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Agora no Painel Decreto de Trump sobre crianças separadas só se aplica a casos novos

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Denunciar abuso é proteger a infância

04.05.2018 às 09:32

Elen Oliveira - Jornalista*

Há 18 anos, o Brasil se mobiliza, no dia 18 de maio, em defesa de meninos e meninas vítimas de abuso sexual. O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído em 17 de maio de 2000 (Lei 9.970) e a data foi escolhida em memória de Araceli Crespo, uma menina capixaba de 8 anos que em 18 de maio de 1973 foi sequestrada, violentada e assassinada. Três acusados como agressores foram denunciados e inocentados pela Justiça.

O relato deste crime se repete ano a ano para chamar a atenção para os sinais de abuso e violência sexual contra crianças e adolescentes e para nos mobilizar a denunciar, sempre que identificarmos indícios de sua ocorrência. Este ano, a Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança lançou a campanha nacional Pode ser Abuso – Alguns segredos não devem ser guardados. Tendo como principal peça de difusão a hashtag #PODESERABUSO, a campanha tem como finalidades ajudar a identificar sinais que crianças emitem quando sofrem abusos e incentivar a denúncia de práticas abusivas.

Não é fácil falar sobre esse crime, que além da violência física e psicológica, envolve questões de ordem moral, assédio e ameaça. Em parte significativa dos casos denunciados, o agressor é adulto e tem ascendência sobre a vítima – são pais, padrastos, parentes, vizinhos. Há situações em que o agressor atribui à própria vítima a culpa pela agressão, revitimizando-a, em vez de protegê-la.

Não é fácil para uma criança ferida e ameaçada falar sobre tal tormento. Mas há mecanismos que potencializam a voz das vítimas e que ajudam a falar por elas. A campanha #PODESERABUSO pretende fortalecer essa voz. O abuso causa transtornos, deixa marcas e sinais visíveis. Há mudanças de comportamento perceptíveis aos familiares, colegas, amigos, professores, vizinhos. E há mecanismos de proteção que asseguram, inclusive, a confidencialidade do denunciante.

Disque 100 é a principal ferramenta para denunciar situações de abuso e violência sexual. A ligação é gratuita e por meio dela, qualquer pessoa pode salvar uma criança ou adolescente da violência sexual. “Só em 2015, foram registradas [pelo Disque 100] mais de 18 mil denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes. Isso significa que todos os dias, são feitas cerca de 50 denúncias. No entanto, o número pode ser bem maior, quando considerado que muitos casos permanecem em segredo”, informa a Fundação.

No endereço eletrônico http://www.podeserabuso.org.br/ estão disponíveis todas as informações, material de divulgação da campanha, ferramentas e mecanismos de proteção, sinais emitidos pelas vítimas de abuso e canais de proteção. Todos somos responsáveis pela proteção integral à criança e ao adolescente e devemos exercer essa proteção, mesmo quando não há vínculo familiar.   

Abuso sexual é crime e deve ser denunciado. Se identificar comportamento suspeito, #PODESERABUSO.  Disque 100. A ligação é gratuita, anônima e funcional todos os dias, 24h. Não silenciemos. “Alguns segredos não devem ser guardados”. Denunciar o abuso e a violência sexual é uma das formas de proteção à infância. 

*É jornalista e Amiga da Criança

Postado por Painel Opinativo

Janeiro Branco: sentidos e subjetividades

31.01.2018 às 16:44

 "O mundo à sua volta não é  algo 'dado' e definitivo; 

  é possível transformá-lo; você mesmo pode ser alterado

  ao se dedicar à tarefa de mudá-lo"

  Zygmunt Bauman


*Marcelo Sandes

Pensar a campanha Janeiro Branco é conversar e refletir um pouco sobre as nossas subjetividades: como dimensionamos e nos situamos na vida, tenhamos ou não maior consciência disso. De uma forma ou de outra, necessariamente somos efetados por cada condição particular de funcionamento que esboçamos ou adotamos.

Daí a complexidade e delicadeza que é falar de Saúde Mental - finalidade da campanha -, começando pelo desafio que é conceituar tal condição. Até que ponto não estar acometido por uma patologia, síndrome ou disfunção classificável é estar saudável? E se estou acometido, até que ponto o meu emocional pode influenciar e me ajudar no necessário processo de superação?

