Sem Saida. A guerra vai continuar e o Barril do ouro negro vai bater nos 150 dólares.
O homem que escreveu A ARTE DA NEGOCIAÇÃO meteu os pés pelas mãos e extrapolou de longe a teoria do louco na política das ameaças de destruição total de todos e de tudo que ousar contrariar sua decisão de ser o dono de tudo e de todos no planeta das terras críticas e da inteligência artificial que diverte e come o seu próprio cérebro.
Aparentemente tranquilo e sereno decretou o fim de uma guerra sem falar com os inimigos e muito menos com os aliados do pedaço de terra que governa cada dia com menos apoio e cheiro de enxofre nos meios que lhe davam sustentação política e militar.
Os ratos estão abandonando o barco no Estreito de Hormuz.
O super negociador orgulhoso de sua condição auto assumida de campeão da esperteza e da guerra pela paz mundial foi ingenuamente ludibriado pelo mefistofélico e sanguinário líder da extrema direita de Israel.
Netanyahu não vai desistir de matar todos os Persas Árabes e outras sub raças que impeçam a realização do sonho do Grande Israel prometido aos judeus; donos do dinheiro e do poder mundial no Ocidente à deriva.
Vendeu ao amigo Trump a ideia de vencer uma guerra contra os odiados Ayatollahs e sua guarda revolucionária em duas ou quatro semanas no máximo.
Esta era a previsão do Mossad e dos serviços de inteligência e segurança nacional dos Estados Unidos. CIA e FBI e tudo o mais em Washington transformados em terra arrasada pelas demissões em massa feita por Trump de todos aqueles que o contrariaram em suas gestões anteriores mesmo que fossem os melhores e tivessem cumprido apenas os seus deveres funcionais.
Tocou em Trump ou em sua família foi pro olho da rua. Sobrou o ICE e todos aqueles que lamberam e prometeram continuar lambendo suas botas de cowboy invencível no imaginário eleitoral do MAGA. MAKE AMERICA GREAT AGAIN.
Desastre total.
Seguindo fielmente a cartilha do louco e lobo assustador que come as criancinhas espalhou terror por todo lado: Ameaçou anexar o Canadá e a Groenlândia ao território norte-americano, invadir Venezuela e Cuba e tascar tarifas em todos os negócios internacionais para rechear os cofres dos seus amigos e aliados internos.
A rápida decapitação de Maduro já esquecido em uma masmorra em Nova Iorque onde morreu ou foi morto Epstein, elevou a autoestima de Trump à enésima potência.
Deu certo com a Venezuela vai dar certo com o Irã garantiu o amigo BIBI NETANYAHU.
Não deu certo. O Irã respondeu à altura na troca ensandecida de mísseis e drones e fechou o trânsito mundial do óleo e gás no Estreito agora minado de Hormuz.
Trump percebeu a armadilha. Essa guerra não é minha.Terminamos por aqui mandou avisar aos amigos ayatollahs.
E ainda deu bronca: estão jogando sujo comigo. Atacam todos os dias nossos amigos do Golfo onde investimos bilhões de dólares. E eles não tem nada a ver com isso
Apenas o fundo financeiro do genro de Trump. Jerry Kushner, filho do seu amigo Charles, casado com sua querida e linda filha Ivanka investiu perto de cinco bilhões de dólares nos Emirados Árabes Unidos.
Tudo sendo bombardeado todos os dias pela Guarda Revolucionária do Irã. Seja no Emirado, no Kuaite, na Arábia Saudita, no Catar e em qualquer lugar onde houver " interesses americanos".
Não tem negociação com o artista das negociações: a guerra vai continuar e tudo só vai piorar.
Deus é Grande dizem os muçulmanos.
Arthur Lira está enganando Lula ou Flávio Bolsonaro?
O deputado Arthur Lira tomou o PL do prefeito JHC, no comando da legenda em Alagoas desde 2022.
Fez isso na calada da noite, em Brasília, porque teme que JHC seja candidato ao Senado ou indique sua mãe, já senadora pelo PL, para disputar a reeleição, o que seria natural. Numa artimanha com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, destituiu JHC da presidência estadual da legenda.
Que, diga-se de passagem, o prefeito de Maceió pegou o partido e ampliou suas bases na capital e no estado.
