AssessorIA
O caso Master deixou de ser apenas uma crise bancária, judicial ou institucional.
A poucas semanas das urnas, tornou-se também um problema eleitoral.
Durante semanas, a crise atingiu principalmente o Supremo, oferecendo a Flávio Bolsonaro um discurso poderoso contra Alexandre de Moraes e o funcionamento da Corte.
Agora, porém, documentos revelados colocam o próprio Flávio sob investigação por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Flávio nega irregularidades.
A pergunta inevitável é: quem perderá votos com o Master?
A resposta talvez seja: todos os que forem arrastados para dentro dele.
Flávio corre o risco mais imediato.
Sua campanha vinha transformando o escândalo em argumento contra seus adversários. Passar de acusador a investigado muda o terreno da disputa.
Mas Lula também não está protegido.
Se o eleitor enxergar o governo como defensor do Supremo ou resistente à investigação completa, poderá cobrar a conta no Planalto.
Por isso Lula procura defender transparência, enquanto o PT já sinaliza que pretende explorar eleitoralmente as revelações envolvendo Flávio.
Há ainda um terceiro personagem: o eleitor cansado dos dois lados.
Quanto mais o Master revelar relações entre banqueiros, políticos, autoridades e instituições, maior poderá ser a sensação de que o problema não pertence exclusivamente à direita ou à esquerda.
E aí candidatos que tentam escapar da polarização podem encontrar espaço.
O Datafolha divulgado nesta sexta ainda mostra Lula com 39% e Flávio com 35%; no segundo turno, 46% a 44%, empate técnico. Mas a pesquisa foi realizada antes de as novas revelações sobre Flávio produzirem todo o seu impacto público.
Por isso, a próxima rodada será especialmente importante.
O Master pode tirar votos de Flávio, pode desgastar Lula, pode alimentar uma terceira via, ou simplesmente aumentar a rejeição a todos.
Quando um escândalo alcança tantos lados ao mesmo tempo, prever seu beneficiário é difícil, mas no caso Master é fácil identificar quem poderá ganhar: aquele que conseguir convencer o eleitor de que está fora dele.
Durante meses, a eleição presidencial pareceu condenada a repetir uma velha história: Lula de um lado, o bolsonarismo do outro.
A polarização continua dominante. Mas os últimos levantamentos introduziram um elemento novo: Augusto Cury.
O candidato do Avante aparece com 8% no Datafolha, 10% na Quaest, 11% no Real Time Big Data e no BTG/Nexus e 7,8% no AtlasIntel.
Os números ainda estão muito distantes daqueles registrados por Lula e Flávio Bolsonaro. Portanto, falar hoje em ameaça concreta aos dois favoritos seria precipitado.
Mas ignorar Cury começa a ser igualmente precipitado.
Mais significativo que alcançar dois dígitos em algumas pesquisas é perceber de onde parece vir parte desse crescimento.
No Datafolha, Cury chegou a 14% entre eleitores de 25 a 34 anos. Campanhas de Lula e Flávio já acompanham seu avanço e identificam nele capacidade de atrair eleitores insatisfeitos com a polarização.
Talvez esteja justamente aí o espaço para uma terceira via.
Não necessariamente numa candidatura capaz, neste momento, de chegar ao segundo turno, mas na existência de milhões de brasileiros que parecem procurar uma alternativa ao confronto permanente entre dois campos políticos.
Cury tem, entretanto, um desafio muito maior que crescer nas pesquisas.
Precisará demonstrar que consegue transformar novidade em candidatura, simpatia em estrutura e discurso de pacificação em propostas concretas para economia, segurança, saúde e os demais problemas do país.
Também precisará sobreviver ao escrutínio que inevitavelmente acompanha quem deixa de ser figurante para se tornar competitivo.
A eleição ainda continua sendo de Lula e Flávio, mas já não parece ser exclusivamente deles.
Existe espaço para uma terceira via? Existe. A pergunta que começa a mudar é outra: Augusto Cury conseguirá ocupá-lo?
