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JHC ganha destaque nacional em entidade de prefeitos

21.05.2021 às 16:25
Assessoria

 

Pedro Oliveira - Jornalista

O prefeito JHC começa a ter seu mandato crescente a nível nacional quando passa a integrar colegiados importantes que reúnem representantes da administração de todo o país. Acaba de ser aclamado como vice-presidente temático regional de turismo, da Frente Nacional de prefeitos.

A entidade reúne prefeitos das capitais e grandes cidades e tem um papel institucional relevante, liderando o debate de temas de interesse das administrações e voltados para o desenvolvimento socioeconômico dos seus filiados e dos municípios como um todo.

A Diretoria Executiva da Frente Nacional de Prefeitos trabalha para zelar pelo princípio constitucional da autonomia municipal, visando garantir a participação plena e imprescindível dos municípios no pacto federativo, podendo adotar no âmbito dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, medidas coletivas em sua defesa.

A Diretoria Executiva também atua para promover a participação ativa dos entes locais nas questões urbanas e na interlocução ampla e democrática com os três poderes, nas esferas estadual e federal, e com a sociedade civil organizada.
Ao ser empossado o prefeito de Maceió ressaltou: “É uma honra poder contribuir com esta Frente tão importante no debate das causas municipalistas, principalmente em um momento como esse, em que o País e o mundo enfrentam os efeitos da pandemia e vamos precisar estar ainda mais unidos para buscar os melhores caminhos e soluções para enfrentar o problema”.

Não tenho dúvidas de que o prefeito JHC vai chegar à presidência da Frente Nacional de prefeitos no futuro, repetindo a trajetória de seu vice, Ronaldo Lessa que foi considerado um dos mais atuantes presidentes da entidade, modernizando e liderando importantes temas do municipalismo brasileiro. Em sua gestão Lessa realizou encontros regionais em várias capitais, promovendo maior integração entre os prefeitos.

Sou testemunha ocular dos fatos, uma vez que ocupava a função de secretário geral da entidade, atendendo a um honroso convite do prefeito à época. Rodamos o país com as reuniões da Frente Nacional de Prefeitos.

Postado por Painel Opinativo

Pesquisa aponta desafios do home office após um ano de pandemia

26.04.2021 às 12:30

 

Em um ano de pandemia, muitas empresas consolidaram o home office como modelo de tra­balho no país. Pesquisa da Workana, plataforma que conecta freelancers a empresas da Amé­rica Latina, mostra que, mesmo quando a pandemia acabar, a intenção de 84,2% dos líderes entrevistados é continuar com o trabalho remoto.


Para isso, eles acreditam que o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal é um aspecto a ser priorizado, e isso inclui a flexibilidade de horários.
Essa modalidade de trabalho, aponta o levantamento, levará a um trabalho mais orientado a objetivos e metas do que ao cumprimento de jornadas de trabalho fixas. Os líderes de empresas também destacam que outro fator no qual deverão trabalhar é a melhoria da tecnologia e conectividade dos funcionários que trabalham remoto.

 
O levantamento, feito com 2.810 profissionais CLT, freelancers e líderes de empresas na América Latina, sendo 42% so­mente do Brasil, aponta os principais desafios considerados na rotina do trabalho à distância. Além do equilíbrio entre vida pessoal e profissional e do trabalho com base em resultados e objetivos, a comunicação mais transparente e saúde mental são alguns dos desafios apontados na pesquisa.

 
De acordo com a pesquisa da Workana, 35,2% dos CLTs acreditam que, no futuro, o trabalho será mais flexível, e o sucesso será medido pelo resultado oferecido, e não pelas horas trabalhadas. Número bem parecido com o dos líderes de empresas, 38,6%, que também apostam que essa flexibilidade pode gerar um bom retorno.

 
De olho nessa tendência, é fundamental que os gestores orientem seus colaboradores pensando nos objetivos que eles têm a alcançar, e não apenas nas horas que precisam cumprir.

 
Até porque, mesmo atuando à distância, 42,6% dos colaboradores CLT consideraram sua produtividade excelente, 39,3% muito boa, 14,8% boa - contra apenas 3,3% que acharam regular ou ruim -, e 63,2% dos gestores disseram ter notado que os funcionários tiveram a mesma performance de quando estavam no escritório, ou aumentaram a produtividade com essa certa liberdade que o home office traz.