A desconsideração da direção nacional do PL com Jota é uma coisa que ainda será muito falada, mas o que intriga mesmo, agora, é a posição de Arthur Lira nessa jogada. Por que? Vejamos:
Arthur é do PP, da base política de Lula no Congresso Nacional. Ele próprio, Arthur, frequenta o Palácio do Planalto e detém praticamente 90% do comando da Caixa Econômica Federal, com altos cargos de decisão na instituição, sob a indicação e validação do presidente da República.
Espera-se que, com todo esse trânsito no governo federal, Arthur Lira seja lulista na campanha presidencial deste ano. Nesse caso, o que ele prometeu ao PL para que a direção nacional trocasse JHC por algum subordinado dele????
Quem está sendo enganado, Lula ou o PL de Flávio Bolsonaro?
Pergunta no ar: Arthur fará palanque para Flávio ou para Lula em Alagoas?
*Redação Painel Notícias
Lúcio Carril - Sociólogo
Há um debate antigo nas ciências sociais sobre o marco que separou barbárie e civilização. Alguns autores afirmam ser o uso do fogo; outros, a proibição do incesto. Há, ainda, aqueles que consideram a evolução tecnológica, enfatizando não um marco, mas um processo.
O certo é que vivemos em evolução e involução quando se trata de história. Mas há um processo de desenvolvimento irrefreável, como a tecnologia e os acordos tácitos de civilização, que compreendem normas coletivas de convivência e organização social.
Não é possível aceitar o retorno da barbárie como padrão de convivência ou negação de tudo que foi conquistado pelo processo civilizatório.
As relações sociais e políticas não podem se nortear pela recusa do conhecimento adquirido em milhares de anos, que nos fez chegar aqui com um mínimo de tolerância e respeito à diversidade. A modernidade não é a fase posterior à idade das trevas. Ela é resultado do acúmulo de experiências de vida e da história da humanidade.
É um horror ter chegado ao século XXI com parte da sociedade defendendo a barbárie e dela fazendo seu mote de vida.
Que inferno é esse que essa peste camusiana está querendo nos meter?
Não acredito em inferno, mas me inspiro na Divina Comédia de Dante para indicar o Sétimo círculo – Vale do Flegetonte àqueles que insistem em nos fazer voltar às trevas.
Estamos começando 2026, século XXI, e há uma forte campanha pelo retorno à barbárie, com hordas de negacionistas combatendo a ciência e ameaçando se impor pela violência. A primeira vítima escolhida é justamente a ciência, essa senhora de meia idade que já sofreu horrores nas mãos da Santa Inquisição.
Eis que surgem agora novos perseguidores, saídos das catacumbas do protestantismo neopentecostal e das masmorras da ignorância.
Nessa reaparição dos corneteiros das trevas o foco é o conhecimento, novamente. Mais além, está sob ameaça a civilização e tudo que o ser humano alcançou na sua existência. Pode não ser muito, mas não podemos abrir mão da nossa história.
É preciso segurar os bárbaros e devolvê-los ao planeta da sua existência quadrada. Aqui o mundo é redondo e gira.
*Publicado na edição 99 da revista Painel Alagoas
Divulgação
*Ilza Porto Maia
A admiração é um sentimento bom de ser sentido. Porém, a inveja é justamente o avesso…
Esse é um sentimento podemos considerar desastroso, além de uma perda desnecessária de tempo. Além de somatizar frustração e rancor, despertando o instinto primitivo da raiva ou mesmo de um desejo descontrolado. Sendo inicializado pela admiração, gerado perante uma vontade não realizada, seja sobre conseguir atributos ou qualidades do que o outro é ou possui.
Ainda tem quem acredite e a chame de “inveja boa”, contudo, não consigo concordar com isso. Quando a inveja fica restrita, silenciosa, talvez ainda possa funcionar como impulso para o desenvolvimento de ideias que cheguem a transformação de algo substancial ou mesmo mudança comportamental. Do contrário, quando essa barreira é rompida, não conseguindo ser contida nalgum momento e passa a ser extravasada, através de uma opinião que seja, até exacerbada, logo é transformada certamente em grandes problemas existenciais, públicos e notórios.
Em determinada situação presente, donde um impulso destrutivo muito forte passa a ser vivenciado, o invejoso passa então a viver a vida do outro e isso pode ser danoso, criando conflitos de proporções inesperadas e imagináveis tanto para ele quanto principalmente para o alvo do invejado.
