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Bolsonarismo e Democracia

30.06.2020 às 17:46

Linha editorial 

A Folha de S. Paulo começou uma campanha pró-democracia. Ancora sua linha editorial no último Datafolha, que ouviu de 75% dos brasileiros que a democracia é o melhor regime perante as alternativas. Trata-se do maior índice em 30 anos desde que a pergunta começou a ser feita. Em dezembro último, este número era de 62%. Conforme os ataques do presidente Jair Bolsonaro ao regime aumentaram, o apoio foi junto. 

Em memória das Diretas Já

O slogan do diário, ‘Um jornal a serviço do Brasil’ foi trocado até 2022 por ‘Um jornal a serviço da democracia’ e, em memória às Diretas Já, a redação incentiva seus leitores a vestirem amarelo.A campanha das Diretas é um marco importante na história da Folha. O jornal, que dentre os três grandes foi o mais simpático ao regime militar nos anos de chumbo de acordo com a Comissão Nacional da Verdade, se converteu no início da década de 1980 e foi o primeiro a abraçar a campanha por eleições livres para substituir João Figueiredo no Planalto. 

Ferrenhos

Pesquisadores do Datafolha constatam que apenas um em cada dez brasileiros adultos admite que, em certas circunstâncias, é melhor uma ditadura do que um regime democrático. O único subgrupo que mantém apoio a práticas antidemocráticas e valorização dos feitos da ditadura militar no Brasil é o de devotos do presidente, os bolsonaristas mais ferrenhos, que correspondem hoje a 15% da população, segundo cálculo do Datafolha. Pela primeira vez desde o início do mandato, o presidente é reprovado pela maioria dos mais ricos, grupo que, junto aos mais escolarizados, compõem universo estratégico na formação da opinião pública, especialmente no modelo de comunicação priorizado por sua gestão, via redes sociais.

Recuo Estratégico

A percepção de autoritarismo no governo encontrou eco no Planalto. Após uma política de confronto continuado com Judiciário e Congresso, e a prisão do ex-assessor Fabrício Queiroz no escritório do advogado do presidente, o bolsonarismo recuou. Jair Bolsonaro quer paz e evitar brigas, disseram dois de seus interlocutores ao repórter Gustavo Maia. O avanço dos processos na Justiça ajudaram a convencê-lo. Outro recuo é dos ministros militares. Pararam de falar do artigo 142 da Constituição como se autorizasse as Forças Armadas a intervirem caso houvesse conflito entre os poderes.

Agradando e desagradando

A nova postura de Bolsonaro alegra os políticos, especialmente do centrão, mas seus aliados mais antigos, os bolsonaristas de raiz, não estão gostando nada. A avaliação dos bolsonaristas é de que o presidente está acuado e sob a tutela dos militares. 


Com informações da Folha, Carta Capital, O Globo e UOL

Postado por Painel Opinativo

Números que preocupam

OMS mostrou preocupação com a alta porcentagem de resultados positivos nos testes de Covid-19 no Brasil — na casa dos 31%.

23.06.2020 às 11:54


O total de vidas perdidas no Brasil para a Covid-19 é de 51.407. O país chegou a 1.111.348 casos, apontou o último boletim do consórcio de veículos da imprensa. Nas últimas 24 horas, foram notificadas 748 mortes. A contagem de casos e mortes tende a desacelerar nos finais de semana e segundas, quando há um atraso nas notificações. O Ministério da Saúde mais uma vez deixou de fazer a entrevista coletiva para prestar esclarecimento sobre as ações relacionadas à pandemia.

A OMS mostrou preocupação com a alta porcentagem de resultados positivos nos testes de Covid-19 no Brasil — na casa dos 31%. Segundo a entidade, o número elevado indica baixa testagem e uma provável subnotificação de casos, já que a taxa média de positivos, em outros países, costuma ser de 17%. Segundo Michael Ryan, diretor do programa de emergências da OMS, a taxa em países com testagem em massa chega até a 5%, e "essa tendência não é um resultado de realizar vários testes".

Mais do que Espanha e França juntas. O percentual na cidade de São Paulo, segundo resultados preliminares do inquérito sorológico que a Prefeitura está fazendo, pode chegar a 9,5%.. Pelos resultados, cerca de 1,2 milhão de pessoas podem já ter sido infectadas.

No momento em que prefeitos e governadores têm flexibilizado as medidas de isolamento, 20 das 27 capitais têm visto o número de novos registros aumentar. A conclusão é fruto de um modelo estatístico desenvolvido por dois pesquisadores da USP que mede a velocidade da epidemia e como ela muda ao longo do tempo.

Segundo pesquisa publicada ontem pela Universidade de Oxford, oito das principais capitais brasileiras não estavam prontas para flexibilizar as medidas de isolamento social, embora "as políticas de resposta à Covid-19 tenham reduzido a mobilidade" dos habitantes.

