Dólar com. 5.2607
IBovespa 0.03
18 de maio de 2021
min. 22º máx. 29º Maceió
chuva rápida
Agora no Painel Com novas doses, Alagoas inicia imunização por idade simples a partir de 59 e 58 anos

Blogs

Senador chama ministro de Bolsonaro de “pitaqueiro”

04.05.2021 às 14:00

 

O presidente da CPI da Covid no Senado Federal, Omar Aziz (PSD/AM), disse ontem, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que Paulo Guedes, ministro da economia do governo Bolsonaro, é “pitaqueiro”.

E considerou que a frase dita por Guedes, semana passada, de que a China teria “inventado” o vírus, uma “brincadeira irresponsável”. "Nós estamos passando de uma pandemia para um caos social, por conta da fome, e vemos um ministro, desde o primeiro dia de governo, contando história como se fosse o todo poderoso”, lamentou o senador.

Aziz também não poupou Jair Bolsonaro:

"O presidente, desde o primeiro momento, foi negacionista – e todo mundo sabe disso. Estimulou aglomerações, achava equivocadamente que poderíamos sair dessa pandemia com a imunização de rebanho – e isso não aconteceu”.

Ou seja, não está pra peixe o mar do governo federal na CPI da pandemia no Senado.

A comissão iniciou nesta terça-feira as oitivas de testemunhas e envolvidos na gestão do enfrentamento à pandemia. Os primeiros da lista são ex-ministros e o atual ministro da Saúde do Brasil.

Postado por Ponto Final

Cunha e Collor juntos em 2022, quem duvida?

03.05.2021 às 10:00

 

O senador Rodrigo Cunha (PSDB) deve ser mesmo o candidato do prefeito de Maceió, JHC (PSB), ao governo de Alagoas em 2022. Há quem diga que esse é um acordo feito lá atrás, em 2018, quando JHC emplacou o nome de sua mãe, Eudócia Caldas, ex-prefeita de Ibateguara, como primeira suplente de Cunha na chapa ao Senado Federal.

Cunha se elegendo governador, Eudócia assume o mandato de senadora por mais quatro anos. Os acordos políticos são praxe na nova e na velha política e isso não foge à regra.

O problema é que em 2022, pelo andar da carruagem e do disse-me-disse nos bastidores políticos, o grupo do prefeito de Maceió deverá apoiar a reeleição do senador Fernando Collor (PROS).

E não há, na prática, chapa descasada, e muito menos rivalizada, de governador e senador.

Ou seja, Rodrigo Cunha terá que estar no mesmo palanque de Fernando Collor, pedindo votos para ambos, numa aliança que ele rejeitou duramente na eleição passada, afirmando não ser “farinha do mesmo” saco de Collor.

Mas como na política eleitoral o que se diz lá atrás não tem peso lá na frente, Alagoas poderá ver no próximo ano, topados e coladinhos, Cunha e Collor juntos numa mesma chapa, um para o governo e outro para o Senado.

É o figurino do momento que veste os políticos, e não o contrário.

Postado por Ponto Final

Números negativos impedem celebração do Dia do Trabalhador

Brasil bate recorde no desemprego: 14,4 milhões de pessoas sem trabalho

01.05.2021 às 12:00

 

Dia do Trabalhador, neste 1º de maio, sem motivações para celebrar a data.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que todos os números do mercado de trabalho estão ruins. E o mais grave, segundo analistas, o quadro ainda pode piorar. E muito.

É que os indicadores ainda não refletem os impactos do pico da segunda onda da pandemia de covid-19, que atingiram mais intensamente o país em março e abril.

Segundo a Pnad, o desemprego atingiu novo recorde da série histórica, iniciada em 2012: 14,4 milhões de brasileiros estão sem trabalho, dos quais 400 mil engrossaram as estatísticas apenas no trimestre dezembro de 2020 a fevereiro de 2021. E o rendimento médio do trabalhador (atualmente em R$ 2.520) caiu 2,5% nesse período.

Outro dado de destaque na pesquisa do IBGE é a quantidade de desalentados, ou seja, pessoas que, diante da dificuldade de encontrar uma vaga, pararam de procurar trabalho. A população desalentada (6 milhões de pessoas) também é recorde da série histórica, e cresceu 26,8% em comparação ao mesmo período de 2020.

O número de empregados com carteira assinada no setor privado, atualmente em 29,7 milhões de pessoas, também caiu. Cerca de 3,9 milhões de pessoas perderam os empregos formais no confronto com o ano anterior, uma queda de 11,7% do contingente de trabalhadores dessa categoria.