 
Os funcionários das empresas acreditam que é possível cumprir seus objetivos profissionais trabalhando de maneira remota. E as empresas estão começando a pensar nessa possibilidade como uma alternativa viável. Por outro lado, o benefício do home office é um valor que cada vez ganha mais for­ça e é levado em conta pelos profissionais no momento de escolher a empresa em que irão trabalhar.

*Publicado como editorial na edição 46 da revista Painel Alagoas


Postado por Painel Opinativo

Átila

26.04.2021 às 12:10

 Para recitar poemas, quem melhor? Para atuar em peças, só aplausos. Como lutador social, um guerreiro. Na fotografia, lances ousados, olho mágico em imagens de movimento. Como militante partidário, um idealista da causa dos menos favorecidos, da igualdade de direitos, da universalização dos sonhos.  De quem falamos? De Átila Vieira, 43, mais uma vítima da Covid-19, desse vírus medonho que mata pessoas, que leva amores, que empobrece a esperança, que nos tira a paz. Colaborador da PAINEL ALAGOAS, profissional que honrou o trabalho e a vida. Ao nosso eterno Átila, todos os nossos sentimentos, traduzidos em versos de um dos poemas tantas vezes declamado por ele:

“Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu”

(Trecho de "A Flor e a Náusea", de Carlos Drummond de Andrade)


* Publicado originalmente na edição  46 da revista Painel Alagoas

Postado por Painel Opinativo

1 ano de pandemia: o primeiro ano do resto de nossas vidas. No jornalismo também?

23.03.2021 às 16:00

 

O primeiro ano do resto das nos­sas vidas. Acho que dá pra dizer que, ao completarmos um ano do primeiro caso de coronavírus no Brasil, temos a sensação do primeiro ano de um nova vida, muito diferente do que qual­quer um de nós poderia ter pensado em viver quando estava lá ven­do os fogos de artifício na virada de ano para 2020 ou mesmo no carnaval do ano passado que, aliás, foi nes­sa mesma época há um ano. Temos experimentado de tudo. Saudade, restrição, solidão, lidado com a morte e as narrativas da perda. Passamos a usar termos novos, a falar de comorbidades, variante, IFA e respirador, como quem falava de qualquer outro tema cotidiano. Vimos a disputa entre notícias falsas, remédios que não cu­ram, receitas que não combatem co­ronavírus e vimos também vacinas serem produzidas em tempo recorde. O ano de 2020 trouxe a pandemia e a vacina. E como contamos tudo isso?

 
Usamos o que já tínhamos, con­tando histórias e distribuindo informações nas redes sociais. Ouvimos podcast. Descobrimos ferramentas que não conhecíamos como as reuni­ões virtuais por Zoom, Meet, Teams. E o jornalismo? O que foi feito dele nesse ano do resto das nossas vidas? A desacreditada narrativa que vinha sendo bombardeada junto com as grandes empresas que no Brasil concentram a produção. O começo da pan­demia trouxe um novo vigor à nar­rativa jornalística. Programas foram criados nas emissoras de TV dando espaço para que o jornalismo pesquisasse e explicasse, simultaneamente, o que era coronavírus, que se escreve-tudo-junto, que causa a Covid, que é no feminino. Informou às pessoas como usar máscara, que tipo, de que jeito, como usar álcool gel, com que frequência, como abraçar, porque não abraçar, a diferença entre isolamento e distanciamento social e por aí foi. Gráficos, números, entrevistas com autoridades, máscaras em todos os repórteres e, enfim, a retomada de certo protagonismo.

As análises, que aproximaram os jornalistas dos especialistas, dos ci­entistas e dos profissionais de saúde, se juntaram às instruções que são repetidas até hoje sobre como proceder na pandemia. Mais que isso, o jornalismo voltou a lembrar que precisava contar histórias. E justamente num tema que, por um lado, não per­mitia acesso fácil a certas narrativas como aquelas que aconteciam nos hospitais, cemitérios e nas casas das pessoas. E por outro, passou a ser um assunto que, aos poucos, podia ser contado por todo mundo.

 
Durante parte de 2020, para sair das falas oficiais das autoridades e mostrar para as pessoas que havia risco real de adoecimento e morte, os jornalistas precisaram chegar às UTIs, como fez o repórter Yan Boechat nas matérias do hospital Santa Maggiore, em São Paulo, ou nos hospitais de Manaus, na primeira onda da Covid, em abril. Ou quando acompanhou diariamente a rotina de cemitérios em São Paulo e constatou o au­mento de sepultamentos, a abertura de covas coletivas e viu famílias contarem o que estavam passando com a perda de parentes para a Covid-19.