Enquanto os casos crescem, a busca por testes rápidos também aumenta. Especialistas alertam que o único teste capaz de detectar a presença do novo coronavírus durante a infecção é o chamado RT-PCR, feito a partir de uma amostra respiratória do paciente com sintomas da doença e processado em laboratório.

E nossa imagem no exterior se deteriora. O jornal britânico The Independent colocou o Brasil no topo de uma lista de países que devem ser evitados por causa da pandemia do novo coronavírus.


*Com informações de O Globo, Estadão, Folha, G1, El Pais e UOL

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O buzz da oportunidade

13.06.2020 às 18:00


          Aline Wolff*

Nas primeiras semanas de março, usuários da www registraram as primeiras preocupações financeiras relacionadas à Covid-19. Houve um crescimento de 250% em buscas no Google ao termo “Confisco da Poupança”, sendo este apenas um exemplo. Então, como conectar este comportamento às tendências de consumo, logo à comunicação da sua marca frente ao mercado visando minimizar os efeitos de uma crise eminente aos negócios de todos, no mundo?

De acordo com relatórios divulgados pela própria Google – também conforme economistas e especialistas em comportamento social, o Coronavírus altera toda a pirâmide de consumo e bem-estar das nações. A rápida propagação do vírus é proporcional à adaptação de novos hábitos de consumo. Interessante é que, acompanhando, rápida seja a ação de gestores na tomada de novas decisões internas, em seus empreendimentos, a fim de comunicá-las com eficiência tão logo as tenham. Como ganho está a participação em boas oportunidades que surgem.

Ok, mas como conectar as novas tendências de consumo aos efeitos da crise e ao seu aproveitamento como gestor de empresa? Primeiro, pesquise por dados que comprovam impactos de mercado relacionados ao seu negócio. Vou me deter na comunicação organizacional, minha área. Contudo, como já dito, a situação da pandemia altera toda pirâmide de necessidades sociais, obesidade, depressão, divórcios, individamento e tantos outros.

No quesito comunicação, as novas tendências são: elevadíssima aceleração da digitalização relacionada ao trabalho, educação, participação online em cultos religiosas e compras online. Aumento da confiança aos e-commerce, aplicativos e outras plataformas de compra e venda à distância. E as interações em tempo real? Lives e shows estão arrecadando audiência de maneira surpreendente.

A consciência quanto ao empobrecimento da população, que cita a própria Google com impacto superior a 50% na qualidade de vida social (em uma visão geral), é inevitável. Sim, uma repressão de consumo é já experimentada.

A consciência coletiva à solidariedade também é inevitável.

Que impactos o isolamento está desfavorecendo ou favorecendo o seu negócio? Traga ao consenso comum as dores do seu público e os meios de minimizá-las. Assuma a expertise acumulada pelo seu capital humano, surfe nesta onda de consciências coletiva e desenvolva o seu “buzz”. Olhe para o seu consumidor e ajude-o com informação. Essa é a primeira medida. As próximas vêm naturalmente, junto com a fidelização do segmento ao que você entrega de ótimo para a sociedade.


*Aline Wolff é graduada em jornalismo e assessora de Imprensa.

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Meio ambiente: a hora é agora

Dia Mundial do Meio Ambiente 2020 pede por ações em tempo integral, grandes e pequenas, pelas pessoas e pelo planeta

05.06.2020 às 00:00


José Renato Demian Ferreira* 

5 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Embora o novo coronavírus esteja dominando manchetes, pensamentos e nossa atenção, é agora o momento de promover a conscientização e a ação em prol do meio ambiente. A pandemia é um lembrete da vulnerabilidade dos seres humanos e do planeta diante das ameaças globais. Nesta hora cabe a pergunta: será que se tivéssemos cumprido um pouco mais dos objetivos de desenvolvimento sustentável e de mudanças do clima, enfrentaríamos melhor esse desafio? A resposta soa bem óbvia, concordam?

Sob o tema Biodiversidade, o Dia Mundial do Meio Ambiente 2020 pede por ações em tempo integral, grandes e pequenas, pelas pessoas e pelo planeta. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), com um milhão de espécies de plantas e animais em extinção, nunca houve um momento mais importante para focar na questão da biodiversidade. O próximo ano também oferece uma oportunidade para acelerar o início da Década das Nações Unidas sobre Restauração de Ecossistemas (2021-2030), com o objetivo de ampliar massivamente a restauração de ecossistemas degradados e destruídos para combater a crise climática e melhorar a segurança alimentar, o suprimento de água e a biodiversidade.

