “Já” vão passar por adequações e mudanças significativas, visando um melhor atendimento e a consequente eficiente prestação de serviços aos usuários. A competente secretária de Planejamento e Gestão, Renata Santos, determinou pressa e toda atenção na elaboração das mudanças, objetivando nas adequações modernidade, facilidade e comodidade para o cidadão.

O sucesso incomoda

Os delegados Thiago Prado e Fabio Costa são dois profissionais visíveis e proativos na Policia Civil de Alagoas. Nas redes sociais mostram o bom trabalho de investigação e prisões, protegendo a sociedade com suas ações de resultado. Ambos têm grande numero de seguidores e admiradores. Por conta disso tramita uma descabida proposta na Assembleia Legislativa, buscando proibir o uso de imagens de seus trabalhos e divulgação das operações. O deputado autor da “obra prima” deveria mostrar o que está fazendo em seu mandato e não investir contra quem trabalha com competência.

Pílulas do Pedro

Não podemos permitir que bandidos travestidos de políticos retornem ao poder. A responsabilidade é de cada um de nós”.  (Jorge José da Rocha Guaranho, assassino do petista, dias antes no Twitter).

Postado por Pedro Oliveira

TCU, além da conta

11.07.2022 às 08:40


PARA REFLETIR -Voto não é mercadoria para se vender. Se algum candidato vier comprar seu voto, pegue o dinheiro e vote em outro de sua preferência. Ele não vai saber.

TCU, além da conta

O tribunal de Contas da União se arvorou ao direito de além de suas atribuições constitucionais (fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos órgãos e entidades públicas do país quanto à legalidade, legitimidade e economicidade) também opinar e decidir sobre o princípio constitucional da moralidade , em se tratando de acusação de abuso sexual , o que me parece esdrúxulo, inadequado e fugindo dos limites de sua competência. Esse papel deve ser executado pelos órgãos próprios dentro e fora da alçada do governo.

Ressalto que o TCU tem uma das políticas mais austeras e eficientes em relação ao combate à exploração sexual, cujo projeto tem sido copiado por outras instituições públicas, tendo como seu entusiasta o ministro Bruno Dantas, vice-presidente da Corte.

Caberia sim ao TCU, condenar publicamente o ato do ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães e cobrar dos órgãos competentes uma apuração rigorosa, mas fiscalizar, ao meu ver não, pois não existe atentado ao erário, vícios financeiros ou desvios (a não ser o moral).

O Tribunal deveria sim e urgente correr atrás dos desvios e corrupção explicita no Ministério da Educação e outros órgãos do governo nos quais estão sendo praticadas as mais deslavadas ações de roubo ao dinheiro do brasileiro e apurar as denúncias de corrupção até mesmo nos tribunais superiores, que deveriam resguardar a ética, a moralidade e o interesse público.

Um presidente descartável

O pesquisador Mathias Alencastro, colunista internacional da Folha de S. Paulo, afirmou que o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo, demonstrou a irrelevância de Jair Bolsonaro ao reagir com indiferença ao "vandalismo diplomático" promovido pelo atual ocupante da presidência da República – Bolsonaro se negou a receber o presidente português porque este também teve agenda com o ex-presidente Lula.

"Marcelo reagiu ao vandalismo diplomático com uma soberba indiferença. Aproveitou o final de semana para dar um mergulho numa praia carioca, exaltar a amizade entre os povos e se encontrar com Lula. Seu gesto deixa evidente o desprezo da comunidade internacional por Bolsonaro.

Paulo Dantas liderando

Para os que não acreditavam na visibilidade eleitoral do governador Paulo Dantas na busca da reeleição, aí estão os resultados das novas pesquisas que não só o colocam no páreo, mas também na liderança, em algumas das verificações. Como a tendência natural é o crescimento é muito possível que as próximas pesquisas mostrem até um crescimento em relação a distância dos demais concorrentes.

A situação deve permanecer, com as candidaturas emboladas por um bom tempo, mas se afunilando ao aproximar do pleito.

Rodrigo cunha desidratando

Nota-se que os índices têm se comportado de forma descendente para o senador Rodrigo Cunha, na busca do mandato de governador. Nas primeiras pesquisas seu nome permaneceu no topo, mas vem se desconstruindo a cada rodada de avaliação. Não é um bom sinal, principalmente diante das forças políticas que o apoiam (leia-se Arthur Lira e o prefeito JHC) cujos reforços não estão sendo traduzidos em intenções de votos. Quando se aborda o quesito rejeição, no entanto, Cunha está em positiva posição, se mantendo no páreo. Vai precisar muito esforço e muito cuidado para não “morrer na praia”.

Collor, o furacão chegou

Aconteceu o que todos esperavam e os adversários temiam, com a entrada do senador Fernando Collor na disputa, provocando uma desarrumação nas candidaturas majoritárias, ao governo do estado. Mal chegou e já disputa a liderança, em algumas pesquisas na praça. Talvez com a menor estrutura de campanha, diante dos outros e com menos apoios de forças locais, se mostra como o candidato do presidente Jair Bolsonaro, manteve um eleitorado fiel, principalmente no interior e tem andado muito e distribuído “mimos”, por conta do governo federal, o que tem impulsionado sua candidatura.

