Divulgação/PSDB
Por João Aderbal*
Médico*
O amigo e grande jornalista Pedro Oliveira escreveu, com a precisão de quem conhece o peso do tempo na vida pública, que Teotônio Vilela Filho é um nome que transcende a política alagoana. Não por estrépito, mas por permanência; não pelo ruído das disputas, mas pela solidez dos gestos. Ex-senador da República e ex-governador de Alagoas, sua trajetória confunde-se com a de um gestor moderno, pragmático e ético, capaz de unir eficiência administrativa com diálogo político — mantendo a integridade como método, nunca como ornamento.
Quando o 29 de janeiro se anuncia, é como se o apito da Boa Sorte ecoasse na lembrança, soprando votos de bonança ao filho ilustre. Nascido em 1951, em Maceió, mas com o coração plantado em Viçosa, herdou do velho Teotônio — o Menestrel das Alagoas — mais do que o nome: herdou a disciplina da conciliação, o senso democrático e o gosto pela política entendida como missão, essa arte tantas vezes árdua, tantas vezes necessária.
Sua estreia não foi tímida. Entrou pela porta larga do Senado, gesto raro que apenas a confiança popular legitima. O sertão o abraçou, Alagoas o escolheu — e ele soube retribuir com seriedade. De temperamento discreto, às vezes confundido com reserva — ou, na ternura franca dos amigos, “chato com classe” —, cumpriu três mandatos de senador, presidiu o PSDB nacional e alcançou a vice-presidência do Senado. Sempre com o mesmo traço: serenidade como arquitetura, técnica como forma civilizada de governar.
Eleito governador em 2006 e reeleito em 2010, conduziu o Estado entre 2007 e 2015. Preferiu o alicerce ao enfeite. Governou sem fogos de artifício, cuidando do que sustenta. Sua gestão deixou marcas nítidas e duráveis: prioridade à educação, combate persistente à pobreza, obras estruturantes de infraestrutura e parcerias público-privadas que reorganizaram o horizonte do Estado. Houve ainda a busca por estabilidade administrativa e ajuste fiscal — escolhas difíceis num território atravessado por desigualdades antigas, mas indispensáveis para que o futuro tivesse chão.
Ao longo de toda a carreira, Téo Vilela manteve um estilo raro: autoridade e diálogo, técnica e sensibilidade caminhando juntos. A autoridade, nele, nunca precisou do grito; o diálogo jamais foi fraqueza. Por isso, mesmo discreta, sua presença pública carrega a reverência natural reservada aos que ultrapassam o calendário eleitoral e passam a integrar o destino do Estado que serviram.
Diferente de tantos que fazem da política um projeto pessoal interminável, soube a hora de sair. Retirou-se sem alarde, sem escândalos, preservando o bem mais escasso da vida pública brasileira: a credibilidade. Num tempo em que reputações se dissolvem ao primeiro vento, a credibilidade é riqueza moral — talvez a mais rara.
Hoje, pode-se avistá-lo nas caminhadas pela orla, sem guarda-costas, de alma desarmada, apenas a brisa como companhia. Um homem que escreveu, com paciência e competência, um capítulo sólido da história de Alagoas — e que permanece como medida de sobriedade, um refúgio simbólico em tempos de excesso.
Ao fim de sua reflexão, Pedro Oliveira lança a pergunta que muitos formulam em silêncio: não seria a hora de Téo Vilela voltar? A indagação é legítima; nasce do respeito e de uma espécie de saudade cívica que certas figuras inspiram quando atravessam o tempo sem se desgastar.
Pessoalmente, penso que não. E digo isso não por negar sua importância, mas exatamente por reconhecê-la. A posição que ocupa hoje talvez seja a mais acertada — e a mais difícil: a de quem soube sair no momento certo. Num país onde quase ninguém abandona o palco, permanecer fora dele, com dignidade intacta, é também uma forma elevada de serviço público.
Há trajetórias que ganham ainda mais valor quando não se prolongam artificialmente. Téo Vilela construiu, governou, estabilizou, deixou bases. E ao retirar-se sem ressentimento, preservou algo raríssimo: o respeito quase unânime. Sua presença, agora, é pedagógica. Lembra que o poder é passagem, não morada; instrumento, não destino.