Já que o mundo se apressa para planejar uma recuperação pós-pandemia, é correto afirmar que se trata de oportunidade única de chamar a atenção para a necessidade de reconstrução de um planeta melhor. Os riscos enfrentados por ignorarmos as ameaças de destruição ambiental devem ser entendidos e endereçados com proteções e políticas ambientais, por todas as instâncias. Por conglomerar diversas pessoas, as empresas acabam sendo um bom caminho para a conscientização dos impactos ao meio ambiente. E afirmo que, felizmente, muitas organizações já possuem planos ecológicos na política de boas ações. Nossa empresa é uma delas porque busca não apenas ter práticas saudáveis internamente, mas também produzir produtos robustos, duráveis e ecológicos.

O que todos já sabem, mas vale sempre reforçar

Dentre os principais problemas que afetam o meio ambiente, podemos destacar o descarte inadequado de lixo, a falta de coleta seletiva e de projetos de reciclagem, consumo exagerado de recursos naturais, desmatamento, inserção de espécies exóticas, uso de combustíveis fósseis, desperdício de água e esgotamento do solo. Esses pênaltis – e outros – poderiam ser evitados se os governantes e a população se conscientizassem da importância do uso correto e moderado dos recursos naturais. Apesar de sabermos que a mudança deve acontecer em escala mundial e que apenas uma pessoa não consegue mudar o mundo, é fundamental que cada um faça a sua parte e que toda a sociedade reivindique o cumprimento das leis ambientais.

Como parte desse todo, podemos destacar a cidadania e o consumo consciente como importantes ferramentas do processo. Quando temos isso como foco, a noção de direitos e deveres transcende meros interesses individuais para traduzir uma nova visão de mundo, que reflete a responsabilidade de cada pessoa na construção de valores coletivos plenos, plurais e democráticos que assegurem o bem-estar humano e o respeito a todas as formas de vidas em suas mais variadas manifestações.

Portanto, todos devemos assumir uma postura de responsabilidade ambiental, nos valendo de sentimentos e atitudes nobres como a cidadania e o consumo consciente, pois só assim conseguiremos mudar o quadro atual. E a hora é agora. É sempre agora...


*José Renato Demian Ferreira é Diretor Geral da JactoClean

Postado por Painel Opinativo

Polarização política e " fake news"

31.05.2020 às 08:00


O ambiente político

Um dos problemas mais complexos na pauta da Ciência Política, hoje, é o da polarização. Essa raiva política que tantos têm é atribuída, por muitos, aos algoritmos das redes constantemente nos provocando à indignação. Se retroalimentam. Muita gente constantemente em fúria com o outro lado — não importa qual. Polarizados são os mais susceptíveis a fake news. Mas a polarização não é de toda a sociedade. E o impacto da fake news é difícil de avaliar.

Um estudo do Pew Institute nos EUA, em 2019, apurou que metade dos americanos veem fake news como um problema grave. Quase 70% acreditam que notícias falsas impactam diretamente na confiança que as pessoas têm no governo. A percepção, portanto, é de que se trata de uma questão enorme.

Não é bem assim. O cientista político Brendam Nyham buscou dados diversos de consumo de informação online para pintar um quadro mais amplo. Descobriu que o consumo de fake news se concentra nos 10% dos americanos mais conservadores — estes são os responsáveis por 6 em cada 10 visitas a sites de notícias falsas. E, mesmo neste grupo, fake news representam apenas 8% de seu consumo total de notícias.

Mas o problema da política é que mesmo estes números, que parecem tranquilizar, não são tão simples assim. A parcela da população realmente ativa politicamente não é grande. Portanto, 10% dos mais conservadores quer dizer um índice muito maior daquelas que são as pessoas engajadas com questões políticas e que, portanto, influenciam grande parte da sociedade. Não é preciso atingir muita gente para ter grande impacto.

Não há números do tipo para o Brasil, mas Jair Bolsonaro é fruto do mesmo fenômeno do qual vem Donald Trump. O neopopulismo nacionalista conservador tem muitas vertentes. Bolsonaro poderia ter escolhido o caminho de um Viktor Orbán — mas escolheu emular Trump. E, feito presidente, Trump partiu para uma estratégia de embaralhar mais o ambiente. Ele pescou o termo ‘fake news’ e passou a atribuí-lo a veículos como New York Times, Washington Post, CNN. Ao mesmo tempo, ele mente, exagera, tira do contexto — e o tempo todo. Em 2007, 71% dos republicanos consideravam fundamental que seus líderes fossem honestos no que falavam. Em 2019, 49%.

Os eleitores de Trump sabem que ele mente. Que exagera. Que força a barra. Mas parte do fenômeno das fake news não está em enganar. Está na construção do discurso. Quando se encontra com o processo de polarização do naco politizado da sociedade, o resultado não é que engane. Porque nem sempre engana. Vira torcida. Vira esporte — e, para o torcedor, não importa tanto se o juiz é ladrão, desde que a vitória chegue.