Renan Filho, melhor que a encomenda

 Ninguém tinha dúvida de que o ex-governador Renan Filho teria uma expressiva votação como candidato ao Senado, no entanto os números têm mostrado que a tendência é chegar na reta final sem concorrente, parecido com sua reeleição para o governo. Fez por merecer, ao realizar o melhor governo da recente história política de Alagoas, graças a uma gestão de responsabilidade fiscal austera e eficiente, se colocando à frente dos demais estados do Nordeste. Plantou bem e vai colher o retorno com uma eleição folgada, sem concorrentes e histórica, quando fará dupla com o pai, senador Renan Calheiros, na representação de Alagoas, no Congresso Nacional.

Privilégio só para “eles”

Em Brasília os ares das benesses são diferentes, mas não para todos os mortais. Enquanto os servidores públicos em geral estão sujeitos às normas aprovadas pelo STJ que limitou a cobertura dos planos de saúde ao rol dos procedimentos listados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), uma casta privilegiada como ministros dos Tribunais Superiores e seus servidores, senadores, deputados federais e dependentes, além servidores do Câmara e do Senado, têm direito a reembolso integral das despesas médicas. O benefício se estende aos aposentados e seus dependentes.

No ano passado um deputado (Damião Feliciano) recebeu de ressarcimento a bagatela de R$ 1,088 milhão e um ministro do TCU (Valmir Campelo) recebeu R$ 441 mil.

Em Alagoas existe a mesma regra excludente só que os beneficiários são magistrados, deputados e conselheiros do Tribunal de Contas, ficando de fora aqueles que carregam esses órgãos nas costas, os servidores.

Pílulas do Pedro

Em Palmeira dos Índios campanha política e administração continuam se misturando e o Ministério Público finge que não vê.

Já em Maceió, são os velhos e manjados cadastros de compra de votos. Que seguem, envolvendo milhões. 

Postado por Pedro Oliveira

Segredos na Petrobras

03.07.2022 às 13:36
Tomaz Silva/Agência Brasil


Para refletir 

A política tem a sua fonte na perversidade e não na grandeza do espírito humano. (Voltaire).

Segredos na Petrobras 

(BRASÍLIA) - Se a CPI da Petrobras vingar, um conhecedor da estatal diz que os deputados encontrarão rico material com Roberto Castello Branco, ex-presidente. Ele costuma descrever, em detalhes, as pressões ilegítimas que sofreu de Bolsonaro e seus ministros.Castello Branco disse em uma reunião da estatal, por exemplo, que recebeu pressões de um ministro do governo para ampliar a verba de publicidade a uma emissora de TV amiga do governo.

Ganhou Arthur Lira

Na disputa que antecede as eleições o embate entre o senador Renan Calheiros e o deputado Arthur Lira segue a cada momento com novas emoções.O episódio da semana foi a volta da deputada Jó Pereira como candidata a vice na chapa de Rodrigo Cunha. Depois de longa batalha de bastidores, o vencedor foi Lira, que segue como o todo poderoso.

Conivente com o crime

(BRASÍLIA) - Pedro Guimarães, o pervertido ex-presidente da Caixa Econômica Federal, tem uma vida pregressa nada abonadora e todo mundo sabia disso. Foi demitido de um grande banco, justamente por ato de assédio sexual e agressão a uma funcionária, em uma festa de confraternização. Os órgãos de governança e elegibilidade do governo e o presidente da República sabiam e esconderam os crimes. Agora com várias denúncias e testemunhos de mulheres por ele assediadas, todas funcionárias ligadas ao seu gabinete, como se diz no jargão policial e o caráter marginal do amiguinho do presidente foi revelado ao país. Em um governo sério teria sido demitido sumariamente, mas se tratando do que temos aí, foi-lhe dado tempo de pedir demissão, o que jamais deveria ter acontecido.

Que a justiça se encarregue de colocá-lo em seu devido lugar: a cadeia.

En petit comité

Encontrei casualmente com o deputado Arthur Lira, que estava comemorando o seu aniversário com um seleto grupo de amigos em um restaurante na Ponta Verde. Veio gentilmente me cumprimentar e pude constatar: está disposto,confiante e preparado para o embate que se aproxima.

Collor sendo Collor

Ninguém faturou eleitoralmente com a vinda do presidente Bolsonaro a Alagoas como o senador Fernando Collor. Estava em todos os lances e tornou-se oficialmente o candidato preferido dos bolsonaristas, aplaudido e aclamado. Se esse peso se refletir em votos que se cuidem os adversários, pois poderá se tornar a grande surpresa das eleições.

São João arretado 

A prefeitura de Maceió realizou o que prometeu: o maior São João do litoral brasileiro. Trouxe grandes atrações, muito organizado e com público recorde diante de qualquer evento aqui já realizado. Um fato que merece destaque, a cobertura da programação pela imprensa, graças ao incansável trabalho profissional e competente de Lininho Novais [Secom] e sua equipe. 

