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Miranda acua Bolsonaro com possibilidade de conversa gravada

28.06.2021 às 10:00
Luis Ricardo Fernandes Miranda e seu irmão, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) - Edilson Rodrigues/Agência Senado

 

O deputado Luís Miranda (DEM-DF) disse ao site O Antagonista que ele “tem como provar” que Bolsonaro citou o nome do líder do governo na Câmara Federal, deputado Ricardo Barros, como um provável responsável por ilicitudes dentro do Ministério da Saúde, inclusive o contrato com a Covaxin, recheado de irregularidades denunciadas pelo irmão do parlamentar, servidor de carreira desse ministério.

Se é um blefe do parlamentar, mas se o presidente apontou mesmo Barros como um suspeito de fraude dentro do Ministério da Saúde, é uma boa jogada. Sem saber que “prova” é essa, e pode mesmo ser uma gravação, Bolsonaro não deve querer pagar para ver. Pode ser um tiro certeiro no coração do governo.

“Tenho como comprovar que ele escutou tudo o que eu falei para ele [na reunião de 20 de março]. É melhor ele não fazer isso. É desnecessário, é uma loucura. Se ele fizer isso, esquece 2022 porque vai ter um Brasil inteiro descobrindo que ele mentiu. Ele não mentiu ainda. Ele já admitiu que a gente foi lá, que quando falamos para ele, tentou corrigir. O presidente não tem como desmentir porque ele sabe qual é a verdade. Amanhã aparece uma comprovação que vai ficar feio para ele. Perdeu as eleições se disser que é mentira. E essa comprovação pode aparecer", afirmou o deputado.

E conversas gravadas, no passado, já tiraram muita gente de disputas eleitorais e até do poder. Veremos até onde arrisca Bolsonaro nessa história de corrupção em seu governo. É sobe ou desce, e se não for blefe a promessa de Miranda de comprovar a conversa toda, o presidente está mais para “desce” a rampa do Planalto, do que “sobe” numa reeleição em 2022.

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Epicentro da covid no mundo, Brasil segue em gravidade na pandemia

26.06.2021 às 09:00

 O Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgou ontem um boletim atestando que ainda é alto o índice de transmissão do novo coronavírus no Brasil. Segundo o documento, um ano e três meses depois da chegada do vírus ao país, apesar do início da vacinação, o cenário ainda é preocupante, pois a contaminação permanece em níveis elevados.

Os cientistas afirmam que o “Brasil é hoje um dos epicentros da pandemia no mundo em termos de gravidade”. A análise leva em conta, também, a taxa de óbitos do país por milhão de habitantes, que hoje é 4,7 vezes maior do que a global. “Se no mundo temos uma taxa de 497 óbitos por milhão de habitantes, no Brasil atinge 2.364 óbitos por milhão de habitantes”, aponta o boletim.

Parte do documento destaca, ainda, a velocidade com que o país passou a contabilizar 100 mil óbitos desde o início da pandemia. Para alcançar os primeiros 100 mil e 200 mil óbitos, foram necessários intervalos de cinco meses. Depois disso, mais 100 mil mortes foram contabilizadas em dois meses e meio e, em 24 de março, o Brasil atingia a marca de 300 mil vidas perdidas. Para passar de 300 mil para 400 mil mortes, foi preciso pouco mais de um mês.

“Na sequência, em apenas um mês e 23 dias (entre 29 de abril e 19 de junho), foram contabilizados mais 100 mil óbitos, chegando à triste marca de 500 mil. A velocidade de ocorrência de óbitos se mantém com números extremamente altos, o que descreve a situação crítica que o país ainda vive”, dizem os especialistas.

Para mudar o cenário, os pesquisadores reforçam a necessidade da adoção de medidas não farmacológicas junto com a aceleração da vacinação. “A comunicação clara, objetiva, confiável e sem contradições entre os governantes é fundamental para manter a confiança da sociedade, sua adesão às orientações e engajamento para reforçar intervenções locais que ajudem a minimizar os impactos da pandemia”, indicam.