No Brasil, o problema é mais complexo. Nos EUA, a influência de redes de mensagem fechadas é muito menor do que aqui, onde o WhatsApp é muito mais influente. E, por ser fechado e criptografado, é muito mais difícil compreender o fluxo da desinformação via esta plataforma.

O combate

Esta semana, pela primeira vez, um tuíte do presidente americano Donald Trump ganhou da plataforma um adendo — era um alerta com um link. Dizia que a informação era passível de contestação mediante checagem e oferecia a informação correta. As empresas jornalísticas que checam informação fazem parte dos antídotos em oferta para o problema. Trump ficou furioso.

Há dois anos, o Facebook começou a oferecer este serviço — o de marcar posts com links para a informação checada por profissionais. O resultado, de acordo com o estudo de cientistas políticos, foi ruim. Não porque as pessoas não acreditassem, mas porque causava uma falsa sensação de segurança. A partir do momento em que algumas notícias falsas vêm acompanhadas de links para os fatos, parece que tudo não marcado é verdadeiro. Este é um problema de escala. Produzir o falso é fácil, redigir a correção é trabalho de horas de gente especializada.

Mas, segundo Nyham, o que o Twitter fez pode dar certo. A desinformação é vasta, mas pouca desinformação circula tanto quanto aquela produzida na elite política. Os presidentes, os ministros, os parlamentares ou governadores. É mais importante corrigir aquilo que é passível de verificação e vem das mais altas autoridades, do que o todo.

E há outro aspecto. Estas operações são financiadas. É o velho conselho do Garganta Profunda aos repórteres do Washington Post: siga o dinheiro. Desde sua raiz no século passado, o desenvolvimento das técnicas modernas de desinformação traz financiadores. É mais fácil resolver punindo quem paga do que tentando coibir a produção e distribuição. Hoje, empresas de publicidade automatizada online, como Google e Facebook, têm regras rígidas para coibir propaganda em quem veicula fake news. Mas e empresários partidarizados que bancam a parte mais importante do negócio?

Isso não inocenta as redes sociais: são pouco transparentes e seus algoritmos caixa-preta são um problema. Exploram fraquezas humanas. São experimentos behavioristas. Mas, ali, a complexidade é imensa. Afinal, com todos seus defeitos uma qualidade se sobrepõe: ampliaram a Praça Pública. Ampliaram o número de pessoas conversando sobre as coisas da sociedade. E se ao menos uma lição o filósofo John Stuart Mill deixou, foi: o melhor combate a ideias ruins se dá com bons argumentos.

Não há consenso entre especialistas, mas estes itens se sobressaem. Mais importante do que coibir a desinformação nas redes há estes dois elementos. Atacar os financiadores e corrigir as vozes de autoridade política.


*Com informações de Pew Research Center , Gen Medium.com e  Money CNN, 

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Adiar as eleições municipais é prova de respeito à democracia

As eleições são o sopro de vida da liberdade, embora ultimamente venham sendo atacadas até por amigos da democracia

28.05.2020 às 16:32


*João Miras

As declarações do ministro José Roberto Barroso, novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, que, em entrevista, afirmou considerar manter a data de eleição ou "adiar" pelo tempo de 1 mês, vai ao encontro da manifestação que fiz por meio de artigo publicado por vários jornais brasileiros há um mês.

Não há dúvida de que a pandemia e seus efeitos colaterais são fatores de inesperada relevância, que introduziram no processo sócio-político e eleitoral um notório distúrbio. Portanto é num contexto de anormalidade que se deve buscar pontos de equilíbrio para não desestabilizar as institucionalidades que sustentam a nação nas quais, indubitavelmente, estão inseridos os processos eleitorais, instrumento fundamental para a construção da representação democrática e do estado de direito.

As eleições são o sopro de vida da liberdade, embora ultimamente venham sendo atacadas até por amigos da democracia, que não atentaram para esse fato e, assim, enfraquecem involuntariamente a representação e, por consequência, a democracia e as liberdades. Adiar as eleições municipais e dar mais tempo para que os que pleiteiam a representação (candidatos) se encontrem com os representados (eleitores), amalgamando a sagrada simbiose do compromisso, representa hoje, na verdade, um ato de respeito à democracia e às liberdades.

O fundamento do que venho preconizando está baseado nesse raciocínio. Entendo que é preciso dar valor ao processo eleitoral em curso como prova do nosso compromisso como nação com o estado democrático de direito, por meio da celebração do grande ato litúrgico democrático das eleições municipais: as eleições cidadãs em essência, que carregam em si aspirações e esperanças intrínsecas às necessidades próximas dos cidadãos — pois é ali, no município, onde se travam as batalhas diárias pela sobrevivência das famílias, nos bairros, nos rincões. Onde se processam, por meio da atuação diuturna de vereadores e prefeitos, os anseios das comunidades pelas mais básicas necessidades, como a creche, a merenda escolar, os remédios nos postos de saúde, a condução (transporte público municipal e escolar), as vias públicas e rurais, as podas de árvores, a iluminação pública, as calçadas, os serviços de fornecimento de água, de afastamento do esgoto, da cesta básica, do médico da família, dos postos de saúde... Da própria vida em si do brasileiro. Como certa vez disse Mário Covas: "As pessoas vivem nas cidades".