 
A reportagem de outros jornalistas também contou com uma nova forma de ter acesso às histórias. Pes­soas que antes seriam fontes de in­formação e também leitores passaram a produzir conteúdo a pedido dos jornalistas porque acessar o interior de hospitais era difícil e arriscado. Ve­mos ainda hoje vídeos gravados por médicos falando da rotina de trabalho e do agravamento do quadro de contaminação no país. Vídeo de familiares a respeito das condições de atendimento e das consequências da pró­pria doença ou da explosão de casos nas portas dos hospitais. Muitos são produzidos diretamente para jornalistas utilizarem como fonte e como apu­ração das suas reportagens. Outros, já na esteira da difusão da produção audiovisual, chegam ao público direto do cidadão para os usuários de redes sociais e são comentados depois pelos jornalistas.


E aí entro num novo momento do jornalismo na pandemia. Depois dessa inovação da mediação, da produção de conteúdo e da apuração sem a presença do jornalista, com seu simultâneo aumento e perda de acesso, dependendo do ponto de vista que se olha, em que lugar está o jornalismo um ano após o início da pandemia no Brasil? Essa inovação, o desafio, a frustração, a busca de novo protagonismo e de interesse das pessoas permanece em alta ou voltamos a um lugar morno como estava antes? Não se trata de uma análise mais detida e detalhada do processo e as respostas talvez sejam híbridas. Há avanços que permanecem acontecendo, especialmente uma retomada e um realinhamento da narrativa jornalística e do discurso científico, que nunca esteve em oposição, mas que neste momento aparece ainda mais como aliado, tentando defender quase a mesma noção. A confiabilidade. De que o ponto de vista mais confiável para lidar com a pandemia de Coronavírus e vencê-la é a orientação da ciência. Enquanto a linha mais confiável para conduzir narrativamente e traduzir a linguagem da ciência em relação à pandemia é a narrativa jornalística. As notícias falsas, boatos e soluções milagrosas ou narrativas fantásticas não colaboram nem para o combate ao vírus nem na construção da democracia e na defesa da cidadania. Então, este alinhamento parece claro. As reportagens sobre as vacinas explicam os pormenores de eficácia, enquanto os cientistas são as principais fontes para comprovar a explicação.

 
Na falta de uma condução das informações, dados e avaliações centralizadas pelo governo federal, veículos tradicionais de comunicação se reuniram num consórcio para levantar e divulgar dados diários da pandemia. A colaboração não alcançou a produção, mas chegou ao menos aos dados objetivos sobre o andamento da contaminação.

 
Ao contar histórias, o jornalismo não tem ido adiante. Dados gerais, ações, reações dos governos e instruções sobre os cuidados para evitar o vírus e, no máximo, o acompanhamento das atividades que reabrem ou fecham. Vimos histórias serem contadas nos colapsos que estão ocorrendo em 2021 como a segunda onda em Manaus, o agravamento da situação em Santa Catarina e vários outros lugares. Mesmo assim, elas sempre começam a ser contadas a partir dos celulares das vítimas, das famílias ou dos médicos. Não é incomum, inclusive, que a gente veja os relatos ou indicações de subida de casos primeiro nos nossos grupos de WhatsApp e não nas reportagens. Então o primeiro ano do resto das nossas vidas impactou muito mais nas nossas vidas do que ainda fomos capazes de narrar. O jornalismo não alcançou ainda a dimensão dessa transformação na vida das pessoas e nem traduziu isso na transformação necessária do seu próprio exercício. Talvez pela rigidez da estrutura narrativa e de produção que tinha até agora. Talvez porque a transformação ainda esteja em curso assim como os acontecimentos da própria pandemia.


Chegamos a um ano sem esperar que chegássemos a tanto e também sem saber até quando vamos com isso. E nem como sairemos de tudo isso, pessoalmente e como sociedade. Mas talvez seja importante pensar que sairemos disso contando histórias. E o jornalismo, repensando sua própria forma de narrar, chegando mais perto das pessoas, mexendo nas suas próprias estruturas enrijecidas pela tradição e pelo tempo, quem sabe possa colaborar para essa narração e a compreensão do que estão ainda vivendo. Como já avisou Hannah Arendt sobre a capacidade das narrativas em lidar com os traumas, talvez narrar não deixe de ser alguma forma de cura.