Talvez, mais do que voltar, Teotônio Vilela Filho já tenha cumprido plenamente a sua missão. E nesse cumprimento sereno — sem ruído, sem ambição tardia, sem necessidade de aplausos — reside uma parte essencial de sua grandeza. Em tempos de barulho, sua ausência é uma lição.
João Henrique Caldas (JHC) - Prefeito de Maceió
Quando a gente celebra um aniversário sempre há um momento de reflexão, para pensar sobre o que fizemos no passado e no que estamos por conquistar. Hoje, Maceió chega a seus 210 anos com a certeza de muitas conquistas e confiança num novo tempo cada vez melhor. Essa fé, que a gente traz no peito, tem a marca de muito trabalho. De quem acorda cedo e dá duro, todos os dias, para tirar projetos do papel e construir futuro na vida das pessoas.
Esse trabalho que está espalhado por cada canto da cidade, fazendo de Maceió a campeã brasileira em investimentos públicos. É aqui, na capital, que a gente gera mais da metade de todos os empregos que surgem em Alagoas. Nosso grande motor econômico está na indústria do turismo. Com um calendário estruturado, atração de investimentos privados e melhorando os equipamentos públicos, nos tornamos o destino mais buscado do Brasil, acabando com a baixa estação. É Maceió em alta o ano todo!
São investimentos que se transformam no Gigantinhos, o maior programa para a primeira infância do país, com mais de 16 mil vagas de creche. Numa saúde que chega junto, requalificando mais de 90% das unidades em todos os bairros e com políticas que são referências nacionais, como Saúde da Gente e Corujão da Saúde. Inovando com o Olhar da Gente, que está devolvendo a visão a mais de 10 mil pessoas e beneficiando também 27 cidades do interior, com cirurgias de catarata realizadas integralmente no Hospital da Cidade - a mais moderna estrutura de saúde pública do Nordeste.
Essa transformação está no Renasce Salgadinho, uma obra histórica, que leva dignidade, urbanismo e saneamento a dezenas de comunidades. Mas que respeita o meio ambiente, recuperando rio e praia que estão em nossas origens. Na entrega de moradia para mais de 20 mil pessoas e no Minha Casa é Massa, que vai garantir até R$ 20 mil de entrada para quem sonha em ter um lar.
Maceió hoje é uma cidade verde. São mais de 160 praças, parques, areninhas, espaços de lazer, esporte e convivência, sendo a maioria na parte alta. Cada um destes equipamentos representa uma grande mudança para a população, que vê um antigo terreno baldio, ou área degradada, se tornar um lugar de felicidade.
A capacidade de fazer diferente, nos conecta com o que temos de ancestral, para pensar de forma disruptiva e antecipar o futuro. Foi assim que desenhamos o Novo Centro, para onde iremos levar todos os serviços da prefeitura, pactuando a primeira parceria público privada de Maceió. Antes abandonado, o Centro será renovado e terá múltiplos usos com comércio forte, boa moradia e transporte.
Esse entusiasmo com Maceió a gente já percebe por todo o estado, que quer crescer e avançar no ritmo da capital. Com esperança nos olhos, Deus no coração e povo ao nosso lado, tenho a certeza que um futuro muito melhor está pra chegar. Feliz aniversário Maceió!
São Paulo, SP, 07/10/2025 - A viagem era curta e o motorista também – curto e falante. Começou com a violência na cidade. Garantiu que o pai, operário aposentado, morador de Guarulhos, sentia saudades da ditadura dos militares, quando o Brasil era tão seguro que dava pra dormir de porta e janela abertas.
Saltou pra “ditadura do Senhor Alexandre”. Definido como um comunista, desse povo que amarra galinha estripada em encruzilhada pra ver se mata logo o Bolsonaro – um homem de bem. Se o Brasil fosse São Paulo, Tarcísio e o Derrite já tinham mandado o careca pro saco. Aqui ele não se cria.
Prender um povo que tava na rua, sem arma, só querendo o melhor pro Brasil! Queria golpe? E daí? Não aconteceu.
Seguiu: Agora, o PCC, que é do PT, tá envenenando o povo com “etanol”. Isso é pra enfraquecer o Tarcísio. O Bolsonaro já prenderam. É medo da gente ganhar de novo. Porque, se ganhar, acabou a farra. Não tem mais eleição de urna arrombada. Não tem juizinho que manda em tudo. Daí vão ver o que é democracia! A gente aprendeu, senhora. Agora, é bala comendo. E os Estados Unidos com nóis.