Segundo a doutrina espírita, a inveja pode ser uma manifestação de obsessão espiritual entre encarnados. Muitos acreditam em obcessores desencarnandos, mas os encarnados existem! Dentre sentimentos negativos, criam-se ligações em sintonias mentais que afetam o equilíbrio moral e emocional, resultante em turbulentos contratempos com a probabilidade de se arrastarem por encarnações .
Allan Kardec nos deixou de ensinamento que a elevação do pensamento, através do qual têm força e endereço de entrega certeiro, mais o perdão das ofensas, são caminhos amoráveis para a libertação e a paz interior.
Divulgação/PSDB
Por João Aderbal*
Médico*
O amigo e grande jornalista Pedro Oliveira escreveu, com a precisão de quem conhece o peso do tempo na vida pública, que Teotônio Vilela Filho é um nome que transcende a política alagoana. Não por estrépito, mas por permanência; não pelo ruído das disputas, mas pela solidez dos gestos. Ex-senador da República e ex-governador de Alagoas, sua trajetória confunde-se com a de um gestor moderno, pragmático e ético, capaz de unir eficiência administrativa com diálogo político — mantendo a integridade como método, nunca como ornamento.
Quando o 29 de janeiro se anuncia, é como se o apito da Boa Sorte ecoasse na lembrança, soprando votos de bonança ao filho ilustre. Nascido em 1951, em Maceió, mas com o coração plantado em Viçosa, herdou do velho Teotônio — o Menestrel das Alagoas — mais do que o nome: herdou a disciplina da conciliação, o senso democrático e o gosto pela política entendida como missão, essa arte tantas vezes árdua, tantas vezes necessária.
Sua estreia não foi tímida. Entrou pela porta larga do Senado, gesto raro que apenas a confiança popular legitima. O sertão o abraçou, Alagoas o escolheu — e ele soube retribuir com seriedade. De temperamento discreto, às vezes confundido com reserva — ou, na ternura franca dos amigos, “chato com classe” —, cumpriu três mandatos de senador, presidiu o PSDB nacional e alcançou a vice-presidência do Senado. Sempre com o mesmo traço: serenidade como arquitetura, técnica como forma civilizada de governar.
Eleito governador em 2006 e reeleito em 2010, conduziu o Estado entre 2007 e 2015. Preferiu o alicerce ao enfeite. Governou sem fogos de artifício, cuidando do que sustenta. Sua gestão deixou marcas nítidas e duráveis: prioridade à educação, combate persistente à pobreza, obras estruturantes de infraestrutura e parcerias público-privadas que reorganizaram o horizonte do Estado. Houve ainda a busca por estabilidade administrativa e ajuste fiscal — escolhas difíceis num território atravessado por desigualdades antigas, mas indispensáveis para que o futuro tivesse chão.
Ao longo de toda a carreira, Téo Vilela manteve um estilo raro: autoridade e diálogo, técnica e sensibilidade caminhando juntos. A autoridade, nele, nunca precisou do grito; o diálogo jamais foi fraqueza. Por isso, mesmo discreta, sua presença pública carrega a reverência natural reservada aos que ultrapassam o calendário eleitoral e passam a integrar o destino do Estado que serviram.
Diferente de tantos que fazem da política um projeto pessoal interminável, soube a hora de sair. Retirou-se sem alarde, sem escândalos, preservando o bem mais escasso da vida pública brasileira: a credibilidade. Num tempo em que reputações se dissolvem ao primeiro vento, a credibilidade é riqueza moral — talvez a mais rara.
Hoje, pode-se avistá-lo nas caminhadas pela orla, sem guarda-costas, de alma desarmada, apenas a brisa como companhia. Um homem que escreveu, com paciência e competência, um capítulo sólido da história de Alagoas — e que permanece como medida de sobriedade, um refúgio simbólico em tempos de excesso.
Ao fim de sua reflexão, Pedro Oliveira lança a pergunta que muitos formulam em silêncio: não seria a hora de Téo Vilela voltar? A indagação é legítima; nasce do respeito e de uma espécie de saudade cívica que certas figuras inspiram quando atravessam o tempo sem se desgastar.
Pessoalmente, penso que não. E digo isso não por negar sua importância, mas exatamente por reconhecê-la. A posição que ocupa hoje talvez seja a mais acertada — e a mais difícil: a de quem soube sair no momento certo. Num país onde quase ninguém abandona o palco, permanecer fora dele, com dignidade intacta, é também uma forma elevada de serviço público.
