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O defunto, enfim, está mesmo enterrado?

05.10.2021 às 11:20


Parece que a novela do voto impresso, finalmente, acabou. 

Pelo menos, é o que acredita o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, que antecipou para ontem, 4 de outubro, a abertura do código-fonte das urnas eletrônicas para inspeção da sociedade civil. 

A abertura, tradicionalmente, ocorre a seis meses das eleições.

Partidos de diferentes ideologias, com representação no Congresso, enviaram integrantes para acompanhar a apresentação dos técnicos do TSE. Ministros de tribunais superiores, membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e representantes do Ministério Público Federal também estiveram no evento.

Para Barroso, a medida faz parte dos esforços para ampliar a transparência das etapas do processo eleitoral: “Tenho a impressão de que, depois que a Câmara votou, o presidente do Senado disse que não reabriria a matéria, e o próprio presidente da República diz que confia no voto eletrônico, acho que finalmente esse defunto foi enterrado”.

O código-fonte é um conjunto de linhas de programação de um software, com as instruções para que ele funcione. A abertura permite a inspeção pela sociedade civil.

Em tempo: nenhum parlamentar bolsonarista ou integrante do Palácio do Planalto compareceu para a inspeção, ou o governo finalmente decidiu acatar a lisura do voto eletrônico sem a polêmica impressão, ou não foram para manter o palanque armado mais à frente.

Veremos.

Postado por Ponto Final

O radicalismo e o ódio de uma esquerda parada no tempo

04.10.2021 às 10:00


O radicalismo da esquerda partidária nas mobilizações contra o presidente Bolsonaro, sábado, empobreceu a luta.  Fez com que o movimento contra o ódio destilado da direita e  o conceito de que a esquerda quer eleger um projeto que una a população e que traga paz ao país, com políticas sociais e cidadãs enxotadas pelo atual governo, perdesse o sentido.

Queimaram um boneco com o rosto do presidente Bolsonaro, agrediram o ex-ministro Ciro Gomes, vociferaram palavras de ódio contra quem não é Lula e perderam de fazer para o Mundo, a fotografia de um país pacífico, que rejeita um presidente que despreza a ciência, cultiva a desarmonia entre os poderes e incentiva o uso de armas de fogo ao contrário de mais feijão à mesa das famílias brasileiras.

Voltaram ao tempo do discurso radical, das brigas internas levadas a público, do divisionismo de teses ideológicas, coisas que sempre derrotaram Lula nas disputas presidenciais, até que ele virou o “Lulinha paz e amor” no ano de 2000 e a esquerda que o apoiava guardou as armas e aderiram ao discurso de todos (todos, mesmo!!!!) juntos por um país para todos.

Discurso que foi bem aceito e é praticado hoje pela direita bolsonarista.

Nas manifestações a favor de Bolsonaro, desde que defendam a reeleição dele em 2022, podem estar ali gente com todo tipo de ideologia. Para os bolsonaristas, o que vale é somar, ampliar e fortalecer o exército para a eleição do ano que vem.

Já para a esquerda, ou quem está contra Bolsonaro é Lula, ou então, se não estiver, merece pancadaria.

Em tempo: o presidente Jair Bolsonaro tirou proveito da situação e publicou em suas redes sociais a foto do boneco com seu rosto incendiado pelo radicalismo da esquerda, uma imagem forte para mostrar quem são seus opositores.

É o que fica para a história. Lamentavelmente.

Postado por Ponto Final

O criador e a criação, na teimosia contra a ciência

02.10.2021 às 21:00


“Pau que nasce torto, morre torto”, ditado popular que identifica muito a personalidade do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, criador da “teimosia bolsonarista” contra a ciência e a vida.

Ontem, em Maringá (PR), onde foi fazer palanque eleitoral antecipado para 2022, Bolsonaro declarou-se contrário à implementação do Passaporte da Vacina contra a covid-19, para restringir o acesso a locais públicos de pessoas não vacinadas, já em vigor em diversos países e comprovadamente pela ciência uma medida para evitar a circulação do coronavírus. 

“Naquilo que depender do Governo Federal, nós não teremos passaporte da covid-19. Nunca apoiamos medidas restritivas. Sempre estivemos ao lado da liberdade, do direito de ir e vir, do direito ao trabalho e da liberdade religiosa”, discursou Bolsonaro, espalhando descrédito à vacina e criticando medidas restritivas de prevenção ao vírus.