O fator principal, óbvio, é a pandemia, e a recuperação do mercado de trabalho no Brasil depende essencialmente do êxito da imunização contra a covid-19, a partir do resgate gradual da economia.

Que, infelizmente, ainda caminha devagar, aos tropeções e com registro de mais de 400 óbitos por coronavírus em menos de 1 ano e meio.

Postado por Ponto Final

CPI quer descobrir autoria das fakes news na pandemia

Veja algumas das desinformações contra a vacinação e prevenção contra a covid-19

30.04.2021 às 10:00


 A CPI da Covid-19 no Senado Federal também investigará as fakes news sobre a pandemia e, em especial, as direcionadas à vacinação.  

O alvo é saber de onde, o objetivo e a mando de quem partiram as desinformações.

A comissão aprovou pedidos de compartilhamento de dados da comissão parlamentar mista das fake news e do inquérito sobre o assunto que tramita no Supremo Tribunal Federal. Dois dos pedidos direcionados à CPI mista são assinados pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL), e pelo vice-presidente do colegiado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Randolfe, assim como o suplente Alessandro Vieira (Cidadania-SE), também solicitou o acesso a dados do inquérito do Supremo.

Veja sete fake news da pandemia:
1. Vacina contra Covid-19 altera o DNA humano
Desde os primeiros resultados de eficácia e segurança de vacinas experimentais contra à Covid-19, mentiras sobre “riscos não divulgados” ocupam as redes sociais. Um dos boatos mais perigosos sobre o assunto aponta o suposto efeito nocivo da tecnologia de RNA mensageiro, utilizada por alguns imunizantes. A técnica, que usa um fragmento do material genético do vírus, “ não possui qualquer efeito no DNA de uma célula humana”, confirma o professor Jeffrey Almond, da Universidade de Oxford, em entrevista à BBC.

2. Vacina contra Covid-19 pode inserir um microchip no corpo do vacinado
Ainda sobre a vacina - passo mais importante no combate à pandemia - outra notícia falsa ameaça prejudicar a imunidade coletiva da população brasileira. Segundo o texto, que traduz a mesma teoria conspiratória de um blog em inglês e passa por forte circulação no Whatsapp, o imunizante possuiria um chip para colher a “identidade biométrica” da população. Não há, porém, qualquer vacina com microchip em desenvolvimento ou já desenvolvida no mundo.

3. Termômetros infravermelhos causam doenças cerebrais
Uma postagem bastante publicada nas redes sociais - e mais tarde desmentida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - afirmava que os termômetros do tipo infravermelho, bastante utilizados na entrada de lojas e restaurantes para medir a temperatura de clientes durante a pandemia, prejudicam o cérebro dos usuários. A mentira, associada a um outro vídeo que traz a falsa informação sobre a melhor maneira de medir a temperatura, causou uma reação perigosa e ainda muito comum: para tranquilizar os clientes, funcionários de estabelecimentos passaram a medir a temperatura do pulso dos visitantes em vez da cabeça, local indicado para a medição correta.

4. Máscaras oferecem riscos à saúde
Hoje obrigatórias em espaços públicos e privados de diferentes cidades brasileiras, as máscaras de pano que ajudam a conter a transmissão do novo coronavírus também já foram alvo das fake news. Na mais popular delas, há a informação de que o equipamento de proteção poderia causar asfixia por retenção de gás carbônico. Em suas redes sociais, o biólogo e doutor em virologia, Atila Iamarino, reforça que o risco não é real, já que as máscaras de pano são porosas. “A  máscara tem que causar uma dificuldade na hora de respirar, porque ela está filtrando o ar. A ideia é que você tenha um tecido, que tenha uma trama com buraquinhos pequenos o suficiente para o ar que a gente precisa respirar atravessar, mas as gotículas de saliva, que soltamos quando falamos e as outras pessoas também soltam, fiquem retidas", disse.

5. Vírus criado em laboratório
Um boato supostamente iniciado por uma virologista afirma que o novo coronavírus (Sars-CoV-2) teria sido criado em laboratório na China. Mesmo após a negativa do governo chinês e evidências da comunidade científica, a informação falsa reverberou e influenciou uma escala de desinformação, ocasionando, por exemplo, na crise de confiança enfrentada pela vacina Coronavac por ser produzida pela chinesa Sinovac. A crença - que atinge diretamente um dos principais produtores de insumos médicos exportados para o Brasil - pode ter impactado na resistência de 50% dos brasileiros entrevistados que afirmam ao Datafolha que não tomariam a “vacina chinesa”, apesar do imunizante ser apontado como um dos mais seguros e eficazes até o momento.