(Texto publicado originalmente por objETHOS.) *É jornalista e pesquisadora associada do objETHOS
*Publicado na edição 45 da Revista Painel Alagoas
Postado por Painel Opinativo

Agronegócio brasileiro alimenta mais de 772 milhões de pessoas no mundo

23.03.2021 às 14:00

 

O agronegócio brasileiro forneceu alimento para 772,600 milhões de pessoas em 2020, segundo estudo da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa (Sire), divulgado neste mês de março.

 
De acordo com a publicação, 212,235 destas pessoas são do Brasil e as outras 560,365 milhões são de outros países.

 
"A variação da população total alimentada pelo Brasil em 2019, de 809,472 milhões em relação a 2020, deve-se à variação de preços dos produtos nos dois anos considerados. Assim, pode-se afirmar que ao redor de 800 milhões de pessoas são alimentadas pelo Brasil, incluindo a população brasileira”, afirmam os autores.

 
Segundo a pesquisa, nos últimos dez anos, a participação do Brasil no mercado mundial de alimentos saltou de US$ 20,6 bilhões para US$ 100 bilhões. Os produtos em destaque foram a carne, soja, milho, algodão e produtos florestais.


Com isso, a expectativa é de que a contribuição do país para o abastecimento mundial aumente nos próximos anos.

 
Para quantificar a contribuição do Brasil para a alimentação mundial, o estudo considerou a produção de grãos e oleaginosas por serem alimentos básicos de várias populações no mundo e também considerados básicos para a produção de proteína animal. Os pesquisadores realizaram dois cálculos. O primeiro é baseado na produção física de grãos e o segundo agrega a esta produção física o seu respectivo valor monetário, a partir de preços internacionais.

 
Nas contas, os pesquisadores realizaram a conversão de carne bovina em grãos, se baseando no fato de sua produção acontecer no pasto.

 
"Convertemos esta exportação para equivalente em grãos e quantificamos quantas pessoas são alimentadas por esta carne. Esta é a segunda alternativa do estudo”, explica Elisio Contini, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.
“Na primeira alternativa, baseada na produção física, utilizaram-se dados do International Grains Council (IGC), subtraindo-se as importações de grãos feitas pelo Brasil", contam os autores.

 
"A partir dos dados de produção, estabeleceu-se o percentual da produção brasileira destes grãos em relação à mundial. Com dados da população mundial, foi possível quantificar o número de pessoas que o Brasil pode alimentar, com base na sua participação na produção mundial de grãos e oleaginosas”, detalham.

 
A partir disso, os pesquisadores entenderam que a participação do Brasil na produção mundial de grãos cresceu de 6% em 2011, para 8% em 2020.
No segundo método, os estudiosos multiplicaram os preços internacionais com a produção a cada ano. Fazendo em seguida a proporção em relação ao total, como na estimativa anterior.

 
Com isso, eles chegaram no dado de 772,600 milhões de pessoas supridas pela produção brasileira em 2020.

*Publicado originalmente como editorial na edição 45 da Revista Painel Alagoas
Postado por Painel Opinativo

Mulher: A chave da recuperação econômica

11.03.2021 às 13:00


Tereza Nelma *

 Nós, da Bancada Feminina Câmara dos Deputados, temos mais uma grande responsabilidade quanto à garantia de equidade no cenário da economia brasileira. A perda de emprego e renda resultou no aumento da pobreza e a sobrecarga de trabalho e tarefas domésticas não remuneradas entre as mulheres. Com a crise causada pelos impactos da pandemia do Covid-19, vamos ter que propor e trabalhar por medidas e ações que possam conter retrocessos nos avanços conquistados na participação e ganhos salariais no mercado de trabalho para as mulheres.

A defesa para que as mulheres conquistassem igualdade de direitos e que o exercício delas fosse assegurado terá que ser maior. Além de já enfrentar a desigualdade na remuneração, da discriminação na concorrência por postos de trabalho, do descrédito da sua competência em relação aos homens, tivemos pioras com a pandemia. Mais mulheres foram obrigadas a ficar em casa, assumir as tarefas domésticas e de cuidados com as famílias. A participação feminina no mercado de trabalho caiu 45,8%, no segundo semestre de 2020. Voltamos ao patamar de 30 anos atrás!

Segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe da ONU, os mercados de trabalho latino-americanos caracterizam-se pela concentração das mulheres em determinados setores da economia, geralmente aqueles com salários mais baixos e condições de trabalho mais precárias: 56,9% das mulheres na América Latina estão empregadas em setores que registraram maior perda de empregos e queda de renda (comércio, turismo, trabalho doméstico remunerado).

Para mulheres mães de crianças de até três anos de idade a situação é mais difícil. Elas participam menos do mercado de trabalho, segundo a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A porcentagem de ocupação de mulheres que se identificam como pretas ou pardas com crianças até três anos de idade foi de 49,7% em 2019. Já entre mulheres brancas, foi de 62,6%.

Por outro lado, o cenário para mulheres empreendedoras também impõe suas barreiras à igualdade de condições. Temos 46,2% das empresas tradicionais no Brasil fundadas por mulheres, e apenas 4,7% das startups no Brasil fundadas só por elas. Dessas que decidem empreender no ramo da tecnologia e inovação, somente 0,04% receberam investimentos, fruto ainda do descrédito, discriminação e preconceito.

E, no Brasil, temos milhões de mulheres chefes de famílias, sendo às vezes a única a ter renda em seus lares, o que nos faz acreditar que a autonomia econômica das mulheres será a mola propulsora para uma recuperação na economia, não só brasileira, mas em todo o mundo.

Teremos que lutar por mais incentivo na formação e capacitação das mulheres, traduzindo conhecimento para linguagens mais simples e ampliando a inclusão digital para que mais mulheres possam crescer profissionalmente e também serem empreendedoras em suas áreas de trabalho. Lutaremos para recolocar essas mulheres de volta ao mercado de trabalho com igualdade de condições

Já temos feito um trabalho no Parlamento voltado para votação e aprovação de propostas necessárias para tornar efetivas políticas públicas para as mulheres e continuaremos a colaborar para conseguir maior equidade de gênero. Por exemplo, nos últimos dois anos, a Câmara dos Deputados votou 50 propostas selecionadas pelas deputadas federais, entre elas a Lei 13.902/19, que dá dignidade e apoio ao trabalho das mulheres marisqueiras.

Aprovamos na Câmara o Projeto de Lei 1.444/2020, que além de prever a manutenção de medidas protetivas para mulheres vítimas de violência, determina a inclusão dessas mulheres como beneficiárias de até duas cotas do auxílio emergencial; e o PL 3.932/2020, sobre o afastamento da empregada gestante das atividades de trabalho presencial durante a pandemia do Covid-19, as propostas ainda precisam de aprovação no Senado Federal. Ainda queremos aprovar muitas outras matérias para dar maior autonomia financeira para as mulheres; como o PL 1.943/2019, que dispõe sobre campanha de divulgação de igualdade de direitos trabalhistas entre homens e mulheres, o PL 5.465/2020, que institui a Política Nacional de Formação de Docentes da Educação Básica para as Tecnologias da Informação e Comunicação (PDTIC) e muitas outras. São pautas que contribuem para uma construção cultural permanente por mais incentivo e estímulo, com vistas a ampliar a participação feminina na economia, combater o machismo e a discriminação no mercado de trabalho.

Essas políticas públicas não podem ser consideradas apenas emergenciais, mas que sejam esforços e compromisso permanentes do Estado. Tenho defendido o quanto é importante ter representatividade de mulheres em todos os espaços de poder, para defender essas políticas e ter maior poder de decisão em todos os níveis.

Precisamos valorizar o trabalho das mulheres e sua capacidade de criar novas oportunidades, estimular e incentivar seu conhecimento e ajudá-las a ter mais espaço na economia brasileira. Todas as mulheres podem e têm direito.


* Psicóloga, deputada federal pelo PSDB/AL, coordenadora adjunta da bancada feminina e membro da Comissão da Mulher.




Postado por Painel Opinativo

Não foi nos livros que aprendi a amar minha filha com deficiência

22.02.2021 às 14:40

 Mariana Rosa*

Quando recebi o diagnóstico de paralisia cerebral de minha filha, a primeira afirmativa que me ocorreu foi a de que ela tinha um corpo dissonante. Poucos e lentos movimentos, ausência de fala, impossibilidade de se colocar sentada ou de pé com autonomia. Uma corporeidade que não encontrava rima em minha experiência de vida. Eu era estreante nessa avassaladora noção das diferenças.