Os caminhos de Rui

Nenhum outro candidato a governador tem corrido trecho igual a Rui Palmeira. Interior afora tem conquistado apoios importantes de lideranças expressivas entre prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e comitês jovens que vão se formando e mantendo ações de campanha, defendendo a sua candidatura. Me faz lembrar a campanha de 1998, na qual Ronaldo Lessa e Heloisa Helena foram eleitos governador e senadora, sem contar com apoio de nenhum deputado estadual ou federal e prefeitos do interior. 

Postado por Pedro Oliveira

Os périplos de Paulo Dantas

24.06.2022 às 12:40
Assessoria


Os périplos de Paulo Dantas

Os adversários podem torcer contra, fazer macumba, tramar armadilhas, praguejar, que não há “encosto” que derrube o jovem governador Paulo Dantas.

Já teve Covid em plena pré-campanha e tirou de letra, teve dengue e nem percebeu, foi se meter a jogador e num drible em Renan Filho, passou a bola para o prefeito de Igaci, caiu e quebrou a clavícula. Ao chegar no hospital, todos preocupados com seu estado de saúde, após exames de imagem atestarem a fratura, ainda desdenhou do médico, que o recomendou repouso. – “Doutor, procura outra recomendação pois essa aí não vale” – resmungou. Ato contínuo, com o braço na tipoia, pegou a estrada.

Os périplos de Paulo Dantas II

Desde o dia de sua posse como governador, após a renúncia do titular, Paulo Dantas não tem parado. Quando não está pelas estradas inaugurando obras, lançando projetos e levando desenvolvimento para as cidades do interior, está visitando e viabilizando melhorias na periferia de Maceió, despachando no Palácio ou fazendo reuniões políticas. Dormir e comer?  “Isso é coisa para os fracos” – diz um seu assessor à beira de um colapso por esgotamento.

A oposição está enlouquecida com a performance do pré-candidato. A aposta e torcida em função da sua falta de visibilidade eleitoral literalmente caíram por terra. Em sua maratona de viagens interior afora, não só se fez conhecido, como festejado e cortejado. Os índices de pesquisas só crescem a cada rodada, o fazendo ser colocado na dianteira, com tendência a se consolidar na liderança. É verdade que o jogo está embolado, mas se depender de apoios, trabalho e visibilidade, Dantas no final recebe o prêmio de vencedor.

Prisão pode gerar CPI

Horas após a prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro a comissão de Educação do Senado se reuniu e houve cobrança do líder da oposição, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), para instauração da CPI do MEC. Em abril o senador havia apresentado um requerimento para instaurar o colegiado com fins em apurar as suspeitas de favorecimento ilegal a lideranças religiosas na distribuição de recursos da Educação. Foram coletadas, entretanto, apenas 25 das 27 assinaturas necessárias.

“Agora se torna inevitável a instalação da CPI. Só quero lembrar que nós havíamos conseguido o número mínimo de assinaturas, o governo fez um mutirão em um final de semana e retirou três assinaturas. Nós conseguimos repor uma, e estamos a duas.

Até o fechamento da coluna a CPI já contava com mais uma assinatura, faltando apenas uma.

Brasil vai voltar a ser líder

O Brasil só voltará a ser dono do próprio destino quando recuperar sua vocação histórica para ser protagonista do desenvolvimento da América Latina. Para isso, é preciso resistir à submissão imposta pela massacrante agenda neoliberal norte-americana. A avaliação é do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista concedida à revista Fórum’.

Durante mais de duas horas, Lula conversou com jornalistas, sobre a ascensão internacional do Brasil durante seu governo e a reação americana que levou à Lava Jato e ao golpe de 2016. Também falou sobre a rede de fake news de Bolsonaro e dos desafios do Partido dos Trabalhadores diante da crise do trabalho e da ascensão da extrema direita no Brasil e no mundo, entre outros assuntos.

Fala Lula

“O Brasil não precisa ser subordinado aos EUA, não pode ter um presidente que faz o que o Bolsonaro faz, bater continência para a bandeira americana”, criticou Lula, pra quem Bolsonaro, além de desumano, “é um lambe-botas do Trump”. Para líder petista, o Brasil nasceu para ser protagonista internacional, com papel fundamental na América Latina.

Corrupção no governo

Diversos parlamentares aproveitaram a sessão do Plenário na Câmara, para comentar sobre a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro por suspeitas de envolvimento em um esquema irregular de liberação de recursos da pasta. O tema dominou os discursos, com mais de 30 menções por deputados.

O deputado Célio Moura (PT-TO) afirmou que a prisão de Ribeiro é prova de que há corrupção no governo de Jair Bolsonaro. “São acusados de manipularem o FNDE, de meterem a mão no dinheiro da educação”, disse.

O deputado Pedro Uczai (PT-SC) também denunciou a corrupção na atual gestão. “É corrupção, Bolsonaro, no seu governo! É corrupção na educação, Bolsonaro! É um ministro preso junto com os pastores, fazendo falcatrua, tirando dinheiro das crianças, tirando dinheiro da educação”, afirmou.