O Janeiro Branco convida a um exercício de  introspecção que nos habilite a olhar e estar mais atentos à nossa subjetividade, ao nosso emocional; às pulsações, impressões e sinais mais sutis que tantas vezes nos escapam, mas que poderão, oportunamente, pela regularidade e efeito cumulativo, servir de lastro às nossas  ansiedades e depressões.

Propõe ainda que  Saúde Mental implica perspectiva de bem-estar e qualidade de vida para além do conceito estrito de ausência de transtornos mentais, nos estimulando a pensar e ver os indivíduos em sua totalidade, em relação e interação, de forma integral, considerando o contexto social, político e histórico em que se inserem. 

Nessa perspectiva, falar de Saúde Mental é falar em prevenção, cuidado, atenção,  solidariedade e empatia. É falar do bem-estar e da qualidade de vida que precisamos nos propor a  construir a cada dia, a cada enfrentamento e superação, nas idas e vindas das nossas potencialidades e limitações. 

É, enfim, o olhar que se faz necessário em relação a nós mesmos e às pessoas com as quais  nos relacionamos no cotidiano - em casa, no trabalho, nas interações sociais -, de valorização do diálogo, da capacidade de escuta e do respeito mútuo, trabalhando assim a questão da prevenção, e do compromisso pessoal com a construção de uma vida mais satisfatória e produtiva.

*Jornalista e psicólogo

Postado por Painel Opinativo

Falta cidadania na saúde pública

14.12.2017 às 14:40
Arte e Foto: Afrânio Aquino

Até junho de 2017, 904 mil pessoas esperavam por uma cirurgia eletiva (não urgente) no Sistema Único de Saúde, informa levantamento do Conselho Federal de Medicina feito em 16 estados e dez capitais, com dados referentes a hospitais públicos.

Dentre as 904 mil, o CFM informa ainda que 750 procedimentos constam na fila como pendentes há mais de dez anos. Ainda, segundo a entidade, de cada mil pacientes que aguardam a cirurgia, cinco morrem por ano enquanto esperam -- a avaliação não demonstra, no entanto, se a morte ocorreu em decorrência da ausência da cirurgia.

Segundo o levantamento, a maior fila de espera se concentra em apenas cinco procedimentos: cirurgias de catarata (113.185), hérnia (95.752), vesícula (90.275), varizes (77.854) e amígdalas ou adenoide (37.776). Atualmente, as cirurgias não urgentes mais comuns são da área de ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia, urologia e cirurgia vascular.

Foram analisados os estados de Alagoas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Pernambuco, São Paulo e Tocantins. O estado da Bahia só enviou dados de pacientes que ingressaram na fila em 2017; já o estado do Rio Grande do Norte, enviou somente informações da fila ortopédica.

Em entrevista à Globo News, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, creditou a situação da fila de espera aos municípios e estados. A organização do sistema também foi apontada como justificativa.

 "Esta crise é pontual. Nós temos um sistema de saúde descentralizado. Os municípios e estados são responsáveis pela execução da saúde lá na ponta. Há municípios fazendo muito bem o seu trabalho e outros não”, disse o ministro.

Os dados do estudo do Conselho Federal de Medicina foram obtidos via Lei de Acesso à Informação. Apesar disso, diz o CFM, cinco estados não enviaram dados após pedido da entidade: Acre, Amapá, Piauí, Rio de Janeiro e Sergipe.Outros alegaram não ter as informações, como Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo e Mato Grosso; e dois negaram o pedido: Santa Catarina e Roraima.

Uma lástima um país onde a saúde pública não seja prioridade do poder público e entre mortos e feridos, não se salva a cidadania.

Postado por Painel Opinativo

Fome volta a crescer no Mundo

07.12.2017 às 14:40
Reprodução

Após um declínio constante por mais de uma década, a fome no mundo está novamente em ascensão, impulsionada por conflitos e mudanças climáticas. Em 2016, a fome afetou 815 milhões de pessoas ou 11% da população global. Os dados constam do relatório anual das Nações Unidas sobre segurança alimentar e nutricional, divulgado há três meses. O documento alerta também que múltiplas formas de má nutrição ameaçam a saúde de milhões de pessoas em todo o mundo.