AssessorIA
As revelações das últimas horas sobre as relações entre o ministro e Daniel Vorcaro colocaram a Corte diante de uma situação que dificilmente poderá ser administrada apenas com silêncio ou solidariedade entre colegas.
André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal e defendeu que os novos elementos sejam examinados pelo plenário do próprio STF.
É provavelmente o caminho institucional mais adequado.
Porque aquilo que veio a público é grave demais para ser ignorado — mas também grave demais para permitir condenações antecipadas.
As mensagens encontradas pela PF indicam proximidade entre Vorcaro e Moraes e mostram o banqueiro procurando o ministro em momentos particularmente delicados.
Em uma delas, dias antes de sua prisão, Vorcaro pergunta se deveria estar “fora” na segunda-feira. Não existe, até aqui, demonstração de que Moraes tenha atendido aos pedidos do banqueiro.
Também surgiram metadados indicando que documentos relacionados ao contrato milionário entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes passaram por um usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”.
A explicação apresentada pelo escritório é que Moraes teria analisado a documentação para verificar possíveis impedimentos jurídicos à contratação.
Pode existir uma explicação perfeitamente legítima para cada episódio.
É justamente por isso que é preciso investigar.
O princípio da presunção de inocência vale para qualquer cidadão — inclusive para um ministro do Supremo.
Mas existe também uma exigência adicional para quem ocupa uma das onze cadeiras da mais alta Corte do país.
Não basta agir dentro da lei.
É necessário preservar a confiança de que interesses particulares jamais se confundem com o exercício da função pública.
E talvez seja exatamente aí que esteja a verdadeira dimensão da crise.
O STF acumulou enorme protagonismo na vida política brasileira nos últimos anos.
Tomou decisões duríssimas, investigou autoridades, determinou prisões e cobrou das instituições obediência às regras constitucionais.
Por isso mesmo, quando dúvidas alcançam um de seus próprios integrantes, o padrão de transparência não pode ser menor.
Deve ser maior.
Mendonça propôs levar a questão ao plenário. Fachin avalia o caminho institucional enquanto a PGR analisa o material.
É o Supremo sendo obrigado a julgar, antes de tudo, a sua própria capacidade de prestar contas à sociedade.
A pior resposta seria transformar o episódio numa guerra política entre bolsonaristas e adversários de Moraes.
O pedido de impeachment apresentado no Senado demonstra que essa exploração política já começou.
Mas reduzir tudo a essa disputa seria conveniente demais.
Alexandre de Moraes tem direito à defesa, ao contraditório e à presunção de inocência.
O STF, entretanto, tem uma obrigação igualmente importante:
não permitir que esses direitos sejam confundidos com proteção corporativa.
Se não houve irregularidade, uma investigação transparente será a melhor maneira de demonstrá-lo.
Se houve, as consequências precisam existir independentemente do cargo ocupado.
Instituições fortes não são aquelas cujos integrantes jamais são questionados.
São aquelas capazes de investigar a si mesmas quando necessário.
Depois de exigir transparência, responsabilidade e respeito às instituições de tanta gente, chegou talvez o momento mais difícil para o Supremo.
Olhar para dentro — e aplicar a si próprio o mesmo rigor que tantas vezes aplicou aos outros.
Reprodução Youtube
O escritor Augusto Cury, candidato do Avante, é a grande novidade política do fim de semana. Ele cresceu significativamente nas duas pesquisas divulgadas nesta segunda-feira: aparece com 7,8% na Atlas e 11% na Nexus. Na pesquisa anterior da Atlas, tinha apenas 1,6%.
As campanhas de Lula e Flávio ainda avaliam que o crescimento pode não se sustentar, mas já enxergam riscos. A interpretação inicial é de que Cury pode estar capturando uma parcela do eleitorado cansada da polarização PT–bolsonarismo. Valdemar Costa Neto chegou a dizer à CNN que não considera Cury ameaça à presença de Flávio no segundo turno.
A preocupação das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro pode se tornar realidade se os números de Cury continuarem a crescer nas próximas pequisas.
A conferir...