6. Eficácia da cloroquina para tratar pacientes da covid-19
A hidroxicloroquina, medicamento inicialmente dedicado ao tratamento da malária, foi largamente estudado como um possível tratamento para casos graves da Covid-19 após uma publicação do infectologista francês Didier Hault. No Brasil, a cloroquina tornou-se a principal aposta do presidente Jair Bolsonaro, que chegou a investir R$ 1,5 milhão na produção do medicamento pelos laboratórios do Exército. Na época, um falso estudo que alegava 87% de cura dos pacientes da Covid-19 após uso do medicamento foi muito compartilhado. Após análise, porém, a Organização Mundial de Saúde assegurou que o uso da hidroxicloroquina não interfere na taxa de mortalidade pela Covid-19, retirando o medicamento da lista de testes.

7. Caixões vazios em valas comuns
Diante da fase mais dramática da pandemia no Brasil, quando mais de mil óbitos eram registrados diariamente, um boato aumentava a dor de quem ainda precisa lidar com o luto pela morte de amigos e familiares. Para desacreditar o impacto da covid-19 no País, um vídeo compartilhado pelo whatsapp, com imagens de anos anteriores ao início da pandemia, mostrava supostos caixões vazios ou cheios de pedra sendo enterrados em Manaus, uma das cidades brasileiras mais atingidas pela Covid-19. Na capital do Amazonas, valas comuns precisaram ser cavadas para atender a demanda de cerca de 100 mortes por dia, apenas entre as causadas pela nova doença. De acordo com o Monitor de Debate Político no Meio Digital, núcleo de estudos da Universidade de São Paulo, em maio deste ano os vídeos com caixões vazios correspondiam a 30% dos compartilhamentos do ano.

Postado por Ponto Final

Bolsonaro pode chegar "nu" à disputa presidencial de 2022

29.04.2021 às 10:00

 O ex-presidente Lula elegível em 2022, o governador de São Paulo, João Dória, com a coronavac como cabo eleitoral de uma possível candidatura na terceira via, e uma CPI da Pandemia no Senado Federal mostram que já está sendo montado, de forma concreta, o palanque político adversário da reeleição de Bolsonaro.

Em contrapartida, o presidente Jair Bolsonaro não tem nada absolutamente positivo para mostrar ao Brasil como resultado de seu governo.

 A economia vai mal, o desemprego cresceu, a pobreza aumentou e as políticas públicas de cidadania foram reduzidas. Uma ou outra obra na infraestrutura, mas nada que lhe dê o volume certo para as horas incertas de um debate eleitoral. A educação não avançou e as universidades públicas que não estavam bem, pioraram.

Até o discurso contra a corrupção, o presidente perdeu com as investigações de possíveis “rachadinhas” praticadas por um de seus filhos, Flávio Bolsonaro, quando foi deputado estadual no Rio de Janeiro, e depósitos mal explicados na conta da primeira-dama, Michele Bolsonaro.

O governo continua praticando o negacionismo da covid-19, muitos brasileiros ainda indo a óbito em decorrência do vírus, vacinação atrapalhada e uma briga desproposital com governadores e prefeitos que buscam nas medidas restritivas na pandemia, a prevenção à doença e mortes por coronavírus.

Brigou com a mídia, brigou com o Judiciário, não agrega (vide Moro), levou o Brasil a ter uma imagem negativa de gestão pública e política lá fora e aqui dentro faz piada da tragédia da covid-19 que consome e enluta os brasileiros.

Bolsonaro não admite publicamente, continua a circular como se fosse, de fato, um mito, mas nos bastidores está se borrando de medo de Lula como adversário, do PSDB na terceira via, e do senador Renan Calheiros (MDB-AL) na relatoria da CPI.

Ou seja, Bolsonaro, ainda sem partido, chegará à disputa de 2022 literalmente de calças curtas. Ou nu. Se chegar.

A depender, especialmente, da CPI da Pandemia no Senado.

Postado por Ponto Final

Falando grosso

Com discurso duro, Renan assume relatoria da CPI e já faz devassa no governo Bolsonaro

28.04.2021 às 12:51

 O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid no Senado Federal, não perdeu tempo. Nem bem assumiu a tarefa e já solicitou uma penca de documentos para analisar, depois de garantir que seu trabalho na comissão será “isento, imparcial e despolitizado”.

Isento e imparcial, até pode ser, mas despolitizado jamais!