Esse aumento — de mais 38 milhões de pessoas em relação ao ano anterior — deve-se, em grande parte, à proliferação de conflitos violentos e mudanças climáticas, revelou o estudo “The State of Food Security and Nutrition in the World 2017” (O estado da segurança alimentar e da nutrição no mundo em 2017). De acordo com o estudo, cerca de 155 milhões de crianças com menos de 5 anos sofrem com atraso no crescimento (estatura baixa para a idade), enquanto 52 milhões estão com peso abaixo do ideal para a estatura.

Estima-se que 41 milhões de crianças estejam com sobrepeso. A anemia entre as mulheres e a obesidade adulta também são motivos de preocupação. Essas tendências são consequências não só dos conflitos e das mudanças climáticas, mas também das profundas alterações nos hábitos alimentares e crises econômicas.

É a primeira vez que a Organização das Nações Unidas (ONU) realiza uma avaliação global sobre segurança alimentar e nutricional após a adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, cujo objetivo é acabar com a fome e com todas as formas de má nutrição até 2030, sendo essa uma das principais prioridades das políticas internacionais. O documento aponta os conflitos — cada vez mais agravados pelas mudanças climáticas — como um dos principais motivos para o ressurgimento da fome e de muitas formas de má nutrição.

O relatório traz ainda avaliação dos membros da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), em prólogo conjunto: “Na última década, o número de conflitos tem aumentado de forma dramática e se tornaram mais complexos e insolúveis pela natureza”.

Postado por Painel Opinativo

Novembro Azul

30.11.2017 às 14:40
Reprodução

*Painel Alagoas


A poucos dias de iniciar dezembro, pergunta-se se a campanha promovida por várias entidades e apoiada pelo poder público, a chamada Novembro Azul, atingiu seu propósito na conscientização sobre o câncer de próstata.

Esse tipo de câncer é o segundo que mais mata homens, o primeiro é o câncer de pulmão, apontam estatísticas médicas de vários setores de todo o planeta. A Organização Mundial de Saúde (OMS) informa que existe a previsão do surgimento de 1.201.619 novos casos e 335.643 óbitos no mundo devido a esta doença.

O Câncer de próstata , inicialmente ele não manifesta os sintomas, mas com o passar do tempo e a falta de prevenção, o tumor cresce e pode provocar problemas como , dificuldade para urinar,sangramento, obstrução do jato urinário e dor pélvica. Os homens devem começar, voltar a sua atenção para a prevenção, fazendo os exames devidos com 50 anos de idade.

Quem tem histórico familiar, ou homens negros, devem iniciar a prevenção, fazendo exames a partir dos 40/45 anos de idade. Outras medidas de prevenção: evitar o sedentarismo realizando exercícios físicos constantes, evitar alimentos gordurosos, e com muito açúcar, manter o peso, não fumar, e manter uma alimentação saudável...

Conforme os especialistas existem dois exames que se completam para diagnosticar este tipo de câncer no homem: seriam o PSA (exame de sangue) e o exame de toque retal. Esses exames devem ser feitos periodicamente, seguindo orientação médica.

E lembrar que o Novembro Azul não acaba dia 30.

Esse é um lembrete permanente para cada dia do mês: prevenção é preciso.


Postado por Painel Opinativo

Assédio sexual, a pauta sem tabu

23.11.2017 às 17:30
Reprodução

 O assédio sexual não é privilégio dos tempos de hoje, mas embora já não seja considerado o tabu de séculos atrás, ainda constrange vítimas que temem levar o abusador à Justiça. Em Alagoas há apenas quatro processos que tratam de assédio sexual tramitando no judiciário estadual, o que mostra que ainda é mínimo o índice de quem tem a coragem de levar o caso a público.

O Painel Alagoas ouviu algumas vítimas desses assédios e muitas ainda se acolhem no anonimato. Umas confessam que se sentem humilhadas, envergonhadas, outras, temem algum tipo de represália, mas a maioria delas tem medo mesmo é de que, no confronto, pese mais a defesa do acusado, do que a denúncia da vítima.