Silêncio da passageira.
Desculpa perguntar, mas a senhora não é dessas que concorda com a prisão de inocentes?
– Sou.
Desculpa aí de novo, mas gosto sempre de ouvir o outro lado… Não gosta do Tarcísio também?
– Não.
Entendi. A senhora não gosta de debater política…
Malas já na calçada, a passageira informa: Também não gosto de Coca Cola.
São Paulo, SP, 06/10/2025 - Três mortes por metanol. 158 contaminados. Deboche oficial. Em coletiva de imprensa sobre os casos de contaminação por metanol, na segunda-feira, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) destacou que as bebidas contaminadas são alcoólicas. O que não é “a praia” dele, já que, disse, é viciado só em Coca-Cola.
“No dia que começarem a falsificar Coca-Cola, eu vou me preocupar”. Sem nem ficar vermelho, minimizou a tragédia da contaminação no estado, fez gracinha sobre os mortos, o sufoco dos contaminados, a dor de suas famílias.
Tipo: E daí? Não sou pinguço.
Repetiu seu padrinho, Bolsonaro que, quando a pandemia do Covid beirava 600 mil mortos, rebateu cobranças dos jornalistas com o já clássico: “E daí? Não sou coveiro”.
A gente aprendeu?
(Publicado originalmente no Blog do Noblat/Metrópoles)
Tânia Fusco é jornalista
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O Amor Paternal
*Ilzinha Porto
Existe um provérbio francês, que diz “ Tout passe, tout casse, tout lasse, tout se remplace.” Aprendi com minha bisavó Ilza. Para Luís Henrique, o técnico campeão, talvez isso não faça tanto sentido ao pé da letra.
O Amor paternal, verdadeiramente sentido é incomensuravelmente significativo, acredito q ultrapasse quaisquer opiniões ou entendimentos terceirizados… Precisa ser a realidade nua e crua, vivenciada! Seja carregada de visceralidade, emoções ou de raciocínios infinitamente sentidos, com o tempero da amorosidade aflorando em cada momento, compartilhado em ciclos. Apenas àquele que vive, doando-se incondicionalmente compreende a dor e a alegria de amar e fazer parte da vida que ajudou a colocar no mundo com comprometimento e responsabilidade.
Mesmo no caminho, deparando-se com o curto tempo. Esse, por mínimo que seja, talvez tenha sido suficientemente o necessário, proveitoso e certamente, proporcionado um aprendizado eternizado para tantos envolvidos.
O amor, somente o amor transforma, apesar do sofrimento. Mesmo q a vida terrena seja passageira, a edificação é eterna, pq as almas todas são. Na verdade, todos apenas estamos encarnados com data de validade incerta aos nossos olhos, todavia não aos do Criador, com maiores intenções.
O propósito do sentir, do estar vivo, do sobreviver à tudo, de certa forma é o que nos torna aprendizes com burilamentos q carregaremos eternamente, cravados no perispírito. Quem sabe, se certamente “ la fille” , Xana, não estava lá, assistindo tudo, pertinho, por merecimento, mesmo estando noutro plano?! O pensamento têm endereço certo de entrega nos dois planos, físico e espiritual.
João Aderbal
Médico e articulista
A Voz de Teo e o Espírito de Tavares Bastos
Na manhã de 9 de maio, o Parlamento alagoano se engrandeceu ao receber o ex-governador e ex-senador Teotônio Vilela Filho. Não foi apenas uma presença ilustre, mas uma manifestação de inteligência política, sensibilidade histórica e compromisso com o bem público. O discurso proferido por Teo, no momento em que se homenageava o legado de Aureliano Cândido Tavares Bastos, foi de tal forma bem estruturado e eloquente que se impôs como peça digna dos anais da Casa.
Dividido em três movimentos claros — como uma sinfonia bem composta —, o pronunciamento teve início com uma justificativa que transcendeu o mero protocolo. Teo se mostrou grato e honrado em retornar àquela tribuna, mas não se deteve em reverências: transformou o gesto em ato político, reafirmando seu pertencimento à vida pública e ao destino de Alagoas.
Na segunda parte, o tom se elevou. Num libelo vigoroso em defesa da paz, evocou com firmeza o episódio sombrio do tiroteio de 1957, não como lembrança mórbida, mas como advertência. O passado, disse ele com sutileza, nos chama à razão quando o presente parece se embriagar com a intolerância. Foi uma crítica serena e contundente aos tempos de ódio que hoje insistem em se impor — uma exortação à convivência democrática, ao diálogo, ao resgate da civilidade.