Bem, aí é que mora o problema.

A adoção de medidas não farmacológicas, a aceleração da vacinação e uma comunicação a favor da ciência só funcionariam se fossem uma determinação do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Coisa que está longe de acontecer.

Bolsonaro se mantém aliado do coronavírus, custe o que custar, doa a quem doer, morra quem morrer.

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Na contramão da vida

25.06.2021 às 10:00

 

Nem o Brasil ter ultrapassado a triste marca de mais de meio milhão de mortos pela covid sensibiliza o presidente sobre as mais simples medidas restritivas de prevenção, a exemplo do uso de máscaras.

Ontem, durante evento público em Jurucutu, município do Rio Grande do Norte, Bolsonaro fez gesto para que uma criança que fazia uma apresentação musical, tirasse a máscara de proteção contra o vírus. O palco estava cheio de adultos, a maioria políticos sem máscara.

A menina obedeceu ao presidente e ganhou dele (que também não usava máscara) um abraço.

Do lado de fora de onde ocorreu a cerimônia, no meio de uma aglomeração, o presidente colocou uma criança nos braços e tirou a máscara de proteção do rosto do menor.

Mais cedo, ao chegar na cidade de 18 mil habitantes, Bolsonaro desprotegido, provocou uma aglomeração de pessoas igualmente sem máscaras.

E seus súditos surtam quando alguém o compara ao ditador criminoso Hitler! Estimular pessoas ao risco de morte não é um ato criminoso?

Em Maceió, vereadores homenageiam Bolsonaro com o título de Cidadão Honorário do município.

Se não estivéssemos vivendo um tempo de lágrimas pelo luto, era para rirmos muito, piada de mal gosto a levar a capital alagoana para um noticiário negativo lá fora e a recompensar um político que faz política na contramão da vida.

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Os erros do governo na reação à denúncia de sobrepreço da vacina Covaxin

Decididamente, o governo Jair Bolsonaro não entende ‘patavinas’ de comunicação política.

24.06.2021 às 12:00

 

Colocar o ministro Onyx Lorenzoni para, publicamente, intimidar os denunciantes de um possível esquema de superfaturamento na negociação das vacinas Covaxin, da Índia, foi um tiro no pé. De acordo com matéria, o sobrepreço nas doses ultrapassava 1.000% no valor real.

Os denunciantes Luís Miranda, deputado federal (DEM-DF), e seu irmão Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde e responsável por analisar a compra, ambos, até ontem pelo menos, bolsonaristas.

Os esclarecimentos dados pelo governo para negar a denúncia se perderam diante da exalação de ódio e das ameaças de Onyx ao parlamentar e seu irmão. O tom era de intimidação, de autoritarismo, de poder, de mostrar ao Brasil quem manda e quem precisa obedecer.

“Deputado Luís Miranda, Deus está vendo. Mas, o senhor não vai só se entender com Deus, vai se entender com a gente também. O senhor vai explicar e vai pagar pela irresponsabilidade, mau-caratismo, má fé, denunciação caluniosa e produção de provas falsas. Se o senhor achava que ia conseguir luz e talvez apoio para uma tentativa de eleição, deputado, o senhor errou”, ameaçou o ministro.

Na fala de Onyx, ele juntou Polícia Federal e Controladoria Geral da União (CGU) como os órgãos que perseguirão os irmãos Miranda daqui pra frente.

Após o pronunciamento de Onyx, o deputado Luís Miranda usou suas redes sociais para questionar o presidente Bolsonaro: "Sempre te defendi e essa é a recompensa?".

O deputado e o irmão dele foram pessoalmente à casa do presidente Jair Bolsonaro para alertá-lo sobre esse o suposto sobrepreço, mas não houve retorno do governo para suspender ou mesmo analisar o contrato com técnicos idôneos.