E sem nenhum constrangimento, usou a visita oficial, custeada com recursos públicos da Nação, para fazer o contraponto eleitoral no que ele acredita ser em favor de sua reeleição: polarizar com a esquerda. ““Estávamos à beira do socialismo. Estávamos flertando com o comunismo, e o milagre aconteceu. Nós devemos nos conscientizar para que o vermelho fique para trás. Para que cada vez mais o verde e amarelo se faça presente entre nós”, disse o presidente.

Então, quando os senadores da CPI da Covid-19 apontam Bolsonaro como um dos responsáveis por quase 600 mil óbitos pela doença no Brasil, números de hoje, estão errados?

Vai vendo, Brasil!

Postado por Ponto Final

O “mito” das fake news ataca novamente!

02.10.2021 às 07:00


Não adianta explicar, desenhar e muito menos argumentar, que o presidente Jair Bolsonaro não entende o que significa, em sua essência, a fake news. Para ele, disseminar informações falsas é o mesmo que liberdade de expressão, e seus seguidores seguem no mesmo caminho, a exemplo dos depoimentos à CPI da Covid de Luciano Hang e Otávio Fakhoury quarta-feira e quinta-feira, respectivamente.

Bolsonaro continua a negar a ciência e a ampliar seu séquito de negacionistas à vacina contra a covid-19.

Em live, ontem, 30 de setembro, Bolsonaro pregou de novo a sua tese, sem identificar onde se pode comprar tal hipótese, de que o que vale mesmo contra a pandemia, é a imunização de rebanho. Ou seja, quem já se contaminou com o coronavírus está definitivamente imunizado, sem necessidade das vacinas.

“Quem já contraiu o vírus tem mais anticorpos do que qualquer pessoa que já tenha tomado qualquer vacina. Por que essa pressão por vacina? Será por interesse comercial? ”, questionou Bolsonaro, provocando com ironia as farmacêuticas: ““Ora, pessoal, não é o suficiente uma ou duas doses? As empresas não diziam que era assim? Pois, se tem a terceira dose, tem que ser de graça. Não é direito do consumidor? ”

É preciso, sim, tomar vacina, uma, duas e até três doses ou mais, se necessário! A falta de vacina na hora certa contribuiu para que tenhamos hoje cerca de 600 mil óbitos pela covid-19, e é a vacinação que tem ajudado cientificamente a baixar os índices de contaminação e sobretudo de mortes, pelo coronavírus. 

É falsa a tese de que quem contraiu uma vez a covid, não se contaminará mais. Há milhares de casos comprovados no Brasil e em outros países, de pessoas que testaram positivo para a covid mais de uma vez, até mais de  duas em algumas situações. Há quem tenha tido a doença e não tenha gerado nenhum anticorpo.

Ou seja, não ouçam o presidente, ou ele não sabe o que diz, ou diz por pura maldade contra os brasileiros.

Postado por Ponto Final

Mais cautela nos arroubos da CPI da Covid!

30.09.2021 às 11:20

Caldo de galinha e cautela, não fazem mal a ninguém. Ao contrário, sobretudo a cautela, aliada sempre do bom senso, ajuda muito! E tem faltado essa cautela na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado, que investiga responsabilidades na morte de quase 600 mil brasileiros por conta do coronavírus. 

A convocação do empresário Luciano Hang, por exemplo, foi feita no impulso e não na razão. 

Era notório que ele iria ali para tumultuar, para mentir e para jogar à plateia, em especial a plateia bolsonarista, que a CPI “só tem narrativas”. Óbvio que essa avaliação arrogante, dita na cara dos senadores, é também só um “arranque” do depoente, porque há dados, vídeos e certamente documentos que mostram a responsabilidade de Hang na divulgação de medicação ineficaz ao tratamento e, em particular, à prevenção da covid-19.

O resultado da investigação da CPI pode ajudar o país a não repetir os erros cometidos pela gestão pública e pela política ideológica na pandemia da covid-19 e punir quem dolosamente contribuiu para a contaminação criminosa e pelos milhares de óbitos causados pelo coronavírus em menos de dois anos.