Reprodução Internet
Talvez a pior resposta que um político possa oferecer diante de uma pergunta incômoda seja aquela que pode ser desmentida por uma fotografia.
Foi exatamente nessa armadilha que o presidente Lula se colocou durante a sabatina do Jornal Nacional.
Questionado sobre Roberta Luchsinger, empresária e lobista investigada pela Polícia Federal e apontada como amiga de seu filho Fábio Luís, o Lulinha, Lula foi categórico.
Disse que não a conhecia, que nunca havia conversado com ela e foi ainda mais longe: afirmou que nunca a tinha visto na vida.
Não demorou muito para que a internet respondesse.
Vieram as fotografias.
Não uma.
Várias.
Há registros de Lula ao lado de Roberta em diferentes ocasiões, publicados pela própria empresária. Alguns deles remontam à campanha presidencial de 2022; outros são posteriores. Levantamentos publicados nesta sexta-feira localizaram mais de dez imagens dos dois.
A partir daí surge a pergunta inevitável:
Lula mentiu?
A resposta exige algum cuidado.
As fotografias demonstram que a afirmação literal de que Lula “nunca viu essa moça” é falsa. Tanto o UOL quanto a Agência Lupa chegaram a essa conclusão em suas checagens da entrevista.
Mas fotografia não é certificado de amizade.
Presidentes, candidatos e celebridades tiram milhares de fotos com pessoas das quais provavelmente não saberiam dizer o nome minutos depois.
Portanto, seria intelectualmente desonesto utilizar as imagens como prova de que Lula mantinha uma relação pessoal, política ou profissional com Luchsinger.
Elas não provam isso.
E é justamente esse argumento que a campanha presidencial apresentou nesta sexta-feira: Lula teria querido dizer que não possui relação ou interlocução com Roberta, e as fotografias decorreriam da rotina de uma figura pública constantemente abordada para registros.
O problema é que não foi isso que Lula disse.
Se tivesse respondido “posso ter tirado fotografias com ela, mas não a conheço e nunca mantive qualquer relação”, provavelmente o episódio terminaria ali.
Mas escolheu uma negativa absoluta.
E negativas absolutas são perigosíssimas quando existem câmeras, celulares, redes sociais e arquivos digitais.
Por isso, mais importante do que discutir semanticamente se Lula “conhecia” ou “não conhecia” Roberta é perguntar por que o presidente sentiu necessidade de construir uma distância tão radical entre os dois.
Talvez tenha simplesmente esquecido dela.
É perfeitamente possível.
Talvez considere que posar para uma fotografia não equivale a conhecer alguém.
Também é plausível.
Mas existe uma terceira possibilidade, inevitavelmente levantada pela circunstância: diante de uma personagem que aparece numa investigação envolvendo seu próprio filho, Lula pode ter tentado afastar de maneira imediata qualquer possibilidade de associação.
Se foi isso, cometeu um erro político elementar.
Porque aquilo que poderia permanecer como uma discussão sobre o grau de relacionamento entre Lula e Roberta transformou-se numa discussão muito mais simples e muito mais prejudicial:
O presidente falou a verdade?
E há outro detalhe que torna o episódio ainda mais delicado.
A CNN publicou nesta sexta-feira que, segundo fontes ouvidas pela emissora, Lula teria sido alertado anteriormente sobre a existência de pelo menos uma dessas fotografias. Se essa informação for confirmada, a tese do mero esquecimento ficará naturalmente mais difícil de sustentar.
Ainda assim, seria precipitado transformar essa informação, baseada por enquanto em relatos de fontes, numa sentença definitiva sobre a intenção do presidente.
Porque existe uma diferença fundamental entre dizer algo falso e mentir.
O erro pode decorrer de desconhecimento ou falha de memória.
A mentira pressupõe consciência da verdade e intenção de escondê-la.
As fotografias provam a contradição.
Não conseguem fotografar a intenção.
Essa talvez seja a conclusão mais responsável neste momento.
Lula disse algo que os registros disponíveis demonstram não corresponder literalmente aos fatos.
Agora cabe ao presidente explicar satisfatoriamente por quê.
E a explicação importa.