Arthur Lira é foda

Há muito um político não envergonhava tanto Alagoas, como o deputado presidente da Câmara, Arthur Lira. Ao veicular sua campanha nas inserções de televisão do PP, escancarou a imoral frase que chocou quem assistiu e indignou Alagoas – “Arthur Lira é foda”. Para quem o conhece não surpreendeu, pois isso é coisa muito de seus princípios. Pela amostra, durante o horário eleitoral gratuito, ao ser veiculada propaganda do tal candidato é prudente tirar as crianças da sala de televisão. 

Pílulas do Pedro

 

Rui Palmeira continua caminhando, calado como é seu estilo e vai ganhando apoios importantes. Onde chega agrada.

Os delegados Fábio Costa e Thiago Prado são hoje o melhor quadro da Policia Civil alagoana.

Postado por Pedro Oliveira

De Brasília

30.05.2022 às 10:00


Senadora Eudócia 

(BRASÍLIA) - Com o afastamento do senador Rodrigo Cunha, para cuidar dos interesses de sua campanha para governador, assumiu o mandato a Dra Eudócia Caldas, mãe do prefeito JHC e esposa do ex-deputado João Caldas, que busca retomar o mandato, nas próximas eleições. De família tradicionalmente política , com expressiva liderança na região, a nova senadora certamente desenvolverá sua atividade parlamentar com maestria e dará conta de extensa pauta no Senado Federal. Sua posse foi muito comemorada e saudada por seus pares no plenário. 

Samya Suruagy, a chefe 

A Procuradoria Geral de Justiça de Alagoas tem nova chefia. Com uma carreira pontuada de êxito, respeitada e admirada pela classe, assumiu o comando do órgão jurídico a procuradora Samya Suruagy do Amaral, que conduzirá as atividades da instituição durante o atual período governamental. 

A escolha do nome da nova chefe da PGE, reconhece seus méritos profissionais e atesta sua liderança junto a classe de procuradores. 

Ronaldo Lessa 

 Até o momento do fechamento da coluna o ex-governador e vice prefeito Ronaldo Lessa ainda não havia batido o martelo sobre sua candidatura ao Senado Federal. Lessa com uma história política de vitórias e derrotas é , sem dúvida, um expressivo nome agregador de votos e apoios, na capital e no interior, Sua credibilidade eleitoral foi desdenhada por seus companheiros de relações políticas, que desconsideraram seu nome para a coligação majoritária, liderada por Arthur Lira, Rodrigo Cunha e o prefeito JHC. 

Cometeram um equívoco enorme, pois o nome de Lessa poderia robustecer a chapa majoritária caso estivesse na posição de vice-governador ou Senador. Coisas da política. 

Bolsonaro perdeu 

Partido Liberal (PL), nova sigla do presidente  Jair Bolsonaro, foi contra a indicação do Palácio do Planalto e aprovou outro representante para a disputa ao cargo de vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. O nome preferido por Jair Bolsonaro era o do deputado Major Victor Hugo (PL-GO). 

A bancada do PL, no entanto, aprovou conta a vontade do presidente o deputado Lincoln Portela (PL-MG), que teve 21 votos e contra 19 de Vitor Hugo. 

O Palácio do Planalto sinalizou a insatisfação do presidente diante da preterição do nome do seu candidato. 

Capitão do mato 

Durante a sessão plenária esta semana, o ex-vice presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PSD-AM), subiu na tribuna para comentar de sua destituição do cargo, determinada na véspera pelo presidente  Arthur Lira (PP-AL). Minutos depois, em coletiva de imprensa, afirmou que Lira atua como agente do presidente Jair Bolsonaro (PL) para abrir espaço ao autoritarismo no poder legislativo. 

"É uma interferência muito perigosa. O presidente [Bolsonaro] já deixou claro o seu desejo de interferir no Supremo Tribunal Federal (STF), e agora voltou suas garras antidemocráticas ao parlamento brasileiro. Infelizmente, achou alguém disposto a estender o tapete para essa entrada do autoritarismo pela porta desta Casa", declarou. Ramos atribui a Jair Bolsonaro a sua destituição, uma vez que este manifestou ter sido autor da ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a vice-presidência da Câmara voltasse ao PL. 

Simone Tebet sem Alagoas 

A Executiva Nacional do MDB aprovou, depois de muitos questionamentos   a aliança do partido com a terceira via e a indicação do nome da senadora Simone Tebet (MDB-MS) como pré-candidata do partido à Presidência. Apenas os diretórios de Alagoas, Ceará e Paraíba não sinalizaram apoio à candidata do partido. 

Com a força política do senador Renan Calheiros e do MDB, certamente a candidata Simone Tebet vai ter poucos votos em Alagoas, que serão carreados para o candidato petista, Lula da Silva. 

Não se sabe ainda se o PSDB local vai apoiar a candidatura de Tebet, caso a aliança seja consumada a nível  nacional. 