Vivemos um momento triste da vida política nacional, quando novos políticos, sob o falso pretexto de representarem uma renovação que nunca se concretiza quando chegam ao poder, estimulam a destruição da própria classe política como instituto de representação social. Miram na cabeça do adversário, mas acertam a cabeça da democracia e acabam por explodir os próprios miolos. Essa postura criou a falsa ideia de que a democracia não consegue cumprir seu papel de representar, mas a maior prova em contrário é constatar o trabalho feito por prefeitos e vereadores por todos os cantos do país, mesmo representando o ente federativo mais pobre, segurando nas pontas das unhas os fios esgarçados do tecido social e mantendo a amarração institucional.

Conheço notáveis homens públicos administrando com muita garra os destinos de alguns dos 5.564 municípios do país, mas percebo que isso talvez não esteja sendo valorizado hoje. Sei que não é fácil "defender Judas em Sábado de Aleluia", mas trago testemunho franco da luta das instituições municipalistas para manter pulsando o coração da esperança do povo nas cidades.

Não podemos, então, relegar as eleições municipais a um plano menor, como se não tivessem importância. Adiá-las é dar a elas o destaque de que precisam ter, a importância que merecem.



*João Miras é um publicitário ítalo-brasileiro, de 56 anos, que já trabalhou em dezenas de cidades, 13 estados brasileiros e em outros quatro países. Realizou mais de 170 trabalhos em 40 anos de profissão. 

Postado por Painel Opinativo

Suspensão de eventos pode deixar mais de 3 milhões sem trabalho

24.05.2020 às 08:00


O avanço no número de demissões, o crescimento exponencial dos prejuízos financeiros e a estagnação total das atividades, em virtude da pandemia de coronavírus (COVID-19), devem afetar ainda mais o setor de cultura e entretenimento nos próximos meses. O cancelamento de eventos em todo País pode deixar mais de 3 milhões sem trabalho. A perda média por empresa já chega a 1,16 milhão. Os números, que constam da segunda pesquisa elaborada pela Associação Brasileira dos Promotores de Eventos - ABRAPE, entidade que representa produtoras e promotoras no País, traz previsões preocupantes.

Até o início da crise, o setor empregava em torno de 1,8 milhão de profissionais diretos e terceirizados. O estudo revela que, com o cancelamento e adiamento de eventos mais de 240 mil profissionais já perderam os empregos até o final de abril. E a tendência é que este número cresça para 563 mil demissões até agosto, e podendo chegar, em outubro, a 841 mil desempregados, caso não haja segurança nas variáveis que definirão o retorno das atividade. "É um dado que assusta, mas é muito realista. Se ficarmos estagnados até outubro, mais da metade das ocupações formais deixarão de existir", relata o presidente da ABRAPE, Doreni Caramori.

A informalidade também sofre os impactos. Há 5 milhões de indiretos e freelancers sem registro em carteira atuando no setor. "São trabalhadores que têm nos eventos a oportunidade de gerar renda, vendendo produtos como lanches e bebidas em entrada de shows, por exemplo. Pelo menos 670 mil já estão vulneráveis. Em agosto, o número pode subir para 1,5 milhão e, em outubro, atingir 2,3 milhões. Entre formais e informais, 3 milhões podem ficar sem renda", frisa.

Prejuízos - Responsável por 4,32% do PIB nacional, a cadeia produtiva de eventos é um universo de aproximadamente 60 mil empresas. Em abril, a ABRAPE já estimava que esses negócios poderiam atingir perdas substanciais. Mas os números podem ser ainda maiores.

"A nova rodada de pesquisa, realizada com a nossa base de associadas, mostra que o prejuízo médio por empresa acumulado até o final de abril foi de 1,16 milhão, e que as perdas até agosto devem aumentar 88,7%, chegando na casa dos R$ 2,205 milhões", relata o empresário líder da entidade. Se necessária a continuidade das políticas de isolamento, até outubro o rombo no caixa de cada empresa pode estar em torno de R$ 3,116 milhões. Esse aumento de 2,5 vezes o atual prejuízo é ainda mais preocupante por revelar que a cada semana o prejuízo aumenta quase 8%".

O novo estudo da ABRAPE revela, ainda, a curva crescente dos adiamentos e cancelamentos e seus desdobramentos se a atual conjuntura for mantida. Até agosto, 52% dos cerca de 590 mil eventos programados para 2020, segundo a entidade, estarão cancelados. "A informação mais dura pra gente é prever que, até outubro, dois terços de tudo que foi programado poderá ser rescindido, ou seja, mais de 454 mil eventos podem não acontecer", explica Doreni.