Bolsonaro errou, primeiro ao não dar atenção ao alerta, e depois ao preferir as ameaças aos denunciantes do que o devido esclarecimento da denúncia.

Prato cheio para a CPI da Pandemia.

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Jó Pereira pode dar gás à disputa pelo governo de Alagoas em 2022

23.06.2021 às 08:40

 A deputada Jó Pereira é um nome que não pode ser subestimado numa disputa ao governo de Alagoas.

Tem um mandato com visibilidade positiva na Assembleia Legislativa Estadual, é articulada, faz parte de um grupo político forte e agrada a gregos e troianos na política que liga o legislativo estadual ao governo Renan Filho.

Ou seja, uma candidatura que pode unir o deputado Artur Lira, presidente da Câmara Federal e político com grande influência no governo Bolsonaro, o deputado Marcelo Victor, presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, e o governador Renan Filho.

Não é uma decisão para já, mas há quem jure que essa é uma possibilidade concreta.

Se for, a disputa eleitoral pela sucessão de Renan Filho ganhará densidade eleitoral, coisa que não acontece desde a campanha de 2010, quando o então governador Teotonio disputou a sua reeleição contra Fernando Collor e Ronaldo Lessa.

É que está no páreo dessa briga o senador Rodrigo Cunha, com apoio do grupo político do prefeito de Maceió, JHC, e do vice-prefeito Ronaldo Lessa.

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Focinheira para Bolsonaro

22.06.2021 às 09:20


 “Talvez tenhamos errado na solicitação ao presidente da República. Pode não ser mesmo o caso de pedir para ele usar máscara, mas focinheira ou bridão de argola”, postou o relator da CPI da Pandemia, senador Renan Calheiros (MDB-AL), em suas redes sociais, após o ataque de fúria de Jair Bolsonaro, segunda-feira, 21, contra uma jornalista da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo, que perguntou sobre o presidente descumprir decreto estadual de usar máscara como medida preventiva contra a covid.

O vídeo com o surto de Bolsonaro circula pelo Mundo a fora e mais do que a agressão desproposital à jornalista, o que pesa mesmo é a defesa inapropriada do presidente ao uso de tratamento médico comprovadamente ineficaz contra a covid-19, com cloroquina e ivermectina.

Jair Bolsonaro continua peitando a ciência de forma irresponsável, ignorando a vacina, menosprezando o luto de mais de meio milhão de famílias brasileiras, e agindo como se fosse o próprio “Deus acima de todos”.

O vírus circula impiedosamente matando e adoecendo milhares de pessoas todos os dias, o país sequer atingiu 12% de sua população adulta vacinada com a segunda dose, e Bolsonaro faz de conta que é tudo uma conspiração política contra ele.

Tenha dó!

Talvez o senador Renan tenha mesmo razão e mais do que uma focinheira e um bridão de argola para o presidente Bolsonaro, seja o caso de uma camisa de força ou um impeachment.

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O Mestre Graça e o linchamento de Santa Ritta na internet

21.06.2021 às 11:14

 

As redes sociais têm servido de outdoors para postagens polêmicas e nem sempre sadias, e no debate de extremismo político virou uma espécie de tribunal de exceção sem qualquer legitimidade.

O ex-secretário municipal de Turismo, Esporte e Lazer de Maceió, Ricardinho Santa Ritta, protagonizou um desses espetáculos semana passada, o que lhe custou a demissão do cargo, julgamento e condenação prévia na internet.

 Sua página no facebook foi literalmente atacada pelo ódio que se cultiva em redes sociais.

Onde foi o erro do ex-secretário? Na forma como se expressou, nas palavras (mal) usadas, já que disse depois, em desculpas públicas, não ter nenhuma relação ideológica com o nazismo ou coisa parecida.

O tom da frase pareceu a quem lia, defesa de um símbolo que representa genocídio como liberdade de expressão.

O fato de Ricardinho desconhecer que a divulgação do nazismo é crime é o menor dos seus pecados nessa história. O maior deles, entretanto, é o fato de que, como agente público, deve ter discernimento no uso das redes sociais.