Cerca de 90% dos casos acontecem no trabalho, estima uma psicóloga ouvida pelo Painel Alagoas, e quase sempre a motivação é o estado de poder que domina o assediador, também avalia a terapeuta. Segundo ela, é a distância entre o chefe e a funcionária que muitos vezes intimida a vítima a denunciar ou acreditar que a versão dela vai valer mais do que a do denunciado.

No mundo das celebridades, o ator global José Mayer está no estaleiro da Rede Globo desde o início deste ano, apontado por uma auxiliar de estilista como assediador sexual.

Nos Estados Unidos, em uma semana, surgiram 15 denúncias na imprensa contra o ator Kevin Spacey, que confirmou por nota precisar de “avaliação e tratamento”. O produtor de Hollywood, Harvey Weinstein, foi alvo de 80 denúncias de assédio sexual, a maioria tendo como vítimas mulheres famosas. Ele também optou por dizer que, assim como Spacey, igualmente precisa “se tratar” do problema.

Sim, é possível que o assédio sexual seja um distúrbio a ser tratado, mas é bom que assediadores e vítimas tenham a consciência de que isso é crime, está no Código Penal Brasileiro, de modo, que, passível de tratamento psicológico ou não, quem assedia sexualmente tem que sofrer punição, é a lei. E a justiça, por certo.

Postado por Painel Opinativo

Banho de sangue na esperança da paz

16.11.2017 às 10:29

O assassinato do vereador Neguinho Boiadeiro, de Batalha, mostra que o crime de mando, por questões políticas ou não, ainda está, infelizmente, em voga em nosso estado. Em poucas horas, um morto, dois feridos e duas famílias atingidas gravemente por uma rixa histórica, tenha sido ela ou não a causa do crime. A cena não é estranha a muitos, testemunhas de um passado recente, onde era fácil a contratação dos pistoleiros de aluguel para tirar a vida em nome do poder político ou/e econômico em Alagoas. Tantos tombaram sob a ordem dos poderosos, impunes na lei! Investigar crimes de pistolagem há cerca de 20 anos, aqui no estado, era apenas para inglês ver. Havia até intermediário para se contratar os matadores, havia conlu

io para se escolher as “vítimas” em troca de votos, suplentes matando titulares, fazendeiros avançando em terras alheias e mandando matar quem se queixasse, policiais civis e militares (até oficiais) sob o comando dos quem se achavam acima do bem e do mal. Alagoas era terra de ninguém, dizia a imprensa nacional e temiam os alagoanos por suas próprias vidas. Falava-se em sindicato do crime, davase nome aos mandantes, mas ninguém tocava neles. Nem a polícia, nem a Justiça. Espera-se que o caso de Batalha não seja um retrocesso na história de Alagoas, que prendam os culpados, que se faça justiça ao morto, mas, especialmente, que não se permita mais o retorno da pistolagem em nossa Alagoas. Nossa solidariedade ao povo de Batalha.

Postado por Painel Opinativo

Assim no Mundo, como no Brasil

O abismo político entre os sexos é o mais escandaloso

09.11.2017 às 10:20
Arte e Foto: Afrânio Aquino

*Editorial

O Fórum Econômico Mundial (WEF) informou, dia 2 passado, que a desigualdade entre homens e mulheres voltou a crescer este ano, depois de uma década de avanços constantes em matéria de igualdade entre sexos. O relatório envolve 144 países e analisa a situação entre sexos nas áreas de trabalho, educação, saúde e política.

O estudo avalia que mantido o ritmo atual, as desigualdades entre homens e mulheres no trabalho persistirão até 2234 (por mais 217 anos), quando no ano passado a previsão era de 170 anos para se atingir este objetivo.

Pelo quarto ano consecutivo se ampliou o abismo entre sexos na área trabalhista, um retrocesso ao nível de 2008, assinala o relatório.

Globalmente, o ano de 2017 "marca um retrocesso após uma década de avanços lentos, mas constantes em matéria de melhoria da igualdade entre os sexos, com a distância em escala mundial crescendo pela primeira vez desde a publicação do primeiro relatório, em 2006".

No ritmo atual, será preciso um século para acabar com a distância global entre homens e mulheres em escala mundial, contra os 83 anos calculados em 2016. Este retrocesso se explica pelo aumento da diferença entre homens e mulheres nos quatro pilares estudados pelos especialistas.