Crédito - Desde o início da pandemia, promotoras e produtores vêm lidando diariamente com o custo da paralisação e da incerteza de quando e como irão retornar à normalidade, o que para Doreni, é bastante preocupante. "Estamos verdadeiramente apreensivos quanto à sobrevivência das empresas. E trabalhando arduamente para minimizar obstáculos e ajudá-las em diversas frentes. A preocupação aumenta considerando a importância do setor enquanto âncora de uma cadeia econômica. Se o produtor de eventos não sobreviver, morre também uma grande rede de fornecedores e informais que têm renda ligada a nossa atividade", ressalta.

A ABRAPE tem discutido medidas com entidades do setor e órgãos do Governo Federal. Houve avanços como a normatização das regras para o tratamento de eventos cancelados e para a administração de questões trabalhistas. Mas as tratativas com Ministério da Economia e Ministério do Turismo seguem. "Nosso foco agora é buscar a solução no acesso às linhas de crédito emergenciais para concessão de capital de giro, com carências, prazo dilatado e condições subsidiadas", finaliza o presidente Abrape.


*Sobre a ABRAPE - Criada em 1992 com o propósito de promover o desenvolvimento e a valorização das empresas produtoras e promotoras de eventos culturais e de entretenimento no Brasil, a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos - ABRAPE tem, atualmente, 270 associados, sediados em 22 Estados da Federação



Postado por Painel Opinativo

Os desafios de liderar à distância e manter os resultados de crescimento em meio à pandemia

21.05.2020 às 13:17

Temos visto, em tempo real, grandes potências sendo impactadas brutalmente por um vírus perigoso

*Sheynna Hakim Rossignol

Uma crise sem precedentes na história recente angustia o mundo neste momento. Temos visto, em tempo real, grandes potências sendo impactadas brutalmente por um vírus perigoso que revelou, sobretudo, a fragilidade de muitas nações em combater e dirimir os abalos provocados por uma pandemia desconhecida. Há cerca de cinco semanas, nós, brasileiros, começamos a sentir na pele os efeitos colaterais dessa guerra. E isso tem sido desafiador.

Digo isso porque enquanto acompanhamos pela mídia o trabalho de autoridades políticas e médicas em busca de uma solução para o problema, temos de nos preocupar, antes de tudo, com a nossa saúde e, também, com nosso trabalho. Nesse aspecto, o isolamento social impôs aos líderes das empresas uma tarefa extremamente complexa: gerir à distância com eficiência, manter a equipe engajada, desenvolver estratégias de curto prazo para superar a crise e, no meio de tudo isso, administrar a nossa vida em casa.

A mudança do nosso cotidiano, que com a quarentena passa a ser cada vez mais dentro de casa, pode ser um tanto angustiante para aqueles que nunca tiveram a experiência do home office. Porém, com algumas mudanças nos hábitos, uma boa comunicação e o apoio da família ou de pessoas próximas, é possível ver um outro lado deste momento tão difícil e o enfrentá-lo da melhor forma possível.

Um bom exemplo veio do meu próprio lar. Tenho uma filha que fez três anos durante o isolamento. Para minha surpresa, mesmo sendo nova, entendeu muito bem o que estava acontecendo. Fizemos uma festa virtual, inclusive com a recreação do "Tio Snoopy" e ela e seus amigos se divertiram muito. No início do isolamento, conversamos que eu trabalharia de casa durante um tempo, por causa do coronavírus. Ela, então, passou a observar a minha rotina e saber quais momentos poderia pedir minha atenção, ou quando eu estaria ocupada e eu também tive que me adaptar, tentando deixar o intervalo no meio do dia, como nosso momento para almoçarmos juntas e conversar.

Com apoio do meu marido, conseguimos dividir as tarefas e os horários de quem cuidaria dela, da casa e das refeições. Essa sustentação familiar foi fundamental para criar uma rotina dentro de casa. Até mesmo minha filha passou a contribuir para isso. Um exemplo é que toda vez que ela via que minha garrafinha de água estava vazia, a pegava e, sem falar nada, a enchia na cozinha e trazia de volta. Passamos também a cozinhar juntas depois do trabalho e aos finais de semana, hábito que nunca fez parte da nossa rotina.

Já no âmbito do trabalho também foi preciso nos adaptar como equipe e nos manter engajados. Como fazemos parte do segmento de serviços essenciais, afinal todos precisamos de gás, registramos de uma semana para outra um crescimento de 35% nas vendas de botijões por meio do aplicativo e um aumento de quase 10 vezes no número de usuários acessando o nosso aplicativo, o que exigiu da empresa uma resposta rápida para absorver esse volume repentino.