Pílulas do Pedro 

Em Brasília muito se comenta na reviravolta que vai acontecer na política de Alagoas 

Enquanto os outros brigam, candidatura de Rui Palmeira está crescendo e cada dia com mais adesões

Postado por Pedro Oliveira

O ritmo de Paulo Dantas

23.05.2022 às 10:00
Assessoria


Para refletir

É "de esquerda" ser a favor do aborto e contra a pena de morte, enquanto direitistas defendem o direito do feto à vida, porque é sagrada, e o direito do Estado de matá-lo se ele der errado. (Luiz Fernando Verissimo)


O ritmo de Paulo Dantas

O governador Paulo Dantas “está levando sua equipe de assessoria à exaustão”.  Ouvi essa frase de um auxiliar muito próximo ao chefe. Segundo ele “parece que o homem não tem sono, nem fome”. Desde o primeiro dia de seu governo Dantas tem se dedicado, em ritmo acelerado a cumprir a pauta cartorial do Palácio, onde tem demorado pouco, viajado diariamente a municípios do interior para inaugurar obras, assinar ordens de serviço e anunciar novos projetos para as cidades onde passa. Político hábil, afável e carismático, o jovem governador não pede tempo, abraça o povo, conversa com lideranças e sai estado afora, fincando suja marca e o seu jeito de ser. Tem agradado por onde passa e vai formando opinião positiva de seu jeito de administrar e fazer política.

Prefeitos na mira do MP

Munidos de denúncias, informações e investigações, agentes do Ministério Público estão monitorando o abuso com o dinheiro público, por parte de prefeitos de cidades do interior de Alagoas, na contratação de shows e eventos com preços superfaturados. Prefeituras que vivem se queixando de falta de recursos para a administração estão pagando cachês astronômicos a cantores que nem estão na lista dos mais caros do mercado.

O prefeito de Penedo, Ronaldo Lopes é um dos denunciados e que estão sob investigação. Já o prefeito de Palmeira dos Índios, Júlio Cezar, também tem sido alvo de denúncias de superfaturamento de artistas, em benefício próprio.

Caso comprovadas as denúncias, estarão ameaçados de perda do mandato por improbidade. Conversava com um membro do MP que me dizia: “o quadro é imoral e muitas provas estão em evidência

Tudo em casa

Advogada especialista em direito eleitoral e administrativo, Karina Kufa vai assumir a defesa do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) no Supremo Tribunal Federal (STF). Ela já representa o presidente Jair Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A missão dela é que o deputado consiga ser candidato ao Senado pelo estado do Rio de Janeiro nestas eleições.

“Diante das inúmeras notícias, venho confirmar que estarei na defesa do deputado federal Daniel Silveira, especialmente para representá-lo nas questões eleitorais. É com grande satisfação que assumo essa missão!”, disse a profissional em seu perfil no Twitter

Por que esconder?

A transparência da remuneração de promotores e procuradores dos Ministérios Públicos nos estados é pior do que a do Judiciário como um todo, aponta estudo inédito da Transparência Brasil.

De acordo com com relatório divulgado esta semana, o órgão responsável por fiscalizar os poderes públicos e defender o cumprimento das leis cria uma série de obstáculos para a coleta mensal automatizada dos contracheques de seus membros, prejudicando o controle social sobre salários e demais verbas que recebem. A existência de barreiras à consulta sistemática atrapalha ou até impede que a sociedade civil saiba se os recursos públicos estão sendo utilizados corretamente ou se há casos de pagamentos abusivos a promotores e procuradores, por exemplo.

Sem terceira via

(BRASÍLIA) - O nome da senadora Simone Tebet (MDB-MS) foi o escolhido, em conjunto, pelos partidos do PSDB, Cidadania e MDB para fazer frente a chamada “terceira via”. Os três partidos ainda estão tentando demover ex-governador de São Paulo João Doria, do PSDB, de seu projeto presidencial.

Os dirigentes partidários das três siglas estiveram reunidos na quarta-feira (18), em Brasília, para avaliar o desempenho dos nomes viáveis para uma disputa presidencial contra o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT): a senadora Simone Tebet (MDB-MS), ou o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB).

Está evidente que essa terceira via não vai dar certo. Muito ruim para a democracia e a opção de não votar em Lula ou Bolsonaro.

Maceió tem São João

Em uma festa muito organizada e com presença de grande número de convidados a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Maceió, fez o lançamento da programação do São João na capital alagoana. A equipe do secretário Lininho Novais se esmerou e ofereceu um evento com muitas atrações, comidas típicas, sendo o ponto alto o anuncio das atrações que vão animar os festejos em vários polos de shows, principalmente nos bairros do Benedito Bentes de Jaraguá. Na ocasião o prefeito JHC, muito cumprimentado, entregou o título de “Embaixador do Turismo de Maceió”, ao alagoano Carlinhos Maia, hoje um dos maiores influenciadores do país. A programação foi aprovada e teremos o maior São João do litoral brasileiro.

Pílulas do Pedro

O pré-candidato Rui Palmeira tem dedicado seu tempo na construção de sua chapa majoritária e caminhada pelo interior, em busca de apoio para sua caminhada. Aceitação em alta.

Prefeito JHC sempre que tem sua popularidade testada a aprovação beira a unanimidade. Tem destino e vocação para a política.

Postado por Pedro Oliveira

O que deu ou o que dará?

15.05.2022 às 08:00


PARA REFLETIR

“Não há nada mais inútil que discutir política com políticos. (Salazar)


O que deu ou o que dará?