Há trajetórias que ganham ainda mais valor quando não se prolongam artificialmente. Téo Vilela construiu, governou, estabilizou, deixou bases. E ao retirar-se sem ressentimento, preservou algo raríssimo: o respeito quase unânime. Sua presença, agora, é pedagógica. Lembra que o poder é passagem, não morada; instrumento, não destino.
Talvez, mais do que voltar, Teotônio Vilela Filho já tenha cumprido plenamente a sua missão. E nesse cumprimento sereno — sem ruído, sem ambição tardia, sem necessidade de aplausos — reside uma parte essencial de sua grandeza. Em tempos de barulho, sua ausência é uma lição.
João Henrique Caldas (JHC) - Prefeito de Maceió
Quando a gente celebra um aniversário sempre há um momento de reflexão, para pensar sobre o que fizemos no passado e no que estamos por conquistar. Hoje, Maceió chega a seus 210 anos com a certeza de muitas conquistas e confiança num novo tempo cada vez melhor. Essa fé, que a gente traz no peito, tem a marca de muito trabalho. De quem acorda cedo e dá duro, todos os dias, para tirar projetos do papel e construir futuro na vida das pessoas.
Esse trabalho que está espalhado por cada canto da cidade, fazendo de Maceió a campeã brasileira em investimentos públicos. É aqui, na capital, que a gente gera mais da metade de todos os empregos que surgem em Alagoas. Nosso grande motor econômico está na indústria do turismo. Com um calendário estruturado, atração de investimentos privados e melhorando os equipamentos públicos, nos tornamos o destino mais buscado do Brasil, acabando com a baixa estação. É Maceió em alta o ano todo!
São investimentos que se transformam no Gigantinhos, o maior programa para a primeira infância do país, com mais de 16 mil vagas de creche. Numa saúde que chega junto, requalificando mais de 90% das unidades em todos os bairros e com políticas que são referências nacionais, como Saúde da Gente e Corujão da Saúde. Inovando com o Olhar da Gente, que está devolvendo a visão a mais de 10 mil pessoas e beneficiando também 27 cidades do interior, com cirurgias de catarata realizadas integralmente no Hospital da Cidade - a mais moderna estrutura de saúde pública do Nordeste.
Essa transformação está no Renasce Salgadinho, uma obra histórica, que leva dignidade, urbanismo e saneamento a dezenas de comunidades. Mas que respeita o meio ambiente, recuperando rio e praia que estão em nossas origens. Na entrega de moradia para mais de 20 mil pessoas e no Minha Casa é Massa, que vai garantir até R$ 20 mil de entrada para quem sonha em ter um lar.
Maceió hoje é uma cidade verde. São mais de 160 praças, parques, areninhas, espaços de lazer, esporte e convivência, sendo a maioria na parte alta. Cada um destes equipamentos representa uma grande mudança para a população, que vê um antigo terreno baldio, ou área degradada, se tornar um lugar de felicidade.
A capacidade de fazer diferente, nos conecta com o que temos de ancestral, para pensar de forma disruptiva e antecipar o futuro. Foi assim que desenhamos o Novo Centro, para onde iremos levar todos os serviços da prefeitura, pactuando a primeira parceria público privada de Maceió. Antes abandonado, o Centro será renovado e terá múltiplos usos com comércio forte, boa moradia e transporte.
Esse entusiasmo com Maceió a gente já percebe por todo o estado, que quer crescer e avançar no ritmo da capital. Com esperança nos olhos, Deus no coração e povo ao nosso lado, tenho a certeza que um futuro muito melhor está pra chegar. Feliz aniversário Maceió!
São Paulo, SP, 07/10/2025 - A viagem era curta e o motorista também – curto e falante. Começou com a violência na cidade. Garantiu que o pai, operário aposentado, morador de Guarulhos, sentia saudades da ditadura dos militares, quando o Brasil era tão seguro que dava pra dormir de porta e janela abertas.
Saltou pra “ditadura do Senhor Alexandre”. Definido como um comunista, desse povo que amarra galinha estripada em encruzilhada pra ver se mata logo o Bolsonaro – um homem de bem. Se o Brasil fosse São Paulo, Tarcísio e o Derrite já tinham mandado o careca pro saco. Aqui ele não se cria.
Prender um povo que tava na rua, sem arma, só querendo o melhor pro Brasil! Queria golpe? E daí? Não aconteceu.