Por fim, a consagração: Teotônio mergulhou com reverência e precisão na trajetória de Tavares Bastos. Fez do nome que batiza a mais alta comenda da Casa um espelho para os dias atuais. Evocou o tribuno visionário, o reformista incansável, o defensor da descentralização, do progresso e da liberdade. Mostrou que Tavares Bastos não é apenas um personagem do passado, mas uma inspiração viva para os que não se rendem ao atraso nem ao comodismo.
Foi uma solenidade marcada pela elegância, pelo peso simbólico e por um raro senso de oportunidade. A política, tantas vezes rebaixada ao trivial, reencontrou hoje em Alagoas sua dimensão nobre e necessária. E Teo, mais uma vez, provou ser um dos poucos capazes de unir passado e futuro com a lucidez dos que sabem ouvir a História — e nela deixar sua própria marca.
Miriam Guaraciaba - Jornalista
Gina assistiu duas vezes “Ainda estou aqui”, e a psicóloga carioca de 75 anos, entrou em profunda tristeza, teve momentos de ansiedade. Chorou a prisão traiçoeira e o desaparecimento de Rubens Paiva. Mais, a prisão covarde de Eunice Paiva, e sua luta vida afora em busca do corpo do marido.
Como milhares, Gina foi presa pela ditadura. Nunca se soube exatamente quantos brasileiros sofreram com a repressão. Ofício enviado a Roma pelo então embaixador da Itália no Brasil, em julho de 1964, falava em 20 mil presos nos primeiros dias pós golpe, revelou documento obtido pelo Intercept.
A Comissão da Verdade menciona em seu documento final, capítulo 3, parágrafo 67, relatório do governo americano que falava em cinco mil presos. Milhares. Mortos e desaparecidos: 434 brasileiros, diz a Comissão da Verdade.
No curso de psicologia da Gama Filho, universidade criada em 1939 – fechada pelo MEC em 2014 – Gina atuava na clandestinidade, União da Juventude Patriótica, dissidência da ALN. Foi presa quando abria a porta de sua casa, um sobrado de 6 quartos na rua Uruguai, Tijuca.
No carro camuflado, estava uma colega de classe (viria a saber depois que a estudante levara os milicos até ela). Sim, Gina foi presa sob as vistas de sua alcaguete. No momento da prisão, perguntaram se queria avisar a mãe. Ela negou. “Deixem que minha mãe durma hoje em paz”.
A colega infiltrada pelas forças de exceção, circulou pelo quartel onde estavam os presos políticos. Gina vestia o uniforme da cadeia. Ela, jaleco branco sobre o vestido.
Foram semanas de horror. Isolada numa cela, ouvia dia e noite gritos desesperados dos presos. Dia e noite. Uma das pessoas torturadas era uma freira. Foi o que salvou Gina. Chefes da Igreja Católica se mobilizaram e conseguiram uma visita ao presídio. Libertaram a freira. Outros foram soltos.
Gina nunca deixou a militância. Entre seus amigos está Cecília Coimbra, psicóloga, fundadora do grupo Tortura Nunca Mais. Cecília foi presa e torturada. Lembranças trágicas, mas Cecília prega “a teimosia de não esquecer”. Aos 84 anos, não se aquieta: em 2022, lançou o livro “Fragmentos de memórias malditas”. Há três semanas, na TV247, falou de sua história de luta contra a ditadura. “Para sempre lembrar”.
Peixe morre pela boca
Em entrevista à Folha de SPaulo, nessa segunda, o ex-presidente confessou que “não esperava” a derrota, e tratou de estado de sítio ou de defesa, e intervenção, com “as pessoas”. Bolsonaro e seu bando devem ser condenados pelo STF. Se saírem ilesos do julgamento sobre tentativa de golpe de estado e ameaças à vida de Lula, Alckmin e Xandão, que mais esperar da Justiça?
*Publicado na edição 90 da revista Painel Alagoas
Assessoria
Lúcio Carril - Sociólogo.
O Conselho de Ética da Câmara Federal perdeu a ética e se transformou num conselho inquisitorial. Sim, nos mesmos moldes do medievalismo, quando a verdade era queimada em fogueiras acesas pela ignomínia.