Ao fechar a coluna a questão do imbróglio da eleição indireta para governador ainda está sem uma solução, jurídica e política. Vou trabalhar então com o que me resta avaliação e suposição. O alagoano já não aguenta mais essa embromação entre forças antagônicas, ambas colocando suas ambições, egos e busca pelo poder, acima do interesse público. Ficamos expostos à chacota nacional por culpa do caráter enviesado der alguns e a teimosia indiscriminada de todos.

Espero que cheguemos no domingo com uma solução determinada pelo STF, pois do contrário teremos mais uma semana (ou mais) de agressões e exposição de vísceras putrefatas de nossos políticos nada republicanos.

Marcelo Victor

O deputado palmeirense Marcelo Victor, tem história e vocação para a política e tem demonstrado isso desde o início de seu mandato. Chegou de mansinho, de poucas falas, mas bom de “pé de ouvido”, foi ocupando os espaços no alto clero legislativo e não demorou para ser notado, ouvido e respeitado, por seus pares. Procurou logo se familiarizar com o regimento da casa e trouxe para seu lado a maioria dos deputados. Politicamente hoje é o nome mais forte no ambiente da disputa eleitoral alagoana.

Conduziu o processo de sucessão estadual com sabedoria, emplacou seu candidato e construiu uma estratégia operacional perfeita. Só que no meio do caminho surge uma pedra, chamada oposição, que entrou no jogo, não para ganhar, pois seria impossível, mas para atrapalhar e atrapalhou muito.

O tempo de Paulo Dantas

O deputado Paulo Dantas será, sem dúvida, o próximo governador de Alagoas, por alguns meses ou alguns anos e meses. O processo retardado por arquiteturas políticas da oposição (que cumpre o seu papel) cedo ou tarde será liquidado e a posse está resguardada pela Constituição e direito. As ações que paralisaram o processo, estagnaram a Assembleia que literalmente ficou vazia, mas não parou Dantas, que se movimentou estado afora, conversando com lideranças, reunindo gente e pregando suas propostas para uma Alagoas melhor. Deixou que os outros brigassem e se agredissem e fora da linha de tiro, tratou de conquistar apoios.

Quem quiser que pense que o futuro governador não terá tempo suficiente para conquistar a reeleição em outubro. Tem destino e vocação para política e sabe que tem tudo para continuar na cadeira principal do Palácio do Governo.

Gastando mais

O plenário do Senado Federal aprovou o projeto de lei que muda o limite de gastos com propaganda em anos eleitorais. A votação contou com 38 votos favoráveis e 28 contrários. A medida, que foi aprovada pela Câmara dos Deputados em março deste ano, aumenta o limite de gastos da administração pública com serviços de propaganda institucional durante o ano eleitoral. O projeto foi relatado pelo líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (PL-TO).

O projeto era uma das prioridades do governo de Jair Bolsonaro e teve, em peso, o apoio de seus aliados da bancada do PL, Republicanos e PP. 

A matéria poderá ser judicializada pela oposição. 

Adriano Avelino

O advogado Adriano Avelino, um dos mais destacados profissionais do Direito Trabalhista do estado, com reconhecimento nacional, acaba de ser agraciado com a Medalha comemorativa dos 80 anos da Justiça do Trabalho, em reconhecimento a sua grande contribuição a instituição. A comenda foi entregue em, Brasília na sede do TST, pelo ministro Amaury Rodrigues.

Faltou sabedoria

Conversava com um velho e sábio político, ex-deputado estadua,l sobre essa confusão da escolha do governador tampão e ele dizia: “participei da escolha de Geraldo Melo, em eleição indireta para governador, que teve registro de candidatos da oposição e não teve essa confusão de agora. Faltou sabedoria e conhecimento tanto da Assembleia, como da Procuradoria Geral do Estado, que falharam em suas orientações. Não se fazem mais cabeças pensantes como Mendes de Barros, Machado Lobo e Cleto Marques. Vivi esse tempo na chefia de gabinete do presidente da casa e concordo com o deputado. 

Pílulas do Pedro

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PSB), segue como um dos políticos mais bem avaliados de Alagoas. Faz por merecer.

Os políticos não conhecem nem o ódio, nem o amor. São conduzidos pelo interesse e não pelo sentimento.(Philip Chesterfiel)

Postado por Pedro Oliveira

A pobre política alagoana

01.05.2022 às 15:40

PARA REFLETIR

Existe uma deformação lastimável na consciência política coletiva do nosso povo: o povo adora ser enganado.

Povo alienado, políticos felizes.


A pobre política alagoana

Alagoas sempre teve certo protagonismo na política brasileira, com figuras ocupando os mais elevados cargos, principalmente no Legislativo nacional. São políticos hábeis, inteligentes, com destino e vocação para o intrincado jogo bruto e as vezes, muito sujo, que só os profissionais sabem jogar. Nós alagoanos, não temos muito o que nos orgulhar dessas figuras emblemáticas, pois alguns nos fazem sofrer as consequências de uma “vergonha nacional”, por suas posturas equivocadas, diante do que se trata de interesse público.