Seguiu: Agora, o PCC, que é do PT, tá envenenando o povo com “etanol”. Isso é pra enfraquecer o Tarcísio. O Bolsonaro já prenderam. É medo da gente ganhar de novo. Porque, se ganhar, acabou a farra. Não tem mais eleição de urna arrombada. Não tem juizinho que manda em tudo. Daí vão ver o que é democracia! A gente aprendeu, senhora. Agora, é bala comendo. E os Estados Unidos com nóis.
Silêncio da passageira.
Desculpa perguntar, mas a senhora não é dessas que concorda com a prisão de inocentes?
– Sou.
Desculpa aí de novo, mas gosto sempre de ouvir o outro lado… Não gosta do Tarcísio também?
– Não.
Entendi. A senhora não gosta de debater política…
Malas já na calçada, a passageira informa: Também não gosto de Coca Cola.
São Paulo, SP, 06/10/2025 - Três mortes por metanol. 158 contaminados. Deboche oficial. Em coletiva de imprensa sobre os casos de contaminação por metanol, na segunda-feira, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) destacou que as bebidas contaminadas são alcoólicas. O que não é “a praia” dele, já que, disse, é viciado só em Coca-Cola.
“No dia que começarem a falsificar Coca-Cola, eu vou me preocupar”. Sem nem ficar vermelho, minimizou a tragédia da contaminação no estado, fez gracinha sobre os mortos, o sufoco dos contaminados, a dor de suas famílias.
Tipo: E daí? Não sou pinguço.
Repetiu seu padrinho, Bolsonaro que, quando a pandemia do Covid beirava 600 mil mortos, rebateu cobranças dos jornalistas com o já clássico: “E daí? Não sou coveiro”.
A gente aprendeu?
(Publicado originalmente no Blog do Noblat/Metrópoles)
Tânia Fusco é jornalista
Divulgação
O Amor Paternal
*Ilzinha Porto
Existe um provérbio francês, que diz “ Tout passe, tout casse, tout lasse, tout se remplace.” Aprendi com minha bisavó Ilza. Para Luís Henrique, o técnico campeão, talvez isso não faça tanto sentido ao pé da letra.
O Amor paternal, verdadeiramente sentido é incomensuravelmente significativo, acredito q ultrapasse quaisquer opiniões ou entendimentos terceirizados… Precisa ser a realidade nua e crua, vivenciada! Seja carregada de visceralidade, emoções ou de raciocínios infinitamente sentidos, com o tempero da amorosidade aflorando em cada momento, compartilhado em ciclos. Apenas àquele que vive, doando-se incondicionalmente compreende a dor e a alegria de amar e fazer parte da vida que ajudou a colocar no mundo com comprometimento e responsabilidade.
Mesmo no caminho, deparando-se com o curto tempo. Esse, por mínimo que seja, talvez tenha sido suficientemente o necessário, proveitoso e certamente, proporcionado um aprendizado eternizado para tantos envolvidos.
O amor, somente o amor transforma, apesar do sofrimento. Mesmo q a vida terrena seja passageira, a edificação é eterna, pq as almas todas são. Na verdade, todos apenas estamos encarnados com data de validade incerta aos nossos olhos, todavia não aos do Criador, com maiores intenções.
O propósito do sentir, do estar vivo, do sobreviver à tudo, de certa forma é o que nos torna aprendizes com burilamentos q carregaremos eternamente, cravados no perispírito. Quem sabe, se certamente “ la fille” , Xana, não estava lá, assistindo tudo, pertinho, por merecimento, mesmo estando noutro plano?! O pensamento têm endereço certo de entrega nos dois planos, físico e espiritual.
João Aderbal
Médico e articulista
A Voz de Teo e o Espírito de Tavares Bastos
Na manhã de 9 de maio, o Parlamento alagoano se engrandeceu ao receber o ex-governador e ex-senador Teotônio Vilela Filho. Não foi apenas uma presença ilustre, mas uma manifestação de inteligência política, sensibilidade histórica e compromisso com o bem público. O discurso proferido por Teo, no momento em que se homenageava o legado de Aureliano Cândido Tavares Bastos, foi de tal forma bem estruturado e eloquente que se impôs como peça digna dos anais da Casa.
Dividido em três movimentos claros — como uma sinfonia bem composta —, o pronunciamento teve início com uma justificativa que transcendeu o mero protocolo. Teo se mostrou grato e honrado em retornar àquela tribuna, mas não se deteve em reverências: transformou o gesto em ato político, reafirmando seu pertencimento à vida pública e ao destino de Alagoas.