A condenação do deputado Glauber Braga nesse fórum é uma afronta à democracia e ao próprio processo civilizatório. É uma perseguição medieval para calar quem discorda, quem se opõe à corrupção e ao reacionarismo.
Glauber não cometeu crime.
O criminoso é o Chiquinho Brazão, que até hoje, mesmo preso, continua deputado federal e ganhando salário pago com os impostos do povo. Esse bandido os deputados bolsonaristas do Conselho de Ética protegem, assim como defendem a anistia para centenas de criminosos.
O ataque contra o deputado Glauber Braga é um ataque contra a democracia e um retrocesso às trevas. É estarrecedora a posição despudorada da bancada da extrema direita na câmara. Seus deputados perderam o pouco que tinham de dignidade ao condenar uma vítima.
Glauber reagiu à violência do grupelho fascista MBL como qualquer outro ser humano honrado reagiria. Teve o nome da sua mãe enxovalhado pela indignidade dessa turba, quando a senhora padecia num leito hospitalar. Somente gente sem humanidade pode considerar a reação do Glauber uma agressão.
Uma possível cassação do deputado Glauber Braga será uma desonra para a Câmara Federal, uma casa desgastada pela instrumentalização irresponsável daqueles que ainda se nomeiam bolsonaristas.
A sociedade civil e todos os democratas deste país precisam proteger o mandato do Glauber. A perseguição por ele sofrida é uma orquestração dos patronos e dos beneficiados pelo esquema do orçamento secreto e das emendas-pix. É isso. Glauber denunciou e tirou o caviar da boca dessa canalha.
Glauber fica. A democracia fica.
Eliane Aquino iniciou sua jornada profissional no jornalismo em 1979, consolidando-se como uma das vozes mais respeitadas da comunicação no país.Foto:Arquivo pessoal
*Maria Santana Souza
No mês de março, em que celebramos a força, a resiliência e as conquistas das mulheres, é impossível não homenagear Eliane Aquino, uma mulher cuja história se entrelaça com o jornalismo e a comunicação no Brasil. Com mais de quatro décadas de atuação na imprensa, Eliane construiu uma carreira marcada pela seriedade, pelo compromisso com a informação e pela defesa dos direitos da cidadania.
Natural de Maceió, Alagoas, Eliane Aquino iniciou sua jornada profissional no jornalismo em 1979, consolidando-se como uma das vozes mais respeitadas da comunicação no país. Sua formação acadêmica em Direito, concluída na Faculdade de Direito de Maceió (FADIMA) em 1982, ampliou sua visão crítica e reforçou sua atuação em prol da ética e da verdade.
Ao longo de sua carreira, Eliane atuou em redações de jornais e rádios em diversas capitais brasileiras, levando sua expertise para veículos em Maceió, São Luís do Maranhão, Belém do Pará, Manaus, Salvador, Brasília, Goiânia e Cuiabá. Sempre à frente de desafios, ocupou cargos de destaque como repórter, editora de página, chefe de redação, editora-geral, editorialista, colunista e editora de primeira página.
*Publicado originalmente no Portal Mulher Amazonica
Por Mirian Guaraciaba -Jornalista
Está aí a última pesquisa Quaest, divulgada na segunda, 02/02. Lula sai na frente no primeiro turno. E ganha no segundo, em 2026. Bolsonaro inelegível abre espaço para Tarcísio de Freitas e o sertanejo de direita Gustavo Lima. Nenhum dos dois, até hoje, ameaça a vitória de Lula.
Semana passada, articulistas conhecidos – nem tão respeitados – elocubravam sobre o “desprestigio” de Lula. Até seu café estaria frio. Torcem pelo fim da era petista.
Aos 79 anos, o presidente da República parece inteirão para o quarto round. Mexeu na área de comunicação do governo. Fará novas mudanças. Se os resultados serão substanciais e consequentes não se sabe.
Lula precisa reconquistar eleitores que andam desanimados. No Nordeste, inclusive, alertou a governadora Fátima Bezerra. Foram os nordestinos que garantiram sua eleição em 2022.
A primeira movimentação foi boa. Lula concedeu entrevista coletiva na sexta e foi o assunto mais comentado nos sites, jornais e blogs, em todo o final de semana, concorrendo com a eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado, no sábado.