Porque estamos falando de um presidente da República que pede aos brasileiros mais um mandato.
Numa campanha em que confiança e credibilidade serão disputadas voto a voto, talvez a pior fotografia não seja aquela em que Lula aparece ao lado de Roberta Luchsinger.
Pode ser justamente aquela que ficou registrada diante das câmeras do Jornal Nacional:
a de um presidente fazendo uma afirmação categórica que, poucas horas depois, não resistiria ao arquivo da internet.
AssessorIA
E se Marina ganhar?
Talvez esta seja uma das perguntas mais provocativas que podem ser feitas sobre a eleição alagoana de 2026.
E se Marina JHC ganhar?
Não se trata de afirmar que ganhará.
Muito menos de antecipar uma eleição que está apenas começando.
Mas eleições não são interessantes apenas pelo resultado que parece mais provável em determinado momento. Algumas candidaturas merecem ser observadas também pelas consequências que uma eventual vitória produziria sobre o sistema político que encontram pela frente.
E Marina Cândia talvez seja o melhor exemplo disso em Alagoas.
Ela disputa sua primeira eleição.
Não foi vereadora.
Não foi deputada estadual.
Não foi deputada federal.
Nunca ocupou mandato eletivo.
E decidiu começar justamente pelo Senado da República.
Do outro lado estão alguns dos personagens mais experientes e estruturados da política alagoana.
Arthur Lira construiu durante anos uma extensa rede de relações com prefeitos e lideranças municipais e chegou à Presidência da Câmara dos Deputados.
Renan Calheiros possui uma trajetória parlamentar que atravessa décadas e transformou-se numa das figuras mais conhecidas do Senado.
Marina chega por outro caminho.
Sua exposição pública foi construída principalmente em Maceió, associada à administração municipal e a programas voltados a mulheres, crianças, famílias e serviços públicos. Sua presença nas redes sociais também se tornou componente importante dessa construção de imagem. Reportagens anteriores à oficialização da candidatura já apontavam justamente essa combinação entre programas municipais, comunicação digital e associação política com JHC como origem de sua projeção.
É por isso que uma eventual vitória teria significado maior do que simplesmente trocar o ocupante de uma cadeira.
Ela mexeria na lógica de poder da política alagoana.
Uma vitória sobre as estruturas tradicionais
A eleição para o Senado possui uma característica especialmente importante em 2026.
São duas vagas.
Isso permite combinações.
E a política alagoana rapidamente percebeu essa possibilidade.
Mesmo pertencendo a campos diferentes na eleição para governador, Arthur Lira e Renan Calheiros começaram a aparecer como uma possível combinação de votos entre determinadas lideranças municipais. Marina, portanto, enfrenta não apenas candidatos individualmente fortes, mas uma estrutura política capaz de atravessar as próprias fronteiras das coligações.
Se Marina vencer nesse ambiente, alguma coisa terá falhado nessa engrenagem.
Ou, dependendo do ponto de vista, alguma coisa nova terá funcionado.
Pode ser a transferência eleitoral de JHC.
Pode ser sua força em Maceió.
Pode ser a comunicação pelas redes sociais.
Pode ser o voto feminino.
Pode ser a rejeição a determinadas estruturas tradicionais.
Pode ser uma combinação de todos esses fatores.
Somente as urnas permitiriam saber.
Mas uma vitória de Marina significaria necessariamente que uma candidatura estreante conseguiu atravessar redes políticas construídas durante décadas.
E se Marina ganhar?
A pergunta parece simples.
A resposta não é.
Se Marina vencer, alguém poderoso ficará pelo caminho.
Uma nova liderança chegará ao Senado.
O grupo de JHC ampliará sua presença na política estadual e nacional.
As tradicionais redes municipais terão de compreender onde perderam votos.
Os partidos precisarão recalcular suas forças.
E Marina terá de provar que consegue transformar uma identidade construída inicialmente ao lado do marido numa trajetória política capaz de caminhar por conta própria.
Talvez por isso sua candidatura seja uma das experiências eleitorais mais interessantes desta campanha alagoana.