Quantas vezes você leitor, já não foi abordado com essa pergunta:” você é da terra de fulano e vê-se constrangido a dizer sim?

Temos os piores políticos

Assisti e fui participe (como chefe de gabinete da presidência) da eleição indireta para governador em 1978, que elegeu o deputado Geraldo Melo. Era um fato previsto na Constituição e assim foi resolvido. Sem traumas, sem encenações midiáticas e sem “conspirações” e principalmente sem baixarias. Hoje vejo que os tempos realmente mudaram. Pelo simples motivo de se tornarem “visíveis” aparece um grupo de malucos em uma disputa que seria passiva e de resolução prática. Em seguida essa mesma eleição é contestada por outros cujo objetivo é apenas conturbar e postergar o processo, por antagonismo político e disputa de poder.

É essa prática pequena que atrapalha o natural desenvolvimento do estado e nos expões a um ridículo papel na política brasileira.

Digo sempre que Deus poderia ter sido menos generoso ao nos dotar de tanta exuberância de belezas naturais e ter melhorado o caráter e o espírito público de nossos políticos. São os piores do Brasil.

O fim do PSDB

Com a perda do monopólio do voto anti-petista, a saída de cena de suas lideranças históricas e a candidatura do ex-governador João Doria à Presidência da República, caso se confirme, o PSDB poderá diminuir ainda mais no Congresso Nacional. De 2014 para 2018, o PSDB encolheu de 54 para 29 deputados federais eleitos. Com os efeitos da janela partidária, hoje restam 22 parlamentares. O partido deve perder tamanho, independente da candidatura de Doria, ou não. A tendência, hoje, é que o PSDB diminua sua bancada na Câmara. A confusão criada pela presença do ex-governador de São Paulo e sua alta rejeição vai deixar sequelas sem cura no partido.

Prazos eleitorais

Eleitores têm até o próximo dia 4 de maio para regularizarem eventuais pendências junto à Justiça Eleitoral e estarem aptos a votar nas eleições marcadas para outubro deste ano. O prazo inclui os pedidos para transferência do título de eleitor

A data para o primeiro turno do pleito é 2 de outubro e o segundo turno, se houver, ocorrerá em 30 de outubro. Serão disputados os cargos de deputado federal e estadual, senador, governador e presidente da República.

O prazo do dia 4 de maio vale, ainda, para quem vai pedir a primeira via do título de eleitor para votar pela primeira vez, para fazer a transferência de local de votação (domicílio eleitoral) ou para a atualização de dados pessoais. Todos os procedimentos podem ser feitos online, na página de autoatendimento do eleitor, do Tribunal Superior Eleitoral.

Gastos imorais e ilegais

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), alagoano,  ministro Humberto Martins, suspendeu os efeitos da decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) que permitia a realização de um show de Wesley Safadão ,no município de Vitória do Mearim. O ministro entendeu que ficou demonstrada a incompatibilidade entre a despesa com a contratação do evento e a realidade orçamentária do município maranhense.

“O dispêndio da quantia sinalizada com um show artístico de pouco mais de uma hora, em município de pequeno porte, justifica a precaução cautelar do juiz de primeiro grau, que caracterizou o evento como lesão à ordem e à economia públicas”.

A mesma coisa está para acontecer em Palmeira dos Índios, onde o prefeito que é pouco afeito ao interesse público, está contratando o cantor brega, José Augusto, pelo exorbitante valor de 172 mil reais, na contramão da moralidade pública.

A farra dos prefeitos

Passou de mil a quantidade de prefeitos que se fizerem presentes à Marcha Municipalista, realizada em Brasília esta semana. Estiveram presentes o presidente Jair Bolsonaro, o pré-candidato Ciro Gomes e outros cujos nomes estão em evidência para a disputa presidencial. Lula não compareceu o que pegou mal, entre os participantes, que se perguntavam: “não está com coragem de sair às ruas”? Bolsonaro foi aplaudido e Ciro muito “tietado”, após seu pronunciamento, com direito até a autógrafos para os prefeitos.

A farra dos prefeitos II

Fora a programação com as estrelas da política o que se viu no ambiente da “marcha” foi plenário esvaziado e restaurantes lotados. A maioria dos prefeitos preferiu aproveitar a farra de Brasília, com os hotéis tomados por bonitas jovens, muitas até “importadas” e os almoços e jantares a “0800”, oferecidos pelos poderosos da política que os agradaram boas comidas e bebidas, naturalmente na conta da “viúva”. Ao regressarem certamente dirão aos seus munícipes que a viagem foi “muito proveitosa”.

Pílulas do Pedro

Nesse jogo sujo entre políticos antagônicos, no qual vale até falar na mãe, só Alagoas sai perdendo.