Na segunda parte, o tom se elevou. Num libelo vigoroso em defesa da paz, evocou com firmeza o episódio sombrio do tiroteio de 1957, não como lembrança mórbida, mas como advertência. O passado, disse ele com sutileza, nos chama à razão quando o presente parece se embriagar com a intolerância. Foi uma crítica serena e contundente aos tempos de ódio que hoje insistem em se impor — uma exortação à convivência democrática, ao diálogo, ao resgate da civilidade.
Por fim, a consagração: Teotônio mergulhou com reverência e precisão na trajetória de Tavares Bastos. Fez do nome que batiza a mais alta comenda da Casa um espelho para os dias atuais. Evocou o tribuno visionário, o reformista incansável, o defensor da descentralização, do progresso e da liberdade. Mostrou que Tavares Bastos não é apenas um personagem do passado, mas uma inspiração viva para os que não se rendem ao atraso nem ao comodismo.
Foi uma solenidade marcada pela elegância, pelo peso simbólico e por um raro senso de oportunidade. A política, tantas vezes rebaixada ao trivial, reencontrou hoje em Alagoas sua dimensão nobre e necessária. E Teo, mais uma vez, provou ser um dos poucos capazes de unir passado e futuro com a lucidez dos que sabem ouvir a História — e nela deixar sua própria marca.
Miriam Guaraciaba - Jornalista
Gina assistiu duas vezes “Ainda estou aqui”, e a psicóloga carioca de 75 anos, entrou em profunda tristeza, teve momentos de ansiedade. Chorou a prisão traiçoeira e o desaparecimento de Rubens Paiva. Mais, a prisão covarde de Eunice Paiva, e sua luta vida afora em busca do corpo do marido.
Como milhares, Gina foi presa pela ditadura. Nunca se soube exatamente quantos brasileiros sofreram com a repressão. Ofício enviado a Roma pelo então embaixador da Itália no Brasil, em julho de 1964, falava em 20 mil presos nos primeiros dias pós golpe, revelou documento obtido pelo Intercept.
A Comissão da Verdade menciona em seu documento final, capítulo 3, parágrafo 67, relatório do governo americano que falava em cinco mil presos. Milhares. Mortos e desaparecidos: 434 brasileiros, diz a Comissão da Verdade.
No curso de psicologia da Gama Filho, universidade criada em 1939 – fechada pelo MEC em 2014 – Gina atuava na clandestinidade, União da Juventude Patriótica, dissidência da ALN. Foi presa quando abria a porta de sua casa, um sobrado de 6 quartos na rua Uruguai, Tijuca.
No carro camuflado, estava uma colega de classe (viria a saber depois que a estudante levara os milicos até ela). Sim, Gina foi presa sob as vistas de sua alcaguete. No momento da prisão, perguntaram se queria avisar a mãe. Ela negou. “Deixem que minha mãe durma hoje em paz”.
A colega infiltrada pelas forças de exceção, circulou pelo quartel onde estavam os presos políticos. Gina vestia o uniforme da cadeia. Ela, jaleco branco sobre o vestido.
Foram semanas de horror. Isolada numa cela, ouvia dia e noite gritos desesperados dos presos. Dia e noite. Uma das pessoas torturadas era uma freira. Foi o que salvou Gina. Chefes da Igreja Católica se mobilizaram e conseguiram uma visita ao presídio. Libertaram a freira. Outros foram soltos.
Gina nunca deixou a militância. Entre seus amigos está Cecília Coimbra, psicóloga, fundadora do grupo Tortura Nunca Mais. Cecília foi presa e torturada. Lembranças trágicas, mas Cecília prega “a teimosia de não esquecer”. Aos 84 anos, não se aquieta: em 2022, lançou o livro “Fragmentos de memórias malditas”. Há três semanas, na TV247, falou de sua história de luta contra a ditadura. “Para sempre lembrar”.
Peixe morre pela boca
Em entrevista à Folha de SPaulo, nessa segunda, o ex-presidente confessou que “não esperava” a derrota, e tratou de estado de sítio ou de defesa, e intervenção, com “as pessoas”. Bolsonaro e seu bando devem ser condenados pelo STF. Se saírem ilesos do julgamento sobre tentativa de golpe de estado e ameaças à vida de Lula, Alckmin e Xandão, que mais esperar da Justiça?
*Publicado na edição 90 da revista Painel Alagoas
Painel Opinativo
por Diversos
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