Ela pode perder e confirmar a enorme dificuldade de um estreante enfrentar estruturas políticas consolidadas.
Pode ganhar e alterar parte dessas estruturas.
As urnas decidirão isso.
Mas existe uma certeza anterior ao resultado:
se Marina ganhar, a pergunta da política alagoana no dia seguinte não será apenas como ela conseguiu chegar ao Senado.
Será o que muda em Alagoas depois que ela chegou lá.
Márcio Roberto Tenório de Albuquerque - Ascom MPE
Dizem os entendidos da hora, que o nome escolhido para o 5º Constitucional do Ministério Público Estadual para desembargador do Tribunal de Justiça, vaga deixada por José Carlos Malta, já está no
gabinete do governador Paulo Dantas faz tempo: o ex-procuradorgeral de Justiça, Márcio Roberto Tenório de Albuquerque.
Essa é uma certeza que ninguém contesta, nem mesmo os outros cinco candidatos que disputam o cargo com Márcio Roberto, sem quaisquer chances de nomeação, segundo circulam boatos pelos corredores do MP.
Mas, o confuso, confuso mesmo, foi a retirada da lista sêxtupla da procuradora Marluce Caldas, a única mulher que colocou seu nome para pelo menos ocupar um lugar feminino no faz-de-conta dessa disputa. Numa lista de dez homens e uma mulher, o Conselho Superior do Ministério Público de Alagoas optou por seis homens, entre eles o favoritíssimo Márcio Roberto.
Ou seja, nem para uma possível concorrência fictícia, o MP de Alagoas prestigia uma mulher.
Ricardo Stuckert/Flickr
Declaração infeliz e desastrosa
Presidente Lula comparou neste domingo (18) a operação militar de Israel na Faixa de Gaza com o extermínio de judeus realizado por Adolf Hitler na Alemanha nazista. Afirmou que os palestinos estão sendo alvo de um “genocídio” e disse que o Brasil vai defender junto a ONU . a criação de um Estado palestino.
Resposta imediata
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, após ter conhecimento das declarações de Lula na Etiópia, afirmou que a comparação feita pelo presidente brasileiro sobre a guerra entre Israel e Hamas e o nazismo é “vergonhosa”. Netanyahu afirmou que convocará o embaixador brasileiro no país para uma “dura conversa de repreensão”
Edvan Ferreira/Agência Alagoas
O governador Paulo Dantas deu um passo importante na redução do déficit habitacional em Alagoas, assegurando as primeiras 1.626 unidades residenciais do Minha Casa, Minha Vida, do governo Lula, no estado.
Mérito da gestão do secretário Rui Palmeira na pasta de infraestrutura, que tonou Alagoas o primeiro estado brasileiro a assinar contrato com a Caixa Econômica Federal para beneficiar alagoanos de Maceió e Marechal Deodoro nessa leva inicial da casa própria.
Como prefeito de Maceió em dois mandatos, Rui Palmeira assegurou mais de 10 mil casas para famílias de baixa renda na capital alagoana.
E, diga-se de passagem, casa digna para todos.
Ou seja, o ex-prefeito conhece bem a lição de garantir pelo poder público a cidadania justa para quem mais precisa.
Marcelo Melo, marido da prefeita de Santana de Ipanema, Christiane Bulhões, e secretário de Infraestrutura do município, está rompendo um acordo feito no ano passado entre o deputado Isnaldo Bulhões e o prefeito Valmiro Costa, de Poço das Trincheiras.
Isnaldo foi o federal mais votado em Poço das Trincheiras, com 43,30% dos votos, apoiado por Valmiro.
Em troca, o parlamentar apoiaria o grupo político de Valmiro em 2024.
Acontece que Marcelo Melo, cunhado do deputado, está se lançando candidato a prefeito de Poço na oposição ao atual prefeito, e já começou a cooptar vereadores para o seu projeto eleitoral.
Ou seja, Isnaldinho vai cumprir o acordo e desagradar o cunhado, ou vai apoiar o candidato de Valmiro e desagradar o marido da irmã?
Ponto Final
por Redação
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