Corri para os livros, para as pesquisas em artigos científicos, para profissionais de saúde que pudessem ensinar sobre a condição que me era apresentada. Queria ser uma boa mãe e buscava referências que compensassem minha flagrante falta de preparo. Pensei que seria ali, somente na ciência, nos bancos da faculdade, o encontro com as respostas que procurava, o alívio que atestasse que eu saberia lidar com minha pequena Alice. Não me faltava amor por ela, que fique claro.


Essa busca nos levou por incontáveis consultórios, clínicas e hospitais. Eu havia encontrado uma única urgência como resposta às minhas indagações: precisava ajudar Alice a ultrapassar os próprios limites. E tinha que ser já, rápido, sem tempo a perder, porque a intervenção precoce poderia fazê-la ganhar muitas habilidades, porque a plasticidade cerebral precisaria ser explorada, porque ela poderia ser um exemplo de superação, diziam.


A urgência por entender o corpo de minha filha nos engoliu. Seu primeiro ano de vida se assemelhou a uma prescrição médica, com um colosso de protocolos a serem seguidos. Ela cumpria a agenda quase sempre dormindo, sobrecarregada que estava por medicações que prometiam normalizar suas ondas cerebrais. Foi preciso vivenciar essa rotina extremada para que eu tropeçasse em minhas limitações.


Era no encontro diário com ela. Não era realizando as tarefas que nos diziam ser importantes. Era sendo junto com ela, e, assim, descobrindo seus desejos e suas prioridades. Levou algo como um ano até que eu aprendesse a verdadeiramente olhar para minha filha.


O que eu, enfim, pude ver foi tocante. Ela não tinha um corpo dissonante, como eu presumia. Tampouco diferente, uma vez que não há referência para o que é estar vivo. Não existe um código de barras para o ser humano, um controle de qualidade que dite a referência a partir da qual a existência deve ser estruturada.


Esfreguei os olhos muitas vezes, para afastar padrões que não nos serviam, referências que não eram as nossas. Desanuviada, co­nheci a menina valente, bem-hu­­morada, decidida, que adora passarinhos, que tem preferência por frutas e se diverte com brincadeiras radicais. Eu não podia perder mais ne­nhum detalhe. Ela esperou ter essa certeza para me entregar, en­tão, seu primeiro sorriso, com um ano e quatro meses. Foi quando eu mereci.


Meu repertório de mundo finalmente estava se ampliando para dar conta da nossa existência. Já não fazia sentido caber onde quer que fosse, mas pertencer. Foi assim que me deparei com muitas outras existências que, até então, desconhecia.


Minha filha jamais será aquele exemplo de superação que pretenderam para ela. Não assim, como destino, como objetivo, como fardo, como imposição. Antes, quero que o mundo possa ser exemplar na superação das barreiras que limitam tantas vidas. A nós, que caiba apenas o exercício da liberdade.

*Mariana Rosa é mulher com deficiência, mãe da Alice, jornalista, consultora do tema inclusão e ativista dos direitos das pessoas com deficiência


*Publicado na edição 44 da revista Painel Alagoas



Postado por Painel Opinativo

Brasil tem 2 milhões de novos pobres só em janeiro

22.02.2021 às 14:00

 

O fim do Auxílio Emergencial já levou 2 milhões de brasileiros para a pobreza apenas em janeiro. Ao todo, 13% da população do país, ou 26 milhões de pessoas, estão sobrevivendo com uma renda per capita de apenas R$ 250 por mês, segundo o coordenador da Cátedra Ruth Cardoso no Insper, Naercio Menezes Filho, em análise publicada no Portal G1.


Durante o pagamento do benefício, a taxa de pobreza chegou a recuar para 8% da população, e a da extrema pobreza - brasileiros com renda per capita abaixo de R$ 150 ao mês - caiu de 3% para 1%. Foram os menores patamares já registrados pelo Brasil desde a década de 1970, quando as pesquisas domiciliares começaram a ser realizadas.


Essa melhora também se refletiu no índice de Gini, que monitora a desigualdade de renda em uma escala de 0 a 1 – quanto mais próximo de 1, maior é a desigualdade. O índice recuou de 0,53 para 0,47, caindo abaixo de 0,50 pela primeira vez na história brasileira. A deterioração social que o país enfrenta hoje já era esperada. Todos os indicadores começaram a piorar já com a redução do benefício de R$ 600 para R$ 300.