Como consequência desse aumento nas vendas, previmos também um crescimento nos atendimentos de clientes e revendedores via telefone, situação que rapidamente conseguimos resolver ao implantar o atendimento à distância, com todo o time trabalhando de casa. Além disso o time de tecnologia também teve que se adaptar. O volume de acessos cresceu de tal forma que tivemos que reforçar nossa infraestrutura tanto no aplicativo do consumidor, como no portal do parceiro.

Para administrar tudo isso, intensificamos ainda mais a nossa comunicação. Antes, sentávamos todos juntos, próximos um do outro, e nos falávamos o tempo todo. Agora, os gestores fazem calls diário para comunicar o que estamos fazendo e quais os desafios do dia. Também passamos a fazer com mais frequência um all hands, uma reunião com a empresa toda que costumava ser feita mensalmente. Muitos benefícios vieram a partir daí.

Logo na primeira video chamada com a participação de todos a gente pôde conversar sobre o que estávamos vivendo e como a crise do coronavírus nos afetava, não só como empresa mas como indivíduos também. Com cada um contando como está lidando com a situação, nós nos aproximamos e fortalecemos ainda mais o nosso time. Ideias surgiram e foram implementadas rapidamente. Os Chamosos puderam levar cadeiras e monitores para as casas deles, demos uma ajuda de custo para todos, dado o aumento de utilização dos recursos de casa e fizemos inclusive iniciativas para ajudar nossos fornecedores de frutas, plantas e limpeza. Todas ideias que surgiram do grupo.

A comunicação também se tornou mais efetiva, já que a distância nos impede de mantermos uma conversa direta o tempo todo. Dessa forma, para cada reunião, passou a ser necessário um preparo maior para facilitar a troca com os demais colegas. E passamos também a ser mais pontuais no início e fim das reuniões.

Todo esse entrosamento mostrou ainda um lado importante da nossa equipe que, mesmo em momentos difíceis, é capaz de usar todo o seu potencial para enfrentar os desafios. Para conseguir suportar o aumento do volume de trabalho, tivemos também que alterar os turnos e os próprios times se voluntariaram para fazer hora extra. Um empenho que reflete uma equipe consciente e engajada em uma hora em que essas suas qualidades são essenciais.

Foi justamente nas primeiras semanas de confinamento que percebi que também era preciso refletir sobre o que eu estava fazendo e quais eram as minhas prioridades nesse momento. Estava trabalhando mais de 12 horas por dia e quase não via minha filha ou passava tempo com a minha família. Quando terminava o trabalho, estava cansada demais e minha filha já estava dormindo. Então, no primeiro fim de semana de folga que tive, comecei a refletir e vi que era necessário trazer mais equilíbrio para este momento e ter uma rotina mais saudável. Assim, o trabalho continua sendo uma prioridade e eu ainda fico ocupada com ele de oito a 10 horas por dia, mas agora tenho tempo de dar atenção a quem está ao meu redor, além de participar das tarefas da casa.

A quarentena e o novo coronavírus podem ser temerosos, mas com apoio, uma boa organização e comunicação, vamos enfrentar esse momento angustiante e levaremos mudanças positivas para nossas vidas tanto do lado pessoal quanto profissional. Seja uma rotina mais saudável, uma consciência maior sobre a gente, ou uma conexão mais forte com nossa família e equipe. Juntos, vamos passar por isso.


Sheynna Hakim Rossignol é Presidente do aplicativo Chama no Brasil, marketplace que conecta revendedores de botijões de gás a clientes lançada em dezembro de 2016.

Postado por Painel Opinativo

O protagonismo feminino na pandemia

17.05.2020 às 08:00


Mais da metade dos homens dizem estar ajudando os seus filhos com o ensino à distância. Mas apenas 3% das mulheres concordam, segundo pesquisa do New York Times. Essa diferença ressalta as desigualdades que já existiam, mas estão sendo exacerbadas com as quarentenas. Com a pandemia, as mulheres ganharam ainda mais tarefas domésticas. Uma pesquisa do LeanIn.org, grupo de defesa das mulheres no trabalho, criado pela COO do Facebook, Sheryl Sandberg, aponta que as mulheres gastam em média 71,2 horas por semana em tarefas domésticas e cuidados com os outros desde o início da pandemia. Enquanto os homens relatam 51,5 horas.

As mulheres estão mais expostas nessa crise. Elas representam globalmente 70% dos profissionais de saúde, de acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Mas as mulheres não estão apenas na linha de frente, como também compõem a maioria dos setores que foram mais afetados pelo isolamento, como lazer, hospitalidade e varejo. Ainda são mais propensas a ocupar cargos temporários e de meio período — os tipos de empregos mais suscetíveis a serem cortados em uma recessão.