É próprio da CPI tratar as questões politicamente e o discurso de Renan ao ser escolhido para a relatoria não fugiu à regra:

“Na pandemia, o Ministério da Saúde foi entregue a um não especialista, a um general. O resultado fala por si só: no pior dia da covid, em apenas quatro horas, o número de brasileiros mortos foi igual ao de todos que tombaram nos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial. A diretriz é clara: militar nos quartéis e médicos na saúde. Quando se inverte, a morte é certa, e foi isso que, lamentavelmente, parece ter acontecido. Temos que explicar como, por que isso ocorreu. ”

A CPI, sob a presidência do senador amazonense Omar Aziz (PSD), começou a trabalhar ontem mesmo.

Veja as solicitações do relator Renan Calheiros para “começo de conversa”:

1 - Solicitar o inteiro teor dos processos administrativos, de contratações e das demais tratativas relacionadas às aquisições de vacinas e insumos, no âmbito do ministro da Saúde;

2 - Requisitar a regulamentação feita pelo governo federal, no âmbito de Lei nº 13.979, de 2020, que trata das medidas de enfrentamento da emergência de saúde pública, especialmente sobre temas como isolamento social, quarentena e proteção da coletividade;

3 - Solicitar os registros de ações e documentos do governo federal relacionados a medicamento sem eficácia comprovada, tratamentos precoces, inclusive indicados em aplicativos como TrateCov, plataforma desenvolvida pelo Ministério da Saúde;

4 - Requerer documentos e atos normativos referentes às estratégias e campanhas de comunicação do governo e da Saúde, em particular, além dos gastos orçamentários;

5 - Requisitar documentos e informações sobre o planejamento e critérios de definição dos recursos para o combate à covid e sua distribuição entre os entes subnacionais, além de suplementação orçamentária;

6 - Requisitar todos os contratos, convênios e demais ajustes da União, que resultaram em transferências de recursos orçamentários para estados e capitais.

7 -  Solicitar que as autoridades sanitárias de Manaus encaminhem os pedidos de auxílio e de envio de suprimentos hospitalares, em especial oxigênio e respostas do Executivo;

8 -  Convocar o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e os três últimos ministros que o antecederam;

9 - Convocar o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres;

10 -  Requisitar ao STF o compartilhamento das investigações das fake news;

11 - Requisitar à CPI das Fakes News todo o material apurado.

Em tempo: O Planalto promete continuar tentando na Justiça afastar Renan Calheiros da relatoria da CPI.

Postado por Ponto Final

Onde o governo Bolsonaro se omitiu no enfrentamento à pandemia da covid19?

Governo Bolsonaro sabotou pelo menos 11 vezes a vacinação no país

27.04.2021 às 10:00

 Oficialmente, pelo menos na recusa de onze ofertas formais de fornecimento de vacinas, seis referentes ao imunizante coronavac.

Há três ofícios assinados pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, oferecendo a vacina. O primeiro, datado de 30 de julho de 2020, e o segundo, de 18 de agosto, ficaram sem resposta. O terceiro documento foi entregue pessoalmente em 7 de outubro por Dimas Covas, ao ministro da saúde, o general Pazuello.

O placar deve crescer ao longo das investigações da CPI da Pandemia, do Senado Federal, instalada hoje, já que um dos objetivos da comissão é apontar no relatório final o número de vezes em que o governo disse não à única solução para prevenir efetivamente a doença: a imunização.

*Com informações do blog de Octávio Guedes

Postado por Ponto Final

Doria chama Bolsonaro de psicopata e se revela eleitor arrependido do presidente

26.04.2021 às 10:30
Caio Guatelli / Agência O Globo

 Em entrevista ao jornal O Globo de domingo, 25, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que “o Brasil não tem um líder, tem um psicopata”.

"O Brasil é um oceano de fracassos: na saúde, na ciência, no meio ambiente, na educação, na proteção aos mais pobres. Vai demorar para recuperar o Brasil depois de Bolsonaro", disparou. E afirmou que faltou coordenação nacional no enfrentamento à pandemia da covid-19.

No segundo turno da eleição presidencial de 2018, Doria votou em Bolsonaro, mas confessou que “errou” e que não tornará a errar.

João Doria é um dos nomes do PSDB para disputar a presidência do Brasil em 2022, mas passará primeiro pelas prévias do partido, que serão realizadas em outubro próximo, com outros tucanos como o senador Tasso Jereissati, que já colocou seu nome na disputa interna, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Em tempo: O protagonismo de Doria durante a pandemia foi em virtude do sucesso da vacina do Butantan, a Coronavac, a qual Bolsonaro chegou a dizer que não compraria colocando em dúvida o potencial da vacina por ter sua matéria-prima vinda da China.