Agora, ou a CPI toma pra si a cautela de não “contaminar” politicamente os trabalhos, ou perde a credibilidade e o time para apontar quem é quem nessa história, principalmente o presidente Omar Aziz (AM) e o relator, Renan Calheiros (AL).

Não é uma briga de poder, muito menos eleitoral, que os brasileiros esperam, desta CPI, mas um trabalho que deixe na memória nacional quem foi o trigo e quem foi o joio durante a pandemia da covid no país. 

Oremos!

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Piada sexista, OAB alagoana e uma eleição no meio

Um gesto, uma foto, uma piada de mau gosto e uma eleição no meio, tumultuou a advocacia alagoana feminina no final e início desta semana.

28.09.2021 às 12:02


O ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Alagoas, Omar Coelho, fez print de um gesto aleatório de um pré-candidato à presidência da OAB-AL, em encontro com advogadas alagoanas, e passou para grupos de whatsapp com mensagem considerada pela advocacia feminina como “sexista e misógina”. 

O movimento Advogadas de Alagoas divulgou uma nota de repúdio, exigindo respeito, A nota, na íntegra:

“Tendo em vista os comentários misóginos e sexistas promovidos em grupos do whatsapp no qual utilizaram de um gesto aleatório de um pré-candidato à presidência da OAB em um evento de mulheres, para dizer que este estaria "usando a linguagem das libras para dizer que a reunião era com as mulheres” , viemos por meio deste declarar nosso repúdio a tal afirmação.

Não vamos aceitar que nossa imagem, nossa VIDA, nossa personalidade e intimidade sejam traduzidas e reduzidas a um “buraco”. Nós temos voz, direitos, pleitos legítimos e EXIGIMOS RESPEITO.

Lutamos arduamente para conquistar nosso espaço e termos o mínimo de respeito e ainda assim, em meio a um espaço de advogados e advogadas alguns ainda se sentem confortáveis o suficiente para destilarem sua misoginia sob o véu da brincadeira.

Mulheres não são “buracos”! Misoginia não é brincadeira! Machismo mata todos os dias e exigimos RESPEITO! ”

Omar Coelho apoia uma candidatura adversária ao pré-candidato o qual ele usou o print, para a tal “brincadeira”.

Deu ruim pra Omar!

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Novo ato contra Bolsonaro terá carimbo da esquerda, tão somente

27.09.2021 às 10:00

Os protestos contra Bolsonaro no último dia 12 de setembro foram menosprezados pela esquerda ideológica, que desdenhou dos organizadores e não compareceu para fortalecer politicamente os atos pelo impeachment do presidente.

Esquerdistas preferiram dar fôlego ao inimigo do que lutar contra ele ao lado de quem ideologicamente não pensa como eles, a exemplo do Movimento Brasil Livre (MBL) e movimentos de rua.

Ou seja, dividiram o exército e salvaram o inimigo que tem ao seu lado direitistas de toda ordem e pensamento, os que acreditam no STF, os que não acreditam, os que querem a ditadura militar de volta e os que não querem, os que são contra a homofobia e os que não são, e até os que defendem fake news e os que não defendem, mas que são, na sua essência, bolsonaristas de carteirinha.

Agora, a esquerda fará o seu próprio ato público, previsto para o próximo sábado, dia 2 de outubro, e espera-se que nele estejam apenas os que levantam a bandeira da volta de Lula à presidência da República na eleição de 2022.

Tipo, quem não é Lula e nem Bolsonaro, deve ficar em casa.

Pura burrice de cálculo, não é um ato de campanha pró-Lula, é um ato de protesto contra Jair Bolsonaro.

 Mesmo assim, PT, PCdoB, PSol, PDT, PSB, PV, Rede, Cidadania e Solidariedade já anunciaram que estarão presentes em bloco nesta pauta e ao menos dez centrais sindicais também devem comparecer aos protestos em várias capitais brasileiras, em especial São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. 

É verdade que o maior protesto se dará nas urnas, na eleição do próximo ano, mas a presença hoje da rejeição a Bolsonaro nas ruas ajuda a pressionar o governo a ser menos intolerante com a cidadania e menos irresponsável com a gestão pública.

Mas parece que a causa da esquerda é meramente eleitoral.

Uma pena para o Brasil, uma sorte para Jair Bolsonaro.