Batido o martelo e Rafael Brito será o vice-governador de Paulo Dantas. Um bom nome para a disputa que será

Postado por Pedro Oliveira

Prefeito desonesto

25.04.2022 às 09:20

PARA REFLETIR

É "de esquerda" ser a favor do aborto e contra a pena de morte, enquanto direitistas defendem o direito do feto à vida, porque é sagrada, e o direito do Estado de matá-lo se ele der errado - Luiz Fernando Verissimo

 

Prefeito desonesto

Conheci um prefeito do interior com o qual tive uma breve relação institucional, do qual me afastei ao perceber seus desvios de conduta. Era um administrador razoável e um político enganador. De palavra fácil conquistou autoridades em diversas esferas, que levaram contribuições em termos de obras e realizações para o município, com sua lábia malandra agradou parte da população e com o dinheiro público comprou a maioria dos vereadores, cooptando a governabilidade necessária para praticar seus atos de corrupção e ganhar muito dinheiro. Em tudo ele pedia um “troco”, não importava se negócio era de grande ou pequeno. Apanhado ao “pular a cerca, com a galinha debaixo do braço”, não teve apelação. Foi preso, teve bens sequestrados e devolveu uma grana preta que havia surrupiado da prefeitura. Gastou uma fortuna com bons advogados e hoje seu estado é desolador: desmoralizado, sem dinheiro e sem votos. Este é o fim dos calhordas, que se imaginam impunes.

Heloisa Helena

Oficializada a Federação entre a Rede e o Psol, um provável passo seguinte na união dos dois partidos será definir-se por apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, à Presidência. Uma opção, porém, que não deverá ser seguida por uma das estrelas da Rede, a ex-senadora alagoana Heloisa Helena, que sairá candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro.

A federação está decidida, mas ainda precisa ser homologada pelos dois partidos e depois pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Notícia boa: o lançamento da candidatura de Heloisa Helena teve ampla repercussão e recebida com muitos apoios dos cariocas.

Terrível decepção

O voto do ministro André Mendonça, escolhido por Bolsonaro para o cargo como nome “terrivelmente evangélico”, irritou apoiadores de Daniel Silveira. “Estou terrivelmente desapontado”, reagiu o deputado pastor Marcos Feliciano (PL-SP). Desde o seu voto, Mendonça virou alvo de bolsonaristas nas redes sociais. Eles esperavam que o ministro votasse pela absolvição do deputado ou pedisse o adiamento do julgamento. Também indicado por Bolsonaro, o ministro Kassio Nunes Marques foi o único a votar pela absolvição de Silveira.

Instado a revelar antecipadamente, pelo Planalto, André Mendonça desconversou e já havia dúvidas se ele votaria pela absolvição de Silveira. No Alvorada o clima era de decepção, inclusive da primeira dama, Michellle Bolsonaro.

Ronaldo Lessa

Ao fechar a coluna, no meu prazo regulamentar, a situação política em Alagoas continuava totalmente indefinida quanto às candidaturas majoritárias. Entre todas a mais obscura é a do vice-prefeito e ex-governador Ronaldo Lessa, ainda um valoroso quadro político em qualquer disputa eleitoral. Por burrice de alguns e inveja de outros foi praticamente alijado das principais composições, perdendo espaço nas negociações entre seus supostos aliados. Ao perceberem a mancada e sua aproximação com grupos antagônicos se apressaram para buscar seu protagonismo, ensejado por muitos. Terá Lessa entusiasmo para formar com aqueles que lhe desdenharam? 

Os aparecidos

A eleição indireta para governador está marcada, como também o nome que deverá ser ungido ao Palácio República dos Palmares, no caso o deputado Paulo Dantas, por consenso da maioria dos deputados estaduais, em acordo com o ex-governador Renan Filho. Alimentados por uma mídia biruta começam as tolas especulações em torno da votação, que nada tem de misteriosa. Ai um bando de tolos, com o único propósito de aparecer de lançam “candidatos de oposição”, quando cada um terá apenas o seu voto e alguns minutos de “flash”.

Depois colocarão em seus currículos “candidato a governador” e se esquecerão de acrescentar (1 voto).

Vocação e destino

Não conheço pessoalmente o deputado Paulo Dantas, sou amigo de seu pai (Luiz Dantas, deputado estadual, federal e secretário de estado) e do seu tio Antonio Dantas, desde nossa adolescência em Palmeira dos Índios, pelos quais tenho muito carinho. Acompanho sua trajetória e ascensão política, desde como prefeito por duas vezes em Batalha, sua liderança no Sertão e posições coerentes na Assembleia. Essa história de que “não é conhecido” é muito relativa, os seus concorrentes também dominam a visibilidade total. Costumo dizer que em política se tiver vocação e destino, o resto vem na conta. Tem tudo para chegar lá.

Apenas três

Caso seja mantido o quadro político atual a coluna irá considerar apenas três concorrentes: Paulo Dantas, Rodrigo Cunha e Rui Palmeira, inclusive com espaços igualitários para suas propostas e programas, como fizemos em eleições anteriores, após reunir com sujas assessorias para observação de regras de publicação. Os candidatos ao Senado e os “poca urnas” entrarão na pauta na conveniência da coluna ou dos fatos.

Pílulas do Pedro

Esse silêncio de Fernando Collor, tem deixado muita gente apreensiva.

O município de Palmeira dos Índios perdeu um empreendimento que geraria 300 empregos diretos. Detalhes virão depois.

Postado por Pedro Oliveira


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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