Ao todo, o Auxílio Emergencial chegou a quase 68 milhões de brasileiros.
Com o Brasil enfrentando uma severa crise fiscal desde 2014, manter o pagamento do Auxílio Emergencial passou a ser uma conta difícil de ser fechada pela equipe econômica. Nas últimas semanas, o debate pela volta do benefício ganhou força com a piora dos números da pandemia.
No ano passado, com todas as medidas adotadas pelo governo federal, a dívida bruta alcançou 89,3% do Produto Interno Bruto (PIB), uma alta de 15 pontos percentuais em relação a 2019.


O nível do endividamento brasileiro já é considerado elevado para um país em desenvolvimento. Na média, as economias similares à brasileira têm um patamar de dívida próximo a 65% do PIB. O tamanho da dívida bruta é um indicador bastante analisado por investidores e pelas agências de classificação de risco.


Para estancar o endividamento do país, a missão da equipe econômica não é fácil. O governo teria de fazer um ajuste de R$ 84 bilhões até 2023 para impedir um novo crescimento da relação dívida/PIB, segundo uma simulação feita pelo sócio e economista da Kairós Capital, André Loes.


O exercício feito por Loes leva em conta uma série de hipóteses, como um crescimento do PIB de 3% este ano e 2% nos dois anos seguintes e uma taxa de juros que vai sair de 3% ao fim deste ano e chegará a 5% em 2023. Ele também estima que a regra do teto de gastos vai ser preservada e que o Tesouro receberá R$ 20 bilhões por ano do BNDES, além dos R$ 38 bilhões já computados em 2021.


Mas a estratégia da equipe econômica é colocar uma espécie de cláusula de calamidade na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo, enviada ao Senado em 2019, para permitir a suspensão temporária de regras fiscais e o aumento de gastos. Essa cláusula permitiria, por exemplo, a abertura de créditos extraordinários, os quais não se sujeitam à regra do teto de gastos. A partir de 2022, o governo espera contar com o benefício integral da PEC do Pacto Federativo e das propostas Emergencial e dos Fundos para conseguir ter alguma folga no orçamento.


*Publicado originalmente como Editorial na edição 44 da revista Painel Alagoas

Postado por Painel Opinativo

BBB e a Cultura do Cancelamento

Confira o levantamento dos perfis dos participantes

13.02.2021 às 16:00
Reprodução/Internet

 *Fred Furtado - CEO da Tubelab


A vigésima primeira edição do Big Brother Brasil tem colocado em destaque a Cultura do Cancelamento. A prática consiste em "cancelar" o participante que não corresponde às expectativas do coletivo, que, por consequência, passa a ignorar, excluir, isolar e etc essa pessoa. 

Do lado de fora da casa, quem assiste ao programa também tem entrado no jogo e feito o cancelamento pelas redes sociais, ou seja, deixando de seguir os participantes e deixando de curtir suas publicações.

A DesbravaData, startup especializada em monitoramento de dados em ambiente digitalz em parceria com Tubelab, empresa especialista em marketing de influência, em fez um levantamento dos perfis dos participantes em datas diferentes: antes do programa, no dia seguinte à primeira festa, no dia da indicação para o paredão e na primeira eliminação.

"A gente percebe que o público está participando do modo que pode, curtindo ou deixando de curtir, expondo a opinião através das redes sociais", afirmou Fred Furtado, CEO da Tubelab.

Os resultados chamam a atenção, enquanto alguns participantes estão crescendo exponencialmente o número de seguidores, como a Juliette, que passou de 146,349 para 2.500,00, outros estão vendo os números despencando, como a cantora Karol: 1.684,107 para 1.400,00.