Há Indicadores positivos em seus dois anos de governo. Menor taxa histórica de desemprego, maior alcance de medidas na redução da miséria. De outro lado, problemas sérios a serem enfrentados. Carestia, o mais impactante
A inflação não está sob controle, a população reclama, com razão. Os preços nos supermercados não param de surpreender, eleitores ou não de Lula. O gasto com alimentos é uma espada na cabeça dos consumidores. A conta não está fechando.
A Folha de São Paulo analisou 99 indicadores do governo, 66 melhoraram, segundo o jornal, 20 pioraram e 13 ficaram como estavam. Análise idêntica feita nos dois primeiros anos de Bolsonaro: 56% haviam piorado.
Entre todas as frentes a serem encaradas por Lula, a mais nociva, por óbvio, é a da oposição. Esperta, muitas vezes cruel, sem escrúpulos para lançar fakenews, a direita não se distrai. De nada adianta trocar o ministro da Comunicação se o governo, como um todo, não atuar de dentro para fora.
A “guerra dos bonés” é um exemplo claro. Diante da frase inocente “O Brasil é dos brasileiros”, a oposição veio com “Comida barata de novo”. Pega mais, fala mais. É o nó do governo nesse momento.
E o café? Continua quente no gabinete do presidente Lula. E o preço … nas alturas. O maior valor da saca em 28 anos. A oposição se diverte: “Não acredite em quem diz que tomou café e abasteceu o carro, no mesmo dia. Uma das duas coisas é mentira”.
*Publicado na edição 88 da revsita Painel Alagoas
*Gustavo Defendi
O discurso de posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou apreensão nos mercados internacionais e acendeu o alerta no Brasil, especialmente em relação aos preços da cesta básica. Trump anunciou medidas protecionistas, como o aumento de tarifas sobre importações de países estratégicos, incluindo o Brasil, além de declarar a intenção de revisar o controle do Canal do Panamá, rota importante para as exportações brasileiras.
Essas medidas podem gerar impactos profundos nas exportações do Brasil, pressionando o câmbio e aumentando os custos de produtos importados. A Real Cestas, empresa com 24 anos de atuação no mercado de cestas básicas, enxerga que a desvalorização do real frente ao dólar pode encarecer produtos essenciais como arroz, feijão e óleo de soja, afetando diretamente o consumidor final.
Além disso, a possível revisão do controle do Canal do Panamá é vista com cautela pela empresa, que destaca a importância da rota para o comércio exterior. Qualquer aumento nos custos logísticos ou atrasos nas operações pode comprometer a competitividade dos produtos brasileiros no cenário global, gerando incertezas para exportadores e para o mercado interno.
Com um cenário desafiador à frente, Gustavo Defendi, sócio-diretor da empresa, reforça seu compromisso em acompanhar de perto as mudanças no comércio internacional e buscar soluções para mitigar os impactos na cadeia de suprimentos, garantindo que seus clientes continuem a ter acesso a produtos de qualidade e preços justos, mesmo diante de um ambiente econômico volátil.
De acordo com o empresário, a alta no preço dos insumos importados, combinada com custos logísticos elevados, tende a aumentar os valores dos itens básicos consumidos pelas famílias brasileiras. “O arroz e o óleo de soja, por exemplo, têm grande dependência de insumos cujos preços são influenciados pelo dólar. Se houver desvalorização do real, esses produtos ficarão mais caros para o consumidor final.”
O milho, amplamente exportado pelo Brasil, é um exemplo claro de como tais políticas podem impactar o mercado interno. “Oscilações no preço internacional do grão, seja por demanda reduzida ou custos logísticos maiores, podem repercutir no custo de produção de carnes, ovos e leite, que dependem de ração animal. Isso se reflete diretamente nos preços dos produtos da cesta básica, pressionando ainda mais os consumidores brasileiros. A elevação do preço de alimentos básicos, como carne e derivados, tende a afetar principalmente as famílias de baixa renda”, continua o diretor da empresa.
“A combinação de protecionismo comercial e incertezas no comércio global colocam em risco a estabilidade dos preços no Brasil. Medidas paliativas, como subsídios governamentais ou controle de preços, podem ser necessárias para mitigar os efeitos, mas a solução estrutural exige negociações diplomáticas robustas e estratégias comerciais que diversifiquem os mercados de exportação”, finaliza Defendi.
*Gustavo Defendi é sócio-diretor da Real Cestas, empresa que atua há mais de 20 anos no mercado de cestas básicas.
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