Nos EUA, o país que tem mais casos registrados no mundo e dados sobre emprego, as mulheres representavam 55% dos pedidos de seguro-desemprego em abril. A taxa de desemprego entre as mulheres chegou pela primeira vez, desde 1948, na casa de dois dígitos. Aumentou de 3,1% para cerca de 15% — frente aos 13% entre os homens. As taxas são ainda piores para outros grupos: o desemprego de mulheres negras é de 16,4% e latinas, 20,2%. “Acho que devemos chamar essa crise de ‘shecession’ (algo como recessão das mulheres)”, diz C. Nicole Mason, presidente e diretora executiva do Instituto de Pesquisa de Políticas para Mulheres dos EUA, em referência à recessão de 2008 que passou a ser conhecida como ‘mancession’, porque mais homens foram afetados.

Normalmente, surtos de doenças ampliam as desigualdade de gênero. Durante o Ebola, na África Ocidental, mais meninas abandonaram os estudos com a quarentena, também teve um aumento nas taxas de gravidez na adolescência, mais mulheres morreram no parto porque os recursos foram desviados para outros setores e a violência doméstica e sexual aumentou. Esta última já tem ocorrido. O número de casos de violência cresceu em 25% pelo mundo, segundo a ONU. Dos EUA à Itália, os números só aumentam. No Brasil, as denúncias subiram 14% nos quatro primeiros meses do ano.

Para a ONU, os pequenos avanços vistos nos últimos anos para a igualdade de gênero podem retroceder com a pandemia. Todos tiveram suas rendas impactadas durante o Ebola, mas os homens se recuperaram economicamente mais rápido do que as mulheres, segundo Julia Smith, pesquisadora de políticas de saúde da Universidade Simon Fraser. Com um mercado de trabalho esgotado, homens que estavam em outras indústrias mais lucrativas podem começar a competir por cargos tradicionalmente ocupados por mulheres, de acordo com Toni Van Pelt, presidente da Organização Nacional para Mulheres dos EUA. Enquanto isso, as mulheres, que no geral sofrem com a jornada dupla (mais encarregadas de atividades domésticas e cuidados) terão que esperar para procurar trabalho até que seus filhos se estabeleçam na escola e qualquer membro da família doente fique melhor.


*Com informações da Folha, O Globo, CNN Brasil, NYTimes, World Economic Forum, The Atlantic e The Guardian

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A indústria do entretenimento em tempos de Covid 19

14.05.2020 às 06:00


A indústria do entretenimento é uma das mais requisitadas no momento. Mas também é uma das que mais tem sentido os impactos da pandemia. Suas produções dependem de grandes equipes ou públicos, viagens e contato entre os atores. Apresentações por videoconferências têm quebrado o galho. Só que sem previsão para o fim do distanciamento social, as produtoras estão começando a pensar na volta ao trabalho respeitando esse novo cenário.

Em artigo ao LA Times, o diretor de conteúdo da Netflix, Ted Sarandos, dá uma ideia de como essa indústria pode voltar a ativa. Na Coreia do Sul, Japão e Islândia, a empresa voltou suas produções com checagem diária da temperatura da equipe e apenas um maquiador usando aplicadores descartáveis. Durante as filmagens, o elenco faz pausas recorrentes para lavar as mãos e desinfetar as superfícies. Mas ele deixa claro que nem tudo dá para ser como antes. Cenas que envolvem multidões ou momentos íntimos precisariam ser adiadas até que a crise diminua. Os roteiros podem precisar ser rescritos, ou os produtores teriam que usar a tecnologia para recriar uma cena que, de outra forma, seria filmada ao vivo.

A BBC propôs um plano semelhante: colocar atores e diretores em quarentena e remover o público de programas de audiência. Também está considerando adotar como exemplo o que está sendo feito na Austrália. Elenco e equipe de uma novela foram divididos em grupos, restringindo seus movimentos a uma das quatro zonas diferentes no set. Para o público, algumas dessas mudanças vão aparecer nas telas: sem atores extras e atores cumprindo o distanciamento social em cena.

O entretenimento ao vivo também têm encontrado uma alternativa: os drive-ins. Populares nos EUA nos anos 50 a 70, eles se tornaram uma boa — e segura — opção para quem procura filmes em telas de cinema em tempos de pandemia. Nos EUA, os cerca de 300 drive-ins do país viram suas vendas de ingressos dobrarem nas últimas semanas. E a saída não tem ficado só por lá. No Brasil, o cine drive-in de Brasília, um dos únicos do país, voltou a funcionar. O Rio vai ganhar um até o final de maio e o Allianz Parque, em São Paulo, deve inaugurar outro em até dois meses. Na Europa, os drive-ins ainda têm funcionado para shows e até raves. Com os carros respeitando o distanciamento social.


* Com informações de Exame, Rolling Stone, The Guardian, LATimes e Bloomberg

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