Confira a lista completa (data: 21/jan / 27/jan / 31/jan / 02/fev)

Gil 

 52.349

 259.490

 803.676

 1.000.000

Kerline

 154.735

 222.882

 346.296

 442.000

Rodolfo

 1.472.172

 1.560.924

 2.100.000

 2.700.000

Karol

 1.684.107

 1.764.135

 1.838.330

 1.400.000

João Pedro

 73.437

 111.833

 196.719

 243.000

Juliette

 146.349

 399.161

 1.202.881

 2.500.000

Lucas Koka

 312.745

 476.593

 674.713

 1.900.000

Lumena

 93.972

 170.317

 215.705

 179.000

Nego Di

 1.187.000

 1.262.900

 1.377.445

 1.390.000

Pocah

 11.711.232 

 11.963.466

 12.293.443

 12.441.405

Projota

 3.051.001

 3.289.207

 3.905.849

 4.400.000

Sarah

 64.400

 109.262

 264.209

 1.500.000

Thais

 87.170

 257.487

 579.039

 820.000

Viih Tube

 16.390.887

 16.588.262

 16.846.915

 17.000.000

Caio

 77.159

 212.579

 1.296.812

 1.900.000

Arthur

 241.304

 322.676

 591.959

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Postado por Painel Opinativo

Mineração na Amazônia bate recordes de desmatamento

04.01.2021 às 21:00


A mineração desmatou 405,36 km² da Amazônia Legal nos últimos cinco anos, segundo dados do Sistema de Detecção de Des­ma­tamento em Tempo Real (Deter), do Instituto de Pesquisas Es­paciais (Inpe), reunidos pelo Por­tal de Notícias G1. A área derrubada equivale a cerca de 40,5 mil campos de futebol. Ao longo de 2019 e 2020, esse desmatamento causado pela atividade mineradora registrou recordes e avançou sobre áreas de conservação.


A série histórica do Deter/In­pe, que compila dados desde 2015, aponta que o mês com a maior devastação foi maio de 2019, com 34,47 km² desmatados. Em seguida, ficou julho de 2019 com 23,98 km². Além disso, 2020 teve os piores junho (21,85 km²), agosto (15,93 km²) e setembro (7,2 km²) da série.


Com relação especificamente às chamadas Unidades de Con­ser­vação, o desmate por mineração cresceu 80,62% no primeiro trimestre de 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado, aponta o Greenpeace. Essas áreas recebem esse nome porque têm características naturais relevantes que precisam ser preservadas – o objetivo é proteger espécies ameaçadas e resguar­dar ecossistemas, por exemplo.


No entanto, as cicatrizes no solo são apenas um dos marcos da devastação por mineração.
Segundo Beto Veríssimo, engenheiro agrônomo e cofundador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a atividade – principalmente quando ilegal – contamina rios e pessoas, gera violência contra comunidades tradicionais e desencadeia outras ações predatórias.


Entre janeiro e abril de 2020, mais de 70% da mineração na Ama­­zônia ocorreu dentro de áreas protegidas, de acordo com o Green­peace. Nas terras indígenas, esse aumento do desmatamento por mineração foi de 64%, na compa­ração com o mesmo período de 2019.
Já nas Unidades de Conser­vação, o primeiro trimestre teve um aumento de 80,62% (8,79 km² de floresta protegida destruídos) com relação ao mesmo pe­ríodo do ano passado, também segundo o Greenpeace.


Pelos dados do Deter/Inpe, é possível ver que o desmatamento pela atividade mineradora em unidades de conservação se concentra em cinco pontos do Pará, formando um arco de destruição. Na Área de Proteção Ambiental do Tapajós, o terreno destruído neste ano já é de quase 30 km² – ou 30 campos de futebol.


Segundo o Inpe, 85% de todo o desmatamento causado pela atividade na região amazônica desde 2015 ocorreu no Pará. Consi­de­rando o período de janeiro a novembro deste ano, o estado concentra 81% do desmate ocorrido por mineração.
De 1º janeiro a 20 de novembro de 2020, de acordo com o Inpe: a mineração derrubou 97,61 km² em toda a Amazônia Legal; o Pará concentra sozinho 81% do total, com 79,86 km²;


A situação é crítica ao longo do Rio Tapajós, sinalizando que o desmatamento é seguido por contaminação das águas e populações que vivem nas margens; e Itai­tuba (40,33 km²) e Jaca­reacanga (17,29 km²), ambas no Pará, são as cidades mais atingidas por mineração em todo o bioma.


E quando se cobra do Minis­té­rio do Meio Ambiente e do Iba­ma, o que eles dizem? O primeiro, nada, e o segundo, que “os dados estão inacessíveis por tempo indeterminado porque estão migrando de sistema”.  Ou seja, nada com coisa al­guma. Enquanto isso, a Amazônia queima, queima sob a irresponsabilidade de quem tem o dever de protege-la.


*Publicado como editorial da edição 43 da revista Painel Alagoas

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