"As áreas onde a diferença entre sexos são mais difíceis de superar são economia e saúde, enquanto o abismo político entre os sexos é o mais escandaloso...", aponta o estudo. Diante das tendências atuais, a distância entre sexos na área da educação poderia ser eliminada no prazo de 13 anos.

A classificação geral é dominada pelos países do Norte da Europa: Islândia, Noruega e Finlândia.

No Brasil, a visibilidade dessa desigualdade dispensa estudos.

Infelizmente.

Postado por Painel Opinativo

Leitura, ainda há esperança!

26.10.2017 às 08:40
Arte e Foto: Afrânio Aquino

*Editorial

Um projeto para levar literatura às crianças roda o Brasil há sete anos, estimulando a potencialização da leitura desde a infância. O “Lê pra mim?”, criado pela atriz Sônia de Paula e pelo produtor Marcelo Aouila, esteve em Maceió de 17 a 19 deste mês de outubro, na Biblioteca Graciliano Ramos, onde atraiu alunos da rede municipal de ensino da capital, instituições filantrópicas e público espontâneo.

Em cada um desses encontros são lidos dois livros e os coordenadores do projeto fazem uma seleção de títulos que mesclam opiniões positivas da crítica especializada, com obras brasileiras que obtiveram sucesso comercial. As narrativas são as mais divertidas e o alvo é despertar nas crianças valores como ética, amizade e respeito, coisas fora de voga em tempos de adultos atolados em intolerância, preconceito e até corrupção.

Uma iniciativa louvável dos criadores do projeto, sem dúvida alguma.

Em Maceió, o “Lê pra mim?” foi iniciado pelas atrizes  Suzy Rego e Dhu Moraes, mas estiveram por lá como voluntárias para as leituras, os jornalistas Siqueira Jr, Carol Sanches, Thaise Cavalcante e Gilka Mafra, a blogueira Thalita Oliveira e os atores Ivana Iza, Paulo Poeta, Homero Cavalcante, Chico de Assis e José Marcio Prado. As escritoras de livros infantis Fátima Maia, Isvânia Marques e Cláudia Lins também participaram da atividade.

O projeto já esteve, entre outras cidades, no Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Juiz de Fora, Teresina, Belo Horizonte, Porto Alegre, São Luís e Belém.

Uma luz no fim do túnel, onde leitura e valores se completam no compromisso de futuro para o Brasil.

Que assim seja!

Postado por Painel Opinativo

Rosa, a cor de outubro

05.10.2017 às 07:50
Divulgação

* Painel Alagoas

Vinte e cinco por cento dos casos de câncer em mulheres são de mama e, segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, 14.388 pessoas morreram dessa doença no Brasil em 2013, sendo 14.206 mulheres e 181 homens.

De acordo com dados divulgados pela Rede Feminina de Combate ao Câncer de Alagoas, o estado fechou 2016 com mais de 500 casos de câncer de mama registrados, sendo mais da metade só na capital. Essas estatísticas mostram que anualmente mais de 150 mulheres no estado morrem por conta da doença.

O diagnóstico cedo salva vidas, esse é o objetivo do Outubro Rosa, abraçado pelo mundo inteiro, mas como em um Brasil onde o sistema de saúde público é falho, as pessoas podem se prevenir?

É fato que hoje o poder público já se movimenta no apoio aos movimentos que apoiam essa bandeira, mas o processo ainda é moroso e não há prioridade na saúde pública para se agilizar os primeiros exames.

Para se ter uma ideia, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até se conseguir fazer um exame de mamografia, se leva semanas, até meses, e para receber o diagnóstico, no mínimo 30 dias. Conseguir uma consulta a partir daí com um mastologista e, mais ainda, entrar na fila para a quimioterapia, caso seja necessário, é mais um prazo absurdo de idas e vindas até ser atendido.

O Outubro Rosa tem servido para pressionar o estado a cumprir o seu papel.

É importante que a sociedade, de uma forma geral, se una a essa luta para que o número de óbitos seja cada vez menor, e para que as pessoas portadoras de câncer, em especial o de mama, já que a campanha se refere a essa tipificação especificamente, tenham a atenção e o tratamento corretos para a cura.

Que chegue rosa, a esperança de vida neste mês de outubro.

Postado por Painel Opinativo


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