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A primeira-dama sob pressão do vexame internacional

25.09.2021 às 11:20


A primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, 39 anos, tomou, enfim, a primeira dose da vacina contra a covid-19.

Ela poderia ter sido imunizada com a primeira dose desde o último dia 23 de julho, em Brasília, mas na época seguiu o marido, presidente Jair Bolsonaro, em negar a ciência e duvidar do êxito da vacinação contra o coronavírus. 

Nos Estados Unidos, onde esteve com a comitiva do governo brasileiro para a abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU), a primeira-dama recebeu o imunizante pela primeira vez e muitas críticas de brasileiros por ter “escolhido” um outro país para se vacinar. Muitos entenderam que a primeira-dama foi “deselegante” com o Sistema Único de Saúde (SUS).

Na verdade, Michelle não “escolheu” os Estados Unidos para se vacinar. Ela passou pelo constrangimento de não estar vacinada quando o mundo inteiro move céus e montanhas para receber a tão sonhada vacina contra um vírus que só no Brasil, já matou quase 600 mil pessoas, inclusive a avó da primeira-dama.

E questionada por um médico americano se não queria aproveitar o momento em que fazia o teste PCR para poder embarcar de volta ao Brasil, para receber o imunizante, Michelle concordou, certamente envergonhada por ser a única primeira-dama no evento da ONU sem estar vacinada.

Foi o constrangimento internacional que empurrou o braço de Michelle à vacina. 

A nota da Comunicação do Palácio do Planalto comprova isso: "Antes de retornar ao país, [Michelle Bolsonaro] submeteu-se ao teste de PCR, obrigatório para autorização de embarque e, durante a realização da testagem, a Primeira-Dama foi indagada pelo médico se ela gostaria de aproveitar a oportunidade para ser vacinada. Como já pensava em receber o imunizante, resolveu aceitar".

Nada mais que isso.

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Para as proporcionais, é o “salve-se quem puder” em 2022

23.09.2021 às 10:20


Acabou a novela, o Senado rejeitou, ontem (22), o retorno das coligações para eleições do legislativo. 

A volta dessas alianças era parte de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 28/2021, com mudanças em regras eleitorais, aprovada na semana passada na Câmara, por iniciativa do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

A proibição de coligações proporcionais vigorou pela primeira vez em 2020. 

Legendas consideradas ideológicas, como Rede, PCdoB e Cidadania, estão entre as ameaçadas de ter menos parlamentares eleitos e, mais adiante, até de extinção.

Entre os trechos também aprovados ontem está um dispositivo para incentivar candidaturas de mulheres e negros. 

Aprovada em agosto pela Câmara, a proposta segue agora para promulgação. 

O texto precisa ser promulgado até 2 de outubro para que as regras tenham validade nas eleições de 2022. Foram 70 votos contra três na votação em primeiro turno, e 66 a três na votação em segundo turno. 

Como é uma PEC, a proposta não passa pelo presidente Jair Bolsonaro.

Agora, começa pra valer a largada para a formação de chapas proporcionais. 

Salve-se quem puder!

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A vergonha brasileira na ONU

22.09.2021 às 11:00

O presidente Jair Bolsonaro levou à Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) o Brasil que ele mostra em seu cercadinho em Brasília, um país “fake news”. E o mais grave, um país que trata uma pandemia do porte da covid-19, com ineficaz tratamento precoce, à base de uma medicação que comprovadamente mata, em vez de salvar, quem tem problemas cardíacos, a tal da cloroquina.

Em seu discurso, celebrou o fato de o Brasil não exigir atestado de vacinação, na contramão de todas as Nações que ali estavam representadas, mentiu sobre a inflação na economia brasileira e sobre o desmatamento da Amazônia.

Agrediu governadores e prefeitos que adotaram medidas restritivas eficazes contra a circulação do coronavírus.

Estarreceu a mídia e os governos internacionais com sua postura grotesca autoritária em desfavor da vida e do meio ambiente no Brasil.

Em resumo: foi à ONU fazer o Brasil passar vergonha internacionalmente.

E ainda deixa lá, em quarentena, seu ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que testou positivo para a covid, junto com outro integrante da comitiva brasileira também infectado.

“Que cocê foi fazer na ONU, Jair Bolsonaro?”

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