Postado por Ponto Final

Por que não Renan?

25.04.2021 às 10:00

 

O senador alagoano Renan Calheiros (MDB) continua candidatíssimo à vaga de relator na CPI da Covid, que será instalada no Senado na próxima terça-feira, 27.

É fato que o presidente Jair Bolsonaro e aliados trabalham contra essa possibilidade e nenhum dos motivos é por conta de o senador ser pai do governador de Alagoas, Renan Filho, que pode ser investigado pela CPI por ter recebido recursos federais durante a pandemia.

O “mi-mi-mi”, na verdade, é porque Renan Calheiros é opositor de Bolsonaro, com experiência suficiente na vida pública para relatar as omissões, o negacionismo e a responsabilidade do governo federal em cerca de 390 mil óbitos por covid no país até ontem, 24 de abril.

Sobre Alagoas, o senador Calheiros já disse que se considerará suspeito para investigar, caso se indique algum indicio de irregularidade no uso das verbas públicas federais para a Covid no estado:

"Desde já me declaro parcial para tratar qualquer tema na CPI que envolva Alagoas. Não relatarei ou votarei. Não há sequer indícios quanto ao estado, mas a minha suspeição antecipada é decisão de foro íntimo".

Se isso é possível? Claro que sim.

O que nos parece impossível é ter políticos em Alagoas somando com Bolsonaro nessa justificativa sem propósito, com o único objetivo de usar a seriedade de um assunto como esse para, já,  polarizar eleitoralmente com os Calheiros mirando 2022.

A CPI vai investigar o papel do governo federal na pandemia e passará pelos estados que indiquem alguma ilicitude nessa história.

Para isso, o senador Renan Calheiros está legitimamente e politicamente preparado.

O resto, é conversa pra boi dormir.


Estamos no Instagram

Postado por Ponto Final

Bolsonaro ameaça acionar Forças Armadas contra medidas restritivas à Covid

24.04.2021 às 10:00

 O presidente Jair Bolsonaro se sentiu totalmente em casa, sexta-feira, 23 de abril deste ano, em Manaus.

Esteve lá para receber o título de Cidadão Amazonense que lhe foi outorgado pela Assembleia Legislativa do Estado, aglomerou sem máscara, e foi entrevistado por um dos raros, raríssimos profissionais de comunicação que ele confia em toda a terra: Sikêra Júnior, apresentador de um programa sensacionalista na TV A Crítica, o “Alerta Amazonas”.

E na entrevista, o presidente aproveitou para pregar o seu negacionismo à pandemia da covid-19, que provocou em Manaus na primeira e segunda onda a maior calamidade pública já vivida naquela cidade nos últimos tempos.

À vontade com o entrevistador, com quem trocou demorados abraços antes de o programa iniciar, ambos sem máscaras, Bolsonaro ameaçou colocar o exército brasileiro contra as medidas restritivas de prevenção à covid:

“O que eu me preparo, não vou entrar em detalhes... O caos no Brasil.  Já falei que essa política do lockdown, do toque de recolher, essa política de 'fique em casa'... Isso é um absurdo. ora, vamos parar com isso... Se tivermos problemas, nós temos um plano de entrar em campo. Eu sou o chefe supremo das Forças Armadas. O nosso Exército, as nossas Forças Armadas, se precisar, nós iremos para as ruas. Mas não para manter o povo dentro de casa, e sim para restabelecer todo o artigo 5º da Constituição. Se eu decretar isso, vai ser cumprido este decreto. Então, as nossas Forças Armadas podem ir para a rua um dia, sim, dentro das quatro linhas da Constituição para fazer cumprir o artigo 5º, direito de ir e vir, acabar com essa covardia de toque de recolher, [garantir o] direito ao trabalho, liberdade religiosa de culto, para cumprir tudo aquilo que está sendo descumprido por parte de alguns governadores e alguns poucos prefeitos.”

O artigo 5º da Constituição Brasileira, citado por Bolsonaro na entrevista para justificar o direito de ir e vir, diz que "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade".

Ou seja, o presidente faz ‘fake news’ até da Constituição Brasileira!

Mas o que fica da ida de Bolsonaro ao Amazonas?

Nadica de nada que seja aproveitável para o estado, para a população e, sobretudo, para o enfrentamento ao coronavírus que ontem fez mais 20 vítimas fatais e contaminou cerca de 900 amazonenses em um espaço de 24 horas.

Postado por Ponto Final


Ponto Final

 Blog Político

Todos os direitos reservados
- 2009-2021 Press Comunicações S/S
Tel: (82) 3313-7566
[email protected]