Coisa que o ex-secretário não teve. Usou as palavras num contexto errado, numa plataforma errada e no momento errado.

Mas em política tudo se refaz, desde que o ex-secretário saiba, daqui para frente, usar um ensinamento fundamental, lição de Graciliano Ramos: “A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer. ”

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“Debaixo de vara”

19.06.2021 às 08:40

 

Acusado de integrar um chamado "gabinete paralelo" para assessorar o presidente Bolsonaro nos assuntos da covid-19, o empresário Carlos Wizard será levado à CPI da Pandemia “debaixo de vara”, ou seja, conduzido de maneira coercitiva.

A decisão é do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Wizard foi convidado a depor na quinta-feira passada, 17, mas indicou desde o início da semana que não iria. Segundo seus advogados, o empresário, que ficou bilionário após a venda da rede de escolas de idiomas Wizard, estaria fora do Brasil e impossibilitado de comparecer pessoalmente.

Agora vai ter que comparecer.

Embora, a politização da comissão tem tirado mais, do que dado credibilidade aos seus trabalhos. E isso beneficia diretamente Bolsonaro e seu negacionismo à ciência.

Por exemplo, o relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL) não poderia, jamais, ter se ausentado da sessão na sexta-feira, 18. Mesmo que não fizesse nenhuma indagação aos depoentes que foram lá defender a cloroquina como antiviral. Uma pena, porque a postura do relator coloca em dúvida a imparcialidade de seu relatório.

Mas vamos ao que vem pela frente. Ainda há um longo caminho até chegarmos à votação desse relatório no plenário do Senado Federal.

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A democracia no jogo eleitoral de 2022

18.06.2021 às 11:20

 “País onde padre chama homossexuais de veadinhos, rapaz vai às compras com uma suástica no antebraço, senador defende governo fascista desde que tenha “as mãos limpas” e casal branco suspeita de negro inocente no comando de uma bicicleta elétrica, por que um país como esse daria as costas ao presidente que tem? ”, escreveu nesta sexta-feira, 18, em seu blog no Portal de Notícias Metrópoles, o jornalista Ricardo Noblat.

Aqui em Alagoas, há tantos outros exemplos que podemos encaixar na linha de pensamento de Noblat, como um secretário do município de Maceió (já demitido) defender publicamente a apologia ao nazismo de Hitler, regime hediondo responsável pelo maior genocídio do mundo.

E pensar que muitos de nós acreditam que o mais grave é a polarização política entre esquerda e direita!

O mais grave é o acolhimento político de parte de um país a símbolos que retratam morte, autoritarismo, discriminação e retrocesso da cidadania. Ou seja, é a liberdade dos brasileiros conquistada a ferro e fogo na ditadura militar, que está literalmente em jogo na eleição do ano que vem.

Em suma: está em risco a  democracia brasileira.

A resistência da pandemia no Brasil é só uma consequência desse acolhimento irresponsável.

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O gol contra da CPI da Covid

17.06.2021 às 09:00

 

A CPI da Pandemia marcou um gol contra, ontem, 16 de junho.

A maioria dos senadores rejeitou a convocação do ex-secretário executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Eduardo Gabas, que está sendo investigado pela venda de ventiladores clínicos a alguns estados, os quais nunca foram entregues, mas foram pagos antecipadamente.

A sugestão para levar Gabas a depor na CPI foi dos senadores governistas Eduardo Girão (Podemos-CE), Marcos Rogério (DEM-RO) e Ciro Nogueira (PP-PI).

É preciso investigar tudo, é preciso investigar todos. Afinal, o alvo é encontrar o responsável ou os responsáveis pelos quase 500 mil óbitos dela covid no Brasil.

Ao negar a convocação, a CPI dá um passo para trás, mostra parcialidade e perde credibilidade na seriedade dos trabalhos.

Infelizmente.

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Ponto Final por Redação

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